O que são talentos híbridos (as famosas soft skills) que empresas buscam

Necessidade de inteligência emocional cresceu porque a economia saiu de uma era industrial e as empresas começam a enfrentar novos desafios

Por Victor Sena – Exame  26/11/2020

No dicionário da Universidade de Cambridge, soft skill é o conjunto de habilidades para as pessoas trabalharem e se comunicarem bem juntas.

Apesar de ter ganhado força no mundo corporativo nos últimos anos, elas sempre foram necessárias, mas ficaram de lado no desenvolvimento do profissional nas últimas décadas. Além de soft skill, essas habilidades comportamentais também são chamadas de talentos híbridos.

“Nesta última década, a gente está olhando de uma forma muito mais profunda para elas porque antes a era industrial pedia profissionais voltados para atuação às questões técnicas, da indústria”, explica Mariana Achutti, CEO da Sputnik, empresa que oferece treinamentos de inteligência emocional para empresas.

Na visão de Mariana, a definição de soft skills tem a ver com o desenvolvimento de questões sócio emocionais e comportamentais para o profissional estar atento a mudanças. 

Já a definição do dicionário de Cambridge para o psicólogo e professor da The School of Life Saulo Velasco é, de certa forma, incompleta. As soft skills são habilidades principalmente de autorregulação emocional, que permitem à pessoa reconhecer suas emoções diante de situações de conflito e problemas.

Emprego: com funcionários que tenham uma média alta de soft skills, o retorno costuma vir sobre uma baixa taxa de turnover, (Hispanolistic/Getty Images)

Entre as ferramentas desta caixa estão a própria inteligência emocional, a resolução de problemas complexos e a flexibilidade cognitiva.

Esses três comportamentos estão na lista das 10 habilidades necessárias para os profissionais contemporâneos, publicadas no relatório The Future Jobs, de 2016, do Fórum Econômico Mundial. Todas elas são soft skills. Veja quais são abaixo:

  1. Pensamento crítico
  2. Criatividade
  3. Gestão de pessoas
  4. Colaboração
  5. Inteligência emocional
  6. Julgamento e tomada de decisões
  7. Orientação ao serviço
  8. Negociação
  9. Flexibilidade cognitiva
  10. Resolução de problemas complexos

No caso da inteligência emocional, um dos aspectos que a compõe é a capacidade de reconhecer seus próprios padrões de comportamento e interromper uma reação em cadeia. 

Apesar de a School of Life e a Sputnik serem empresas que oferecem essa caixa de ferramentas para as equipes, com treinamento de educação emocional, o professor Saulo Velasco destaca suas diferenças para um processo psicoterapêutico:

“A psicoterapia é sempre mais profunda, mais extensa, para desenvolvimento, inclusive para os soft skills, mas geralmente não é focada nisso. Esses workshops oferecem um conjunto de ferramentas, mas que precisam ser exercitadas. São pílulas. A psicoterapia já é um processo contínuo.”

A necessidade das soft skills cresceu nas últimas décadas porque a economia saiu de uma dinâmica focada em linhas de produção e as empresas começaram a enfrentar novos desafios. 

Comunicação, inovação e relacionamento são alguns deles. Agora, as relações mercadológicas são calcadas em questões comportamentais.

“A gente passa uma média de 17 anos entre escolas e universidade, estudando coisas que não são necessárias para o dia a dia. A discussão da soft skill surge com mais força nesse momento em que a gente precisa trabalhar de forma mais adaptável e flexível, do que vivemos nos últimos 10 anos. E que foi acelerado pela digitalização e pela pandemia”, critica Mariana Achutti.

Na pandemia, a necessidade de usar essas habilidades cresceu. O distanciamento social e o home office exigiram que os funcionários lançassem mão de novas ferramentas. Na School of Life, a procura por workshops de habilidades emocionais para empresas aumentou 40%, se compararmos ao mesmo período de 2019.

Mariana Achutti, da Sputnik, destaca a necessidade de as empresas “se tornarem mais escolas” e oferecerem ambientes psicologicamente saudáveis para os funcionários.

Segundo ela, não dá para cobrar algo de um funcionário, se ele nunca foi ensinado. Para isso, um caminho é focar em palestras, cursos e incentivar o chamado “life long learning”, que é um comportamento de sempre estar aprendendo algo.

Com funcionários que tenham uma média alta de soft skills, o retorno costuma vir sobre uma baixa taxa de turnover, mais produtividade e criatividade. Resta saber se as empresas tem essa caixa de ferramentas para oferecer aos funcionários.

https://exame.com/carreira/o-que-sao-talentos-hibridos-as-famosas-soft-skills-que-empresas-buscam/

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: 

https://chat.whatsapp.com/HOBnTZ1EH6Z0l2lo0PHYf2 (13) para WhatsApp

ou https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram.

Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. 

Me acompanhe também no Instagram @evandromilet https://instagram.com/evandromilet?utm_medium=copy_link

Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana em A Gazeta, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Ruptura nas cadeias globais pode se estender até 2023

Para setor de transporte marítimo o próximo ano ainda será caótico. CEO da Ocean Network Express (ONE), que transporta mais de 6% de todo o frete mundial acondicionado em contêineres, pede ação dos governos para superar a crise

Por Harry Depsey — Financial Times/Valor 26/10/2021 

A crise da cadeia de suprimentos que ameaça a economia mundial corre o risco de durar pelo menos mais um ano, a não ser que os governos interfiram para ajudar a atenuar o desabastecimento, alertou uma das maiores empresas mundiais de transporte marítimo.

Jeremy Nixon, CEO da Ocean Network Express (ONE), que transporta mais de 6% de todo o frete mundial acondicionado em contêineres, conclamou os governos a impulsionar os investimentos na capacidade dos portos, ferrovias, armazéns e sistemas rodoviários.

“É necessário que haja algum respaldo dos governos nessa esfera para talvez transferir pessoas de algumas partes da economia em que a demanda não é tão forte para partes mais decisivas da economia em que a demanda é muito forte e importante para as cadeias de suprimentos globais”, disse ele.

Embora o presidente dos EUA, Joe Biden, venha pressionando as empresas de frete ferroviário, grupos de transporte rodoviário e portos a aumentar sua própria capacidade e produtividade a fim de atender à demanda crescente, Nixon disse que os EUA são uma área de preocupação especial.

Negociações marcadas para maio do ano que vem entre operadoras dos terminais dos portos de navios porta-contêineres da Costa Oeste dos EUA, a porta de entrada para produtos despachados da Ásia, e trabalhadores tende a se revelar fonte de novos transtornos dos serviços, disse Nixon.

“Não vejo qualquer melhoria imediata no momento”, disse Nixon. “Se tivermos um congestionamento grave em julho, agosto e setembro de 2022 na América do Norte, ele poderá, talvez, durar até o fim de 2022 e começo de 2023.”

As drásticas mudanças na demanda do consumidor durante a pandemia, desestabilização do transporte marítimo global e um setor aéreo combalido criaram a crise mais grave de vários anos das cadeias de suprimentos mundiais.

Junto com a volatilidade da demanda do consumidor, o setor de transporte marítimo enfrentou as ausências de portuários devido à covid e a falta de caminhoneiros, que levam os produtos a seus destinos finais no interior dos países e devolvem os contêineres vazios, no Reino Unido, Europa e EUA.

Embora o alerta de Nixon de que os problemas da cadeia de suprimentos poderão extravasar para 2023 seja um dos mais pessimistas, muitos executivos do setor de transporte marítimo preveem que o ano que vem será caótico.

