Proibição de celular nas escolas é um sucesso

Medida conta com apoio de pais, professores e tem melhorado desempenho dos alunos

Por Editorial – O Globo – 20/07/2026

Em São Paulo, estudantes guardam os celulares em armários — Foto: Divulgação/Secretaria de Estado da Educação de São Paulo/03/02/2025

Em janeiro de 2025, quando foi sancionada a lei federal que proibiu celulares em salas de aula para fins não pedagógicos, havia dúvidas se a medida, que já vigorava em redes de ensino municipais e estaduais, vingaria. Era nítido o desafio de privar crianças e adolescentes de um de seus bens mais caros e desejados. A julgar por uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Educação (MEC) com diretores de escolas, um ano e meio depois as incertezas se dissiparam. A restrição não apenas obteve adesão significativa, como apresentou resultados auspiciosos.

De acordo com o levantamento, 97% dos gestores acreditam que a medida contribuiu para ampliar a participação dos alunos nas atividades pedagógicas, 95% que ajudou a melhorar a concentração nas aulas, 95% que estimulou a socialização e 88% que auxiliou na redução de conflitos, agressões digitais e cyberbullying. Além disso, 67% perceberam aumento de atividades manuais, lúdicas e artísticas, e 55% notaram diminuição de agressões físicas no ambiente escolar. A pesquisa foi feita em 1.189 escolas de todas as unidades da Federação por meio de parceria com Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Instituto Alana e Unesco.

A adoção das regras segue caminho promissor, mas ainda há obstáculos a vencer. Entre os diretores, 42% afirmaram que as restrições estão consolidadas e 47% que estão em curso. Mas 8% afirmam que ainda não começaram. É relevante que 39% afirmem encontrar alta dificuldade para obter adesão dos alunos. Ainda há, portanto, trabalho de convencimento a fazer. Outro dado alentador é que a proibição não prejudicou o uso da tecnologia para fins pedagógicos. Segundo o levantamento, 51% das escolas públicas ampliaram ações de educação digital no ano passado, e 36% informaram que iniciariam atividades do tipo neste ano.

É verdade que não há consenso sobre tudo. A começar pelo lugar para guardar os aparelhos. Em 62% das escolas, eles são mantidos dentro das mochilas dos próprios estudantes. Em menor escala, ficam na secretaria ou na recepção, em posse do próprio aluno ou são colocados em armários, coletivos ou individuais. Mas isso não chega a ser problema. A partir da norma geral, cada estabelecimento busca a solução que melhor lhe convém.

A proibição de celulares em salas de aula e ambientes escolares, mesmo no recreio, é tendência em todo o mundo. Por um motivo simples: eles distraem as crianças e se tornam um concorrente desleal dos professores. Afetam a socialização, uma vez que, de posse do aparelho, o estudante pouco interage com os colegas. Não faltam estudos apontando danos à concentração, à comunicação, ao desenvolvimento cognitivo, à qualidade do sono. As restrições não surgiram à toa.

A despeito da forte polarização que engessa o país, a restrição às telas em sala de aula uniu políticos de diferentes matizes ideológicos. A aprovação de algumas leis contou com rara unanimidade. Educadores e responsáveis se mostraram receptivos à ideia e têm tido papel importante na consolidação da medida. Não se trata de demonizar os recursos oferecidos pelos celulares, mas de usá-los da maneira adequada. Como recurso pedagógico, eles têm papel importantíssimo no desenvolvimento dos alunos. Cabe às escolas saber aproveitá-los. Certamente esse passo será mais desafiador do que simplesmente proibir o uso do aparelho.

Proibição de celular nas escolas é um sucesso 

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: https://chat.whatsapp.com/GeLUPi5zQ2582nGKD6JFey para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Portal Tribuna online, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV Tribuna, bem como outras publicações e notícias, sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/CNud8bQUUYM4n8ryXA3ZaW

Por mudanças profissionais com a instituição onde publicava outros artigos meus e informações sobre inovações, tive que criar um novo grupo no WhatsApp https://chat.whatsapp.com/CNud8bQUUYM4n8ryXA3ZaW e parar de publicar em  https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B . Quem tiver interesse pode sair do anterior e entrar nesse novo. Desculpem os transtornos. 

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA com agentes e SLM veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

Se tiver interesse em gêmeos digitais para a indústria procure a Neo Vision – Captura Digital da Realidade

Para IoT chame a 2solve 

O que as gigantes da tecnologia ensinam sobre competição

O futuro não pertence necessariamente às maiores empresas, mas às que conseguirem aprender mais rapidamente, construir plataformas mais abertas e criar redes capazes de gerar inovação continuamente

Por Wellington Vitorino – Valor – 15/07/2026 

Durante boa parte da última década, o mercado financeiro concentrou sua atenção em um pequeno grupo de empresas que redefiniu a economia mundial. Primeiro vieram as FAANG. Depois, o acrônimo evoluiu para incluir Microsoft e Tesla. Hoje, o debate já não gira apenas em torno de quais empresas valem mais de US$ 1 trilhão, mas de quais serão capazes de sustentar esse crescimento nas próximas décadas.

Esse movimento revela uma transformação mais profunda. O valor das maiores empresas do mundo deixou de estar concentrado apenas em produtos inovadores e passou a refletir, sobretudo, a capacidade de construir ecossistemas. Apple, Microsoft, Nvidia, Amazon, Alphabet e Meta não competem mais apenas em seus mercados de origem. Elas disputam infraestrutura tecnológica, inteligência artificial, computação em nuvem, chips, publicidade digital, entretenimento, saúde, educação e mobilidade. O ativo mais valioso deixou de ser um produto e passou a ser uma plataforma capaz de conectar milhões de usuários e empresas.

A Nvidia talvez seja o melhor exemplo dessa nova lógica. Há poucos anos, era reconhecida principalmente por fabricar placas gráficas para videogames. Hoje, tornou-se peça central da revolução da inteligência artificial ao fornecer a infraestrutura computacional utilizada por empresas, universidades e governos. Em vez de competir diretamente com seus clientes, tornou-se a infraestrutura sobre a qual boa parte da nova economia digital está sendo construída.

Essa transformação confirma uma tese defendida por Michael Cusumano, professor do MIT Sloan School of Management. Organizações vencedoras deixam de competir apenas por participação de mercado e passam a criar plataformas que permitem que outras empresas também inovem. Quanto maior o ecossistema, maior tende a ser sua capacidade de gerar valor.

Outro aspecto merece atenção. As gigantes globais investem simultaneamente em inovação e eficiência operacional. Michael Tushman, da Harvard Business School, chama esse equilíbrio de ambidestria organizacional. Explorar o presente enquanto se constrói o futuro. Poucas organizações conseguem fazer isso em escala. As maiores empresas do mundo aprenderam que não basta lançar novos produtos. É preciso reinventar continuamente o modelo de negócios.

Essa lógica também ajuda a explicar por que a inteligência artificial se tornou uma prioridade estratégica. Segundo a consultoria McKinsey, a IA generativa pode adicionar entre US$ 2,6 trilhões e US$ 4,4 trilhões por ano à economia mundial. O objetivo das “Big Techs” não é apenas vender ferramentas de IA, mas controlar a infraestrutura, os dados, os modelos e as aplicações que sustentarão essa nova economia.

Há outro fator frequentemente negligenciado. A velocidade de aprendizado. Satya Nadella, CEO da Microsoft, costuma afirmar que o sucesso de uma organização dependerá menos do que ela sabe hoje e mais da velocidade com que consegue aprender amanhã. Essa lógica aproxima tecnologia de cultura organizacional. Empresas que aprendem mais rapidamente adaptam produtos, processos e modelos de negócio antes dos concorrentes.

Para o Brasil, essa discussão vai muito além do mercado financeiro. Historicamente, o país exportou commodities, talentos e empresas de sucesso regional, mas ainda construiu poucos ecossistemas globais. Temos competência reconhecida em agronegócio, energia renovável, bioeconomia, alimentos, fintechs e tecnologia climática. O desafio é transformar essas vantagens em plataformas capazes de gerar inovação contínua.

Há sinais positivos. Empresas brasileiras começam a integrar serviços financeiros, logística, dados, inteligência artificial e marketplaces em um mesmo ambiente digital. O movimento ainda é incipiente, mas aponta para uma mudança estrutural. A próxima geração de líderes provavelmente competirá menos pelo melhor produto e mais pela capacidade de conectar parceiros, clientes, fornecedores e desenvolvedores.

