Fique atento ao mercado de influenciadores digitais

Confiança em canais tradicionais tem caído, mas efeito “iguais entre iguais” dos influenciadores os torna uma vitrine poderosa. Mercado de influencers cresce 25% ao ano

Ulisses Zamboni  MIT Sloan Review 07 de Junho 2022

Um ainda novo canal de comunicação poderoso está se consolidando. Diferentemente das mídias tradicionais, ele é centrado em indivíduos.

Na importância e na velocidade das plataformas de mídia social, o protagonismo do “eu” encontra eco quando exercido por pessoas eloquentes e bem articuladas. Influenciadores digitais gigantes, como Whindersson Nunes e Felipe Neto, têm dimensão nacional.

Não vou me estender sobre as alavancas que levam indivíduos e a sociedade para esse território, na minha opinião um tanto narcísico e autocentrado. Tampouco concordar com a dura crítica de Umberto Eco, que disparou que “a internet deu voz a uma legião de imbecis”. Vou apenas me restringir ao fato de que esse tipo de canal de comunicação está amadurecendo e concorre perfeitamente com os existentes.

Nos dias de hoje, basta um pouco de eloquência, profundidade (em algum assunto) e “protagonismo exacerbado” que o indivíduo acaba se tornando um canal. Uma espécie de oráculo moderno que é capaz de fazer seus iguais refletirem. Uma espécie de “líder entre iguais” da era digital.

O marketing de influência é mais que um canal

O marketing de influência não é novo. Está plenamente fundamentado na antiga versão, porém poderosa, do boca a boca, que transformava produtos e serviços de pequena dimensão em negócios grandiosos, procurados por um batalhão de fãs apenas pela recomendação feita por amigos e parentes.

A diferença atual é que o fenômeno do boca a boca está inserido no conceito do influenciador digital e carrega praticamente a mesma carga de confiabilidade que tinha um amigo ou parente na era analógica. A perspectiva de um cidadão comum poder se instrumentalizar e se tornar um canal pelas plataformas de mídia social deu força e rejuvenescimento ao chamado marketing de influência, que tem disputado espaço e incomodado a performance dos canais tradicionais.

De acordo com o site Statista.com, somente em 2021 o mercado mundial de marketing de influência está estimado em investimentos de US$ 13,8 bilhões. Nos últimos anos, o crescimento anual está na casa dos 25%.

Uma pesquisa da Global Consumer Survey mostra que, desde 2021, o Brasil já ultrapassou a China, com mais de 40% da população impactada pelo marketing de influência. O país se tornou o maior mercado do mundo na área.

O (alto) valor do canal

Se confiança é um atributo fundamental na persuasão e conversão em vendas e os influenciadores têm isso de sobra, já parou para pensar no poder de monetização dessa turma? Um gap considerável está se formando entre os canais tradicionais e os agora construídos pelos influenciadores, uma vez que o varejo tradicional tem carecido de envolvimento emocional, de curadoria e de entretenimento para seus usuários, atributos que não só sobram, mas constituem os canais com os influenciadores.

Na jornada de consumo, tudo que o usuário precisa é de uma combinação perfeita entre informação (preferencialmente na forma de entretenimento) e de confiança (uma espécie de segurança vinda de “iguais”). E, na decisão de compra, selecionar o produto certo, no preço certo, na hora certa e – hoje, mais do que nunca – no local certo. Isso pode ser a equação perfeita para conversão, e os influenciadores tendem a cumprir todos esses requisitos.

Interessante notar que o assunto da “multicanalidade” foi discutido em verso e prosa nos últimos 10 anos na National Retail Federation (NRF), maior feira de varejo do mundo, que acontece em Nova York. Mas lá ainda muito pouco se fala sobre esse novo canal. Ao menos, não se dá a verdadeira importância ao assunto – uma importância que já é sentida nos investimentos em marketing.

Nos Estados Unidos, estima-se que ao menos 25% sejam aplicados somente no Instagram como parte da estratégia do marketing de influência das empresas. Campanhas digitais fazem parte dos pacotes, mas elas têm gerado cada vez menos empatia do público (e dos profissionais de marketing), uma vez que carregam em si o comportamento do “marketing de interrupção” da velha propaganda analógica. Por outro lado, as estratégias com influenciadores só têm crescido.

O investimento do mercado do marketing de influência no mundo para 2022 está estimado em US$ 16,4 bilhões, de acordo com o site Influencer Marketing Hub, que infelizmente não traz informações da América Latina. Você pode até dizer que plataformas como Instagram, TikTok e Kwai carregam um exército de jovens de 15 a 24 anos como usuários primários e que eles não representam sua marca. No entanto, a prática tem mostrado que o hábito da segunda tela tem crescido exponencialmente nos últimos anos em todas as faixas etárias e que o envelhecimento dos usuários do Facebook, plataforma que tem se utilizado quase que exclusivamente dos conteúdos do Instagram e TikTok, tem colaborado para a disseminação da audiência de maneira mais abrangente. Os relatórios Nielsen de uso de meios podem provar isso.

Marketing de influência: valor de marca ou de receita incremental?

Muito se fala (e se mede) sobre a importância do influencer do ponto de vista de valor de marca, seja pelos atributos de visibilidade que ele gera, de engajamento ou de lembrança de marca, os três elementos para levar o indivíduo à conversão de vendas. No entanto, o influenciador tem cada vez mais ocupado um espaço concreto como canal comercial, com resultados de retorno efetivos de seu potencial em gerar vendas e garantir repetição de compra.

Um artigo do blog do MIT Sloan Management Review, nos Estados Unidos, traz uma informação que brilha aos olhos dos profissionais do marketing das empresas: em média, cada dólar investido num programa de influenciador traz US$ 6,5 de receita nova para a marca. O fenômeno dos vídeos curtos nas mídias sociais, especialmente no Instagram e no TikTok, e mais recentemente no Kwai – plataforma que monetiza seus membros de forma diferente das outras redes, tem potencializado exponencialmente o boca a boca e revolucionado o jeito de se comunicar, de construir marca e, especialmente, de vender.

De acordo com pesquisa recente do Instituto Nielsen (Global Trust in Advertising and Brand Messages, April 2012) enquanto a publicidade tradicional decresce em confiança ano após ano, 89% dos consumidores no mundo (a última leitura da América Latina era de 92%) têm confiança em recomendações feitas “por iguais” (peer to peer). Além de amigos e familiares, os influenciadores estão nesse grupo (especialmente se considerarmos a força e o engajamento que as mídias sociais têm no país).