A quebra de cadeias de suprimentos está entre as principais preocupações das empresas, bancos centrais e investidores, por causarem escassez de produtos e aumentos de preços de artigos que vão desde alimentos para animais de estimação até brinquedos.

No que se refere a outros grupos de transporte marítimo, o distúrbio contribuiu para aumentar os lucros da ONE, uma vez que as taxas que a empresa cobra para movimentar bens dispararam. Formada em 2017 para integrar os serviços das japonesas Kawasaki Kisen Kaisha, Mitsui OSK Lines e Nippon Yusen Kaisha, a ONE teve US$ 2,6 bilhões em lucros no segundo trimestre, mais de 15 vezes o resultado em igual período de 2020.

A ONE, que tem uma frota de 220 navios, terá “mais cuidado com os volumes contratados com os clientes”, disse Nixon, uma vez que o grupo encontra dificuldades para transportar o volume de carga que gostaria.

https://valor.globo.com/mundo/noticia/2021/10/26/ruptura-nas-cadeias-globais-pode-se-estender-ate-2023.ghtml

Falta de contêineres agrava logística global, diz OMC

Empresas de transporte marítimo enfrentam dificuldade para acompanhar recuperação no comércio

Por David Pilling — Financial Times/Valor 20/10/2021

Os problemas nas cadeias de suprimentos globais poderão se estender por “vários meses”, uma vez que empresas de transporte marítimo enfrentam dificuldades para contornar “um descompasso entre oferta e demanda” e fazer frente à persistente escassez de contêineres, disse a diretora da Organização Mundial de Comércio (OMC).

Trilhões de dólares de incentivos relacionados à pandemia alimentaram a escalada da demanda de consumo, disse Ngozi Okonjo-Iweala, levando as empresas a acumular estoques agressivamente.

“Quando falo com alguns empresários, há um certo pânico neste ano de que a cadeia de suprimento deles seja impactada”, disse a diretora-geral da OMC em entrevista no Africa Summit do “FT”.

Empresas de transporte marítimo não tinham previsto a força da recuperação, acrescentou ela. “Elas reduzem a disponibilidade de contêineres, que foram deixados nos lugares errados, portanto agora há escassez de contêineres.”

Com a aproximação da temporada de festas em muitas partes do mundo, essas dificuldades tendem a persistir, segundo ela.

A diferença entre as taxas de vacinação estão agravando os problemas, disse Okonjo-Iweala, criando duas classes de recuperação mundial, uma vez que alguns países voltaram com toda a força à vida, enquanto outros foram deixados em dificuldades.

Os países ricos que “vacinaram mais de 50% da população e implementaram estímulos fiscais muito fortes, de bilhões de dólares, estão em um caminho de recuperação melhor do que os países mais pobres, que não têm espaço fiscal e que também têm muito pouco acesso a vacinas”, disse ela.

“O fato de 60% ou mais das pessoas de países ricos terem sido vacinadas, contra menos de 2% nos países pobres, simplesmente dá ideia do grau de divergência.”

Ela acrescentou que houve uma falha da liderança mundial em garantir que as vacinas fossem distribuídas de maneira mais equitativa no mundo inteiro.

“Temos a tecnologia para salvar vidas, mas não conseguimos fazer com que ela chegue onde se precisa”, disse ela. Os países ricos tinham prometido centenas de milhões de doses aos mais pobres, mas “eles simplesmente não estão traduzindo isso em distribuição” para onde elas são necessárias.

No entanto, Okonjo-Iweala desqualificou preocupações de que uma guerra comercial entre China e os EUA possa levar a um descolamento do comércio mundial que prejudicaria o crescimento. “Quando ouvimos a retórica de ambos os países, podemos ter esse descolamento, mas as evidências que vemos na prática com relação ao comércio internacional não sustentam essa teoria do descolamento”, acrescentou.

O comércio entre a UE e a China é forte, disse ela. “Os dados estatísticos sobre comércio de bens entre as grandes potências são muito robustos.” Mesmo se quisessem, os países não conseguiriam se descolar tanto quanto gostariam. “Não é tão fácil desfazer cadeias de suprimentos, elas são muito complicadas para muitos produtos.”

Okonjo-Iweala disse que a Área de Livre Comércio da África Continental, que abrange 54 países e entrou em funcionamento neste ano, tem o poder de transformar o potencial comercial e industrial do continente. A África responde por apenas cerca de 4% do comércio mundial, e a maioria de suas exportações sai do continente sem passar por processamento.

Embora a área de livre comércio precise de melhorias significativas nos marcos regulatórios, bem como em infraestrutura física, entre países, a criação de um mercado único de 1,3 bilhão de pessoas tem enorme potencial para reverter décadas de desindustrialização.

https://valor.globo.com/mundo/noticia/2021/10/20/falta-de-conteineres-agrava-logistica-global-diz-omc.ghtml

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: 

https://chat.whatsapp.com/HOBnTZ1EH6Z0l2lo0PHYf2 (13) para WhatsApp

ou https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram.

Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. 

Me acompanhe também no Instagram @evandromilet https://instagram.com/evandromilet?utm_medium=copy_link

Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana em A Gazeta, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

“Combustão criativa acontece no presencial”, diz CEO do Google

Fábio Coelho, presidente do Google no Brasil, fala sobre a gestão da colaboração na empresa em novo episódio do podcast

Por Stela Campos —Valor 25/10/2021

“O fato de conviver a distância por muito tempo não significa que este é o modelo ideal. A gente acredita no trabalho remoto, na educação a distância e no comércio eletrônico, mas também sabemos do poder e do valor do nosso escritório como um ambiente de colaboração”, diz Fábio Coelho, vice-presidente do Google Inc. e presidente do Google no Brasil. Para ele, a combustão criativa acontece melhor presencialmente, quando existe uma troca de energia e um melhor entendimento da linguagem corporal. O presencial, no entanto, não elimina o virtual para algumas questões.

Coelho participou do novo episódio do CBN Professional, uma parceria do Valor com a rádio CBN. Nele, falou sobre como funciona a colaboração dentro do Google e como a empresa tem atuado para não perder suas conexões em tempos de pandemia. “O maior desafio é manter todo mundo alinhado e engajado porque a distância gera ansiedade”, conta. O antídoto para isso, segundo ele, é ter um protocolo de comunicação e de geração de confiança.

Coelho escreveu 30 cartas semanais na pandemia para mostrar a todos os 1.200 funcionários no país o que a empresa vinha fazendo. Ele diz que o Google teve uma grande responsabilidade na pandemia, pela própria natureza do negócio diante da busca das empresas por tecnologia. “Ajudamos quem não tinha canal digital e que passou a ter esse como o único canal de negócios por um tempo. Tivemos que ter ideias e isso faz parte da nossa colaboração criativa”, diz.

A colaboração funciona, segundo Coelho, baseada em quatro pontos principais: ter pessoas com perfis colaborativos, plataformas certas, alinhamento de propósito para as pessoas saberem que estão na direção certa e métricas para acompanhar. 

O Google anunciou que só vai voltar para os escritórios, em modelo híbrido, em janeiro de 2022. Coelho acredita que a flexibilização vai ser importante no retorno. “O futuro do trabalho pressupõe mais confiança”, diz. O trabalho híbrido, para ele, será fundamentado em flexibilidade e opções. “No fim das contas será ter pessoas conectadas e as plataformas para isso.”