O professor Geoffrey Parker, especialista em plataformas da Dartmouth College, argumenta que as organizações mais valiosas do século XXI são aquelas que conseguem coordenar redes complexas de participantes. Nesse modelo, o crescimento deixa de depender apenas da expansão da empresa e passa a ser impulsionado pela expansão do ecossistema.

Talvez essa seja a principal lição das gigantes trilionárias. O futuro não pertence necessariamente às maiores empresas, mas às que conseguirem aprender mais rapidamente, construir plataformas mais abertas e criar redes capazes de gerar inovação continuamente.

O Brasil reúne mercado consumidor, talento empreendedor, universidades de qualidade e vantagens competitivas em setores estratégicos para participar dessa nova etapa da economia global. A pergunta mais importante permanece. Conseguiremos construir ecossistemas que façam do país um protagonista da próxima geração de inovação mundial?

Wellington Vitorino é diretor-executivo do Instituto Four

E-mail: wvitorino@institutofour.org

https://valor.globo.com/empresas/coluna/o-que-as-gigantes-da-tecnologia-ensinam-sobre-competicao.ghtml 

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: https://chat.whatsapp.com/GeLUPi5zQ2582nGKD6JFey para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Portal Tribuna online, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV Tribuna, bem como outras publicações e notícias, sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/CNud8bQUUYM4n8ryXA3ZaW

Por mudanças profissionais com a instituição onde publicava outros artigos meus e informações sobre inovações, tive que criar um novo grupo no WhatsApp https://chat.whatsapp.com/CNud8bQUUYM4n8ryXA3ZaW e parar de publicar em  https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B . Quem tiver interesse pode sair do anterior e entrar nesse novo. Desculpem os transtornos. 

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA com agentes e SLM veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

Se tiver interesse em gêmeos digitais para a indústria procure a Neo Vision – Captura Digital da Realidade

Para IoT chame a 2solve 

Novo modelo de IA chinês surpreende indústria de tecnologia dos EUA e rivaliza com Claude e ChatGPT

O Kimi K3, da startup Moonshot, sediada em Pequim, parece ter alcançado a qualidade dos pares americanos a um custo menor

Por AP – 18/07/2026

Um novo e poderoso modelo de inteligência artificial da China surpreendeu a indústria de tecnologia dos EUA na sexta-feira, 17, sendo o mais recente sinal de que as startups chinesas de “código aberto” estão fazendo os gigantes californianos da inteligência artificial se preocuparem.

O mais novo modelo Kimi K3, da startup Moonshot, sediada em Pequim e liderada por um empreendedor fã do Pink Floyd com doutorado em Pittsburgh, parece estar alcançando o desempenho das melhores versões do Claude, da Anthropic, e do ChatGPT, da OpenAI.

“Este pode ser o maior lançamento individual do ano”, e marca um momento em que modelos chineses de código aberto estão superando modelos americanos fechados, afirmou Anastasios Angelopoulos, cofundador e CEO da Arena, uma plataforma de avaliação de sistemas de IA.

O Kimi K3 ficou no topo das classificações da Arena na categoria chamada de “capacidade de programação front-end”, uma medida do desempenho de um modelo de linguagem de grande escala de IA. “Mais resultados estão chegando e provavelmente continuarão mostrando que o Kimi K3 está no topo do grupo”, disse Angelopoulos nas redes sociais.

Provavelmente não foi coincidência que a apresentação do K3 tenha ocorrido pouco antes do discurso de abertura do presidente chinês Xi Jinping, na sexta-feira, na Conferência Mundial Anual de Inteligência Artificial em Xangai.

As restrições lideradas pelos Estados Unidos impediram a China de acessar algumas das tecnologias mais avançadas do mundo, impulsionando os esforços chineses para desenvolver seu próprio conhecimento técnico e intensificando a rivalidade entre as duas maiores economias do mundo.

“O desenvolvimento da inteligência artificial não deve ser uma apresentação solo de nenhum país, mas sim uma sinfonia de cooperação global”, afirmou Xi no evento.

Modelos chineses de IA têm apresentado grandes avanços

O lançamento do K3 veio após outro importante lançamento de modelo de IA, feito no mês passado pela startup chinesa Zhipu, ou Z.ai. Seu novo modelo principal, GLM-5.2, já é amplamente utilizado por desenvolvedores de software no mundo todo, que dizem que esta IA consegue realizar trabalhos quase tão bem quanto os principais modelos americanos, por um preço menor.

O entusiasmo em torno do novo modelo chinês lembra o pânico que abalou o mercado após o lançamento do novo modelo da startup chinesa DeepSeek no início de 2025, embora nem todos considerem essa reação justificada. A resposta ao K3 é uma “reação exagerada surpreendentemente semelhante” ao lançamento da DeepSeek no ano passado, afirmou o analista de tecnologia Patrick Moorhead nas redes sociais. Ele disse que isso pode ser positivo para alguns segmentos da indústria de IA, mas representa um desafio de receita para a Anthropic e a OpenAI.

Durante a conferência, que vai até segunda-feira, a gigante Huawei também apresentou um novo sistema de computação de IA chamado Atlas 950 SuperPoD. O lançamento é um sinal de que a China está produzindo, cada vez mais, o hardware necessário para desenvolver tecnologia, apesar das restrições americanas às importações de fabricantes de chips como os da Nvidia.

A Moonshot não informou qual hardware utilizou para construir o K3, mas a startup é parceira da Huawei.

O preço para utilizar o K3 é o mais alto já registrado para um modelo chinês de IA, mas ainda é metade do custo do modelo GPT-5.6 Sol, de alto desempenho, da OpenAI, segundo um relatório divulgado na sexta-feira por analistas de pesquisa do Bank of America.

Políticos americanos e várias grandes empresas americanas de IA, incluindo Anthropic e OpenAI, acusaram modelos chineses de IA de realizar “destilação” ilícita dos modelos americanos para extrair as tecnologias utilizadas (ter usado IAs americanas para treinar IAs chinesas), uma acusação que Pequim afirma ser “sem fundamento”.

Em fevereiro, a Anthropic acusou a DeepSeek, a Moonshot e um terceiro laboratório chinês de IA, a MiniMax, de realizar campanhas para “extrair ilegalmente as capacidades do Claude a fim de melhorar seus próprios modelos”, utilizando a técnica de destilação, que “envolve treinar um modelo menos capaz com base nas informações de um modelo mais poderoso”.

A Anthropic afirmou que a destilação pode ser uma forma legítima de treinar sistemas de IA, mas se torna um problema quando concorrentes “a utilizam para adquirir capacidades poderosas de outros laboratórios em uma fração do tempo e a uma fração do custo que seriam necessários para desenvolvê-las de forma independente”.

Mas isso pode funcionar nos dois sentidos. A startup sediada em São Francisco, a Anysphere, criadora da popular ferramenta de programação Cursor, reconheceu que um de seus principais produtos foi baseado no modelo K2.5 da Moonshot. A SpaceX, de Elon Musk, planeja fechar um acordo para comprar a Cursor por US$ 60 bilhões ainda este ano.

K3 representa um salto para modelos de IA de “código aberto”

O cofundador e CEO da Moonshot, Yang Zhilin, obteve seu Ph.D. em 2019 na Universidade Carnegie Mellon, onde, segundo relatos, fez contribuições fundamentais para os estudos sobre aprendizado de máquina e era conhecido por seu gosto por bandas de rock como Pink Floyd.

O orgulho entre seus antigos colegas da instituição da Pensilvânia vai além da rivalidade entre Estados Unidos e China.

“Que enorme vitória para a comunidade de código aberto! Parece que foi ontem que Zhilin estava se formando no meu laboratório na CMU”, escreveu seu antigo orientador Russ Salakhutdinov, que também foi ex-diretor de pesquisa em IA da Apple.

Desenvolvedores que criam IA de “código aberto” tornam componentes essenciais da tecnologia acessíveis para que qualquer pessoa possa examiná-los, modificá-los e desenvolver novos sistemas a partir deles. Defensores dizem que práticas de código aberto promovem a inovação, enquanto críticos alertam que tornar modelos poderosos de IA publicamente acessíveis cria riscos de segurança e proteção

Novo modelo de IA chinês surpreende indústria de tecnologia dos EUA e rivaliza com Claude e ChatGPT – Estadão 

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: https://chat.whatsapp.com/GeLUPi5zQ2582nGKD6JFey para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Portal Tribuna online, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV Tribuna, bem como outras publicações e notícias, sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/CNud8bQUUYM4n8ryXA3ZaW

Por mudanças profissionais com a instituição onde publicava outros artigos meus e informações sobre inovações, tive que criar um novo grupo no WhatsApp https://chat.whatsapp.com/CNud8bQUUYM4n8ryXA3ZaW e parar de publicar em  https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B . Quem tiver interesse pode sair do anterior e entrar nesse novo. Desculpem os transtornos. 

