A IDTechEx, empresa especializada em pesquisas, revelou um dado interessantes sobre o futuro do mercado automotivo. Segundo levantamento, em 2050 será praticamente um crime se você quiser dirigir seu próprio carro. Isso acontecerá porque o nível de condução autônoma dos automóveis estará extremamente avançado e irá superar qualquer habilidade humana ao volante, independentemente do tipo de situação.
A pesquisa, chamada “Autonomous Cars, Robotaxis & Sensors 2022-2042”, revela que, com a conectividade 5G e o funcionamento das máquinas e robôs nos carros, os erros serão cada vez mais raros. Além disso, acidentes que acontecem devido a distrações como celulares, luzes fortes ou condições climáticas serão completamente eliminados com a direção autônoma.
Mas proibir você de dirigir seu xodó no fim de semana não será tão simples. Segundo o estudo, os carros autônomos já vão superar os seres humanos em 2024 se o nível de desenvolvimento das empresas e softwares seguir no ritmo atual. Entretanto, será necessário que esses veículos possam atender a toda uma demanda da população, algo que seria possível somente em 2050, segundo os cálculos da empresa.
O Volvo XC60 é um dos carros mais seguros do mundo (Imagem: Felipe Ribeiro/Canaltech)
Atualmente, os veículos de passeio mais próximos da condução autônoma à disposição das pessoas para compra são os carros da Tesla e da Volvo, que contam com um sistema de direção capaz de identificar curvas, carros à frente e até sinais de trânsito. Outras marcas, porém, equipam seus veículos com recursos de segurança semiautônomos, como o piloto automático adaptativo, o alerta de ponto cego, sistema de permanência em faixa e frenagem automática de emergência.
Também vale lembrar que existem diversas empresas no mundo testando carros autônomos, mas com a maioria esmagadora prevendo sua utilização totalmente controlada e para transporte de passageiros ou cargas em modo comercial, não recreativo. Huawei, General Motors, Waymo, Baidu e Nvidia são alguns dos players com muito investimento nesse promissor segmento.
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Se fosse imaginar um currículo do futuro, Frederik G. Pferdt, chefe de inovação do Google, começaria com uma missão. Depois, ele apostaria em competências transversais da mentalidade de inovação.
O que são competências transversais?
As competências transversais são comportamentos e habilidades que são utilizadas em qualquer cargo técnico que um profissional ocupar. Pferdt lista algumas: “Curiosidade, Empatia, Pensamento Expansivo, Inclusão, Experimentação”.
Essas características refletem muito mais a sua forma de trabalhar e qual a sua mentalidade do que conhecimento adquiridos em cursos.
A proposta imaginativa do chefe de inovação é usar a parte de experiências do currículo para destacar essas habilidades com boas histórias. E o conjunto de habilidades e comportamentos será valioso para que os recrutadores enxerguem qual a mentalidade do candidato.
Para o especialista, essa será a receita para o futuro: focar na mentalidade dos indivíduos.
“Com a rápida mudança no mundo hoje, precisamos não só pensar de forma diferente, mas também agirmos de forma diferente. As mentalidades começam a nos levar para a próxima fronteira do nosso desenvolvimento: a mente”, diz.
Frederik G. Pferdt é professor de Stanford e foi responsável pela construção da comunidade do Google, que conta com mais de 500 evangelistas, e o primeiro laboratório de inovação, o The Garage.
E o especialista em inovação é um dos convidados de destaque da 6ª edição do Kenoby Talks, evento de Recursos Humanos que acontece entre os dias 13 e 16 de setembro.
O evento é totalmente gratuito e a programação vai abordar temas como people analytics, gestão ágil, saúde mental, diversidade e inclusão.
Esta edição do Kenoby Talks também vai contar com convidados como a jornalista Glória Maria, Rachel Maia, fundadora e CEO da RM Consulting, e Bruna Benevides, militar da Marinha e Secretária de Articulação Política da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA).
Pferdt: “Se eu imaginasse um futuro CV, provavelmente começaria com uma missão” (Google/Divulgação)
Confira a entrevista exclusiva com Frederik G. Pferdt, chefe de inovação do Google:
Como descreveria alguém com uma mentalidade inovadora? Que tipo de hábitos e atitudes isso implica?
Frederik G. Pferdt: O mundo está mudando mais depressa do que nunca. Como um inovador, você precisa ser capaz de resolver os problemas de amanhã, e de navegar por toda a ambiguidade que daí advém. Considere os mapas medievais. O mundo não sabia o que existia para além do horizonte. Você cairia pela borda da terra? Será que criaturas marinhas desconhecidas se escondiam nestas terras desconhecidas? Os cartógrafos descreveram criaturas marinhas temíveis e nos lembram que quando confrontados com situações desconhecidas ou ambíguas, a maioria das pessoas recorre ao medo. Ainda assim, é preciso conduzir o barco para além do limite do que é conhecido para desvendar todas as possibilidades do que poderia ser.
Os avanços na tecnologia, como carros e computadores com os quais podemos conversar, catapultam-nos para o limite do mapa – a linha entre o conhecido e o desconhecido. Para prosperar neste limite, temos de nos manter curiosos, ter empatia com diferentes perspectivas e experimentar soluções.
Podemos nos ver como navios: indivíduos como navios menores, startups como navios médios, empresas como navios grandes. Todos nos movemos em torno do porto antes da pandemia, em que as cordas eram mais apertadas. Sempre houve um vento a soprar pelos portos, mas nunca foi o caso das cordas se soltarem de repente. Mas com a pandemia, nos encontramos nesta situação de vulnerabilidade: as cordas foram rasgadas e todos os barcos estão a flutuar no mar em diferentes condições.
Tento entusiasmar as pessoas sobre o futuro, para que elas digam: certo, não só as coisas mudam, mas eu também sou responsável pelo que acontece amanhã, depois de amanhã e nos próximos anos. Um ponto é a digitalização, a colaboração virtual – também no campo da educação. Os meus três filhos gostam desta colaboração digital, intercâmbio virtual e aprendizagem. É claro que muitos têm preocupações porque falta um intercâmbio real e pessoal. Eu não nego isso – também sinto falta do contato físico. Mas penso que devemos ver a situação como uma forma de experimentação e reimaginação de formas complementares de aprendizagem.
Existe uma forma de se treinar ou de melhorar esta mentalidade? Que dicas tem?
Pferdt: Com a rápida mudança no mundo hoje, precisamos não só pensar de forma diferente, mas também agirmos de forma diferente. As mentalidades começam a nos levar para a próxima fronteira do nosso desenvolvimento: a mente. Até agora, a maioria dos esforços de formação, aprendizagem e desenvolvimento se concentraram, principalmente, em comportamentos, tais como: o que é que as pessoas precisam fazer para serem produtivas e eficazes, ou mesmo inovadoras. Quando nos concentramos nas mentalidades, não nos concentramos apenas nos atos das pessoas, mas nos concentramos no seu ser.
