Mais pessoas terão um robô humanoide do que um carro até 2060, diz Bank of America

Inicialmente concentrados em logística, indústria e armazenagem, os auxiliares mecânicos devem chegar às casas nas décadas seguintes

Nick Lichtenberg – O Globo/Fortune – 17/03/2026 

A revolução dos robôs não será impulsionada pela ficção científica, segundo o Bank of America. Será impulsionada pela demografia.

Em um relatório de análise, o BofA Global Research projeta que a população global de robôs humanoides chegará a 3 bilhões de unidades até 2060 — superando, em termos per capita, os cerca de 1,5 bilhão de carros existentes no mundo. Até lá, o banco estima que 62% de todos os robôs humanoides, ou cerca de 2 bilhões de unidades, estarão dentro das casas das pessoas.

É um número impressionante para uma categoria de produto que hoje tem praticamente penetração zero de mercado, mas o BofA aponta para um fato econômico inegável da vida no século XXI como grande motivador: não haverá trabalhadores suficientes.

O problema da força de trabalho que os robôs são projetados para resolver

A revolução dos robôs não será impulsionada pela novidade. Será impulsionada pela necessidade.

As analistas do BofA Lynelle Huskey e Vanessa Cook identificaram o envelhecimento das forças de trabalho, a escassez persistente de mão de obra, a inflação salarial e a alta rotatividade de funcionários como motivações estruturais que tornam o trabalho humanoide economicamente atraente — e ressaltam que isso será verdadeiro mesmo antes de os humanoides igualarem plenamente as capacidades humanas.

Você não precisa de um robô perfeito. Precisa de um que apareça para trabalhar, não peça demissão e custe menos do que os trabalhadores que você não consegue encontrar.

Essa pressão é global. No Japão, na Alemanha e na Coreia do Sul, populações em idade ativa em declínio já pressionam a indústria e os serviços há anos.

Nos Estados Unidos, o crescimento salarial em logística, armazenagem e cuidados com idosos tem superado a inflação geral.

No Humanoids Summit 2025, realizado em dezembro de 2025, mais de 2.000 executivos, engenheiros e investidores se reuniram e chegaram a um consenso direto: “A questão é apenas quanto tempo vai levar”. O BofA agora está colocando um número nesse cronograma.

Das fábricas às salas de estar

Antes de chegarem às salas de estar, os humanoides passarão anos em docas de carga e linhas de montagem.

Dados da Counterpoint Research citados no relatório do BofA projetam que, até 2027, 72% de todas as instalações de humanoides estarão concentradas em armazenagem e logística (33%), setor automotivo (24%) e manufatura (15%).

Aplicações em varejo e serviços respondem por apenas 12%. O humanoide doméstico é uma história da década de 2040. O robô que descarrega seu caminhão é uma história de 2027.

Esse padrão de adoção primeiro na indústria já aparece nos acordos em negociação. A transportadora UPS está em negociações ativas com a Figure AI para implantar humanoides em sua rede logística.

O robô Optimus, da Tesla, já tem horas de trabalho remuneradas dentro das próprias Gigafactories da empresa, com Elon Musk mirando vendas ao público até o fim de 2027 — embora tenha alertado que o lançamento será “dolorosamente lento”.

O CEO da Arm Holdings, Rene Haas, afirmou no Fortune Brainstorm AI, em dezembro, que a inteligência artificial física automatizará “grandes partes” do trabalho fabril dentro de cinco a dez anos, com humanoides de propósito geral capazes de trocar de tarefa rapidamente — algo que máquinas industriais tradicionais não conseguem fazer.

US$ 4,3 bilhões e acelerando

O investimento conta a história de um setor que claramente deixou a fase de pesquisa e entrou em corrida competitiva.

O BofA estima que o financiamento para robótica humanoide saltou de US$ 700 milhões em 2018 para US$ 4,3 bilhões em 2025 — um aumento de seis vezes em sete anos.

Em janeiro de 2026, havia mais de 50 empresas desenvolvendo humanoides ativamente, com 150 lançamentos comerciais já registrados.

O BofA projeta que as remessas anuais subirão de 90 mil unidades em 2026 para 1,2 milhão até 2030, o que implica uma taxa composta de crescimento anual de 86% — uma trajetória mais íngreme do que a do mercado inicial de veículos elétricos.

A curva de custos é o motor por trás dessa aceleração. Um humanoide fabricado na China tinha um custo de materiais de US$ 35 mil em 2025; o BofA projeta que esse valor cairá para menos de US$ 17 mil até 2030.

Robôs ocidentais ainda em fase piloto custam atualmente entre US$ 90 mil e US$ 100 mil por unidade para produzir, o que significa que a compressão de custos pela frente é enorme.

A startup norueguesa 1X Technologies já aluga um humanoide capaz de operar em residências por US$ 499 por mês, e o modelo Unitree G1, da Unitree Robotics, custa US$ 13.500 — números que já estão forçando concorrentes ocidentais a acelerar seus próprios planos de redução de custos.

Os céticos não estão errados — apenas foram superados pelos números

A revolução dos robôs não ocorre sem críticos, é claro. O roboticista do MIT (Massachusetts Institute of Technology) e cofundador da iRobot, Rodney Brooks, disse em setembro que a visão de robôs domésticos de Musk é “pura fantasia”, prevendo que robôs bem-sucedidos terão rodas e não parecerão humanos.

Peter Cappelli, da Wharton School, alertou nas páginas da Fortune no mês passado que o pânico sobre perda de empregos causada por robôs é prematuro.

Enquanto isso, pesquisadores do Vale do Silício permanecem mais cautelosos com os prazos do que seus pares chineses, onde diretrizes governamentais e escala industrial estão acelerando a adoção.

Essas críticas não invalidam uma projeção de 35 anos. Mas destacam o que o próprio BofA reconhece: o caminho entre o robô industrial de US$ 35 mil de hoje e um mundo com 3 bilhões de unidades passa por uma série de obstáculos tecnológicos, regulatórios e econômicos que nenhuma previsão consegue modelar totalmente.

O que o banco afirma — e o que empreendedores e especialistas no terreno confirmam — é que a pressão demográfica é real, o capital já está comprometido e a curva de custos já começou a se mover.

A virada dos robôs sobre os carros pode se tornar a história tecnológica de consumo mais definidora das próximas três décadas. O Bank of America é simplesmente o primeiro a colocar uma data nisso.

Para esta reportagem, jornalistas da Fortune utilizaram IA generativa como ferramenta de pesquisa. Um editor verificou a precisão das informações antes da publicação.

2026 Fortune Media IP Limited

Mais pessoas terão um robô humanoide do que um carro até 2060, diz Bank of America

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: https://chat.whatsapp.com/GeLUPi5zQ2582nGKD6JFey para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Site simnotícias, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV(em renegociação), sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA com agentes e SLM veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

Se tiver interesse em gêmeos digitais para a indústria procure a Neo Vision – Captura Digital da Realidade

Se o interesse for em IoT, o caso é com a 2Solve

Não é apagão de engenheiros(as): é apagão de condições para fazer engenharia no Brasil

Por Luciana Montanari, professora da EESC; Fernando Kurokawa, professor da Poli; Herlandí Andrade, professor da EEL; Wanessa Melchert Mattos, professora da Esalq; e outros autores.

 05/03/2026|Atualizado: 18/03/2026 Jornal da USP

Na fila do bandejão, em uma conversa rápida de fim de aula, uma estudante de engenharia descreveu a dúvida que tem rondado as(os) colegas: “Eu gosto do curso, mas não sei se vou trabalhar como engenheira. Todo mundo diz que, no fim, o melhor é atuar no mercado financeiro”. A frase não é um dado estatístico, mas ajuda a enxergar o núcleo do problema. O Brasil pode até formar profissionais altamente qualificados(as), mas não tem assegurado, com a mesma consistência, as condições para que a engenharia se sustente como escolha de carreira e como projeto de desenvolvimento.

Volta e meia reaparece, nos jornais e nas redes, a ideia de que o País vive um “apagão de engenheiros(as)”. A expressão é forte, chama a atenção e, justamente por isso, costuma empurrar o debate para soluções rápidas: “abrir mais vagas”, “formar mais”, “flexibilizar tudo”. O problema é que, quando o diagnóstico é apressado, a remediação quase sempre erra o alvo. O que está em jogo não é apenas quantidade: é um descompasso estrutural entre formação qualificada, valorização profissional e capacidade do País de empregar, reter e mobilizar engenheiras(os) em projetos produtivos.

A pergunta, então, precisa mudar de patamar: há falta de engenheiras(os) ou falta de condições para que a engenharia se sustente como carreira atrativa e socialmente estratégica?