O trabalho no Google hoje acontece em células pequenas e segue a metodologia ágil, explica. A informação tem que estar distribuída e as decisões também. Como há muita informação, a expectativa é que as pessoas saibam priorizar o que é relevante para elas e para o negócio. Como isso não está podendo ocorrer hoje dentro dos ambientes lúdicos, característicos dos escritórios do Google, ele diz que há o incentivo para a troca de ideias permanente nesses pequenos grupos. “Temos que gerenciar esse caos criativo.”

“Nada substitui você perguntar algo para o colega. Às vezes, a pessoa tem vergonha de perguntar a distância, porque para fazer isso precisa pedir uma videoconferência de 15 minutos”, diz. Respeitar as diferenças, segundo ele, tem sido fundamental, porque nem todos gostam de interagir no modo virtual. Alguns temas como resolução de conflitos e o onboarding funcionam melhor no presencial, segundo ele. “É que nem pedir alguém em casamento, é sempre melhor presencialmente”, brinca.

O momento atual ele diz que é de pouca hierarquia. O seu papel não é tomar todas as decisões que são grandes e importantes. “A maior parte do tempo tenho que mostrar o caminho, ajudar as pessoas na priorização do que é relevante e remover obstáculos para proteger o tempo delas”. Coelho diz que ser líder de pessoas inteligentes e conectadas em pleno século 21 exige a disciplina de ter “menos ego e mais ouvido.” A íntegra do episódio está disponível no site do CBN Professional e em serviços de streaming como Spotify e Apple Podcasts.

https://valor.globo.com/carreira/noticia/2021/10/25/combustao-criativa-acontece-no-presencial-diz-ceo-do-google-sembarreira.ghtml

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: 

https://chat.whatsapp.com/HOBnTZ1EH6Z0l2lo0PHYf2 (13) para WhatsApp

ou https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram.

Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. 

Me acompanhe também no Instagram @evandromilet https://instagram.com/evandromilet?utm_medium=copy_link

Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana em A Gazeta, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Conheça as profissões (e os salários) que devem bombar em 2022

Piloto de drone, engenheiro de georreferenciamento e “analista de pessoas”, ou “People Analytics” são alguns dos exemplos

Por Victor Sena – Exame –  23/10/2021 

O mercado de trabalho do pós-pandemia já mostra a consolidação do home office, a continuidade na alta dos salários do setor de tecnologia e a queda das fronteiras para as contratações de profissionais.

Essas são algumas das conclusões da consultoria Robert Half para o cenário de 2022.

Com a retomada gradual da economia, o Guia Salarial 2022 da consultoria mostra também as profissões e os setores que são tendência para o próximo ano, levando em conta principalmente o fim do isolamento social.

Piloto de drone, engenheiro de georreferenciamento e “analista de pessoas”, ou “People Analytics” são alguns dos exemplos.

Essas novas profissões fazem parte de áreas como Engenharia, Finanças e Contabilidade, Jurídico, Mercado Financeiro, Recursos Humanos, Seguros, Tecnologia e Vendas e Marketing. 

O guia verificou também que haverá uma exigência maior pelas chamadas soft skills, habilidades comportamentais que todo profissional precisa ter.

As cinco soft skills mais valorizadas são: Comunicação, Adaptabilidade, Flexibilidade, Perfil Analítico/Visão Estratégica, Senso de dono/Visão do negócio.

Outros dois pontos que a pesquisa verificou foi: há um desafio de atração de retenção, já que a maior parte dos recrutadores (69%) acredita que encontrar colaboradores qualificados será mais difícil e o chamado anywhere office virou realidade. Agora, a flexibilização é considerada fundamental.

“O que era benefício agora é ferramenta de trabalho e isso significa retenção de profissionais. Cerca de 38% dos profissionais não continuariam na empresa se não tivessem o modelo híbrido. O trabalho híbrido veio para ficar”, explica Lucas Nogueira, diretor de recrutamento da Robert Half.

CAPA DO DIA_23_home

Equipe de Marketing: Executivo de Contas, Coordenador de Marketing Digital e Gerente de e-commerce são alguns dos cargos em alta (iStock / Getty Images Plus/Divulgação)

Assim, quase metade dos executivos (49%) tem receio de perder algum profissional-chave no próximo ano e entre os principais motivos estão: abordagem mais agressiva da concorrência, aumento da pressão por resultados e insatisfação com o salário.

Para Nogueira, as profissões listadas abaixo são áreas que não devem ter o ciclo interrompido nos próximos 3 ou 4 anos. Ou seja, vale a pena apostar nessas enquanto estudantes.

Veja abaixo as áreas e as profissões em alta para 2022.

Engenharia

  • Indústrias que lideram as contratações: Saúde, Bens de consumo, Tecnologia / Logística, Infraestrutura, Mineração
  • Profissionais procurados: Gerente de Supply Chain, Comprador, Engenheiro de Aplicação/Vendas, Gerente de projetos/PMO, Gerente de vendas técnicas, Coordenador de planejamento, Coordenador de Customer Service, Engenheiro de QSMS, Engenheiro de Produção/Processos
  • Carreiras do futuro: Piloto de drone, Engenheiro de georreferenciamento, Engenheiro de dados, Engenheiro de inovação
  • Salários em 2022:
    • Gerente de Supply Chain: P/M – 17.100 | 22.000 | 27.500; G – 21.700 | 28.000 | 34.900
    • Coordenador de Customer Service: P/M – 6.200 | 8.000 | 10.000; G – 7.800 | 10.000 | 12.500
    • Engenheiro de Aplicação/Vendas: P/M – 5.400 | 7.000 | 8.800; G – 7.800 | 10.000 | 12.500
    • Engenheiro de Produção/Processos: P/M – 4.700 | 6.000 | 7.500; G – 7.000 | 9.000 | 11.300

Finanças e contabilidade

  • Indústrias que lideram as contratações: Tecnologia, E-commerce, Agronegócio, Logística, Infraestrutura, Farmacêutica/Healthcare, Bens de consumo
  • Áreas mais demandadas: M&A/RI/Tesouraria Estruturada, Controller, Contábil/Fiscal, Planejamento Financeiro/Controladoria, Tesouraria/Financeiro
  • Salários para 2022
    • Analista de M&A/RI/Tesouraria Estruturada Pleno: P/M – 6.000 | 7.000 | 7.900; G – 6.950 | 8.000 | 9.450
    • Controller: P/M – 15.150 | 18.700 | 22.700; G – 22.850 | 28.500 | 35.150
    • Coordenador de Planejamento/Controladoria: P/M – 9.350 | 12.000 | 14.250; G – 12.650 | 15.000 | 18.450
    • Analista Contábil/Fiscal Sênior: P/M – 5.350 | 7.000 | 8.050; G – 7.400 | 9.000 | 10.050

