Bikes ganham impulso em vários países com a pandemia

Por Ernesto Yoshida

publicado em: 03/06/2020

No Dia Mundial da Bicicleta, veículo desponta como uma opção sustentável para manter o distanciamento social durante e após a pandemia do coronavírus.

Em 2018, a Organização das Nações Unidas decidiu instituir 3 de junho como o Dia Mundial da Bicicleta, uma forma de conscientizar as pessoas sobre os benefícios – tanto para a saúde humana quanto a do planeta – desse meio de transporte. O que a ONU não imaginava era que a bicicleta ganharia importância ainda maior em 2020 por causa da pandemia do novo coronavírus. Em vários países, o veículo de duas rodas tem sido promovido como um meio seguro e sustentável para manter o distanciamento social e evitar a aglomeração de pessoas nos transportes públicos.

Na Itália, o governo está oferecendo um bônus de até 60% na compra de uma bike nova, limitado ao valor de 500 euros, para cidades com mais de 50.000 habitantes. No total, os subsídios somarão 120 milhões de euros. Prefeituras como Roma e Milão iniciaram planos de construir mais de 150 e 35 quilômetros de ciclovias, respectivamente.

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Home office: Contratando talentos sem limite geográfico

por Luísa Granato

Publicado em: 03/06/2020

No mundo pós-covid, a competição por talentos alcançará outro nível

Para encontrar talentos, as empresas estão dispostas a transcender seus limites geográficos. E a pandemia ajudou a tendência. Os funcionários podem estar em estados ou até países diferentes da sede da empresa.

Com a pandemia do novo coronavírus, além dos escritórios adaptarem suas operações para o home office, muitas empresas também precisaram digitalizar seus modelos de contratação e integração de funcionários.

Nessa realidade cada vez mais digital, o mundo empresarial deu um enorme pulo para o futuro do trabalho e descobriu a eficácia de uma maior flexibilidade. Rompeu-se a barreira do escritório e agora é possível imaginar uma operação — e contratação — de qualquer lugar.

Vendo o Nubank como exemplo, Leandro Herrera, CEO da Tera, escola de profissões da Economia Digital, acredita que as fronteiras de contratação vão se apagar.

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A vida não será a mesma depois que os bloqueios forem suspensos

A experiência da China sugere que a vida social continuará restrita mesmo quando a vida profissional voltar ao normal

Em abril a revista The Economist cunhou o termo “economia de 90%” para descrever o que acontecerá à medida que quarentenas e lockdowns forem amenizados em todo o mundo. Sob bloqueios mais rigorosos, as economias tendem a operar com cerca de 60% da capacidade, sugere a análise da Goldman Sachs. Mas, à medida que as restrições são relaxadas, esse número sobe para 90%. Muitos escritórios e fábricas reabrem – mas nem todos -, e as pessoas, com medo de serem infectadas, provavelmente evitarão muitas atividades sociais. O desemprego é estruturalmente mais alto e concentra-se particularmente em ocupações que dependem de muito contato pessoal. De acordo com uma estimativa, se os americanos optassem por evitar a proximidade de uma pessoa no comprimento de um braço ou menos, ocupações no valor de aproximadamente 10% da produção nacional se tornariam inviáveis.

Mas a ideia da economia de 90% também captura algo qualitativo. 

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A vantagem das cidades aglomeradas

por Evandro Milet

No livro “ O Triunfo das cidades”, Edward Glaeser, professor de Harvard, constata que toda a humanidade caberia no Texas, cada um na sua própria casa. Por que então 243 milhões de americanos se aglomeram em apenas 3% do território que corresponde à zona urbana? 

O autor conta a história das cidades de sucesso no mundo e os fatores que motivam essa atração. Analisa como as cidades exercem influência e são influenciadas pelas questões de educação, saúde, meio ambiente, mobilidade, globalização, segurança, emprego e qualidade de vida.

As cidades ao longo da história têm sido os motores da inovação: Atenas, Roma, Bagdá, Florença no renascimento, Birmingham e Manchester na revolução industrial ou Nova Iorque agora. Uma razão desse sucesso é que o conhecimento é mais facilmente gerado quando as pessoas estão mais próximas de outras. A vida em grupo, versão primitiva da vida na cidade, definiu o cenário para a evolução humana.

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Vamos agora achatar a curva do meio ambiente?

21 de maio de 2020 The Economist

Chegando em um momento de transformações, a pandemia poderia antecipar o pico dos combustíveis fósseis

Em meio à devastação da covid-19, seu efeito sobre os gases do efeito estufa emergiu como algo marcante. Entre janeiro e março, a demanda por carvão caiu 8% e o petróleo 5%, em comparação com o mesmo período de 2019. Até o final do ano, a demanda de energia pode cair 6% no geral, de acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA), uma agência intergovernamental, e representa a maior queda que já viu.

Como menos uso de energia significa menos queima de combustíveis fósseis, as emissões de gases de efeito estufa também estão caindo. De acordo com uma análise do Global Carbon Project, um consórcio de cientistas, as emissões de 2020 serão 2-7% menores que as de 2019 se o mundo voltar a condições pré-pandêmicas em meados de junho; se as restrições permanecerem em vigor durante todo o ano, a queda estimada será de 3 a 13%, dependendo de quão rigorosas elas sejam. O melhor palpite da queda é de 8%.