Se ainda não estamos convencidos de que precisamos mudar a nossa mentalidade: Vamos tentar uma experiência. Vejamos estas equações:
5+3 = 8
4+6 = 10
2+4 = 7
9-3 = 6
Se o seu pensamento inicial era que uma destas equações está errada, não está sozinho. Os nossos cérebros estão ligados para reconhecer os erros. Este “preconceito de negatividade” evoluiu por uma boa razão: para nos ajudar a sobreviver. No entanto, a nossa aversão embutida a resultados negativos pode ser um problema quando tentamos apresentar novas ideias – distorcendo a nossa capacidade de inovação.
Todos são capazes de sonhar com grandes ideias e a criatividade existe em todos nós. Mas capturar a nossa criatividade ou inovação inata requer treino das nossas mentes para pensar e agir de novas formas, apesar de evitarmos inconscientemente os resultados negativos. As pessoas que ultrapassaram este hábito inato tendem a ser as que agiram contra todas as probabilidades e mudaram o mundo.
Quando nos preparamos para o futuro, como é que isso também muda a forma como as pessoas planejam as suas carreiras e abordam o mercado de trabalho?
Pferdt: Em Stanford tivemos uma experiência e tentamos imaginar como seria o futuro da educação. Que problemas você deseja resolver e que mentalidades e competências você deve desenvolver para progredir e ter impacto? No Google, estamos investindo em competências futuras com o nosso programa Cresça com o Google para continuar a realizar a nossa missão, disponibilizando ferramentas digitais e formação para todos.
No Brasil, o programa já passou presencialmente por mais de 12 capitais do Brasil e já foram treinados mais de 1,7 milhão de brasileiros. Atualmente está em formato online. A partir do Cresça com o Google para Mulheres, programa globalmente conhecido como Women Will, mais de 200 mil mulheres ganharam inspiração e treinamento para que criem suas próprias oportunidades econômicas por meio da valorização da autoconfiança e do desenvolvimento de novas habilidades digitais e socioemocionais. No Brasil este ano, o programa já capacitou mais de 11 mil mulheres em três edições.
Algumas competências são mais difíceis de mostrar no papel, como, por exemplo, como se faz normalmente com um CV. Se tivesse de imaginar um “futuro CV”, como seria isso?
Pferdt: Se eu imaginasse um futuro CV, provavelmente começaria com uma missão: E se…? Que problema quer resolver no futuro? Seguido de todas as mentalidades de inovação relevantes como: Curiosidade, Empatia, Pensamento Expansivo, Inclusão, Experimentação, estas antigas “competências transversais”. O resto, histórias sobre como se cultivaram estas mentalidades.
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Em um mundo que muda cada vez mais rapidamente, é preciso se atualizar na mesma rapidez e aprender a “desaprender e reaprender”, como diria o futurólogo Alvin Toffler. O aprendizado nasce da experimentação.
by Andrea Iorio MIT Technology Review Agosto 13, 2021
Entre os meus segundo e terceiro anos na Universidade Bocconi, na Itália, onde estudei economia, resolvi fazer um estágio em um lugar diferente, que desde sempre despertou a minha atenção por sua altíssima taxa de inovação e avanço tecnológico, ou seja, Israel. Mesmo com apenas cerca de 9 milhões de habitantes, Israel é um dos países mais inovadores do mundo e tem várias estatísticas que comprovam isso: foi ranqueado o sétimo país mais inovador do mundo em 2021, segundo o Bloomberg Innovation Index.
No meu caso, o estágio não foi em uma empresa de tecnologia, mas têxtil, chamada Nilit, onde fui alocado para trabalhar na area financeira com o sistema SAP. A fábrica estava localizada em Migdal Haemek, uma cidadezinha perto de Nazareth e Haifa, e era nesta última cidade, a segunda maior de Israel, que aluguei um quarto em um apartamento compartilhado com outros estudantes Israelenses.
O interessante, porém, é que todos eles eram mais velhos do que eu, mas estavam apenas começando na faculdade, e no começo estranhei este atraso deles todos. Um deles já tinha 24 anos e estava esperando o primeiro semestre começar. Após a sensação inicial de estranheza, quando me questionava “como é possível que Israel seja tão avançado se os jovens começam a estudar mais tarde?”, percebi que talvez a resposta estivesse no fato de que eles começavam muito tarde.
Confuso? Deixe-me explicar melhor.
Descobri que eles estavam começando na faculdade naquela época pois todos tinham passado por três anos de serviço militar — obrigatório para todo homem e mulher israelense —, e depois todos viajaram o mundo, como é comum em Israel, como se fosse um sabático: alguns viajaram um ano, outros dois, e um até três, entre Ásia, África e América Latina.
Especialização como herança de um mundo analógico e linear
Após retornarem destas viagens, eles começavam a faculdade. Eu pensava que isso fosse muito tarde, você pode pensar que isso fosse muito tarde, mas a verdade é que eu aprendi a gostar deste modelo.
O que você sabe sobre o que você quer fazer da sua vida quando tem 17 ou 18 anos? Pouco ou nada, não é? Qual o seu grau de maturidade e o seu nível de estabilidade emocional? Bem baixo, convenhamos — e nada contra, eu fui assim também, e temos que ser! E qual nosso grau de entendimento de problemas complexos, reais, do mundo, da economia, da sociedade? Também baixo, pois não passamos por muita coisa até então.
E, de novo, não é um critica a quem tem esta idade, pelo contrário, é uma das épocas mais importantes do desenvolvimento do individuo. A critica é para um modelo educacional e corporativo que herdamos de um mundo analógico, que nos coloca sob pressão para decidir o que queremos ser na vida aos 18 anos, nos fazendo acreditar que essa escolha irá moldar o resto de nossa vida e nos tornará bem sucedidos.
Esse mesmo modelo nos diz fundamentalmente que o ensino formal teórico é mais importante do que o aprendizado por meio da prática e da experimentação, e principalmente ao nos fazer acreditar que realizar coisas novas, testando o que gostamos e vendo depois o que fazer com isso, não faz sentido e seja inerentemente ineficiente — e que por isso não devemos experimentar e aprender coisas novas, mas fundamentalmente seguirmos pelo caminho da hiper especialização.
Pelo menos isso é o que eu vivi, e você?
Inclusive eu errei, após ter me formado na Bocconi, ao ir direto para o mestrado em Relações Internacionais na Universidade Johns Hopkins. Não é que não tenha sido bom, pelo contrário, foi incrível, mas pelo fato de que olhando para trás, eu teria gostado de ter tido uns anos de experiência profissional antes de me adentrar num mundo de direito internacional, comércio exterior e finanças. Simplesmente não tinha a vivência prática que me permitia entender concretamente os temas que estava estudando nos livros e nas aulas. Eu acabei sendo um dos mais novos do curso, e olhava para meus colegas, alguns deles dez anos mais velhos, com passagens por cargos diplomáticos importantes em seus países, com um mix de admiração e sensação de não estar no nível deles.
