As 7 lições que a pandemia trouxe para o empreendedorismo

Confira as principais lições que fizeram toda diferença; se eu fosse você, corria pra conferir se sua empresa está preparada

Por César Ossamu Anno Filho, consultor de negócios do Sebrae-SP Estadão 05/01/2021

O empreendedorismo sofreu um golpe muito veloz e impactante causado pela pandemia e todas as mudanças que aconteceram com as pessoas e o mercado. Diz o ditado que não se trata do que você sabe, mas o que você faz com o que você sabe.

Será que essas lições ficarão pra trás no conturbado 2020 ou farão parte do dia a dia das empresas que não querem mais tropeçar nas mesmas pedras?

EmpreendedorismoEmpreendedorismo Foto: Reuters

Separei sete das principais lições que fizeram toda diferença e se eu fosse você corria pra conferir se sua empresa está preparada, acompanhe:

1. Seu potencial pode ser expandido

A eficiência teve destaque especial e assistimos a equipes sendo obrigadas a se redimensionar e, mesmo com times enxutos, produziu-se com qualidade e em muitos casos em quantidade superior. Os processos e talentos foram reavaliados, planejados, alocados de forma eficiente e, com as definições claras, o resultado foi surpreendente. Podemos concluir que as empresas com essa cultura e seus times originais poderiam produzir muito mais e, consequentemente, utilizando as técnicas corretas, vender muito mais.

2. Se o cliente não vem até você, vá até ele

Na comunicação a máxima “quem não é visto não é lembrado” nunca fez tanto sentido, mas, afinal, por onde seu cliente anda? As empresas que não possuíam alguma presença digital, fosse em redes sociais, site, app, WhatsApp, sentiram muito mais o impacto e tiveram que construir a jangada em meio ao dilúvio. Quem já estava pronto navegou muito mais e mais rápido, mas, independentemente disso, todos que ingressaram e fizeram da maneira correta experimentaram um alcance e potencial que não vislumbravam antes. Isso serve tanto para a comunicação quanto para o sistema de delivery e envio que registraram altas nunca antes vistas.

3. Entregue para o cliente o que ele precisa e não o que você tem

Entender a dor do cliente é a melhor maneira de satisfazer ou iniciar uma relação. A verdade é que muitas vezes não possuímos/somos exatamente o que ele deseja ou o que ele precisa. Aí não tem jeito, inovações precisam ocorrer, novas formas de pagamento, entregar os produtos, adaptar os serviços, canais de comunicação e vendas. Aceitar se reinventar mostrou o quanto é poderoso ter isso em mente e faz parte do sucesso.

4. Investir tempo para gastar menos dinheiro

Reavaliar despesas, renegociar contratos e entender sua precificação provaram ser uma forma rápida e eficaz para o reduzir o impacto no financeiro da empresa. Esses atos fizeram muitos empresários despertarem e comprarem melhor, negociarem melhor, entenderem melhor seus custos fixos e variáveis. Melhor dizendo, muita gente despertou para a importância de entender melhor suas finanças.

5. O tempo é inimigo de quem se move devagar

A velocidade de resposta aos acontecimentos mostrou que muitas vezes nos negócios as oportunidades, se não a vida, dependem de pensar rápido, planejar rápido e agir mais rápido ainda! Se você identificou que algo não é o que deveria ou que não está funcionando e existem maneiras melhores, não espere que o cenário magicamente se reverta. Ser otimista é diferente de ser procrastinador.

6. A produtividade não tem endereço

Pudemos assistir profissionais atuando de seus lares em sistema de home office e, mesmo que muitos ainda não tivessem a estrutura ideal, ficou claro que é um modelo muito promissor, gerando aumento da qualidade de vida, redução de custos, menos poluição para o meio ambiente e produtividade igual ou superior. Vale ressaltar que, para esse modelo, temos que levar em consideração o tipo de negócio, cultura da empresa, alinhamento de metas, métricas… ah, um código de conduta e um dress code pra dar aquele reforço podem ser uma excelente ideia.

7. Não estamos sozinhos

As conexões humanas foram essenciais em todo o processo. Ter empatia, perceber que todos estamos conectados, entender que nossas ações repercutem em todo o meio em que vivemos e todos têm seu especial valor e devem ser levados em consideração no planejamento da sua empresa, sejam seus clientes, colaboradores, fornecedores, a comunidade em que se está inserido… o país… o mundo! Somos a parte que move o todo e o todo só existe porque existimos.

Espero que essas lições que vivi de perto, acompanhando milhares de empreendedores e vendo o medo se tornar esperança, possam de alguma maneira transformar 2021 e os outros maravilhosos anos que estão por vir.

https://pme.estadao.com.br/blogs/blog-do-empreendedor/as-7-licoes-que-a-pandemia-trouxe-para-o-empreendedorismo/

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The Economist: Por que os varejistas em todo o mundo devem olhar para a China

É lá, e não no Ocidente, que o futuro do e-commerce está sendo traçado; o mercado de varejo online chinês vale US$ 2 trilhões, mais do que o dos EUA e o da Europa juntos

The Economist/ Estadão 04 de janeiro de 2021 

Nos últimos dez meses, a maioria das pessoas nos países ricos participou da maior revolução nas compras do Ocidente desde que os shoppings e supermercados conquistaram os subúrbios há 50 anos. A pandemia levou a um aumento nos gastos online, acelerando a mudança das lojas físicas em cerca de meia década ou mais.

Esqueça a chaminé. Os presentes de Natal em 2020 chegaram voando pela caixa do correio ou foram jogados na soleira da porta. Trabalhadores em um punhado de empresas, incluindo Amazon e Walmart, fizeram esforços sobre-humanos para atender pedidos online e seus investidores tiveram lucros superiores à média enquanto Wall Street conseguia lances maiores por suas ações na euforia que o varejo ocidental está liderando.

No entanto, é na China, não no Ocidente, que o futuro do e-commerce está sendo traçado. O mercado chinês é muito maior e mais criativo, com empresas de tecnologia combinando comércio eletrônico, mídia social e pompa para se tornarem empórios de compras online para 850 milhões de consumidores digitais.

AlibabaEmpregados do Alibaba separam produtos em galpão de distribuição na cidade de Wuxi, no leste da China. Foto: Aly Song/Reuters – 26/10/2020

E a China também está na fronteira da regulamentação, com a notícia em 24 de dezembro de que  autoridades do país haviam iniciado uma investigação antitruste contra o Alibaba, cofundado por Jack Ma, o magnata mais famoso da China, e até algumas semanas atrás sua empresa listada mais valiosa. 

Por um século, as empresas de consumo do mundo todo olharam para os Estados Unidos em busca de novas tendências, desde códigos de barras digitalizáveis em chicletes Wrigley na década de 1970 até acompanhar os hábitos de consumo das Kardashians na década de 2010. Agora elas deveriam estar olhando para o Oriente.

A liderança da China em e-commerce não é inteiramente novidade. Em tamanho, seu mercado ultrapassou o dos EUA em 2013 – com pouco espaço físico na loja, seus consumidores e varejistas avançaram para o mundo digital. Quando o Alibaba foi listado na Bolsa em 2014, foi a maior oferta pública inicial do mundo. Hoje, o mercado de varejo eletrônico do país vale US$ 2 trilhões, mais do que o dos EUA e o da Europa juntos. Mas, além de seu imenso tamanho, ele agora se destaca do passado e da indústria no Ocidente de várias maneiras cruciais.

Para começar, é mais dinâmico. Nos últimos anos, novos concorrentes, incluindo Meituan e Pinduoduo, cresceram com modelos de negócios efervescentes. Um sinal de competição acirrada é que a participação do Alibaba na capitalização de mercado da indústria chinesa de e-commerce tinha caído de 81% quando listada para 55% atualmente.

A concorrência também levou o e-commerce e outras empresas de tecnologia a destruir as fronteiras entre os diferentes tipos de serviços que ainda são comuns no Ocidente. Aponte e clique são coisas do passado: as plataformas de compras online na China agora combinam pagamentos digitais, negócios agrupados, mídia social, jogos, mensagens instantâneas, vídeos curtos e celebridades ao vivo.

A questão óbvia, de vários trilhões de dólares, é se o modelo chinês de e-commerce se tornará global. Como tem acontecido há décadas, os gigantes do Vale do Silício ainda tendem a subestimar a China. Existem poucas ligações diretas entre as indústrias de e-commerce americana e chinesa, em parte devido ao protecionismo de ambos os lados (o Yahoo vendeu grande parte de sua participação no Alibaba, muito cedo, em 2012).

E as empresas ocidentais há muito têm se organizado em nichos confortáveis e previsíveis. Portanto, a Visa é especializada em pagamentos, Amazon em e-commerce, Facebook em mídia social, Google em pesquisa e assim por diante. A principal fonte de incerteza no e-commerce tem sido quantos grandes varejistas tradicionais irão à falência – mais de 30 faliram nos EUA em 2020 – e se poucos conseguirão administrar a mudança para o online, como o Walmart e a Target fizeram.

No entanto, por mais seguro e isolado que o e-commerce ocidental possa parecer, agora é improvável que se torne o modo de compra dominante no mundo. Fora dos países ricos, a abordagem chinesa já está ganhando força. Muitas empresas líderes de e-commerce no sudeste da Ásia (Grab e Sea), Índia (Jio) e América Latina (Mercado Livre) são influenciadas pela estratégia chinesa de oferecer um “superaplicativo” com uma abundância de serviços, de entrega de refeições a serviços financeiros.

As gigantescas empresas de bens de consumo que ocupam os mercados ocidental e chinês também podem transmitir ideias e táticas de negócios chinesas. Multinacionais como Unilever, L’Oréal e Adidas geram mais receita na Ásia do que nos EUA, e seus chefes recorrem a elas, não à Califórnia ou Paris, para ver as novidades em marketing digital, branding e logística.

As características chinesas já estão surgindo nos centros de varejo do Ocidente, em parte como resultado da pandemia. Os nichos estão se rompendo à medida que as empresas se diversificam. O Facebook agora está promovendo serviços de compras em suas redes sociais e se engajando no “comércio social”, incluindo streaming ao vivo e uso do WhatsApp para mensagens entre comerciantes e compradores.