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA com agentes e SLM veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

Se tiver interesse em gêmeos digitais para a indústria procure a Neo Vision – Captura Digital da Realidade

Para IoT chame a 2solve 

Na corrida da IA, Brasil é fornecedor e refém

O que está sendo feito hoje para diversificar jurisdição, criar redundância e garantir que sua operação continue no ar no dia seguinte?

Por André de Moura – Valor – 17/07/2026 

A adoção de inteligência artificial virou prioridade declarada em quase todos os conselhos e comitês executivos do país. E faz sentido, esperam-se ganhos de produtividade, automação, novos produtos. Mas há um ponto pouco discutido nessa pressa, quase toda essa inteligência roda sobre a infraestrutura de três empresas americanas – AWS, Azure e Google Cloud. Quanto mais uma empresa se torna “IA em primeiro lugar”, mais dados, modelos e operações ela transfere para dentro de uma única jurisdição estrangeira. A eficiência e os ganhos de produtividade estão ainda sendo auferidos, por outro lado, a dependência é real, só que ela não aparece em relatório de risco nenhum.

Há uma ironia que define a posição brasileira. Isto é, o país é peça central da corrida global da IA por causa de suas reservas de terras raras e minerais críticos, insumos sem os quais não se fabricam semicondutores nem hardware de processamento de ponta. O Brasil detém a segunda maior reserva mundial. Ou seja, fornecemos a matéria-prima que alimenta o hardware de IA do planeta e, ao mesmo tempo, somos clientes cativos da nuvem onde essa mesma IA é processada. A contradição é assustadoramente clara, fornecedor estratégico de um lado, refém de infraestrutura do outro.

Esse arranjo seria apenas desconfortável se o mundo estivesse em paz, porém sabemos que não é o caso. A polarização entre Estados Unidos e China deixou de ser disputa tarifária para se tornar mais uma guerra fria, desta vez tecnológica, em que dados e infraestrutura são armas. E o Brasil entrou no radar de Washington com a decisão americana de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, o que pode transformar a segurança pública brasileira em peça de barganha diplomática. Sob a bandeira de “combate ao financiamento do terrorismo” ou de alinhamento estratégico, o acesso às terras raras brasileiras pode passar a ser condicionado aos interesses americanos.

Fico me perguntando o que aconteceria com várias empresas brasileiras, se uma ordem executiva americana proibir o fornecimento de serviços de tecnologia a empresas do nosso Brasil sob retaliação política, não haverá aviso prévio nem prazo de adequação. No dia seguinte, sistemas de pagamento param, cadeias de suprimento congelam e operações inteiras saem do ar. Infelizmente, é a operação inteira desligada do dia para a noite.

Várias organizações estão adotando o famoso “multicloud” distribuindo a operação entre AWS, Azure e Google Cloud, sob o arcabouço de diversificação, mas talvez esqueçam que todas as três respondem ao mesmo governo e à mesma lei. É como manter três contas em bancos diferentes, todos sujeitos à mesma ordem de bloqueio. Redundância de verdade não é ter três fornecedores; é ter fornecedores que não podem ser desligados pela mesma caneta.

Ciente dessa fragilidade, a China avança. A Huawei Cloud dobrou a receita no Brasil no último ano e já contempla três zonas de disponibilidade no país, oferecendo infraestrutura robusta a custo bem menor e se apresentando como porto seguro contra o arbítrio americano. Mas migrar em bloco para o ecossistema chinês seria apenas trocar a cor do risco,, substituindo a exposição às ordens da Casa Branca pela sujeição às diretrizes do Partido Comunista Chinês.

Resiliência real exige diversificar jurisdição e métodos. Significa combinar provedores ocidentais com alternativas de outras origens e, sobretudo, manter parte da infraestrutura (dados e processos críticos) sob controle próprio “on-premise” ou sob arquiteturas híbridas. Isso tem custo, dá trabalho e sacrifica parte da eficiência que motivou a ida para a nuvem em primeiro lugar.

À medida que a IA se torna mais um órgão a ser monitorado das empresas brasileiras, a pergunta que conselhos e diretorias precisam responder é simples. O que está sendo feito hoje para diversificar jurisdição, criar redundância e garantir que sua operação continue no ar no dia seguinte?

André Aroldo Freitas De Moura é professor da FGV EAESP, conselheiro fiscal da Fundação Butantan e consultor de “valuation”

E-mail: andre.moura@fgv.br

LinkedIn: http://www.linkedin.com/in/andremouraphd/

https://valor.globo.com/empresas/coluna/na-corrida-da-ia-brasil-e-fornecedor-e-refem.ghtml 

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: https://chat.whatsapp.com/GeLUPi5zQ2582nGKD6JFey para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Portal Tribuna online, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV Tribuna, bem como outras publicações e notícias, sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/CNud8bQUUYM4n8ryXA3ZaW

Por mudanças profissionais com a instituição onde publicava outros artigos meus e informações sobre inovações, tive que criar um novo grupo no WhatsApp https://chat.whatsapp.com/CNud8bQUUYM4n8ryXA3ZaW e parar de publicar em  https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B . Quem tiver interesse pode sair do anterior e entrar nesse novo. Desculpem os transtornos. 

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA com agentes e SLM veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

Se tiver interesse em gêmeos digitais para a indústria procure a Neo Vision – Captura Digital da Realidade

Para IoT chame a 2solve 

Está começando o momento da IA física

Por Evandro Milet – 2026

“O momento ChatGPT da robótica chegou”, disse Jensen Huang, fundador e CEO da Nvidia, a empresa com o maior valor de mercado atual, com mais de 5 trilhões de dólares, fazendo analogia com o impacto causado pelo lançamento do ChatGPT.

A robótica e a IA se desenvolveram em caminhos separados. A pesquisa em robótica se concentrou principalmente em sistemas mecânicos, incluindo motores, juntas e algoritmos de controle. Por outro lado, a pesquisa em IA se concentrou em raciocínio e aprendizado em ambientes digitais, incluindo grandes modelos de linguagem. Essa separação limitou o progresso na robótica de propósito geral. 

A IA avançou, nos últimos anos, com modelos capazes de gerar texto, imagem, código e respostas em linguagem natural. No entanto, uma nova etapa passou a ganhar atenção: a IA física, isto é, sistemas de IA que não apenas processam informações, mas também percebem o ambiente, raciocinam sobre ele e agem no mundo real por meio de sensores, atuadores, robôs, veículos, drones e outros dispositivos.

Se a IA generativa ampliou a produtividade no ambiente digital, a IA física aponta para uma expansão da inteligência artificial em operações industriais, logística, mobilidade, agricultura, saúde, serviços, atividades domésticas e infraestrutura, além de abrir novas fronteiras científicas.

A IA física faz a convergência da IA, IoT, visão computacional e robótica. Em outras palavras, refere-se a sistemas inteligentes capazes de perceber, entender e interagir com o ambiente físico, indo além de softwares que operam apenas em telas ou servidores. Diferentemente da IA tradicional, que lida com dados digitais, a IA física precisa lidar com gravidade, atrito, colisões, situações inesperadas e condições não estruturadas. 

Para entender melhor a relevância da IA física, vale compará-la com os outros dois tipos de inteligência artificial principais. A primeira é a IA generativa, focada em produzir conteúdos digitais, como texto, imagem, áudio e código, como nos ensinou o ChatGPT em 2022. A segunda é a IA agêntica, voltada à execução de tarefas digitais com mais autonomia, em crescimento vertiginoso na utilização de agentes autônomos atualmente. Já a IA física aplica percepção, raciocínio e autonomia ao trabalho no mundo material. Essa está apenas começando em atividades midiáticas, vencendo competições esportivas, fazendo malabarismos e nos espantando com a aparência humana, enquanto se espalha pelas ruas em alguns países com os veículos autônomos.

Esse avanço também se conecta ao conceito de inteligência espacial. Fei-Fei Li, nascida chinesa, mas naturalizada americana, uma das cientistas de IA mais notórias da atualidade, argumenta que os modelos atuais são muito fortes em linguagem, mas continuam limitados quando precisam compreender espaço, contexto e relações físicas. 

Li afirma que, por mais que os modelos de linguagem dominem o texto, produzam código e gerem imagens, eles não entendem que o mundo tem três dimensões. Não sabem que a gravidade puxa os objetos para baixo, que a luz se comporta de determinada maneira, que um braço robótico precisa calcular força e equilíbrio para segurar uma xícara sem quebrá-la.

