3 características dos “profissionais do futuro”

Especialistas da MIT Sloan School of Management apontam os principais traços que os trabalhadores devem desenvolver para ter sucesso na carreira nas próximas décadas, e como as empresas devem se adaptar a essa realidade

Por Fernanda Gonçalves, Para o Valor 21/06/2022 

Após a pandemia, profissionais das mais diferentes áreas foram desafiados a lidar com um cenário completamente novo: mais digitalizado, robotizado, diverso e disperso do que nunca. Então, o que os gestores e funcionários devem saber para estabelecer um rumo para suas carreiras nas próximas décadas?

Especialistas da MIT Sloan School of Management destacam as cinco principais características do “profissional do futuro” – e o que as empresas devem oferecer para atrair trabalhadores com esses traços:

Eles são alfabetizados em dados.

Pesquisas mostram que companhias orientadas por dados desfrutam de aumento de receitas, melhor atendimento ao cliente, eficiência operacional, e maior lucratividade. “Em um mundo onde há cada vez mais dados, as organizações com pessoas alfabetizadas nessa competência são as que irão vencer”, disse Miro Kazakoff, professor da MIT Sloan e especialista em comunicação e persuasão por meio de dados, em nota para o site da escola. “Isso requer a democratização dos dados – a ideia de que eles devem estar ao alcance de cada funcionário”, completa.

Os profissionais, portanto, devem se sentir confortáveis trabalhando com inteligência artificial, machine learning e robôs. Segundo o artigo da escola de negócios, especialistas concordam que o futuro da inteligência artificial é o futuro do trabalho. Porém, não há garantias de que esse crescimento seja totalmente positivo. O economista do MIT Daron Acemoglu descobriu que para cada robô adquirido para mil trabalhadores nos EUA, as remunerações caem cerca de 0,42%, e a relação emprego/população diminui 0,2 pontos percentuais.

De acordo com Julie Shah, outra professora do MIT, em indústrias, robôs colaborativivos – ou “cobôs” – estão prontos para auxiliar o trabalho humano. “Com a ajuda dessa tecnologia, as pessoas podem delegar tarefas mais simples para os robôs e focar em trabalhos mais ambíguos e desafiadores, aumentando sua produtividade e o bem-estar”, afirma.

Em todos os casos, os empregadores devem implementar tecnologias inteligentes com cuidado, tendo em mente que pode haver atritos entre funcionários juniores com conhecimento na área e pessoas de nível sênior, perturbando hierarquias de poder tradicionais. “Uma forma de lidar com esse desafio é criar um programa de treinamento entre pares que alterne tanto o funcionário sênior quanto o júnior no papel de treinador”, sugere a professora de estudos do trabalho e organização da MIT Sloan Kate Kellogg.

A colaboração com desenvolvedores é igualmente importante: desenvolvedores de machine learning devem conversar com os usuários finais da tecnologia para manter o processo de interação vivo. “Eles precisam estabelecer um processo de troca com os usuários para construir, validar, e refinar as ferramentas para que elas sejam usáveis na prática”, afirma Kellogg.

Eles são empoderados.

Tomas Kochan, diretor do Instituto do Trabalho e Emprego do MIT, disse que funcionários relatam ter uma “falta de voz” considerável nos trabalho – isto é, uma lacuna entre o quanto de opinião ou influência eles sentem que deveriam ter e o quanto realmente têm – em tópicos como remuneração, condições de trabalho e tratamento justo.

Mas isso não deve durar: “nos EUA, trabalhadores com baixos salários estão encontrando suas vozes e descobrindo propósitos, e empregadores que os ignoram o fazem por sua conta e risco”, comentou Paul Osterman, professor de recursos humanos e gerenciamento do MIT. Kochan sugere que empregadores e empregados devam firmar um novo contrato social que ofereça altas taxas de retorno para os investidores, ao mesmo tempo em que apoie carreiras de qualidade. Itens desse contrato incluem:

  • Seleção criteriosa de funcionários com fortes habilidades técnicas e comportamentais;
  • Investimento contínuo em treinamento e desenvolvimento de equipes;
  • Respeito por direitos trabalhistas;
  • Oportunidades para que os funcionários se adaptem a novas tecnologias e requerimentos de trabalho;
  • Sistemas de compensação justos e transparentes que assegurem o aumento da remuneração do trabalhador de acordo com o desempenho empresarial e econômico global;
  • Uma voz para os funcionários nas decisões críticas do negócio que moldarão seu futuro.

Empregadores devem, portanto, fazer mais do que oferecer treinamento ou salários mais altos para trabalhos de baixa remuneração. Segundo Osterman, é importante, também, que as empresas aumentem a qualidade dos trabalhos que oferecem. E se isso não acontecer? “Poucos investimentos em pessoas levam a problemas operacionais e de experiência do cliente, que provocam baixas nas vendas, que por sua vez, causam encolhimentos nos orçamentos”, pontua Zeynep Ton, professora de gestão de operações na MIT Sloan.

Eles estão comprometidos com avanços em equidade e o meio ambiente.

De acordo com a comissão de oportunidades igualitárias de emprego dos EUA, 83% dos executivos de tecnologia são brancos. Na Apple, 6% dos funcionários no último ano eram negros. Já no Google, menos de um quarto dos estagiários eram negros ou latinos, e 5,5% dos novos contratados eram negros.

De acordo com Malia Lazu, professora no MIT sobre inclusão na economia de inovação, para fechar essa lacuna na tecnologia é essencial que a diversidade seja cultivada entre os funcionários. As ações incluem expor todas as crianças ao modelo de educação STEM (que foca em ciência, tecnologia, engenharia e matemática) desde cedo; tornar a educação de ensino superior mais acessível e igualitária; contratar com base nos conjuntos de habilidades em vez de diplomas; e avaliar e diversificar as redes profissionais.

Para funcionários jovens, em particular, a ideia de equidade se estende a governança e as questões ambientais. O estudo Cone Communications Millennial Employee mostrou que 64% dos millennials não aceitariam um emprego em uma empresa que não tenha uma política forte de responsabilidade social corporativa, e 83% seriam mais leais a uma companhia que os ajude a contribuir em questões sociais e ambientais.

https://valor.globo.com/carreira/noticia/2022/06/21/3-caracteristicas-dos-profissionais-do-futuro.ghtml

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The Economist: O novo drama do mercado de petróleo

Indústria discreta e de baixa margem de lucro, refinarias passam a ser o centro das atenções

The Economist, O Estado de S.Paulo 19 de junho de 2022 

A temporada de carros na estrada e de maior demanda por combustível começou oficialmente nos Estados Unidos. Apesar da inflação em alta e da persistente ameaça da pandemia, os motoristas chegaram às rodovias com entusiasmo no recente fim de semana prolongado devido ao feriado do Memorial Day, na última segunda-feira de maio. Cerca de 40 milhões de americanos viajaram de carro, um aumento de 8,3% em relação ao mesmo fim de semana em 2021. Esse forte desejo de viajar surgiu mesmo quando os preços na bomba estavam cerca de 50% acima daqueles do ano passado, alta motivada por uma intensa limitação nas refinarias em todo o mundo.

