Como identificar soft skills nos profissionais, especialmente, na geração Z?

Diego Cidade, fundador da Academia do Universitário, comenta quais habilidades comportamentais devem ser consideradas na hora da escolha de um candidato

Diego Cidade, fundador da Academia do Universitário – Exame –  17/08/2022

Não é de hoje que a área de recursos humanos se tornou totalmente estratégica, sendo os profissionais de recrutamento e seleção, parte  dos primeiros passos do planejamento estratégico, são imprescindíveis para um processo seletivo de sucesso.

Uma das razões é que, de acordo com pesquisa da Deu Match, mais de 55% dos profissionais já empregados continuam buscando por novas oportunidades no mercado de trabalho.

É importante ressaltar dois fatores pelos quais esse fenômeno pode ser justificado: dificuldade das empresas em escolher o candidato certo para a vaga ideal, isso se dá principalmente pela dificuldade da companhia em descrever a descrição da vaga e o desafio em encontrar profissionais que tenham uma alta afinidade com os valores da organização, de forma que possam garantir os resultados esperados.

Esses desafios para profissionais da área de recrutamento se dão pela mudança do cenário de habilidades valorizadas, a automatização de processos devido ao avanço da tecnologia levou a valorização das soft skills, pois é o que traz o diferencial daquela pessoa em realizar os processos.

E afinal, como identificar candidatos de valor no seu processo seletivo?

Além das habilidades técnicas, é preciso entender quais as softs skills e valores que o candidato possui, mesmo não sendo algo mensurável, é possível extrair informações relevantes da pessoa principalmente através de entrevistas mais profundas.

Experiências anteriores, sejam elas pessoais, ou profissionais, como projetos realizados, posições, cargos e responsabilidades que a pessoa já teve ao longo de sua trajetória é possível entender de maneira direta ou indireta tendências de comportamento e perfil.

Imprescindível que a empresa estude o candidato antes de ir para a entrevista, perguntas padronizadas devem existir pois representam muita das vezes a cultura organizacional que a empresa quer identificar, mas perguntas personalizadas mostram a humanização do processo.

Ao lidar com candidatos mais jovens, da chamada geração Z, algumas habilidades devem ter mais atenção pelos recrutadores, sendo elas: o potencial de adaptabilidade, escuta ativa e trabalho em equipe. Pois são skills que os jovens têm mais dificuldade em desenvolver, isso se dá pelo atual cenário que estão envolvidos, principalmente a internet que se torna um espaço de muitas críticas e pouco diálogo. Consequentemente as pessoas ficam reativas, com dificuldade de adaptação, têm resistência em ouvir realmente a opinião do próximo sem retrucar, dificultando o desenvolvimento do trabalho em equipe.

Importante frisar que mesmo que os candidatos tenham dificuldades com algumas habilidades para certa função, também cabe ao recrutador enxergar o potencial de desenvolvimento dessa pessoa. Até porque os membros dessa geração são o futuro da empresa. E se a gente estiver falando de estágio, lembre-se que estágio é para aprender.

https://exame.com/carreira/como-identificar-soft-skills-nos-profissionais-especialmente-na-geracao-z/

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Brasil pode ser líder em energia, diz S&P Global

Diversificação da matriz é vantagem para o país, segundo executivo

Por Gabriela Ruddy — Valor 17/08/2022

Carlos Pascual, vice-presidente da S&P Global: “Matriz de energia brasileira pode ser limpa, sustentável, confiável” — Foto: Leo Pinheiro/Valor

Em um mundo que passa por disrupções e que precisa reduzir as emissões de carbono ao mesmo tempo em que garante a segurança energética da população, o Brasil está bem posicionado para ser um líder no setor de energia, disse ontem Carlos Pascual, vice-presidente sênior de energia global e geopolítica da S&P Global Commodity Insights, umas das principais consultorias do setor no mundo.

Para ele, o momento de volatilidade é “sem precedentes” e envolve todos os aspectos de política, economia, segurança, tecnologia e comércio globais. “Passamos por um choque de commodities que aumentou preços para todo o mundo”, disse.

Em conversa com jornalistas, ele elogiou a diversificação da matriz energética brasileira, com hidrelétricas, biocombustíveis, energia solar e eólica, além de petróleo e gás. “O Brasil é um país com uma abundância de recursos que pode torná-lo um líder no processo de transição energética. A matriz de energia brasileira pode ser limpa, sustentável, confiável e prover uma fundação para um forte desenvolvimento econômico.”

Com longa carreira no serviço diplomático dos EUA, Pascual liderou embaixadas americanas na Ucrânia e no México. A experiência como embaixador lhe permite traçar cenários sobre a conjuntura geopolítica global. Ontem, em apresentação a executivos no Rio, ele disse que é possível que ocorra um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia, mas que as sanções europeias à energia russa geraram fortes mudanças que podem colocar em xeque a integração europeia.

Pascual acredita que a guerra na Ucrânia inaugurou um período de “choques” globais, que vão afetar os planos de empresas e países e gerar mudanças políticas, tecnológicas, comerciais e na cadeia de suprimentos: “Mudanças vão acontecer e precisamos entender como atender às necessidades econômicas para que as indústrias e países cresçam ao mesmo tempo em que atendemos às necessidades técnicas para reduzir emissões”, disse.

Nesse cenário, Pascual apontou a necessidade de que países e empresas contem com planos alternativos, que garantam a continuação dos esforços para redução das emissões em diferentes cenários.

Ele disse ser inegável, por exemplo, que o mundo caminha em direção à eletrificação da frota de veículos, mas lembra que isso vai depender da produção de baterias e do suprimento de minerais como cobalto e lítio, o que é um cenário incerto, dado que a produção desses minerais muitas vezes vem de regiões instáveis. “O Brasil, por exemplo, se encontra numa posição em que os biocombustíveis podem ajudar o país a manter um perfil de baixas emissões enquanto constrói uma infraestrutura para os veículos elétricos.”

Pascual disse que o petróleo e o gás ainda vão ser importantes para a economia global ao menos até a próxima década. “O Brasil tem potencial para investir em digitalização e outras tecnologias que reduzam o carbono desse petróleo, de modo que a demanda seja atendida pela produção com o teor de emissões mais baixo possível.”

Sobre o hidrogênio, fonte que vem sendo apontada como alternativa para setores de difícil abatimento de emissões de carbono, Pascual afirmou que será necessário que esse combustível se mostre economicamente competitivo. Para o especialista, o hidrogênio vai ser uma alternativa principalmente em projetos que combinem diferentes usos industriais com a geração de energia e outras demandas. “Pode ser extremamente interessante ver como o hidrogênio pode ser competitivo numa região como o Porto do Açu”, disse.