A importância de se sentir perdido
Recentemente comprovei, em uma leitura do Kevin Kelly, autor best-seller e cofundador da revista Wired, que realmente estou certo, que a Angela Duckworth está certa, e que de alguma forma explica porque as aprendizagens práticas dos israelenses no serviço militar e nas viagens ajudam no desenvolvimento e sucesso:
“Eficiência é para os robôs. Eu acho que as pessoas têm que ser ineficientes de propósito, testando, experimentando coisas novas, fazendo coisas divertidas… isso é de onde as novas ideias surgem. Se você ler as biografias de pessoas que foram extremamente bem-sucedidas, vai perceber como elas também tiveram períodos na vida em que se sentiram perdidas — e por isso devemos abraçar essa sensação”.
Garra: paixão + perseverança
Essa frase é perfeita para descrever minha frustração com a crença de que tudo deve correr sem obstáculos no meio do caminho. Inclusive, a psicóloga e professora da Penn University, Angela Duckworth, autora do livro “Garra: o poder da paixão e da perseverança”, construiu a sua teoria em cima disso. Vamos começar entendendo: o que é essa tal de “garra”? Fundamentalmente a garra é a combinação de paixao e perseverança, sustentados por longos periodos de tempo. Como eu gosto de destacar, pois esta é minha interpretação, não é sobre intensidade, mas sim sobre constancia. Sobre persistência. Sobre a somatoria de microações que no longo prazo levam ao sucesso, mesmo que — como dissemos antes — tenhamos que superar inumeros obstaculos. Não é?
No mundo corporativo funciona exatamente da mesma forma: o principal obstaculo é a interpretação do erro, porque até enxergarmos o erro como um vilão, nós teremos equipes e colaboradores que evitam experimentar coisas novas, o que, temos que lembrar, é a semente da inovação, para consequentemente evitar errar. Em um mundo em rápida transformação e onde as expectativas do cliente mudam o tempo todo, você acha que este é um bom jeito para se manter bem sucedidos nos negócios? Bom, já sabemos que a resposta é não.
Veja agora do lado oposto: organizações que entendem que o erro faz parte de qualquer processo de inovação e começam a tolerá-lo mais, fomentam a experimentação, e até a colaboração — pois se eu errei e não tenho medo de compartilhar com meus colegas ou lideres, eles podem me ajudar e apoiar e isso fomenta a colaboração. Ficou clara a relação?
Veja o caso da Domino’s Pizza: um novo CEO, Patrick Doyle, entrou mais de uma década atras para fazer o turnaround da empresa que estava mal das pernas, com resultados ruins, e ele percebeu que ela precisava de mais inovação na cultura da empresa. Foi assim que, em 2014, ele liderou uma campanha chamada Failure is an option, ou
seja, “O fracasso é uma opção”, onde a equipe mostrava em vídeos os
experimentos mal-sucedidos da Domino’s admitindo que, sim, fracassar
é parte do processo.
Esta e outras iniciativas voltadas a deixar claro que experimentar coisas novas é fundamental, fizeram com que a Domino’s valorizasse suas ações de mais de 1800% desde o começo de 2011, e que hoje seja considerada uma das empresas mais inovadoras do mundo pela revista Fast Company, que a definiu como uma empresa de pizza que se transformou em uma empresa de tecnologia de delivery de pizza. Veja a importância de experimentar constantemente coisas novas!
E, para finalizar, quero lançar um desafio prático: escolha uma área do saber, um assunto, um tema que te interesse muito, mas que você sempre despriorizou porque sempre pensa “isso nao me serve pra nada”. Pode ser um idioma pelo qual você está apaixonado mas que não serve para o seu trabalho. Pode ser xadrez, pode ser cinema, pode ser filosofia, pode ser nutrição, o que te interessar. E te peço para dedicar uma semana de estudos e prática, em seu tempo livre, sobre esse tema. Não sinta culpa pelo tempo livre que você está dedicando a isso, achando que é tempo disperdiçado, pelo contrário: sob a lógica de tudo que você aprendeu neste artigo, valorize os aprendizados novos que você tiver. Anote seus maiores aprendizados, e como exercício final, quero que você anote duas ou três conexões entre eles com o tema do seu trabalho: tenho certeza que você vai encontrar.
Este artigo foi produzido por Andrea Iorio, autor Best-Selling, palestrante, escritor sobre Transformação Digital, professor de MBA e colunista da MIT Technology Review Brasil.
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Um dos principais desafios das novas gerações é desenvolver a criatividade enquanto se estuda conteúdos como matemática e linguagem Zô Guimarães/.
A visão predominante sobre educação, há tempos, não se restringe ao conjunto de saberes e conteúdos formais aprendidos na escola. Habilidades sócio-emocionais – tais como empatia, capacidade de liderança, de trabalhar em grupo, criatividade, entre outras – se mostram tão essenciais quanto ter domínio da linguagem, da matemática e de outras ciências. Somadas aos conhecimentos acadêmicos, essas características são fundamentais para os jovens e crianças se inserirem plenamente na sociedade.
Se por um lado isso é praticamente consenso entre os especialistas, de outro, ainda faltam ferramentas para desenvolver e medir o ensino dessas características dentro da sala de aula. Uma pesquisa da OCDE, organização que congrega os principais países desenvolvidos no mundo, realizada com pessoas de 10 a 15 anos, em dez diferentes cidades de nove países joga luz sobre o tema e mostra que nem todas habilidades sócio-emocionais trazem os mesmos benefícios e precisam ser tratadas de forma diferente no ambiente escolar.
Um dos principais desafios das novas gerações é desenvolver a criatividade enquanto se estuda conteúdos como matemática e linguagem Zô Guimarães/.
A pesquisa percebeu, por exemplo, que crianças mais curiosos e persistentes apresentam notas mais altas e melhor desempenho escolar. Em contrapartida, adolescentes mais sociáveis e mais resistentes ao stress costumam não ter uma performance tão acima da média. Segundo a OCDE, isso não significa que ter controle emocional e pedir ajuda para os colegas sejam características indesejáveis, mas que os alunos podem ter dificuldade de focar suas interações e precisam ter uma atenção diferenciada por parte dos educadores.
Curiosidade e criatividade mereceram um capítulo exclusivo, por serem cada vez mais valorizados no mercado de trabalho. Os alunos que se classificaram como altamente criativos tendiam a se descreverem como mais curiosos, empáticos, persistentes, enérgicos, tolerantes e cooperativos. As associações de criatividade com curiosidade e persistência se mostraram particularmente interessantes porque a articulação dessas habilidades pode fazer a diferença em praticamente todas as atividades escolares.