Jurídico

  • Indústrias que lideram as contratações: Tecnologia, Varejo/E-commerce, Serviços, Bens de Consumo, Agronegócios
  • Posições mais demandadas: Para escritórios – Advogados especialistas em operações de M&A (pleno e sênior), Advogados de Societário e Contratos (pleno e sênior), Advogados de Consultivo Tributário (pleno e sênior), Advogados de Contencioso Cível (pleno e sênior) / Para empresas – Advogados generalistas (pleno a diretor), Advogados especializados em contratos (pleno), Advogados de compliance
  • Salários para 2022:
    • Advogado Empresarial/M&A Sênior: P – 10.700 13.000 15.700; M – 14.800 | 18.000 | 21.750; G – 16.450 | 20.000 | 24.150
    • Advogado Consultivo Tributário Pleno: P – 7.400 | 9.000 | 10.850; M – 9.450 | 11.500 | 13.850 G – 9.850 | 12.000 | 14.450
    • Advogado Contencioso Cível Sênior: P – 9.850 12.000 14.500 | M – 11.550 | 14.000 | 16.900; G – 12.300 | 15.000 | 18.050
    • Advogado de compliance Pleno: M – 8.235 | 10.000 | 12.059; G – 9.050 | 11.000 | 13.300

Mercado Financeiro

  • Indústrias que lideram as contratações: Fundos de Private Equity, Assets, Bancos de Investimentos, Meios de Pagamentos, Fintechs
  • Posições mais demandadas: RM Private, M&A (analistas/associados/vp), Crédito corporate (analistas/especialistas), Finanças (diretores/gerentes), Profissionais de áreas regulatórias (analistas/especialistas/gerentes/diretores), Equity Research (analistas)
  • Salários para 2022:
    • Analista de Equity Research: 14.550 | 18.000 | 22.200
    • Analista de Fusões e Aquisições: 12.250 | 15.200 | 18.750
    • Analista de Compliance/Auditoria/Controles Internos: 11.300 | 14.000 | 17.300
    • Gerente de Relacionamento Private: 21.000 | 26.000 | 32.100

Recursos Humanos

  • Indústrias que lideram as contratações: Tecnologia e Telecom, Startups, Varejo, Bens de consumo, Serviços, Indústria
  • Posições mais demandadas: Business Partner, Remuneração e Benefícios (analistas sênior/especialistas/coordenadores), Treinamento e Desenvolvimento (analistas sênior/especialistas/ coordenadores), Gerente generalista, Gerente com foco em desenvolvimento organizacional
  • Profissões do futuro: People Analytics, Change Management, Especialistas em DEI
  •  Salários para 2022
    • Gerente Business Partner: G – 19.600 | 23.000 | 25.950;
    • Coordenador/Especialista de Remuneração e Benefícios: P/M – 9.800 | 11.500 | 12.950; G – 10.600 | 12.500 | 14.100;
    • Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento: P/M – 6.400 | 7.500 | 8.400; G – 7.250 | 8.500 | 9.500;
    • Gerente de Recursos Humanos (P/M): P/M – 14.450 | 17.000 | 19.150; G – 19.600 | 23.000 | 25.950;

Seguros

  • Segmentos que lideram as contratações: Operadoras de saúde, Seguradoras – grandes riscos, Corretoras, Insurtechs
  • Posições mais demandadas: Finanças (analistas e gerentes), Atuarial (analistas e especialistas), Comercial (gerentes), Produtos (analistas e gerentes)
  • Salários para 2022
    • Analista de Inovação Digital: 8.300 | 11.200 | 12.500
    • Coordenador Atuarial: 10.400 | 13.000 | 14.600
    • Gerente de Produtos: 13.800 | 18.500 | 20.750
    • Analista de Finanças: 6.700 | 9.000 | 10.050

Tecnologia

  • Indústrias que lideram as contratações: Tecnologia, Mercado financeiro, Varejo, Startups, Logística
  • Posições mais demandadas: Desenvolvedor Front-End (sênior), Desenvolvedor Full Stack (pleno e sênior), Arquiteto de soluções, Tech Lead, Profissional de infraestrutura (analistas e coordenadores), Profissional de segurança da informação (especialistas a gerentes), Desenvolvedor Back-End (pleno e sênior), DeVops, Product Owner, Profissional de dados
  • Profissões do futuro: Desenvolvedor Front-End, Desenvolvedor Full Stack, Pentester, Arquiteto de Soluções, Machine Learning
  • Salários para 2022
    • Desenvolvedor Front-End Sênior: 11.550 | 15.000 | 19.350
    • Desenvolvedor Full-Stack Pleno: 8.100 | 10.500 | 13.550
    • Desenvolvedor Back-End Pleno: 6.900 | 9.000 | 11.600
    • Especialista/Cientista de dados: 13.100 | 17.000 | 21.950
    • Gerente de Segurança da Informação: 20.050 | 26.000 | 33.550

Vendas e Marketing

  • Indústrias que lideram as contratações: Bens de consumo, Varejo, Tecnologia, Startups, Educação, Healthcare, Mídia e Publicidade, Agronegócio
  • Posições mais demandadas: Executivo de Contas, Coordenador de Marketing Digital, Gerente de e-commerce, Gerente de Marketing Digital, Analista de Marketing Digital, CRM-CX, Vendas internas, Gerente de Produtos Digitais, Analista de Marketing – Marketplace, Analista (CRO)/Martech
  • Profissões do futuro: Analista Martech, Líder Live streamer, Estrutura ligada a Produtos digitais
  • Salários para 2022
    • Analista de Marketing Digital: P/M – 4.100 | 6.000 | 7.400; G – 6.200 | 9.000 | 11.000
    • CRM/CX: P/M – 3.100 | 4.500 | 5.600; G – 4.800 | 7.000 | 8.600
    • Gerente de e-commerce: P/M – 9.700 | 14.000 | 17.200; G – 13.800 | 20.000 | 24.600
    • Analista de CRO/Martech: P/M – 4.800 7.000 8.600; G – 7.600 | 11.000 | 13.500

https://exame.com/carreira/conheca-as-profissoes-e-os-salarios-que-devem-bombar-em-2022/

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: 

https://chat.whatsapp.com/HOBnTZ1EH6Z0l2lo0PHYf2 (13) para WhatsApp

ou https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram.

Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. 

Me acompanhe também no Instagram @evandromilet https://instagram.com/evandromilet?utm_medium=copy_link

Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana em A Gazeta, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Amazon aumenta capacidade de transporte para evitar gargalo no fim do ano

A companhia dobrou a capacidade de processamento de contêineres e garantiu mais espaço para armazenamento para transporte marítimo

Por Reuters – Exame – : 25/10/2021 

A Amazon disse nesta segunda-feira, 25, que dobrou sua capacidade de processamento de contêineres e garantiu mais espaço para armazenamento para transporte marítimo para tentar superar os gargalos da cadeia de suprimentos a tempo para a temporada de compras natalinas.

A natureza intermitente da pandemia afetou as cadeias de abastecimento globais que são otimizadas para o movimento just-in-time de mercadorias, enquanto a escassez de mão de obra e equipamento e a falta de espaço para armazenar produtos agravaram a situação.

A Amazon, que planeja contratar 150.000 trabalhadores temporários nos Estados Unidos durante o período de férias, disse que também aumentou as portas de entrada em sua rede em 50%.

Amazon

Amazon (Ronny Hartmann/picture alliance/Getty Images)

O gigante do comércio eletrônico não é a única empresa que está tentando usar sua escala e recursos para abrir caminho através das dores de cabeça da cadeia de suprimentos.

Varejistas como Walmart Inc., Target Corp. e Home Depot disseram que estão fretando navios para lidar com a desaceleração das redes marítimas por causa da pandemia, que administram 90% do comércio mundial.

O presidente Joe Biden no início deste mês insistiu para que o setor privado ajude a aliviar os gargalos da cadeia de abastecimento, expandindo as operações noturnas nos portos.

https://exame.com/tecnologia/amazon-aumenta-capacidade-de-transporte-para-evitar-gargalo-no-fim-do-ano/

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: 

https://chat.whatsapp.com/HOBnTZ1EH6Z0l2lo0PHYf2 (13) para WhatsApp

ou https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram.

Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. 

Me acompanhe também no Instagram @evandromilet https://instagram.com/evandromilet?utm_medium=copy_link

Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana em A Gazeta, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

O que nos faz querer acelerar até a velocidade do podcast?

A colunista Stela Campos diz que a pressa para parecer rápido, eficiente e bem-informado não é produtiva nem saudável

Por Stela Campos* – Valor – 23/08/2021

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: 

https://chat.whatsapp.com/HOBnTZ1EH6Z0l2lo0PHYf2 (13) para WhatsApp

ou https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram.

Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. 

Me acompanhe também no Instagram @evandromilet https://instagram.com/evandromilet?utm_medium=copy_link

Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana em A Gazeta, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Outro dia um executivo me disse que acompanhava quase 50 podcasts por semana. Me senti como um carro a 20 km por hora sendo ultrapassado por uma Lamborghini a 300 km por hora. Comentei que era difícil separar tanto tempo para ter uma dedicação igual à dele e que para dar conta dos podcasts que mais me interessavam já era difícil. Ele me olhou surpreso e perguntou: “Você não acelera?”. “Não?”, respondi meio sem graça. Confesso que me interessei por podcasts há relativamente pouco tempo quando me instigaram a encarar o desafio de criar um, e nunca tinha reparado no botãozinho do “speed”.

Depois que ele falou sobre isso, resolvi fazer alguns testes. Na hora me lembrei das propagandas eleitorais no rádio em que a fala do locutor é acelerada bem no final, no momento de citar o nome da coligação partidária, ou daqueles anúncios de remédio que aceleram a frase: “O Ministério da Saúde adverte, se os sintomas persistirem, o médico deverá ser consultado”. Palavras que só conseguimos entender porque já tínhamos escutado mil vezes antes.

Descobrir essa façanha dos podcasts, no entanto, me levou a pensar na aceleração propriamente dita. Por que estamos tão preocupados em fazer tudo tão rápido? Rapidez para muitos pode ser um sinal de eficiência, para outros, de esperteza, e há quem veja nisso um atributo para se destacar na competição pelo melhor desempenho corporativo.

Ao querer abraçar o mundo de uma só vez, corremos o risco de perder aquilo que fomos buscar em primeiro lugar: a informação, o divertimento e a emoção — Foto: Pexels

No caso do podcast, imagino que a voracidade explícita no consumo acelerado pode ter vários significados, como o medo de estar perdendo novidades, a vontade de aumentar o repertório de curiosidades para se exibir em uma roda de conversa ou até um desejo genuíno de acompanhar especialistas e aprender coisas novas. Mas com tanta oferta hoje, acho difícil conseguirmos aproveitar tudo o que ouvimos.

Ao querer abraçar o mundo de uma só vez, corremos o risco de perder aquilo que fomos buscar em primeiro lugar: a informação, o divertimento e a emoção. Ouvir um guru de bem-estar acelerado não acalma ninguém. Um conselho, uma dica ou um número podem entrar por um ouvido e sair pelo outro, se você não prestar atenção de verdade. Na tentativa de sermos ultra produtivos com nosso valioso tempo, podemos gastar minutos preciosos da nossa vida ouvindo muito e absorvendo pouco. Raymond Pastore, professor assistente de tecnologia instrutiva da Universidade da Carolina do Norte Willmington, conduziu cinco estudos que mostram uma queda enorme na compreensão em uma fala 50% comprimida ou na velocidade 2x.

De acordo com suas pesquisas, o tipo de assunto também faz diferença e afeta o nível de retenção da informação em uma audição acelerada. Tópicos mais densos, por exemplo, não são bem assimilados no “speed”. A familiaridade com o tema sempre ajuda a ter um entendimento mais rápido, segundo Pastore. Se a pessoa quiser mesmo acelerar e compreender o que está ouvindo, ele recomenda aumentar a velocidade em 1.25x e nunca, jamais, ultrapassar 1.50x. Mas, se estamos ouvindo podcasts feito loucos para termos aquela sensação de que estamos otimizando nosso tempo e nos alimentando de informação, me parece meio inútil gastar seu poder de concentração em 50 podcasts diferentes. Melhor degustar sem pressa aqueles que realmente importam.

O fato é que hoje estamos apressados para quase tudo. O confinamento na pandemia nos fez perseguir a sensação de que era preciso usar nosso tempo em casa – quando não estamos nos matando de trabalhar – para aprender coisas úteis. Mesmo depois do expediente, relaxando, pulamos a apresentação da série para ir logo para o que interessa. Para encher mais rápido a lista de livros do ano, há quem busque apps para devorar o maior número possível de resumos ou quem tenha decidido treinar o cérebro para ler mais rápido. O que, segundo especialistas, não ajuda muito, porque mesmo com muito treino somos capazes de ler apenas 200 a 300 palavras por minuto. Qualquer aceleração acima disso pode tornar a retenção da informação praticamente impossível, segundo Elizabeth Schotter, cientista cognitiva da Universidade do Sul da Flórida.

Não dá para vencer os robôs no quesito velocidade, assim como não é possível acompanhar os quase 900 mil podcasts que foram lançados apenas em 2020, de acordo com dados da empresa americana Chartable. E você pode enlouquecer só de pensar que um quarto deles este ano já postou mais de 10 episódios que você não ouviu. Então, é preciso relaxar, você sempre vai estar atrasado. A escolha deve ser seletiva e não paranoica. Lembre que a maneira como usamos e aplicamos a informação é individual e depende do repertório de cada um. As conexões e os insights são seus e de mais ninguém. Não é preciso correr para saber tudo antes.

*Stela Campos é editora de Carreira, coeditora dos anuários Executivo de Valor e Valor Carreira. Autora do Guia Valor Econômico de Desenvolvimento Profissional e apresentadora do podcast CBN Professional

e-mail: stela.campos@valor.com.br

https://valor.globo.com/carreira/coluna/o-que-nos-faz-querer-acelerar-ate-a-velocidade-do-podcast.ghtml

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: 

https://chat.whatsapp.com/HOBnTZ1EH6Z0l2lo0PHYf2 (13) para WhatsApp

ou https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram.

Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. 

Me acompanhe também no Instagram @evandromilet https://instagram.com/evandromilet?utm_medium=copy_link

Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana em A Gazeta, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Cadeias de suprimentos: pontos-chaves de flexibilidade de produção e caixa para resiliência

Os vencedores desta crise devem ter bolsos fundos

Financial Times 22/10/2021(Tradução Evandro Milet)

Esqueça vendas, lucros e até ebitda. Nesta temporada de lucros, os investidores nos EUA estão vasculhando relatórios trimestrais e transcrições em busca de pistas sobre como as empresas estão gerenciando seus riscos da cadeia de suprimentos.

As decisões sobre transporte e manufatura podem transformar a riqueza de uma empresa em um centavo. O varejista de artigos domésticos Bed, Bath and Beyond perdeu mais de um quinto de seu valor em um dia. Ela alertou sobre os desafios “sem precedentes” da cadeia de suprimentos e reduziu suas previsões de vendas e ganhos para o ano.