O porto no norte do Estado do Rio tem um projeto de pesquisa e desenvolvimento em hidrogênio, conduzido pela Shell. “O Brasill tem os recursos, a capacidade técnica e a capacidade industrial que tornam a inovação possível, inclusive em áreas como captura de carbono e hidrogênio”, disse Pascual. Ele afirmou que a Amazônia pode ser fonte de compensação de emissões. “A preservação da floresta e a adoção de práticas de agricultura que reduzam as emissões de carbono podem colocar o Brasil numa posição crítica para a compensação de emissões, num mercado que está sendo criado agora e que pode trazer recursos e investimentos para o país.”

https://valor.globo.com/brasil/noticia/2022/08/17/brasil-pode-ser-lider-em-energia-diz-especialista.ghtml

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Aeroportos adotam soluções de smart cities

Por Beto Marcelino | Canaltech 22 de Julho de 2022 

Os aeroportos geram receita e desenvolvimento como qualquer outro negócio. Ou cidade. Esses espaços que interligam nações são reconhecidos por atender confortavelmente milhares de pessoas todos os dias. Por que não aproveitar esses espaços e estimular o desenvolvimento de forma inovadora e sustentável?

Essa visão, segundo publicações recentes, vem aproximando os aeroportos do conceito de smart cities, pela similaridade na oferta de serviços e soluções. Há até quem defina o chamado “urbanismo aeroportuário”, abordagem que aplica esses conceitos no impacto gerado nas cidades próximas aos aeroportos, vistos como um destino importante e motor econômico de uma região metropolitana.

Como os aeroportos estão aplicando essas inovações pelo mundo? Nos Estados Unidos, o Aeroporto Internacional de San Diego lançou programas para reduzir o efeito estufa, balanceando as emissões de carbono e compactando os restos de comida destinados a aterros sanitários. Uma das iniciativas se concentrou nos transportes que chegam e saem do aeroporto: novas parcerias e ações de marketing foram desenvolvidas para incentivar a mobilidade de caronas – o que gerou uma redução de 30% nas emissões.

E como os espaços inteligentes podem ajudar? Em conjunto com sensores de internet das coisas (IoT) e inteligência artificial (AI), é possível uma gestão de dados sobre o número de passageiros das chegadas e partidas, planejando melhor os serviços de mobilidade. Isso impacta até a pavimentação e acessibilidade dos terminais, ao identificar o fluxo e os tipos de veículo — táxis, carros de aplicativo, caronas ou veículos privados – facilitando esse planejamento. E melhorando a experiência dos viajantes naqueles espaços.

Já o Aeroporto de Munique, na Alemanha, em parceria com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), desenvolveu o “Senseable City Lab” a partir do conceito de cidade inteligente. O objetivo é construir um ambiente de trabalho colaborativo para que as empresas e organizações criem produtos e serviços de smart cities, testando-as nas instalações e infraestrutura dos terminais do aeroporto – em uma espécie de sandbox.

Por outro lado, vale lembrar que a tecnologia de reconhecimento facial em vídeo, que a maioria dos aeroportos tem implantado atualmente, deve seguir os protocolos de segurança e proteção de dados de acordo com a legislação de cada país. Assim como a coleta, o armazenamento e a interpretação desse volume de dados diários.

É impossível mencionar o uso de qualquer tipo de captação inteligente de vídeo sem considerar as preocupações com a privacidade. As soluções de hoje têm a capacidade de anonimizar automaticamente as informações coletadas por meio de mascaramento de privacidade, transparência e 3D. Essas garantias fazem com que as informações pessoais permaneçam privadas.

Lounges inteligentes

Os lounges das companhias aéreas e as salas de espera em terminais fazem parte da experiência geral dos passageiros e visitantes de aeroportos. Entre as vantagens do uso da IoT e da AI pelos lounges e saguões estão:

  • Horários de pico: quais horas do dia reúnem o maior tráfego, e em quais dias da semana? Esses dados ajudam a prever o tamanho das equipes e o estoque de suprimentos.
  • Áreas mais frequentadas: onde as pessoas passam mais tempo dentro dos terminais? São dados que podem ser usados ​​para o planejamento dos lounges das companhias.
  • Bagagem de mão: quanta bagagem está fluindo através do saguão? Esse rastreamento ajuda a fazer previsões para possíveis remanejamentos de pessoal.

Em julho de 2021, o Aeroporto de Florianópolis (SC) inaugurou o Laboratório de Inovação Zurich Airport Brasil. O espaço é dedicado à criação de experimentos, aberto a parceiros públicos e privados, localizado no open office da Floripa Airport. É o primeiro do tipo nos aeroportos brasileiros.

As aplicações das soluções de smart cities em aeroportos são vastas e promissoras. Fica o alerta para investimentos e pesquisas nesses espaços, verdadeiros nichos que agregam pessoas e culturas de todo o mundo.

*Artigo produzido por colunista com exclusividade ao Canaltech. O texto pode conter opiniões e análises que não necessariamente refletem a visão do Canaltech sobre o assunto.

https://canaltech.com.br/internet-das-coisas/aeroportos-adotam-solucoes-de-smart-cities/

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Como cidade barrou desmontagem de ponte do século 19 para iate de Jeff Bezos

Estaleiro desiste de pedido na Holanda; embarcação de bilionário custou US$ 500 milhões

David Segal ROTERDÃ | THE NEW YORK TIMES/Folha 16.ago.2022 

A imagem teria sido um fenômeno nas redes sociais: alguns milhares de cidadãos da segunda maior cidade da Holanda ao lado de um rio lançando ovos no novo iate de 127 metros construído para Jeff Bezos, um dos homens mais ricos do mundo.

Quando o barco passasse pela multidão, seria alvo de gemas de um alaranjado forte, além de pelo menos um ponto vermelho muito brilhante. “Eu teria jogado um tomate. Sou basicamente vegano”, diz Stefan Lewis, ex-membro do Conselho da Cidade, perto da Hef, como a ponte Koningshaven é conhecida.

Bezos e o Oceanco, estaleiro que fabricou a escuna de três mastros e US$ 500 milhões (R$ 2,5 bi), geraram revolta com o que soou como um pedido inócuo ao governo local: desmontar brevemente o trecho mediano da Hef, de 70 metros de altura, permitindo que o navio cruzasse o canal e saísse para o mar. O processo teria demorado um dia ou dois e o Oceanco arcaria com os custos.

Ponte Hef em Rotterdam, na Holanda

Pedestres caminham em via próxima à ponte Hef, em Roterdã – Ilvy Njiokiktjien – 20.jul.22/The New York Times

A ponte, de aço escuro na forma de um “H” imenso, não é de fato usada por ninguém. Serviu como passagem ferroviária durante décadas até ser substituída por um túnel e desativada no início dos anos 1990. Está sem uso desde então.

Em suma, a operação teria sido rápida, gratuita e não atrapalharia em nada. Então, por que o alvoroço? “Há um princípio em jogo”, frisa Lewis, 37. “O que você pode comprar se o dinheiro não for um obstáculo? Vai driblar todas as regras? Pode desmontar monumentos?”

No fim de junho, o vice-prefeito da cidade informou que o Oceanco havia voltado atrás e cancelado o pedido, o que foi visto como vitória das massas sobre um bilionário —embora fosse muito mais do que isso. Foi uma oportunidade de ver o antagonismo entre os valores holandeses e americanos.

Quanto mais se sabe sobre a Holanda, com sua preferência pela modéstia em vez da extravagância, pela comunidade em vez do indivíduo, mais parece que essa confusão foi roteirizada por alguém cujo objetivo era enlouquecer a população local.