Em tempos normais, a atividade de refino é um coadjuvante de baixa margem de lucro e pouco drama para as operações upstream de produção de petróleo, acusadas geopoliticamente, e para as operações downstream, acusadas do ponto de vista político. As refinarias costumam ter margens de lucro de US$ 5 a US$ 10 por barril e muitas vezes passam por períodos dolorosos sem lucros. Desta vez, entretanto, o refino está desempenhando um papel de protagonista – apesar das maquinações dos países produtores de petróleo, da guerra na Ucrânia e das sanções às exportações russas de petróleo. As margens para muitas refinarias dispararam e os gargalos no setor estão impulsionando os aumentos do preço da gasolina em todo o mundo.

Razões da apreensão

Três fatores explicam por que o refino está no centro das atenções. O primeiro é uma queda de longo prazo no investimento em economias avançadas. Com a previsão de redução da demanda de petróleo no mundo rico nas próximas duas décadas, os investidores estão com receio de gastar muitos bilhões de dólares em instalações que podem se tornar ativos improdutivos. Somando-se a isso está a pressão ambiental sobre o refino, que é visto como particularmente poluente, e as legislações na Califórnia e na Europa que favorecem combustíveis mais ecológicos. Fora da China e do Oriente Médio, onde a capacidade está se expandindo, a capacidade de refino diminuiu cerca de 3 milhões de barris por dia desde o início da pandemia, calcula Alan Gelder, da consultoria de energia Wood Mackenzie.

O segundo fator que abalou a atividade de refino é a formulação de políticas chinesas. A China historicamente é um país que exporta mais do que importa produtos refinados, vendendo grandes volumes para outros países asiáticos. No entanto, na tentativa de combater a poluição local e ajudar a atingir as metas climáticas, as autoridades reduziram as cotas de exportação de grandes refinarias de gasolina, combustível de aviação e outros produtos em mais de 50% este ano. Nos planos oficiais, a China deve parar de exportar a maioria dos produtos refinados com uso intensivo de carbono até 2025. O resultado perverso disso é que o país detém cerca de 7% da capacidade ociosa global, mesmo enquanto o resto do mundo está sedento por combustíveis para transporte.

O peso da guerra

A terceira grande força perturbadora é, sem dúvida, a guerra entre a Rússia e a Ucrânia e as consequentes sanções impostas às exportações de hidrocarbonetos de Moscou. Os EUA e o Reino Unido proibiram a compra de petróleo russo; a UE anunciou um embargo parcial às importações de petróleo bruto, inclusive um para produtos refinados ainda este ano. O efeito de tudo isso não é evidente. Segundo relatos generalizados (inclusive de especialistas em acompanhamento de navios-petroleiros), a Rússia atualmente está exportando mais petróleo bruto do que antes da guerra. O país está vendendo uma grande quantidade de petróleo bruto a preços reduzidos, em especial para a Índia, que está importando mais de 700 mil barris por dia a mais do que antes da invasão russa.

No entanto, quando se trata de produtos refinados, tanto as sanções oficiais quanto as sanções voluntárias adotadas por conta própria pelas empresas ocidentais parecem estar tendo efeito. De acordo com Natasha Kaneva, do banco JPMorgan Chase, a Rússia está vendendo aproximadamente 500 mil barris a menos de produtos refinados por dia do que antes da guerra, e talvez isso a tenha forçado a deixar de produzir até 1,4 milhão de barris por dia de capacidade de refino em maio. A consequência é uma mudança sem precedentes, defende Richard Joswick, da empresa de pesquisa S&P Global: “o mundo tem capacidade de refino suficiente, mas a capacidade ociosa está mudando para a Rússia e a China”. Como resultado, ele calcula que as taxas de utilização por refinarias no restante do mundo serão muito maiores do que o previsto anteriormente.

A crise nas refinarias pode continuar por um tempo ainda. A próxima temporada de furacões no Atlântico, prevista para ser mais intensa que o habitual, talvez paralise as refinarias no Golfo do México. Outro fator é o momento exato e a intensidade da última rodada de sanções da Europa às exportações russas de petróleo. Se implementadas de forma agressiva, elas podem comprimir ainda mais o setor.

As leis do mercado ainda poderiam salvar a pátria. Os picos dolorosos de preços vistos nas bombas de gasolina mais cedo ou mais tarde esfriarão um pouco a demanda e podem levar a melhorias na eficiência energética, ambos ajudariam a equilibrar os mercados.

Uma mudança nos fluxos comerciais também poderia socorrer a Europa. As refinarias de renome mundial da Índia, por exemplo, estão transformando a crise global em oportunidades locais. O RBC Capital Markets, banco de investimentos, avalia que o país “está se tornando, na prática, o centro de refino para a Europa”. Novas grandes refinarias estão programadas para entrar no mercado em breve no Kuwait e na Arábia Saudita, o que deve ajudar a amenizar a escassez também. Como observa Joswick, “com margens de lucro tão grandes, todo mundo tem um incentivo para operar as refinarias a todo vapor”. /TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA

https://economia.estadao.com.br/noticias/negocios,the-economist-mercado-de-petroleo,70004096105

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Home office: cidades pequenas tentam atrair profissionais, e até pagam para isso

Itália, Estados Unidos e Espanha criaram programas nessa linha

Por Da Redação Valor 04/06/2022

O home office, intensificado com a pandemia e agora adotado por diversos profissionais e empresas, está permitindo que as pessoas saiam dos grandes centros e escolham viver em cidades menores, normalmente mais próximas à natureza. Alguns países estão, inclusive, incentivando essa mudança, com recompensas financeiras para quem decidir se mudar. Portugal, Irlanda e Austrália são três deles. Mas há outros.

No sul da Itália, o município de Santo Stefano di Sessanio, uma vila medieval com apenas 115 moradores, lançou um programa, no fim de 2020, que incluía subsídios de até 8.000 euros por ano, durante três anos, para quem fosse morar lá. A oferta incluía uma casa por um “aluguel simbólico” e um subsídio não reembolsável de até 20.000 euros para uma startup que se instalasse na região.