No varejo, os vencedores desta crise devem ter bolsos fundos. A Target, que tem mais de US $7 bilhões em caixa e equivalentes a caixa, conseguiu contornar parte do congestionamento do porto da costa oeste fretando seu próprio navio de contêineres. O custo adicional pesará nas margens de lucro. Mas também pode tirar negócios de rivais menores. As ações da Target subiram mais de 12 por cento na semana passada, depois que o grande varejista assegurou ao mercado que não teria problemas para encher as prateleiras antes da importante temporada de compras de fim de ano.

No lado da manufatura, as empresas que estão “nearshoring” – movendo a produção para mais perto de casa – podem ser boas apostas para os investidores. A fabricante de tamancos Crocs obteve um grande impulso em seu valor de mercado esta semana, após delinear planos para mover parte de sua produção do Vietnã para a China e a Indonésia.

O fabricante de sapatos Steve Madden já reduziu sua dependência da Ásia, transferindo cerca de metade de sua produção para o México e o Brasil. Tornar os produtos mais próximos dos EUA permite à empresa evitar os problemas enfrentados por fabricantes de roupas como a VF Corp. O grupo por trás da North Face e da Vans adquire cerca de um quarto de seus produtos do Vietnã. Ela seguiu a Nike no alerta sobre a escassez de estoque causada por fechamentos de fábricas que duraram meses, após um ressurgimento de infecções por Covid-19 lá.

Sem fim à vista para as interrupções da cadeia de suprimentos global, as empresas com maior escala e flexibilidade de produção se diferenciarão das rivais que não conseguem acompanhar.

https://www.ft.com/content/e934c8ff-12c4-4cbd-9013-f46ca95ca4b2

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal basta clicar no link: https://chat.whatsapp.com/HOBnTZ1EH6Z0l2lo0PHYf2  (13) para WhatsApp ou https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram Este é um grupo de WhatsApp restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana em A Gazeta, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Gerdau é a empresa do ano de Melhores e Maiores

A Gerdau vive uma das melhores fases da empresa centenária. Um dos principais clientes da siderúrgica, a construção civil sofreu menos do que outros setores com a pandemia

Por Leo Branco – Exame –  20/10/2021 

Um experimento nos primeiros meses de 2021 deu à ­siderúrgica Gerdau uma visão das oportunidades para uma multinacional brasileira de 120 anos de história. Em maio, a Brasil ao Cubo, startup catarinense investida pela Gerdau no ano passado, terminou a construção de um prédio de oito andares na zona central de Tubarão, cidade de 100.000 habitantes a 80 quilômetros de Florianópolis, Santa Catarina. A obra chamou a atenção pela praticidade: tudo ficou pronto em 100 dias. O canteiro registrou um consumo mínimo de água. A sujeira típica de uma empreitada dessas foi praticamente inexistente. Tudo isso porque o prédio é feito de blocos de concreto e aço pré-moldados a poucos quilômetros dali e encaixados na obra como peças de Lego. Trata-se do primeiro prédio da Brasil ao Cubo, especializada em construções horizontais.

Fábrica da Gerdau: uso de inteligência artificial para prever riscos de acidentes (Divulgação/Divulgação)

A lógica desse tipo de construção é de serviço completo: o fornecedor dos blocos de concreto é também responsável pelo trabalho de erguer o prédio e fazer eventuais manutenções na sequência. Para a Gerdau, até pouco tempo focada na fabricação de derivados de aço, como vergalhões, arames, barras, chapas e por aí vai, o serviço completo é o futuro do negócio. “O cliente não quer mais preo­cupação com fornecedores diferentes em todas as etapas da obra”, diz Gustavo Werneck, CEO da Gerdau desde 2018, o primeiro executivo fora da família fundadora a ocupar o cargo. “Nossa visão é agregar cada vez mais serviços.”

Gustavo Werneck, CEO da Gerdau: foco em novos negócios e na agenda ESG

Gustavo Werneck, CEO da Gerdau: foco em novos negócios e na agenda ESG (Leandro Fonseca/Exame)

Os experimentos da Gerdau vêm numa das melhores fases da empresa centenária. Um dos principais clientes da siderúrgica, a construção civil sofreu menos do que outros setores o baque das medidas de isolamento social na pandemia. No Brasil, boa parte das obras seguiu a toda. “Não paramos o funcionamento das usinas por falta de demanda no ano passado”, diz Werneck, para quem a demanda também ajudou. “No meio das incertezas, as famílias tiraram dinheiro de aplicações financeiras e foram colocar dinheiro no mundo real, em imóveis.” Tudo isso colaborou para um 2020 “excepcional”, nas palavras de Werneck.

­­A receita de 43 bilhões de reais foi quase 10% acima da registrada no ano anterior, segundo dados levantados pela escola de negócios Ibmec. O lucro antes de impostos cresceu 60% ante 2019 e fechou em 5 bilhões de reais. Ao que tudo indica, a boa fase segue em 2021. A receita líquida no segundo trimestre, de 19 bilhões de reais, é mais do que o dobro da registrada 12 meses antes. Pelos ótimos resultados financeiros e pelas conquistas em outras frentes, a Gerdau foi escolhida a Empresa do Ano por MELHORES E MAIORES, anuá­rio publicado pela EXAME desde 1974. É a primeira vitória da companhia fundada em Porto Alegre em 1901.

 (Arte/Exame)

A boa fase da Gerdau se explica também pela guinada para uma empresa de serviços. Um marco dessa trajetória foi a criação da Gerdau Next, um braço da empresa para relacionamento com startups, em agosto do ano passado. É responsabilidade da Next conversar com empresas de tecnologia para projetos especiais, como o prédio em Santa Catarina, e eventualmente adquirir participação nesses negócios para diversificar as receitas. “A meta é chegar a 2030 com 20% da receita do grupo vinda de negócios para além da cadeia do aço”, diz Juliano Prado, vice-presidente da Gerdau contratado em julho do ano passado para tocar a Next após duas décadas de experiência em inovação em gigantes de energia como Shell, Cosan e Raízen. Até agora, 12 negócios receberam aportes da Gerdau. A julgar pela ambição por ali, mais anúncios estão na fila. “Falamos com 1.600 startups por ano”, diz Prado. “Além da construção civil, estamos de olho em inovações em mobilidade e no cuidado com o meio ambiente.”

A Next é resultado de uma mudança de estratégia, iniciada em 2014, com o objetivo de dar uma cara mais digital para a Gerdau. De lá para cá, equipes de departamentos diferentes acostumaram-se a trabalhar juntas em projetos específicos — um dos pilares da chamada “metodologia ágil”. Times com mais de 130 especialistas em tecnologia monitoram em tempo real o funcionamento das fábricas por meio de softwares de inteligência artificial. O intuito é prever futuras dores de cabeça, como acidentes causados por falha humana ou o mau funcionamento de máquinas. “Com processos inteligentes conseguimos prever melhor as datas de manutenção das máquinas e, com isso, reduzimos o custo dessas paradas em 20%”, diz Gustavo França, líder global de tecnologia na Gerdau. No espírito de convocar todo mundo a quebrar a cabeça em busca de soluções aos percalços diários do chão de fábrica, uma força-tarefa envolvendo boa parte dos 28.350 funcionários da empresa em dez países economizou 120 milhões de dólares desde 2020 com processos mais eficientes. 