Alibaba liveLive para apresentar produtos à venda no Alibaba durante o Dia do Solteiro, principal data de descontos no comércio online da China. Foto: Aly Song/Reuters – 11/11/2020

Em dezembro, o Walmart apresentou seu primeiro evento de compras ao vivo pelo TikTok, um aplicativo de vídeo de propriedade chinesa do qual espera comprar uma participação. Na França, no último trimestre, o sexto aplicativo de e-commerce mais baixado foi o Vova, vinculado ao fundador do Pinduoduo. E os novos concorrentes podem finalmente fazer progresso nos EUA – o preço das ações da Shopify, uma plataforma para vendas individuais e pequenas empresas da Amazon, disparou tanto que agora está avaliada em mais de US$ 140 bilhões.

Essa mudança para uma indústria global mais ao estilo chinês promete ser uma excelente notícia para os consumidores. Os preços seriam mais baixos, já que a China tem visto descontos ferozes por parte de empresas concorrentes. A escolha e a inovação provavelmente cresceriam. 

Mesmo assim, o e-commerce chinês tem falhas. Em um clima do Velho Oeste, a fraude é mais comum. E existem aquelas preocupações antitruste. É tentador ver a repressão contra Ma como apenas mais uma demonstração do poder brutal do Partido Comunista. Pode ser parcialmente isso, mas os reguladores antitruste da China também estão ansiosos para aumentar a concorrência.

Isso significa garantir a interoperabilidade, de forma que, por exemplo, os serviços de pagamento em uma plataforma de e-commerce possam ser usados perfeitamente em uma plataforma rival. E isso significa evitar que as empresas de e-commerce penalizem os comerciantes que vendem produtos em mais de um lugar online.

Até agora, as organizações antitruste americanas e europeias têm sido ineficazes no controle das grandes tecnologias, apesar de uma enxurrada de ações judiciais e projetos de lei no final de 2020. Elas também devem estudar a China, para ter uma noção de para onde a indústria está indo e como responder.

Existe um padrão de como o Ocidente pensa a respeito da inovação chinesa. De eletrônicos a painéis solares, os avanços da produção chinesa foram ignorados ou descartados como cópias, depois subestimados e, então, relutantemente reconhecidos em todo o mundo. Agora são os gostos e hábitos do consumidor chinês que estão se tornando globais. Assista e aprenda. / TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA

https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,the-economist-por-que-os-varejistas-em-todo-o-mundo-devem-olhar-para-a-china,70003570179

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HABILIDADES DO FUTURO. PARA DESENVOLVER SUA CARREIRA AGORA

Áreas como transformação digital, autogestão, resolução de problemas e relacionamento interpessoal se destacam na lista do Fórum Econômico Mundial; especialistas apontam capacidades complementares 

 

Nathalia Molina e Fernando Victorino, especiais para o Estadão 21 de novembro de 2020 | 


Em até cinco anos, 40% das habilidades essenciais exigidas atualmente dos profissionais vão mudar. No mesmo período, o tempo gasto em tarefas executadas por seres humanos e máquinas tende a se igualar. As conclusões apontadas no relatório The Future of Jobs 2020, divulgado em outubro pelo Fórum Econômico Mundial, destacam disrupções relacionadas à pandemia, observadas até o momento em 15 setores econômicos de 26 países. O documento também projeta a expectativa de mudança nas habilidades valorizadas no cenário futuro.

As dez principais a serem desenvolvidas até 2025, segundo o Fórum Econômico, estão relacionadas a fatores como transformação digital, autogestão, resolução de problemas e capacidade de lidar com pessoas. “Percebemos uma combinação de habilidades técnicas e comportamentais na lista, além da tendência das competências ligadas à tecnologia”,  diz Milton Beck, diretor-geral do LinkedIn para a América Latina.

Para Beck, o profissional do futuro deve estar preparado para as mudanças do mercado, que já estão acontecendo e modificando o modo como as empresas montam seus times. “Mais do que conseguir  realizar determinada tarefa, as pessoas precisam saber trabalhar em equipe, pensar de forma criativa e crítica, e se comunicar de maneira efetiva.”

Entre as competências essenciais, algumas vêm ganhando importância nos últimos anos, caso das soft skills. As empresas já perceberam a importância de ter profissionais com habilidades socioemocionais fortes. E começam a modificar seus processos seletivos para identificar talentos nessa área. Às vezes, antes mesmo de fazer uma análise das chamadas hard skills, ligadas ao desempenho técnico.

“As empresas perceberam que contratavam por capacidade técnica e, na maioria das vezes, demitiam por comportamento”, conta Luiza Helena Trajano, presidente do conselho da empresa (leia entrevista no fim desta reportagem). “No Magazine Luiza, começamos a realizar os primeiros testes cegos, nos quais analisam-se os comportamentos. Só depois dessa fase inicia-se a análise técnica.”

DE OLHO EM 2025: HABILIDADES VALORIZADAS

● Pensamento analítico e inovação: capacidades ajudam a planejar e a concretizar projetos para resolver problemas de modo inovador

● Aprendizado ativo: aqui entram atividades de lifelong learning

● Resolução de problemas complexos: quanto maior a habilidade, melhor o profissional vai gerenciar os desafios no mercado

● Pensamento crítico e análise: garantem autonomia e ampliam a capacidade de avaliar e se posicionar diante de diferentes situações

● Criatividade, originalidade e iniciativa: ter ideias fora da caixa é fator de diferenciação

● Liderança e influência social: habilidades são fundamentais para lidar com pessoas e se comunicar bem

● Habilidade tecnológica: em diferentes frentes, como uso, controle e monitoramento

● Autonomia tecnológica: para programação e design tecnológico

● Resiliência, gestão de estresse e flexibilidade: essas três soft skills são muito destacadas também por especialistas

● Raciocínio, solução de problemas e ideação: todas as habilidades que ajudam na solução de problemas vêm ganhando atenção

FONTE: Fórum Econômico Mundial

TIMES MULTIDISCIPLINARES

Outro aspecto que reforça a importância das soft skills é a forma como as companhias estão se estruturando, em equipes formadas por profissionais de áreas diversas. “Uma habilidade muito valorizada no mercado é a capacidade de trabalhar com perfis diferentes, entendendo que cada um tem pontos fortes e fracos”, diz Lachlan de Crespigny, cofundador da Revelo, startup de recursos humanos. “Você tem de desenvolver um jeito para conseguir se comunicar.”

Além de empresas novas, como o Nubank, o Quinto Andar e a própria Revelo, ele menciona que até organizações tradicionais vêm se adaptando ao modelo. “No Itaú, os novos departamentos já estão sendo criados nesse formato também”, diz Crespigny.

‘Uma habilidade muito valorizada no mercado é a capacidade de trabalhar com perfis diferentes’

Lachlan de Crespigny, cofundador da Revelo

A Mondelez International é outra empresa que está investindo agora para acelerar as soft skills e mover a cultura da empresa. “Todo time de executivos participa atualmente de um programa de formação customizado, em parceria com a Harvard, chamado Grow, que combina a teoria, mas estimula principalmente a prática de novos comportamentos”, conta Betina Corbellini, diretora de Recursos Humanos da Mondelez Brasil.


Selecionamos sugestões nas áreas indicadas por especialistas como essenciais para o desenvolvimento profissional


Toda habilidade é treinável, e isso não é diferente com as comportamentais. As soft skills mudam de pessoas para pessoa, tanto as que o profissional já tem quanto aquelas escolhidas para focar em desenvolver. Sandra Betti, sócia-diretora da consultoria MBA Empresarial, lembra que um estudo da Universidade de Stanford constatou que 85% do sucesso tem a ver com atitudes positivas e 15% com as hard skills.

No vídeo abaixo, Sandra cita as principais habilidades – entre as socioemocionais e as técnicas – que estão sendo valorizadas no mercado de trabalho. Leia também, nesta página, trechos da entrevista que a especialista deu para o projeto de Lives do Sua Carreira.

As soft skills estão dentro dessas atitudes mais positivas de vida. “Tem outro estudo que indica que três fatores muito importantes são compaixão, perdão e gratidão. Antes, quem falava essas coisas era meio ridicularizado. Hoje, é um professor de Stanford que diz”, conta a especialista em desenvolvimento gerencial e identificação de talentos.

O aprendizado contínuo, então, é o caminho natural para o aperfeiçoamento. “Antes, nos 20 primeiros anos, você estudava; nos 35 anos seguintes, trabalhava; e nos 15 anos finais, aproveitava a vida. Hoje, faz tudo junto”, diz Daniela Diniz, diretora de Conteúdo e Eventos da Great Place to Work (GPTW). “Isso é o lifelong learning: a vida juntou tudo. E a pandemia só catalisou essas mudanças.”

‘Os mais velhos também querem trabalhar por propósito, também querem um alinhamento de valores’, diz Daniela DinizGPTW/DIVULGAÇÃO

Daniela esteve entre os convidados das lives do Estadão sobre carreiras. No vídeo abaixo, ela fala sobre como profissionais de diferentes faixas etárias estão interagindo no mercado de trabalho – baby boomers e integrantes das gerações X, Y e Z.

Para Daniela, não é correto imaginar que algumas características, que geralmente são atribuídas a uma ou a outra geração, são exclusivas delas. Vai ocorrendo uma mescla. Ela dá um exemplo, dizendo que algumas pessoas  atrelam o desejo de trabalhar com propósito, pensando em valores, é algo típico da geração Y ou da geração Z. “Mas os mais velhos também querem trabalhar por propósito, também querem um alinhamento de valores. Eles não querem fazer como antigamente e apenas ganhar o salário no fim do mês.”


ENTREVISTA

LUIZA HELENA TRAJANO

PRESIDENTE DO CONSELHO DO MAGAZINE LUIZA

‘Uma equipe diversa é mais criativa e inovadora’

‘Cada vez mais, as características socioemocionais devem ser valorizadas pelas empresas’FELIPE RAU/ESTADÃO

● Ao longo da sua experiência profissional, o mundo e, consequentemente, as empresas foram mudando. Atualmente, habilidades socioemocionais são, em algumas carreiras, até mais valorizadas do que as técnicas. Como você vê essas transformações e como você mesma se adaptou e se desenvolveu para atuar nesta nova realidade?