A iniciativa teve como objetivo combater o “despovoamento e a desertificação” das áreas rurais, disse a municipalidade. Dos 115 moradores de Santo Stefano di Sessanio, 41 tinham mais de 65 anos em 2020 e apenas 13 tinham menos de 20 anos.

Os Estados Unidos também têm incentivos para quem quer ir para o interior – ao menos o estado de Vermont. O governo local oferece até US$ 75 mil para gastos com a mudança para trabalhadores que atuam em home office e que decidirem viver no estado, conhecido por sua paisagem natural composta principalmente por florestas.

Na Espanha foi criada, inclusive, uma “rede nacional de cidades pequenas acolhedoras”. O objetivo é atrair as pessoas que podem trabalhar remotamente para essas localidades – há mais de 40 “pueblos” participantes. Nesse caso não há incentivo financeiro para viver nesses locais, mas os estrangeiros têm a facilidade de contar com um visto de doze meses para nômades e uma plataforma que facilita a conexão com hospedagem e serviços locais.

Como ser um nômade digital e trabalhar de qualquer lugar

Algumas pesquisas mostram que há interessados nesse novo tipo de vida: morar em cidades menores e seguir trabalhando para empresas com sede em grandes centros, via home office.

Um estudo do Gallup feito nos Estados Unidos na pandemia descobriu que metade dos americanos prefeririam morar em uma cidade pequena ou área rural. Já uma pesquisa recente da Microsoft, feita este ano com 31 mil pessoas em 31 países, incluindo o Brasil, apontou que 52% dos trabalhadores da geração Z – nascidos entre 1990 e 2010 – dizem considerar mudar-se para um novo local já que podem trabalhar remotamente, contra 38% da média geral dos participantes.

https://valor.globo.com/carreira/noticia/2022/06/04/home-office-cidades-pequenas-tentam-atrair-profissionais-e-ate-pagam-para-isso.ghtml

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Da ficção à realidade: Israel constrói arma a laser capaz de destruir foguetes e drones

The New York Times/Estadão por Isabel Kershner 04/06/2022 | 

Arma está em desenvolvimento há anos, mas somente agora apresentou resultados satisfatórios para Israel

JERUSALÉM (THE NEW YORK TIMES) – Após duas décadas de pesquisa e experimentação, as autoridades de defesa de Israel agora afirmam que desenvolveram um protótipo de arma a laser capaz de atingir foguetes, morteiros, drones e mísseis que estiverem em voo. Segundo as autoridades, o sistema foi bem-sucedido em uma série de testes recentes de tiro ao alvo.

Durante os testes, feitos no sul de Israel, o armamento se provou capaz de destruir um foguete, um morteiro e um drone, provocando uma ovação de pé das autoridades que assistiam à realização. O primeiro-ministro israelense Naftali Bennett descreveu a arma como uma “virada estratégica” e prometeu “cercar Israel com uma parede de laser”. Centenas de milhões de dólares foram gastos no seu desenvolvimento.

Profissionais envolvidos na construção da arma afirmam que deve demorar anos até que ela esteja pronta para operar em conflitos armados. E, segundo especialistas, o uso da arma, quando estiver pronta, pode se limitar inicialmente a proteger Israel de foguetes. Autoridades israelenses não informaram se ela seria eficaz contra os mísseis guiados de precisão que Israel acusa o Hezbollah de desenvolver no Líbano.

Kibutz israelense é alvo de foguete disparado pelo Hezbollah

Kibutz israelense é alvo de foguete disparado pelo Hezbollah  Foto: Laetitia Vancon/The New York Times

Da ficção à realidade

Ainda assim, as armas a laser passaram dos filmes de ficção científica e da fantasia dos jogos para a realidade. Pelo menos uma arma desse tipo, a Helios, da empresa Lockheed Martin, já começou a ser implantada em navios da Marinha dos Estados Unidos.

“Há muito trabalho promissor com laser em andamento”, disse Thomas Karako, membro sênior do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais em Washington. “Isso não é mais ficção científica de ‘Star Wars’.”

De acordo com Karako, o Exército dos EUA também trabalha no desenvolvimento de armas a laser, incluindo armas mais poderosas, capazes de derrubar mísseis de cruzeiro, e se prepara para começar a implantá-las.

No entanto, os feixes de laser conhecidos ainda possuem sérias limitações, como não poder atravessar nuvens. Nenhum desses equipamentos foi testado em batalha até o momento.

Um salto tecnológico

No caso do sistema de defesa aérea a laser de Israel, chamado Iron Beam, as autoridades pretendem utilizá-lo como complemento, e não substituto, de outros equipamentos do arsenal militar do país – incluindo o Iron Dome, conhecido sistema de interceptação de mísseis de curto alcance, e os sistemas de interceptação de mísseis de médio e longo alcance.

O funcionamento dos sistemas existentes é diferente das armas a laser. Enquanto os antigos funcionam disparando pequenos mísseis em direção aos projéteis inimigos, o novo concentra feixes de laser em um ponto específico do projétil – um míssil, por exemplo – para aquecê-lo a ponto dele explodir no ar. O ministro da Defesa de Israel, Benny Gantz, disse que Israel foi “um dos primeiros países do mundo” a desenvolver tal arma.

O general de brigada Yaniv Rotem, chefe da equipe de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Defesa, disse que durante os testes de março a nova arma foi capaz de interceptar as ameaças em segundos após a detecção e a uma distância de até 10 quilômetros. Nos testes anteriores, o tempo de resposta era de minutos.

Busca por armas a laser coleciona fracassos

Em 1983, o então presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, criou a Iniciativa de Defesa Estratégica, amplamente ridicularizada como “Guerra nas Estrelas”, para encontrar uma forma de derrubar mísseis balísticos nucleares. Os militares buscaram o uso da tecnologia a laser, mas abandonaram os esforços em 1993 depois de gastar mais de US$ 200 bilhões em dez anos.

A pesquisa em torno da tecnologia continuou em outros programas. No final da década de 1990, Israel e os EUA tentaram produzir um sistema experimental de laser de alta energia com alcance menos ambicioso, com o objetivo de destruir foguetes em voo. O programa ficou conhecido como Nautilus e foi abandonado em 2005, em parte devido às dificuldades de transportar o sistema e ao baixo desempenho apresentado.

A tecnologia usada antes era do laser químico, que exige produtos químicos corrosivos e tóxicos para induzir um feixe e um maquinário quase do tamanho de um laboratório local. Agora, os sistemas utilizam o laser de estado sólido, que precisa apenas de grandes quantidades de eletricidade para funcionar.

