Para que humanos? O tempo é dos robôs influenciadores

As empresas não precisam gastar fortunas patrocinando influencers de carne e osso. Basta criar máquinas que fazem todo o serviço — e jamais decepcionam

Por André Sollitto – Veja 10 dez 2021

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Em 2003, nos primórdios do e-commerce no Brasil, o empresário Frederico Trajano criou uma personagem virtual para “humanizar” o processo de compras no Magazine Luiza. Tia Luiza, como era chamada, ajudaria os ainda inseguros consumidores a colocar informações sensíveis, como o número de seus cartões de crédito, no site da empresa. Corta para 2021. A mesma personagem, rebatizada de Lu, é hoje a influenciadora virtual mais popular do planeta, com 5,7 milhões de seguidores só no Instagram. Nos últimos anos, ganhou novo visual, tornou-se a voz da companhia nas redes e até dançou ao vivo na TV, fazendo uma coreografia ao lado de Anitta, em uma amostra da avançada tecnologia por trás de sua existência.

LU - Pioneira no universo das conselheiras virtuais, hoje é a mais seguida do mundo no Instagram e já dançou ao vivo ao lado de Anitta na televisão -

LU – Pioneira no universo das conselheiras virtuais, hoje é a mais seguida do mundo no Instagram e já dançou ao vivo ao lado de Anitta na televisão – @magazineluiza/Instagram

A Lu é a face mais conhecida de um fenômeno que vem ganhando força: a popularidade de influenciadores digitais no sentido literal da expressão. Eles são criações computadorizadas dotadas de personalidade, visual chamativo e outras características para gerar identificação com os seguidores. A inspiração vem do entretenimento. “Para ter referência, estudamos muito os personagens da Pixar”, diz Pedro Alvim, gerente sênior de marca e redes sociais do Magazine Luiza. A quantidade de iniciativas recentes mostra que a estratégia pegou. Afinal, não faz muito sentido gastar dinheiro patrocinando influenciadores de carne e osso se as empresas podem criar seus próprios robôs — e, claro, controlar tudo o que dizem e fazem.

SATIKO - Inspirada em Sabrina Sato, a figura tem personalidade própria e conquistou 16 000 seguidores poucos dias após sua apresentação oficial ao público -SATIKO – Inspirada em Sabrina Sato, a figura tem personalidade própria e conquistou 16 000 seguidores poucos dias após sua apresentação oficial ao público – @oficialsabrinasato/Facebook

É fácil entender a empolgação pelo modelo. Os influenciadores virtuais podem estar em vários lugares ao mesmo tempo e não têm as limitações de seus concorrentes humanos, como hora certa para trabalhar. Garantem, ainda, uma comunicação sem ruídos, avessa a tolices, característica decisiva em um momento em que os usuários das redes sociais exigem posicionamentos sobre demandas da sociedade. “Na internet, as marcas se comportam como pessoas e são cobradas como tal”, afirma Mafê Albuquerque, vice-presidente global de marketing da Havaianas. A fabricante de calçados lançou sua assistente virtual, Iana, em 2020. Há alguns dias, ela foi transformada em uma persona 3D que atuará como embaixadora do Twitter da companhia.

O ecossistema de personagens virtuais também é povoado de criações sem conexão direta com marcas, em um modelo que se aproxima dos influenciadores humanos. É o caso de Lil Miquela, fruto do trabalho da startup americana de tecnologia Brud. Com visual extremamente realista, ela já conquistou 3 milhões de seguidores no Instagram. Miquela aparece em fotos ao lado de famosos como Ariana Grande e “publica” cenas de sua rotina, seja na praia, seja na balada. Não à toa, participou de campanhas para grifes como Prada e Calvin Klein.

LIL MIQUELA - Com pouco mais de 3 milhões de seguidores no Instagram, a criação da startup Brud estrelou campanhas de grifes como Prada e posa ao lado de celebridades reais -LIL MIQUELA – Com pouco mais de 3 milhões de seguidores no Instagram, a criação da startup Brud estrelou campanhas de grifes como Prada e posa ao lado de celebridades reais – @lilmiquela/Instagram

Celebridades estão aderindo à digitalização. O caso mais recente é o de Satiko, avatar inspirado em Sabrina Sato. “Construímos uma personagem com algumas características dela, além de tudo o que ela queria ter, mas não tem”, diz Ricardo Tavares, CEO da Biobots, startup responsável pelo projeto. Satiko, por exemplo, curte esportes radicais. Com isso, faz mais do que Sabrina, alcançando um público diferente e consolidando ainda mais a sua presença nas redes. Desenvolvida ao longo de cinco meses, Satiko foi o projeto de estreia da startup, que agora já tem uma fila de empresas interessadas em criar projetos semelhantes.

Esse tipo de interação deve se tornar ainda mais frequente — e ninguém parece achar isso estranho. O público gamer já se acostumou a visitar exposições, participar de eventos e assistir a shows em ambientes virtuais, representados por seus avatares. A pandemia teve papel importante nessa transformação. “Fomos forçados a fazer um uso mais frequente de ferramentas como chatbots e atendentes virtuais”, diz João Vitor Rodrigues, professor de marketing digital da ESPM. “Isso ajuda a naturalizar a tecnologia.” Quem diria, os influenciadores humanos, que pareciam invencíveis, têm agora rivais que ameaçam a sua primazia. Talvez um dia todos eles serão substituídos por robôs.

Publicado em VEJA de 15 de dezembro de 2021, edição nº 2768

Leia mais em: https://veja.abril.com.br/tecnologia/para-que-humanos-o-tempo-e-dos-robos-influenciadores/

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Metaverso de Zuckerberg já tem primeiras denúncias de assédio sexual. Usuária teve avatar ‘apalpado’

Horizon Worlds, plataforma social de realidade virtual da Meta está em fase de testes; voluntária disse ter sofrido abuso de estranho em praça digital

O Globo e Agências Internacionais 17/12/2021 

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A empresa Meta, novo nome da companhia controladora de Facebook, Instagram e WhatsApp, liberou a plataforma de realidade virtual Horizon Worlds para testes nos Estados Unidos e Canadá.

É parte do plano do líder da empresa, Mark Zuckerberg, de explorar as possibilidades do metaverso, ambiente digital que mescla os mundos físico e virtual, onde as pessoas interagem por meio de avatares.

Milhares de voluntários podem visitar praças públicas virtuais no universo digital e participar de brincadeiras, conversas e eventos. Em uma dessas experiências, uma mulher relatou que seu avatar virtual foi “apalpado” por um estranho.

Nas últimas semanas, diferentes comportamentos abusivos foram denunciados, incluindo o que já é considerado o primeiro caso de assédio sexual registrado na história dessa plataforma, que é um ambiente do metaverso: termo usado para descrever espaços compartilhados imersivos acessados por meio de diferentes plataformas, onde o físico e o digital convergem.

Ou seja, um “mundo virtual” à parte, controlado por pessoas reais.