Outro aspecto observado pela pesquisa está relacionado à qualidade de vida dos alunos no ambiente escolar. Satisfação com a vida, bem estar psicológico e nível de ansiedade foram medidos, mostrando que há um declínio desses indicadores quando os alunos saem da infância e ingressam na adolescência.O fenômeno é particularmente pior para meninas. Promover o bem estar no ambiente escolar se mostra, portanto, como sendo uma importante prioridade para as políticas educacionais e o planejamento pedagógico. “Um estudante considerado de sucesso não apenas performa bem academicamente, mas desfruta do estudo e do bem estar psicológico”, alerta o documento da OCDE.
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‘Patrulha’ monitora desrespeito aos protocolos de prevenção à Covid-19, cigarro em áreas proibidas e estacionamento irregular de bicicletas. Por enquanto, imagens obtidas pelos robôs não serão usadas em processos judiciais.
Por Reuters O Globo 06/09/2021
Singapura começou a testar dois robôs, apelidados de “Xavier”, para patrulhar áreas públicas e impedir mau comportamento da população. Nesta primeira etapa, serão detectados:
desrespeitos aos protocolos de prevenção da Covid-19;
uso de cigarro em ambientes proibidos
e estacionamento de bicicletas em locais impróprios.
Os robôs são equipados com câmeras e disparam alertas em tempo real para um centro de comando e controle.
Os dois “Xavier” circularão, a princípio, em uma área de grande tráfego de pedestres no centro do país.
Sem punição
A agência do governo de Singapura disse que, nas primeiras três semanas, os robôs que detectarem mau comportamento exibirão mensagens educativas. Não haverá, por ora, punição ou uso das imagens em processos judiciais.
‘Xavier’ mostra mensagens educativas aos pedestres — Foto: Roslan Rahman/AFP
A longo prazo, o uso dos robôs deverá ser ampliado:
“A implantação de Xavier apoiará o trabalho dos funcionários públicos, pois reduzirá a mão de obra para o patrulhamento a pé e aumentará a eficiência da operação”, disse à agência.
O ministro de assuntos internos de Singapura, K. Shanmugam, disse em agosto que o país pretendia ter mais de 200 mil câmeras da polícia até 2030 – mais do que o dobro do número atual.
Robô foi colocado em centro com movimentação intensa de pedestres — Foto: Edgar Su/Reuters
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Empresa HyperloopTT divulgou estudo que mostra viabilidade de transporte ultrarrápido entre Porto Alegre e Caxias do Sul, mas tecnologia nunca saiu do papel
Imagina trabalhar em Caxias do Sul, poder ir almoçar em Porto Alegre e conseguir voltar a tempo para o trabalho? É este cenário futurístico que a empresa HyperloopTT está prometendo trazer ao Rio Grande do Sul com o hyperloop, transporte ultrarrápido com o mesmo nome da companhia.
Até agora, ela é a única responsável pelo primeiro e único sistema de teste em grande escala da tecnologia hyperloop no mundo, em Toulouse, na França. Outras parcerias estão em desenvolvimento nos Emirados Árabes Unidos, EUA e Alemanha, mas, por enquanto, nenhum projeto saiu do papel.
Em seus estudos passados, a empresa afirma que os sistemas são econômica e tecnicamente viáveis e que gerariam lucros sem exigir subsídios governamentais. Apesar disso, o hyperloop está longe de ser uma panaceia: é contestado pelo público por seu preço salgado, tecnologia avançada e potenciais riscos.
Na pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 2, feita em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul e o Governo do Estado, foi estimado que haveria uma redução de 2,3 bilhões de reais no custo operacional do trajeto, além da geração de aproximadamente 60.000 empregos e cerca de 95.000 toneladas de CO2 a menos na atmosfera.
Com estes números, pode ser difícil entender por que muitos especialistas em túneis, engenheiros e outros profissionais do setor duvidam seriamente das chances do hyperloop um dia funcionar — e, que se um dia abrir as portas, pode levar a um resultado catastrófico.
O transporte da tecnologia hyperloop é através de cápsulas que viajam dentro de um tubo de baixa pressão atmosférica (Hyperloop/Divulgação)
O que é a tecnologia hyperloop?
A ideia do hyperloop é reproduzir em solo as mesmas condições encontradas pelos aviões na altitude. O transporte é feito por cápsulas que viajam dentro de um tubo de baixa pressão atmosférica.
No lugar de trilhos, a empresa promete um sistema magnético, que faz as cápsulas flutuarem dentro dos tubos. Sem o atrito do vento ou dos trilhos, as cápsulas alcançam velocidades que podem chegar a 1.2000 quilômetros por hora, com baixo consumo de energia.
O conceito é muitas vezes atribuído a Elon Musk, que tem uma outra companhia voltada para a ideia, chamada Boring Company. Apesar de a ideia existir há mais de 100 anos, o presidente executivo da Tesla lançou um artigo público em 2013 descrevendo um sistema ferroviário de levitação magnética que passa por um tubo e sugeriu que empresas e universidades fossem atrás e desenvolvessem a tecnologia hyperloop.
Novo estudo mostra viabilidade do projeto no Brasil
A pesquisa feita em parceria com a UFRGS considerou o período de cinco anos para a implementação do sistema e analisou os impactos do projeto no decorrer de 30 anos de funcionamento do transporte no sul do país.
A equipe por trás do projeto afirma ter priorizado um percurso que minimiza a distância entre as cidades e, ao mesmo tempo, se adequa à topografia do terreno para reduzir a necessidade de obras complexas relacionadas a túneis e viadutos e, assim, mitigar o impacto ambiental.
“O projeto da HyperloopTT rompe conceitos tradicionais e traz inovações tanto em termos de infraestrutura quanto em termos de operação de um sistema de transporte. Isso exigiu a articulação de vários saberes e o trabalho em equipe de profissionais de áreas como energia, previsão de demanda de carga, estudo de rotas, dentre outras, na Universidader”, disse a Dr. Christine Tessele Nodari, coordenadora do projeto pelo Laboratório de Sistemas de Transportes da UFRGS.
Design de como seria a estação da HyperloopTT em Porto Alegre
O trajeto
Com o sistema, a HyperloopTT estima que o trajeto de 135 quilômetros de Porto Alegre a Caxias do Sul, que hoje é feito em duas horas de carro, poderá ser realizado em apenas 19 minutos e 45 segundos, em uma velocidade máxima de 835 quilômetros por hora.
No estudo, a empresa estima que, em 30 anos, haverá uma redução de 2,3 bilhões de reais no custo operacional deste trajeto, que também passaria pelas cidades de Novo Hamburgo e Gramado.
Economia
De acordo com as características geográficas da região, o estudo constatou que o custo total para a implementação do hyperloop, junto com os custos de operação e os impostos pelos próximos 30 anos, seria de 7,71 bilhões de reais.