Essa mudança já está ocorrendo há algum tempo. As empresas perceberam que contratavam por capacidade técnica e, na maioria das vezes, demitiam por comportamento. No Magazine Luiza, começamos a realizar os primeiros testes cegos, nos quais analisam-se, em primeiro lugar, os comportamentos. Somente após essa fase, inicia-se a análise técnica. Cada vez mais as características socioemocionais devem ser valorizadas pelas empresas.

● Como a inclusão das chamadas minorias (mulheres, negros e LGBTs, por exemplo) nas empresas é importante para o desenvolvimento das habilidades socioemocionais de toda a equipe, como liderança, empatia, comunicação e flexibilidade?

Uma empresa não é uma ilha. Como ela pode falar com seus consumidores se internamente não existe diversidade? Uma equipe diversa é mais criativa e inovadora, e sabe se comunicar melhor com a sociedade.

● O empreendedorismo foi incluído na reforma do ensino médio como uma competência a ser desenvolvida nos estudantes, incluindo aspectos como resolução de problemas e melhor uso de recursos humanos e naturais. Ter uma atitude empreendedora ajuda na carreira?

No Magazine Luiza, nós treinamos e cobramos uma visão empreendedora de todos os colaboradores há muito tempo. Atitude empreendedora é fundamental para qualquer profissional que deseja se destacar em qualquer organização. Desenvolver competências empreendedoras nas escolas será um diferencial para a carreira desses estudantes.


ENTREVISTA

SANDRA BETTI

PSICÓLOGA, MASTER COACH E ESPECIALISTA EM DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS E TALENTOS

‘Quer treinar liderança? Tente ser síndico do seu prédio’

‘Se você quiser aprender a nadar, não adianta ficar só lendo livro ou vendo vídeo’, diz Sandra BettiRICARDO BETTI/DIVULGAÇÃO

Na hora de desenvolver uma habilidade socioemocional, estudar é apenas parte do caminho. Sandra Betti recomenda que a pessoa também busque exercitar na prática a competência, seja liderança, desenvoltura ou qualquer outra soft skill. Seguindo esse conceito, fazer teatro pode ajudar, por exemplo. Ou mesmo enfrentar a função de síndico de prédio. Confira:

● Qual é a melhor maneira de desenvolvermos soft skills? Existe um curso para melhorar ou adquirir uma nova?

Primeira coisa, 70% do nosso aprendizado é na prática. Se eu quero desenvolver comunicação, eu posso assistir a Ted Talks de comunicação, ler livros sobre comunicação, fazer cursos. Mas isso é 10 ou 20%. O ideal é viver situações que vão exercitar aquela competência. Se você quiser aprender a nadar, não adianta ficar só lendo livro ou vendo vídeo. Você tem de entrar na piscina. On the job, na prática. Quero ficar mais desenvolta? Passada a pandemia, se matricule em um curso de teatro amador. Lembro de um rapaz que trabalhava em informática e queria exercer liderança, mas diziam que ele tinha perfil técnico e ninguém deixava ele se desenvolver. Falei: por que você não tenta ser síndico do prédio? ‘Pô, mas todo mundo briga’, ele respondeu. Eu disse: ‘Acho ótimo porque você vai aprender a negociar, a mediar conflitos, e ainda não vai pagar condomínio’.

● Em relação à diversidade e à questão dos vieses inconscientes, peca-se no recrutamento de candidatos exigindo hard skills que, às vezes, eles não adquiriram porque pertencem a grupos de baixa renda, sem acesso a uma melhor formação educacional? Como lidar com isso?

Na consultoria em que trabalho, havia muitas pessoas com problemas de português. A gente contratou um professor, deu aulas. Empresas e escolas podem ajudar muito, mas cada um de nós tem de ser uma máquina de aprendizagem. Para aprender, é preciso ter um plano, um projeto, e ralar. Hoje em dia, tem cursos gratuitos na internet. Tem a Coursera, por exemplo. As melhores faculdades do mundo têm cursos online e dão certificado. Com inglês, você pode acelerar muito a sua carreira. A maioria dos empregos não requer inglês, mas exige se você quiser subir.

● Como faço para que minha mensagem como empresa chegue ao mercado e eu consiga atrair os talentos certos? No processo de seleção, como saber que aquele talento tem o fit cultural para a vaga?

Uma coisa que é muito clara: é uma relação de confiança. Para mim, o mais importante é a coerência entre o que a empresa fala e o que a empresa faz. Muitas empresas falam de cuidado com as pessoas, respeito com as pessoas. E de diversidade também. Discurso bonito todas elas têm. Se você entrar nos valores, é tudo muito parecido. Às vezes, muda um pouquinho a redação. O mais importante não é o que a empresa fala, mas o que ela faz. Sob a perspectiva dos funcionários, a referência para mim sempre foi importante. Se quiser saber da cultura de uma empresa, converse com quem saiu de lá ou com alguém que está lá. Daí a gente vai ver se o discurso que é bonitinho existe na prática.


https://www.estadao.com.br/infograficos/economia,habilidades-do-futuro-para-desenvolver-sua-carreira-agora,1132782

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Afinal, qual será o tamanho do home office no pós-pandemia? Depende

Pesquisas ora divergem, ora concordam sobre a força do home-office após a pandemia. No fim das contas, tudo depende do recorte e do setor

Por Victor Sena Revista Exame  21/12/2020 

Pessoas na rua: pandemia acelerou trabalho à distância, mas popularidade depende do setor (Rodrigo Paiva/Getty Images)

Entre as tendências apontadas para a economia e os negócios no pós-pandemia, o modelo de trabalho à distância figura entre os mais citados.

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Em 2020, os profissionais descobriram as dores e as delícias do home office e diversas empresas, como as gigantes de tecnologia, anunciaram que boa parte das suas equipes trabalharão de casa, mesmo com a volta à normalidade.

Se confirmada, essa mudança cultural deve afetar as dinâmicas do mercado de trabalho, a gestão das empresas e a força da migração de talentos para cidades grandes, como mostrou a última reportagem de capa da revista EXAME. A dúvida que fica, porém, é o tamanho que o trabalho remoto vai ter após a pandemia. 

Pesquisas apontam dados diferentes, e especialistas destacam que esse tipo de trabalho deve se concentrar em profissões de maior escolaridade, com forte utilização de tecnologia. 

Alguns estudos questionam se parte das equipes terão alguma flexibilidade para trabalhar de casa, outras perguntam se a empresa adotará o home office definitivamente para certos funcionários e outras se será só para uma parte das equipes. No fim das contas, tudo depende do recorte e do setor.

De acordo com uma pesquisa da empresa de softwares Salesforce com 20.000 profissionais do mundo inteiro, inclusive do Brasil, 42% dos entrevistados gostariam de seguir em casa mesmo com o fim da pandemia.  No Brasil, o interesse é ainda maior: 57% dos entrevistados sonham com essa possibilidade. 

Uma pesquisa da plataforma de freelancers Workana mostra, pela perspectiva dos gestores de empresas, que 16,1% dos líderes vão olhar mais para as habilidades dos funcionários, independentemente de onde ele mora.

A pesquisa também mostra que 84,2% dos gestores pretendem promover algum formato de trabalho remoto no pós-pandemia. 

Na visão do coordenador do MBA em marketing, inteligência de negócios digitais da Fundação Getulio Vargas (FGV), André Miceli, o home office no Brasil deve ter um crescimento de 30% a partir do fim da pandemia. Na prática, ele deve envolver 80% das empresas do país, que terão algum tipo de home office.

“Entre as mudanças que a pandemia acelerou no mercado, o home office é mais notável porque ele foi onipresente. Esse experimento forçado acabou com as barreiras culturais que as empresas tinham. Acredito que o que deve acabar prevalecendo é o modelo híbrido. Minha aposta é que o home office fique entre dois e três dias por semana”

 Miceli também afirma que o modelo de trabalho integral não deve funcionar integralmente para a maioria dos setores, principalmente porque os seres humanos precisam de interação e é desafiador para as empresas estimularem o senso de pertencimento à distância.

Uma pesquisa da consultoria Mercer, feita com 819 gestores, mostra um interesse de mais ou menos o mesmo nível. 83% dos empregados afirmam que vão oferecer algum tipo de flexibilidade quanto ao local de trabalho no pós pandemia.

Um em cada três empregadores afirmou que pelo menos 50% de sua força de trabalho vai trabalhar de forma remota no pós-pandemia. Antes da pandemia, essa proporção era de um para 30.

A intenção em alta de oferecer serviços de home office também ocorre nas multinacionais que atuam no Brasil.

Neste recorte do mercado, 74% dos executivos afirmam que a intenção é manter o home office no pós-pandemia, de acordo com uma pesquisa da Cushman & Wakefield.

Já uma pesquisa feita pela consultoria McKinsey & Company, feita com 800 executivos no mundo, mostra que a tendência não será tão forte. 

No relatório What 800 executives envision for the post pandemic workforce, a consultoria destaca que a quantidade de pessoas em trabalho remoto deve ser menor do que o que foi visto no auge da pandemia, e que a tendência é um modelo híbrido.

Em todos os setores, 15% dos executivos pesquisados em meio à pandemia disseram que pelo menos um décimo de seus funcionários poderiam trabalhar remotamente dois ou mais dias por semana daqui para frente. 

A pesquisa também mostra que apenas 7% dizem que um décimo de seus funcionários poderia trabalhar três ou mais dias por semana remotamente.

O potencial para trabalho remoto é altamente concentrado em um punhado de setores, como tecnologia da informação, finanças, seguros e gestão. 

Cerca de 34% dos entrevistados deste setor disseram que esperam ter pelo menos um décimo de seus funcionários trabalhando remotamente por pelo menos dois dias por semana depois da pandemia. Nos últimos meses, diversas empresas no Brasil têm anunciado vagas de home office principalmente para as áreas de tecnologia.