A Horizon Workrooms é a plataforma dedicada a reuniões virtuais dentro do Metaverso, também de Zuckerberg Foto: Reprodução

METAVERSO: VEJA COMO ESTÁ SENDO DESENVOLVIDO O ESPAÇO VIRTUAL IDEALIZADO POR ZUCKERBERG

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Metaverso: Ambiente que mescla físico e virtual é a nova aposta de Zuckerberg Foto: Reprodução/FacebookMetaverso: Ambiente que mescla físico e virtual é a nova aposta de Zuckerberg Foto: Reprodução/FacebookNo metaverso idealizado por Zuckerberg, mundos virtuais em 3D poderão se conectar com experiências reais Foto: Reprodução/FacebookNo metaverso idealizado por Zuckerberg, mundos virtuais em 3D poderão se conectar com experiências reais Foto: Reprodução/FacebookNo metaverso, corpos físicos se misturam com avatares e público poderá curtir um evento sem que o espaço físico limite o tamanho do público no local Foto: Reprodução/FacebookNo metaverso, corpos físicos se misturam com avatares e público poderá curtir um evento sem que o espaço físico limite o tamanho do público no local Foto: Reprodução/FacebookNo metaverso, fronteira entre o físico e o digital é interrompida Foto: Reprodução/FacebookNo metaverso, fronteira entre o físico e o digital é interrompida Foto: Reprodução/FacebookNo novo ambiente 'metaversal', artes serão em 3D e poderão proporcionar experiência imersiva Foto: Reprodução/FacebookNo novo ambiente ‘metaversal’, artes serão em 3D e poderão proporcionar experiência imersiva Foto: Reprodução/Facebook

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No metaverso, ações do mundo físico podem ser reproduzidas no mundo digital e vice-versa Foto: Reprodução/FacebookNo metaverso, ações do mundo físico podem ser reproduzidas no mundo digital e vice-versa Foto: Reprodução/FacebookExperiência imersiva deve mudar a forma como realizamos compras Foto: Reprodução/FacebookExperiência imersiva deve mudar a forma como realizamos compras Foto: Reprodução/Facebook

Assédio em realidade virtual

O incidente ocorreu no Plaza, o principal ambiente público do Horizon Worlds, no dia 26 de novembro.

Na denúncia realizada, a vítima escreveu que “assédio sexual não é brincadeira na internet normal, mas estar em realidade virtual adiciona toda uma nova camada que faz o evento ficar ainda mais intenso”.

A voluntária, que não teve o nome divulgado, relatou que outras pessoas presentes no momento “apoiaram o comportamento” e não prestaram ajuda, o que a deixou ainda mais desconfortável.

Empresa cogita aprimorar funções de bloqueio

O vice-presidente do projeto, Vivek Sharma, falou ao The Verge que o caso foi “absolutamente infeliz” e disse que a companhia já analisou o ocorrido.

Contudo, Sharma afirmou que a própria vítima poderia ter usado mecanismos de segurança presentes no metaverso — a chamada Safe Zone (“Zona Segura”).

"Zona Segura" do metaverso Horizon Universe Foto: Reprodução/Facebook“Zona Segura” do metaverso Horizon Universe Foto: Reprodução/Facebook

— Esse é um bom feedback para nós, porque queremos tornar (o recurso de bloqueio) mais fácil e localizável — destacou.

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A Zona Segura, quando acionada, abre um menu especial e cria uma “bolha” no avatar, permitindo que ele fique isolado, coloque pessoas ao seu redor no mudo ou em modo de bloqueio, além de permitir a realização de denúncias.

A Meta ainda reconheceu que a notificação foi importante, e pode utilizar esse tipo de caso para facilitar a abertura do modo de segurança em versões futuras, tornando a ação mais intuitiva.

O que é o metaverso?

O metaverso é possibilitado por tecnologias como óculos de realidade virtual (RV), roupas com sensores tácteis e conexões de internet ultrarrápidas, e já está presente em jogos populares como  “Roblox”, “Fortnite” e “Minecraft”.

No caso do Horizon Worlds, os usuários utilizam fones de ouvido e o headset da empresa, o Quest 1 e Quest 2, e interagem entre si.

AS NOVAS POSSIBILIDADES ABERTAS PELO 5G

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O 5G é o ar que se respira no metaverso, ambiente que mescla o mundo físico e virtual no qual boa parte da população mundial poderá socializar em poucos anos Foto: Angel Garcia/BloombergO 5G é o ar que se respira no metaverso, ambiente que mescla o mundo físico e virtual no qual boa parte da população mundial poderá socializar em poucos anos Foto: Angel Garcia/BloombergCom sinal turbinado no celular por conta do 5G e o avanço da Internet das Coisas, consumidor usará cada vez mais dinheiro digital Foto: Angel Garcia/BloombergCom sinal turbinado no celular por conta do 5G e o avanço da Internet das Coisas, consumidor usará cada vez mais dinheiro digital Foto: Angel Garcia/BloombergProdutos de consumo como tênis, geladeiras, cafeteiras e até escovas de dente já contam com chips e sensores para exercer funções de forma autônoma ou prover dados Foto: DivulgaçãoProdutos de consumo como tênis, geladeiras, cafeteiras e até escovas de dente já contam com chips e sensores para exercer funções de forma autônoma ou prover dados Foto: DivulgaçãoCom conexão mais veloz, devem avançar tecnologias como as do carro autônomo e a telemedicina Foto: Alex Kraus/BloombergCom conexão mais veloz, devem avançar tecnologias como as do carro autônomo e a telemedicina Foto: Alex Kraus/BloombergA chegada do 5G deve ampliar ainda mais o mercado brasileiro de games. Por aqui, os 84 milhões que jogam algum tipo de game representam 70% dos brasileiros com acesso à internet Foto: ArquivoA chegada do 5G deve ampliar ainda mais o mercado brasileiro de games. Por aqui, os 84 milhões que jogam algum tipo de game representam 70% dos brasileiros com acesso à internet Foto: Arquivo

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A instalação das redes para a nova geração de telefonia gera negócios e empregos. Na foto, linha de produção de placas de radio 5G na fábrica da Ericsson em São José dos Campos (SP) Foto: Roosevelt CássioA instalação das redes para a nova geração de telefonia gera negócios e empregos. Na foto, linha de produção de placas de radio 5G na fábrica da Ericsson em São José dos Campos (SP) Foto: Roosevelt CássioUso do espaço urbano é um dos entraves para instalação de antenas de telefonia, responsabilidade dos municípios. O 5G demanda cinco vezes mais que a rede atual. Foto: Ian Forsyth/BloombergUso do espaço urbano é um dos entraves para instalação de antenas de telefonia, responsabilidade dos municípios. O 5G demanda cinco vezes mais que a rede atual. Foto: Ian Forsyth/BloombergLeilão do 5G destravou R$ 40 bilhões em investimentos na telefonia, já começa a influenciar negócios e aumentou a competição entre as empresas do setor Foto: Isac Nóbrega/PRLeilão do 5G destravou R$ 40 bilhões em investimentos na telefonia, já começa a influenciar negócios e aumentou a competição entre as empresas do setor Foto: Isac Nóbrega/PR

Especialistas explicam que o metaverso encontrou espaço fértil para se desenvolver primeiro na indústria dos games. As tentativas começaram ainda por volta dos anos 2000, com jogos virtuais como o Second Life, da Linden Lab.

Após uma série de tentativas de consolidação desse espaço virtual, games como Roblox e Fortnite são considerados os principais protagonistas que já formalizaram sua entrada no metaverso.

Ambas as plataformas costumam realizar uma série de experiências imersivas com capacidade para milhares de usuários em tempo real.

Mercado bilionário

Segundo projeções da Bloomberg Intelligence Unit, o metaverso deve movimentar US$ 800 bilhões até 2024.

Surgido no mundo dos games, essa realidade digital entrou no mundo corporativo, atraiu marcas e celebridades e fisgou consumidores ávidos por novidades, ainda que só virtuais.