A pesquisa estima que o valor investido seria compensado já nos primeiros cinco anos de funcionamento, principalmente com receita proveniente dos passageiros (52%) e empreendimentos (35%), além de aluguel de lojas nas estações (2%), publicidade (2%) e transporte de carga (1%).
Outra promessa está no estímulo da economia local desde o momento da construção. Seriam 50.000 empregos diretos no setor de Construção durante o período de obras, 9.243 empregos diretos e indiretos e 2.077 empregos no setor de Energia Solar anualmente durante 30 anos.
Além da mobilidade urbana, outro setor que promete ser beneficiado na região é o imobiliário. Com cerca de seis anos de implementação do hyperloop, o estudo estima que deve ocorrer uma valorização de 27,4 bilhões de reais dos terrenos e propriedades no entorno das estações.
Sustentabilidade
O modal proposto pela HyperloopTT é alimentado por energia renovável e prevê a instalação de painéis fotovoltaicos em 80% do percurso Porto Alegre – Serra Gaúcha acima do solo.
Seu potencial de produção anual de energia é estimado em 339 GWh, enquanto o consumo energético é de apenas 73 GWh ao ano. Assim, o hyperloop poderá produzir 3,6 vezes mais energia do que consome e ser considerado um sistema com autossuficiência energética, em que a venda do excedente não é necessária para a sua sobrevivência.
A pesquisa também afirma que cerca de 95.000 toneladas de CO2 deixarão de ir para a atmosfera com a adoção do transporte no Rio Grande do Sul.
E por que duvidam do hyperloop?
Enquanto experimentos em pequena escala mostram que os fundamentos do hyperloop são ideais, realmente construir um tubo com centenas de quilômetros de comprimento com um vácuo perfeito e que consegue transportar grandes grupos de pessoas em cápsulas ultrarrápidas soa, no mínimo, como um dos maiores desafios da engenharia atual.
Além disso, o mundo real é muito diferente dos experimentes em escala reduzida. Existem inúmeros fatores que podem levar a um problema com grandes repercussões, especialmente se levar em consideração a estrutura do sistema: o que acontece quando a cápsula viajando a mais de 800 quilômetros por hora passa por alguma dificuldade técnica?
Um tubo só também significa que, no caso de um acidente, todas as cápsulas prestes a seguir o mesmo trajeto não conseguiriam e poderiam até ficar “no trânsito” dentro do percurso.
Em um sistema de cápsulas a vácuo, também é preciso levar em consideração o que aconteceria caso houvesse alguma descompressão no sistema. De acordo com análise do site Interesting Engineering, o trem aceleraria rapidamente com a entrada do ar e atingiria “velocidades supersônicas”. Defeitos na tubulação poderia causar uma descompressão e resultados desastrosos.
É também preciso considerar o fator social: o que aconteceria dentro do hyperloop em situações de emergência ou violência? No caso de alguma explosão, o tubo inteiro poderia ser afetado. Humanos são imprevisíveis e um esquema de segurança mais avançado pode resolver o problema, mas também aumenta os custos.
Por último, a tecnologia hyperloop é extremamente cara. O custo de operação previsto no estudo de viabilidade gaúcho, por exemplo, é de 7 bilhões de reais, apesar de prometer retorno em cinco anos. Mas, se levarmos em consideração todas as dificuldades em torno da tecnologia, construção e dia a dia, é preciso questionar se o investimento vale a pena ou se o modelo é adequado para o trajeto.
A ideia do hyperloop é incrível e pode, sim, se concretizar um dia. De qualquer forma, ainda é necessário mais pesquisa e investimento para que seja considerado um transporte público realmente eficaz. Seria o Brasil a plataforma de testes ideal para isso?
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Empresa recebe milhões de dólares para abrigar o buscador do Google
Tae Kim, da Bloomberg O Globo 04/09/2021
É hora da Apple buscar um resultado maior: desenvolver seu próprio mecanismo de busca. Durante anos, a fabricante de smartphones lucrou financeiramente com um negócio em que o Google, da Alphabet, pagou bilhões de dólares à empresa de Tim Cook para ser a opção de mecanismo de busca padrão em dispositivos iOS.
No entanto, é improvável que o negócio sobreviva em um mundo de crescente escrutínio antitruste. Portanto, a Apple deve se antecipar a qualquer risco e fazer sua própria proposta. A mudança ajudaria a apaziguar os reguladores, mas também seria inteligente para seu negócio principal.
Os números do acordo de busca do Google estão ficando ultrajantes. Na semana passada, Bernstein surpreendeu ao atualizar suas últimas projeções sobre o negócio. A empresa estimou que a Apple receberia US$ 15 bilhões do Google neste ano, aumentando para US$ 20 bilhões no ano que vem.
Na verdade, os pagamentos de distribuição foram uma peça central do processo antitruste do Departamento de Justiça contra o Google em outubro passado, por um bom motivo. Isso torna quase impossível para uma start-up menor ganhar uma posição em um mercado onde o Google tem um domínio semelhante a um monopólio.
Será que a Apple vai desenvolver seu próprio mecanismo de busca para concorrer com o Google? Foto: Bloomberg
De acordo com a StatCounter, a gigante da internet detém 92% da indústria global de mecanismos de busca. E uma vez que os pagamentos só podem continuar a aumentar, não vê como essa prática descaradamente anticompetitiva possa prosperar nos tribunais.
A pesquisa é um dos poucos grandes mercados de tecnologia que pode mover a agulha de uma empresa multibilionária como a Apple. Bernstein diz que o Google gera mais de US $ 50 bilhões em receitas de clientes iOS. Então, por que não eliminar o intermediário e ganhar um pedaço maior do bolo?
Com uma base ativa de usuários do iPhone de mais de 1 bilhão e um forte balanço patrimonial, a Apple é talvez a única empresa que tem escala e recursos para ser um rival viável do Google.
Não há dúvida de que o mercado precisa de mais players. Embora a Amazon.com tenha feito progresso na monetização dos resultados dos produtos de pesquisa, seus esforços continuam a se concentrar principalmente em anúncios de compras online. A indústria de buscas em geral não viu muita competição ou inovação na última década.
Aqui está outra fresta de esperança: a Apple seria mais intelectualmente honesta sobre suas credenciais pró-privacidade. O CEO Tim Cook criticou repetidamente os anunciantes digitais pela falta de transparência sobre suas práticas de exploração – incluindo rastreamento de comportamento de atividades e aquisição de grandes quantidades de dados pessoais do usuário – enquanto exalta as virtudes de sua empresa em priorizar a privacidade.
É hipócrita quando a Apple recebe dinheiro do Google, conhecido por algumas das mesmas coisas que Cook criticou. Ao criar um mecanismo de busca com melhores proteções de privacidade, a Apple pode realmente cumprir seus princípios.
Mais importante ainda, investir pesadamente em recursos de pesquisa pode tornar os principais produtos da Apple mais atraentes. Ao contrário da iniciativa automobilística, a engenharia necessária é semelhante ao software móvel e aos serviços de nuvem que a Apple já faz.