O pano de fundo é conhecido e raramente enfrentado com a devida franqueza: a redução do peso da indústria no Produto Interno Bruto, associada à perda de dinamismo do investimento produtivo. Em economias onde a indústria tem participação expressiva, a densidade de engenheiras(os) também é maior; onde a indústria encolhe, a demanda por perfis de engenharia tende a se retrair ou a se deslocar para nichos muito específicos. O Brasil, nesse sentido, não pode tratar “apagão” como se fosse uma falha exclusiva das universidades.

Isso nos leva ao segundo ponto: retenção (manutenção de vínculo). É sabido que muitos(as) profissionais formados(as) migram para o comércio e, sobretudo, para o setor financeiro, em busca de melhores condições de trabalho, salários e reconhecimento. No Minicenso 2024 do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), 82% das(os) respondentes consideram as condições de trabalho e os salários pouco atrativos. Se a carreira perde atratividade, não basta produzir mais diplomas. Uma parcela relevante de quem conclui não permanece na engenharia, o que não significa “falha individual”, mas sinal de que a baixa de oportunidades empurra os talentos para outros setores.

O terceiro ponto costuma ser tratado com simplificações: evasão. É comum atribuí-la a “base fraca”, “currículo rígido” ou “falta de interdisciplinaridade”. Essa explicação, sozinha, é insuficiente. A evasão também se relaciona a expectativas de empregabilidade e retorno econômico; há mobilidade acadêmica interna (transferências entre cursos de engenharia) e há, ainda, uma evasão tardia, quando a(o) estudante concluiu ou está prestes a concluir e se desloca para consultorias e setor financeiro. Em outras palavras: o percurso formativo dialoga o tempo todo com o horizonte de futuro que o país oferece.

Nesse contexto, vale olhar com cuidado para oferta e procura. Entre 2018 e 2024, as vagas das universidades públicas em engenharia cresceram, enquanto o setor privado reduziu fortemente a oferta presencial. Não se trata, portanto, de um sistema público “enxugando formação”. A retração aparece onde o mercado responde mais rapidamente à conjuntura econômica. E isso ajuda a compreender por que a procura diminui: a queda de demanda não nasce em um suposto desinteresse “geracional” pela engenharia, mas acompanha a redução de investimentos e a perda de protagonismo da indústria.

A própria USP, como termômetro, registra queda na relação candidato/vaga em determinados cursos entre 2014 e 2022, com alguma recuperação recente. Trata-se de um comportamento coerente com um país que alterna ciclos de investimento em infraestrutura e produção e, ao mesmo tempo, convive com instabilidade que desorganiza expectativas de carreira.

Se o diagnóstico muda, a agenda de respostas também precisa mudar. É por isso que o Consórcio das Engenharias da USP, em alinhamento aos Objetivos Estratégicos da Pró-Reitoria de Graduação, concebeu e colocou em marcha um plano em três horizontes (curto, médio e longo prazo). Ele ganha força quando lido como estratégia integrada, e não como lista.

No curto prazo, a prioridade é permanência e sucesso acadêmico: tutoria, apoio pedagógico em disciplinas iniciais (especialmente em matemática), monitoramento de risco e intervenções precoces, com uso responsável de inteligência artificial como suporte ao acompanhamento e ao trabalho docente. Isso não substitui docentes; ao contrário, amplia a capacidade institucional de detectar gargalos, oferecer caminhos e reduzir a reprovação que, tantas vezes, vira desistência.

No mesmo horizonte, faz diferença aproximar estudantes e setor produtivo, não como propaganda, mas como leitura realista das transformações tecnológicas, dos campos emergentes e dos perfis profissionais demandados. Workshops, parcerias e experiências formativas conectadas a problemas concretos ajudam a reconstruir sentido, pertencimento e perspectiva de futuro.

No médio prazo, a ênfase recai sobre a ampliação do uso de metodologias ativas de ensino-aprendizagem e de disciplinas eletivas transversais, integração com empresas e outras instituições de ensino superior, além de ações articuladas com as redes públicas de educação básica. Aqui, a palavra-chave é qualidade com abertura: rigor técnico combinado a percursos mais flexíveis, que permitam às(aos) estudantes compor trajetórias coerentes com áreas como energia, infraestrutura, mobilidade, manufatura avançada e tecnologias digitais.

No longo prazo, é preciso reconhecer: nenhum esforço de formação se sustenta sem um pacto de desenvolvimento. Daí a importância de uma aliança entre USP, Unesp e Unicamp em engenharia mediada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação; o fortalecimento das ações com a Secretaria da Educação e, sobretudo, a institucionalização da chamada “hélice quíntupla” (sociedade civil, governo, universidade, indústria e meio ambiente), com iniciativas como formação dual e financiamento compartilhado.

Não se trata de “entregar” a universidade; trata-se de construir um ecossistema em que formação excelente encontre demanda consistente, com carreira valorizada e projetos nacionais de médio e longo prazo.

Há um ponto adicional que merece ser explicitado: a USP não parte do zero. Diversas ações já foram implementadas, desde auxílio permanência e mecanismos de identificação de risco acadêmico até programas de monitorias e iniciativas de desenvolvimento profissional docente; além de convênios, duplo diploma, modernização de infraestrutura para o ensino e avanço da curricularização da extensão, com interfaces no ensino médio. Isso importa porque desloca o debate do “o que deveria ser feito” para “o que está sendo feito, como aprimorar e como avaliar resultados”.

E avaliar, aqui, é decisivo. É preciso ser honesto com os critérios: menos slogans, mais indicadores. Se o problema envolve retenção e atratividade, faz sentido acompanhar taxas de evasão e reprovação, tempo de conclusão, relação candidato/vaga, inserção profissional em engenharia e migração para outros setores. O debate sobre “apagão” ganha qualidade quando substitui impressões por séries históricas e comparações coerentes com a estrutura produtiva do País.

Em síntese, o Brasil não precisa apenas “de mais engenheiras(os)”. Precisa de um ambiente em que a engenharia seja uma escolha racional e desejável: com carreira valorizada, demanda consistente, indústria e infraestrutura com rumo e investimento, e universidades capazes de combinar rigor, permanência estudantil, inovação pedagógica e conexão responsável com os desafios do desenvolvimento.

Se quisermos que aquela conversa no bandejão termine de outro jeito, com estudantes dizendo “vou ficar na engenharia porque vale a pena”, o País precisa fazer sua parte. A Universidade pode e deve aprimorar permanência, formação e articulação com a sociedade. Mas sem uma estratégia nacional que reanime a base produtiva, valorize o trabalho de engenharia e sustente projetos de longo prazo, o “apagão” continuará sendo um rótulo recorrente para encobrir o essencial: não falta capacidade de formar; faltam condições para realizar, aqui, a engenharia de que o Brasil necessita.

* Luciana Montanari, professora da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC); Fernando Kurokawa, professor da Escola Politécnica (Poli); Herlandí Andrade, professor da Escola de Engenharia de Lorena (EEL); Wanessa Melchert Mattos, professora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq); Fernanda Vanin, professora da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA); Antonio Seabra, professor da Escola Politécnica (Poli): Elisângela Moraes, professora da Escola de Engenharia de Lorena (EEL); e Marcos Neira, pró-reitor pro tempore de Graduação.

EESC-USP

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: https://chat.whatsapp.com/GeLUPi5zQ2582nGKD6JFey para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Site simnotícias, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV(em renegociação), sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA com agentes e SLM veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

Se tiver interesse em gêmeos digitais para a indústria procure a Neo Vision – Captura Digital da Realidade

Se o interesse for em IoT, o caso é com a 2Solve

Revolução das canetas: novas drogas para emagrecer terão impacto global na economia e saúde, dizem analistas

Por Ana Lucia Azevedo – O Globo – 22/03/2026 

No fim de semana seguinte ao fim da patente da semaglutida, a principal droga das canetas emagrecedoras, em países como Brasil, Índia, China e México, o mundo já assiste a uma segunda revolução dentro da transformação em massa trazida pelas canetas emagrecedoras, os primeiros medicamentos do mundo a promover uma perda expressiva de peso. Uma revolução que vai além da saúde e alcança a economia, a sociedade e a cultura.

As canetas não previnem nem curam a obesidade, uma doença crônica deflagrada por fatores ambientais, como alimentação ultraprocessada, estresse e sedentarismo, mas se espera que o aumento do acesso tenha imenso impacto. Poderá reduzir os custos da saúde, perdas de produtividade decorrentes de doenças associadas ao excesso de peso e transformar setores da economia, como o de alimentos e até aviação.