O primeiro problema foi a riqueza surpreendente de Bezos. “Os holandeses gostam de dizer: ‘Agir normalmente já é loucura’. E achamos que as pessoas ricas não estão agindo normalmente. Não acreditamos que todos possam ser ricos como nos EUA, onde o céu é o limite”, afirma Ellen Verkoelen, membro do Conselho da Cidade e líder do Partido 50Plus.

Ela estava entre os que consideraram o pedido do Oceanco uma concessão razoável a uma empresa de um setor altamente competitivo. Mas viu eleitores enfurecidos e entendeu as origens disso. “Quando eu tinha 11 anos, recebemos um estudante americano de intercâmbio por uma semana. E minha mãe disse a ele que fizesse o próprio sanduíche, como nos EUA. Em vez de colocar uma salsicha no pão, ele pôs cinco. Minha mãe não disse nada, mas comentou comigo: ‘Nunca vamos comer assim nessa casa’.”

Há bilionários na Holanda, e uma enorme diferença salarial entre CEOs e funcionários. A empresa de pesquisa Statista informou que, para cada dólar ganho por um trabalhador médio, CEOs recebem US$ 171 (o valor é de US$ 265 nos EUA, maior disparidade entre todos os países).

A diferença é que os ricos na Holanda não ostentam, assim como os poderosos não mencionam quanto recebem. Holandeses já comandaram um dos maiores impérios do mundo, mas há certo orgulho de que o primeiro-ministro vá de bicicleta visitar o rei e coloque um cadeado na magrela em frente ao palácio.

Há um valor na igualdade que sobreviveu às lutas do país para assimilar os imigrantes e um boom de gentrificação que afasta a classe média e operária das cidades. Isso decorre de um fato geográfico difícil de ser ignorado. Um terço do país está abaixo do nível do mar, e cidadãos há séculos têm pouca escolha a não ser se unir para criar uma infraestrutura de diques e sistemas de drenagem para permanecer vivos.

“Os Países Baixos são baseados na cooperação”, explica Paul van de Laar, professor de história da Universidade Erasmus. Participe. Misture-se. Os ideais locais soam familiares a um país ansioso para pegar leve com um homem com US$ 140 bilhões (R$ 713 bi) e um barco de US$ 500 milhões?

O duelo Roterdã x Bezos chegou às manchetes em fevereiro, quando surgiram notícias de que o Oceanco havia recebido a aprovação para desmontar a Hef —o custo da operação nunca foi divulgado. O parecer veio de um funcionário público que aparentemente não viu problemas, e um alvoroço se seguiu.

“Achei que fosse uma piada”, conta Lewis, que soube da permissão pelo Facebook. “Então, liguei para o gabinete do vice-prefeito e perguntei: ‘Isso é real?’ Levaram um dia para me dar retorno.” Quando a notícia chegou ao público, moradores irados começaram a aparecer com frequência no noticiário da TV local e um grupo foi formado nas redes para organizar a sessão de arremesso de ovos.

O Oceanco, que emprega mais de 300 pessoas, não se pronunciou publicamente sobre a decisão de cancelar o pedido e não respondeu à reportagem. A imprensa local diz que a empresa estava preocupada com ameaças contra os funcionários e com vandalismo.

Não está claro como o iate, conhecido como Y721, será concluído. Em fevereiro, um político local afirmou: era impraticável levar o iate sem mastro para outro local onde pudesse ser terminado.

Para van de Laar, o verdadeiro vilão da história não é o Oceanco ou Bezos, que provavelmente nunca tinha ouvido falar na Hef. É o Conselho da Cidade. “As emoções são importantes. O conselho não entendeu isso, o que é incrivelmente estúpido.”

A questão não era apenas esse bilionário em particular ou esse iate em particular. Era essa ponte em particular. Para quem é de fora, a Hef parece um brutamontes desajeitado que não funciona mais. Não é isso que os locais veem. Quando foi inaugurada, em 1927, foi considerada uma maravilha arquitetônica. “Há poemas sobre a Hef. Quem faz um filme sobre Roterdã inclui a Hef. Ela é mais do que uma ponte”, observa Arij De Boode, coautor de um livro sobre a obra.

Roterdã é uma das poucas cidades europeias em que quase todos os edifícios são novos porque o local foi devastado pelos nazistas na Segunda Guerra. Isso a transformou em uma cidade do futuro —exceto pela Hef. A ponte se tornou o marco mais reconhecível da cidade, vista como símbolo de resiliência e um dos últimos elos com o passado.

Quando se falou, décadas atrás, em derrubá-la, os moradores protestaram. Foi declarada monumento nacional em 2000 e passou por uma restauração. Hoje, é prova do fim da função sobre a forma, um monólito que não pode ser alterado nem temporariamente —não importa quem peça, não importa o preço.

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Alta tecnologia, baixa produtividade

É fundamental investir em capital humano, gestão, C&T e inovação. Apenas importar tecnologias não nos leva longe

Por Jorge Arbache* – Valor – 11/08/2022

Como explicar a persistente pobreza e atraso econômico da América Latina e Caribe? As explicações são, obviamente, muitas, mas muitos analistas destacariam falta de reformas econômicas. Mas, quando olhamos mais de perto, vemos que a região tem experimentado sucessivas reformas desde ao menos os anos 1990. De fato, a região promoveu abertura econômica e meteu-se em acordos comerciais e de investimentos, flexibilizou leis de distintas áreas da economia, adotou novas políticas monetárias e fiscais, dentre outras tantas medidas. Mas por que então a pobreza segue elevada e o crescimento econômico tem sido frustrante?

Para ajudar a desvendar a questão, considere uma importante variável: a produtividade. A produtividade da região representava 40% da americana em 1980, mas, hoje, corresponde a apenas 26%. Algo similar se passa na comparação com países da Europa. Definitivamente, algo não vai bem nessa variável tão crítica. As explicações da baixa produtividade são várias, mas tomemos uma em particular. Evidências empíricas sugerem que defasagem no uso e aplicação de tecnologias de ponta e baixo aproveitamento daquele uso ajudariam a explicar parcela importante do diferencial de produtividade entre países.

É vital investir em capital humano, gestão, C&T e inovação. Apenas importar tecnologias não nos leva longe

A modo de exemplo, pense num caso bastante simples e familiar: o telefone celular. Para além de comunicação convencional e participação em redes sociais, o celular democratizou o acesso a um gigantesco rol de informações e bases de dados, aplicativos sofisticados para fins profissionais e de acesso a mercado, aplicativos acadêmicos, de conhecimento, aprendizagem e formação dentre outros tantos serviços com impacto potencial na produtividade.

Mas, apesar disso, e apesar de tantas pessoas da região terem um celular – em 2020 havia 102 linhas de celular habilitadas para cada 100 pessoas, evidências mostram que o uso e o aproveitamento daquela tecnologia para fins profissionais eram bastante discrepantes entre pessoas da região e de países avançados. Algo similar se observa no uso de computadores, robôs, equipamentos de transporte, de construção civil e outras tecnologias. Como desvendar esse enigma de alta tecnologia com baixa produtividade?