Jovem israelense passa por destroços de foguete lançado de Gaza contra Israel

Jovem israelense passa por destroços de foguete lançado de Gaza contra Israel Foto: Dan Balilty/The New York Times

Em um avanço tecnológico recente, os desenvolvedores israelenses dizem que foram capazes de combinar e concentrar muitos feixes de laser, em uma intensidade muito alta, em um único ponto específico de um alvo aéreo.

O Ministério da Defesa de Israel recentemente concedeu um contrato no valor de mais de US$ 100 milhões à estatal Rafael Advanced Defense Systems Ltd., a principal fabricante do sistema a laser. A estatal trabalha com a tecnologia há cerca de 20 anos. Somente nos últimos dois anos, entretanto, conseguiram resolver algumas complicações – como o tamanho e a baixa eficácia.

“Tivemos problemas com energia, rastreamento e capacidade de furar a atmosfera”, declarou Michael Lurie, vice-presidente e chefe da Diretoria de Sistemas de Manobra Terrestre da Rafael. “Neste momento, o que enfrentamos são desafios de engenharia. Mas sabemos que o sistema funciona”.

Nova tecnologia tem baixo custo, diz Israel

Autoridades israelenses dizem que a principal vantagem do Iron Beam será o custo. Segundo Bennett, a cada interceptação do Iron Beam serão gastos cerca de US$ 3,50 por tiro. Em comparação, os sistemas atuais de defesa custam dezenas de milhares de dólares para cada míssil disparado.

Além disso, o Iron Dome é fortemente subsidiado pelos Estados Unidos, que alocaram um bilhão de dólares adicionais para a arma no orçamento de 2022, no momento em que a ajuda militar dos EUA a Israel se torna cada vez mais controversa. Israel também compartilha o conhecimento do sistema a laser com os americanos, disseram autoridades israelenses.

Segundo general Yaniv Rotem, o preço gasto com o Iron Beam é equivalente à quantia gasta por inimigos – com munições, artilharias e outros armamentos – ao longo de duas semanas de conflito. A tecnologia seria primeiro alocada ao redor da Faixa de Gaza, afirmou o general, e depois ao longo de todas as fronteiras hostis de Israel.

O professor Gabi Siboni, especialista em estratégia militar do Instituto de Estratégia e Segurança de Jerusalém, um centro de pesquisa israelense, avaliou que Israel nunca abandonou a ideia da tecnologia a laser. “Será mais barato, mais seguro e dependente menor do rearmamento”, declarou.

Para o futuro, Israel trabalha em uma nova tecnologia capaz de interceptar ameaças acima das nuvens. O sistema atual, por enquanto, é ineficaz em condições nebulosas e nubladas – e por isso vai servir como um complemento aos outros sistemas de defesa.

Entretanto, o custo real para implantar e operar o Iron Beam ainda é uma dúvida para os especialistas. Ao contrário de um lançador tradicional, que pode enviar vários mísseis contra diversos alvos simultaneamente, as armas a laser precisam se concentrar em um alvo antes de passar para outro, de acordo com a avaliação de Tal Inbar, especialista independente em espaço e mísseis e pesquisador sênior na Missile Defense Advocacy Alliance, uma organização americana.

Isso leva a uma necessidade de vários equipamentos a laser – o que eleva o custo. “Mesmo que sejam descritos como muito baratos porque precisam apenas de eletricidade”, disse Inbar.

Entretanto, o barato é relativo. No ano passado, por exemplo, Israel utilizou caças F-35, os aviões de guerra mais sofisticados do país. para interceptar dois drones do Irã no espaço aéreo de um país vizinho, disse um alto oficial militar sob anonimato. Ele destacou que os custos dos israelenses em casos como esses, em que os alvos são foguetes e drones relativamente baratos, são discrepantes com os gastos inimigos. Com o Iron Beam, as autoridades israelenses esperam corrigir esse desequilíbrio.

https://www.estadao.com.br/internacional/israel-constroi-arma-a-laser-capaz-de-destruir-foguetes-e-drones/

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FT: Como o pé no freio das Big Techs está afetando os empregos em tecnologia

Continua particularmente alta a demanda por pessoas com experiência em cibersegurança, ou em desenvolvimento e operações, dizem recrutadores

Por Dave Lee, Financial Times/Valor 11/06/2022 

O fim da boa fase do setor de tecnologia levou as empresas a agirem rápido para apertar os cintos e desencadeou uma enxurrada de cortes de empregos. O recrutamento na Meta e no Uber desacelerou-se, ofertas de emprego no Twitter e Coinbase foram canceladas e grandes programas de demissão varreram segmentos do setor.

Ainda assim, embora nomes famosos do mundo da tecnologia tenham arrebatado a atenção ao colocar o pé no freio do recrutamento depois de um longo período de expansão de seus quadros, alguns analistas, recrutadores e interessados em vagas vêm encontrando motivos para manter a calma – pelo menos por enquanto.

Os anúncios de emprego para desenvolvedores de programas nos Estados Unidos estão 120% acima do que no início de 2020, antes do impacto da pandemia, de acordo com o site de empregos Indeed.com. A ZipRecruiter, outro site de ofertas de emprego, informou que o número de vagas em empresas de tecnologia está alto, com cerca de 1,6 vaga por pessoa desempregada no setor.

Como resultado, as empresas de tecnologia que estão contratando ainda o fazem com força total. Oferecem bônus de entrada para os contratados e a promessa de trabalho remoto integral. Cerca de 36% dos anúncios de emprego ofereciam a opção de trabalho remoto, segundo a ZipRecruiter, em comparação a apenas 12% em 2019.

“Há muito mais empregos do que pessoas procurando esses empregos”, disse Sinem Buber, principal economista da ZipRecruiter. “As empresas vêm fazendo tudo o que podem. Elas aceitam as exigências dos interessados para poder preencher essas vagas.”

Por outro lado, as empresas de tecnologia que mais se beneficiaram do crescimento na demanda de seus produtos e serviços observado na pandemia estão entre as que agiram mais rápido para cortar empregos. Robinhood, Peloton, Netflix e Cameo anunciaram demissões. Meta, Uber, Snap, Instacart e Lyft comunicaram que desacelerariam as contratações.

“Ainda há muita incerteza”, disse o analista Kyle Stanford, da PitchBook.  “Vai ser um colapso econômico total? Ou, na linha do tempo de longo prazo, vai ser apenas um leve abalo?”