Usina da Gerdau em Ouro Branco (MG): 11 milhões de toneladas de sucata recicladas por ano

Usina da Gerdau em Ouro Branco (MG): 11 milhões de toneladas de sucata recicladas por ano (Divulgação/Divulgação)

Economia circular

Em paralelo aos avanços no lado digital, a Gerdau tem tido o que mostrar na agenda ESG — um dos critérios para a seleção da empresa como a melhor do ano. A começar pelo fato de há sete décadas ela reciclar partes de carros e de eletrodomésticos e outros objetos de pouco valor. Atualmente, 73% da produção da Gerdau tem a sucata ferrosa como matéria-prima, o equivalente a 11 milhões de toneladas por ano. “A economia circular é nosso modelo de negócios”, diz Carolina Carpenedo, diretora global de RH e responsabilidade social. Nas últimas duas décadas, a empresa tem ampliado os esforços na parte S (de social) do ESG. A começar dentro de casa. Desde 2014, grupos de afinidade buscam ampliar a diversidade da mão de obra. Executivos têm metas de inclusão — e elas impactam no bônus. De 2017 para cá, o número de mulheres na liderança subiu de 17% para 23% (a meta é 30% até 2025). Além disso, funcionários negros ocupam 30% dos cargos de liderança. Da porta para fora, a Gerdau tem a meta de custear 50% da reforma de 13.000 casas de famílias pobres nos arredores das fábricas.

Sobram desafios para os próximos 120 dias, meses e anos. A demanda pelos derivados de aço pode cair com a escassez de peças por trás da paralisação de fábricas em setores como montadoras e fabricantes de eletroeletrônicos. O endividamento da Evergrande, maior construtora da China, pode causar uma ressaca global no setor. A pressão por metas ambientais mais ambiciosas pode colocar a siderurgia sob ataque de ambientalistas e políticos mundo afora. Até aqui, a Gerdau tem conseguido superar as incertezas pelo caminho. Resta saber como as bases sólidas de hoje vão ajudar a empresa a captar as oportunidades à vista.  

https://exame.com/revista-exame/o-aco-e-so-o-comeco/

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal basta clicar no link: https://chat.whatsapp.com/EgFjdLGaUJMIr4HBnf4O4R  para WhatsApp ou https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram Este é um grupo de WhatsApp restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana em A Gazeta, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

O novo networking: o que vira presencial e o que fica no Zoom

A colunista Stela Campos diz que agenda vai ficar mais seletiva e estratégica daqui para frente

Por Stela Campos* –  Valor – 18/10/2021 

À medida que a vacina avança, os convites para almoços de trabalho, café e o tradicional networking voltam a pipocar. Em um primeiro momento, existe uma certa excitação de finalmente rever pessoas em carne e osso, além de poder variar o cardápio. Por mais que o objetivo seja profissional, trata-se também de uma oportunidade de fazer uma pausa no expediente, coisa que deixamos de lado nas longas jornadas que assumimos trancados nos nossos home offices.

Essa alegria, no entanto, vem acompanhada de uma certa preguiça. O trânsito, o tempo de espera nos restaurantes, cafeterias, tudo parece fazer parte de um passado quase distante. O tempo gasto nesses intervalos agora, olhando sob o ponto de vista de quem mal sai do computador para ir ao banheiro, parece jogado fora. Mas a interação, a conversa, a oportunidade de observar de perto quem estamos conhecendo, sem dúvida, é uma experiência totalmente diferente daquela que temos nos encontros virtuais. Isso acontece por “n” motivos. Um deles é que podemos observar de perto a linguagem corporal e as expressões faciais da pessoa, que representam 55% da comunicação, de acordo com estudo de Albert Mehrabian, da Universidade da Califórnia.

Então, a questão agora é quais encontros vão merecer o nosso deslocamento físico. Acredito que a tendência é criarmos uma nova hierarquia para o nosso networking. Não vamos deixar de ir pessoalmente aos encontros, mas seremos muito mais seletivos. Isso já está acontecendo com as viagens de negócios. As empresas dizem que só vão enviar seus profissionais para eventos onde a presença física deles faça realmente a diferença. 

Vários executivos que entrevistei recentemente disseram que estavam com saudades de viajar a trabalho, mas ninguém quer de novo aquele bate e volta de dois dias para o exterior, que além de ser cansativo significa um enorme tempo perdido entre trajetos e aeroportos. Sem contar o custo desse deslocamento. Mas há quem defenda esse encontro pessoal. Outro dia, um CEO com clientes em nove países me disse que não encontrá-los era péssimo para os negócios, porque nada substituía um bom papo e um tempo de qualidade com eles.

Você pode ponderar que um café é barato, tudo bem, mas o seu tempo é caro. Basta fazer a conta de quanto você recebe para trabalhar versus as horas do seu expediente. O encontro virtual te ajuda a economizar tempo e dinheiro. E ele também tem vantagens como ampliar a nossa capacidade de nos encontrarmos com gente do mundo todo. Fora o fuso horário, não há limites de onde podemos chegar.

A memória que fica de um encontro virtual talvez possa ser mais efêmera, porque é mais fácil esquecer de alguém restrito a um quadradinho no Zoom. Em um encontro pessoal, fatores externos por vezes podem marcar aquela ocasião de uma forma mais impactante. O garçom que tropeçou, a luz que faltou, o dia que a babá não apareceu ou aquele atraso por conta de um protesto na esquina do restaurante. 

Coisas aleatórias e que não estão relacionadas ao trabalho às vezes nos ajudam a criar conexões incríveis e inesperadas com pessoas com as quais não temos nenhuma intimidade ou que estamos vendo pela primeira vez. Isso certamente fica mais difícil em um encontro virtual, onde os eventos mais marcantes podem ser a entrada de uma criança ou um pet na sala, o barulho da reforma do vizinho ou a queda da internet.

A qualidade do que se conversa em um encontro profissional, no entanto, pode fazer um momento no Zoom ser tão memorável quanto em um encontro pessoal. A questão é que precisamos treinar nossas habilidades para tirar o melhor proveito dos dois mundos. Não vamos querer perder tempo, seja no presencial ou no virtual, uma vez que nossa produtividade aumentou e vai ser difícil as empresas se acostumarem com uma entrega menor do que a que passamos a fazer no home office na pandemia. Passar três horas em um almoço de negócios, só com muita motivação. Também vamos ter que dar uma regulada na quantidade de cafés virtuais, que além de consumirem nosso tempo, sugam a nossa energia cognitiva.

É certo que a nossa agenda de networking vai precisar ser mais bem distribuída e pensada estrategicamente. Provavelmente, ela não será parecida com a que tínhamos no passado. Tendemos a ser mais seletivos e desconfiados. A sedução e a lábia de quem convida vão ter que ser mais eficazes para nos tirar do expediente. Não podemos esquecer, contudo, que networking ajuda a estabelecer novas parcerias, negócios, a arranjar emprego e a trazer insumos para nossas decisões e que, conhecer pessoas, acima de tudo, pode ser uma atividade nobre e divertida.

*Stela Campos é editora de Carreira, coeditora dos anuários Executivo de Valor e Valor Carreira. Autora do Guia Valor Econômico de Desenvolvimento Profissional.

E-mail: stela.campos@valor.com.br

https://valor.globo.com/carreira/coluna/o-novo-networking-o-que-vira-presencial-e-o-que-fica-no-zoom.ghtml

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal basta clicar no link: https://chat.whatsapp.com/HOBnTZ1EH6Z0l2lo0PHYf2  (13)   para WhatsApp ou https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram 

Este é um grupo de WhatsApp restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana em A Gazeta, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

O que é metaverso, a nova aposta das gigantes de tecnologia

BBC 17 outubro 2021

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal basta clicar no link: https://chat.whatsapp.com/HOBnTZ1EH6Z0l2lo0PHYf2 (13)  para WhatsApp ou https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram 

Este é um grupo de WhatsApp restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana em A Gazeta, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

No fim do último mês de setembro, o Facebook anunciou investimento de US$ 50 milhões para construir seu próprio metaverso.