Diretores de marketing e financeiros precisam ficar atentos a essa mudança de realidade. É claro que é muito inseguro e, por consequência, muito difícil confiar suas marcas nas mãos de um ser humano que tem falhas, vícios e pode até “sair da linha” a qualquer momento. Mas estamos numa situação em que esses “iguais entre iguais” têm ganhado relevância quando o assunto é retorno de investimento.

Colunista

Ulisses Zamboni

Com 40 anos de experiência na área de comunicação, é presidente e sócio da agência Santa Clara, membro do conselho do Grupo de Planejamento no Brasil, membro do Conselho Editorial da MIT Sloan Review Brasil e clinica como psicanalista.

https://mitsloanreview.com.br/post/fique-atento-ao-mercado-de-influenciadores-digitais

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Empresas de tecnologia dos EUA estão saindo da China; Amazon é a mais recente

A lista de empresas de tecnologia dos Estados Unidos que abandonaram a China é notável por elas considerarem um empreendimento perdedor, mas também pelo sucesso da maioria em outros mercados

Por Dow Jones — Valor – 07/06/2022

A Amazon anunciou na semana passada que fechará seu serviço de livros digitais Kindle na China, a mais recente grande empresa americana a se retirar do agitado e competitivo mercado chinês. A lista de empresas de tecnologia dos Estados Unidos que abandonaram esforços na China é notável pelo número de empresas que consideram o mercado um empreendimento perdedor, mas também pelo sucesso da maioria em outros mercados.

“Devido ao seu tamanho, a China é talvez o mercado de internet mais ferozmente competitivo do mundo, e quase todas as empresas digitais ocidentais lutaram para competir com as empresas locais”, disse Feng Li, presidente de gerenciamento de informações da Bayes Business School, da Universidade de Londres. “As diferenças culturais e a deterioração das relações entre Estados Unidos e China complicaram ainda mais as coisas.”

O Airbnb está em processo de fechamento de seus serviços na China, citando a pandemia e concorrentes locais, muitos dos quais têm uma história mais longa e maior presença no país. Na sexta-feira, disse que estava se preparando para ajudar seus anfitriões a migrar para esses concorrentes, como Meituan e Alibaba Group Holding.

O Yahoo, uma das primeiras grandes empresas de tecnologia a entrar na China, fechou sua presença restante no país em novembro. “Em reconhecimento ao ambiente legal e de negócios cada vez mais desafiador na China, o conjunto de serviços do Yahoo não estará mais acessível na China continental a partir de 1º de novembro”, disse a empresa em comunicado. Em outubro, o LinkedIn da Microsoft anunciou planos para fechar sua plataforma de mídia social na China.

A Amazon disse em comunicado que “como uma empresa global, avaliamos periodicamente nossas ofertas e fazemos ajustes, onde quer que operemos”. A empresa não está recuando devido à pressão ou censura do governo, disse um porta-voz à Reuters. No entanto, a empresa cumpriu a proibição de Pequim de conteúdo considerado sensível e enfrentou uma multidão de concorrentes locais nos mercados de leitores digitais, muitos com preços mais baixos.

Embora quase todas as empresas que saem da China tenham notado a concorrência acirrada, especialistas dizem que há uma força maior em jogo. “A China tem uma política e meta explícitas de reduzir a dependência externa por meio de substituição de importações de 70% na maioria das indústrias até 2025. Esse foi um dos principais objetivos explícitos do ‘Made in China 2025’”, disse J. Stewart Black, professor da escola de negócios Insead.

Empresas que lidam com informações menos confidenciais entraram e saíram da China em um piscar de olhos, incluindo Macy’s, Home Depot, Best Buy e eBay. A Forever 21 está em sua terceira tentativa de conquistar o mercado chinês.

Mas Black disse que o ambiente político, particularmente para empresas de tecnologia, é incomparável em sua dificuldade. “Considere que 150 mil empresas na China são estatais. Considere ainda que essas empresas estão entre as maiores da China e, na verdade, do mundo e que respondem por cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) da China”, disse ele.

A China “tem a capacidade e vontade de exercer controle, ou pelo menos influência significativa, sobre as grandes empresas que não possui”, como evidenciado pela retirada do Alibaba da oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Ant Financial. “Esta é uma magnitude de influência e controle do Estado que simplesmente não vimos em outras grandes economias”, disse ele.

A Amazon anunciou na semana passada que fechará seu serviço de livros digitais Kindle na China — Foto: JORDAN STEAD / Divulgação/(JORDAN STEAD / Amazon)

https://valor.globo.com/empresas/noticia/2022/06/07/empresas-de-tecnologia-dos-eua-esto-saindo-da-china-amazon-a-mais-recente.ghtml

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Cubo, hub de startups do Itaú, lança segmento ESG

Ideia é aproveitar experiência do projeto em conectar startups a clientes e investidores, alavancar empresas já existentes e fomentar novas gerações de empreendedores no segmento

Por Álvaro Campos — Valor – 03/06/2022

O Cubo, hub de startups criado pelo Itaú em 2015, está lançando uma nova área voltada especificamente para companhias que desenvolvem soluções na área de padrões ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês). A ideia é aproveitar a experiência do projeto em conectar startups a clientes e investidores, fornecer conteúdo e usar a força da marca Cubo para alavancar empresas já existentes e fomentar novas gerações de empreendedores nesse setor, para que criem soluções disruptivas e escaláveis.

Pesquisas apontam que o Brasil já conta com mais de 1,2 mil startups voltadas para a área ESG, mas o país e o mundo ainda têm desafios enormes na questão ambiental, que será o primeiro foco do novo segmento. “As ineficiências estruturais são evidências do enorme potencial que a inovação tecnológica tem a longo prazo no segmento”, diz Pedro Prates, executivo do Cubo. Atualmente o hub tem na sua base um total de 350 startups, sendo que 50 delas já atuam em ESG, e o objetivo é triplicar esse último número até o fim do ano.

A iniciativa será organizada por meio de áreas, e a primeira delas é a “net zero”, que nasce com a missão de resolver os desafios da descarbonização em setores prioritários, como agropecuária, construção civil, petróleo & gás e siderurgia. A ideia é aproximar esses empreendedores de grandes corporações que assumiram compromissos de redução de emissões, em especial os clientes do Itaú. “Queremos ser o banco que estará ao lado dos clientes neste processo de transição, e o Cubo ESG será mais uma forma de apoiarmos os nossos clientes nessa jornada. As soluções para que as organizações alcancem seus objetivos de zerar emissões passam por tecnologia, inovação e fomento ao empreendedorismo”, explica Luciana Nicola, diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade do Itaú.