Com uma expectativa de home office mais popular no pós-pandemia, uma pesquisa realizada pela empresa de cibersegurança Fortinet e divulgada mostra que 29% das empresas pesquisadas devem seguir com o home office completo como regime de trabalho para pelo menos metade das equipes. A pesquisa foi feita em junho com executivos de 17 países.

https://exame.com/carreira/afinal-qual-sera-o-tamanho-do-home-office-no-pos-pandemia-depende/

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Livros: uma vacina contra a ignorância

Por Evandro Milet  Blog Os Divergentes dezembro 26, 2020(Publicado também em A Gazeta)

Steve Jobs vivia e respirava música. Era um fã incondicional de Bob Dylan e dos Beatles e já tinha namorado Joan Baez, cantora famosa na época. Seu interesse pessoal guiou as estratégias da Apple em música, basta lembrar do iPod e iTunes. O interesse pessoal de Jeff Bezos também teve forte influência na Amazon. Bezos não apenas amava livros; ele mergulhava neles, processando cada detalhe metodicamente. No apêndice do livro A loja de tudo”, que conta a história da Amazon, há a lista de leitura de Jeff incluindo, entre outros, “O dilema da inovação” de Clayton Christensen, “A lógica do cisne negro” de Nassim Taleb, “Empresas feitas para vencer” e “Empresas feitas para durar”, ambos de Jim Collins, que se tornou grande consultor da empresa. Aliás também consultor fundamental da equipe de Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles em seus sonhos grandes na Ambev.

Bill Gates e os livros que recomendou

Bill Gates, criador da Microsoft, é outro leitor compulsivo. A imprensa costuma publicar sua lista de recomendação de livros, mais ampla inclusive que apenas obras de gestão e tecnologia. O livro de Daniel Bergamasco “Da ideia ao bilhão”, conta a história dos unicórnios(startups que atingem valor de mercado de um bilhão de dólares) brasileiros. Em duas das histórias os livros também desempenham papel fundamental nos processos de gestão, incentivados pelos fundadores.

Na fintech Stone a seleção de empregos é feita com uma lista de livros com sete títulos à escolha dos candidatos. Em um dos processos constavam o já citado “Feitas para vencer” e “Por que fazemos o que fazemos” de Mário Sérgio Cortella. Até alguns anos atrás só havia uma obra, “Paixão por vencer” , do icônico Jack Welch, ex-CEO da GE. O objetivo é ler, entender, interpretar e estabelecer conexões entre os conceitos apresentados e as próprias crenças. “Estudar é uma forma de esticar as pessoas” dizem na Stone.

Num livro os autores reúnem o aprendizado de uma vida em algumas páginas, diz André Street, fundador da Stone, que até hoje separa duas horas diárias para estudar. Como ele diz, começou lá pelos 12 anos de idade a encarar livros de auto-ajuda, como “Mais esperto que o diabo” de Napoleon Hill e “Como fazer amigos e influenciar pessoas”, de Dale Carnegie.

Na unicórnio Arco Educação, o CEO Oto de Sá Cavalcante, um devorador de livros de diferentes estilos, premia as melhores resenhas sobre títulos indicados a cada ano, que vão de “Foco” de Daniel Goleman, a “O Príncipe” de Maquiavel. Os cinco melhores textos recebem cada um mil dólares. “Líderes também precisam ler”, dizia um folheto que anunciava o livro de 2020: “A marca da vitória”, autobiografia de Phil Knight, criador da Nike.

O escritor Italo Calvino

Além disso, as equipes da Arco participam semanalmente do “método da cumbuca”, disseminado por Vicente Falconi. Um livro é proposto a um grupo de 4 a 6 pessoas. e a cada semana eles se encontram para falar sobre um capítulo que todos devem ter lido. Os nomes vão para a cumbuca e a pessoa sorteada deve resumir o capítulo. Se ele não tiver lido a reunião é cancelada, para constrangimento do sorteado. Aliás, a inspiração para o nome da empresa veio de uma passagem de um clássico: “As cidades invisíveis”, de Ítalo Calvino.

Atualmente há uma proliferação de clubes de leitura para empresários, como o que é organizado pela empresa de consultoria KPMG, por onde passaram o sempre presente “A lógica do cisne negro” e mais “Miopia Corporativa” de Richard S. Tedlow e “A Regra é Não ter Regras”, de Reed Hastings e Erin Meyer, com o modelo de gestão da Netflix.

Aqui também em Vitória, as organizações de jovens empreendedores Líderes do Amanhã e Ibef Academy usam a ideia de discutir livros entre os associados como forma de aprendizado em empreendedorismo, economia e gestão.

Que 2021 seja um ano sem pandemia, com muitos livros, ficção e não-ficção, clássicos ou atuais, best sellers ou não, técnicos e não-técnicos (menos o do torturador). As experiências mostram que os livros são importantes para o empreendedorismo, mas também representam o tratamento precoce amplo contra obscurantismos ou uma vacina contra a ignorância.

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As 10 mentiras que os brasileiros contam para faltar ao trabalho

Você já contou uma mentira para faltar ao trabalho? Em pesquisa do Zety, 96% das pessoas disseram que sim. Confira quais foram as desculpas inventadas

Por Luísa Granato  29/12/2020 

“Este final de ano não vai dar para trabalhar, estou me sentido doente.” Mesmo no meio da pandemia do novo coronavírus, os mentirosos não perdoam: 84% dos trabalhadores brasileiros já alegaram estar doentes para faltar ao trabalho.

Essa é uma das revelações da pesquisa organizada pelo Zety, site de carreira e recrutamento, com 1.034 participantes. E apenas 4% dos profissionais disseram que nunca inventaram uma desculpa para faltar ao serviço.

Um momento de apreço pela sinceridade desses poucos antes de mais uma revelação do levantamento: esse tipo de mentira “inofensiva” parece compensar, pois 91% dos mentirosos contaram que nunca foram pegos.

Estas táticas para detectar mentiras já foram usadas em 4 mil entrevistas

Estas táticas para detectar mentiras já foram usadas em 4 mil entrevistasAlém do currículo: as 5 mentiras mais comuns nas entrevistas de emprego

Além do currículo: as 5 mentiras mais comuns nas entrevistas de emprego

Embora a mentira mais comum seja uma doença, a pesquisa também mostrou que, quando o problema de saúde é para valer, 91% dos respondentes compareceram ao escritório.

E qual o motivo para tantas mentiras? O Zety deixou um espaço na pesquisa para que os profissionais oferecessem justificativas para faltar e as respostas mostram o outro lado da mentira.

Uma razão comum para arranjar um dia de folga foi para encontrar tempo livre para realizar uma entrevista de emprego em outra empresa. Dá para entender por que as pessoas não se sentiram confortáveis em contar ao chefe a verdade.

Fora essa motivação, a maioria das respostas mostrava a necessidade de tirar um dia para se recuperar do estresse, compensar as horas extras em excesso ou para cuidar da saúde mental. Uma pessoa escreveu que sofria pressão demais no escritório e outra confessou: “Eu não estava tendo um dia bom e só queria ficar em casa e chorar com uma garrafa de vinho”.

Claro, também não faltam motivos menos nobres, como “estava de ressaca” ou “não estava com vontade de ir”.

Confira as 10 mentiras mais contadas para faltar ao trabalho:

 (Zety/Divulgação)

É verdade, mas parece mentira

A vida também é cheia de absurdos e situações inusitadas. Entre as mentiras mais contadas, todas as situações são corriqueiras e plausíveis. Afinal, é bem possível que você já tenha faltado para ir ao dentista ou tenha precisado ajudar com alguma emergência na família.

E existem situações reais que parecem mentira. Por isso, a pesquisa incluiu a pergunta: “Alguma coisa já aconteceu que te fez faltar no trabalho ou sair mais cedo e as pessoas tiveram dificuldade de acreditar?”

Confira as cincos histórias selecionadas pelo Zety:

  • Meu coelho tinha de ser castrado.
  • Meu cavalo morreu.
  • Eu tive de faltar ao trabalho um dia (anos atrás) porque meu vizinho foi atacado pela namorada e quase morreu e a polícia interditou todo o condomínio (eles estavam tratando como uma investigação de assassinato). Ele sobreviveu, mas passou dias no hospital. Duvido que meu chefe tenha acreditado naquela história, mas era verdade.
  • Meu cachorro comeu meu aparelho auditivo.
  • Eu tive cinco mortes consecutivas na família em apenas dois anos e eu acho que as pessoas não estavam mais acreditando. Bem que eu queria que fosse mentira.

https://exame.com/carreira/as-10-mentiras-que-os-brasileiros-contam-para-faltar-ao-trabalho/

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Inteligência Emocional: O que é, Importância e Como Desenvolver

Isis Koelle FIA 11 de maio de 2019

Você já deve ter ouvido falar bastante sobre a inteligência emocional. Afinal, é um termo em evidência.

Por outro lado, talvez não saiba exatamente o que o conceito significa, nem como repercute em seus objetivos profissionais e pessoais.

Para começarmos a entender o tema, vamos recorrer a uma frase clássica, que diz que “as pessoas são contratadas por suas habilidades técnicas, mas são demitidas pelo seu comportamento”.

Essa é uma sentença ainda atual, mas não nova. Ela representa a realidade das organizações ao longo das últimas décadas.

Na atual era digital, cada vez mais os aspectos técnicos vêm sendo supridos pelos avanços tecnológicos, como a partir da inteligência artificial e do machine learning, o aprendizado da máquina.

A exigência, então, se volta para o desenvolvimento de habilidades comportamentais, as chamadas soft skills, em um processo que precisa ser contínuo para lidar com as situações complexas já existentes e as que ainda irão surgir.

Pois uma das soft skills mais importantes (e também mais difíceis de se desenvolver) é justamente a inteligência emocional.

Quando bem trabalhada, essa é uma competência que traz maior equilíbrio na vida pessoal e sucesso profissional para quem almeja evoluir na carreira.

A dúvida que até então pairava nas organizações é se a inteligência emocional não seria uma habilidade inata.

Hoje, sabemos que não: ela não só pode como deve ser desenvolvida por cada um de nós.

O tema é interessante para você? Então, acompanhe abaixo o que preparamos nesse artigo:

  • O que é inteligência emocional?
  • O que é ser uma pessoa inteligente?
  • O que significa ter domínio de sua inteligência emocional?
  • Principais características de pessoas com inteligência emocional
  • Por que é importante desenvolver a inteligência emocional?
  • inteligência emocional no trabalho
  • 7 dicas para você desenvolver a sua inteligência emocional.