A Gucci já vendeu uma bolsa Dionysus, que só existe neste universo paralelo, na plataforma de games Roblox pelo equivalente a R$ 21,8 mil (ou 350 mil Robux, a “moeda local”).

‘Fui despedido por um robô’:  Como a Amazon deixa máquinas decidirem o destino dos trabalhadores

E uma live do avatar do cantor Travis Scott no game Fortnite atraiu nada menos do que 12 milhões de pessoas simultaneamente.

— A próxima onda da internet vai estar ligada ao metaverso. As empresas já entenderam que estar nos games é necessário para que elas vendam seus produtos. A atenção dos consumidores, assim como hoje está nas redes sociais, vai estar nesse ambiente. E, naturalmente, as empresas vão precisar estar lá — diz André Micelli, coordenador do MBA de Marketing e Negócios Digitais da FGV.

5G e ‘gadgets’ para imersão

O potencial desse novo ambiente alimenta uma onda de financiamentos a start-ups dispostas a ajudar a construir as bases para que o metaverso se incorpore ao cotidiano de bilhões de pessoas, do lazer ao mercado de trabalho. São vários os exemplos.

Falha no sistema:Facebook é multado em R$ 11 milhões por apagão ocorrido em outubro

A Magic Leap, “unicórnio” que produz óculos de realidade aumentada, captou US$ 500 milhões para a criação de um fone de ouvido.

O SoftBank, gigante que é um dos principais financiadores globais para start-ups, criou um fundo que investirá US$ 170 milhões na plataforma de metaverso Naver Z Corp.

De acordo com dados do CB Insights, há pelo menos 90 start-ups empenhadas em construir o metaverso.

Essa indústria abrange desde equipamentos (hardware), passando pelos wearables (dispositivos eletrônicos, como óculos de realidade virtual), softwares de computação 3D e processos computacionais como NFTs (sigla para tokens não-fungíveis, uma espécie de selo virtual de autenticidade de objetos virtuais) e o blockchain (sistema que garante a segurança da operação).

https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia/metaverso-de-zuckerberg-ja-tem-primeiras-denuncias-de-assedio-sexual-usuaria-teve-avatar-apalpado-25323473

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A era da hiperpersonalização, um caminho sem volta

Não importa qual indústria ou setor econômico, promover produtos e serviços baseados nos valores, comportamentos, hábitos e opiniões de cada consumidor é condição básica (e inevitável) para que empresas sigam competitivas no mercado

Leonardo Pujol MIT Sloan Review 09 de Dezembro 2021

Pare e pense: qual é a característica de sua personalidade ou “essência” que faz você se diferenciar de todas as outras 7,9 bilhões de pessoas que habitam o planeta? O que faz de você um ser humano único? Essa é a pergunta que organizações tentam descobrir há décadas – e que, com o advento da internet, esperam responder antes de suas concorrentes. O prêmio? A possibilidade de oferecer produtos e serviços especialmente moldados aos seus gostos, opiniões, hábitos e comportamentos.

Foi essa reflexão que levou à criação da DNA 11, fundada em 2004 na província de Ontario, no Canadá, por Adrian Salamunovic e Nazim Ahmed. Os empreendedores pensavam há anos em criar algum tipo de presente que fosse totalmente personalizado – e a resposta encontrada foi o DNA, o conjunto de moléculas que fazem de cada um de nós indivíduos únicos (com exceção de gêmeos univitelinos, claro). Assim, a empresa consiste em coletar amostras de DNA e transformá-las em peças de arte 100% customizadas, isto é, jamais uma pintura será igual a outra.

A inovação trazida pela DNA 11 é o exemplo perfeito de como os negócios são capazes de colocar o consumidor no centro de suas estratégias, provendo produtos customizados e intransferíveis. É a expressão máxima da chamada era da hiperpersonalização.

Artigo A era da hiperpersonalização, um caminho sem volta

Hiperpersonalizar is the new black

De acordo com Caue Moresi, head de insights & data da Capgemini Brasil, a hiperpersonalização vai muito além de internalizar e digitalizar políticas de customer experience, criar um novo modelo de atendimento ao cliente ou obter uma montanha de dados de um cliente. A hiperpersonalização é capaz de traduzir as demandas mais profundas e particulares de cada consumidor, respeitando suas aspirações, razões e emoções, e somente é possível com inteligência de dados.

“É usar inteligência analítica para oferecer o produto certo, para a pessoa certa, na hora ideal e com preço justo. É ter a habilidade de antecipar tendências de compra, promovendo uma jornada customizada, fluída e dinâmica. As variáveis estão cada vez mais abertas e quantos mais dados qualificados estiverem disponíveis para as organizações, mais a estratégia de hiperpersonalização se torna possível e condição básica para que empresas sigam competitivas no mercado”, afirma Moresi.

Embora a cultura data-driven esteja, portanto, no epicentro da inovação e da transformação digital, as empresas precisam lidar com a quantidade exponencial de dados gerados diariamente. De acordo com o Seed Scientific, em 2020, havia 44 zetabytes de dados disponíveis no mundo. Em 2025, é esperada uma geração diária de 43 exabytes – isso significa que, em apenas 95 dias, será gerado o mesmo volume de dados de 2020.

Para isso, Moresi destaca a importância do desenvolvimento adequado de uma estratégia de ecossistema de dados. Faz-se necessário conectar informações concebidas por diferentes segmentos de mercado em diferentes áreas do negócio e fazer uso em larga escala de APIs, somados à ciência de dados para geração de insights. E diante desse complexo ecossistema, o uso de inteligência artificial se torna grande aliada.

O emprego da IA para hiperpersonalizar

O termo “inteligência artificial” (IA) pode parecer recente ou mesmo carregar ares futuristas, mas surgiu em 1956 durante uma conferência de tecnologia na Dartmouth College (EUA). Desde então, o progresso da IA foi lento, exceto pelos últimos 10 anos, quando se observou um intenso desenvolvimento da tecnologia. Se hoje existem carros autônomos, aplicativos que podem detectar doenças e plataformas de streaming que parecem adivinhar o que gostamos de assistir, é justamente por causa do avanço significativo da inteligência artificial.

Isso ficou ainda mais claro após a eclosão da pandemia. Segundo um estudo realizado em 2020 pelo Capgemini Research Institute, 84% das empresas brasileiras – dos setores automotivo, varejo, bancário e de seguros – disseram investir em algum sistema de IA nas interações com clientes.

A pesquisa também revelou que oito em cada dez empresas têm de 30% a 50% das interações com os consumidores através da inteligência artificial. E que sete em cada dez clientes brasileiros esperam aumentar as interações online mesmo após o fim da pandemia. O levantamento ouviu 1.060 líderes de empresas com pelo menos US$ 1 bilhão em receita anual em 2019, além de 5,3 mil consumidores – 500 deles brasileiros.

Outra pesquisa realizada pelo Capgemini Research Institute – com empresas que injetaram pelo menos 1 bilhão de dólares em ações relacionadas à IA – mostra que o uso da tecnologia é recompensador: 97% das 950 organizações entrevistadas disseram ter atingido ou superado as expectativas relacionadas ao investimento. Entre as vantagens está a melhor compreensão sobre as preferências e necessidades dos clientes. Afinal, a cada interação digital, o usuário compartilha informações. Existem diversas soluções e programas de IA capazes de analisar esses dados. A partir dessa análise, é possível sugerir ofertas de maneira hiperpersonalizada ao cliente.