Ela conta que o Itaú dividiu sua carteira de clientes em basicamente três grupos: aqueles que estão mais adiantados, já têm metas específicas, alinhadas com as exigências do Acordo de Paris; os que já assumiram algum compromisso público, mas ainda não têm objetivos tão claros; e as que ainda estão no início da jornada sustentável. Prates afirma que as grandes empresas já têm diversas iniciativas e equipes amplas cuidando da temática ESG, mas diz que ainda assim as startups podem ajudar, já que está na sua essência serem inovadoras e ágeis. “Elas usam tecnologias super modernas e têm essa cultura de velocidade. As grandes empresas, por sua vez, têm potencial de escala. Quando você conecta os dois, o potencial de transformação é muito grande.”

Entre as startups ESG que já fazem parte do Cubo estão nomes como a eureciclo, que trabalha com o rastreamento da cadeia de reciclagem de embalagens pós-consumo; Ribon, plataforma que facilita doações feitas por jovens; e VG Resíduos, que desenvolveu um sistema integrado de gestão de resíduos para garantir conformidade ambiental. “A partir dos desafios de diferentes setores, as startups podem trazer soluções e ajudar nossos clientes nessa transição [para uma economia de baixo carbono]. Isso naturalmente deve gerar mais negócios e fazer com que eles sejam mais sustentáveis”, explica Nicola.

Recentemente o Itaú anunciou a adesão ao Net Zero Banking Alliance, acordo mundial liderado pela ONU para mobilizar os recursos necessários para construir uma economia global com emissões líquidas zero de gases de efeito estufa. O objetivo do banco, que já é neutro em carbono para emissões diretas (escopos 1 e 2), consiste em reduzir as emissões da sua carteira de crédito (escopo 3) em 50% até 2030 e 100% até 2050.

O Itaú diz que, para esse novo hub ESG, está fazendo investimentos adicionais no Cubo, mas não revela valores. Em julho passado o banco lançou seu primeiro hub temático dentro do Cubo, voltado ao segmento do agronegócio. O banco se conecta com as startups do ecossistema de várias formas. Ano passado, por exemplo, fez 50 provas de conceito com elas, sendo que muitas acabam se tornando de fato provedoras da instituição. A Kinea, braço de private equity do grupo, também já fez aportes em diversas associadas do Cubo, e o banco pode até mesmo adquirir uma startup, como fez com a Zup.

https://valor.globo.com/financas/noticia/2022/06/03/cubo-hub-de-startups-do-itau-lanca-segmento-esg.ghtml

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Top Gun: Maverick | Conheça o avião da Embraer usado no filme

Por Paulo Amaral | Editado por Jones Oliveira | Canaltech 02 de Junho de 2022 

Depois de conhecer os caças que aparecem em Top Gun: Maverick, chegou a hora de dar uma olhada mais aprofundada em um avião da Embraer que também teve seus “minutos de fama” na trama. Estamos falando do jato Phenom 300.

Ao contrário do caça russo Sukhoi Su-57, do clássico P-51 Mustang e das outras aeronaves que aparecem nas cenas de ação, o Phenom 300 fez parte da megaprodução no famoso “behind the scenes” (por trás das câmeras, em bom português). Neste caso, literalmente.

O avião da Embraer foi escolhido pela produtora Team5 Aerial Systems para ter uma câmera de alta resolução instalada em seu “nariz” e, com isso, fazer imagens 360º do porta-aviões USS Abraham Lincoln. É da câmera instalada no Phenom 300 que saem as imagens de aproximação e decolagem do navio.

“O Phenom foi escolhido para qualquer operação estendida sobre a água, missões de alcance estendido ou sequência complexa que precisava da flexibilidade de transportar dois Shotover F1 ao mesmo tempo com diferentes capacidades de lente”, comentou o coordenador, ao site The Drive, justificando a escolha pelo modelo.

Como é o avião da Embraer utilizado em Top Gun?

O Phenom 300 é um avião executivo que já participou de outras “aventuras” para as telas. Antes de ser escolhido para fazer parte da produção de Top Gun: Maverick, ele foi utilizado nas filmagens de Inspiration4: Viagem Estelar, série produzida pela Netflix para exibir, em forma de documentário, a preparação e o lançamento da missão SpaceX.

Phenom 300, que participou do filme Top Gun, é um dos aviões mais populares da Embraer (Imagem: Glass Cockpit Aviation/Flickr/CC)

“Força, suavidade, capacidade. Seu nariz atraente é imediatamente reconhecível. Asas baixas e varridas com winglets fazem uma chegada poderosa, e seu impressionante design cria uma grande entrada dramática. Com uma dominante presença, diferente de qualquer outro, o Phenom 300 é uma verdadeira força. A atração é inegável. E o sentimento, absolutamente inesquecível”, diz a Embraer.

Segundo a fabricante, o avião que participou de Top Gun: Maverick foi o primeiro single-pilot, ou seja, para apenas um ocupante, a atingir a velocidade Mach 0,80 (equivalente a 987,8 km/h). Ela também é considerada a primeira e única aeronave executiva para um sistema de alerta e prevenção de saídas de pista.

Para participar das filmagens do novo filme com Tom Cruise, o avião da Embraer passou por algumas modificações. Além de receber dois suportes de câmera Shotover F1 de seis eixos, foi colocado um sistema de controle e estabilização compatível com câmeras de cinema digital de ponta, como as oferecidas pelo fabricante de câmeras RED.

Dentro do jato, as modificações foram necessárias para acoplar todo o equipamento para controlar e coordenar os sistemas de câmeras durante as filmagens aéreas.

https://canaltech.com.br/avioes/top-gun-maverick-conheca-o-aviao-da-embraer-usado-no-filme-217787/

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Esqueça a geração Z: a geração que está emergindo é a da paralisia

Enquanto China vê crescimento da geração Tang Ping , termo que significa ‘ficar deitado’, Brasil lida com geração Nem-Nem

Ronaldo Lemos – Folha – 29.mai.2022

Há algo de errado. O mundo tornou-se um lugar inóspito para jovens. Quem tem entre 15 e 35 não está em situação invejável, tanto do ponto de vista econômico como social.