No momento, somente Ozempic e Wegovy, ambos da Novo Nordisk e com a patente expirada, têm semaglutida. A outra caneta é o Mounjaro (Eli Lilly, cuja patente não caiu). Mas até o fim do ano são esperados cerca de cem novos medicamentos com semaglutida no mundo, somente devido ao fim da patente. Não serão genéricos nem necessariamente canetas, mas conterão a semaglutida.

Os efeitos da revolução das “canetas” são o tema da série que O GLOBO publica a partir deste domingo (22). São reportagens e outros conteúdos em formatos diversos, como newsletters, vídeos e uma cartilha com o que se sabe de mais avançado sobre os remédios.

O espaço para crescimento de usuários de canetas é vasto. Segundo um estudo do J.P. Morgan, no início de 2026, apenas cerca de 7% dos pacientes com diabetes e 2% da população com obesidade globalmente utilizam esses fármacos. Porém, uma pesquisa publicada na Lancet estimou que 27% da população mundial seria elegível, mas o preço alto limita o acesso.

A obesidade é uma das maiores crises globais. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 44% das pessoas adultas do planeta têm sobrepeso ou obesidade. Essa pandemia causa 5 milhões de mortes por ano apenas por doenças cardiovasculares.

Ela eleva os custos de saúde em 8,4% em Europa e EUA, reduz a produtividade da força de trabalho e deve custar 3% do PIB global até 2035. É uma escala só alcançada pela pandemia de Covid -19, em 2020. A epidemia cresce rapidamente em nações de baixa e média renda, de acordo com a OMS. Elas concentram 70% dos casos.

Brasil e Índia são exemplos de países superatingidos.  Índia, o país mais populoso do mundo, enfrenta uma epidemia crescente, com 70% da população de 1,4 bilhão de habitantes, acima do peso ou com obesidade. No Brasil, 62,6% dos adultos estão acima do peso, dos quais 25,7% são obesos, segundo o Vigitel/Ministério da Saúde.

O motivo de tanto impacto é fácil de compreender.  A obesidade é uma doença crônica que aumenta o risco primário para outras doenças crônicas, como diabetes tipo 2, males cardiovasculares e ao menos 13 tipos de câncer.

A Federação Mundial de Obesidade (FMO) diz que o impacto econômico global total do sobrepeso e da obesidade deve atingir US$ 4,32 trilhões por ano até 2035. Isso inclui custos diretos de saúde (tratamento de doenças) e indiretos (redução de produtividade, absenteísmo e mortalidade prematura). Pessoas com doenças relacionadas à obesidade têm 8% mais probabilidade de perderem o emprego.

Projeções otimistas vislumbram, graças às novas drogas, um mundo em 2030 com 20% menos infartos e AVCs (essa é a redução vista nos estudos com as canetas), queda no consumo de alimentos, economia de combustível por parte das companhias aéreas devido a passageiros mais leves e bilhões de pessoas com melhor qualidade de vida.

A consultoria de investimentos americana Jefferies previu para uma companhia aérea americana que, se cada passageiro que voa com ela perdesse aproximadamente 10 quilos, a companhia aérea economizaria mais de 100 milhões de litros de combustível por ano.

Já a indústria de alimentos, no entanto, tem estimativas de queda devido à redução do consumo. Uma análise de banco de investimento americano estima queda de 1,3% na ingestão calórica nos EUA até 2035.

O número de remédios com semaglutida deve disparar nos próximos meses no mundo e, com isso, se espera uma significativa de preços. No Brasil, são 17 os laboratórios com pedidos de análise na Anvisa. E a queda de preço esperada para este ano fica entre 30% e 40%.

Mas em grandes produtores mundiais de medicamentos, como Índia e China, o número de novos remédios deverá ser muito maior, assim como a queda nos preços.

A China, segundo análise do South China Morning Post, espera uma redução de preços da semaglutida de até 80%. Empresas estrangeiras e locais competem por participação de mercado enquanto o número de adultos com sobrepeso ou obesidade pode superar 630 milhões até 2050, ante 400 milhões em 2021.

Na Índia, se espera a entrada de 50 novas drogas com semaglutida nos próximos meses e uma queda de preço superior a 50%.

Uma pesquisa global do americano J.P. Morgan prevê que o mercado global de drogas com incretinas (hormônios intestinais), que inclui, sobretudo, a semaglutida, atingirá US$ 200 bilhões até 2030.

Um número de pessoas sem precedentes, ainda que longe do necessário, poderá ter alcance a esses medicamentos. O custo alto seguirá a ser uma barreira. E haverá aumento da desigualdade no acesso ao tratamento, com as pessoas de baixa renda ficando de fora dos benefícios. Mesmo que o custo caia à metade, continuará inviável para muita gente.

— Há uma revolução em curso. Mas é uma revolução em nível de indivíduo. Uma que vejo no meu consultório, de pacientes conseguirem chegar ao peso saudável e transformarem a vida para melhor. Essas drogas merecem ser chamadas de revolucionárias. Mas, mesmo sem a patente da semaglutida, não serão para todos. Para combatermos a obesidade, será preciso algo muito maior, na forma como nossa sociedade funciona — afirma o hepatologista João Marcello de Araújo Neto, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

No SUS

É por isso que tratamentos como o que será oferecido ainda neste semestre pelo Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia (IEDE), no Rio de Janeiro, fazem toda a diferença. O instituto será o primeiro dentro do SUS a oferecer semaglutida a pacientes, 150 no total. A iniciativa não significa a incorporação no SUS. Foi um acordo especial entre o instituto e a Novo Nordisk, que cedeu o Wegovy para uso compassivo.

A endocrinologista Lívia Lugarinho, chefe do Serviço de Obesidade do IEDE, diz que iniciativas assim têm grande impacto na vida de quem mais precisa. As canetas podem não ser a solução para todos, mas têm poder transformador para quem luta há anos contra uma doença grave.

— As canetas são remédios e devem ser ministradas como tratamento, não por questões estéticas. A obesidade é uma doença complexa, associada a vários genes e a fatores ambientais. E pode se agravar muito — frisa Lugarinho.

É o caso de Glaucia Rocha, de 43 anos, uma das pacientes selecionadas. Em variados graus, sua história é também a de milhões de brasileiros que lutam contra a obesidade e todos os distúrbios graves de saúde e preconceitos que ela acarreta. Porém, diferentemente da maioria dos acometidos pela doença, Glaucia conseguirá se tratar com as canetas emagrecedoras.

Glaucia foi magra até a adolescência, quando começou a engordar rapidamente. O mesmo aconteceu com seus dois irmãos. Ela chegou a mais de 300 quilos. Nunca soube exatamente quanto, porque esse peso era o limite da balança.

Ela conseguiu fazer a cirurgia bariátrica após começar a se tratar no IEDE. Perdeu 250 kg após a cirurgia. Hoje está com 120 kg, ainda muito para seu 1,65 metro. Com as canetas, espera emagrecer mais 60 kg e alcançar pela primeira vez, desde de adolescência, um peso saudável.

— A obesidade é uma doença crônica grave. Ser magro não é questão de força de vontade. Virou questão de conta bancária. Dou graças a Deus de ter essa oportunidade, que a maioria não tem — diz.

Revolução das canetas: novas drogas para emagrecer terão impacto global na economia e saúde, dizem analistas

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: https://chat.whatsapp.com/GeLUPi5zQ2582nGKD6JFey para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Site simnotícias, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV(em renegociação), sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA com agentes e SLM veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

Se tiver interesse em gêmeos digitais para a indústria procure a Neo Vision – Captura Digital da Realidade

Se o interesse for em IoT, o caso é com a 2Solve

Dia da Água: O misterioso ‘oceano’ no subsolo da Floresta Amazônica

Aquífero ainda pouco conhecido concentra mais de 80% de todos os recursos hídricos do bioma e poderia abastecer o mundo por 250 anos

Por Lucas Altino – O Globo – 22/03/2026

Floresta Amazônica. Riqueza hídrica do bioma se deve, em grande parte, a aquífero descoberto há apenas 20 anosFloresta Amazônica. Riqueza hídrica do bioma se deve, em grande parte, a aquífero descoberto há apenas 20 anos — Foto: Divulgação / Greenpeace

A Amazônia é um bioma moldado pelos seus rios, abrigando a maior bacia hidrográfica do planeta e concentrando a maior disponibilidade de água doce da Terra. Mas a maior reserva dessa riqueza toda está “escondida” embaixo do solo. Com 1,35 milhão de quilômetros quadrados, quase o tamanho do estado do Pará, o Sistema Aquífero da Grande Amazônia (Saga) é quatro vezes maior que o bem mais famoso Aquífero Guarani, no Sul do país, e representa 84% dos recursos hídricos amazônicos.