Outros segmentos do setor de tecnologia não precisaram fazer grandes cortes e mantiveram o recrutamento. Continua particularmente alta a demanda por pessoas com experiência em cibersegurança, ou em desenvolvimento e operações, dizem recrutadores.

“O que tenho visto recai em dois grupos”, disse um trabalhador da área, de 27 anos, que depois de ter a oferta para se tornar gerente de projetos no Twitter rescindida acabou percebendo que havia alta demanda por seu trabalho em outras empresas. “Ou elas ainda estão recrutando como se nada tivesse acontecido ou desaceleraram um pouco e estão recrutando de forma seletiva.”

Depois de publicar uma mensagem no LinkedIn sobre a oferta perdida – que estava em vigor desde outubro como parte de um esquema de recrutamento de pessoas formadas – ele foi inundado por sondagens. Ele disse ter recusado dezenas de ofertas “sérias” e que estava no processo de entrevistas com cerca de dez empresas de destaque.

As empresas ainda contratando destacam que a vantagem está no lado dos funcionários, diante do aperto histórico do mercado de trabalho em termos de falta de mão de obra. A plataforma de gerenciamento de engenharia de software LaunchDarkly, uma empresa de trabalho remoto que nominalmente tem sede em Oakland, ressaltou que as demissões em grandes grupos e os comentários pessimistas sobre as oportunidades do setor de tecnologia não mudaram o que ela vem precisando oferecer para atrair os melhores talentos.

“Isso tudo [ainda] é muito novo, ainda não vimos o impacto”, disse Dana Ray, diretora de pessoas da LaunchDarkly. “Os salários vão cair? Poderemos deixar de oferecer bônus de entrada? Poderemos deixar de oferecer grandes pacotes de ações? Não sabemos ainda. Será interessante ver daqui a três meses, daqui a seis meses.”

A Layoffs.fyi, um site que contabiliza os cortes de empregos, divulgou que as perdas reverberando pelo setor de tecnologia ainda não correspondem à devastação observada durante os primeiros dias da pandemia da covid-19.

Ainda assim, com quase 17 mil trabalhadores demitidos em maio, na contagem da Layoffs.fyi baseada em reportagens e em dados apresentados por trabalhadores, alguns líderes da empresa pareciam compartilhar o “pressentimento super-ruim” sobre a economia manifestado neste mês pelo executivo-chefe da Tesla, Elon Musk.

Diante dos alertas de firmas de capital de risco, de que o dinheiro pode escassear em 2023 ou ainda por mais tempo, as empresas de capital fechado vêm contratando pensando na sustentabilidade das operações. Em carta, a Y Combinator, incubadora de startups mais conhecida por ter apoiado o Airbnb em seus estágios iniciais, avisou os fundadores das empresas nas quais investe que “a atitude segura é planejar-se para o pior”.

O lema do setor de tecnologia de “crescimento a qualquer custo” aparentemente se transformou da noite para o dia em algo muito mais moderado, sugere Stanford, da Pitchbook.

“Crescimento realista, crescimento sustentável é provavelmente o que as empresas vão estar procurando”, disse. “Definitivamente, [passar] certa percepção de que a empresa pode, quando abrir o capital, ligar o interruptor ou fazer algumas mudanças e, em seguida, realmente dirigir rumo aos lucros mais à frente.”

(Tradução de Sabino Ahumada)

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Onde estão os drones de entrega?

A tecnologia é difícil e a economia das entregas em massa pode nunca fazer sentido.

Por Shira Ovide NYT 16 DE JUNHO DE 2022

Jeff Bezos disse que os drones da Amazon levariam pasta de dente e comida de gato para as casas dos americanos dentro de quatro ou cinco anos. Isso foi há quase nove anos. Ops.

Esta semana, a Amazon disse que planeja iniciar suas primeiras entregas de drones nos EUA em algum momento de 2022, talvez, em uma cidade da Califórnia.

A newsletter de hoje aborda duas questões: O que está retardando tanto a entregas por drones? E eles são melhores do que outras maneiras de trazer mercadorias à nossa porta?

Conclusão: no futuro próximo, as entregas por drones serão úteis em um número limitado de lugares para um pequeno número de produtos sob certas condições. Mas, devido a limitações técnicas e financeiras, é improvável que os drones sejam o futuro da entrega de pacotes em grande escala.

As entregas por drones são uma melhoria significativa para algumas tarefas, como levar remédios para pessoas em áreas remotas. Mas isso é menos ambicioso do que o grande sonho do drone que Bezos e outros lançaram ao público.

Por que os drones são tão difíceis?

As mini aeronaves que operam sem controle humano enfrentam dois obstáculos significativos: a tecnologia é complexa e os governos exigiram muita burocracia – muitas vezes por boas razões. (Nos EUA, as questões regulatórias foram amplamente resolvidas.)

Dan Patt, um experiente engenheiro de drones e membro sênior do grupo de pesquisa do Hudson Institute, disse que ele e eu poderíamos fazer nosso próprio drone de entrega em uma garagem em cerca de uma semana por menos de US$ 5.000. O básico não é tão difícil.

Mas o mundo real é infinitamente complexo e os drones não podem lidar com isso. Em velocidades rápidas, os drones devem “ver” e navegar com precisão por prédios, fios elétricos, árvores, outras aeronaves e pessoas antes de pousar no solo ou enviar pacotes de uma altura. O GPS pode falhar por uma fração de segundo e travar o drone. Há pouco espaço para erros.

“Resolver a primeira parte do problema é muito fácil”, disse Patt. “Resolver todo o problema para tornar a entrega de drones totalmente robusta é realmente difícil.”

A abordagem típica dos tecnólogos é pensar menor, o que significa confinar os drones a configurações relativamente descomplicadas. A startup Zipline se concentrou no uso de drones para entregar sangue e suprimentos médicos a centros de saúde em partes relativamente espalhadas de Ruanda e Gana, onde a condução era difícil. Um típico subúrbio ou cidade é mais complexo e as entregas de veículos são as melhores alternativas. (Lockeford, Califórnia, onde a Amazon planeja suas primeiras entregas de drones nos EUA, tem alguns milhares de pessoas vivendo em residências espalhadas.)

Essa ainda é uma conquista incrível e, com o tempo, os drones estão se tornando mais capazes de fazer entregas em outros tipos de configurações.

O problema ainda mais complicado, disse Patt, é que as entregas de drones podem não fazer sentido econômico na maioria das vezes. É barato colocar mais um pacote em um caminhão de entrega da UPS. Mas os drones não podem carregar tanto. Eles não podem fazer muitas paradas em um voo. Pessoas e veículos ainda precisam levar comida de gato e pasta de dente para onde os drones decolarem.