Falta de emprego, ausência de perspectivas de mobilidade social e um vazio existencial crescente caractarizam um novo tipo de juventude. Esqueça termos marqueteiros como “millennials” ou “geração Z” que querem apenas vender algo ou dourar a pílula. A geração que está emergindo é na verdade a geração paralisia.

Luo Huazhong, who popularized the idea of adopting a more relaxed approach to life, taking a break in Jiande, China, June 18, 2021. Young people in China have set off a nascent counterculture movement that involves lying down and doing as little as possible. (Qilai Shen/The New York Times)

Luo Huazhong, que popularizou a ideia de um modo de vida mais relaxado, deitado no chão em Jiande, na China – Qilai Shen – 18.jun.21/The New York Times – NYT

O fenômeno é visível em várias partes. Por exemplo, a China está enfrentando o crescimento da geração chamada Tang Ping (躺平). O termo significa “ficar deitado” e se refere a um contingente de jovens cujo mote principal da vida é não fazer nada. A ideia é recusar-se a trabalhar ou a estudar e simplesmente deixar o tempo passar.

Um dos problemas é que essa postura tem sido adotada por jovens de 18 a 30 anos. Esse é justamente o momento em que a pessoa constrói relacionamentos e cria bases profissionais que podem servir de apoio para toda a vida.

O fenômeno agravou-se recentemente com o surgimento da geração Bai Lan (摆烂). O termo significa “deixar apodrecer”. E indica exatamente isso, não só não fazer nada, mas também um desejo de que a condição de vida se degringole e saia dos trilhos.

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O fenômeno não é específico da China. O Brasil tem lidado há anos com o problema da geração Nem-Nem, que nem estuda nem trabalha. No Brasil o número de integrantes dessa geração é o dobro dos países desenvolvidos, de acordo com dados da OCDE. Em 2020 havia cerca de 36% de pessoas na faixa entre 18 e 24 anos sem emprego e sem qualquer atividade educacional. Na média da OCDE esse percentual é de 15%.

Esse fenômeno leva a alienação, solidão, desagregação social e perda de sentido. Boa parte desse tempo livre pode ser ocupado por mídias sociais, considerando que essa geração não tem trabalho, emprego ou escola, mas tem sua capacidade de atenção intacta, podendo ser capturada por conteúdos digitais.

Uma pesquisa feita nos Estados Unidos com pessoas entre 23 e 38 anos revelou que 22% dos entrevistados afirmaram ter “zero amigos”; 27% afirmaram não ter nenhum amigo próximo e 30% afirmaram viver com um sentimento permanente de solidão.

Outra expressão também originária da China descreve uma outra dimensão desse fenômeno: “geração morango”. Um contingente de jovens que busca se destacar ou ganhar a vida projetando sua imagem pessoal. Mas tal como um morango, podem ser bons de ver mas são fáceis de serem esmagados. Não possuem controle real nenhum.

Esse é o paradoxo. Em um momento de hiperconexão por meio de redes sociais, as pessoas estão mais do que nunca desconectadas. Quem interage com o feed de uma rede social na verdade interage com fantasmas. Nada daquilo diz respeito diretamente a você. É uma forma de comunicação que serve mais para iludir e desagregar do que criar laços humanos que sejam reais e duradouros.

Já era Geração X

Já é Millenials e Geração Z

Já vem Geração Alpha

Ronaldo Lemos

Advogado, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro.

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ronaldolemos/2022/05/esqueca-a-geracao-z-a-geracao-que-esta-emergindo-e-a-da-paralisia.shtml

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Tecnologia com lasers ajuda a encontrar cidades perdidas na Amazônia

Usando um novo radar, ciência descobre vilas e cidades debaixo da Amazônia boliviana

Fernando Reinach, O Estado de S.Paulo 04 de junho de 2022 | 

A história da Floresta Amazônica vai ser reescrita. Imaginávamos que antes da chegada dos europeus era habitada por tribos semi-nômades, dispersas em pequenos grupos, que viviam da caça e de uma agricultura de pequena escala. Imaginávamos que essas populações, por serem pequenas e se movimentarem constantemente, praticamente não afetavam a flora e fauna da floresta. A descoberta de ruínas de grandes cidades, hoje cobertas pela floresta densa, mostra uma realidade bem diferente.

A primeira pista de que algo diferente existiu foi a descoberta de plantas cultivadas pelo homem em certas áreas da floresta. Em seguida, pesquisadores e fazendeiros descobriam em diversas regiões pequenas montanhas artificiais e restos de trilhas, claros vestígios de que humanos haviam construído vilas. Mas a escala e frequência dessas construções era um mistério. Nas últimas décadas foi desenvolvido uma espécie de radar, o LIDAR (Light Detection And Ranging), que usa lasers e é capaz de mapear a topografia da superfície do solo que está debaixo da floresta. No México, esse equipamento encontrou novas pirâmides na floresta.

Mapa da parte sudeste de Llanos de MojoMapa da parte sudeste de Llanos de Mojo, na Bolívia Foto: Heiko Prümers, Carla Jaimes Betancourt, José Iriarte, Mark Robinson e Martin Schaich

Agora um grupo de cientistas colocou um LIDAR em um helicóptero e mapeou o solo de uma região onde tinham sido encontrados vestígios de presença humana. E levaram um susto. Foi mapeada uma região de 5 mil quilômetros quadrados em Llanos de Mojos, na Bolívia, perto da fronteira com o Brasil. Só nessa área foram encontradas 166 restos de pequenas vilas agrícolas e duas cidades. As cidades são relativamente grandes (100 hectares) e foram construídas sobre montanhas artificiais (espécies de aterros) e possuem pirâmides de até 20-30 metros de altura. Caminhos, também construídos sobre aterros, ligam as pequenas vilas às cidades maiores, que por sua vez possuem caminhos que saem do centro em direção a periferia de forma radial e anéis circulares que circundam as cidades. Foram detectados canais para o direcionamento da água, depósitos de grão e outras construções. Os cientistas acreditam que essas cidades foram construídas pelos Casarabe, civilização que vivia nessa região desde 500 anos a.C.

No Egito, e em outras regiões, restos arqueológicos podem ser identificados facilmente na paisagem. Já em regiões cobertas por florestas densas, ruínas são rapidamente tomadas pela floresta e ficam invisíveis por debaixo da floresta. O que essa descoberta demonstra é que a Amazônia ainda guarda segredos.