Entre quem mais se beneficia da hiperpersonalização estão as áreas de bens de consumo, varejo, telecom e instituições financeiras. “A análise do histórico de consumo individual do cliente e evolução do seu perfil, como mudança de estado civil, condição empregatícia, cidade de residência, são indispensáveis para a geração de novas ofertas nesses setores”, afirma Caue Moresi.

“A clusterização clássica tende a perder força. Em instituições bancárias, por exemplo, significa que a oferta única e exclusivamente baseada na renda será substituída por uma paleta dinâmica de serviços hiperpersonalizados, considerando outras informações analisadas pela IA, como estilo de vida e investimentos. Com o uso inovador e otimizado das ferramentas digitais, os bancos substituem a comunicação em massa por uma conversa personalizada.”

Aliás, é exatamente o que a maioria dos clientes quer. Conforme a Capgemini, 86% dos correntistas concordam em compartilhar seus dados para ter uma experiência mais personalizada. No entanto, o percentual de clientes de bancos e seguradoras que confiam na interação com soluções de IA é de 50%, atualmente. Na área automotiva, a confiança é de 54%; em bens de consumo e varejo, 44%. A média geral é de 49,6%.

Hiperpersonalização na prática

Quando uma empresa decide investir em dados e IA na tentativa de melhorar a experiência do consumidor, estreitando laços e oferecendo produtos de forma individualizada ao seu contexto, é necessário primeiramente definir como o dado será extraído de forma ética e transparente. O mix de canais de captura inclui login através de redes sociais, navegação no e-commerce, preenchimento de dados no aplicativo, interação com chatbot, cadastro em loja física ou em landing page. A tomada de decisão é feita pelo líder da estratégia.

Os engenheiros de dados são os responsáveis por captar as informações e estruturá-las. Para o desenvolvimento dos protótipos e os primeiros casos de uso, também são necessários profissionais como analista de negócio, analista de business intelligence (que lida com visualização) e cientista de dados – que é quem identifica padrões e obtém os insights.

“O cientista de dados faz muito uso da estatística, estimando a probabilidade de conversão de determinada oferta para determinado cliente, por exemplo. É de extrema importância que o cientista de dados tenha conhecimento sobre o domínio em que está desenvolvendo seu modelo preditivo”, explica Caue Moresi, da Capgemini. O restante da equipe é formado por: gerente de projetos, UX designer, engenheiros de machine learning, de software, entre outros profissionais da TI.

Os primeiros projetos nascem após a identificação dos desafios de negócio. É necessário a exploração de dados e formular hipóteses com potencial de agregação de valor. Se os insights apresentam potencial de retorno e viabilidade técnica mínima, o time de cientistas desenvolve um modelo preditivo utilizando dados reais – ajustando o comportamento da IA.

O aperfeiçoamento evita problemas semelhantes ao que a Amazon enfrentou em 2015. Na ocasião, a companhia percebeu que o algoritmo usado para contratar funcionários era tendencioso contra as mulheres. Isso porque a ferramenta se baseava no número de currículos enviados nos últimos dez anos. Como a maioria dos candidatos eram homens, a máquina acabou treinada para favorecer os candidatos masculinos.

Uma vez feitos os ajustes, a solução baseada em IA é finalmente implementada. O processo de gestão integrada da personalização continua com a execução da campanha de marketing. Aqui, é medida a taxa de retorno em cliques, rejeição e outras métricas – além da personalização propriamente dita. A inteligência artificial é que vai definir o next best offer e orquestrar experiências multicanal para o cliente-alvo. Enquanto isso, na operação, outro algoritmo de inteligência artificial estima a propensão de churn (taxa que indica o cancelamento de serviços) para cada cliente da base, buscando otimizar o relacionamento com o cliente.

“Para disponibilizar soluções éticas e seguras, é necessário estabelecer uma governança adequada e definir padrões internos consistentes. Isso inclui uma liderança responsável (accountability), um código de ética para desenvolvimento de IA, o uso de ferramentas de tecnologia e melhores práticas de design, além de auditorias regulares”, alerta Moresi.

A tendência é que as interações com a tecnologia aumentem e sejam cada vez mais personalizadas. Muitos chatbots, por exemplo, abandonaram o jeitão arcaico e limitado de tempos atrás. A ciência de hoje segue incapaz de criar máquinas superinteligentes como HAL 9000 de 2001: Uma Odisseia no Espaço, mas estratégias de hiperpersonalização e automação são totalmente viáveis.

7 passos para desenvolver soluções de IA seguras na hiperpersonalização, segundo Caue Moresi

  1. Descreva claramente a finalidade das soluções de IA e avalie seu impacto para todos os envolvidos
  2. Utilize IA orientada para ações de sustentabilidade de forma proativa (ESG)
  3. Incorpore princípios de diversidade e inclusão de forma proativa ao longo do ciclo de vida das soluções de IA
  4. Aumente a transparência e explicabilidade com a ajuda de ferramentas de tecnologia
  5. Humanize a experiência e garanta a supervisão humana das soluções de IA
  6. Garanta a robustez tecnológica e segurança das soluções de IA
  7. Conceda aos clientes controles de privacidade para colocá-los no comando das interações de IA

O Fórum: A era da hiperpersonalização é uma coprodução MIT Sloan Review Brasil e Capgemini.

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Autoria

Leonardo Pujol

É colaborador de MIT Sloan Review Brasil.

https://mitsloanreview.com.br/post/a-era-da-hiperpersonalizacao-um-caminho-sem-volta

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‘Estou apenas tentando levar pessoas a Marte e libertá-las da chatice de dirigir carros’, diz Elon Musk

Richard Waters –  Financial Times/Folha 16/12/2021

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Elon Musk diz que quer ser generoso com seus críticos. Mas depois de anos combatendo um exército de descrentes na indústria de automóveis e em Wall Street, é difícil para o executivo-chefe da Tesla conter a frustração.

Faz quase uma década que o Model S de sua empresa provou que os carros elétricos poderiam competir com os melhores em estilo e desempenho, e quatro anos desde que seu Model 3 levou a tecnologia a um mercado maior. Durante esses anos, Musk não apenas teve de construir um mercado para veículos elétricos quase sozinho, enquanto lutava contra a falência, como também travou uma batalha em curso com vendedores a descoberto em Wall Street e iniciou discussões com os órgãos reguladores.

Este ano lhe trouxe uma certa vingança, enquanto companhias que vão da Ford e Volkswagen à Mercedes-Benz claramente comprometeram seu futuro com os veículos elétricos. A Toyota se tornou a última na terça-feira (14), ao anunciar um investimento de US$ 35 bilhões (R$ 194,25 bilhões) na fabricação de veículos elétricos.

“Durante muito tempo, o resto da indústria automobilística basicamente chamou a Tesla e a mim de loucos e fraudes”, disse Musk em entrevista ao Financial Times. “Diziam que os carros elétricos não funcionariam, que não poderiam alcançar a autonomia e o desempenho. E mesmo que o fizessem ninguém os compraria.”

Musk acrescenta que os ativistas da mudança climática ajudaram a empurrar os fabricantes de carros na direção de uma tecnologia mais sustentável. Mas afirma que há um motivo predominante pelo qual eles finalmente se tornaram elétricos: “Até que começamos a tirar sua participação de mercado de modo significativo, eles não reagiram”.