A explicação mais potente está associada à deficiências em capital humano, desde baixa escolaridade a indicadores relevantes para a adoção e uso de tecnologias, como desenvolvimento cognitivo, habilidades específicas em áreas tecnológicas, disponibilidade de engenheiros e cientistas e disponibilidade de universidades e centros de pesquisa. Evidências mostram que o enorme atraso da região naqueles indicadores tem implicações como resistência à adoção e uso de novas tecnologias e métodos de trabalho, inabilidade na gestão de novas tecnologias, baixa qualidade dos produtos e serviços, pouca pontualidade com clientes, bem como desenvolvimento insignificante de novas tecnologias, mesmo em áreas em que países da região já têm presença produtiva relevante, como mineração e agricultura.

De fato, a história é profícua em mostrar como pouco e mal aproveitado uso de tecnologias pode ser punitivo. Tomemos o caso do Chile ao final do século XIX e início do século XX. Na virada do século, o país respondia por cerca de 40% do mercado mundial de cobre, mas, por volta de 1911, aquela participação havia caído para menos de 4% em razão de práticas primitivas de produção e pouco conhecimento de geologia e métodos avançados de processamento, o que levaria o país a experimentar queda significativa da produção.

Apenas com a aquisição das minas chilenas por empresas estrangeiras que manejavam tecnologias avançadas é que o país voltaria a ter protagonismo no setor. Caso similar experimentou o México no mesmo período. Como contraponto, o dsenvolvimento da indústria mineira americana no século XIX foi acompanhado por pesados investimentos em capital humano e em desenvolvimento científico e tecnológico, o que daria vazão a uma ampla gama de atividades derivadas diversificadas e sofisticadas e a uma crescente liderança em vários setores manufatureiros da correspondente cadeia de valor. A questão, portanto, é sobre o como e não somente sobre o que se produz.

Experiências do Brasil são reveladoras. Até por volta dos anos 1990, o país era importador líquido de alimentos, mas grandes investimentos em conhecimento, ciência e tecnologia, formação e extensionismo iniciados nos anos 1970 levariam o país a incorporar, adaptar e desenvolver tecnologias e aumentar a produtividade a ponto de se tornar um dos maiores exportadores agrícolas do mundo.

Uma outra experiência foram os pesados investimentos iniciados também décadas atrás na formação de engenheiros, técnicos e cientistas da área de petróleo, o que levaria o país não apenas a incorporar, mas também a desenvolver tecnologias em áreas avançadas como produção em águas super-profundas e pré- e pós-sal e se tornaria um dos maiores produtores mundiais de petróleo.

Uma terceira experiência é o setor aeroespacial. Uma decisiva política de formação de engenheiros e técnicos também iniciada décadas atrás levaria o país a inicialmente incorporar e logo a desenvolver tecnologias que o levaria a assumir posição relevante na indústria global de aeronaves e outras tecnologias avançadas.

Embora experiências como essas sejam bastante importantes, elas também revelam a necessidade de aterrizar a agenda de capital humano em favor de toda a economia e não de forma localizada, de tal forma a promover o aumento amplo e generalizado da produtividade, que é a receita mais perene para se romper com o atraso econômico e social.

Para que a região possa realizar todo o seu inigualável potencial de negócios em mudanças climáticas, bioeconomia, agricultura e mineração sustentáveis, segmentos industriais e outros tantos setores e desenvolver soluções adequadas ao contexto local, será fundamental investir em capital humano, gestão, ciência, tecnologia e inovação. Afinal, já aprendemos que a simples importação de tecnologias não nos leva longe. Somente assim será possível crescer a taxas mais elevadas, gerar empregos de qualidade e promover qualidade de vida digna para toda a população.

*É vice-presidente de Setor Privado do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) e professor de economia da Universidade de Brasília (licenciado).

https://valor.globo.com/opiniao/coluna/alta-tecnologia-baixa-produtividade.ghtml

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Dia dos Pais: 4 lições de empreendedorismo de pais para filhos

Confira lições passadas de pai para filho que ajudaram na criação de diferentes negócios

Da Redação – Exame – 14/08/2022

Trabalhar em família funciona? Para muitos, a resposta é sim. Compartilhar conhecimento e unir as experiências de vida podem ser soluções para uma parceria de sucesso nos negócios e na vida familiar, aumentando o contato e a proximidade dos pais com os filhos.

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Por conta deste domingo ser o Dia dos Pais, a EXAME reuniu histórias de empreendedores que ao verem seus pais tocando pequenos negócios, liderando equipes e desenvolvendo bons relacionamentos, tiraram grandes lições para montar a própria empresa. Ainda que, por vezes, em ramos diferentes de seus pais, os aprendizados são para toda a vida e seguem fazendo a diferença no dia a dia.

A seguir, confira quatro lições passadas de pai para filho que ajudaram na criação de diferentes negócios:

1. Ser resiliente e otimista, mesmo nas fases ruins

Rafael Chrustiansen, sócio fundador da B.Side Investimentos, cresceu ao lado da concessionária do pai, no interior de São Paulo. A constante exposição ao negócio o levou a desenvolver uma relação próxima com o comércio de veículos, aprendendo pouco a pouco sobre ele. Logo, quando seu pai precisou pedir recuperação judicial, o agente começou a negociar carros por ser a única experiência que achava que tinha acumulado até aquele momento.

“Meu pai sempre teve essa veia empreendedora; tudo o que conquistou foi ele que fez com o suor do próprio trabalho”, contou Rafael.

“Ele sempre foi um cara que tomou muito risco, no sentido de acreditar no Brasil, e sempre criou um ambiente muito colaborativo. Acima de tudo, ele sempre foi um cara muito otimista e resiliente, porque, mesmo depois que quebrou, conseguiu se reerguer em outro segmento. Resiliência, não desistir nunca e otimismo: essas características tem tudo a ver com a B.Side Investimentos e com o meu jeito de ser. Ele com certeza é meu grande exemplo na vida.”

2. Ser ético com a mão na massa

Segundo Rodrigo Martins, co-CEO da Voxus, seu tio Erni Reinheimer é uma grande referência em sua vida. Apesar das dificuldades que encontrou por vir de família simples, Erni se mudou do Rio Grande do Sul para São Paulo para trabalhar e logo teve sucesso ao empreender com uma oficina mecânica. Mesmo se tratando de um negócio simples, seu patrimônio foi construído, o que o permitiu ajudar outras pessoas.

“Eu tive uma excelente relação com ele, que sempre ensinou muito sobre a ética no trabalho”, disse Rodrigo.

O mesmo comenta ter passado diversas férias escolares na casa do tio, ajudando também no trabalho da oficina. De acordo com o empreendedor, a experiência se tornou aprendizado; sua visão sobre empreendedorismo se transformou, passando a ver a prática como algo libertador e não apenas uma forma de construir um patrimônio.

“Para mim, meu tio foi uma referência de trabalho duro, disciplina e consistência. Por conta dele, vou levar para sempre na minha carreira valores como ética e dedicação para o trabalho.”, finalizou.

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3. Negócios são feitos por pessoas, não por números

O modelo de negócios da empresa de representação comercial do pai de Nicholas Ghitti, CMO da Trace Finance, era primordialmente baseado no relacionamento com clientes e fornecedores. Por conta disso, seu pai se não falhava em valorizar tais relações, algo que Nicholas considera a principal lição que aprendeu com seu pai ao longo dos anos.