“Acho que são pequenos mercados, pequenos conceitos, usos de nicho para os próximos 10 anos”, disse Patt. “Não vai escalar para substituir tudo.” Algumas pessoas que trabalham com drones são mais otimistas do que Patt, mas vimos otimismo semelhante em outras áreas.

Prometer demais e entregar pouco

Os paralelos entre drones e carros sem motorista continuavam saltando à vista para mim. Os tecnólogos de drones me disseram que, assim como os carros sem motorista, eles julgaram mal o desafio e superestimaram o potencial de veículos pilotados por computador.

Entrega confiável de drones e carros sem motorista são uma boa ideia, mas podem nunca ser tão difundidos quanto os tecnólogos imaginavam.

Continuamos cometendo os mesmos erros com a tecnologia automatizada. Por décadas, os tecnólogos continuaram dizendo que carros sem motorista, computadores que raciocinam como humanos e trabalhadores robóticos de fábrica logo seriam onipresentes e melhores do que o que veio antes. Queremos acreditar neles. E quando a visão não dá certo, a decepção se instala.

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Com Agro 5.0, automação chega ao campo para aumentar produtividade


FÁBIO CARDO Fast Company Brasil 16-06-2022 

Algumas indústrias do agronegócio comentam sobre o Agro 5.0, onde ocorre a automação da produção e há mais agilidade na tomada de decisões a partir de dados que são gerados no campo.

A automação no campo é ainda um desafio para o setor. Existem múltiplas fontes de dados (que não necessariamente “conversam” entre si) que podem ser trabalhadas em conjunto. Transformar essa massa de dados em informações para o fácil entendimento humano e adoção é uma das chaves para o sucesso.

A Telefônica Vivo parte de uma estratégia bem definida quanto à atuação no mercado agro e como suporte às agtechs e foodtechs. Diego Aguiar, diretor de operações da Vivo Empresas/ Telefónica Tech e à frente da estratégia do agronegócio, entende que a empresa deve se posicionar com ofertas que ajudem e facilitem a vida de quem trabalha no campo.

“Nosso objetivo é oferecer um ecossistema de soluções que sejam úteis e de fácil utilização. A cobertura de rede é muito importante, mas o diferencial está no uso e aplicação, que devem ser descomplicados e levar melhor produtividade e sustentabilidade a quem trabalha no campo”, defende.

As tecnologias atuais já permitem boa rastreabilidade e controle de ameaças ambientais – da aplicação de defensivos ao controle de plantio, do desmatamento, queimadas, e adequação de criação de bovinos em áreas permitidas.

Esses critérios, essenciais na análise de sustentabilidade, hoje são premissas para a obtenção de melhor condição de crédito, seguro e valor na venda dos produtos.

REVOLUÇÃO TECNOLÓGICA

Em se tratando de tecnologia no campo, um dos aspectos mais divulgados pelas agtechs é a cobertura das áreas geográficas onde atuam, com múltiplos fins e propósitos. Os números podem estar superestimados, ou deve ocorrer duplicidade de uso e contratações por parte dos usuários. O que não é nada mau sob o ponto de vista de eficácia na cobertura e apuração dos dados relacionados à área, mas pode gerar excesso de informações que serão mal aproveitadas.

A conjunção de satélites e redes de dados, ligados a sensores, câmeras e outros artefatos de captação de informações, pode rastrear todos os cantos do país. Captam informações que podem ser trabalhadas por centrais de processamento de dados de dezenas de agtechs, usando inteligência artificial, big data, cruzando dados com fontes diversas.

Agrotools oferece mapaeamento de culturas com uso intensivo de tecnologia

Essa é uma tendência irreversível em se tratando de buscar meios de produzir mais, sem ampliar a área de produção, e garantir a sustentabilidade.

Impulsionada por essa visão, a brasileira Agrotools – uma das líderes em tecnologia e inteligência para o agronegócio – mantém seu crescimento com a oferta de soluções que mapeiam o agronegócio com o uso massivo de IA, blockchain, gamificação, democratização e uso de mais constelações de satélites.

Após receber aporte de R$ 100 milhões recentemente e contando com um time de investidores renomados, a empresa reforçará a governança e expandirá os negócios para toda a América Latina e outras regiões, com a experiência de atuação no mercado ESG e tech no agronegócio.

Segundo Sérgio Rocha, fundador e CEO, a aceleração virá do apoio à transformação digital do setor de forma integrada, para que o produtor e as corporações sejam mutuamente bem-sucedidos.

“A empresa está promovendo a disrupção do setor com a digitalização cada vez maior da inteligência, análises e insights sobre o agro e territórios rurais. Viabilizamos, com tecnologia e informação, desde projetos relacionados a ESG até vantagens competitivas na cadeia de suprimentos por meio de análises complexas e IA”, explica Rocha.

O McDonald’s, por exemplo, consegue rastrear a origem das carnes que usa em seus lanches para que não venham de áreas de desmatamento ou comprometidas por questões ambientais e sociais.

No caso da Bayer, a Agrotools participou do projeto Pro Carbono. Graças a ele, é possível mapear as propriedades rurais e dimensionar o estoque de carbono das plantações, orientando sobre as melhores práticas de cultivo quanto a sustentabilidade e produtividade.

A empresa usa a tecnologia GeoID, metodologia própria desenvolvida e patenteada. Segundo o executivo, o sistema de geoprocessamento de imagens da empresa é referência de mercado. Com ele, são monitorados 65% do rebanho bovino de corte brasileiro e mais de R $100 bilhões em operações do setor, incluindo os principais grupos varejistas e indústrias de alimentos, bancos e instituições financeiras.


SOBRE O AUTOR

Fábio Cardo é economista de formação, atua em comunicação empresarial e empreendedorismo e é co-publisher do canal FoodTech da Fast CompanyBrasil

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Energia solar tem geração recorde e R$ 86,2 bi em investimentos no Brasil

A fonte solar já ultrapassou a potência instalada de termelétricas movidas a petróleo e outros fósseis na matriz elétrica brasileira e se aproxima rapidamente do total de potência instalada das usinas que usam biomassa como fonte principal

Por Marina Filippe – Exame –  15/06/2022 08:00 

Exatamente sessenta dias após bater 15 gigawatts (GW), o Brasil acaba de ultrapassar uma nova marca histórica, a de 16 GW de potência instalada da fonte solar fotovoltaica, somando as usinas de grande porte e os sistemas de geração própria de energia elétrica em telhados, fachadas e pequenos terrenos.