Elon Musk em cerimônia da Tesla em Xangai, China – Aly Song – 7.jan.2019/Reuters

Ele não é o único com essa opinião. Bob Lutz, um ex-vice-presidente da General Motors e presidente da Chrysler que já duvidou das chances de sobrevivência da Tesla, hoje chama o impacto de Musk na indústria automobilística de “inacreditável —nada menos que incrível”. Apontando suas incursões até nos mercados de carros de luxo europeus, Lutz diz: “É por isso que a Mercedes-Benz e a BMW têm tanto medo dele”.

Elon Musk esteve em todo lugar este ano —e não só de maneiras que o distinguem como uma das mais consequentes, embora polêmicas, figuras dos negócios dos últimos tempos.

Armado com 66,3 milhões de seguidores, ele usou sua conta hiperativa no Twitter para promover a dogecoin, criptomoeda que começou como uma brincadeira e cujo nome é uma homenagem a um meme da internet que apresenta um cachorro shiba inu. Ele também continuou a espicaçar os reguladores, incluindo a Comissão de Valores Mobiliários (SEC), apesar de pagar uma multa de US$ 20 milhões (R$ 114 milhões) em 2018 depois que o órgão regulador o acusou de cometer fraude em títulos com seus tuítes.

Embora quase 800 mil americanos tenham morrido com o vírus, Musk, que fez 50 anos este ano, passou a pandemia criticando as restrições da Covid —e os políticos que o acusaram de não pagar impostos suficientes.

Mesmo alguns de seus maiores apoiadores reconhecem uma certa badalação em torno da Tesla. No meio de um boom no mercado de ações, sua avaliação superou a barreira de US$ 1 trilhão (R$ 5,7 trilhões) este ano, tornando Musk a pessoa mais rica do mundo —apesar de vender menos de 2% dos novos carros e caminhões do mundo.

Mas por trás do barulho, do frenesi especulativo e da aparente infração das regras, há uma conquista de grande substância. O FT está nomeando Elon Musk sua Pessoa do Ano porque ele provocou uma mudança histórica na indústria automobilística mundial, em direção aos veículos elétricos. Mesmo que a Tesla de alguma forma falisse no próximo ano —algo que, ao contrário de dois anos atrás, ninguém prevê hoje—, Musk teria transformado uma das indústrias mais importantes do mundo de maneiras que poderão ter profundas implicações para governos, para investidores e para o clima.

Em uma era muitas vezes definida por novas tecnologias, Musk reivindica ser o empresário mais realmente inovador de sua geração.

Os resultados da maneira incomum como Musk assume riscos e força limites não se resumiram aos carros. Sua companhia espacial privada, SpaceX, trouxe o voo espacial tripulado de volta ao solo americano no ano passado, pela primeira vez desde o ônibus espacial. Sua rede Starlink está perto de lançar o primeiro serviço de banda larga comercial via satélite do mundo, e um novo foguete gigante que poderá mudar os orçamentos das viagens espaciais, chamado Starship, aguarda seu primeiro teste de lançamento.

Musk às vezes parece tímido e tropeça nas ideias antes de fazer pronunciamentos abrangentes —muitas vezes sobre o futuro e como a tecnologia o reformulará. Suas declarações são apresentadas como fatos ousados, como que desafiando o ouvinte a contestá-lo. Para os admiradores, isso faz dele um visionário livre das restrições mentais que limitam outros empresários. Mas para os críticos ele personifica uma arrogância tecnocrática subjetiva que desconsidera seu impacto no mundo.

Então Musk acha que a meta que ele definiu para a Tesla há mais de 15 anos, de liderar uma revolução nos transportes, finalmente foi alcançada? “Estou muito encorajado pelo menos pelo que eles [outras fábricas de veículos] estão dizendo. Pelo menos nós temos a palavra.

“Nós fizemos a Tesla basicamente por desespero, não porque pensássemos que seria lucrativa, mas só para mostrar que podia ser feita”, acrescenta ele.

Talvez —mas ela teve resultados financeiros espetaculares. Depois de lutar durante anos para provar que podia ser financeiramente viável, as margens de lucro da Tesla se tornaram surpreendentemente robustas, e muitos investidores decidiram apostar que ela vai liderar uma grande nova indústria global de veículos elétricos e autônomos.

Em um momento em que os tecnólogos e os bilionários se tornaram objetos de crescente desconfiança populista, Musk tem muitos críticos, mas ainda desfruta de um nível de aprovação pública mais alto que muitos. Isso pode ser explicado em parte porque sua marca pessoal se tornou tão entrelaçada com uma cultura popular influenciada por memes e games. Musk acha que é por causa das aspirações que seus produtos tentam realizar.

“Estou apenas tentando levar as pessoas a Marte, e permitir a liberdade de informação com a Starlink, acelerar a tecnologia sustentável com a Tesla, libertar as pessoas da chatice de dirigir carros”, diz ele.

“Certamente é possível que a estrada para o inferno até certo ponto esteja pavimentada com boas intenções, mas a estrada para o inferno é principalmente pavimentada com más intenções.”

Sua pressão sobre os limites e o flerte com a polêmica lhe causaram problemas. A Tesla está sob investigação dos órgãos reguladores de transporte e do mercado de valores dos Estados Unidos, sobre a segurança de sua tecnologia de assistência ao motorista e se ela escondeu riscos de incêndio em seus painéis solares. A franqueza de Musk no Twitter causou uma queixa regulatória que o forçou a abandonar a presidência da Tesla, enquanto suas zombarias dos críticos e provocações aos reguladores esgotaram a paciência até de muitos de seus admiradores.

Às vezes, enquanto atira insultos da segurança de sua conta no Twitter, Musk pode parecer mesquinho e vingativo. O apogeu foi em 2018, quando ele chamou um crítico de “sujeito pedo”, levando a uma denúncia por danos morais e um depoimento de quatro horas no tribunal para afirmar que ele não havia pretendido fazer uma acusação literal de pedofilia.

“Ele é como o presidente Trump —fez muitas coisas boas, mas deveria ter ficado de boca fechada e fora do Twitter”, diz Lutz.

Indagado por que ele zomba publicamente dos reguladores, Musk indica o que afirma ser uma falha da Comissão de Valores Mobiliários para proteger os investidores de especuladores. Sobre o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes, ele diz: “Senti que eles queriam mais manchetes do que realmente segurança. Isso é obviamente [algo] que eu não respeito, nem deve ser respeitado.” Mas ele nega qualquer desdém pela regulamentação em si.

“Certamente é possível que algum imbecil reúna o punhado de vezes que discordei dos reguladores, escreva uma reportagem e faça parecer que sou algum tipo de maluco atirando com pistolas.” Ele acrescenta: “Em nenhum momento eu sugeri que qualquer agência reguladora seja cancelada, ou coisa parecida. Não sou algum tipo de libertário impulsivo”.

Então a personalidade de mau menino de Musk no Twitter faz parte de algum plano de marketing elaborado, é um caso de liberar o vapor, ou uma demonstração de ego incontido? Ele ri da pergunta. Tomando uma frase do filme “Gladiador”, ele indaga: “Quero dizer, você não está se divertindo?”, antes de acrescentar: “Não estou dizendo que eu não faça tuítes bobos, é claro que faço. Às vezes dou um tiro no pé. Mas você sabe, no balanço, é divertido e interessante, informativo, o que você quiser”.