Por ser uma área adjacente, qualquer experiência adquirida pode aprimorar seus recursos tecnológicos em outras áreas – da inteligência artificial ao reconhecimento de voz – tornando o uso de um iPhone ou iPad uma experiência melhor.
Claro, não será fácil derrotar o Google. Mas com a dupla vantagem de possivelmente adicionar dezenas de bilhões em receitas e a perspectiva de aumentar o apelo de seus produtos principais, a Apple certamente deve tentar.
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O conceito de Citizen Development está se tornando cada vez mais familiar entre as empresas, e seu uso é impulsionado pela necessidade crescente de novas tecnologias que extrapolam as áreas de TI.
Para você ter uma ideia sobre seus impactos, uma pesquisa recente da Gartner aponta que 61% das organizações já pretendem ativar iniciativas voltadas à qualificação de Citizen Developers em seus quadros internos.
Mas o que isso significa? A seguir, entenda melhor esse movimento, o que o motiva e seus impactos nos negócios modernos.
Citizen Development e a inovação nas empresas
A noção de Citizen Development surgiu oficialmente em 2018, mas as desenvolvedoras de software há anos já trabalham para criar soluções voltadas às suas demandas.
Não é novidade que a transformação digital exige constantes adaptações entre as empresas, mas a demanda por inovações é significativamente maior do que o volume de colaboradores disponíveis para promovê-las nas áreas de TI das organizações.
Só no Brasil, estima-se que 70 mil novos profissionais de tecnologia são necessários todos os anos para atender às necessidades transformacionais dos negócios, mas o país só consegue formar cerca de 46 mil anualmente.
Essa carência, que não é algo restrito apenas ao Brasil, faz com que os funcionários em geral comecem a criar ferramentas por conta própria, de forma paralela ao setor de TI. Trata-se de um movimento chamado de Shadow IT, que faz com que muitos softwares organizacionais fiquem sujeitos a riscos, falhas e problemas de integração.
A solução para esse problema se deu por meio do incentivo aos Citizen Developers, em que pessoas de outras áreas passam a ser abrangidas pela governança de TI, fazendo com que esse setor deixe de dominar os processos de desenvolvimento e passe a agir de maneira acessória.
Por que ele é importante?
Com a atuação de Citizen Developers, as empresas ganham mais eficiência e produtividade em seus processos de transformação digital, mas com padrões bem definidos e controles sólidos de TI para que as inovações sejam promovidas adequadamente.
A alta demanda por profissionais de tecnologia pode sobrecarregar as atividades de TI, fazendo com que a área demore para implementar novas soluções por conta própria.
Para sanar esse gargalo, o Citizen Developer consegue engajar os demais colaboradores na criação das ferramentas necessárias, sem que isso gere sistemas isolados ou fora dos parâmetros corretos de TI (nas situações conhecidas como Shadow IT).
Tudo isso é possível por meio de plataformas sancionadas de No Code e Low Code, que permitem ao TI trabalhar de forma colaborativa com o restante do negócio, de forma a regular seus processos para que os sistemas sejam implementados de maneira mais ágil e efetiva.
No Code e Low Code
Para que os colaboradores possam automatizar suas tarefas, acelerar a transformação digital e resolver suas próprias demandas tecnológicas sem dependência total do TI, eles precisam ser capazes de criar softwares sem que sejam especialistas em desenvolvimento.
São justamente os conceitos de Low Code e No Code que permitem atender a essa necessidade inerente ao conceito de Citizen Developer, já que simplificam ou mesmo eliminam as rotinas de programação.
Enquanto as plataformas Low Code servem para que pessoas com conhecimento em codificação consigam elaborar ou integrar sistemas mais rapidamente e sem a necessidade de escrita manual, as plataformas No Code retiram completamente a necessidade de conhecimentos técnicos na área.
Isso porque, o No Code é baseado em funcionalidades visuais e práticas, que servem para que profissionais sem domínios de TI possam criar sistemas, automatizar fluxos de trabalho e integrar aplicativos sem nenhum tipo de codificação, mas dentro de todos os devidos padrões e políticas de segurança de TI.
Principais benefícios para as empresas e colaboradores
Com base em todos os pontos mencionados ao longo do artigo, fica evidente que os principais benefícios do Citizen Developer envolvem questões como:
• Redução da sobrecarga de TI;
• Ganho de agilidade e conformidade na promoção de novas tecnologias;
• Engajamento dos colaboradores na transformação digital do negócio;
• Autonomia e empoderamento dos profissionais sobre a resolução de suas demandas;
• Adequação do TI como área acessória, que permite tornar a digitalização uma parte de todo o negócio, sem que isso gere erros, falhas ou inconformidades.
Como exemplo dessas vantagens, está a solução Pipefy, que permite a funcionários não técnicos automatizar seus processos e impulsionar seus resultados por meio de uma abordagem No Code.
Se você procura por uma solução moderna, intuitiva e capaz de oferecer tudo que o Citizen Development precisa para um gerenciamento de processos de negócios mais eficaz e econômico, não deixe de conhecer nossa plataforma. Clique aqui e saiba mais.
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Quando estavam em seus estágios iniciais, 99, Mercado Bitcoin, Gympass, Omie e QuintoAndar receberam não de fundos de venture capital. E deixar um unicórnio fugir é pior do que ver um startup fracassar para a maioria dos investidores. O NeoFeed ouviu seus relatos e revela o que eles aprenderam com esses erros
Ralphe Manzoni Jr. – Neofeed – • 23/08/2021
Quando a Omie, startup que desenvolve um sistema de gestão para empresas online, estava dando os primeiros passos, o investidor Patrick Arippol recebeu o fundador Marcelo Lombardo que buscava investimentos para a empresa.
Como de praxe, Arippol, que atuava na época na DGF investimentos, analisou a companhia, entendeu o modelo de negócio da startup e … disse não a Lombardo. “Os sistemas de gestão online eram centrais para a nossa tese, mas a barreira de entrada da Omie era como ele ia construir uma comunidade em volta dos contadores e havia outras empresas na época, como a Conta Azul e Nibo, que estavam bem capitalizadas”, relembra Arippol.
O antiportfólio, ou falso negativo como preferem alguns, são startups que poderiam ter recebido um cheque de um fundo mas que, por diversas razões, acabaram ganhando um não do investidor e depois se transformaram em um sucesso e até mesmo em um unicórnio, como são chamadas as companhias avaliadas em mais de US$ 1 bilhão.
E, para a maioria dos gestores de venture capital com os quais o NeoFeed conversou, não montar em um “unicórnio selado” quando a oportunidade aparece é pior do que ver uma startup investida ir à falência. E o motivo é muito simples. “Dar errado está na conta dos investimentos de venture capital”, diz Edson Rigonatti, sócio da Astella Investimentos. Por outro lado, a chance de uma startup se tornar unicórnio é de apenas 1%, segundo uma pesquisa da CB Insights.