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O fim dos dinossauros analógicos: o vírus asteroide

por Evandro Milet

A transformação digital já atingia vários setores da economia quando caiu o asteroide da pandemia, provocando turbulências e quebradeira em muitos deles. Porém, assim como os dinossauros teriam sido extintos pela queda de um asteroide, permitindo que milhões de anos depois a raça humana se desenvolvesse, também esse novo asteroide minúsculo, um vírus, promove a extinção de outros dinossauros e permite o surgimento de um novo mundo. De repente, a justiça, lenta no mundo digital, permite audiências à distância, despachos por Zoom e defesas feitas remotamente até no STF, que já se reune por aplicativo. Até o Congresso Nacional promove sessões remotas, sem necessidade de aviões, hotéis e carros oficiais.

A telemedicina, antes travada pelo corporativismo médico, foi liberada pela falta de opção desses mesmos médicos de atender uma população que tem medo de ir ao consultório. A possibilidade de acesso de locais remotos aos melhores centros de saúde justifica toda mudança em prol de uma igualdade mínima de atendimento. Muitos procedimentos médicos podem ser feitos com a supervisão local de um médico de outra especialidade, ou mesmo por um enfermeiro, ou, em casos mais simples, diretamente com o paciente para uma primeira orientação. 

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Como combater a Fadiga de Zoom(Zoom fatigue)

por Evandro Milet

Coitado do Zoom. Saiu na frente como aplicativo para reuniões e acabou pegando o apelido para o stress eventualmente provocado por várias reuniões durante o dia. Mas ganhou muito. Seu valor de mercado ultrapassou a soma do valor de várias companhias aéreas, o que não é vantagem considerando que as viagens de avião tiveram queda da ordem de 90% em quase todo o mundo. Mas a vantagem do pioneirismo durou pouco, as gigantes trilionárias Microsoft com o Teams e Google com Meet , aproveitando seu acesso ao mundo corporativo, já estão em campo com competência, dividindo esse novo mercado de home office.

Muita gente está considerando que houve um aumento de produtividade na nova situação. Como não há deslocamentos físicos e nem necessidade de se arrumar(reuniões de pijama aos montes), além de outras distrações no escritório, saídas para almoço e bate papos sobre abobrinhas, consegue-se fazer um número maior de reuniões durante um dia de trabalho. 

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Inteligência artificial poderá prever, e até evitar, novas pandemias, prevê Kai-fu Lee

por Sérgio Matsuura

Com cada vez mais dados, sistemas inteligentes poderão perceber anomalias precocemente, afirmou o especialista

 Mesmo com todos os avanços tecnológicos que temos hoje, o mundo não foi capaz de prever, ou evitar, o avanço do novo coronavírus, que já matou mais de 350 mil pessoas. Mas é provável que esta seja a última pandemia, graças à inteligência artificial. Esta é a opinião do presidente e diretor executivo da Sinovation Ventures e ex-presidente do Google China, Kai-fu Lee, que participou na noite desta quarta-feira de um painel com o diretor executivo da Globo Ventures, Roberto Marinho Neto, em evento promovido pelo movimento Brazil at Silicon Valley.

— Eu acho que no longo prazo a prevenção de pandemias será possível com a inteligência artificial — afirmou Lee. — Nós usaremos roupas inteligentes, conhecidas como wearables, que produzirão dados e os enviarão para a nuvem onde será possível perceber anomalias precocemente. Assim, espero que a próxima pandemia possa ser prevista e evitada.

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Sonho (muito) grande: multinacionais brasileiras

por Evandro Milet

É mais fácil segurar um louco que empurrar um burro, diz Beto Sicupira, resumindo uma das estratégias de lidar com pessoas do trio formado com Jorge Paulo Lemann e Marcel Telles e retratado no best seller de negócios “Sonho Grande” da jornalista Cristiane Correa. Estima-se que, desde que o Banco Garantia, origem do grupo, foi fundado em 1971, de 200 a 300 pessoas que trabalharam nos diversos negócios do trio ganharam mais de 10 milhões de dólares cada.

O sucesso é inquestionável. Marcas nacionais e depois globais foram sendo sucessivamente incorporadas, incluindo Lojas Americanas, ALL, Brahma, Antartica depois Ambev, depois Inbev, Budweiser, Burger King e Heinz, já em uma parceria espantosa com o mega investidor Warren Buffet.

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As grandes empresas de tecnologia vão dominar tudo

por Evandro Milet

Em meio à maior crise econômica, as gigantes de tecnologia nos Estados Unidos, já conhecidas pela sigla FAMGA, Facebook, Amazon, Microsoft, Google e Apple, cada uma chegando ou ultrapassando o trilhão de dólares em valor de mercado, impressionam pela força e vitalidade. Enquanto empresas de outros setores pedem socorro aos governos e administram demissões em massa, a Amazon anunciou 175 000 contratações só em março e espera lucrar mais de 6,5 bilhões no primeiro semestre do ano. Facebook, Apple e Microsoft também apresentaram uma saúde financeira notável em plena pandemia. 

E o que fazem com todo o caixa gerado por lucros extraordinários? Investem para dominar grandes setores da economia. Saúde, educação, defesa, finanças e até atribuições de governo. Enquanto governos discutem até a possibilidade de dividir algumas dessas grandes, frente ao enorme poder que dispõem, à semelhança do que foi feito com o petróleo no início do século 20, elas ampliam seu escopo de atuação. Na educação à distância, Google e Microsoft disputam o mercado mundial, que promete uma expansão sem volta com a pandemia.

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