“E eu percebi quanto carinho e atenção ele colocava nessas interações – sempre entendendo que existe um ser humano do outro lado.”, comentou.

“Afinal, os negócios são feitos por pessoas, não números. Essa capacidade de se relacionar, que envolve muita empatia, se colocar no lugar do cliente, ajudou a criar conexões e, portanto, trouxe muito sucesso nos seus processos de vendas. Essa sabedoria me inspirou muito a navegar pelo mundo de fechamento de negócios e parcerias com o qual lido atualmente.”

4. Conhecimento é algo que ninguém nunca vai me tirar

Durante a infância, Flávio, pai de Tomás Jacociunas, co-fundador da 4U EdTech, foi muito presente na parte educacional do filho, sentando para estudarem juntos e não medindo esforços para o proporcionar as melhores oportunidades. Sua importância na trajetória de Tomás foi tanta, que o mesmo trabalha atualmente na área de educação, aplicando diversos aprendizados em seu método de trabalho.

“Ele sempre foi um cara muito hardworking, pragmático, focado, eficiente. Ele é um superlíder.”, contou. “Me ensinou que conhecimento é algo que ninguém tira de ninguém. […] Ele também me transmitiu outros valores, como zelar pela família, comportamento ético, estabilidade emocional, persistência e constância em tudo o que se faz.”

https://exame.com/negocios/dia-dos-pais-4-licoes-de-empreendedorismo-de-pais-para-filhos/

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Estes são os oito conceitos que você precisa entender para entrar no metaverso

Avatares, realidade aumentada, gêmeos digitais… À medida em que o metaverso avança, novos termos relacionados a ele passam a fazer parte do nosso vocabulário – e entendê-los é essencial para explorar a tecnologia

Isabel Rocha – Exame –  12/08/2022 

Pode ser que você ainda tenha dúvidas sobre o potencial do metaverso para transformar a realidade como conhecemos hoje. Mas a verdade é que, a despeito de qualquer ceticismo, a transição do online para um ambiente imersivo de realidade aumentada já está acontecendo – com centenas de eventos (de desfiles de grifes famosas a reuniões corporativas e cultos religiosos) sendo realizados por lá todos os dias.

E embora ainda esteja em um “estágio embrionário”, as expectativas são de que (assim como aconteceu com a chegada da internet e dos smartphones) a nova tecnologia se popularize cada vez mais rápido, tornando-se essencial não apenas para a realização de tarefas comuns do dia a dia, mas também para conseguir boas vagas de emprego daqui para frente. Nesse cenário, aqueles que demorarem muito para começar a explorar o metaverso, correm o risco de ficar para trás.

Não seja mais um espectador dessa revolução: comece agora a explorar o metaverso gratuitamente e saia na frente!

A boa notícia é que entrar no metaverso é mais simples do que se costuma imaginar. Basicamente, qualquer um pode entrar no ambiente virtual desde que possua boa conexão com a internet e um ou mais hardwares que viabilizem a experiência (como computadores, celulares e fones de ouvido ou óculos de realidade virtual).

Mas para desfrutar da experiência ao máximo, explorando todas as suas possibilidades e ferramentas, é importante estar familiarizado com alguns conceitos básicos. Para te ajudar nessa missão, listamos abaixo alguns dos principais termos relacionados ao metaverso e suas definições. Confira.

Avatar

Na tradição hindu, palavra avatar (do sânscrito, “descida de Deus”) é utilizada para se referir à manifestação corporal de uma divindade na Terra, cuja materialização pode acontecei na forma de um humano ou animal. No entanto, mais recentemente o termo foi “emprestado” pelo mundo dos games para designar a representação virtual de uma pessoa em ambientes digitais e imersivos.

Com traços, personalidade e valores individuais, os avatares têm ganhado ainda mais notoriedade com o aumento das discussões sobre a chegada do metaverso. Nesse contexto, alguns deles já conquitaram inclusive, o posto de influenciadors virtuais – como é o caso da Lu, avatar do Magazine Luiza; e da Satiko, avatar lançado em novembro do ano passado pela apresentadora Sabrina Sato.

Blockchain

Apresentado pela primeira vez como a tecnologia que que possibilitaria o funcionamento do Bitcoin, o sistema blockchain pode ser descrito como uma rede digital descentralizada de registros de informações que se conectam por meio de criptografia e que, portanto, não podem ser alteradas ou excluídas depois de sua verificação. Seu objetivo é criar maior confiança e segurança para transações.

Vale destacar que, embora ainda seja bastante associado ao universo cripto, viabilizar transações financeiras digitais não é mais a única (ou principal) função do blockchain. Como permite maior segurança e rastreabilidade de informações, a tecnologia se tornou vantajosa para outros fins também, como transacionar escrituras de imóveis, rastrear cadeias de suprimentos e evitar fraudes online. Não à toa, empresas globais dos mais variados setores passaram a fazer uso do blockchain ao longo dos últimos anos.

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Finanças Descentralizadas

Mais conhecidas como DeFi (sigla em inglês para Descentralized Finance), as finanças descentralizadas têm como principal premissa oferecer ao usuário mais controle sobre o seu dinheiro. Para isso, utilizam-se da tecnologia blockchain para oferecer serviços financeiros diversos (como pagamentos, transações e empréstimos) sem a necessidade de uma fonte central intermediária, como corretoras, bancos e exchanges. Ou seja, é um sistema que funciona sem o controle de uma única fonte central – daí o nome finanças descentralizadas.

Gêmeos digitais

São réplicas perfeitas de objetos, sistemas, equipamentos e espaços com total correspondência com a realidade, uma vez que são alimentadas com dados precisos e sempre atualizados. Na indústria, podem ser utilizados para aperfeiçoar processos de logística, reduzir custos com protótipos e diminuir ou otimizar o processo de fabricação de produtos. Por meio dos gêmeos digitais é possível, por exemplo, simular o funcionamento de um produto em diversas condições e viabilizar melhorias antes mesmo que ele seja lançado no mundo real. Não por acaso, a Gartner prevê que milhões de objetos e processos serão simulados utilizando gêmeos digitais até 2024.

NFTs

NKTs são tokens digitais que representam itens que não podem ser substituídos. Na prática, funcionam como uma espécie de certificado digital que garante a originalidade e a exclusividade de um item, seja ele físico ou digital. Vale destacar que eles podem ser utilizados para representar qualquer tipo de item – de obras artísticas a vídeos icônicos do esporte, passando por músicas, terrenos virtuais e até ativos do mundo real tokenizados, como imóveis, carros e cavalos de corrida.

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Eles surgiram em 2012 e, em 2021, se tornaram uma das principais tendências do mundo dos criptoativos – com celebridades, grandes marcas e pessoas comuns investindo pesado no setor. Um dos casos mais marcantes foi o da obra “Everydays: The First 5000 Days”, do artista digital Beeple, negociada por uma renomada casa de leilões britânica por 69,3 milhões de dólares.

Desde então, o número de negociações de NFTs continua crescendo.