Para Li, é a inteligência espacial que representa a próxima fronteira da IA. “A inteligência espacial vai transformar a forma como criamos e interagimos com os mundos real e virtual, revolucionando a narrativa, a criatividade, a robótica, as descobertas científicas e muito mais”, diz a cientista.

O mercado de IA física pode atingir de US$ 500 bilhões a US$ 1,4 trilhão até 2035, com veículos autônomos representando quase metade desse crescimento. A implementação tende a começar com veículos autônomos e drones, seguida por automação industrial e robôs humanoides de uso geral. A China lidera a adoção, com mais de 85% das novas instalações de robôs humanoides em 2025, seguida pelos Estados Unidos. 

Para lidar com a IA física, as engenharias Mecatrônica, Elétrica/Eletrônica, Computação/Software e Mecânica são cruciais. Lamentável que, no Brasil, o ensino de engenharia esteja tão pouco prestigiado. Quando acordarmos, mais uma vez o momento de estar alinhados com a tecnologia de ponta terá passado. Poderemos usá-la , mas não participaremos do seu desenvolvimento.

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: https://chat.whatsapp.com/GeLUPi5zQ2582nGKD6JFey para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Portal Tribuna online, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV Tribuna, bem como outras publicações e notícias, sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/CNud8bQUUYM4n8ryXA3ZaW

Por mudanças profissionais com a instituição onde publicava outros artigos meus e informações sobre inovações, tive que criar um novo grupo no WhatsApp https://chat.whatsapp.com/CNud8bQUUYM4n8ryXA3ZaW e parar de publicar em  https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B . Quem tiver interesse pode sair do anterior e entrar nesse novo. Desculpem os transtornos. 

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA com agentes e SLM veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

Se tiver interesse em gêmeos digitais para a indústria procure a Neo Vision – Captura Digital da Realidade

Para IoT chame a 2solve 

Quando a necessidade é mãe da inovação: conheça a revolucionária indústria de drones da Ucrânia

Os drones ucranianos são essenciais para a capacidade do país de repelir um agressor muito maior, e os processos de desenvolvimento e aquisição da Ucrânia podem oferecer lições valiosas para os líderes da Otan

Por Yuriy Gorodnichenko (Project Syndicate), Viktor Koziuk (Project Syndicate) e Ilona Sologoub (Project Syndicate) – Estadão – 14/07/2026

Se a necessidade é a mãe da inovação, a indústria de tecnologia militar da Ucrânia, particularmente a produção de drones, é o exemplo perfeito. Quando a Rússia atacou a Ucrânia pela primeira vez em 2014, os drones eram usados ​​principalmente para reconhecimento. Empresas ucranianas desenvolveram muitos modelos, mas a produção era limitada e voltada principalmente para o setor civil. Hoje, os drones ucranianos são essenciais para a capacidade do país de repelir um agressor muito maior, e os processos de desenvolvimento e aquisição da Ucrânia podem oferecer lições valiosas para os líderes da Otan, que discutem o rearme militar na cúpula de Ancara esta semana.

O rápido desenvolvimento das indústrias de defesa da Ucrânia desde a invasão em larga escala da Rússia em 2022 foi uma adaptação à escassez crônica de munições e outros materiais. Em 2022, a Ucrânia produziu pouco mais de mil drones (voluntários importaram cerca de 9.000); em 2024, a produção disparou para 1,7 a 2,2 milhões. Outros três milhões foram produzidos em 2025, e sete milhões estão previstos para este ano. Atualmente, existem mais de 500 fabricantes nacionais de drones. Alguns conseguem produzir cerca de 1,5 milhão de drones por ano, e três estão entre os 100 maiores fabricantes do mundo.

Inicialmente, o fornecimento de drones para o exército e o treinamento de operadores de drones dependiam inteiramente de voluntários, como os da Victory Drones. Mesmo hoje, os voluntários desempenham um papel fundamental no fornecimento de drones e outros suprimentos para as forças armadas. Por exemplo, a fundação Come Back Alive planeja adquirir 16.500 drones de longo alcance este ano, num valor de 34 milhões de dólares.

A indústria é altamente descentralizada e extremamente heterogênea. Alguns produtores são gigantescos. O drone de ataque de longo alcance Liutyi foi desenvolvido pela Antonov, a empresa que produziu a maior aeronave do mundo. Outros produtores montam drones em cozinhas e garagens com componentes comprados no AliExpress e usam impressoras 3D para fabricar peças de reposição. Os soldados frequentemente atualizam ou consertam os drones por conta própria.

Os produtos variam de pequenos dispositivos de reconhecimento e drones de visão em primeira pessoa (FPV) que carregam o equivalente a uma granada de mão, a grandes máquinas capazes de transportar centenas de quilos de carga para a linha de frente ou “sancionar” a infraestrutura petrolífera, logística e ativos militares russos. Empresas ucranianas também produzem detectores de drones, sistemas de guerra eletrônica e outros dispositivos antidrone — desde simples lançadores de redes até sistemas automatizados que podem localizar e interceptar drones inimigos com pouca ou nenhuma intervenção humana.

A gama de produtos atende a diversas necessidades, desde o patrulhamento da zona de abate na linha de frente — atualmente com cerca de 50 quilômetros de largura — até a destruição de linhas de suprimento russas (a 100-300 quilômetros da linha de frente) e o ataque a instalações de produção a mais de 1.000 quilômetros dentro do território russo. A produção de drones de ataque de médio alcance, drones interceptadores e drones terrestres aumentou significativamente em 2025 (durante o primeiro semestre de 2026, o exército ucraniano realizou mais de 50.000 missões logísticas e de evacuação com drones terrestres).

O setor é extremamente dinâmico: a comunicação constante entre fabricantes e unidades militares permite que protótipos sejam testados e implantados em poucos meses ou até mesmo semanas. Embora a Rússia frequentemente faça engenharia reversa de tecnologias ucranianas e comece a produzir drones em larga escala, os líderes militares ucranianos afirmam ter 50% mais drones FPV do que os russos.

Isso não é por acaso. Embora o crescimento inicial do setor tenha sido genuinamente orgânico, as políticas governamentais têm fornecido um apoio significativo desde então. Em 2023, o governo criou o cluster Brave1, que reúne produtores, pesquisadores, militares e investidores para agilizar a produção e a entrega de equipamentos necessários na linha de frente. O governo oferece subsídios iniciais para projetos inovadores, auxilia os produtores ucranianos no registro de suas inovações e os conecta com os usuários de seus produtos. Os produtores também podem relatar entraves burocráticos.

Em junho de 2025, o governo lançou a plataforma de compras DOT-Chain. Brigadas do Exército podem fazer pedidos de munições por meio dela, e o Operador Logístico Estatal (DOT, responsável pelas compras militares) pode atender aos pedidos. A plataforma inclui um programa de recompensas: quanto mais alvos inimigos uma brigada destruir, mais drones adicionais ela poderá receber do governo. Em fevereiro de 2026, a DOT-Chain oferecia cerca de 470 produtos de 135 fabricantes, incluindo drones e sistemas de guerra eletrônica.

Poucos meses depois, o governo lançou um regime tributário especial para produtores da indústria de defesa, chamado Cidade da Defesa, oferecendo isenções fiscais, apoio para a realocação ou proteção das instalações, se necessário, e um procedimento de exportação simplificado. Em junho de 2026, 31 empresas com receita total de cerca de US$ 2 bilhões haviam se cadastrado.

A retomada das exportações de armas, medida anunciada no início deste ano, também poderia beneficiar a indústria de tecnologia militar da Ucrânia. As exportações foram praticamente interrompidas em fevereiro de 2022, mas em 2024 os fabricantes de armas começaram a pressionar pela sua reabertura. Como o governo não consegue adquirir tudo o que os produtores são capazes de fabricar, as exportações proporcionariam receitas adicionais para aumentar a produção e atender às demandas do Exército.

O retorno ao mercado internacional também permitiria o estabelecimento de joint ventures com produtores europeus na Ucrânia. Para alavancar o capital ocidental e o acesso à produção segura, empresas ucranianas já possuem joint ventures com empresas na Alemanha, Canadá, Reino Unido e outros países. Localizar essas joint ventures manteria o capital humano e a tecnologia no país.