MAIS INFORMAÇÕES: LIDAR REVEALS PRE-HISPANIC LOW-DEN URBANISM IN THE BOLIVIAN AMAZON. NATURE  

* É BIÓLOGO

https://ciencia.estadao.com.br/noticias/geral,tecnologia-com-lasers-ajuda-a-encontrar-cidades-perdidas-na-amazonia,70004084480

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Análise: Petróleo navega no escuro rumo aos US$ 150

Com os embargos dos EUA e da UE ao petróleo russo, operações semiclandestinas com a commodity são realizadas no mar por traders que se arriscam nessas transações, podendo levar o preço às alturas

Por Nelson Niero, Valor — São Paulo 02/06/2022

“Going dark”, termo militar que significa um corte abrupto de comunicação para evitar o rastreamento, está muito em voga entre os navios que transportam petróleo russo. Para viajar com mais privacidade pelos oceanos, a tripulação desliga o GPS.

Navega-se no escuro com mais frequência desde do início da invasão da Ucrânia e os embargos contra a Rússia, como mostram Anna Hirtenstein e Joe Wallace, correspondentes do “Wall Street Journal” em Londres, na reportagem “Produtores russos ficam um passo à frente das sanções”.

Leia mais: https://valor.globo.com/empresas/noticia/2022/06/02/tendncia-de-alta-nos-preos-do-petrleo-mesmo-com-deciso-da-opep-de-elevar-produo.ghtml

Outra prática também em alta é a transferência de carga entre navios no mar, uma conhecida artimanha para negociar petróleo embargado iraniano e venezuelano — o que remete ao óleo que apareceu nas praias brasileiras em 2019, que segundo a Polícia Federal veio de um petroleiro de bandeira grega. Uma das hipóteses da investigação era falha na transferência de petróleo entre embarcações.

O “ship to ship”, para usar a expressão do setor, acontece no Mediterrâneo, ao largo da costa da África Ocidental e do Mar Negro, de onde o petróleo segue para China, Índia e Europa Ocidental, segundo disseram as companhias de navegação ao “WSJ”. Refinado, o produto vai depois para grandes consumidores como os Estados Unidos.

Essas operações semiclandestinas são muito lucrativas para os traders que se arriscam na empreitada: uma viagem, dependendo do tamanho da carga, pode render US$ 20 milhões, comparado a cerca de US$ 600 mil antes da guerra.

E, ao que parece, o troca-troca oceânico a céu aberto, mas “no escuro”, só tende a aumentar. Nesta semana, líderes da União Europeia decidiram banir 90% das importações por mar do petróleo russo até o fim deste ano. Com essa decisão, pode estar se formando o furacão previsto pelo presidente do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, que falou no barril em US$ 150 — um desastre para a economia mundial.

O presidente americano, Joe Biden, passou o pires e conseguiu, nesta quinta-feira (2), um aumento das cotas de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), mas isso não fez diferença nos preços. O governo americano critica há tempos a lentidão dos países do cartel em aumentar a oferta, uma situação que já era problemática por causa da pandemia e tornou-se dramática com a guerra.

Mas todos sabem que há um problema estrutural a ser resolvido. O petróleo era, até pouco tempo — e ainda é em alguns círculos —, um palavrão, só um pouco menos cabeludo que carvão. Toda a pressão exercida por governos e organizações ambientais deu resultado. As grandes empresas de petróleo reduziram os investimentos em produção e exploração para cumprir metas ambientais rígidas.

O próprio governo Biden tomou várias medidas nesse sentido, e, recentemente, teve que reverter, sob críticas, uma decisão de não permitir exploração em terras do governo. No entanto, mesmo que comece a sair mais óleo bruto dos poços, a capacidade de refino é limitada.

Com os combustíveis em patamares recordes, inflação em disparada e eleições próximas nos Estados Unidos — e no Brasil —, as opções vão ficando cada vez mais limitadas. E não há milagre. Entre o investimento e a gasolina na bomba há um longo e demorado percurso.

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Guia prático sobre DAOs

Decentralized Autonomous Organizations: o que são? Como nascem? Qual seu estado atual? Como funciona a tomada de decisão? Quem são os investidores? Qual o principal desafio? Entenda agora

Tatiana Revoredo – MIT Sloan Review Brasil – 27 de Maio 2022

Artigo Guia prático sobre DAOs

DAO é a sigla em inglês para “organização autônoma descentralizada”. É um tipo de organização que compartilha semelhanças com uma estrutura tradicional de empresa, mas com características adicionais como, por exemplo, a aplicação automática de regras operacionais por meio de contratos inteligentes.

Nas DAOs, as decisões são democráticas e horizontais. Digo horizontal porque não há nenhuma pessoa exercendo o controle da DAO da mesma forma que um CEO convencional ou uma equipe de alta gerência o faria.

Estado atual das DAOs

Existem pelo menos 188 DAOs, que já acumularam um total de receitas em torno de US$ 10,8 bilhões. Todavia, como a maioria das tecnologias da Web 3, as DAOs estão atualmente em uma fase experimental.

Suas formas, estruturas, aspectos legais e casos de uso ainda são emergentes. Menos de 100 delas possuem ativos de mais de US$ 1 milhão. De todo modo, as DAOs têm atraído interesse não por causa de sua escala atual, mas devido às atividades inovadoras que possibilitam.

Como as DAOs nascem?

As DAOs nascem de associações de pessoas que não se conhecem e estão geograficamente dispersas, mas compartilham um objetivo comum. Primeiro, elas trocam ideias em plataformas como Twitter ou Discord, como aconteceu no ConstitutionDAO. Se houver engajamento suficiente, outros se juntam às conversas e acabam selando um acordo para angariar fundos destinados a concretizar aquele objetivo em comum.

Dessa forma, DAOs surgiram para preservar e colecionar arte digital, levantar doações para a Ucrânia, conectar pesquisadores em todo o mundo para que eles possam colaborar de forma mais eficiente, financiar organizações de biotecnologia e até adquirir uma franquia da NBA.

O salto do conceito inicial para uma DAO funcional exige que um grupo de desenvolvedores crie um conjunto de contratos inteligentes que forme o sistema operacional central da DAO. Note que DAOs são o exemplo mais complexo de contratos inteligentes, que, como já explicamos nesta coluna, são programas de computador auto executáveis usados para efetivar decisões, estabelecendo padrões como mecanismos de votação, dentre outros. Tais códigos de software também podem realizar o pagamento de um negócio, movendo uma criptomoeda como bitcoin de uma carteira digital para outra sem qualquer envolvimento humano.