Realidade virtual

Trata-se de uma tecnologia que cria ambientes virtuais e imersivos por meio de recursos gráficos 3D ou imagens 360º. Normalmente, são acessados por meio de óculos e fones de ouvido que permitem interagir de forma realista com os objetos e tem como principal objetivo proporcionar experiências sensoriais e reais dentro de um mundo fictício.

Realidade aumentada

Já a realidade aumentada é uma tecnologia que permite aprimorar ou alterar a experiência do usuário com o mundo real, integrando objetos virtuais (que também são gerados por meio de computadores e recursos gráficos) com elementos reais por meio de sobreposições.

A ideia, assim, é criar uma realidade “mista” entre o real e o virtual. Um bom exemplo é o Pokemon Go, game que virou febre em 2016 ao possibilitar a captura de personagens do jogo em monumentos e locais físicos.

Web 3.0

Baseada na tecnologia blockchain, a Web 3.0 promete descentralizar a rede, limitando a influência de grandes empresas de tecnologia e permitindo que as pessoas escolham em qual centro de dados suas informações serão armazenadas. Em outras palavras: trata-se de um modelo que busca devolver o protagonismo aos usuários, fornecendo experiências adaptadas ao seu comportamento e priorizando a privacidade e a transparência.

Continue aprofundando seus conhecimentos sobre o Metaverso de forma gratuita

Para continuar guiando entusiastas e curiosos do tema, a EXAME desenvolveu um treinamento virtual e gratuito sobre o metaverso. As aulas começam na próxima segunda-feira, 15, e vão até o dia 23 de agosto e serão ministradas por Rodrigo Godoy, VP da EXAME Academy,  mestre em comunicação e certificado em Interação Homem-Computador pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), um renomado instituto de tecnologia e pesquisa dos Estados Unidos.

Durante os encontros, Godoy irá apresentar as mais diversas ferramentas e oportunidades disponíveis no metaverso, para que os alunos consigam se posicionar estrategicamente dentro dele o quanto antes. Para ter acesso gratuitamente ao conteúdo, basta fazer a sua inscrição clicando aqui.

Veja, abaixo, alguns dos temas abordados durante o treinamento:

  • Quais são os recursos, hoje, disponíveis no Metaverso;
  • Como utilizar as novas tecnologias de Metaverso no seu trabalho;
  • O que o mercado espera do Metaverso para os próximos anos;
  • Como entrar no metaverso de forma estratégica para ganhar dinheiro.

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Empreendedores ‘falham’ duas vezes antes de ter sucesso no negócio

Pesquisa aponta que, em média, donos de pequenos negócios têm duas ideias mal sucedidas antes de apostar em uma que dá certo e 84% consideram que falhas ajudam a crescer

Ludimila Honorato, O Estado de S.Paulo 31 de julho de 2022 | 

Natural de Minas Gerais, Isonel da Paixão Araújo, de 49 anos, se mudou para São Paulo na década de 90 já com a ideia de ter o próprio negócio. Começou a trabalhar como garçom e barman e, familiarizado com o setor, abriu um hortifruti em 1998. Ele acreditava que, por já atuar no meio, conhecer fornecedores e possíveis clientes, seria uma boa aposta. O negócio, porém, não fluiu como o esperado.

“Quando você trabalha com produto alimentício, tem uma margem boa, mas também muita perda, porque são produtos perecíveis e isso me causava certa preocupação”, relata. A logística dos produtos não funcionou bem e o lucro que ele tinha era levado com os itens que estragavam.

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Isonel fechou o negócio após um ano e meio e, refletindo hoje sobre o que ocorreu, avalia que não tinha preparo suficiente. O fato de não ter se dedicado 100% ao empreendimento (ele trabalhava como garçom), também influenciou negativamente. Persistente e buscando “algo a mais”, ele foi atraído para o setor de beleza por meio da irmã, que já tinha um salão.

Ali, a postura dele foi diferente, pois tinha aprendido com a experiência anterior. “Eu encarei de cabeça, apostei primeiro em mim para dar certo. Fiz cursos e estágio com minha irmã. Ela me orientou e indicou clientes.” Em 2000, ele abriu o próprio salão de cabeleireiro, que leva seu nome e está na mesma localização até hoje, na região do Jardim Paulista.

EmpreendedorismoIsonel Araújo (centro) fez diferente no segundo negócio que abriu em São Paulo e viu o salão de beleza alavancar. Foto: Marcelo Chello/Estadão

Encarar o que deu errado como algo positivo é desafiador, mas empreendedores costumam persistir, ser inquietos e aprender com as experiências negativas. Segundo a Pesquisa Global de Empreendedorismo 2022, encomendada pela Herbalife Nutrition à OnePoll, os donos de negócio brasileiros têm, em média, duas ideias de empresa mal sucedidas antes de apostar em uma que dá certo. Além disso, 96% deles concordam, parcial ou totalmente, que erros são oportunidades de aprendizado, e 84% dizem que falhas ajudam a crescer.

A maioria dos 250 empresários ouvidos concorda que, para ter sucesso, não se pode ter medo de errar e está disposta a correr o risco de falhar a fim de ser bem sucedido. Eles também apontam o amadurecimento como fator de sucesso de um negócio. Quando tinha 24 anos, Wagner Alexandre abriu uma loja de assistência técnica para celulares que durou quatro meses. Ele teve outra empresa no mesmo segmento e depois uma hamburgueria. Entre os motivos para ter saído dos negócios, o curitibano lista falta de maturidade e destreza para trabalhar com sócios.

“No primeiro negócio, eu não tinha noção de estrutura de empresa, perspectiva de crescimento, visão de longo prazo. Jovem é imediatista e muitas vezes só enxerga o problema.  Às vezes, é preciso encarar como um desafio a ser superado, uma maneira de se desenvolver, criando planejamento para a situação”, diz, hoje com 34 anos.

Ele considera que se tivesse estudado sobre empreendedorismo antes, teria evitado alguns percalços. No caso da hamburgueria, o negócio ia bem e até havia previsão de um segundo espaço, mas desencontros com o sócio levaram à dissolução. “Faltou maturidade de saber dedicar tempo necessário para cada empresa. Hoje, com  a cabeça que tenho, penso que teria mantido os negócios antes.”

Depois da tempestade

Em 2017, Wagner decidiu abrir outra hamburgueria, desta vez sozinho, tendo em vista a bagagem anterior e aprendendo com os novos desafios. Hoje, a Pimp Burger tem duas unidades e vai iniciar a expansão por franquias, cuja formatação foi concluída no início de julho. O empresário aprendeu que é necessário formatar bem o contrato entre os sócios, definindo direitos e deveres de cada um, com funções bem descritas para não haver cobranças inadequadas no futuro.

“Fazer sociedade é algo muito complexo, e os conflitos são inerentes. É fundamental que os papéis de cada um estejam definidos, porque às vezes um tem perfil mais técnico, outro é comercial. É importante que tenham suas responsabilidades bem definidas e prestem contas”, diz o administrador Roberto Lange Rila, responsável pelos cursos de Gestão e Negócios do Senac EAD.