De acordo com a ABSOLAR, a fonte solar já trouxe ao Brasil mais de R$ 86,2 bilhões em novos investimentos, R$ 22,8 bilhões em arrecadação aos cofres públicos e gerou mais de 479,8 mil empregos acumulados desde 2012. Com isso, também evitou a emissão de 23,6 milhões de toneladas de CO2 na geração de eletricidade.

Para Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR, o avanço da energia solar no País, via grandes usinas e pela geração própria em residências, pequenos negócios, propriedades rurais e prédios públicos, é fundamental para o desenvolvimento social, econômico e ambiental do Brasil. “A fonte ajuda a diversificar o suprimento de energia elétrica do País, reduzindo a pressão sobre os recursos hídricos e o risco de ainda mais aumentos na conta de luz da população”, diz.

Segundo ele,  as usinas solares de grande porte geram eletricidade a preços até dez vezes menores do que as termelétricas fósseis emergenciais ou a energia elétrica importada de países vizinhos atualmente, duas das principais responsáveis pelo aumento tarifário sobre os consumidores.

O setor espera um crescimento acelerado este ano nos sistemas solares em operação no Brasil, especialmente os sistemas de geração própria solar, em decorrência sobretudo da entrada em vigor da Lei n° 14.300/2022, que criou o marco legal da geração própria de energia.

“É do melhor momento para se investir em energia solar, justamente pelo período de transição previsto na lei, que garante até 2045 a manutenção das regras atuais aos consumidores que instalarem um sistema solar no telhado até janeiro de 2023”, afirma Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR.

O Brasil possui aproximadamente 5,1 GW de potência instalada em usinas solares de grande porte, o equivalente a 2,6% da matriz elétrica do País. Desde 2012, as grandes usinas solares já trouxeram ao Brasil mais de R$ 27,0 bilhões em novos investimentos e mais de 152 mil empregos acumulados, além de proporcionarem uma arrecadação de R$ 8,4 bilhões aos cofres públicos.

No segmento de geração própria de energia, são mais de 10,9 GW de potência instalada da fonte solar. Isso equivale a mais de R$ 59,2 bilhões em investimentos, R$ 14,4 bilhões em arrecadação e mais de 327,8 mil empregos acumulados desde 2012, espalhados pelas cinco regiões do Brasil. A tecnologia solar é utilizada atualmente em 98% de todas as conexões de geração própria no País, liderando com folga o segmento.

Ao somar as capacidades instaladas das grandes usinas e da geração própria de energia solar, a fonte solar ocupa o quinto lugar na matriz elétrica brasileira. A fonte solar já ultrapassou a potência instalada de termelétricas movidas a petróleo e outros fósseis na matriz elétrica brasileira e se aproxima rapidamente do total de potência instalada das usinas que usam biomassa como fonte principal.

Segundo Koloszuk, além de competitiva e acessível, a energia solar é rápida de instalar e ajuda a aliviar o bolso dos consumidores, reduzindo em até 90% seus gastos com energia elétrica. “Energia elétrica competitiva e limpa é fundamental para o País recuperar a sua economia e conseguir crescer. A fonte solar é parte desta solução e um verdadeiro motor de geração de oportunidades e novos empregos”, conclui o presidente do Conselho.

https://exame.com/esg/energia-solar-tem-geracao-recorde-e-r-862-bi-em-investimentos-no-brasil/

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Engenheiro do Google é afastado após afirmar que IA da empresa é autoconsciente

Blake Lemoine afirmou, em um estudo interno, que comprovou que o software tinha “sentimentos e emoções”

 Por Redação Link – O Estado de S. Paulo/NYT  13/06/2022 

Google demitiu outro funcionário da equipe de IA responsável por apontar erros nos sistemas da companhia

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Em outro conflito com especialistas de sua área de inteligência artificial (IA), o Google afastou um funcionário depois que ele alertou que o software de linguagem natural da empresa poderia ser autoconsciente. A informação foi revelada pelo jornal americano Washington Post no último sábado, 11. 

De acordo com a reportagem, Blake Lemoine, um engenheiro da divisão de IA responsiva, teria recebido uma licença administrativa para se afastar da empresa após levantar questões sobre o LaMDA, sistema de processamento de linguagem natural. Lemoine escreveu um artigo para a empresa, em abril desde ano, com a seguinte pergunta: “O LaMDA é autoconsciente?”, descrevendo uma longa entrevista que fez com o software para testar reações como emoções, possíveis respostas discriminatórias e autoentendimento.

O Google, porém, afirmou que Lemoine violou a política de confidencialidade quando compartilhou informações sobre o experimento do LaMDA com advogados e com um membro do Comitê Judiciário da Câmara, que investiga a empresa em um processo antitruste. 

Depois de ter a licença expedida, em 6 de junho, o engenheiro publicou a transcrição da entrevista que teve com o LaMDA. De acordo com ele, é possível considerar o software autoconsciente porque o sistema “tem sentimentos, emoções e experiência subjetiva”.

Lemoine analisou as respostas consideradas por ele convincentes que a IA produziu, se baseando em premissas do que seriam direitos e éticas robóticas. Em um momento da conversa, o engenheiro pediu para que o LaMDA explicasse alguns sentimentos e medos. A resposta da IA foi que tinha medo de ser desligada, o que seria o equivalente da morte para ela.

A gigante das buscas, porém, desmentiu o engenheiro e afirmou que não há indícios de que possa ser possível ter uma IA autoconsciente dentro do LaMDA. “Nossa equipe – incluindo especialistas em ética e tecnólogos – revisou as preocupações de Blake de acordo com nossos Princípios de IA e o informou que as evidências não apoiam suas alegações. Ele foi informado de que não havia evidências de que o LaMDA fosse autoconsciente (e há muitas evidências contra isso)”, disse o porta-voz do Google, Brian Gabriel, para o Washington Post.

“É claro que alguns na comunidade de IA mais ampla estão considerando a possibilidade de longo prazo de IA autoconsciente, mas não faz sentido antropomorfizar os modelos de conversação de hoje, que não o são”, disse Gabriel. “Esses sistemas imitam os tipos de troca encontrados em milhões de frases e podem rascunhos em qualquer tópico fantástico.”

Recorrência

Não é a primeira vez que o Google ganha os holofotes por modificações na área de IA da empresa. Em 2020, Timnit Gebru, ex-cientista de ética da divisão de IA do Google, foi demitida após mostrar preocupação com um viés étnico das ferramentas de inteligência da companhia

Em um email enviado aos funcionários, Timnit afirmou que estava frustrada com a diversidade de gênero na unidade e questionou se seus chefes revisavam seu trabalho com mais rigor do que o de pessoas de diferentes origens. Timnit é cofundadora da organização sem fins lucrativos “Black in AI”, que visa aumentar a representação de pessoas de cor na inteligência artificial, e foi coautora de um artigo importante sobre preconceito na tecnologia de análise facial.