Isso é especialmente importante dada a escassez de pessoal qualificado na indústria nacional, particularmente engenheiros. Além disso, a localização da produção é necessária para solucionar outro grande problema enfrentado pelos fabricantes de drones: a dependência de componentes importados, provenientes principalmente da China. De acordo com uma pesquisa do cluster de tecnologia de defesa IRON, sediado em Lviv, a localização da produção atualmente é de 85% para estruturas e componentes estruturais, 14% para câmeras e 12% para motores. Alguns fabricantes do cluster Brave1 já começaram a produzir câmeras para substituir os produtos chineses, enquanto outras empresas produzem munições para drones.

O problema maior é que os drones não são a solução para todos os problemas. Embora um ramo especial do exército, as Forças de Sistemas Não Tripulados, tenha destruído ativos russos no valor de US$ 40 bilhões desde sua criação, há cerca de um ano, os drones não podem substituir o pessoal e não tornam as armas “tradicionais” obsoletas.

Mas mesmo que os drones não sejam uma solução mágica, eles transformaram a geopolítica. Quando a Rússia usa drones para testar as defesas da Polônia ou da Romênia, ou para sobrevoar infraestruturas críticas alemãs, nem a Otan nem os países individualmente reagem por medo de uma escalada do conflito. Da mesma forma, o Irã demonstrou como a guerra baseada em drones de baixo custo pode subverter as táticas convencionais.

A rápida ascensão da Ucrânia como líder em tecnologias de drones pode ajudar a Otan e os países do Golfo a se defenderem contra a Rússia e o Irã. Mas a Ucrânia também precisa urgentemente de ajuda. Drones não substituem os sistemas de defesa aérea, mísseis de longo alcance e outras armas convencionais de que a Ucrânia precisa para pôr fim à guerra.

Quando a necessidade é mãe da inovação: conheça a revolucionária indústria de drones da Ucrânia – Estadão 

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: https://chat.whatsapp.com/GeLUPi5zQ2582nGKD6JFey para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Portal Tribuna online, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV Tribuna, bem como outras publicações e notícias, sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/CNud8bQUUYM4n8ryXA3ZaW

Por mudanças profissionais com a instituição onde publicava outros artigos meus e informações sobre inovações, tive que criar um novo grupo no WhatsApp https://chat.whatsapp.com/CNud8bQUUYM4n8ryXA3ZaW e parar de publicar em  https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B . Quem tiver interesse pode sair do anterior e entrar nesse novo. Desculpem os transtornos. 

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA com agentes e SLM veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

Se tiver interesse em gêmeos digitais para a indústria procure a Neo Vision – Captura Digital da Realidade

Para IoT chame a 2solve 

Geopolítica da infraestrutura digital

O Brasil precisa dar prioridade à tecnologia para estar na mesa de governança global com voz e com capacidade de influência real

Por Rubens Barbosa – Estadão – 14/07/2026

A disputa por poder, zonas de influência e soberania, em termos de geopolítica clássica, significa controle de territórios, rotas marítimas, reservas de petróleo, arsenais militares e acordos de defesa. No mundo atual, o poder passou a ser exercido também por meio de satélites, algoritmos, cabos submarinos, chips de silício e, cada vez mais, por data centers. A infraestrutura digital tornou-se uma das principais arenas de competição geopolítica global.

Quem controla a conectividade global controla o fluxo de dados e o acesso à informação. Quem controla informação condiciona decisões – econômicas, políticas, militares e sociais. Não é por acaso que os Estados Unidos e a China travam hoje uma batalha sem regras pelo domínio dos semicondutores, da inteligência artificial (IA) e da infraestrutura de nuvem. Os americanos restringiram exportações de chips avançados para a China. Os chineses responderam com restrições a minerais críticos indispensáveis para a fabricação desses mesmos chips.

E não é por acaso que países em desenvolvimento em todo o mundo estão sendo pressionados por Washington e por Pequim para escolher de qual infraestrutura digital vão depender – qual sistema de pagamentos vão adotar, qual rede 5G vão instalar e qual plataforma de nuvem vai armazenar os dados do seu governo.

É importante entender o que está em jogo. O mundo digital, que nasceu com a promessa de ser universal, aberto e neutro, está se partindo em blocos com regras, protocolos e infraestruturas distintas. Há uma internet americana, baseada em plataformas privadas e na doutrina da livre circulação de dados. Há uma internet chinesa, com controle estatal, firewall e padrões próprios de governança. E há uma série crescente de países que tentam, com graus variados de sucesso, construir um terceiro caminho – europeu, indiano ou simplesmente nacional.

O Brasil, com o Marco Civil da Internet, tem defendido uma internet aberta, multilateral e baseada em princípios acordados internacionalmente. Mas defender uma internet aberta no plano dos princípios requer, no plano concreto, que tenhamos infraestrutura própria, capacidade de processamento local e independência tecnológica suficiente para que nossa posição seja genuína – e não apenas uma dependência, disfarçada de escolha soberana.

Outro fator crítico é a conectividade. Satélites em órbita baixa tornam-se ativos geopolíticos estratégicos. No Brasil, o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação Estratégica, com vida útil prevista até 2032, desempenha essa função em grande parte do território nacional e no armazenamento de dados do governo. Os cabos submarinos de fibra ótica que conectam os continentes são hoje tão estratégicos quanto as rotas marítimas eram no século 19. Há hoje uma disputa crescente, com implicações diretas de segurança nacional, sobre quem financia esses cabos, quem os opera, quem tem acesso às informações que por eles trafegam e quem pode, em situações de crise, interrompê-los ou monitorá-los.

Está havendo uma corrida pela IA, que está redefinindo completamente a demanda por infraestrutura digital (data centers e satélites). Os países que não tiverem infraestrutura de processamento em seu próprio território vão, na prática, desenvolver sua inteligência artificial em servidores localizados em outros países, sob jurisdições estrangeiras, sujeitos a leis e a pressões que não definiram e sobre as quais têm pouco ou nenhum controle. Mais do que uma questão tecnológica, trata-se de uma questão de controle de dados, de privacidade e de autonomia, de decisão política e econômica. Na geopolítica digital, a distância geográfica perde importância, pois os ataques podem ser marcados de qualquer lugar, daí a relevância da segurança cibernética.

O papel do Estado contemporâneo está sendo redesenhado. Fala-se muito do Estado socioambiental, mas pouco sobre o Estado tecnológico. Para o Brasil, é urgente a definição de uma política para a infraestrutura digital, com um marco regulatório que dê previsibilidade real aos investidores – não apenas para os grandes operadores internacionais, mas para os operadores brasileiros de médio porte que precisam competir em igualdade de condições e que são os que mais sofrem com a insegurança jurídica e a instabilidade regulatória.

É necessária uma política de formação de mão de obra especializada. É essencial uma estratégia de investimentos em áreas de interesse para a infraestrutura digital, como a exploração de minérios críticos.

A infraestrutura digital não é neutra. Os sistemas de inteligência artificial que processam dados dos brasileiros refletem os valores e os interesses de quem os treinou e de quem controla os servidores onde rodam. A governança dos dados – quem pode acessá-los e sob quais condições –, em especial os relacionados com informações de Estado, como é o caso do Brasil, visa à defesa da soberania e não representa um desafio técnico secundário.

O Brasil precisa dar prioridade à tecnologia para estar na mesa de governança global com voz e com capacidade de influência real. E só terá essa voz se tiver infraestrutura própria, regulação sólida e uma política digital coerente com seus interesses nacionais.

Opinião por Rubens Barbosa

Presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Irice), foi embaixador do Brasil em Londres (1994-99) e em Washington (1999-2004)

Geopolítica da infraestrutura digital – Estadão 

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: https://chat.whatsapp.com/GeLUPi5zQ2582nGKD6JFey para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Portal Tribuna online, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV Tribuna, bem como outras publicações e notícias, sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/CNud8bQUUYM4n8ryXA3ZaW

Por mudanças profissionais com a instituição onde publicava outros artigos meus e informações sobre inovações, tive que criar um novo grupo no WhatsApp https://chat.whatsapp.com/CNud8bQUUYM4n8ryXA3ZaW e parar de publicar em  https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B . Quem tiver interesse pode sair do anterior e entrar nesse novo. Desculpem os transtornos. 

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA com agentes e SLM veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

Se tiver interesse em gêmeos digitais para a indústria procure a Neo Vision – Captura Digital da Realidade

Para IoT chame a 2solve 

The Economist: A China pode ter dificuldades para financiar os sonhos tecnológicos de Xi Jinping

Estimativa é que somente os centros de dados de IA do país custarão US$ 295 bilhões nos próximos cinco anos

Por Estadão/The Economist – 12/07/2026 | 

Os líderes da China raramente citam empresas específicas. É ainda mais raro que eles destaquem a valorização de um grupo enquanto este se prepara para uma oferta pública inicial de ações (IPO) altamente esperada. Isso não impediu que Li Qiang, primeiro-ministro do país, mencionasse recentemente a Unitree, uma empresa de robótica, e a explosão em sua valorização, de 10 milhões de yuans (US$ 1,47 milhão) para 42 bilhões de yuans (US$ 6,2 bilhões) em uma década.