Empreendedorismo - Pimp BurgerDepois de três negócios que não deram certo, Wagner Alexandre abriu a Pimp Burger, que vai iniciar venda de franquias. Foto: Jayme Costa

Wagner também percebeu que precisava mudar um pouco a postura: passou a ouvir mais sócios e funcionários, analisar melhor e com calma todos os pontos de um problema, estruturar as possíveis soluções e dividi-las com os responsáveis. Algo similar aparece na pesquisa: 36% dos empreendedores dizem que, com os erros passados, aprenderam a equilibrar a confiança na própria intuição com análise de dados.

Dar e receber feedback também foi apontado como um aprendizado por 24% deles. “Uma insatisfação não é motivo de discussão, mas ponto a ser alinhado. Tem de separar pessoal do profissional, conversar e entender que as melhores ideias não vão partir sempre de mim”, afirma o empresário.

Já Isonel, ao se dedicar completamente ao salão de beleza, viu o negócio prosperar, mas foram três anos entre abrir e o boom acontecer. Ele foi conquistando a clientela do entorno, principalmente funcionárias de edifícios comerciais e de escritórios da região. Foram elas que demandaram um serviço mais rápido e, assim, surgiu o modelo express, em que a cliente sai do salão em 30 minutos com unhas e cabelos feitos.

Empresas também propuseram parceria com o empreendedor para dar vantagens especiais às colaboradoras, como um benefício. O cabeleireiro também investiu no público masculino e mantém duas barbearias próprias. Com a experiência, ele aprendeu e indica que se deve analisar bem o mercado em que se quer atuar, se preparar com capacitações e focar no trabalho bem feito. “O lucro não vem da noite para o dia, é uma consequência.”

“Sempre vamos aprender, no sucesso ou no fracasso, mas muitas vezes é com fracasso”, comenta o especialista do Senac EAD. Ele diz que a falta de planejamento, ignorar a necessidade de uma reserva para capital de giro e não separar o dinheiro pessoal do caixa da empresa são os principais erros que podem levar um negócio ao fim. Não ter um plano de negócio, inclusive, foi um desafio para 32% dos empreendedores da pesquisa.

Dicas para empreendedores

Confira abaixo algumas dicas do administrador Roberto Lange Rila para evitar erros no negócio e como contorná-los quando aparecerem:

  • Estude: antes de iniciar um negócio, conheça o mercado em que deseja atuar, identifique as necessidades e comportamentos do seu público, avalie concorrentes, preveja cenários otimista, pessimista e realista.
  • Não espere estar 100% pronto: mesmo estudando, o empreendedor nunca está completamente pronto. É preciso arriscar e dar o primeiro passo, senão pode perder o timing da empresa. Erros acontecem, mas com o planejamento inicial, é possível recalcular a rota com mais facilidade.
  • Identifique falhas: se a empresa não dá o retorno previsto e se o empreendedor não consegue honrar com os compromissos financeiros, é sinal de que algo está fora do eixo. Quanto antes identificar, melhor. Se preciso, busque mentorias para pequenos negócios.
  • Evite persistir no erro: o especialista afirma que, às vezes, a pessoa tem dificuldade de admitir que não deu certo e acaba criando um problema maior, pois insiste em manter um negócio que está dando errado.
  • Faça uma autoavaliação: ao identificar erros, organize a casa. Visualize as dívidas, as prioridades, negocie o que for possível e use a reserva de emergência da empresa – se tiver e for necessário. Liste o que deu errado e trace um novo plano, destacando o que fazer para não repetir as falhas.

https://pme.estadao.com.br/noticias/geral,empreendedores-falham-sucesso-negocio,70004123009

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Agronegócios: por que somos dependentes da importação de fertilizantes?

Se não melhorarmos os investimentos poderá faltar comida no prato de brasileiro

Por Neuza Sanches – Veja – 5 ago 2022 

Cristiano Veloso, fundador e CEO da Verde Agritech: “é preciso investir em agronegócio.” /

A guerra entre Rússia e Ucrânia jogou luz sobre uma questão preocupante para o crescimento do Brasil. Dono de uma produção agrícola recorde, com peso decisivo no PIB, o País depende da importação de fertilizantes para manter a atividade nos seus campos. Segundo dados do Ministério da Agricultura, no governo de Jair Bolsonaro, a importação representa 85% do total utilizado pelos produtores brasileiros. A maior dependência é pelo cloreto de potássio: 96,5% vêm do exterior, com destaque para Rússia, Bielorrússia e Canadá. Como escapar disso?

“Nesse nosso mercado, não existe solução de curto prazo”, afirma Cristiano Veloso, fundador e CEO da Verde Agritech, que vai investir R$ 275 milhões no próximo ano na construção de uma terceira fábrica no País. A empresa prevê suprir 3,79% da demanda nacional por potássio no segundo semestre deste ano, número que deverá chegar a 16,4% daqui a dois anos com a abertura da nova instalação. Para começar a virar esse jogo, segundo Veloso, o setor aposta no recém-lançado Plano Nacional de Fertilizantes, do governo federal.

Nesta conversa à coluna, o empresário falou sobre outros temas, como licenças ambientais (“são absolutamente necessárias para assegurar uma produção sustentável) e previsão de faturamento da Verde Agritech – que deve fechar o ano com receita superior a R$ 430 milhões, ante R$ 119,3 milhões em 2021 e R$ 35,2 milhões em 2020. Acompanhe…

A produção agrícola brasileira depende hoje de 85% de fertilizantes importados para se viabilizar. E, no caso específico do potássio, essa dependência chega a 96%. Por que o País, considerado um modelo do agrobusiness no mundo, chegou a essa situação? A decisão da Petrobras de privatizar ou fechar fábricas no setor pesou para isso? 

A Petrobras está associada à produção de nitrogenados, enquanto o nosso negócio é produção de potássio. São fertilizantes diferentes. No caso do cloreto de potássio, é preciso  analisar o histórico de preços pagos por este adubo (comida para a planta), que é o segundo item na pauta de importação brasileira, segundo o Ministério da Economia. Para que uma mina possa começar a produzir, são necessários cerca de dez anos de investimentos. Desde 2012, o preço do potássio vinha se mantendo em um patamar muito baixo e, apesar da alta dos últimos meses, já entrou em tendência de queda e deve voltar aos patamares médios históricos. Sem esse incentivo econômico para o desenvolvimento de novas minas, que tenham potencial significativo no Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo, não faz sentido para as empresas investimentos nesta área, o que ajuda a entender esta dependência internacional brasileira pelo cloreto de potássio.

Por outro lado, a Verde Agritech, ao contrário dos outros players tradicionais da indústria de fertilizantes, dedicou os últimos 14 anos para produzir um potássio diferente desta commoditie que o Brasil importa, que é o potássio sem cloro. O adubo da Verde Agritech é tecnológico e sustentável, resultado de mais de meio bilhão de investimentos. Somos uma empresa inovadora, que investiu em testes agronômicos, planta-piloto e, finalmente, unidade industrial para colocar à disposição do agricultor brasileiro uma fonte sustentável, única de potássio sem cloro e que é aditivado com microrganismos, graças a uma tecnologia chamada Bio Revolution, desenvolvida em parceria com as universidades federais de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e de São Carlos (SP). Isso é muito importante porque, cada vez mais, o agronegócio é pressionado a adotar práticas mais sustentáveis.