Boa leitura!

O que é Inteligência Emocional?

De acordo com a psicologia, inteligência emocional é a capacidade de identificar e lidar com as emoções e sentimentos pessoais e de outros indivíduos.

Um exemplo é a pessoa que consegue terminar suas tarefas e atingir suas metas, mesmo sentindo-se triste e ansiosa ao longo de um dia de trabalho.

Ou seja, é uma habilidade que permite que as pessoas gerenciem melhor seus sentimentos e a forma que agirão com base neles.

inteligencia emocional o que e ser pessoa inteligenteA inteligência emocional ajuda em diversos pontos, inclusive a lidar com a rotina

O que é ser uma pessoa inteligente?

Por anos, a medida da inteligência era dada exclusivamente pelo Quociente de Inteligência (QI) de uma pessoa.

No conceito de QI está, em linhas gerais, a habilidade de raciocinar, pensar problemas de forma abstrata, gerar soluções para assuntos complexos e aprender rapidamente.

Tudo isso se relaciona com o desenvolvimento cognitivo dos indivíduos.

Contudo, muitos estudiosos passaram a questionar essa teoria da inteligência única.

Em contraposição a essa corrente, Howard Gardner, elaborou a teoria das múltiplas inteligências na década de 80.

De acordo com o novo estudo, tanto Pelé como Einstein são exemplos de pessoas muito inteligentes.

Pelé se destaca na inteligência corporal-cinestésica, enquanto Einstein leva “nota 10” na inteligência lógica-matemática.

De acordo com Gardner, existem 8 tipos de inteligência. São eles:

  1. Linguística: comunicação oral e escrita, lidar com palavras. Políticos, poetas e jornalistas costumam ser referência
  2. Musical: produz e diferencia sons, ritmos e timbres
  3. Lógica/Matemática: resolução de cálculos e problemas. Cientistas, acadêmicos e engenheiros são os destaques
  4. Visual/Espacial: visão do todo, 3D, reconhecimento especial. Pintores, fotógrafos e designers são exemplos de profissionais com essa inteligência bem desenvolvida
  5. Corporal/Cinestésica: não só os atletas a utilizam, mas também profissões como cirurgiões e artistas plásticos, pois devem fazer um uso racional de seu corpo ao exercer a profissão
  6. Interpessoal: auxilia na interpretação dos gestos e palavras na esfera social. Permite a empatia
  7. Intrapessoal: possibilita que possamos nos compreender e nos controlar internamente
  8. Naturalista: detecta e relaciona questões da natureza. Está ligada à sobrevivência do ser humano.

A inteligência emocional, da forma abordada por Daniel Goleman, que é considerado o pai desse conceito, está relacionada aos itens 6 e 7 da teoria de Gardner.

Nos próximos tópicos, abordaremos outros aspectos de seu ponto de vista com mais detalhes.

O que significa ter domínio de sua inteligência emocional?

Dominar sua inteligência emocional significa ser capaz de perceber suas emoções, saber nomeá-las, entendendo seus gatilhos, para, então, desenvolver formas de lidar com elas.

E elas são muitas.

Felicidade, raiva, angústia, medo, alívio, tédio… alguns estudos falam em 27 emoções, enquanto outros abrem esse leque para quase 50.

O grande desafio é que temos gerações de pessoas que cresceram sendo ensinadas a nomear tudo como tristeza, alegria, medo e raiva.

Assim, se a angústia decorrente de uma situação de conflito e contradição for tachada como tristeza, será difícil de dominar, pois o sentimento por trás é mais complexo. Pode até envolver a tristeza, mas não se limita a ela.

Ter a consciência das emoções existentes que se pode experimentar permite que você entenda também quais são os gatilhos de cada uma.

E, a partir disso, será possível desenvolver formas de lidar com elas.

Com o tempo, você percebe que está com mais jogo de cintura, que se tornou uma pessoa mais leve, otimista e que resolver problemas não é mais um fardo.

A partir desse momento, você terá domínio de sua inteligência emocional.

inteligencia emocional principais caracteristicas pessoasSaber lidar com problemas de forma otimista e direta é um sinal de inteligência emocional

Principais características de pessoas com Inteligência Emocional

Daniel Goleman, ao atribuir 80% do sucesso das pessoas aos fatores relacionados à inteligência emocional, identificou cinco características principais entre aquelas que apresentam a habilidade.

São elas:

Autoconsciência

Pessoas que se conhecem.

Significa ter consciência de suas fortalezas, fraquezas e limitações.

Essas pessoas aprendem a explorar suas potencialidades e respeitam seus limites.

Automotivação

É algo interno.

Permite colocar os sentimentos a serviço de suas metas pessoais.

Perseverança, resiliência e iniciativa são características de pessoas automotivadas.

Reconhecimento das emoções em outras pessoas

Sentir o outro em um ambiente social, perceber suas dores e necessidades, ter empatia.

Isso requer habilidade e muito treino.

Controle emocional

Capacidade de lidar com situações adversas mantendo o controle e a segurança, de forma positiva e menos estressante.

Pessoas que conseguem barrar seus impulsos têm maiores chances de manter um controle emocional frequente.

Relacionamentos interpessoais

Interagir em ambiente social.

Estar emocionalmente disponível, ser persuasivo, influente e saber administrar conflitos.

Com quais dessas características você se identificou e quais acredita que precisa trabalhar mais a fundo?

Uma coisa é certa: todos podem evoluir e desenvolver a inteligência emocional.

Por que é importante desenvolver a inteligência emocional?

Se você ainda não se convenceu da importância do desenvolvimento da inteligência emocional, preste atenção neste tópico.

Ao pensar em liderança, muitos descrevem diversas características cognitivas (visão estratégica, raciocínio rápido, entre outras) e sempre acrescentam a palavra liderança inspiradora.

Para inspirar, um líder precisa mexer com as emoções. E isso pode ser um problema, tanto para si, como para sua equipe.

A grande questão é: como direcionar a sua emoção e as de outras pessoas habilmente para que todos possam ter uma performance superior?

Vamos mudar o contexto para chegarmos a um entendimento melhor.

Pense na educação de uma criança. Os pais são os líderes inspiradores, certo?

Da mesma forma, se você não souber lidar com suas emoções como pai/mãe, como conseguirá ensinar seus filhos a lidar com as emoções deles, para que se tornem adultos inteligentes emocionalmente?

Essas questões demonstram a importância de desenvolvermos a inteligência emocional diariamente, pois, como seres humanos, experimentamos diferentes emoções o tempo inteiro.

E, pior ainda, nossas emoções podem levar a um efeito em cadeia ao nosso redor.

Basta lembrar quando alguém que chega no escritório esbanjando raiva. Cada palavra e gesto refletem sua emoção, certo?

De repente, o clima no departamento fica ruim. Todos começam a tratar uns aos outros de forma raivosa, mas sem motivo aparente.

Lembre-se: sentimentos são contagiosos, para o bem e para o mal.

Portanto, a forma como reagimos a cada uma dessas emoções nos ajuda a alcançar nossos objetivos pessoais e profissionais.

E isso também permite que sejamos melhores líderes, desenvolvendo relacionamentos saudáveis, com uma vida mais equilibrada e feliz.

inteligencia emocional trabalhoUm líder precisa ter alta inteligência emocional

Inteligência Emocional no trabalho

Considere a seguinte situação: você vai apresentar um importante projeto de sua divisão de negócios para o vice-presidente global em uma hora.

Tecnicamente, está tudo impecável. Você revisou cada ponto com o time envolvido e estão todos de acordo e confiantes que o projeto será aprovado.

Você está muito satisfeito com o trabalho.

Então, resolve fazer uma pausa para saborear um cafezinho. Ao chegar lá, encontra um grupo de colegas.

No meio da conversa, alguém faz uma brincadeira com você. Todos riem e seguem a conversa.

Contudo, algo naquela brincadeira mexeu com seu emocional. Você não consegue identificar o que aconteceu, mas isso o desestabiliza.

Sua confiança para a apresentação vai embora e uma ansiedade sem fim toma conta de você.

A apresentação que parecia estar perfeita, agora parece estar cheia de defeitos.

Você se torna o pânico em pessoa. E o cenário continua se deteriorando.

Na hora “H”, perante o VP global, você se enrola, não defende seu ponto de vista, não sustenta seus argumentos, nem sua construção lógica.

Até seu inglês impecável o deixa na mão. Tudo vai por água abaixo e seu projeto não é aprovado.

O que será que aconteceu? Qual gatilho emocional aquela brincadeira disparou? Quais emoções foram despertadas?

Uma pessoa com inteligência emocional saberia identificar a emoção que a brincadeira despertou.

E, ao perceber, usaria alguma técnica para contê-la naquele momento e poder continuar desempenhando seu papel na apresentação.

Existem diversas técnicas de PNL (Programação Neurolinguística), como a âncora, na qual a pessoa recorre a uma imagem positiva, que permite com ela restabeleça o controle emocional rapidamente.

Contudo, esse não foi o caso. E sua carreira pode ser prejudicada por episódios como esse.

Esse é um exemplo do ambiente profissional, mas, na vida pessoal, existem diversas outras situações similares que poderíamos contornar melhor com inteligência emocional.

inteligencia-emocional-7 dicas para voce desenvolverSaber se auto-observar é uma ferramenta importante

7 dicas para você desenvolver a sua inteligência emocional.

Para lidar melhor com seu lado emocional e evitar ter sua carreira prejudicada por situações como a descrita no tópico anterior, tente praticar algumas das dicas a seguir.

Elas podem representar o ponto de partida para desenvolver a sua inteligência emocional.

1. Crie consciência sobre seu comportamento e suas reações

A melhor forma de criar consciência sobre si é se auto-observar. Esse é um exercício que deve ser diário.

Comece elencando os momentos de seu dia a dia que mais mexem com suas emoções.

A rotina diária para quem tem filhos pode ser desestabilizadora: frustração, raiva, sentimento de impotência, pouca valorização, esgotamento, enfim.

Reuniões semanais de equipe também podem causar impactos em você: sentimento de improdutividade, ciúmes entre membros, competição, entre outros.