Esses códigos de computador entram automaticamente em ação uma vez que certas condições preestabelecidas tenham sido cumpridas. É importante que as regras codificadas estejam corretas desde o início, pois mesmo pequenos erros ou omissões podem causar grandes dores de cabeça e falhas operacionais mais tarde. Isso inclui vulnerabilidades de segurança que permitem o desvio de fundos por hackers, como aconteceu no the DAO.

Uma vez que a DAO determina um conjunto básico de regras e as tenha incorporado em contratos inteligentes, ela precisa levantar fundos. Isso normalmente ocorre por meio da emissão de tokens nativos, uma forma de criptoativo vinculada ao contrato inteligente do projeto DAO.

As vendas de tokens acontecem via ofertas públicas ou privadas, e o dinheiro arrecadado vai para a tesouraria da DAO. Os tokens representam uma forma de propriedade, mas não são o mesmo que o patrimônio tradicional, nem funcionam como contratos de investimento. Pelo contrário, são semelhantes a contribuições que dão direitos de governança a seus detentores, mas não a propriedade. Por isso mesmo, a maioria das DAO não pertence a ninguém. Não no sentido tradicional.

Após a DAO completar a fase de financiamento e se tornar operacional em um blockchain, seus criadores originais não têm mais influência sobre o projeto do que qualquer outra parte interessada. A partir desse ponto, as decisões são tomadas por todos os membros, que devem chegar a um consenso sobre as propostas. Não há nenhuma autoridade central na forma como os gerentes ou diretores de uma empresa administram a empresa.

As tomadas de decisão

Normalmente, os proprietários de tokens apresentam propostas sobre as operações da DAO, depois a comunidade vota em cada ideia. Não é raro ocorrer muita discussão e profundos debates. Se a votação final for a favor da proposta, o contrato inteligente imporá a atividade.

Apesar de muitos mencionarem que as propostas das DAOs são aprovadas por simples votação, a realidade é que, na prática, tais procedimentos se diferem entre elas. Vão desde votações de maioria simples até as “quadráticas”, em que uma pessoa recebe uma alocação de votos e pode colocar mais de um voto para uma proposta que ela apoia fortemente.

Um ponto que merece destaque, aqui, é que as informações relacionadas a questões como transações monetárias e decisões internas ficam disponíveis para todos no blockchain. Essa transparência nas decisões de uma DAO que forma a base para a confiança entre seus membros, e não um contrato legal nem o aval de um intermediário.

É bem diferente do que normalmente acontece em organizações tradicionais, em que um CEO ou CFO pode ignorar o consenso ao tomar uma decisão. Em uma DAO, a comunidade vota em atividades como, por exemplo, a maneira de gastar dinheiro. Apesar de o escopo das decisões ser mais limitado do que em uma organização tradicional, uma vez que todos concordem com as regras não há ambiguidade ou espaço de manobra na forma como elas são aplicadas.

O investimento no processo de formação de uma DAO

As comunidades estão formando DAOs em torno de uma ampla gama de conceitos, incluindo investimentos, gerenciamento de outros projetos baseados em blockchains e produção de conteúdo. Um aspecto importante é que a maioria das pessoas que aportam dinheiro em DAOs entende perfeitamente que talvez elas não tenham retorno. Geralmente, elas estão participando de um projeto “de estimação” com fundos que podem se dar o luxo de perder.

Nessa linha, para dar suporte ao processo de desenvolvimento de uma organização autônoma descentralizada, novas empresas estão surgindo para capacitar aqueles que desejam criar DAOs, simplificando processos técnicos, removendo pontos de fricção e fornecendo modelos e ferramentas. A startup “Upstream”, por exemplo, oferece uma “plataforma full-stack, sem código”, que traz ferramentas para, segundo ela, qualquer um iniciar e executar uma DAO. Recentemente, a empresa levantou US$ 12,5 milhões em “venture funding”.

Qual o principal desafio das DAOs?

Como forma emergente de organização comercial, as DAOs ainda não são totalmente contabilizadas no sentido legal, e muitas estão pressionando as fronteiras tradicionais. Para a maioria das jurisdições, há questões em torno de como uma DAO deve ser registrada, como deve pagar impostos ou como devem ser as assinaturas de contratos legalmente vinculativos.

A maioria das DAOs existentes não está registrada e tem status legal incerto. Talvez sejam vistas como entidades “alegais”, e não ilegais.

Some-se a isso o fato de que a conformidade das DAOs com as regras existentes também é difícil. A própria natureza de uma organização descentralizada significa que não há necessidade de gerentes nem diretores, apesar de serem funções que cumprem papéis importantes dentro das corporações, especialmente quando as coisas correm mal.

A base transnacional dos membros das DAOs também é outro fator que aumenta a complexidade jurídica. Isso porque saber com quem você está lidando é um fator importante para a maioria das atividades econômicas. É a base que torna possível que uma entidade processe ou seja processada e entre em acordos contratuais, bem como adquira, detenha, desenvolva e disponha de direitos de propriedade.

As corporações tradicionais atendem a esse padrão de identificabilidade e, por isso, há muito tempo são reconhecidas como “unidades portadoras de direitos e deveres”. São sujeitos de direitos e responsabilidades, conforme definido pelo sistema legal em que operam.

Bem por isso, a maioria das jurisdições ao redor do mundo exige que uma empresa forneça um nome único, um endereço físico do escritório e o nome de pelo menos um diretor. Dessa forma, a organização recebe seu próprio número de identificação e é inscrita no registro comercial formal.

Tais exigências são um desafio para as DAOs. Especialmente porque muitos participantes operam com base em pseudônimos.

E você, já tinha ouvido falar em DAOs? Conseguiu entender as principais diferenças entre uma organização descentralizada e uma empresa tradicional? Acha que a incerteza do aspecto regulatório das DAOs é um dos seus principais desafios?

Conhecimento é poder, nos vemos em breve!

https://mitsloanreview.com.br/post/guia-pratico-sobre-daos

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Elon Musk exige volta presencial dos executivos da Tesla: “Trabalho remoto não é aceitável”

Musk, CEO da montadora, teria enviado um e-mail interno à equipe de executivos da empresa informando que o trabalho remoto na Tesla chegou ao fim e que é hora dos funcionários voltarem aos escritórios

 (Divulgação/Creative Commons)

(Divulgação/Creative Commons)

Por Allan Gavioli – Exame –  01/06/2022 

Elon Musk, homem mais rico do mundo e possível novo dono do Twitter, pode ter cansado do trabalho remoto de uma vez por todas. Segundo publicou uma conta no Twitter, Elon Musk teria enviado um ultimato a seus funcionários da montadora elétrica Tesla por e-mail, no qual exige que os funcionários da montadora retornem ao trabalho presencial. O título da mensagem é “Trabalho remoto não é aceitável”.