A Unitree, que em 2 de julho recebeu aprovação para abrir o capital, é apenas uma das milhares de empresas por trás do plano do Partido Comunista de assumir a liderança em uma longa lista de tecnologias de ponta na próxima década – desde inteligência artificial e robôs humanoides até energia de fusão e implantes cerebrais digitais. As empresas por trás dessas tecnologias agora precisam de grandes quantidades de capital para colocá-las em prática em grande escala.

Somente os centros de dados de IA da China custarão 2 trilhões de yuans (US$ 295 bilhões) nos próximos cinco anos. A robótica e a manufatura de ponta podem exigir um montante semelhante nos próximos dez anos. Enquanto o mercado de ações dos Estados Unidos recebe um mega IPO após o outro e seu mercado de títulos é tomado pela febre da IA, será que os mercados de capitais chineses, mais modestos, conseguirão acompanhar o ritmo – e estar à altura das ambições do partido?

Parte da conta tecnológica da China será coberta pelos lucros reinvestidos de empresas já estabelecidas e pelo sistema bancário estatal chinês. Mas os investidores de capital público e privado precisarão arcar com uma parte significativa da conta. Para incentivá-los, nos últimos dois anos, Xi Jinping, o chefe supremo de Li, flexibilizou uma repressão anterior ao setor de tecnologia e aos investimentos “desordenados”. Ele também deixou mais claro para onde deseja que o capital flua.

Como resultado, nos primeiros cinco meses de 2026, foram lançados mais de 9,5 mil novos fundos de ações, o dobro do número registrado no mesmo período do ano anterior. Grande parte dessa atividade foi impulsionada por fundos de capital de risco criados por grandes corporações, tanto privadas quanto estatais. No final de 2025, os fundos orientados pelo Estado levantaram 230 bilhões de yuans (US$ 33,9 bilhões) em novos capitais para investir em tecnologia, um aumento em relação aos 11 bilhões de yuans (US$ 1,6 bilhão) do ano anterior. O lento crescimento do crédito em uma economia em desaceleração permitiu que os bancos concedessem mais empréstimos a investidores privados.

A DeepSeek, a startup de IA mais badalada da China, estaria levantando capital com uma avaliação de quase US$ 60 bilhões junto à Tencent, um gigante digital, e à CATL, a maior fabricante mundial de baterias. A Unitree deve sua valorização vertiginosa a investimentos semelhantes. A consultoria Hurun contabilizou pelo menos 80 startups que ultrapassaram US$ 1 bilhão em valor de mercado no primeiro semestre do ano, contra 22 em todo o ano de 2025.

Os mercados de capitais também estão em ebulição, após um período em que as autoridades pisaram no freio, temendo que os IPOs sugassem capital de outras ações em um mercado em baixa. Empresas chinesas levantaram cerca de US$ 32 bilhões este ano, o dobro do valor comparável de 2025 e o triplo do de 2024. Grandes negócios estão de volta. 

A CXMT, fabricante de chips de memória, planeja uma abertura de capital de US$ 4,3 bilhões, uma das maiores dos últimos anos. Outras dez empresas de tecnologia planejam aberturas de capital na casa de vários bilhões de yuans. O Star Market de Xangai, com forte presença de empresas de tecnologia – que havia proibido startups sem lucro de se listarem em 2024 e 2025 -, voltou a aceitá-las. A Unitree teve sua abertura de capital aprovada em 100 dias, em vez do ano ou mais que costumava levar.

Especialistas veem com bons olhos o renascimento dos mercados de capitais chineses. Mas alguns também se lembram dos primórdios do capitalismo chinês na década de 1990, quando esses mercados serviam principalmente para canalizar dinheiro para empresas estatais, em vez de buscar retornos elevados. Agora, muitas vezes são as empresas estatais que canalizam capital para as startups. A SMIC, fabricante estatal de chips, lançou um fundo que hoje detém participações em mais de 400 empresas de semicondutores. 

Quando empresas privadas se envolvem, muitas vezes fazem parcerias com o Estado. A Xiaomi, que agora fabrica carros elétricos além de smartphones, criou um fundo em parceria com o governo local da província de Hubei, que já realizou mais de 100 investimentos.

Para os gestores de ativos que recebem o capital do Estado e seus coinvestidores privados, o envolvimento do governo vem acompanhado de condições. O dinheiro deve ser direcionado a empresas que se encaixem nos planos tecnológicos do partido. Muitas não são particularmente inovadoras; algumas podem estar trabalhando em problemas resolvidos há anos em outros países. Empresas de investimento apoiadas por bancos, por exemplo, raramente investem em startups com menos de cinco anos, preferindo empresas que já tenham recebido algum tipo de reconhecimento do governo, de acordo com uma análise desses negócios feita pela consultoria Gavekal. Isso pode significar um potencial de ganho limitado.

Ao mesmo tempo, afastar-se dos setores favorecidos traz grandes desvantagens. Menos capital estatal reduz as avaliações. A falta de apoio estatal também pode tornar mais difícil a aprovação de aberturas de capital, mesmo que o fundo da SMIC, por exemplo, já tenha listado pelo menos 48 empresas de seu portfólio e esteja se preparando para abrir o capital de outras 50. Os reguladores estão reservando privilégios de listagem quase exclusivamente para os principais fabricantes de hardware, como a Unitree, e para aqueles que, como a CXMT, estão ajudando o país a se livrar da dependência de tecnologia estrangeira.

A função da Comissão Reguladora do Mercado de Valores Mobiliários da China (CSRC), principal órgão de fiscalização dos mercados, agora não se limita apenas a avaliar empresas, prevenir bolhas e gerenciar a liquidez, mas também a garantir que o capital seja direcionado para os objetivos das políticas de Xi Jinping. No entanto, é difícil encontrar um equilíbrio entre a política industrial e a estabilidade do mercado.

O objetivo da CSRC de manter um mercado em “alta lenta”, que suba gradualmente em vez de uma corrida alucinante como a de Pamplona, é difícil de alcançar quando os principais líderes elogiam empresas de tecnologia específicas. Ao ouvir tais declarações, centenas de milhões de investidores de varejo chineses estão retirando dinheiro de setores enfadonhos, mas importantes, como bens de consumo básico (com queda de 15% neste ano) e direcionando-o para o setor de tecnologia (com alta de 20%, segundo o índice ChiNex de Shenzhen, fortemente voltado para tecnologia).

Essas considerações deixam os investidores profissionais, que movimentam grandes somas, mais nervosos do que estariam em um mercado mais livre. Isso, por sua vez, os torna mais parcimoniosos com o capital. Em vez disso, os bancos estatais, com histórico de alocação ineficiente de capital, acabarão investindo mais do que deveriam. É isso que acontece quando as metas políticas do governo central vêm em primeiro lugar e a ganância fica em segundo plano, observa um veterano do mercado chinês. Longe de ajudar a China a concretizar seus planos tecnológicos, um Estado intervencionista pode tornar esses objetivos mais difíceis de alcançar.

The Economist: A China pode ter dificuldades para financiar os sonhos tecnológicos de Xi Jinping – Estadão 

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: https://chat.whatsapp.com/GeLUPi5zQ2582nGKD6JFey para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Portal Tribuna online, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV Tribuna, bem como outras publicações e notícias, sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/CNud8bQUUYM4n8ryXA3ZaW

Por mudanças profissionais com a instituição onde publicava outros artigos meus e informações sobre inovações, tive que criar um novo grupo no WhatsApp https://chat.whatsapp.com/CNud8bQUUYM4n8ryXA3ZaW e parar de publicar em  https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B . Quem tiver interesse pode sair do anterior e entrar nesse novo. Desculpem os transtornos. 

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA com agentes e SLM veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

Se tiver interesse em gêmeos digitais para a indústria procure a Neo Vision – Captura Digital da Realidade

Para IoT chame a 2solve 

Todo mundo quer falar com o ‘Cláudio’, IA que virou febre e rivaliza com o ChatGPT

Claude, chatbot da Anthropic, sai do nicho corporativo, amplia base de usuários e ganha até apelido no Brasil. Embora desafie a liderança do assistente de inteligência artificial da OpenAI, a diferença entre os dois está ficando menor

Por Bruno Romani e Beatriz Paulino* – O Globo – 12/07/2026.