Se falar das startups que dão errado ainda é um tabu, comentar sobre o antiportfólio não é também uma conversa natural no Brasil. Mesmo nos Estados Unidos, são raros os fundos que falam abertamente sobre o assunto, como o Bessemer Venture Partners, uma das gestoras mais tradicionais do Vale do Silício, que captou quase US$ 10 bilhões em 10 fundos. Em uma página na internet, a gestora conta a história de startups de sucesso que decidiu não investir, como Airbnb, Coinbase, Apple, PayPal, Zoom, Tesla e muitas outras empresas.
Mas assim como fechar a startup dá duras lições aos empreendedores, os antiportfólios ensinam também os investidores a evitar erros no futuro. “O antiporfólio nos ajuda a aprender e a recalibrar as oportunidades”, diz Arippol, que teve a chance de investir também no QuintoAndar e na Gympass, dois unicórnios brasileiros.
A lógica de um fundo de venture capital é dizer não. Das centenas de startups que batem às suas portas, 99% delas não conseguem um investimento. Mas essas gestoras também são especialistas em correr riscos controlados. Por que, então, não conseguiram enxergar que estavam à frente de um futuro unicórnio?
As razões para perder uma oportunidade de investimentos são muitas. E vão muito além de uma decisão errada. Elas passam pelo valor do cheque, por questões regulatórias, pela tese de investimento do fundo de venture capital e até mesmo pelo “valuation” da startup.
No caso de Arippol, a razão de não investir em Omie, QuintoAndar e Gympass teve a ver com o momento das empresas, que estavam dando seus primeiros passos. Na época, a DGF só participava de rodadas séries A e com cheques com valores maiores – a RD Station, vendida para a Totvs por R$ 1,8 bilhão, é um de seus acertos. Por conta disso, Arippol, agora à frente da Alexia Ventures, desenvolveu uma estratégia para não perder essas oportunidades. “Criamos um programa de seed money para fazer cheques menores”, diz Arippol.
As questões regulatórias influenciam também a decisão de um fundo de venture capital seguir ou não com um investimento. Esse foi o caso da SP Ventures, que desistiu de um aporte na corretora de criptomoedas Mercado Bitcoin em 2014, avaliada atualmente em US 2,1 bilhões depois de receber US$ 200 milhões do Softbank.
Na época, a gestora comandada por Francisco Jardim, atualmente focada em startups agrícolas, tinha mandato para investir em outras áreas, mas recuou diante da falta de regulação do setor de criptomoedas. Hoje, Jardim considera a decisão um erro. “Risco regulatório e áreas cinzentas são áreas nas quais os fundos de venture capital devem investir”, diz Jardim, citando Uber e Airbnb, que cresceram com dinheiro de capital de risco e desafiaram legislações ao redor do mundo.
A decisão errada no caso do Mercado Bitcoin fez Jardim mudar sua estratégia. “Hoje é um risco que adoramos correr”, afirma Jardim. Um dos casos é a Imprenha, que desenvolveu uma proteína que aumenta a taxa de prenhez de bovinos. A startup recebeu o investimento da SP Ventures antes mesmo de ter aprovada a patente e as certificações de autoridades sanitárias ao redor do mundo e do Brasil para poder usar a proteína. “Todo o setor biotecnológico é de um alto risco regulatório”, diz Jardim.
Não sair da tese de investimento está também por trás de decisões que levam um fundo de venture capital a perder um “unicórnio”. Rigonatti, da Astella, por exemplo, investiu em empresas bem-sucedidas como Omie e RD Station, mas disse não para o aplicativo de táxi 99, da qual não se arrepende, e para a Gympass, decisão na qual ele considera um erro.
No caso do aplicativo de táxi fundado por Paulo Veras, Ariel Lambrecht e Renato Freitas, que foi o primeiro unicórnio brasileiro, ele teve a oportunidade de investir bem no início da empresa, mas não assinou o cheque porque a startup não tinha uma estratégia de monetização. “Precisávamos de um plano mais claro”, conta Rigonatti. “E o Veras não acreditava nisso. Ele dizia que precisava criar o hábito e não cobrar. Isso ele ia fazer só mais para frente.”
O motivo de não se arrepender, diz o investidor, é porque os investimentos precisam dar certo, mas dentro da tese da gestora. “É um sinal de que a nossa visão está dando certo”, afirma Rigonatti. Sobre a estratégia da 99, ele reconhece que os empreendedores estavam certos em não ter um plano de monetização naquele momento.
A história da Gympass, atualmente avaliada em US$ 2,2 bilhões, é um pouco diferente e tem a ver com falta de foco. No começo, a startup fundada por César Carvalho vendia seus planos para consumidores e empresas. Rigonatti achava que ela devia se focar no modelo B2B, mas os empreendedores não estavam prontos para desligar o modelo direto ao consumidor. Isso foi feito mais para frente. “Foi uma interpretação errada do nosso lado”, diz Rigonatti. “Aprendemos que o empreendedor pode mudar o foco no meio do caminho e não antes.”
O antiporfólio surge também de momentos de crise. Quando atuava no private equity do JP Morgan, André Maciel, que hoje comanda a Volpe Capital e que ajudou a “criar” diversos unicórnios quando estava no Softbank, viu duas grandes crises: a asiática em meados anos 1990 e a do estouro da bolha de internet em 2000. Por essa razão, a instituição financeira decidiu olhar mais para a área de commodities e para o setor agrícola. “Tínhamos um portfólio grande e tech e consumo, na época, viraram lixo radioativo”, afirma Maciel.
Por essa mudança de foco, o JP Morgan deixou de investir na Natura, que hoje vale US$ 13,5 bilhões e é o quarto maior grupo de produtos de beleza do mundo após a compra da Avon, em 2019, atrás da francesa L’Oréal, da americana Procter & Gamble e da anglo-holandesa Unilever. “Perder a oportunidade de investimentos nos grandes campeões machuca muito”, diz Maciel. “Perder deals bons é um dos maiores erros dos fundos de venture capital e private equity.”
O lado dos empreendedores
O que significa aos empreendedores receber um não de um fundo de venture capital ou de private equity renomado? Em alguns casos, a negativa de investimento é a motivação para fazer o negócio dar certo. Em outros, o feedback recebido serve para que o modelo de negócio seja adaptado e ajustado.
Veras diz que cabe ao empreendedor não ficar frustrado com o não. “Se realmente acredito na minha tese, vou ter de encontrar um fundo alinhado”, diz. “A Astella não via um caminho claro de receita na 99, mas eu via”. A lição, nesse caso, de acordo com Veras, é que a Astella não era o investidor certo para a 99.
Mas ele admite que é preciso ter humildade para analisar os feedbacks e incorporar o que faz sentido ao negócio. “Para mim, o não era um combustível extra para provar que eles estavam errados’, afirma Veras. “Eu tirava motivação do não.”