No corpo do e-mail, o CEO discorre sobre como não concorda com a tendência do pós-pandemia em manter o trabalho remoto e afirmou que “qualquer um que deseje fazer trabalho remoto deve estar no escritório por um mínimo de tempo (e quero dizer, mínimo) de 40 horas semanais ou deve sair da Tesla. Isso é menos do que pedimos para os trabalhadores das fábricas”. Em outras palavras, o CEO deixou claro que na montadora há dois futuros para o trabalho remoto: ou ele acaba ou o funcionário escolhe outra empresa para trabalhar.

Na mensagem, entretanto, o CEO parece estar aberto a exceções e irá analisar esses casos separadamente. “Eu vou revisar e aprovar essas exceções diretamente”, diz o CEO. Embora a mensagem afirme que o CEO deve analisar as exceções, a regra geral é que o home office pode estar com os dias contados na Tesla.

“Além disso, o ‘escritório’ precisa ser a estação principal de trabalho da Tesla, não uma filial remota não relacionada aos deveres do trabalho”, informa o comunicado em outro trecho.

Embora Musk não tenha confirmado diretamente no Twitter se o e-mail realmente foi um memorando oficial enviado por ele a seus funcionários, o bilionário deu a entender que a mensagem é sim verdadeira, já que respondeu ao tuíte original dizendo que as pessoas deveriam “fingir que trabalham em outro lugar”, deixando claro sua opinião sobre o trabalho remoto.

Musk, que também comanda SpaceX, Starlink e pode vir a se tornar dono da rede social Twitter, sempre foi um crítico aberto ao modelo de trabalho remoto. Em outras ocasiões, o bilionário defendeu a reabertura de suas fábricas da Tesla em um momento complicado da pandemia nos EUA e chegou a criticar os trabalhadores americanos de forma geral, ao dizer que eles preferem ficar “trancados em casa”, enquanto os chineses ficam trancados nas fábricas.

Essa diferença de pensamento acerca do modelo de trabalho pode ser uma dor de cabeça futura para o possível novo dono do Twitter, já que a rede social recentemente deixou claro que seus funcionários podem trabalhar de onde quiserem. 

Pensamento de Musk é incentivado por executivos — mas não é unanimidade

Os novos modelos de trabalho fomentados nesse pós-pandemia dividem a opinião de diversos executivos. Enquanto alguns empresários e executivos se consideram mais “conservadores e tradicionalistas” e não acham que o trabalho remoto substitui a experiência profissional de trabalhar presencialmente em um escritório, como é o caso do ex-CEO do Google, outros pensam de maneira oposta.

O CEO do Airbnb, por exemplo, já afirmou que seus funcionários podem trabalhar de qualquer lugar do mundo e ainda incentivou seus funcionários a viajarem pelo mundo nas acomodações da plataforma.

Uma recente pesquisa mostrou que funcionários mais jovens, em específico os trabalhadores da geração Z, não estão à vontade para retornar a uma rotina 100% presencial. Os resultados da pesquisa mostram que a maior parte desses trabalhadores, cerca de 70%, prefere procurar outro trabalho a ter de trabalhar presencialmente todos os dias da semana

https://exame.com/negocios/elon-musk-exige-volta-presencial-dos-executivos-da-tesla-trabalho-remoto-nao-e-aceitavel/

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Idade não é documento: movimento contra etarismo está em evidência

Ao derrubar preconceitos, uma geração abre caminho para a valorização da chegada à maturidade

Por André Sollitto – Veja – 25 fev 2022 

Uma boa olhada no velho álbum de fotografia da família é uma maneira infalível de notar as divergências físicas entre nós e nossos antepassados. Repare bem na foto de seu avô: aos 40 anos, ele provavelmente parecia bem mais velho. Note como aquela tia querida de 50 anos tinha feições de idosa. Agora olhe para si próprio: os quarentões, cinquentões e todos os entões da atualidade são muito diferentes daqueles que os antecederam. No século XXI, os avanços da medicina associados ao aumento da qualidade de vida fizeram com que as atuais gerações cheguem ao amadurecimento em melhor forma, mais ativos e produtivos — tanto do ponto de vista físico quanto do intelectual — do que as pessoas de ontem jamais foram. Qual é o sentido de dizer que um profissional de 50 anos esteja caminhando para o fim de carreira? Que lógica há em considerar senhoras e senhores de 60 anos incapazes de realizar tarefas que um jovem faria? Porém, por mais que a nova realidade bata à porta, o preconceito contra pessoas que deixaram a juventude persiste. Chama-se isso de etarismo, a nova fronteira da diversidade que começa a ser combatida com o mesmo afinco que outras formas de intolerância. 

RODRIGO SANTORO, 46 ANOS – Com um filme em cartaz na Netflix, o ator continua representando o Brasil no cenário global do entretenimento — e mostra que deve manter o posto de galã por bastante tempo

Basta acompanhar o desempenho extraordinário do surfista Kelly Slater em uma etapa do Mundial da modalidade para entender o que um cinquentão pode fazer. Com cinco décadas redondas, Slater venceu a competição que disputou com garotos que não tinham a metade da idade dele. Agora, desponta como candidato ao 12º título mundial. Não custa lembrar: surfe exige força, equilíbrio, rapidez de raciocínio,criatividade para a execução das manobras e uma dose extra de ousadia que muitos consideravam patrimônio exclusivo da molecada. Exemplos não faltam. Os atores Flávia Alessandra, 47 anos, e Rodrigo Santoro, 46, usam as redes sociais para mostrar que continuam belos, ativos e sarados — e mais produtivos do que nunca. 

Mesmo com essa nova realidade, o movimento contra o etarismo nunca esteve tão em evidência. É assunto central da trama de Um Lugar ao Sol, novela das 9 da Globo que mostra a atriz Andréa Beltrão no papel de uma modelo de 50 anos lidando com o preconceito e o “prazo de validade” da carreira que escolheu. Ser retratado no principal folhetim da televisão aberta é sinal de que a sociedade debate o problema em diversas esferas. “Estamos vivendo um período de transição”, diz a consultora Silvia Ruiz, autora do blog Ageless. “A idade ainda é uma questão complicada para alguns, mas existe uma geração que está se rebelando contra a ideia de esconder quantos anos a pessoa tem.” É bom que seja assim. 