Aquíferos são formações rochosas que armazenam e podem suprir água. Uma camada geológica que faz a função de uma esponja. O Saga foi descoberto há 20 anos, em uma pesquisa de doutorado de André Montenegro Duarte, orientado por Francisco de Abreu, do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Pará (UFPA). Até então, acreditava-se que o maior sistema de água subterrânea da Amazônia estaria restrito ao território de Alter do Chão.

Mas o Saga se estende da Cordilheira dos Andes até a Ilha do Marajó, passando por Acre, Amazonas, Roraima e Pará (75% do sistema está em território brasileiro). Segundo Abreu, a descoberta aconteceu graças à sua motivação de entender o quanto as águas subterrâneas representam na disponibilidade hídrica local.

— Quando olhamos o ciclo hidrológico da Amazônia, tem água subterrânea, superficial e aérea (nuvens). Queríamos saber o quanto cada um desses representa percentualmente, e o André chegou aos números: 84% das águas da Amazônia são subterrâneas. Isso nos surpreendeu. A água que você não vê representa quase tudo — explica Francisco de Abreu.

Capaz de abastecer o mundo por 250 anos

Segundo os cálculos, o Saga contém mais de 150 quatrilhões de litros de água, em uma vazão de 162 mil quilômetros cúbicos, suficientes para abastecer a população mundial por 250 a 300 anos. O aquífero alcança 3.200 metros de profundidade. Desde que foi descoberto, mesmo enfrentando a falta de investimentos, os pesquisadores avançaram em estudos sobre a caracterização das suas bacias sedimentares, como as de Acre, Solimões, Amazonas e Marajó, além de mapeamentos geográficos e análise de qualidade. A conclusão é que, no geral, a água do sistema é de boa qualidade para o consumo humano.

O Saga funciona como um pulmão para os milhares de rios da Amazônia, o que garante o abastecimento de diversas comunidades e municípios, e da floresta.

— As raízes das árvores buscam água do aquífero. É um reservatório que está sempre fornecendo — resume Francisco de Abreu. — O Saga é um elemento de equilíbrio para todo o funcionamento da Amazônia.

A relação entre o sistema aquífero e a cobertura vegetal tem importância que supera os limites da Amazônia. Através do processo conhecido como “rios voadores”, corredores de umidade impulsionados pela Floresta Amazônica chegam ao Centro-Sul do país, proporcionando os ciclos de chuva nessa região. Ao final, essa é a água que abastece barragens para geração elétrica e plantações e cultivos do agronegócio. Segundo os estudos de Francisco de Abreu, a evapotranspiração das árvores da Amazônia garante uma transferência de umidade correspondente a oito quatrilhões de litros de água por ano.

Desmatamento pode afetar o sistema

Sem aquífero, não tem floresta. E vice-versa. Por isso, o avanço do desmatamento, além de deficiências no saneamento básico, o que pode contaminar águas subterrâneas, é ameaça grave para o Saga.

— Essa água tem importância estratégica fundamental para o Brasil. Mas, se tirar a floresta, pode ter interferência grave no processo — afirma o geólogo.

Sem árvores, explica o cientista, a chuva não penetra no solo com facilidade. Além de gerar enchentes, a água da precipitação não abastece da mesma forma esse “mar subterrâneo” .

— Graças à abundância de árvores da floresta, a água se infiltra até o subsolo, garantindo a vazão dos rios nos períodos de seca. O avanço do desmatamento deixa o Sistema Aquífero Grande Amazônia sob risco, por diminuir a capacidade de infiltração da água.

A abundância de água vista tanto na superfície, quanto no céu e nas áreas subterrâneas, porém, não é capaz de evitar situações de risco social, como os problemas de fornecimento de água potável na Ilha do Marajó, lembra Abreu. Essa situação ilustra, diz o pesquisador, a desigualdade no usufruto dos recursos naturais do país

— Como pode o Marajó ter problema de abastecimento de água potável? É um paradoxo, um absurdo. O Saga é muito importante na manutenção do ciclo hidrológico do Brasil, sustenta o agro, a geração de energia. Mas o que os amazônidas recebem em contrapartida por manter esse sistema funcionando? Nada. Meu sentimento é que o Brasil olha para a Amazônia como um grande almoxarifado, e só vem buscar o que precisa — protesta Francisco de Abreu.

Dia da Água: O misterioso ‘oceano’ no subsolo da Floresta Amazônica

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: https://chat.whatsapp.com/GeLUPi5zQ2582nGKD6JFey para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Site simnotícias, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV(em renegociação), sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA com agentes e SLM veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

Se tiver interesse em gêmeos digitais para a indústria procure a Neo Vision – Captura Digital da Realidade

Se o interesse for em IoT, o caso é com a 2Solve

Apesar do medo de motoristas, chefe da Waymo diz que a empresa ainda irá precisar de humanos

Enquanto a direção autônoma ameaça o volante, a empresa aposta que o futuro do trabalho humano sairá do banco do motorista para as oficinas e centros de controle da nova era robótica

Frota de carros autônomos da Waymo conta com suporte remoto, inclusive de profissionais das Filipinas. Foto: divulgação/Waymo.

Por Emma Burleigh – Estadão/Fortune – 21/03/2026

A tecnologia avançada não está apenas automatizando tarefas no mundo corporativo — agentes de IA e robôs estão fritando hambúrgueres, abastecendo armazéns e até realizando tarefas domésticas. Os táxis sem motorista também entraram no uso comum, apesar dos receios de perda de emprego por parte dos trabalhadores de aplicativos. Mas a líder do setor de veículos autônomos, Waymo, insiste que a tecnologia não está eliminando o trabalho humano.

“Agora que estamos em alguns mercados há alguns anos, é ótimo poder ver que não eliminamos empregos nesses locais”, disse recentemente ao The New York Times a co-CEO da Waymo, Tekedra Mawakana.

A gigante da indústria, avaliada em 126 bilhões de dólares — que começou como o projeto de carro autônomo do Google — naturalmente causou apreensão nos motoristas humanos. É a maior empresa de AV dos EUA, atendendo a pelo menos 10 cidades com cerca de 3.000 robotáxis, e esse número continua crescendo. E à medida que mais empresas, incluindo Tesla e Zoox (da Amazon), entram na arena, os trabalhadores de transporte por aplicativo ficam em alerta.

Até o próprio CEO da Uber acredita que a maioria das viagens de sua empresa poderá ter um robô ao volante nas próximas duas décadas.

Humanos serão necessários para trocar pneus e operar frotas na era dos carros autônomos

A co-CEO da Waymo afirma que a mudança para o sistema sem motorista abrirá novos postos de trabalho. Em vez de estarem no banco do motorista, os humanos estarão nos bastidores de toda a operação, atendendo a necessidades operacionais e de mão de obra direta.

E para apoiar a força de trabalho do futuro, a Waymo está financiando bolsas de estudo para técnicos nos EUA e fez uma parceria com o Bronx Community College para criar um programa de tecnologia automotiva.

“Humanos ainda estão trocando esses pneus e trabalhando nesses veículos”, continuou Mawakana. “Temos operadores de frota, temos técnicos de frota. Todas as nossas frotas são totalmente elétricas. As empresas de carregamento estão construindo a infraestrutura, instalando-as nos centros das cidades, puxando os cabos da concessionária de energia.”

Justin Kintz, chefe global de políticas públicas da Waymo, disse à Fortune que os investimentos da empresa em infraestrutura e serviços crescentes “criam oportunidades para americanos de todas as origens, trazendo uma ampla variedade de novos cargos técnicos e de ofício para comunidades em todos os EUA.”

Robotáxis terão impacto nos motoristas humanos — mas fortalecerão o trabalho operacional

Carros automatizados estão em ascensão, para o descontentamento de motoristas e passageiros humanos que ficam presos lidando com os erros da nova tecnologia.

Projeta-se que o mercado de robotáxis nos EUA crescerá de 1.500 em 2025 para cerca de 35.000 em 2030 — uma taxa de crescimento anual composta de cerca de 90%, de acordo com um relatório do Goldman Sachs de 2025. Os serviços automatizados podem representar 8% de todo o mercado de transporte por aplicativo americano em apenas alguns anos.

É natural que os motoristas temam por suas carreiras futuras, especialmente ao verem a IA reduzir quadros de funcionários e tomar os empregos de milhares de trabalhadores de escritório (white-collar). Cerca de 85% das pessoas acreditam que a implementação de carros sem motorista levará a perdas de empregos, e outros 70% sentiram-se inseguros sobre a tecnologia ou acham que é uma má ideia para a sociedade, segundo uma análise recente da Universidade da Califórnia em San Diego baseada em dados do Pew Research Center.