Um resultado das peculiaridades de Musk foi fazer da Tesla uma marca muito conhecida sem gastar um único dólar em publicidade, diz Simon Sproule, um ex-diretor de marketing e comunicações da companhia. “Ele rasgou o livro de regras de como os CEOs devem se comportar”, no processo tornando-se quase uma figura da contracultura e alcançando pessoas que normalmente não teriam interesse por carros ou pelo espaço, acrescenta ele.

O impacto de Musk na indústria de carros global demorou a ocorrer. Depois de um sucesso inicial como um dos fundadores do PayPal, o empresário serial nascido na África do Sul investiu na Tesla e se tornou seu presidente em 2004, pouco tempo após sua criação.

Antes da Tesla, diz Lutz, os engenheiros da GM se recusavam constantemente a acreditar que o tipo de baterias de íons de lítio usadas em computadores laptop pudessem produzir energia suficiente para mover um carro. O primeiro carro da Tesla, o Roadster, afinal bastou para convencê-los, acrescenta ele, levando diretamente ao Chevrolet Volt híbrido, uma década atrás. Mas a GM não o seguiu.

A Daimler e a Toyota também pareceram captar um primeiro vislumbre do futuro elétrico que se iniciava, associando-se à Tesla pouco antes de sua entrada na Bolsa em 2010 para usar sua tecnologia de tração elétrica, enquanto fornecia injeções de dinheiro muito necessárias. As alianças não foram duradouras.

“Eles não estavam levando a sério os veículos elétricos, e ficou claro que apenas queriam fazer o menor número de veículos elétricos necessários para cumprir as exigências regulatórias”, diz Musk.

Provar que os carros elétricos podiam ser rentáveis significava derrubar praticamente toda a sabedoria convencional do setor, do modo como as cadeias de suprimentos funcionam até como alcançar os consumidores, diz Pierre Ferragu, analista na New Street Research. A cada vez “ele ouvia ‘isso não é verdade’ e ‘isso não pode ser feito’. E nunca desistiu”, diz ele.

Laurie Yoler, um dos primeiros membros do conselho da Tesla, também atribui a Musk a visão para começar com uma folha de papel em branco e a tenacidade para levar a coisa até o fim. “Ele não tem medo de as pessoas o chamarem de louco”, diz ela. “Muita gente diz que pensa a partir de princípios, mas está apenas sendo incremental. Ele realmente vê a ideia maior.”

A explicação do próprio Musk para o sucesso da Tesla aciona sua paixão pela engenharia. “O que as pessoas que não trabalham comigo não entendem é que sou em primeiro lugar e principalmente um engenheiro”, diz. “Como a Tesla e a SpaceX tiveram sucesso quando outras companhias têm muito mais recursos e dinheiro que eu? O problema é que elas não podem me contratar.” Ele também diz que a dedicação à excelência na engenharia e o foco para desafios importantes foram críticos para atrair grandes talentos da engenharia.

“Quando você vai atrás do problema mais difícil do mundo, as melhores pessoas do mundo querem vir trabalhar com você”, diz Gene Berdichevsky, um ex-executivo de baterias da Tesla. “Durante uma década inteira a Tesla foi o único nome no mercado.”

Musk diz que passa sete dias e 80 a 90 horas por semana entre os projetos mais críticos da Tesla e da SpaceX. “Não é que eu tente microadministrar arbitrariamente”, diz. “Na verdade estou envolvido na triagem: qual é a coisa mais útil que eu poderia fazer? E sou muito bom em tecnologia e engenharia. Cada um tem seus talentos, esse é um dos meus. Não sei cantar ou dançar, mas sei fazer isso.”

Apesar da riqueza —e dos US$ 13 bilhões (R$ 74,2 bilhões) em ações da Tesla que ele embolsou no último mês—, Musk diz que não tem uma casa ou um barco, nem viaja de férias. “Não acho que muita gente realmente quisesse trocar de lugar comigo”, diz ele. “Pretendo trabalhar enquanto conseguir e ser produtivo e contribuir —essa é a minha natureza. Eu gostaria de trabalhar um pouco menos, isso seria bom.”

Dias depois de dizer isso, um tuíte de Musk em que ele dizia estar “pensando em deixar meu emprego” fez cabeças girarem em Wall Street. Era mais uma provocação de Musk, ou algo a ser levado a sério?

“Infelizmente, as pessoas o levam ao pé da letra e não percebem quando é irônico”, diz Yoler. Segundo ela, as pessoas que não conhecem Musk muitas vezes não notam que ele tem um “ótimo senso de humor”. Mas, acrescenta, às vezes seus tuítes parecem o produto de exaustão e “muito pouco sono”.

O estilo de administração total de Musk, e a pressão que ele coloca em sua equipe para resolver problemas, têm seus lados negativos. As pessoas que trabalharam com ele contam que Musk pode semear confusão e caos. Um ex-executivo da cadeia de suprimentos diz que a alta rotatividade do pessoal que resultou do estilo de gestão de Musk fez que a cada novo modelo a Tesla tivesse que reaprender as mesmas lições. Outro ex-executivo diz que Musk muitas vezes toma decisões apressadas para atirar equipes de engenheiros em novos problemas, só para depois reverter o rumo e desfazer todo o trabalho.

Queixas como essas não tocam o ponto certo, diz Ferragu. Apesar de Musk entender muitas coisas errado, diz ele, o fato de pressionar constantemente contra os limites do possível faz que ele chegue a inovações importantes antes de qualquer outro. Ele “sabe onde estão os gargalos, onde ele tem de apertar as pessoas ao máximo”.

Musk sugere que essa é uma qualidade que o distingue de Jeff Bezos, cuja companhia espacial, a Blue Origin, ficou atrás da SpaceX. Ele amaldiçoa seu rival com falsos elogios, dando um aceno à “aptidão razoavelmente boa para a engenharia” de Bezos, antes de acrescentar: “Mas ele não parece estar disposto a gastar energia mental entrando nos detalhes da engenharia. O diabo está nos detalhes”.

Bezos “se leva um pouco a sério demais”, acrescenta Musk, com seu lado maligno nunca muito abaixo da superfície. “De certas maneiras, estou tentando fazê-lo gastar mais tempo na Blue Origin para eles fazerem mais progresso. Como diz um amigo meu, ele deveria passar mais tempo na empresa e menos na banheira”.

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Forçar os limites do tecnicamente possível significa que as empresas de Musk estão sempre flertando com o desastre, mesmo agora. A Tesla está tentando pôr em produção uma desafiadora nova tecnologia de baterias, e a companhia não realizou seus planos de lançar um grande caminhão elétrico, um novo modelo de seu Roadster original e a caminhonete elétrica Cybertruck.

Há também os desafios técnicos supremamente difíceis que às vezes parecem fazer até Musk duvidar de si mesmo, como construir a Starship totalmente reutilizável e aperfeiçoar a tecnologia de piloto automático que Musk afirma há anos estar logo ali adiante. Essas, diz ele, são as duas coisas que ocupam “a maior quantidade de carga cognitiva” em sua vida.

“Estou confiante que não precisamos de uma nova física”, diz Musk sobre a Starship. “Mas é apenas um problema técnico incrivelmente difícil. Às vezes me pergunto se de fato está dentro da capacidade humana realizar isso. Sei que pode ser feito, mas ainda não foi.”

Recentemente, ele vem tentando preparar os funcionários da SpaceX para um caminho difícil à frente, escrevendo para o pessoal que seu futuro não está garantido. Muitos na companhia não passaram por um lançamento de foguete fracassado, diz ele. E descreve como a empresa poderá enfrentar dificuldades financeiras se a SpaceX não produzir os motores necessários para realizar seus planos de lançamento da Starship e colocar diversos satélites Starlink em órbita. “A falência não está descartada”, diz Musk. “Por isso não devemos ser complacentes ou presunçosos.”