Recentemente, o governo apresentou o seu Plano Nacional de Fertilizantes, mas o plano está longe de resolver a situação de curto prazo, ao prever que a dependência de fertilizantes importados vai diminuir para 50% só em 2050. Qual sua avaliação sobre as medidas? E o que poderia ser feito para incentivar, no curto prazo, novos investimentos no setor?

Nesse nosso mercado, não existe solução de curto prazo para resolver a questão da dependência internacional do Brasil pelo potássio importado. Agora, era preciso iniciar um debate sobre esta super dependência do agronegócio brasileiro, e o Plano Nacional de Fertilizantes lançou luz sobre o problema. Como a produção de potássio depende de muitos anos de pesquisa e desenvolvimento e muito investimento diante de preços historicamente baixos pagos pelo produto, falta o incentivo financeiro para que novos players invistam no setor. Mas o Brasil tem opção. A mina da Verde Agritech em São Gotardo e Matutina, interior de Minaas Gerais, tem condições de suprir a demanda nacional por potássio por 60 anos e é dever do País oferecer ao agricultor uma opção que devolva a ele o controle da produção. O produtor é um herói brasileiro, porque todo ano ele se arrisca diante de todos os desafios que cercam a agricultura para produzir alimentos, uma missão nobre e que precisa ser reconhecida.

A empresa anunciou a construção, a partir de 2023, de uma terceira fábrica, com investimentos de R$ 275 milhões. Qual a fonte desse capital? Próprio, contou com financiamento oficial?

A construção da nova planta, que elevará a capacidade de produção da companhia para 16,4% da demanda nacional por potássio, será realizada com recursos próprios. A Verde Agritech, listada na Bolsa de Toronto, no Canadá, nunca distribuiu lucros aos acionistas, porque 100% são reinvestidos em inovação e na expansão da empresa. Foi por meio desta estratégia que conseguimos implantar procedimentos e tecnologias que tornam nossa operação sustentável. Por exemplo, apesar de operar uma mina, nossa extração de potássio não gera rejeitos, o que permite produzir sem a necessidade de barragem. O processo industrial não utiliza nenhum produto químico, porque adotamos a tecnologia Cambridge Tech, desenvolvida em parceria com a Universidade de Cambridge, do Reino Unido, tornando nosso produto recomendado, inclusive, para a agricultura orgânica.

O local já está definido? Se ainda não, o que tem adiado essa escolha?

Apesar de manter conversas com governadores e prefeitos neste sentido, inclusive de Minas Gerais, o local da terceira planta da Veerde Agritech ainda não está definido. Sem dúvida, o Estado que receber esta planta terá condições de se tornar autossuficiente em potássio.

Qual sua avaliação sobre as exigências de licenças ambientais que cercam hoje a exploração de potássio e a produção de fertilizantes no Brasil? Elas podem ser vistas como um entrave ao setor? Deveriam ser revistas?

As licenças ambientais jamais devem ser vistas como entrave para o setor, ao contrário, elas são absolutamente necessárias para assegurar uma produção sustentável. O Ibama, na esfera federal, e as secretarias de meio ambiente, no âmbito estadual, possuem equipes técnicas, super diligentes – e que têm uma grande responsabilidade ao analisar um processo ambiental – para assegurar operações seguras e eficientes. Afinal, se a nossa missão é devolver o controle ao agricultor e permitir que o agronegócio produza de forma sustentável, é preciso que nossas operações estejam alinhadas com estas premissas.

Qual a previsão de receita e lucro da companhia em 2022, na comparação com 2021?

Em maio deste ano, publicamos um guidance ampliando a expectativa de faturamento e vendas para 2022. A companhia projetou vendas de um milhão de toneladas de potássio e receita superior a R$ 430 milhões. No ano passado, a Verde Agritech faturou R$ 119,3 milhões, 239% a mais do que em 2020, quando a companhia anunciou receita de R$ 35,2 milhões.

A produção atual da companhia é totalmente absorvida por agricultores brasileiros?

O agricultor brasileiro é, sem dúvida, o grande foco da companhia, que tem feito esforços no sentido de contribuir para a redução desta dependência do produtor pelo produto importado. Nosso produto que sai de Minas Gerais já é usado por mais de cinco mil agricultores. Uma área superior a um milhão de hectares é adubada com o potássio sem cloro da Verde Agritech. Além do Brasil, nossos produtos também são usados, em pequena quantidade, pelos Estados Unidos, Canadá, América do Sul e Ásia. 

https://veja.abril.com.br/coluna/neuza-sanches/agronegocios-por-que-somos-dependentes-da-importacao-de-fertilizantes/

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Entrada na OCDE pode gerar cooperação e troca de experiências com países desenvolvidos; leia análise

Por Abram Szajman e José Goldemberg – Estadão – 10/08/2022 

Padrões internacionais passam a ser políticas de Estado, independentemente do governo de turno

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) concedeu aval para que o Brasil ingresse no grupo, composto por 38 países de diferentes continentes e variados níveis de desenvolvimento – desde economias industrializadas, como Estados Unidos e Japão, até economias emergentes latino-americanas, como México e Colômbia.

No aspecto econômico, fazer parte da OCDE significa institucionalizar práticas de equilíbrio fiscal, dispor de regras tributárias estáveis, proteger dados, reconhecer patentes e renunciar a barreiras tarifárias anacrônicas. Esses padrões internacionais passam a ser políticas de Estado, independentemente do governo de turno.

Também há requisitos sustentáveis, como adotar políticas públicas para cessar a perda da biodiversidade e o desmatamento e implementar medidas que levem o País à emissão zero de gases do efeito estufa até 2050.

O candidato precisa cumprir 251 exigências que lhe valerão, depois de aceito, uma “carta de recomendação e confiabilidade” para investimentos externos. No caso do Brasil, a carta pode compensar, em parte, a perda do grau de investimento que as agências de rating nos retiraram graças às turbulências da década passada. Até o momento, o País atende a 103 dos quesitos – e tem de três a cinco anos para se adaptar.

Entrar na OCDE nos abre um leque de oportunidades. Na área das energias renováveis, além do aquecimento solar e da produção eólica, o Brasil já é competitivo no uso da biomassa e do etanol. Podemos exportar pellets, agregados de madeira com alto poder calorífico muito usados na Europa para aquecimento doméstico, onde está proibido o uso de carvão. A prática não agride o meio ambiente, pois é derivada de florestas plantadas para essa finalidade.

Teremos de superar impasses como os da logística reversa e da coleta seletiva do lixo, bandeiras levantadas por entidades como a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), mas não devidamente acolhidas pelo poder público. Na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, essas práticas são a regra.

Em resumo, entrar no grupo vai gerar cooperação e troca de experiências com países desenvolvidos, o que nos possibilitará melhor inserção na economia e na geopolítica mundiais, além de atrair investimentos a juros menores. Esse caminho pode (e deve) ser paralelo à nossa participação no Mercosul e no bloco das nações em desenvolvimento – o Brics. Ao completar 200 anos de sua Independência, o Brasil precisa se colocar externamente de maneira ampla e soberana, para que possa se desenvolver na medida de seu potencial e de suas necessidades.

https://www.estadao.com.br/economia/brasil-ocde-paises-desenvolvidos/

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