Líderes do setor, como o CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, alertaram que a maioria das viagens da empresa será “realizada por robôs de algum tipo” dentro de 20 anos. No entanto, quando uma porta se fecha, outra se abre.

Projeta-se que, ao implantar 9 milhões de AVs nos próximos 15 anos, mais de 114.000 novos empregos em produção, distribuição, manutenção, atualizações e reparos de AVs serão criados, de acordo com um estudo de 2024 da Chamber of Progress. Os humanos não serão totalmente excluídos do processo; as empresas precisarão de cerca de 190 trabalhadores para fabricar e dar manutenção aos carros para cada 1.000 AVs criados e implantados anualmente.

O cofundador e CEO da Grab avaliada em 15,2 bilhões de dólares, Anthony Tan, anunciou que lançará robô-ônibus em sua cidade-sede, Cingapura, este ano. Mas, ao mesmo tempo em que faz um grande investimento em tecnologias autônomas, a empresa também está considerando como requalificar os motoristas humanos nessa transição. E, assim como a Waymo, a empresa identificou algumas oportunidades de trabalho para as pessoas, incluindo manutenção de veículos e análise de dados.

“Vemos novos tipos de empregos surgindo”, disse Tan em uma sessão de perguntas e respostas com analistas em 2025. “Por exemplo, motoristas poderiam ser operadores de segurança remotos, rotuladores de dados; eles poderiam trocar sensores LiDAR, câmeras e assim por diante.”

Apesar do medo de motoristas, chefe da Waymo diz que a empresa ainda irá precisar de humanos – Estadão

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: https://chat.whatsapp.com/GeLUPi5zQ2582nGKD6JFey para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Site simnotícias, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV(em renegociação), sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA com agentes e SLM veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

Se tiver interesse em gêmeos digitais para a indústria procure a Neo Vision – Captura Digital da Realidade

Se o interesse for em IoT, o caso é com a 2Solve

Brasil aumenta exportações de serviços digitais

Esse segmento cresceu 10% no comércio global em 2025 e a tendência é de persistente expansão

Por Assis Moreira, Valor – 19/03/2026  

É correspondente do Valor em Genebra desde 2005. Cobriu 28 vezes o Fórum Mundial de Economia e numerosas conferências ministeriais em dezenas de países.

As exportações globais de serviços prestados digitalmente atingiram US$ 5,26 trilhões em 2025, um aumento de 10%. O Brasil subiu uma posição, tornando-se o 26º maior exportador mundial. Tem uma modesta fatia de 0,6%, mas com potencial para ampliar suas vendas nessa área.

Esses serviços são comercializados internacionalmente por meio de redes de computadores e incluem serviços financeiros, de informática e profissionais, entre outros. Os EUA são o maior exportador, com US$ 915 bilhões (15,5% do total mundial), e também o maior importador, com US$ 490 bilhões (11,2% de fatia global).

A China surge como o sexto maior exportador nessa categoria, com US$ 245 bilhões e 4,7% de participação no mercado mundial. Fica atrás também da Índia, o quarto maior exportador, com US$ 328 bilhões, ou 6,2% do mercado.

O Brasil exportou US$ 32 bilhões no ano passado, numa alta de 10%, em linha com a expansão global. Por sua vez, importou US$ 48 bilhões, sendo o 20º maior importador.

O país mantém sua posição como 24º maior exportador mundial de mercadorias, com a mesma fatia de 1,3% do mercado global. Também é o 27º maior importador, com 1,1% de participação mundial.

Em serviços em geral, o país caiu uma posição, para o 23º lugar entre os maiores importadores.

O maior exportador mundial de mercadorias continua sendo a China, com US$ 3,772 trilhões, ou 14,4% do mercado global no ano passado. Os Estados Unidos são o maior importador, com US$ 3,507 trilhões, ou 13,2% de participação.

A OMC projeta que as exportações de mercadorias da América do Sul podem crescer 3,5% neste ano e desacelerar para 2,3% no ano que vem, no caso de uma guerra prolongada no Oriente Médio.

No caso das importações, a região deve registrar crescimento de 2,7% neste ano e de 3,6% no ano seguinte. A OMC projeta crescimento do PIB de 2,4% neste ano na América do Sul e de 2,9% no próximo.

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: https://chat.whatsapp.com/GeLUPi5zQ2582nGKD6JFey para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Site simnotícias, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV(em renegociação), sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA com agentes e SLM veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

Se tiver interesse em gêmeos digitais para a indústria procure a Neo Vision – Captura Digital da Realidade

Se o interesse for em IoT, o caso é com a 2Solve

Casa dos Ventos aposta na eletrificação de indústrias e em data centers para crescer 230% até 2030

Empresa desenvolve maior data center do País e quer que fábricas substituam caldeiras a óleo ou a gás por modelos elétricos

Por Luciana Dyniewicz – Estadão – 18/03/2026Capa do video - Economia Verde: oportunidades e desafios do Brasil em mundo que busca reduzir emissões

Se a autoprodução – modelo em que a usina é construída para fornecer energia para determinada empresa – impulsionou a Casa dos Ventos a fechar novos contratos nos últimos anos, a empresa tem agora nos data centers e na eletrificação de indústrias sua estratégia para continuar avançando. A meta da companhia é chegar a uma capacidade instalada de 11 GW até 2030 – hoje são 3,3 GW (cerca de 1,5% da capacidade instalada do País) e, até 2027, entrarão em operação mais 3,1 GW. Alcançar os 11 GW significaria um crescimento de 230% na comparação com a base atual.

O modelo de negócio da Casa dos Ventos sempre foi o de estimular a demanda por energia para construir novos parques eólicos e solares. A empresa aposta, agora, que existirá uma demanda por energia elétrica no País equivalente a 6 GW se indústrias substituírem suas caldeiras a óleo e a gás por modelos elétricos abastecidos por usinas eólicas ou solares — uma medida que pode fazer com que as fábricas diminuam suas emissões de gases poluentes.

A companhia ainda projeta mais 2 GW de capacidade instalada para atender data centers – nesse caso, os 2 GW não seriam o total da demanda do País, mas os projetos que a empresa já está desenvolvendo. Também vê as possibilidades de fornecer energia para fabricação de hidrogênio verde (600 MV) e de fechar novos contratos para autoprodução de empresas (300 MW por ano).

No caso da eletrificação de fábricas, o produto que seria oferecido pela Casa dos Ventos ainda não está completamente desenvolvido, segundo o CEO da empresa, Lucas Araripe. “Poderíamos fazer o investimento, que inclui caldeira e linhas de transmissão, se as empresas quisessem. Mas elas também poderiam fazer essa parte. Estamos conversando com as empresas.”

O executivo afirma que comparar custos de instalação e operação de um projeto elétrico com o de uma caldeira tradicional é difícil porque depende de fatores como a existência ou não de uma subestação de energia próxima à fábrica e a necessidade de linhas de transmissão mais ou menos longas. Ele, porém, garante que o projeto elétrico pode ser competitivo quando comparado aos que usam óleo ou gás.

Quando se trata de caldeiras abastecidas por biomassas, a vantagem é menor, admite Araripe. Mas o executivo destaca que, nos próximos 20 anos, a disponibilidade de matéria-prima (como cavaco de madeira e bagaço de cana) para abastecer essas caldeiras pode se tornar mais difícil — o que favorece a eletrificação.

A eletrificação de indústrias também é vista como uma das principais vertentes de crescimento para empresas de energia renovável pela presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Elbia Gannoum. “A energia a vapor está em grande parte da indústria e tem um custo grande para as empresas. As usinas eólicas são uma alternativa competitiva para isso.”

Outra aposta da Casa dos Ventos, a geração de energia para o uso por data centers foi o que permitiu que o setor eólico começasse a se recuperar de uma crise que vinha desde, ao menos, 2022, de acordo com Gannoum. “Em 2025, vimos uma retomada de contratos de fornecimento de energia vinda de data centers”, diz a executiva.

A Casa dos Ventos tem hoje o maior data center em desenvolvimento do País. O projeto, cuja primeira parte é construída pela Omnia (do grupo Pátria Investimentos) para a Bytedance (dona do TikTok), demandará R$ 200 bilhões em investimentos e será instalado em Pecém, no Ceará.

Por ora, no entanto, apenas a primeira fase do projeto está contratada. Para ela, está prevista uma capacidade instalada de 300 MW. A segunda fase deverá ser de mais 600 MW e a terceira e a quarta fase, de 300 MW cada uma. Para a segunda, as negociações comerciais estão mais adiantadas e questões de infraestrutura, como área para construção e conexão com rede de energia, já estão resolvidas. Para as últimas duas, a Casa dos Ventos ainda está em conversa com possíveis parceiros.