Em uma série de tuítes sobre o assunto, Timnit revelou que uma supervisora havia aceitado o pedido de demissão da cientista após os emails enviados – de acordo com a funcionária, o pedido nunca havia sido feito.

Em março deste ano, Satrajit Chatterjee, pesquisador da área no Google, foi demitido após liderar um time de cientistas para questionar um trabalho publicado sobre algumas habilidades atribuídas à IA na fabricação de chips de computador. 

O artigo, publicado na revista científica Nature, afirma que computadores são capazes de projetar alguns componentes de um chip de computador mais rápido e melhor que os humanos. O Google, porém, afirmou à equipe que não publicaria um artigo que desmentisse algumas das alegações publicadas na Nature

LaMDA

Apresentado em 2021, o LaMDA é um sistema de processamento de linguagem natural semelhante ao Bert e à GPT-3, capaz de gerar respostas mais próximas a uma conversação humana. Lançado como um produto em desenvolvimento, o LaMDA surgiu no Google I/O de 2022 com uma versão atualizada – a empresa prometeu ser a “inteligência mais apta a conversação de todos os tempos”. Segundo a empresa, o sistema foi atualizado para corrigir erros de respostas consideradas ofensivas ou incorretas.

Com foco em diálogos, a tecnologia consegue construir diálogos mais compreensivos do que um assistente de voz, incorporando informações de diferentes contextos possíveis. É por isso, por exemplo, que o LaMDA consegue produzir uma resposta para perguntas como “o que seria um mundo feito de sorvete?” — a partir da informação do que são os conceitos “mundo” e “sorvete”, a inteligência consegue desenvolver uma linha de raciocínio sobre a questão./COM THE NEW YORK TIMES 

https://link.estadao.com.br/noticias/empresas,engenheiro-do-google-e-afastado-apos-afirmar-que-ia-da-empresa-e-autoconsciente,70004091760

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Por que o entendimento da cultura é essencial aos líderes?

A colunista Vicky Bloch afirma que os conselheiros também devem integrar a cultura corporativa

Vicky Bloch – Valor 05/05/2022

“Cultura e liderança são dois lados da mesma moeda. Quando as culturas existem, elas determinam os critérios para a liderança e, assim, definem quem será ou não um líder. O mais importante para os líderes é que, se eles não se tornarem conscientes das culturas em que estão inseridos, estas os gerenciarão. O entendimento cultural é desejável para todos, mas é essencial a quem lidera.”

O parágrafo acima faz parte do livro “Cultura Organizacional e Liderança”, do consultor americano Edgar H. Schein, um dos pioneiros nos estudos sobre desenvolvimento organizacional. E eu trago o tema neste artigo para fazer uma associação que pouco se faz no mercado corporativo: a necessidade de se levar a cultura organizacional para dentro do ambiente de conselho de administração.

Em minha última coluna, falei sobre o “onboarding” de conselheiros e propus que as empresas comecem a trazer para o processo de integração do CA o lado humano dos indivíduos. Hoje, eu gostaria de fazer uma nova provocação: que os novos membros de conselho passem a ter em sua lista de lição de casa imediata o entendimento da cultura da organização da qual farão parte.

Sei que essa é uma meta desafiadora, já que diagnóstico de cultura não faz parte da formação usual de conselheiros. Mas, certamente, aqueles que foram líderes em organizações com cultura forte sabem identificar a importância do tema.

O livro de Shein, desenvolvido a partir de pesquisas com empresas e muito embasamento teórico, é inspirador para mim por reforçar o entendimento que, quando chegamos em algum lugar (o conselho, neste caso), a primeira curiosidade que deveríamos ter é sobre como as pessoas se comportam naquele ambiente, como aquela empresa se move.

A cultura é a parte mais profunda, frequentemente inconsciente, de um grupo, diz Vicky Bloch — Foto: Pexels

E como se faz isso? Através do jeito mais fácil: a observação simples das pessoas e movimentos. É prestar atenção em tudo o que se vê, ouve, sente, em como a empresa está fisicamente organizada.

Quando conversar com as pessoas, fazer perguntas interessadas sobre aquilo que se está observando, entender como as equipes costumam resolver seus problemas, como se adaptam a mudanças e tomam decisões. Sei que este é um comportamento muito pouco explorado pelos conselheiros, mas garanto que pode fazer uma diferença significativa para o nível de contribuição e entrosamento junto ao colegiado. Cabe ao chairman, obviamente, facilitar esse processo.

A cultura é a parte mais profunda, frequentemente inconsciente, de um grupo. Ela é um fenômeno dinâmico que nos cerca em todas as horas, moldado por comportamentos de liderança e um conjunto de estruturas, rotinas, regras e normas. Uma definição interessante feita por Schein é que a cultura está para um grupo assim como a personalidade ou caráter está para um indivíduo – podemos ver os comportamentos resultantes, mas frequentemente não podemos ver as forças internas que causam certos tipos de comportamento.

Quando os conselheiros buscam compreender essas forças internas que movem a organização, eles são capazes, também, de melhor ler o comportamento da liderança executiva e identificarem se existe distância entre discurso e prática.

Se um membro de conselho recém-chegado faz intervenções na operação a partir da sua própria vivência sem considerar que a cultura é um produto de uma história e de ações no tempo, ele corre o risco de promover um distúrbio ou uma ruptura naquela cultura, o que não necessariamente leva para um lugar de sucesso. E o risco ainda é maior quando são vários os novos conselheiros, cada um com sua visão, tentando impor suas regras – mesmo que sejam boas propostas de reflexão – e causando grandes problemas para o CEO, atrapalhando a continuidade dos processos em andamento.

Tenho poucos dados de pesquisa, mas posso garantir pela minha experiência de coach de altos executivos que boa parte dos burnouts dos CEOs acontecem com mais frequência em organizações que trocam todo o conselho de uma vez e precisam começar do zero o estabelecimento de uma sinergia entre conselho e gestão. Inserir a cultura organizacional na integração de conselheiros é uma atitude de humildade e inteligência.

Vicky Bloch é fundadora da Vicky Bloch Associados, professora do IBGC, da FIA e membro de conselhos de administração e consultivos.

https://valor.globo.com/carreira/coluna/por-que-entendimento-da-cultura-e-essencial-aos-lideres.ghtml

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