Sobre o desafio da condução autônoma, entretanto, ele chega perto de admitir que parte de sua confiança anterior estava deslocada. “Eu não pensei que teríamos de resolver uma parte significativa da inteligência artificial para fazê-la funcionar.” Mas acrescenta que hoje está “99,9% —arredonde para 100%— confiante em que a autocondução vai funcionar, é só uma questão de tempo”.

Para os críticos, as garantias errôneas de Musk ao longo dos anos de que os carros Tesla estão prestes a se tornar totalmente autônomos são sintomáticas de um executivo propenso a exagerar as capacidades de seus veículos. Assim ele enganou os clientes da Tesla sobre a tecnologia de autocondução, com um potencial risco para a segurança deles?

“Não”, diz ele redondamente. “Leia o que diz quando você encomenda um Tesla. Leia o que diz quando você dá a partida. É muito, muito claro.” Apontando para as altas notas de segurança da Tesla, e a disposição da Nasa a confiar seus astronautas aos foguetes da SpaceX, ele acrescenta: “Acho que não existe um CEO neste planeta que se importe mais com a segurança que eu”.

Ele também recusa as críticas de que suas previsões às vezes foram excessivamente otimistas. “As previsões que eu faço que se realizam, ou estão antes do tempo, não recebem atenção, e as previsões que eu faço que estão atrasadas ganham muita atenção”, resmunga.

Como exemplos do primeiro caso, Musk diz que a fábrica gigante de baterias em Nevada “superou em muito as expectativas”, e que a produção da Tesla do Model S chegou a mais que o dobro do que foi projetado na época de seu IPO.

Uma marca do sucesso de Musk é que finalmente está surgindo uma verdadeira concorrência em veículos elétricos. A startup Rivian já lançou uma caminhonete elétrica e a Ford deverá lançar sua versão elétrica da F-150 na primavera.

Musk parece despreocupado sobre a nova concorrência, e prevê que companhias como Volkswagen e Ford terão sucesso com carros elétricos —mas adverte que a Rivian está enfrentando o mesmo esforço doloroso para alcançar a produção em larga escala que a Tesla sofreu. Mais adiante, porém, ele aponta um novo desafio que está se formando para as companhias de carros mundiais.

“Acho que as pessoas estão esquecendo um pouco o progresso que a China está fazendo. É incrível.” Ele o compara com a “onda de importações do Japão que ocorreu nos anos 1980 e 90. Eu acho que teremos algo parecido com as companhias de carros chinesas”

“A ética do trabalho, o mero número de pessoas inteligentes e trabalhadoras na China é maravilhoso de se observar —ao mesmo tempo incrível e ligeiramente assustador. E elas vão realizar muitas coisas.”

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2021/12/estou-apenas-tentando-levar-pessoas-a-marte-e-liberta-las-da-chatice-de-dirigir-carros-diz-elon-musk.shtml?origin=folha

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Nubank x Itaú: por que o roxinho vale mais?

Saiba qual a opinião de analistas sobre o valuation do banco digital, hoje o mais valioso da América Latina

JENNE ANDRADE Estadão 15/12/2021

  • Thiago Lobão, fundador e CEO da Catarina Capital, explica que comparar Nubank com o Itaú não é razoável, já que apesar de serem do segmento financeiro, os modelos de negócios são bem diferentes
  • Disruptivo, o Nubank nasceu com a proposta de desburocratizar processos e entregar uma experiência impecável ao cliente. A proposta atraiu 40 milhões de usuários em pouco mais de oito anos
  • Ainda assim, a fintech deu lucro pela primeira vez no 1º semestre de 2021. Poucos meses depois, entrou na Bolsa de Nova York avaliada em US$ 41,5 bilhões, mais que o Itaú Unibanco e todos os demais bancos da América Latina

Em maio de 2013, o Nubank foi fundado com uma proposta ousada. A ideia era tornar processos que até então eram burocratizados nos bancos tradicionais em procedimentos ao alcance de um clique. Sem porta giratória, filas, extratos complexos e tentando entregar uma experiência totalmente digital e satisfatória ao usuário, o que foi o diferencial para a empresa.

A semana do Nubank: o que esperar das ações e BDR

O primeiro produto, um cartão de crédito sem anuidade e 100% controlado pelo aplicativo, já representou um grande salto em praticidade. De lá para cá, a cesta de possibilidades da fintech aumentou substancialmente a medida que participava de novas rodadas de investimentos.

Agora, os clientes Nu têm a conta totalmente gratuita e que rende 100% do CDI, cartão de crédito e débito, pagamento de boletos, avaliação de empréstimos feito automaticamente, além de a possibilidade de realizar investimentos após a compra da corretora Easynvest. É importante ressaltar que o banco digital expandiu suas operações para o México, em 2019, e Colômbia, em 2020.

Fora as facilidades, o marketing do ‘roxinho’ segue conquistando especialmente os mais jovens. A companhia, que tem a cantora Anitta entre os conselheiros, atingiu 40 milhões de usuários em junho de 2021.

A mais valiosa, sem lucro?

Mesmo com os pontos fortes, o Nubank Brasil reportou lucro líquido pela primeira vez no 1º semestre deste ano, quando conseguiu um resultado positivo de R$ 76 milhões (último resultado divulgado). Fintechs que não lucram não são exatamente incomuns, já que várias delas possuem estratégias agressivas de crescimento e reinvestimento de capital.

Ainda assim, a situação levanta certa desconfiança, principalmente quando este lucro vem pouco tempo antes do IPO (oferta inicial de ações). Uma das conhecidas desvantagens de se investir em IPOs é de que muitas empresas se ‘enfeitam’ antes de irem à Bolsa.

 Na semana passada, o banco digital abriu capital na NYSE (Bolsa de Nova York) e estreou no mercado valendo US$ 41,5 bilhões, mais que o centenário Itau Unibanco, que lucrou R$ 6,8 bilhões no 3º trimestre de 2021, e todas as demais instituições financeiras da América Latina.

“A empresa ainda não lucra. Embora eles tenham dito que isso é de forma estratégica, é difícil saber até que ponto a não lucratividade é de fato uma estratégia. E até que ponto é prolongar os resultados, ou seja, jogar para frente, para começar a monetizar essa base gigante de clientes”, explica Danielle Lopes, analista da Nord Research.

Aliás, com esse valuation, a ‘ex-startup’, criada há apenas oito anos se tornou a terceira empresa mais valiosa do Brasil, atrás apenas de Petrobras e Vale, segundo dados da Economatica. Na oferta inicial, as ações do Nubank nos EUA (NU) foram precificadas a US$ 9. Paralelamente, BDRs das ações foram listados na B3 (NUBR33).

Ter uma avaliação de mercado tão alta significa que os investidores esperam um forte crescimento da empresa nos próximos anos. Na visão de Lopes, da Nord, é arriscado pagar tão antecipadamente por uma expansão que ainda é incerta.

“Eles teriam que crescer pelo menos 208 vezes para fazer jus à média de lucros do Ibovespa que temos hoje. Dado o desafio que eles têm à frente, para mim ainda não faz tanto sentido. O valuation deveria ter ido um pouco mais devagar”, explica.