Meses antes havia sido a Epic Games, empresa de jogos eletrônicos por trás do Fortnite, que virou febre mundial. A companhia fundada por Tim Sweeney levantou US$ 1 bilhão em uma rodada de investimentos em abril para financiar “sua visão de longo prazo para o metaverso”.

Mas do que se trata a novidade, apontada por especialistas como a nova aposta das gigantes de tecnologia?

De longe, o metaverso pode parecer uma versão repaginada da tecnologia de realidade virtual. Alguns especialistas argumentam, contudo, que ele se desenha como o futuro da internet. Para efeito de comparação, esse novo universo digital seria para a realidade virtual o que os smartphones modernos representaram para os celulares “tijolões” dos anos 1980.

Isso porque, em vez de se restringir ao computador, o metaverso permitiria que o usuário entrasse em um universo virtual mais amplo, conectado com todo tipo de ambiente digital.

Ao contrário da realidade virtual hoje, usada majoritariamente no mundo dos games, poderia ser aplicado em outras áreas – no mundo do trabalho, para a realização de shows, exibição de filmes ou simplesmente como um espaço para relaxar.

Como o conceito ainda está no campo das ideias, contudo, não existe uma definição exata do que é um metaverso. Na visão de alguns, por exemplo, cada usuário teria nesse “mundo paralelo” um avatar em 3D, uma representação de si mesmo.

Por que agora?

Novos modismos tecnológicos ligados à realidade virtual têm surgido a cada poucos anos, para desaparecerem algum tempo depois.

No caso do metaverso, contudo, há um enorme entusiasmo entre grandes investidores e empresas de tecnologia, e ninguém quer ficar para trás se esse de fato se mostrar como o futuro da internet.

Como pano de fundo, existe ainda a visão de que, finalmente, a tecnologia e a conectividade avançaram o suficiente para levar a realidade virtual a um outro patamar.

 

O interesse do Facebook

Construir um metaverso é hoje uma das prioridades do Facebook.

A companhia tem investido pesadamente no segmento de realidade virtual. Há alguns anos, lançou seu próprio headset, batizado de Oculus, vendido hoje a um preço menor do que o cobrado pela maioria dos rivais – em algumas situações, abrindo mão inclusive do lucro, conforme a avaliação de alguns analistas.

Também tem desenvolvido aplicativos de realidade virtual para plataformas de comunicação, os chamados social hangouts, e de trabalho, alguns com interação inclusive com o mundo real.

Mulher usa headset Oculus Quest 2 com controle na mão

CRÉDITO,

OCULUS

Legenda da foto,

O Oculus Quest 2 é um dos modelos mais recentes de headsets de RV do Facebook

Apesar do longo histórico de aquisição de concorrentes, o Facebook já declarou que o metaverso “não será construído da noite para o dia por uma única empresa” e afirmou desejar colaborar nesse sentido.

Parte do investimento de US$ 50 milhões será usado, segundo a empresa, para financiar grupos sem fins lucrativos que ajudarão a “construir o metaverso com responsabilidade”.

Para a companhia, contudo, o mundo ainda precisa de outros 10 ou 15 anos para que a ideia comece a tomar forma de maneira mais concreta.

 

A ‘experiência musical’ do Fortnite

Tim Sweeney, CEO da Epic Games, há muito fala sobre seus planos envolvendo o metaverso.

Os universos interativos fazem parte do mundo dos games faz décadas. Eles não são exatamente metaversos, mas têm alguns paralelos.

Nos últimos anos, o Fortnite, por exemplo, expandiu seu leque de produtos, realizando shows e eventos de marcas e dentro de seu mundo digital. Em agosto deste ano, a cantora americana Ariana Grande fez uma série de shows dentro do jogo, uma “experiência musical”, assistida por milhões de pessoas.

Os novos caminhos abertos pelo Fortnite impressionaram muita gente – e acabaram colocando a visão de Sweeney do metaverso em destaque.

Outros jogos também têm flertado com o conceito de metaverso. O Roblox, por exemplo, reúne em uma plataforma milhares de jogos conectados ao ecossistema maior, em que os jogadores podem criar experiências diferentes.

Nesse sentido, há ainda a plataforma Unity, para desenvolvimento de aplicativos em 2D e 3D, e que hoje está investindo no que chama de “gêmeos digitais” (cópias do mundo real), e a multinacional Nvidia, que está construindo seu “omniverse”, uma plataforma para conectar mundos virtuais 3D.

Avatares em reunião no Facebook Workplace

CRÉDITO, REUTERS

Legenda da foto,

O ‘Workplace’ do Facebook vislumbra reuniões em RV em que os usuários também possam usar seus computadores no mundo real ao mesmo tempo

 

Além do mundo dos games

Embora existam muitas ideias diferentes sobre o que o metaverso pode ser, a maioria das visões coloca a interação social como núcleo.

O Facebook, por exemplo, tem experimentado um aplicativo de reuniões de realidade virtual chamado “Workplace” e um espaço social batizado de “Horizons”. Em ambos são usados sistemas de avatar virtual.

Outro aplicativo, o VRChat, não foi pensado em torno de uma atividade específica, mas como um local em que as pessoas possam curtir, conversar e conhecer gente nova.

E parece não haver limites para a criatividade. Em entrevista recente ao Washington Post, Sweeney, da Epic Games, disse imaginar um mundo em que uma fabricante de automóveis que queira fazer propaganda de um novo modelo possa disponibilizá-lo na plataforma para que as pessoas consigam dirigi-lo.

Essa mesma ideia poderia ser levada à indústria da moda: pode ser que as pessoas passem a experimentar roupas digitais enquanto compram online.

 

Um longo caminho

A realidade virtual percorreu um longo caminho nos últimos anos. Os headsets de última geração, por exemplo, criam a ilusão de que nossos olhos estão enxergando imagens em 3D enquanto o jogador se move em um mundo virtual.

A tecnologia também tem se tornado mais popular – o Oculus Quest 2, por exemplo, headset de RV do Facebook, fez sucesso no Natal de 2020 em alguns países.

A explosão de interesse em NFTs (“token não fungíveis”, em tradução livre), por sua vez, pode apontar um caminho sobre o futuro do funcionamento de uma eventual economia virtual. Esses tokens criptográficos permitem a criação de um certificado digital de propriedade que pode ser uma maneira eficiente de rastrear de forma confiável a propriedade de bens digitais.

Mundos digitais mais avançados também precisarão de uma conectividade melhor, mais consistente e mais móvel – algo que pode ser resolvido com a disseminação do 5G.

Por enquanto, porém, tudo está nos estágios iniciais. A evolução do metaverso – se ele vier a se desenvolver de fato – vai ser disputada entre as gigantes da tecnologia no decorrer da próxima década ou por até mais tempo. 

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal basta clicar no link: https://chat.whatsapp.com/K1U45yDfYImHFuptNvpBhT  para WhatsApp ou https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram 

Este é um grupo de WhatsApp restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana em A Gazeta, encontram-se em http://evandromilet.com.br/