Foi o que fez Marcelo Lombardo, da Omie, quando ouviu um não da Arippol. “Ele desmontou toda minha tese de investimento. Eu investia em marketing digital para atrair clientes e não tinha ainda o contador no centro da estratégia”, diz Lombardo. “Ele (Arippol) não foi o cara que falou ‘aposta no contador’, mas foi quem me disse que o investimento no digital estava errado.”
Com isso, Lombardo desenvolveu uma estratégia para atrair o contador como um canal de vendas. E, depois de muitos erros, conseguiu colocar esse profissional no centro de sua estratégia de canal. “No fim, o Arippol me ajudou”, diz o empreendedor. A Omie ainda não é ainda um unicórnio, mas sem o não de Arippol, dificilmente estaria no caminho de se tornar um.
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Cursos de educação executiva incluem Shakespeare e Tolstói para estimular criatividade; empresas levam programa de Ética e Literatura para gestores; confira sugestão de 6 obras
Amanda Calazans, Especial para o Estadão 02 de setembro de 2021
“Morreu Ivan Ilitch”, anuncia um juiz para os outros colegas de foro no livro clássico. Todos, então, passam a pensar na promoção que cada um terá por causa do ocorrido. Da mesma forma, na obra, as preocupações da família do falecido com a pensão a receber não respeitam nem o velório. Assim foi o fim não de uma pessoa repugnante, mas de um homem que buscou viver sempre de maneira “leve, decente e agradável”.
A leitura de A Morte de Ivan Ilitch (1886), novela de Liev Tolstói, fez Carolina Bocuhy refletir sobre o tempo dedicado ao trabalho em comparação a outras esferas da vida. “Será que essa produtividade realmente agrega ou faz perder alguns valores?”, questionou-se a gerente executiva de tecnologia da informação.
O equilíbrio entre vida pessoal e profissional é um dos temas que emergem das discussões do programa Ética e Literatura da ISE Business School, onde Carolina cursa o Program for Management Development (PMD). Para desenvolver a visão humanística, ou seja, pensar nas pessoas ao tomar decisões, a escola desafia os alunos executivos a lerem literatura clássica.
A ideia de ensinar ética a partir dos enredos é do professor Dante Gallian. Ele a elaborou no curso de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, por isso, precisou adaptá-la ao mundo dos negócios, selecionando obras que abordassem temas como liderança, resiliência e trabalho em equipe. Em 2012, Gallian testou o método entre os colaboradores da ISE e o incluiu no currículo da escola.
A gerente de TI Carolina Bocuhy, que nunca tinha visto essa literatura em curso de educação executiva, onde geralmente há uma “negação dos clássicos”. Foto: Arquivo pessoal
Empresas também contratam o programa de forma customizada para as suas necessidades. É o caso da Bradesco Seguros, que já propôs que cerca de 120 de seus gestores lessem obras como O Velho e o Mar (1952), de Ernest Hemingway.
Além de aumentar o repertório cultural dos líderes, a superintendente de recursos humanos Andrea Carrasco destaca que o projeto proporciona reflexões para a vida pessoal e profissional “além da razão”. “Passa pelo sentir”, explica ela, “e, dessa forma, o aprendizado é mais facilmente incorporado, além de muito prazeroso”.
A superintendente de comunicação Regina Macedo leu Rei Lear (1606), de William Shakespeare, durante uma edição do programa de Ética e Literatura. Segundo ela, observar traços dos personagens em si mesma e nos colegas de trabalho pode ajudar a entender situações de forma mais sensível e a tomar melhores decisões. “A literatura é uma fonte inesgotável de conhecimento e inspiração”, afirma a gestora da Bradesco Seguros.
Criatividade na crise
Além de ser uma solução criativa para sensibilizar líderes, a literatura também pode inspirar a criatividade em executivos. No curso da ESPM Criatividade & Ambiente Complexo, por exemplo, os alunos são convidados a desenvolver releituras de livros clássicos e a simular como seria um encontro entre autores de épocas diferentes.
As obras ainda ajudam a construir cenários de crise para testar possibilidades de atuação. “Como seria uma liderança sua à la Hamlet?”, propõe o coordenador da pós-graduação, Thiago Gringon. A partir da provocação, os executivos podem avaliar como o personagem reagiu e imaginar como eles mesmos reagiriam.
A ideia do curso é não ser previsível, explica Gringon. Portanto, pode ocorrer um assombro quando o aluno descobre que irá reler obras que leu quando adolescente, às vezes sem interesse. “Mas você vai interpretar as obras da mesma maneira que está interpretando o mundo”, tranquiliza ele.
Para o professor Dante Gallian, da ISE Business School, literatura clássica ajuda a ampliar os horizontes. Foto: Theresa Gallian
Foi para o vestibular que Carolina, aluna da ISE, leu pela primeira vez os cânones da literatura. “Eu me emocionava naquela época com outra interpretação. De repente você tem oportunidade de resgatar isso com outra maturidade, é uma reconexão”, diz a executiva, que nunca tinha visto livros como esses na ementa de um curso de educação executiva, em que geralmente há uma “negação de clássicos”.
Acostumados a leituras técnicas e de desenvolvimento pessoal, gestores estranham a proposta de ler ficção. “A palavrinha nova do mercado, a gente vai lá, corre atrás e estuda inteira. Mas a gente não se expõe a essa profundidade de análise de clássicos”, lamenta ela.
“A literatura clássica possibilita uma percepção do desenvolvimento pessoal muito mais abrangente do que um livro de autoajuda”, opina Gallian, idealizador do programa. Para estimular, o professor propõe aos alunos narrativas mais curtas e com linguagem acessível, além de criar um ambiente para as pessoas expressarem com franqueza o que pensaram.
Da estranheza do gênero do livro, os executivos passam pela curiosidade e se rendem à surpresa. “Estamos chegando a um momento em que essas fórmulas já estão um pouco esgotadas, e as pessoas estão querendo vislumbrar horizontes mais amplos, fazer experiências mais profundas”, avalia o professor. Ivan Ilitch concordaria.
Clássicos da literatura para executivos
A Morte de Ivan Ilitch, Liev Tolstói Aborda ideias como propósito de vida e equilíbrio entre esferas pessoal e profissional
Hamlet, William Shakespeare Fala sobre tomada de decisões e como equilibrar o impulso e a razão
Rei Lear, William Shakespeare Reflete sobre sucessão e as virtudes a se buscar em um sucessor que agregue em vez de bajular
Macbeth, William Shakespeare Trata dos limites da ambição em um mundo competitivo
O Conto da Ilha Desconhecida, José Saramago Convida a pensar em sonhos, propósitos e metas em meio ao inesperado
Odisseia, Homero “É como fazer um curso aprofundado de como se tornar um líder”, define o professor Dante Gallian
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