Com essa lista pronta, entenda o que cada situação desperta e como você se sente antes e depois de cada evento.

É provável que perceba uma tendência a postergar cada vez mais aquilo que mexe negativamente com suas emoções, mesmo que sejam tarefas importantes para atingimento de suas metas.

E, paralelamente, irá perceber que costuma realizar mais rapidamente tudo o que é mais agradável emocionalmente.

Aos poucos, leve essa consciência para situações que fogem de sua rotina.

Isso é ainda mais desafiador, contudo, fundamental. Pare, observe e entenda como você reage e se comporta com as adversidades não rotineiras.

Esse exercício contínuo permitirá que você saia do automático e compreenda melhor como trabalhar sua inteligência emocional.

2. Domine suas emoções

Existem inúmeras técnicas.

Caberá a você colecioná-las em sua caixa de ferramentas pessoal e recorrer a elas nos momentos em que necessitar.

Uma forma de sair do automático e entender sua emoção naquele momento é dar um tempo para respirar profundamente.

Não é à toa que a respiração faz parte de processos de meditação e yoga.

Use o inspirar e expirar para se acalmar, voltar ao seu estado normal, tirar as emoções excessivas, permitindo que você retome sua capacidade de analisar a situação.

A raiva, por exemplo, é considerada uma emoção que produz reações físicas.

Ter uma bolinha para apertar nesses momentos pode ajudar a dominar esse sentimento.

Se tiver a possibilidade de se levantar e sair para dar uma volta pela empresa, pode ser uma alternativa.

Ao caminhar, você respira, deixa o corpo trabalhar as emoções físicas e pode, aos poucos, tentar entender seus sentimentos e como equilibrá-los.

O mindfulness também é uma forma de lidar com suas emoções.

Essa técnica permite que você perceba, por meio da atenção plena, seu corpo e mente, em situações desafiadoras, permitindo regular suas emoções, criando um espaço mental.

As técnicas de PNL, já citadas anteriormente, entram novamente neste tópico, sendo muito úteis para dominar as emoções no dia a dia.

inteligencia emocional melhore comunicaçao ao seu redorComunicação é tudo para saber trabalhar em equipe e aumentar a inteligência emocional

3. Melhore a comunicação ao seu redor

Muitas vezes, as emoções vêm à tona simplesmente por interpretações erradas de uma situação.

Aprender a se expressar significa não só falar e gesticular bem, mas também perceber se seu interlocutor compreendeu o que foi falado.

Diversas equipes vivem em estresse emocional simplesmente porque a comunicação é truncada.

Uma dica valiosa para melhorar essa habilidade é colocar sentimento em sua fala: “Eu me senti desvalorizado quando você optou em apresentar o meu trabalho na reunião ao invés de permitir que eu mesmo apresentasse.”

4. Treine seu cérebro para pensar em respostas ao invés de reagir no automático

Quando você é agredido verbalmente por uma pessoa, seu impulso é rebater na mesma moeda?

Se sim, você está deixando seu inconsciente emocional e impulsivo tomar conta de suas ações.

Daniel Goleman classifica isso como o cérebro emocional, em contraposição ao cérebro pensante.

Com treino constante, você deve tentar controlar o impulso do cérebro emocional para permitir que o pensante entre em cena.

No contexto das empresas, uma dica de ouro é a seguinte: nunca responda um e-mail que desperte emoções logo após fazer sua leitura.

Espere alguns minutos, respire profundamente ou vá dar uma volta (olha a caixinha de ferramentas barrando o cérebro emocional) e só depois formule uma resposta.

Ao reagir no automático, nos colocamos em uma posição contrária à inteligência emocional.

5. Conheça suas forças, fraquezas e limites

Ao elencar suas forças, fraquezas e limites pessoais, você avançará em sua jornada de autoconhecimento.

Suas forças irão ajudar a não só equilibrar suas fraquezas, mas também a explorar oportunidades.

Reconhecer suas fraquezas permite que você aprenda a pedir ajuda, valorize o trabalho dos outros e enxergue como cada um complementa o outro em uma equipe.

Por fim, os limites vão sinalizar quais são seus pilares e valores inegociáveis.

Devem ser conhecidos e respeitados para evitar uma dissonância cognitiva.

Lembre-se: respeitar a si próprio é uma das principais formas de demonstrar inteligência emocional.

inteligencia emocional exerça empatiaA inteligência emocional envolve muito o outro. Ter empatia é fundamental

6. Exerça a empatia

Como a inteligência emocional se refere ao reconhecimento não só das nossas emoções, mas também dos outros, desenvolver empatia é fundamental.

Tentar compreender como o outro se sente e suas emoções desperta em cada pessoa a vontade de agir melhor.

Ser empático significa olhar menos para seus problemas e olhar para fora, enxergar quem está ao seu redor, com intuito de poder ajudar de verdade.

A empatia, quando bem trabalhada, gera conexão entre as pessoas.

Isso torna os ambientes de trabalho mais produtivos e as relações pessoais verdadeiras.

7. Torne-se resiliente

Problemas sempre existirão. Somos humanos e não vivemos em um mundo perfeito.

A boa notícia é que podemos lidar com eles, superar obstáculos e seguir em frente.

A resiliência irá lhe ajudar a lidar melhor com o estresse e as tensões do ambiente de trabalho.

A frase famosa de Bill Gates “é bom comemorar o sucesso, mas é mais importante prestar atenção às lições do fracasso”, ilustra bem a questão da importância da resiliência em nosso desenvolvimento pessoal.

Ao se tornar resiliente, as lições aprendidas em momentos difíceis irão propiciar que você ganhe musculatura emocional.

inteligencia emocional conclusaoTer bom domínio da inteligência emocional é algo que deve ser valorizado por empresas e profissionais

Conclusão

A inteligência emocional é, sem dúvida, determinante para o sucesso profissional e pessoal das pessoas.

No âmbito profissional, essa habilidade permite que você coloque a sua parte cognitiva para funcionar, estabeleça parcerias, crie um ambiente de trabalho positivo e uma mentalidade de crescimento coletivo.

No âmbito pessoal, você terá relacionamentos mais saudáveis, criará uma atmosfera de segurança emocional entre as pessoas queridas e educará seus filhos para serem adultos conscientes de si.

E o primeiro passo para ter acesso a tudo isso é entender que ela pode ser desenvolvida.

É uma jornada intensa, que durará sua vida inteira, mas que, com certeza, será recompensadora.

Ao se autoconhecer, você terá a possibilidade de viver uma vida mais leve, sem estresse e com melhores resultados.

Caso tenha gostado do tema e queira se aprofundar, conheça alguns livros de Daniel Goleman:

Vale conferir ainda obras de outros autores:

Que tal começar a aplicar um pouco do que leu neste artigo em seu dia a dia?

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‘A TECNOLOGIA VAI FACILITAR A CRIATIVIDADE E A APROXIMAÇÃO DAS PESSOAS’

José Fucs – Estadão 19/11/2020

‘Nossos índices de produtividade estão maiores’, afirma Marcandali

O engenheiro de computação Adriano Marcandali, diretor para a América Latina do Workplace, plataforma de digitalização das relações de trabalho do Facebook, diz que a pandemia trouxe conectividade para as empresas e que as reuniões virtuais, as teleconferências e os webinars estarão cada vez mais presentes daqui para a frente. Em sua visão, o futuro do trabalho será “híbrido”’, com algumas pessoas trabalhando de forma remota e outras presencialmente e também com um grupo passando alguns dias no escritório e outros em casa.

Para Marcandali, depois do choque digital provocado pela pandemia, as empresas agora têm de “cuidar das pessoas”. É por isso, segundo ele, que está surgindo uma parceria entre as áreas de RH, para cuidar de gente, de TI, para fornecer a tecnologia, e de comunicação, para dar clareza para onde a empresa tem de ir e engajar os funcionários, já que  parte do pessoal está trabalhando de forma remota e parte de forma presencial. “O papel da tecnologia vai ser facilitar a aproximação das pessoas, a criatividade e a colaboração”, afirma.

● Durante a pandemia, com o isolamento social e o home office, as reuniões virtuais, as teleconferências e os webinars se tornaram uma realidade para as empresas e os empregados. Isso deverá se aprofundar daqui para a frente?

Isso vai estar cada vez mais presente nas empresas. Na maioria dos casos, a pandemia trouxe a conectividade para as pessoas. A importância de ter toda a empresa numa plataforma de comunicação vai continuar a existir. Do ponto de vista de reuniões, a gente viu uma presença do vídeo cada vez maior. Vai haver sempre uma reunião presencial, mas com a opção do acesso remoto. Se alguém estiver em outro local vai poder participar daquela reunião também.

● Em sua visão, como será o futuro na área do trabalho?

O futuro do trabalho será híbrido, com algumas pessoas trabalhando nos escritórios e outras trabalhando remotamente. Vai ter também pessoas que utilizam ambos os modelos em diferentes dias da semana, passando alguns dias no escritório e trabalhando outros em casa. Neste modelo, o papel da tecnologia vai ser facilitar a aproximação das pessoas, a criatividade e a colaboração. Então, a gente vê um papel fundamental da tecnologia neste processo, mas também vê uma mudança no desenvolvimento das pessoas na organização. A comunicação tem um papel essencial e tem de ser mais rápida, com as ferramentas de trabalho remoto, engajando inclusive pessoas que nunca tiveram acesso a uma plataforma digital, pessoas que trabalham no chão de fábrica.

● Como deve ser essa combinação de trabalho presencial com trabalho remoto?

As empresas mais digitais, como fintechs, startups, e negócios que prestam serviços online, vão ter um índice muito mais alto de trabalho remoto ou trabalho remoto permanente. Vão poder recrutar pessoas que não necessariamente têm acesso hoje aos empregos que elas oferecem. Por outro lado, existem empresas em que os trabalhadores ficam numa planta industrial, num centro de distribuição ou atendendo clientes, no varejo. Então, haverá setores com mais trabalho remoto e outros com menos. A mesma coisa deve acontecer dentro das empresas, com as diferentes funções. Que tipos de função dentro das organizações poderão ter trabalho remoto mais permanente ou um índice de home office maior? Os trabalhos que estão no mundo administrativo, no mundo financeiro, no mundo jurídico, em TI, no desenvolvimento de sistemas. Vai ser bastante segmentado por indústria e por função. Mas acredito que vamos viver um momento em que teremos de experimentar e aprender com os erros.