O ChatGPT, da OpenAI, tem sido sinônimo de inteligência artificial (IA) desde o fim de 2022, quando foi apresentado ao mundo. O Gemini, do Google, está em serviços acessados por bilhões de usuários. Meta, Microsoft, Amazon, xAI e até Apple tentam conquistar espaço com suas ferramentas de IA. Mas, com respostas espertas e boa capacidade de automação, o chatbot que tem conquistado corações e mentes é o Claude, da Anthropic. O principal rival do ChatGPT furou as bolhas corporativas e agora ganha terreno entre usuários comuns, de diferentes perfis, como estudantes, jovens profissionais e entusiastas de tecnologia.

Entre executivos e programadores, o Claude já vinha agradando desde o fim do ano passado, especialmente pelo desempenho de suas versões especializadas, o Code e o Cowork — essa última passou a funcionar na web nesta semana. Isso catapultou a receita e o valor de mercado da Anthropic, que superou a OpenAI nesses dois quesitos neste ano. A startup americana liderada por Dario Amodei atingiu US$ 47 bilhões contra US$ 30 bilhões da rival. Na segunda métrica, a Anthropic está avaliada em US$ 965 bilhões contra US$ 852 bilhões da OpenAI, também americana, que tem Sam Altman à frente.

A estratégia de crescimento no mundo corporativo catapultou a Anthropic para a liderança da corrida tecnológica da IA. Com a popularidade em alta nas empresas, a fama do Claude começou a se espalhar para usos fora do escritório. Foi assim também no Brasil. E já que a pronúncia afrancesada não é a das mais preferidas por aqui, ele já ganhou apelidos como “Cláudio”, “Claudinho” e “Cráudio”, repetindo o que transformou o WhatsApp em “zap”, um verdadeiro atestado de popularidade no país.

O engenheiro de software, Fabio Lima, de 40 anos, conta como usa o seu “Claudião” para agilizar sua rotina diária:

— O uso vai além do profissional. Também uso para estudar novas tecnologias, entender assuntos complexos de forma mais rápida, resumir conteúdos, avaliar ideias e até organizar melhor pensamentos e decisões do dia a dia. Antes, para entender um assunto novo, eu precisava abrir vários sites, ler artigos longos, comparar informações e organizar tudo manualmente. Hoje, o Claude me ajuda a criar uma visão mais rápida para então eu me aprofundar nos pontos que realmente importam.

Contexto e execução

Ao contrário do ChatGPT, que se popularizou a partir do usuário comum, o Claude começou a ganhar mais corpo entre profissionais que já faziam uso intensivo de tecnologia e transbordou posteriormente. Usuário do Claude desde 2024, o estudante de design digital Gustavo Souza, de 20 anos, conta que o chatbot ganhou a sua preferência somente nos últimos meses:

— O Claude passa de uma ferramenta e começa a se tornar uma espécie de copiloto quando a gente começa a dividir o nosso dia a dia com ele. Sempre utilizei muito para aprendizado, para sintetizar e fazer trabalho operacional, que muitas vezes eu demorava muito para fazer. Sinto que ajuda muito em produtividade, porque, às vezes, a maior dificuldade é o primeiro passo em algumas tarefas.

Em maio, o brasileiro Mike Krieger, atual diretor de Produtos da Anthropic (e cofundador do Instagram), afirmou que a companhia ganha diariamente 1 milhão de novos inscritos como Lima. É uma métrica rara por parte da empresa, que, assim como a OpenAI, não costuma compartilhar seus números. A empresa de análise de dados Apptopia estima que o Claude atingiu em maio, nos EUA, 17% do mercado de chatbots comerciais em app para celular. No fim de 2025, não chegava a 2%.

“O crescimento do Claude vem acompanhado de engajamento real, não só de um pico em métricas, e esse engajamento supera o do ChatGPT. Os usuários mais assíduos do Claude passam mais de duas horas por dia na plataforma, um comportamento que é difícil para outro concorrente copiar ou reconquistar”, escreveu Tom Grant, vice-presidente de pesquisa da Apptopia.

Já a Similarweb, que analisa tráfego na internet, aponta que, em maio, a versão web do Claude teve 952 milhões de acessos, quase dez vezes a marca do mesmo mês no ano passado (99,7 milhões). A empresa de dados também afirma que o ChatGPT perdeu espaço, apesar de ainda liderar o setor. Em maio de 2025, a ferramenta da OpenAI tinha 76,4% de todo o tráfego de chatbots de IA e caiu para 52,7% neste ano. O Claude foi de 1,6% para 9%, e outros chatbots, como o Gemini, também avançaram.

Com a alta procura, usuários do Claude têm convivido, desde março, com mais engasgos na plataforma, diz Lima, o que joga contra a popularidade:

— Já vi instabilidade, inclusive recentemente. Quando você se acostuma com a velocidade e o volume de entrega que uma ferramenta como o Claude proporciona, qualquer instabilidade acaba tendo um impacto grande. É como se você estivesse acostumado a trabalhar em uma velocidade e, de repente, precisasse reduzir muito o ritmo.

O problema está na falta de capacidade computacional disponível para tantas requisições. Amodei já revelou que havia se programado para um crescimento de dez vezes para 2026, mas a demanda foi muito além disso. O fundador e CEO estimou um crescimento de 80 vezes na base de usuários neste ano, o que classificou como “uma loucura” e “muito difícil de lidar”.

Diferencial na memória

Para aliviar, a companhia fechou ao menos três megacontratos neste ano com outras big techs para uso de data centers: um com a SpaceX, de Elon Musk, para usar a capacidade total do data center Colossus 1, com 300 megawatts e mais de 220 mil GPUs; outro com a Amazon, que prevê até 5 gigawatts de capacidade; e um terceiro com a TeraWulf para até 400 megawatts.

Em termos de preços e recursos, os dois rivais não são muito diferentes, e devem ficar ainda mais parecidos após a OpenAI lançar, na semana passada, o ChatGPT Work, além da nova família de modelos GPT-5.6. Os planos vão de gratuitos a R$ 500. Mas, Anderson Soares, vice-presidente da AI Brasil, explica como a Anthropic conseguiu extrair valor de grandes janelas de contexto, nome técnico dado ao volume de texto que o modelo consegue entender antes de “perder a memória”:

— O Claude foi um dos primeiros a implementar uma janela de 1 milhão de tokens (como são chamados os pedacinhos de palavras processados e gerados pela máquina; estima-se que a Bíblia tenha 1 milhão). Na prática, ele vai se lembrar do usuário com mais frequência e isso melhora a qualidade das interações, sem que seja necessário repetir coisas.

Apesar de grandes janelas de contexto serem comuns em rivais como Gemini e ChatGPT, os fãs do Claude afirmam que as respostas têm mais “personalidade” e podem ter maior profundidade quando acionados modelos mais sofisticados dos planos pagos da Anthropic. A capacidade de customização também surge como fator que impulsiona o chatbot.

— Eu destacaria as skills, as habilidades específicas para áreas de interesse que o usuário pode criar no Claude. Existem skills que representam bem a “voz” e o estilo de uma marca ou pessoa. Além disso, tem o Cowork, que traz uma visão de IA agêntica para o usuário final — observa Diogo Cortiz, cientista cognitivo e professor da PUC-SP.

Outra característica apontada por especialistas é que a Anthropic conseguiu desenvolver melhor a infraestrutura de software, as ferramentas, a memória e as regras que cercam os seus modelos para um melhor aproveitamento — o nome dado a esse conceito é harness. Ele permite ao chatbot ir além de respostas, gerenciando a execução do projetos, dividindo-se em subtarefas e até testando seus resultados. Foi o que conquistou o estudante de ciência de dados, Lucas Chini, de 20 anos:

— Não consigo imaginar minha rotina sem o Claude. Uso para pesquisar, revisar arquitetura de software e fazer algumas provas de conceito. O uso frequente mudou um pouco o meu fluxo de pensamento e decisões. Não acho que tenha como usar IA com frequência sem ser afetado.

Reação na OpenAI

Para defender sua liderança, a OpenAI se reorganizou internamente e priorizou esforços no Codex, sua ferramenta voltada para programadores, que foi integrada ao ChatGPT, na tentativa de firmá-lo como um superapp de IA, além de trabalhar para evoluir o harness. Parece colher resultados: em junho, o ChatGPT alcançou 5 milhões de usuários ativos por semana. No nicho dos programadores, muitas conversas já concluem que não há mais diferenças entre ele e o Claude.