CEO da Casa dos Ventos, Lucas Araripe, tem conversado com empresas para que elas substituam caldeiras a óleo ou a gás por modelos eletrificados Foto: Tiago Queiroz/Estadão

“Falta a questão comercial. Estamos mostrando para companhias como Microsoft e Google a competitividade do projeto e estamos vendo se vamos fazer direto com empresas de tecnologia ou se nos juntaremos a uma empresa de infraestrutura, como está acontecendo na primeira fase”, diz Araripe.

A empresa tem também dois projetos de fornecimento de energia para data centers no interior de São Paulo (um em Jundiaí e outro em Salto), que estão nessa mesma fase de desenvolvimento. Diferentemente dos projetos do Ceará — em que dados do exterior serão processados em um serviço que será exportado —, esses data centers deveriam ser construídos para atender à demanda doméstica.

De acordo com Alison Takano, líder de data centers para a América Latina na consultoria imobiliária CBRE, no entanto, o mercado de data center no Brasil tem “andado de lado” e a demanda das grandes big techs por esses espaços não cresceu em 2025. O projeto do TikTok no Ceará foi a única grande exceção a esse cenário de estagnação, diz ele.

O projeto do Ceará enfrenta também outros desafios. A Associação Nacional de Ação Indigenista (Anaí) tem se manifestado contra o empreendimento, alegando impactos graves para terras indígenas, especialmente para o povo Anacé, e dizendo que o data center começou a ser realizado sem consulta prévia, conforme prevê a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A ONG Instituto Terramar também é contrária à construção do data center e questiona a falta de um estudo de impacto ambiental para o projeto como um todo, uma vez que suas aprovações têm sido dadas de forma fracionada. O instituto argumenta ainda que o alto consumo de água ameaça o aquífero Dunas, que abastece comunidades locais, além de o projeto interferir no modo de vida do povo indígena Anacé. A Casa dos Ventos, porém, afirma que cumpre todos os ritos regulatórios, incluindo estudos de impacto exigidos pela legislação.

Casa dos Ventos aposta na eletrificação de indústrias e em data centers para crescer 230% até 2030 – Estadão

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: https://chat.whatsapp.com/GeLUPi5zQ2582nGKD6JFey para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Site simnotícias, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV(em renegociação), sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA com agentes e SLM veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

Se tiver interesse em gêmeos digitais para a indústria procure a Neo Vision – Captura Digital da Realidade
Se o interesse for em IoT, o caso é com a 2Solve

Waymo avança nos carros autônomos e pressiona Uber

Estudo aponta que a empresa de carros autônomos da Alphabet avança rapidamente com seus robotáxis e pode desafiar o domínio de Uber e Lyft no transporte por aplicativo

GRACE SNELLING – Fast Company Brasil – 18-03-2026 

Um novo estudo acaba de apelidar a Waymo de “Homem do Kool-Aid” da economia de transporte por aplicativo.

E isso pode deixar Uber, Lyft e Tesla correndo atrás do prejuízo.

O estudo, publicado em 16 de março pela empresa de pesquisa de Wall Street MoffettNathanson, é uma análise de 21 páginas sobre como a empresa de carros autônomos da Alphabet está prestes a revolucionar o cenário atual de transporte por aplicativo, à medida que continua a expandir agressivamente.

Leia mais: Carros voadores começam a ser testados nos EUA

“A incursão da Waymo na narrativa de transporte por aplicativo nos EUA nos lembra dos comerciais de Kool-Aid da nossa infância”, começa a análise. “O Homem do Kool-Aid derruba paredes, causa estragos, grita ‘oh yeah’ e sai correndo para a próxima cena.”

No caso da Waymo, continua o estudo, “eles estão derrubando as paredes de uma indústria consolidada, causando pânico entre as grandes empresas e, em seguida, correndo para o próximo anúncio em uma cidade.”

Os analistas demonstram que a Waymo acumulou uma grande vantagem inicial sobre outros concorrentes no setor de veículos autônomos (VA) e está começando a representar uma ameaça competitiva para a Uber e a Lyft, que atualmente dominam o mercado de transporte por aplicativo nos Estados Unidos.

A EXPANSÃO DA WAYMO EM DIVERSAS GRANDES CIDADES ESTÁ DEIXANDO OS ESFORÇOS DA TESLA EM DIREÇÃO À DIREÇÃO AUTÔNOMA PARA TRÁS.

Enquanto isso, os pesquisadores argumentam que a expansão da Waymo em diversas grandes cidades está deixando os esforços da Tesla rumo à direção autônoma para trás, lançando dúvidas sobre se a empresa de veículos elétricos de Elon Musk algum dia conseguirá competir em um setor no qual tanto almeja entrar.

O QUE VEM A SEGUIR PARA A WAYMO?

A Waymo teve um grande ano em 2025, e os pesquisadores da MoffettNathanson acreditam que a trajetória ascendente da empresa está apenas começando.

Veja também

No início de 2025, a Waymo estava totalmente operacional em 5 cidades dos EUA. No início de 2026, a empresa havia expandido seu alcance para operações ativas em 10 cidades dos EUA e estava testando seus serviços em pelo menos outras 19 localidades.

De acordo com a análise da MoffettNathanson, a empresa expandiu sua participação total no mercado de transporte por aplicativo de 0,2% para 0,8% ao longo de 2025, atingindo um total de 450.000 viagens semanais até o final do ano.

Embora esses números ainda sejam relativamente pequenos, eles preveem uma mudança iminente no setor com a expansão da tecnologia de direção autônoma.

CONSULTORIA PREVÊ QUE O TOTAL DE VIAGENS DA WAYMO CRESCERÁ MAIS DE 100% EM 2026.

A MoffettNathanson prevê que o total de viagens da Waymo crescerá mais de 100% em 2026, chegando a 34 milhões, em linha com a meta declarada da empresa de encerrar 2025 com uma taxa de 1 milhão de viagens por semana.

Se essas estimativas se confirmarem, a Waymo poderá conquistar 1,2% do mercado de transporte por aplicativo até o final de 2026 e 4% até o final de 2028 — uma perspectiva que os analistas da MoffettNathanson consideram “não excessivamente otimista”.

COMO FICAM UBER E LYFT?


A expansão projetada da Waymo coloca concorrentes como Uber e Lyft em uma posição um tanto delicada.

A Waymo e a Uber firmaram uma parceria para levar os serviços de robotáxi da Waymo a Austin, Atlanta e Phoenix. A MoffettNathanson observa que a parceria tem se mostrado promissora, mas os pesquisadores afirmaram que “ficariam surpresos” se ela continuasse a se expandir, considerando a vantagem inicial da Waymo em direção autônoma e seu sucesso em São Francisco.

Leia mais: Os EUA estão desistindo dos elétricos no pior momento possível

Essencialmente, a Waymo está em uma posição única como uma das únicas empresas atuais do setor de veículos autônomos que está escalando amplamente — além, talvez, da Zoox, da Amazon, que está crescendo em uma escala muito menor — deixando a Uber com poucas cartas na manga.

Além disso, a análise da MoffettNathanson observa que a Waymo anunciou seus planos de realizar testes independentes em novas localidades.

COMO FICA A POSIÇÃO DA TESLA NA CORRIDA DOS AUTÔNOMOS?


Enquanto isso, a análise da MoffettNathanson praticamente exclui a Tesla da competição de transporte autônomo por aplicativo.

A Tesla lançou seus serviços de robotáxis em Austin, em junho de 2025, e na região da Baía de São Francisco, em julho.

Durante anos, o CEO Elon Musk vem promovendo os objetivos da empresa em relação à direção autônoma como um futuro inevitável — e esses objetivos se tornaram ainda mais importantes para a empresa em meio a um ano catastrófico para a Tesla em 2025 e ao crescente sucesso da Waymo no mercado.

Leia mais: Esta tecnologia pode evitar apagões com carros elétricos

No entanto, como relatado pela Fast Company, as aspirações da Tesla em relação aos robotáxis parecem, atualmente, mais um sonho distante do que uma realidade. Enquanto a Waymo opera veículos autônomos em diversas grandes cidades, quase todos os primeiros robotáxis da Tesla foram lançados com motoristas humanos ao volante, presumivelmente como uma medida adicional de segurança.

“Reconhecemos o potencial da tecnologia [de direção totalmente autônoma] da empresa, mas até que a Tesla esteja operando consistentemente em escala sem um humano no carro e sem taxas de acidentes superiores às dos humanos, acreditamos que o impacto dos robotáxis no mercado será limitado”, afirma a análise da MoffettNathanson.