● Como a digitalização do trabalho deverá afetar as empresas no pós-pandemia?

As empresas estão pensando numa forma de trazer um pouco dessa mudança tecnológica para o nível cultural. Vários clientes estão conversando sobre isso com a gente. Está surgindo uma parceria entre as áreas de RH para cuidar de gente, de TI, para fornecer a tecnologia, e de comunicação, para dar clareza para onde a empresa tem que ir e engajar os funcionários, já que  parte do pessoal está trabalhando de forma remota e parte de forma presencial. Agora, a gente vê que, hoje, o líder está mais humanizado, explorando as lives e as videoconferências para a empresa toda. Houve o crescimento do board (conselho de administração) remoto, a integração digital de novos funcionários, trazendo-os para um mundo em que possam trabalhar de casa. Isso vai exigir grupos de mentoria, maior proximidade. A área de RH está bastante preocupada em criar um espaço para ouvir os funcionários. Hoje, o que acontece? Você tem novos concorrentes, novos modelos de negócios sendo implementados, novos hábitos dos consumidores. Mas, se o vendedor que está na frente do cliente não conseguir passar esse insight para a empresa, não dá para ela reagir rapidamente.

“No mundo virtual, as empresas precisam potencializar a colaboração, a empatia e a humanização”

● Tudo isso representa uma enorme mudança, que ocorreu em poucos meses, para as empresas e para os trabalhadores. Agora, como o sr. disse, será preciso ampliar o treinamento das pessoas, avaliar melhor as ferramentas disponíveis, incorporar a cultura da empresa ao processo. Como será feito isso?

No Brasil, quando a gente pensa na digitalização interna nas empresas, tem de levar em conta que 80% da mão de obra são trabalhadores que não têm uma mesa, que estão na linha de frente, em centros de distribuição, no chão de fábrica. É uma população que até agora não tinha um canal digital dentro da empresa para se comunicar. Eles não têm as mesmas ferramentas que alguém da sede, do administrativo, tem. Durante a pandemia, essas pessoas precisaram se conectar e a partir do momento que se conectaram elas trouxeram novos insights e também as suas necessidades. Essa população não era servida e passou a ser. Agora, a gente vai ter que dar suporte, motivação, direcionamento estratégico para essas pessoas. Apesar de o Brasil já ter as plataformas disponíveis, as empresas estão em níveis de maturidade distintos nessa questão.

● De qualquer forma, essas mudanças representam uma enorme redução de custos. Primeiro para os funcionários, com corte de despesa de combustível, de tempo no trânsito, de viagens de trabalho, de transporte público. Para as empresas, também, com corte de gastos de energia, telefone, segurança e até do espaço destinado aos escritórios. Que impacto isso está tendo na produtividade?

De repente, você pode até economizar com o trabalho remoto, mas a criatividade pode estar se reduzindo. Quando colocamos as pessoas para trabalhar em casa, a gente tem de dar um ambiente que propicie a elas continuar tendo criatividade, colaboração, aquela experiência de troca que tinham no escritório. Acredito que tem de haver um equilíbrio aí. Qual será depois o papel do escritório? O papel do escritório pode passar a ser aquele em que você vai ter experiências corporativas, espaços de criação, para reuniões mais colaborativas, dentro desse sistema híbrido. Como é que a gente faz para ter dentro do mundo virtual a mesma sinergia que tinha anteriormente? No mundo virtual, as empresas precisam de plataformas que potencializem a colaboração, a empatia e a humanização que nós tínhamos no escritório, para não ter uma perda do outro lado.

● Pelo que o sr. está dizendo, a digitalização do trabalho representa uma solução, mas traz também novas questões que terão de ser endereçadas para manter a roda girando. É isso?

Exatamente. Por isso, a parceria entre a TI, o RH e a comunicação, que mencionei há pouco, é super importante, porque temos de cuidar das pessoas. Temos de nos preocupar com o que vamos conceder às pessoas quando elas estiverem no trabalho remoto nesse modelo híbrido, com o que precisamos fazer para continuar a escutá-las, para realizar enquetes, para saber os desafios que elas estão tendo regionalmente, para elas poderem nos passar insights que permitam a realização de mudanças na organização.

“Há uma tendência de os millenials e os Zs resolverem tudo pelo WhatsApp ou por chamada de vídeo”

● Mesmo levando isso em conta, não dá para ignorar que os trabalhadores vão despender menos horas improdutivas em deslocamentos e coisas do gênero e se concentrar mais no business. O sr. não concorda com isso?

Sim, se você pensar na conta do homem-hora, em quanto você gastava com deslocamento, fazendo uma série de atividades que não precisa fazer mais, realmente agora nossos índices de produtividade estão maiores. Agora, o que estou dizendo é que a tecnologia vai ajudar bastante a democratizar o mundo corporativo. Os executivos vão poder interagir com os consumidores. Os eventos, que eram puramente presenciais, também vão mudar bastante, para um misto de evento presencial e virtual. Qualquer pessoa que se interesse por aquilo poderá participar. É possível amplificar muito mais um evento, um road show, para diferentes audiências. O que pandemia trouxe é que as pessoas hoje estão extremamente familiarizadas com o consumo de vídeo, ferramentas virtuais e lives. Agora, para o mundo corporativo se conectar com essas audiências é muito mais simples. Com tudo isso, a gente consegue fazer com que as empresas continuem ampliando o uso desse formato para aumentar a produtividade.

● Agora, imagino que o networking continuará a depender do contato presencial. O que o sr. pensa sobre essa questão?

Hoje, no ambiente de trabalho existem cinco gerações distintas, os baby boomers, a geração X, os millennials, os Zs. Os hábitos de consumo e as experiências delas são bem distintos. Tem pessoas extremamente orientadas ao tête-à-tête, a querer estar presente, querer tomar um café para fazer networking. Agora, a gente observa uma tendência de os millenials e os Zs quererem resolver tudo online, pelo WhatsApp ou por uma chamada de áudio e vídeo. Isso ainda vai depender muito das particularidades dessas multigerações. Então, os eventos, webinars, ainda deverão ter formato presencial e vão ter transmissão por streaming e on demand.

● O sr. acha possível fazer networking digital, sem aquela conversa olho no olho num café da manhã, num almoço de negócios ou num seminário presencial?

Isso faz muito parte da nossa geração, porque nós tivemos essa experiência no decorrer da carreira. Nós conhecemos pessoas incríveis e tivemos acesso a uma rede muito ampla fazendo isso. Nós vamos continuar a demandar por isso. Agora, se você pensar nos nossos filhos, nas novas gerações, eles não têm nem e-mail. Têm uma conta no WhatsApp, no Facebook, no Instagram. São os nativos digitais. Eles vão procurar fazer seu networking de forma 100% digital. Vão ter os grupos, os fóruns, as suas comunidades digitais, nas quais vão criar esses relacionamentos, esses vínculos. Eles vão suprir essa nossa necessidade de forma diferente, porque a experiência deles foi digital desde que nasceram. Vão chegar no mesmo objetivo, só que com outra plataforma e com outra ferramenta.

● Para concluir, gostaria que o sr. um breve balanço de como essas mudanças ocorridas na pandemia vão moldar o nosso futuro na área do trabalho.

Nós sofremos um processo de digitalização intensa. A gente acredita que esse futuro será uma combinação de uma nova cultura, mais humanizada, com muitas novas tecnologias digitais. Do ponto de vista de tecnologia, a gente verá uma imersão cada vez maior no vídeo e o uso cada vez maior da inteligência artificial, porque está todo mundo conectado, e depois uma onda de realidade virtual que vai transformar a forma como a gente trabalha, deixando-a um pouco mais aberta, flexível. Do ponto de vista do ser humano, a gente vai ter uma demanda para que os profissionais tenham mais criatividade, mais empatia, e mais habilidades interpessoais, porque de nada adianta a gente ter essas ferramentas incríveis se a gente não souber lidar com o ser humano. Então, nós vamos passar por um processo intenso de digitalização, mas a gente vai ter de começar a trabalhar essa parte cultural e esses valores.

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A Arte do Pitch de Elevador (Elevator Pitch) ou Como vender uma ideia em poucas palavras

por Carmine Gallo, HBR 03 de outubro de 2018

Muito antes de seu filme favorito chegar a um cinema perto de você, ele foi apresentado em uma reunião de apresentação. Os roteiristas de Hollywood normalmente têm de três a cinco minutos para propor uma ideia, mas leva apenas cerca de 45 segundos para os produtores saberem se desejam investir. Especificamente, os produtores estão atentos a uma logline: uma ou duas frases que explicam do que trata o filme. Se não houver logline, na maioria das vezes, não há venda.

Um pitch vencedor começa com uma logline vencedora – uma lição valiosa para inovadores em qualquer campo. As inovações mais valiosas oferecem novas soluções para problemas desafiadores. Mas sem o apoio dos investidores, mesmo as melhores ideias podem nunca decolar. Para influenciar as pessoas que podem transformar sua ideia em realidade, você precisa apresentar seu pitch de maneira empolgante e direta. Tudo isso começa com a logline – uma arte que os roteiristas dominam.

Quando questionados sobre o assunto de seu filme, os roteiristas de sucesso têm uma resposta pronta que é clara, concisa e envolvente. Os líderes empresariais recebem uma versão dessa mesma pergunta ao longo de suas carreiras:

Sobre o que é a sua apresentação? O que sua startup ou produto faz? Qual é a sua ideia?

Se você pode responder em uma frase convincente, você pode prender seu público. De acordo com o biólogo molecular John Medina, da Escola de Medicina da Universidade de Washington, o cérebro humano anseia por significado antes dos detalhes. Quando um ouvinte não entende a ideia geral que está sendo apresentada em um pitch, ele tem dificuldade em digerir as informações. Uma logline ajudará você a pintar o quadro geral para seu público.