A mudança passa necessariamente pela revisão de preconceitos. Significa abandonar de vez expressões como “cabeças brancas” ou o elogio torto de que alguém está “em ótima forma… para a idade”. O movimento “Em Desconstrução”, iniciativa do ativista Marcos Guimarães, que já abordou o racismo e o capacitismo e agora se debruça contra o etarismo. Ele convidou personalidades como a empresária Luiza Trajano, a atriz Nany People e a cicloativista Renata Falzoni, para estrelar a campanha “Você Me Vê Como Eu Me Vejo?”, mostrando que a questão psicológica influencia a jornada de autoafirmação. A opção de incluir principalmente mulheres não foi à toa. “O envelhecimento é muito mais duro com elas”, diz Guimarães. “Para a sociedade, os homens ficam mais interessantes e charmosos. As mulheres não. Elas precisam estar sempre jovens.” 

O etarismo costuma ser perverso no mercado de trabalho, mas isso começa a mudar. Segundo amplo estudo realizado no Brasil pela empresa de tecnologia Gupy, as contratações de pessoas entre 40 e 50 anos cresceram 95% de janeiro a setembro de 2021 na comparação com o mesmo período do ano passado. Em nenhuma faixa etária o avanço foi tão expressivo. Uma das explicações é que, nas crises — o período considerado para o levantamento foi marcado pela pandemia —, as empresas buscam profissionais mais tarimbados. O fenômeno tende a se consolidar. Diversas empresas lançaram programas para incorporar em seus quadros pessoas com mais de 40 anos (veja o quadro), tendência já observada em diversos países.

As conquistas aparecem até em áreas que consagraram os estereótipos da beleza juvenil. Na mais recente semana de moda de Paris, grifes de luxo como a Valentino puseram lado a lado na passarela modelos mal saídas dos 20 anos e mulheres maduras. A atriz inglesa Helen Mirren, 76 anos, esteve à frente do desfile da L’Oréal, exibindo confiança e estilo. Até as supermodelos que na década de 1980 estrelaram campanhas globais de tremenda repercussão — e que eram tratadas como semideusas — agora se posicionam contra a visão datada de que a beleza só existe na juventude. Também há pouco tempo, a atriz Brooke Shields posou, com bem vividos 56 anos, para fotos de topless. Ela proibiu retoques digitais na imagem e exagero na aplicação de cosméticos, que esconderiam os sinais da idade. 

A indústria dos cosméticos, aliás, é protagonista das mudanças na sociedade. Se antes havia montes de produtos que prometiam a ilusão da juventude eterna, hoje há opções específicas para cada faixa etária e uma compreensão maior sobre os cuidados necessários em diferentes estágios da vida. Uma das linhas mais famosas para o público maduro, a Chronos, da Natura, foi lançada há 35 anos, quando o etarismo nem mesmo era debatido. “Foi um marco, e sustentamos essa posição, trazendo um lugar de luz, e não de sombra, em torno da passagem de tempo”, afirma Maria Paula Fonseca, diretora global da marca. Além de colocar a idade ideal para cada produto no rótulo, a empresa usa expressões como “antissinais”, em vez de “antienvelhecimento”, termo preconceituoso que expõe os vícios do setor. “É um apagamento que acontece em vários aspectos. A sociedade ocidental não valoriza o passar do tempo. Fala-se em perdas, e não em ganhos”, diz a executiva. 

ABILIO DINIZ, 85 ANOS – Além de se manter ativo no mundo dos negócios, o empresário investe na divulgação de conteúdos sobre envelhecimento na plataforma digital Plenae, lançada por ele em 2018 – @abilio_diniz/Instagram 

O envelhecimento populacional é um fenômeno global. Em 2019, eram 703 milhões de pessoas com mais de 65 anos. O número vai dobrar, passando para 1,5 bilhão até 2050. No Brasil, o fenômeno se dá em velocidade maior. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), até 2050 30% da população estará acima dos 60 anos. A porcentagem passará de 40% até o fim do século. “Com isso, toda mudança se torna muito mais urgente, principalmente no mercado de trabalho”, diz Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador da área de Economia Aplicada da FGV-Ibre. 

Como se sabe, é impossível — ainda — frear o passar dos anos, mas pesquisadores de diversas partes do mundo têm trabalho para isso. “O envelhecimento é algo codificado no DNA e, se algo está codificado, é possível descobrir seu segredo”, afirmou em entrevista recente o médico sul-co­reano Joon Yun, que comanda o Palo Alto Investors, fundo americano de investimentos de 1 bilhão de dólares. Estender a vida indefinidamente é um desejo ancestral da humanidade. Ainda está distante o dia em que isso será possível, mas a ciência proporciona inúmeros avanços. 

No livro 21 Lições para o Século 21, o historiador israelense Yuval Noah Harari, autor dos best-sellers Sapiens e Homo Deus, diz que a revolução tecnológica trará profundos impactos para o corpo humano, devendo melhorar as habilidades físicas e cognitivas. Ele ressalta, contudo, que a evolução ficará restrita aos muito ricos, à medida que só terão acesso aos tratamentos aqueles que puderem desembolsar fortunas por eles. Para Harari, há o risco de o futuro reservar uma nova forma de discriminação que separará os seres evoluídos tecnologicamente daqueles desprovidos dessa possibilidade. 

O tema é sensível. No ano passado, o pesquisador russo Sergey Young publicou o livro The Science and Technology of Growing Young (ainda sem tradução para o português), no qual assegura que a primeira pessoa a viver 200 anos já nasceu. Sua teoria é baseada no ritmo de desenvolvimento da medicina, que acelera em velocidade jamais vista. Fanático por números, Young apoia suas análises em projeções matemáticas. “Há oito décadas, a expectativa de vida era de 43 anos. Hoje, nos Estados Unidos, ela está em torno de 80 anos”, disse. Para ele, é razoável supor que, dado o ritmo intenso de descobertas da ciência, é possível que um humano comemore dois séculos de existência. Utopias à parte, a verdade é que a vida é preciosa em toda a sua jornada, a despeito dos anos registrados no calendário, que já não valem tanto. Aproveitá-la ao máximo é algo que todos deveriam fazer, sejam jovens ou maduros, sem pré-julgamentos ou preconceito. Idade, afinal, não é documento.

Publicado em VEJA de 2 de março de 2022, edição nº 2778 

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