SOBRE A AUTORA

Grace Snelling é colaboradora da Fast Company e escreve sobre design de produto, branding, publicidade e temas relacionados à geração Z.

Waymo avança nos carros autônomos e pressiona Uber | Fast Company Brasil

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: https://chat.whatsapp.com/GeLUPi5zQ2582nGKD6JFey para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Site simnotícias, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV(em renegociação), sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA com agentes e SLM veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

Se tiver interesse em gêmeos digitais para a indústria procure a Neo Vision – Captura Digital da Realidade

Se o interesse for em IoT, o caso é com a 2Solve

15º plano quinquenal traz novas oportunidades do desenvolvimento da China

  • Planos escreveram trajetória de luta da Nova China, desde ‘levantar-se’, ‘enriquecer-se’ até ‘fortalecer-se’
  • Queremos contribuir ativamente para a construção de uma comunidade com futuro compartilhado sino-brasileira

Yu Peng – Folha – 17.mar.2026 

Cônsul-geral da China em São Paulo

As Duas Sessões nacionais da China de 2026, as reuniões anuais da principal legislatura da China, a Assembleia Popular Nacional, e do principal órgão consultivo político, o Comitê Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, foram concluídas com sucesso em 12 de março.

A reunião aprovou o “Esboço do 15º Plano Quinquenal para o Desenvolvimento Econômico, Social e Nacional da República Popular da China”, marcando o início oficial da construção do período do 15º Plano Quinquenal da China.

Com mais de 70 mil caracteres chineses, o “Esboço do Plano” estabelece 20 indicadores principais e define 16 metas de construção de um “País Forte”, delineando o projeto para o desenvolvimento do país nos próximos cinco anos e demonstrando ao mundo, em meio a uma conjuntura internacional turbulenta e conflituosa, o charme único e o valor contemporâneo da “Governança da China”.

1. Um projeto, esforços contínuos

A formulação e implementação de planos quinquenais é uma importante experiência do Partido Comunista da China na governança do país, demonstrando a determinação estratégica de “trabalhar, de geração em geração, com base no mesmo projeto para torná-lo realidade”.

Desde 1953, 14 planos quinquenais (incluindo planejamentos anteriores) foram implementados sucessivamente, escrevendo a trajetória de luta da Nova China, desde “levantar-se”, “enriquecer-se” até “fortalecer-se”, e criando os dois milagres do rápido desenvolvimento econômico e da estabilidade social de longo prazo.

Nos últimos cinco anos, a economia chinesa cresceu a uma taxa média anual de 5,4%, mantendo uma contribuição de cerca de 30% para o crescimento global e, no ano passado, o volume econômico total ultrapassou a marca de 140 trilhões de yuans.

O 15º Plano Quinquenal não apenas dá continuidade aos conceitos e ideias do período do 14º Plano Quinquenal, mas também capta com precisão as tendências futuras do desenvolvimento, alcançando uma alta sinergia entre o planejamento de longo prazo e os esforços contínuos.

Um desenho de topo científico, expectativas políticas estáveis e uma forte capacidade de execução são a força determinante que economia chinesa, como um grande navio, a navegar com segurança e firmeza contra as ondas, avançando de forma estável e segura.

2. Centrado no povo, prioridade à vida do povo

A modernização chinesa tem como cerne a melhoria da vida do povo. Entre os 20 indicadores principais, aqueles relacionados à vida do povo ocupam sete, representando mais de um terço do total. O plano foca nas necessidades urgentes e difíceis da população, como emprego, renda, educação e saúde.

Este ano, as despesas do orçamento público geral nacional atingirão 30 trilhões de yuans (R$ 22 trilhões), com gastos em educação, seguridade social e emprego ultrapassando 4,5 trilhões de yuans (R$ 3,3 trilhões) cada.

As pensões básicas para residentes urbanos e rurais e os subsídios ao seguro médico continuarão a aumentar. Da tradicional ênfase na construção de “infraestrutura física”, a China está transitando para dar igual importância ao “investimento em infraestrutura” e ao “investimento no capital humano”, tomando medidas concretas para que os frutos do desenvolvimento beneficiem todas as pessoas de forma mais ampla e justa, buscando avanços substanciais e tangíveis na promoção da prosperidade comum.

3. Consolidar as bases, impulsionar pela inovação

O “Esboço do Plano” do 15º Plano Quinquenal coloca a “construção de um sistema industrial moderno e a consolidação do fortalecimento da base econômica real” como prioridade máxima entre as tarefas estratégicas, estabelecendo claramente uma meta de crescimento médio anual dos investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento de mais de 7% em todo o país, com o valor agregado do setor central das indústrias digitais atingindo 12,5% do PIB.

Desde o desenvolvimento de variedades de trigo resistentes a doenças para garantir a segurança alimentar, até a definição clara de circuitos integrados, aeroespacial, biomedicina e economia de baixa altitude como indústrias pilares emergentes, e a inclusão de energia do futuro, tecnologia quântica, inteligência incorporada (embodied AI) e interface cérebro-computador no layout das indústrias do futuro, a China está acelerando a conquista da autossuficiência e do fortalecimento em ciência e tecnologia de ponta.

Em 2025, o modelo de Inteligência Artificial de código aberto (open source) lançado por uma empresa chinesa teve o maior número de downloads do mundo; robôs humanoides “mostraram suas habilidades em grupo” no Gala do Festival da Primavera do Ano do Cavalo; durante o período das Duas Sessões, muitos jornalistas estrangeiros usaram óculos de IA chineses para concluir trabalhos de tradução e fotografia –o ímpeto inovador da China continua a se intensificar.

4. Abertura e inclusão, cooperação ganha-ganha

A grandeza de um país reside em beneficiar o mundo. Embora focado no desenvolvimento doméstico, o 15º Plano Quinquenal sempre insiste em expandir a abertura de alto padrão para o exterior. A China apoia firmemente a liberalização e facilitação do comércio e investimento, e a manutenção da estabilidade e fluidez das cadeias industriais e de suprimentos globais.

Em 2025, o comércio da China com os países parceiros na construção do “Cinturão e Rota” representou 51,9% do seu comércio total, sendo parceira comercial principal de mais de 160 países e regiões. No futuro, a China não será apenas a “fábrica do mundo”, mas também o “mercado do mundo”, continuando a fornecer novas oportunidades ao mundo com seu próprio novo desenvolvimento.

5. Desenvolvimento pacífico, comunidade com futuro compartilhado

O grande rejuvenescimento da nação chinesa não trilhará o velho caminho da busca pela hegemonia e expansão. O 15º Plano Quinquenal coordena desenvolvimento e segurança, enfatizando a adesão inabalável ao caminho do desenvolvimento pacífico, a participação ativa na reforma do sistema de governança global e, diante de desafios globais como guerras, pobreza e injustiça, defende a solidariedade, a cooperação e a ação conjunta para o bem comum do planeta.

O conceito de construir uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade já obteve o apoio de mais de 100 países e organizações internacionais e a aprovação de quase 80% da opinião pública mundial. A China continuará a defender a visão de que “o mundo pertence a todos”, dedicando-se a construir um mundo de paz duradoura, segurança universal e prosperidade comum, promovendo a constante transformação do conceito de comunidade com futuro compartilhado para a humanidade, da visão à realidade.

O desenvolvimento da China não pode ser separado do mundo, e a prosperidade do mundo também precisa da China. São Paulo e os três estados do sul, como polos econômicos importantes do Brasil, possuem uma base de cooperação sólida e amplas perspectivas de desenvolvimento com a China.

Esperamos, no futuro, trabalhar em conjunto com todos os setores da área de jurisdição consular, aproveitando o início do 15º Plano Quinquenal como oportunidade para fortalecer o alinhamento das estratégias de desenvolvimento, aprofundar a cooperação prática, compartilhar os frutos do desenvolvimento, promover o bem-estar dos povos de ambos os lados e contribuir ativamente para a construção de uma comunidade com futuro compartilhado sino-brasileira.

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: https://chat.whatsapp.com/GeLUPi5zQ2582nGKD6JFey para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Site simnotícias, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV(em renegociação), sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA com agentes e SLM veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

Se tiver interesse em gêmeos digitais para a indústria procure a Neo Vision – Captura Digital da Realidade

Se o interesse for em IoT, o caso é com a 2Solve

SXSW 2026: as tendências morreram. Vida longa às tendências

Amy Webb decretou o fim do relatório fixo de tendências no SXSW, exaltou a criatividade destrutiva. Mas, o que isso significa?

show de banda do sudoeste no SXSW 2026Créditos: SXSW/ Showband of the Southwest


VEJA TAMBÉM

CAMILA DE LIRA – Fast Company Brasil – 16-03-2026 

Uma das apresentações mais esperadas do South by Southwest (SXSW) virou um enterro. E foi intencional. A futurista Amy Webb levou coroas de flores brancas, lenços de papel, uma playlist de “despedida” e velas (eletrônicas) para o salão principal do evento.