No cinema de Hollywood, uma das melhores loglines de todos os tempos pertence ao icônico thriller que manteve as crianças fora do mar durante o verão de 1975:

Um chefe de polícia, com fobia de mar aberto, enfrenta um tubarão gigantesco com apetite por nadadores e capitães de barco, apesar de um conselho municipal ganancioso que exige que a praia fique aberta.

O que o faz funcionar? A logline para Tubarão identifica os elementos-chave da história: o herói, sua fraqueza, seu conflito e os obstáculos que ele deve superar – tudo em uma frase. Ela descreve o enredo geral de uma maneira interessante e direta, em vez de focar em detalhes que podem parecer sem sentido sem o contexto do quadro geral.

Os líderes empresariais podem usar loglines de maneira semelhante para explicar claramente uma ideia complexa. Se dominada, pode ser uma ferramenta poderosa e influente. Mas comunicar seu ponto de vista de uma forma simples e digerível é difícil. Na verdade, é mais fácil adicionar desordem às apresentações de negócios do que eliminar detalhes desnecessários e condensar. Embora dominar a logline seja um desafio, existem etapas que você pode seguir para fazer isso.

Mantenha curta. 

Em seu livro Leading, o investidor de capital de risco Michael Moritz conta a história de dois alunos de pós-graduação de Stanford que entraram em seu escritório na Sequoia Capital e apresentaram o plano de negócios mais conciso que já ouvira. Sergey Brin e Larry Page disseram a Moritz: “O Google organiza as informações do mundo e as torna universalmente acessíveis.” Em 10 palavras, essa logline levou à primeira grande rodada de financiamento do Google. Moritz disse que o pitch estava claro e tinha um propósito.

Um logline deve ser fácil de dizer e fácil de lembrar. 

Como exercício, desafie-se a mantê-lo abaixo de 140 caracteres, curto o suficiente para postar na versão antiga do Twitter (antes que a plataforma permitisse 280 caracteres por tweet). Com 77 caracteres, o argumento de venda do Google faz a diferença.

Identifique uma coisa que você deseja que seu público se lembre. 

Steve Jobs era um gênio em identificar a única coisa que ele queria que lembrássemos sobre um novo produto. Em 2001, o iPod original permitia que você carregasse “1.000 músicas no bolso”. Em 2008, o MacBook Air era “o notebook mais fino do mundo”. A Apple ainda usa essa estratégia hoje. Os executivos repetem uma descrição de uma frase ao apresentar novos produtos. Essa mesma logline passa a aparecer no site da Apple e nos comunicados de imprensa da empresa.

A “única coisa” deve atender às necessidades de seu público. 

Um profissional de vendas de uma grande empresa de tecnologia recentemente me disse uma logline que ele usa para atender às necessidades de seu público – compradores de TI: “Nosso produto reduzirá a conta de telefone celular da sua empresa em 80%”. Com uma frase, seus clientes querem saber mais porque sua logline resolve um problema específico e os fará parecer heróis para seus chefes. Acima de tudo, a logline é fácil de lembrar e dá às pessoas uma história que elas podem levar para outros tomadores de decisão em suas organizações.

Certifique-se de que sua equipe esteja na mesma página. 

Cada pessoa que fala em nome de sua empresa ou vende seu produto deve entregar a mesma logline. Por exemplo, trabalhei com os principais líderes da SanDisk, a empresa de memória flash, para prepará-los para uma grande conferência de analistas financeiros. Sete executivos fizeram cinco horas de apresentações. Eu sugeri que – antes de entrar em detalhes financeiros essenciais – cada pessoa deveria entregar a mesma logline no início de suas apresentações e, em seguida, terminar suas apresentações repetindo-a mais uma vez. Como grupo, decidimos pela logline: “Na próxima década, o flash será maior do que você pensa.”

O objetivo da logline era provocar excitação para todos os produtos que a memória flash permitiria, como iPads, laptops, smartphones e serviços em nuvem. Quando a conferência terminou, o primeiro post do blog financeiro que apareceu trazia o título: “O Flash será maior do que você pensa”. Loglines atraem atenção; loglines consistentes são inesquecíveis ​​e repetíveis.

Se você não consegue comunicar seu argumento de venda em uma frase curta, não desista. Às vezes, a linguagem chegará até você imediatamente, outras vezes pode exigir mais prática. Seja paciente. Depois de dominar a logline, você poderá esclarecer facilmente suas ideias e ajudar o público a retê-las, lembrá-las e agir de acordo com elas.

Carmine Gallo é o autor de Five Stars: The Communication Secrets to Get from Good to Great (St. Martin’s Press). Ele é um instrutor da Harvard University no departamento de Educação Executiva da Graduate School of Design. Inscreva-se no boletim informativo de Carmine em carminegallo.com e siga-o no Twitter @carminegallo.

https://hbr.org/2018/10/the-art-of-the-elevator-pitch

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Para especialistas, década de 2020 trará mundo menos globalizado

 Cristiane Barbieri Estadão 27 de dezembro de 2020 

Após quase 40 anos de aproximação comercial e financeira entre os países, a década de 2020 deve trazer um mundo menos globalizado. Economistas e analistas têm visto diferentes sinais nesse sentido, que vão dos EUA evitando assumir a liderança na busca por um mundo com menos fronteiras e barreiras à tentativa de garantir maior soberania de cada nação, após a pandemia do coronavírus. Mas há muito mais no cardápio a reforçar o pêndulo rumo a um mundo mais fechado.

Leia mais: Com menor globalização, desafio do crescimento aumenta

“Um dos principais movimentos que indicam a menor globalização nos próximos anos é o fato de os norte-americanos estarem menos interessados em serem os arquitetos multilaterais para o livre comércio”, diz Ian Bremmer, presidente e fundador do Grupo Eurasia, uma das maiores consultorias globais de política e economia. “É uma posição que ocuparam historicamente e cuja saída deixará grandes reflexos na economia global.”

Eleição apertada de Biden foi recado das urnas

A tendência já havia ficado clara na eleição de Donald Trump, levado à presidência dos EUA graças ao discurso voltado ao americano de classe baixa, pouco qualificado, que perdeu emprego e renda durante décadas de crescimento do país com acordos comerciais diversos. Com a vitória apertada de Joe Biden, a mensagem das urnas foi reforçada – e deve haver a busca por uma alternativa que atenda a esse eleitor, segundo o Wall Street Journal.

“Muitos americanos olham o livre comércio e pensam: ‘talvez o país tenha ficado mais rico, talvez as pessoas mais ricas tenham ficado mais ricas, mas nós não estamos ficando mais ricos. Não vamos apoiar o livre comércio’”, diz Bremmer. O coronavírus, que aumentou a desigualdade social, expondo mais os trabalhadores incapazes de desempenhar suas funções remotamente, só agravou essa tendência.

Democratas tendem a buscar nova via de globalização, com treinamento maior dos trabalhadores

“O sentimento anti-establishment nos EUA, tanto de esquerda quanto de direita, está crescendo. Foi dessa maneira que tivemos Trump e (o candidato à presidência) Bernie Sanders”, diz ele. “Os EUA são hoje o país mais desigual e mais politicamente dividido entre todas as economias industriais e é parte da razão pela qual não querem mais liderar o mundo do jeito que fizeram.”

Entre as alternativas buscadas pelos norte-americanos, há na agenda democrata o treinamento massivo dos trabalhadores, para que enfrentem em condição de igualdade a disputa pelas melhores vagas. “Os norte-americanos estão assustados como o gap entre seus trabalhadores e os de outros países diminuiu e a alternativa agora é investir na qualificação”, afirma Rodrigo Zeidan, professor de finanças e economia da NYU em Xangai.

A missão não será fácil, mesmo para os EUA. Passa pela necessidade de maior orçamento – em um Senado que pode ser majoritariamente Republicano e impedir o plano do presidente eleito. Também há a dificuldade de a mão de obra sem treinamento ser gigantesca. “A última vez que isso ocorreu foi durante a Revolução Industrial no Reino Unido e duas gerações inteiras foram perdidas, até que as pessoas fossem habilitadas a fazerem novos trabalhos”, diz Bremmer.

Briga em torno do 5G e trabalho mais caro na China impulsionam mundo menos aberto

Outro movimento que também indica a tendência à menor globalização é a guerra fria tecnológica entre EUA e China, por conta do 5G. Na área que responderá pela próxima revolução industrial, na qual a internet de altíssima velocidade dará a base para o salto de produção e inteligência das máquinas, os norte-americanos não querem compartilhar dados sensíveis de seu governo e empresas com seu maior concorrente comercial. “É um país comunista e totalitário e os EUA não querem que o governo chinês tenha acesso a dados que envolvam segurança nacional”, diz Bremmer.

Um terceiro ponto no sentido de um menor intercâmbio na próxima década diz respeito à redução da vantagem de se produzir na China e à maior automação. “Os trabalhadores chineses estão se tornando mais caros do que costumavam ser”, afirma ele. “Também não é preciso mais tantos trabalhadores quanto antigamente, o que vai levar à menor globalização na cadeia de suprimento em fábricas e serviços.”

Globalização não vai acabar

A mudança de trajetória, porém, não significa que a globalização vá acabar. “O movimento do fluxo financeiro irá continuar”, afirma Zeidan. “Não há qualquer movimento no sentido de controlá-lo.” Para ele, as principais mudanças acontecerão com pessoas e empresas – que perceberam ser desnecessárias muitas viagens e deslocamentos feitos até pouco antes da pandemia e descobriram a efetividade do trabalho remoto.

Os especialistas também não veem a China ocupando o lugar dos EUA nessa liderança pela globalização. “O projeto chinês é nacional e todo seu poderio é voltado ao consumo interno”, diz Zeidan. Além disso, ele afirma que os Estados Unidos continuarão sendo o centro de pesquisa e desenvolvimento do mundo, atraindo os principais cérebros, onde está a verdadeira criação de riqueza – ao contrário da China.

Para Bremmer, como a economia chinesa ainda é muito interligada à norte-americana, no momento em que os EUA se voltarem mais para seu mercado interno, o país asiático será bastante afetado. Todas as outras economias que negociam com a China, por sua vez, também sofrerão.

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 22/12/2020, às 14:29:05 .

https://economia.estadao.com.br/blogs/coluna-do-broad/para-especialistas-decada-de-2020-trara-mundo-menos-globalizado/

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