Burburinho e controvérsias estimulam curiosidade

O burburinho atual em torno da Anthropic também contribui para a popularidade do Claude. A empresa está constantemente envolvida em controvérsias, como a recusa em dar ao Departamento de Defesa dos EUA acesso total a seus modelos para fins militares, o que levou Donald Trump a banir a empresa do governo americano.

A disputa foi parar na Justiça e, atualmente, a Anthropic tem uma decisão de um tribunal da Califórnia que suspende o bloqueio enquanto a Casa Branca recorre em uma corte de Washington. Sem falar nas provocações públicas entre Dario Amodei, da Anthropic, e Sam Altman, do ChatGPT.

— Além dos aspectos de funcionalidades, a Anthropic está passando por um momento “hypado”, especialmente após o embate com a Casa Branca — observa Diogo Cortiz, professor da PUC-SP. — Muita gente que ficava mais no ambiente do ChatGPT ficou curiosa e estourou a bolha. Do ponto de vista da comunicação, a disputa foi importante.

No início do ano, o app do Claude chegou ao primeiro lugar da App Store, loja de aplicativos da Apple, após a Casa Branca barrar a Anthropic do governo americano. Na mesma época, foi divulgado que o Claude virou ferramenta da Operação Fúria Épica, contra o Irã. Posteriormente, apelando para a imagem de empresa responsável de IA, a Anthropic esteve ao lado do Papa Leão XIV na apresentação de sua primeira encíclica, crítica do impacto da IA na sociedade.

Recentemente, a big tech decidiu restringir seus supermodelos de IA, como o Mythos (hoje chamado de Fable), por questões de cibersegurança, o que levou o governo Trump a exigir avaliação de riscos de novas IAs e a suspender o acesso a esses modelos por outros países. A OpenAI também foi afetada e teve o lançamento do GPT-5.6 atrasado. Após queixas, as duas puderam lançar neste mês suas novas IAs.

*Estagiária sob supervisão de Bruno Romani

Todo mundo quer falar com o ‘Cláudio’, IA que virou febre e rivaliza com o ChatGPT 

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: https://chat.whatsapp.com/GeLUPi5zQ2582nGKD6JFey para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Portal Tribuna online, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV Tribuna, bem como outras publicações e notícias, sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/CNud8bQUUYM4n8ryXA3ZaW

Por mudanças profissionais com a instituição onde publicava outros artigos meus e informações sobre inovações, tive que criar um novo grupo no WhatsApp https://chat.whatsapp.com/CNud8bQUUYM4n8ryXA3ZaW e parar de publicar em  https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B . Quem tiver interesse pode sair do anterior e entrar nesse novo. Desculpem os transtornos. 

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA com agentes e SLM veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

Se tiver interesse em gêmeos digitais para a indústria procure a Neo Vision – Captura Digital da Realidade

Para IoT chame a 2solve 

A origem de um terremoto observado de perto

Cientistas fizeram a primeira descrição detalhada, minuto a minuto, do movimento de placas tectônicas

Por Fernando Reinach – Estadão – 10/07/2026

Esta semana foi publicada a primeira descrição detalhada de um desses movimentos, detectado por sensores colocados no local em que duas placas tectônicas se encontram no fundo do Oceano Índico. A descrição detalhada, minuto a minuto, me deixou boquiaberto.

Placas tectônicas são gigantescos blocos de rocha que formam a “casca” externa do nosso planeta, como se fossem as peças de um quebra-cabeça cobrindo a Terra. Nós vivemos em cima dessas peças, que suportam os continentes e o fundo dos oceanos. Embora pareçam imóveis, essas placas flutuam muito lentamente sobre uma camada de rocha quente e pastosa, o magma, que de vez em quando é expelido pelos vulcões.

Normalmente, as placas se movem alguns centímetros por ano, mas vez por outra se movem rapidamente e aí a coisa fica divertida para os cientistas, ou trágica se ocorrer perto de cidades.

Quando duas dessas placas começam a se afastar uma da outra, elas criam uma fenda na crosta. O magma derretido do interior da Terra aproveita essa rachadura para subir. Se isso ocorre na superfície, observamos vulcões.

Mas, se ocorre no fundo do oceano, o magma esfria e solidifica instantaneamente. Essa rocha resfriada se transforma em um novo pedaço de assoalho oceânico ou uma nova cadeia rochosa no fundo do mar. Se essa montanha aflora, surge uma nova ilha.

Foi na tentativa de observar um desses fenômenos em tempo real que os cientistas instalaram sensores no local em que as duas placas tectônicas estão se separando lentamente (2-3 centímetros por ano). O local fica próximo à Ilha de Amsterdã, no sul do Oceano Índico, a cerca de 3.500 km da Austrália, 3.600 km de Madagascar e 5.000 km do extremo sul da Índia.

O observatório submarino foi planejado para monitorar os movimentos tectônicos. O sistema contém uma rede de cinco hidrofones (que emitem e recebem sons embaixo da água) colocados a 2.000 metros de profundidade, ao lado da falha que separa as placas tectônicas. Eles permitem detectar e localizar terremotos e explosões de lava. Um sensor de pressão, posicionado diretamente no chão do vale, permite medir deformações verticais.

Para mapear os deslocamentos horizontais, os cientistas instalaram 15 balizas acústicas montadas sobre tripés de 3,5 metros de altura nas cristas das falhas, 11 distribuídas em duas linhas paralelas que cruzavam o vale oceânico onde as placas se tocam, e quatro dispostas em formato de losango sobre a falha. A instalação terminou em fevereiro de 2024.

Os cientistas tiveram sorte. Poderiam monitorar a região por anos sem que nada de especial ocorresse, mas dois meses depois, às 19h56 do dia 26 de abril de 2024, os hidrofones registraram cinco pequenos terremotos.

Às 20h09, ocorreu um grande terremoto e o solo do oceano começou a afundar. Nos 26 minutos seguintes, uma bolsa de magma localizada a 3,6 km de profundidade, que se rompeu com o terremoto, começou a se esvaziar através de uma fenda vertical.

Essa fenda rasgou a crosta terrestre a uma velocidade impressionante de 3 metros por segundo, permitindo o vazamento de magma. O esvaziamento abrupto de magma fez o solo do vale desabar 1,2 metro em apenas 40 minutos, chegando a um afundamento total de 4,2 metros nos seis dias seguintes.

O magma rompeu a superfície por volta das 22h00 e, ao longo de uma erupção de 16 dias, acompanhada por milhares de explosões acústicas e dezenas de terremotos, cerca de 160 milhões de m³ de lava se acumularam no solo do oceano, formando extensas paredes de rocha com até 90 metros de altura e quatro quilômetros de comprimento.

Difícil de imaginar? Pense no estádio do Maracanã, do gramado até o topo da cobertura de cimento. O volume interno do estádio, preenchido até a boca, é de aproximadamente um milhão de metros cúbicos. A quantidade de lava expelida seria suficiente para encher 160 estádios do Maracanã com rocha derretida.

Imagine agora essa montanha de 160 estádios aparecendo no meio da Baía de Guanabara. Seria quase um novo Pão de Açúcar, criado em poucos dias, enquanto ali perto Ipanema afunda quatro metros e é invadida pelo mar até o segundo andar dos prédios.

Parece um evento enorme, mas, para o tamanho do planeta, foi um pequeno evento sísmico que tivemos a sorte de ver de perto. Na época, como ocorreu no meio do oceano, sequer foi noticiado.

Mais informações: Anatomy of a seafloor spreading event captured by in situ seismogeodesy. Nature https://doi.org/10.1038/s41586-026-10785-0 2026

Opinião por Fernando Reinach

Biólogo, PHD em Biologia Celular e Molecular pela Cornell University e autor de “A Chegada do Novo Coronavírus no Brasil”; “Folha de Lótus, Escorregador de Mosquito”; e “A Longa Marcha dos Grilos Canibais”

A origem de um terremoto observado de perto – Estadão 

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: https://chat.whatsapp.com/GeLUPi5zQ2582nGKD6JFey para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Portal Tribuna online, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV Tribuna, bem como outras publicações e notícias, sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/CNud8bQUUYM4n8ryXA3ZaW

Por mudanças profissionais com a instituição onde publicava outros artigos meus e informações sobre inovações, tive que criar um novo grupo no WhatsApp https://chat.whatsapp.com/CNud8bQUUYM4n8ryXA3ZaW e parar de publicar em  https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B . Quem tiver interesse pode sair do anterior e entrar nesse novo. Desculpem os transtornos. 

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA com agentes e SLM veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

Se tiver interesse em gêmeos digitais para a indústria procure a Neo Vision – Captura Digital da Realidade

Para IoT chame a 2solve