Antes de pisar no palco, a curiosidade das 1,5 mil pessoas da audiência era visível. Mais do que uma vez, perguntas sobre “apocalipse” e “fim do mundo” foram trocadas entre a audiência.

Quando entrou no palco, vestida de capa preta de veludo, a CEO do Future Today Strategy Group (FTSG) apresentou um vídeo de eulogia para o morto em questão: seu relatório anual de tecnologia emergente.

Publicado religiosamente no mês de março há 19 anos, o documento de cerca de mil páginas era uma mistura de bíblia e guia para as lideranças de inovação nos mais diversos setores.

“Essa eulogia não é só para o trend report, é para todos os relatórios de tendência. Um PDF estático até informa, mas, hoje em dia, torna-se obsoleto imediatamente porque tudo está mudando muito rapidamente”, afirmou. Amy não deixou nem o “corpo” do documento esfriar e logo citou a “destruição criativa” e chamou para uma celebração. 

Foi aí que o enterro virou uma festa. A banda marcial da Universidade do Texas entrou na sala, tocando uma fanfarra. Alguns bateram palma, outros riram enquanto filmavam a cena inusitada.

A audiência ainda estava guardando os celulares quando Amy veio com um novo anúncio porque, embora o mundo esteja mudando rápido, ainda há uma forma de pensar estratégias para o futuro: as convergências. 

Convergências ocorrem quando múltiplas tendências, forças e incertezas se cruzam e interagem entre si. Amy explicou que as tendências são mais como o dado de previsão de temperatura dos dias, enquanto as convergências são o radar meteorológico completo. Nas palavras da futurista, o novo modelo (também entregue em PDF) é um “rastreador de tormentas”.

A crítica aos relatórios de tendência não é nova. Em uma apresentação em 2024, o estrategista cultural Matt Klein falou sobre isso em uma apresentação. E vem reforçando essa ideia em outras ocasiões, inclusive neste mesmo South by Southwest.

TEMPESTADES SEMPRE À FRENTE

 “Convergências operam em nível sistêmico, abrangem diversas indústrias e criam novas realidades, de forma repentina. É uma tempestade inevitável”, disse a futurista. 

Não é a primeira vez que a veterana do SXSW fala sobre tempestades e cenários catastróficos em Austin. Entre 2021 e 2025, ela repetiu a palavra “tempestade” 25 vezes em apresentações. É bom lembrar que Amy se apresenta em Austin há pelo menos 15 anos.

“Você não pode ficar olhando o céu ficar verde, a chuva chegar e voltar dizendo que alguém está exagerando”, afirmou. 

Veja também

Embora tenham ficado cada vez mais populares e mais extravagantes, as palestras de Amy Webb seguem a mesma estrutura: há um gancho sentimental, um exemplo exagerado, um aviso para notícias ruins e um chamado para ação, que culmina no lançamento do documento. 

Em 2022 e 2023, ela disse que sua apresentação era para quem tinha estômago forte. Em 2024, dedicou tempo para tratar sobre o medo, a incerteza e a dúvida. Em 2025, ela afirmou que tinha chegado ao “ápice do pessimismo”.

Depois há exemplos de tecnologias que vão das mais inusitadas – este ano foi o caso do criador de conteúdo que fez uma réplica deepfake de si para fazer lives – até as que impressionam mais, como os exoesqueletos para melhorar a performance física das pessoas. Este ano, Amy Webb trouxe mais exemplos que vieram da China e de países asiáticos.

“NÃO EXISTEM MAIS PRODUTOS PARA VENDER. ENTÃO AS EMPRESAS VENDEM VOCÊ DE VOLTA PARA VOCÊ MESMO”

Ela não deixou de lado a crítica aos líderes de grandes empresas de tecnologia. Cada ano, a futurista critica um líder de big tech: em 2025 foi Elon Musk; em 2024, ela falou sobre os “tech bros”. Este ano, foi Sam Altman, o CEO da OpenAI.

Seguindo a estrutura das últimas apresentações, depois da tormenta vem o chamado para que líderes de empresas e pessoas tomem alguma atitude com relação à estratégia de futuro. Há sempre um chamado para ação, mas para que tipo de ação? Não fica tão claro.

Nos últimos anos, a parte mais otimista e propositiva da apresentação ocupou os 10 ou 20 minutos finais. Em 2026, a proposição de soluções teve menos tempo no palco do que a encenação do enterro. Foram oito minutos dedicados ao pedido final para as pessoas retomarem a agência com relação à estratégia de futuro.

“Ninguém vai te salvar”, avisou. 

E O CONTEÚDO?

Amy Webb focou em três convergências este ano. A começar pela de “humanos aumentados”, que fala sobre o uso de biotecnologia e nanotecnologia para apoiar a performance física e mental das pessoas.

O tema remete à biologia sintética, apresentada em 2022, aos dispositivos vestíveis, mostrados em 2023 (mesmo ano em que ela se desdobrou para falar sobre o metaverso industrial) e ao conceito de “inteligência viva” apresentado no ano passado. 

A outra convergência é a do trabalho ilimitado, que fala sobre agentes de IA e a possibilidade de fábricas “de luz desligada”, trabalhando sem a necessidade de humanos. Um desdobramento da computação assistida citada em 2023 e da IA agêntica, citadas desde 2024. 

Já a terceirização emocional, que cruza a falta de conexão entre humanos e o uso de robôs para conversas e relacionamentos amorosos, é a evolução do fim da internet, decretado em 2023. E também de sistemas de IA que detectam emoção, citados em 2022. 

Amy apresentou um cenário em que o capitalismo chega a sua “totalidade”. “O capitalismo não colapsa, ele se completou. Não existem mais produtos para vender. Então as empresas vendem você de volta para você mesmo”.

QUEM É VOCÊ NO CHURRASCO?

Em 75 minutos no palco, Amy Webb mostrou um pouco menos da sua visão do que nos 20 minutos informais de fala no FastCo Grill, evento paralelo da Fast Company no SXSW.

Sem a cenografia e a teatralidade, numa conversa mais intimista, Webb mostrou que está com raiva com o rumo que o mundo tecnológico tomou. E exasperada com a falta de ações coletivas de empresas e de indivíduos com relação a isso.

Leia mais: “Previsões não descrevem o futuro. Elas influenciam decisões no presente”, diz Karen Hao

Para ela, consumimos as novidades tecnológicas sem pensar em seus objetivos de longo prazo. “Nós simplesmente abdicamos da responsabilidade. E não apenas nos Estados Unidos, aos meus amigos brasileiros: vocês também estão enfrentando o mesmo problema. A questão se entrelaça com política, cidadania e a forma de nos relacionarmos uns com os outros. Por mais quanto tempo vamos aceitar isso?˜, questionou.

“Precisamos ser mais céticos e desconfiar das tecnologias cool”, afirmou a futurista, que, há anos publica relatórios tratando exatamente sobre as tecnologias mais inusitadas do mundo. 

A CRIATIVIDADE DESTRUTIVA DO QR CODE

Na palestra-funeral, Amy Webb citou rapidamente a ideia de criatividade destrutiva. O conceito, que deu o prêmio Nobel aos economistas  Philippe Aghion, Peter Howitt, e Joel Mokyr em 2025, explica que o crescimento econômico sustentado pela inovação acontece quando novas tecnologias deixam as outras obsoletas. 

A futurista evocou o conceito como um caminho para as empresas lidarem com o rol de incertezas e tempestades à frente.

Aparentemente, ela não aplicou a destruição que pregou. O chamado para a “autorreflexão” ficou mesmo para os executivos e para a audiência. Porque, depois do espetáculo teatral, a palestra de Amy Webb  terminou da mesma forma de sempre: com um slide do QR code para o relatório de convergências. Em PDF.


SOBRE A AUTORA

Camila de Lira é jornalista formada pela ECA-USP, early adopter de tecnologias (e curiosa nata) e especializada em storytelling para n… saiba mais

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: https://chat.whatsapp.com/GeLUPi5zQ2582nGKD6JFey para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Site simnotícias, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV(em renegociação), sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA com agentes e SLM veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

Se tiver interesse em gêmeos digitais para a indústria procure a Neo Vision – Captura Digital da Realidade

Se o interesse for em IoT, o caso é com a 2Solve