Essa também é a visão de João Daronco, analista da Suno Research (https://www.suno.com.br/). Para o especialista, se faz sentido o Nubank valer mais que o Itaú ou não é a pergunta de ‘um milhão de dólares’. O Nubank, de fato, é uma empresa inovadora e com grande potencial. A dúvida entra no nível de preço em que o banco foi lançado ao mercado e se as altas expectativas em torno deste preço serão cumpridas.

“Eu vou não ter a prepotência de dizer que sim ou que não. Porém, vejo que aos preços atuais o investimento em Itaú é mais “fácil” de se pagar dada a sua execução do que o do Nubank”, afirma Daronco. “Acho que a diretoria do Nubank terá grandes desafios pela frente para esse preço fazer sentido. É possível que consigam? Sim. É provável que consigam? Não tenho tanta certeza.”

A seu favor, os ‘bancões’, como o Itau, possuem uma carteira de crédito robusta (que é o grande business dos bancos tradicionais), solidez e alta lucratividade. Mas perdem quando o assunto é adaptar-se rapidamente a mudanças e novas tecnologias, além de terem processos muito burocratizados.

Entre pontos fortes e fracos, o fato é que as instituições tradicionais continuam entregando fortes resultados e estariam negociando a um PL (preço/lucro) atrativo, de menos de 10 vezes. De acordo com Mario Goulart, analista da O2Research, é ‘surrealista’ aceitar um valuation tão esticado em relação ao Nubank.

“Fora da realidade. O Itaú Unibanco é centenário, com uma carteira consolidada de clientes. O Nubank é um banco barato para quem está fora do sistema bancário, são clientes com tíquetes baixos. Talvez os bancos digitais forcem um pouco as receitas de pessoas físicas dos bancões, que são receitas minoritárias dentro dessas instituições”, afirma Goulart.

De acordo com o analista da O2, o risco está em ocorrer uma grande correção no valor de mercado do Nubank, caso o forte crescimento esperado não se materialize. “Aí acontece essas tragédias, como ocorreu com Magazine Luiza, que estava com preço/lucro de 130 vezes e as ações caíram 77,23% no ano. Dá um ânimo inicial, mas nos últimos pregões as ações do Nubank tiveram queda pesada.”

De fato, até o fechamento da última terça-feira (14), os papéis do Nubank (NU) estavam cotados a US$ 9,92, após caírem 8,23% ao longo do dia. No pregão de segunda-feira (13), a queda foi de 8,78%.  A sequência de desvalorizações vem após uma estreia muito positiva, em que as ações, precificadas em US$ 9 no IPO, chegaram a subir 30% no primeiro pregão de negociação.

Nem tudo é lucro líquido

Por outro lado, nem tudo é lucro líquido ou resultado financeiro. Hoje, considerado o maior banco digital do mundo, o Nubank pode ser um case disruptivo no segmento financeiro. Por isso, a forma de avaliar a empresa deve ser diferente.

“Por mais que não esteja entregando lucro agora, isso não significa que não trarão lucro lá na frente e que não deveriam valer o que valem hoje. Os bancos digitais vem com uma proposta diferente dos tradicionais, então não cobram taxas. Enquanto não têm um market share muito grande, não conseguem entregar um grande lucro”, afirma Leo Monteiro, analista de Research da Ativa Investimentos.

A tese de investimentos dos bancos digitais é diferente e se baseia na capacidade de ganhar clientes, no crescimento. E foi a confiança nesse quesito que fez a Catarina Capital entrar no IPO do ‘roxinho’. A casa espera que a empresa tenha uma rentabilidade agressiva, acima das principais companhias da Nasdaq no longo prazo, de pelo menos 30% a 35% ao ano.

Thiago Lobão, fundador e CEO da Catarina Capital, explica que comparar Nubank com o Itaú não é razoável, já que apesar de serem do segmento financeiro, os modelos de negócios são bem diferentes.

“Nubank está em uma classe de empresas chamada ‘neobank’, os novos bancos nativos digitais. Na prática, você está falando de um banco que tem o mínimo de interface pessoal ao longo de todo o ciclo de consumo de produtos financeiros. Você contrata, acessa, utiliza, rentabiliza, sem nenhum tipo de contato humano. E isso não é só um app que permite, tem todo um desenvolvimento de TI para que isso seja possível”, afirma Lobão.

A arquitetura de dados e tecnologia do Nubank é um grande diferencial, que no futuro pode permitir que o crescimento continue expandindo. Diferente dos ‘bancões’, que ainda possuem gargalos tecnológicos. Além disso, o banco digital visa ter escala global.

“Os neobanks já estão super preparados para lidar com o digital desde o início”, explica Lobão. “O grande investidor estrangeiro de tecnologia não está interessado em comparar Nubank com Itaú, que é um grande banco, mas local. Ele está interessado em comparar o Nubank com os grandes bancos digitais globais que estão crescendo muito. E nessa comparação o banco de Cristina Junqueira é o maior, incontestavelmente.”

Frente aos bancos nativos digitais chineses, americanos e europeus, o banco digital brasileiro estaria bem precificado. “No Brasil, estamos preocupados em fazer comparações com que a gente conhece. Nos bancos tradicionais, a lucratividade pesa demais nas ações, mas os crescimentos (entre bancões e neobanks) são bem diferentes. A ação do Itaú, por exemplo, andou menos de 3% nos últimos cinco anos. Se você pega as rodadas de investimento do Nubank, elas foram cada vez maiores”, explica Lobão.

Essa também é a visão de Bruno Madruga, sócio e head de renda variável da Monte Bravo Investimentos. “O mercado financeiro trabalha em cima das expectativas, e muito mais que gerar lucro, o Nubank conseguiu atingir uma quantidade de CPFs muito grande em pouco tempo. Além disso, o CEO da empresa quer transformar o Nubank em um banco global, o que trouxe atratividade dos investidores na abertura de capital”, afirma. “Aliás, ninguém sai espalhando que tem conta no Itaú ou no Banco do Brasil, mas isso acontece com quem tem conta no Nubank.”

Na data de publicação da reportagem, o Nubank estava em período de silêncio

https://einvestidor.estadao.com.br/mercado/ipo-nubank-vale-mais-itau/

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Os drones para entregas urbanas são os novos patinetes elétricos?

Cezar Taurion – Neofeed DECEMBER 12, 2021

Há muitas boas ideias para o uso dos drones. Mas sua utilização para entregas urbanas de última milha não me parece uma delas. Pense no caso dos patinetes elétricos, que foram uma febre e depois sumiram das cidades

Os drones, não há dúvida, podem melhorar nossas vidas de várias maneiras. Eles podem, por exemplo, entregar suprimentos essenciais para comunidades remotas ou isoladas, monitorar safras e gado e transportar órgãos doados por cima dos trânsitos geralmente congestionados das cidades.

Esses “pequenos aviões” podem ainda dar assistência em operações de busca e resgate, monitorar redes ferroviárias, elétricas e instalações offshore e auxiliar técnicos e engenheiros a inspecionar edifícios sem a necessidade da instalação de andaimes.

Os drones podem até colocar em operação redes Wi-Fi de emergência como auxílio de uma resposta a desastres. Todas essas aplicações da tecnologia são boas ideias que passam em um teste preliminar de bom senso.

Mas, o que vemos nas reportagens e palestras, é o uso dos drones para entregas urbanas da última milha, fazendo entrega direta de produtos como pizzas, sanduíches, frangos assados, compras típicas de supermercados ou medicamentos sem receita.

Há muitas startups e big techs envolvidas, como a Amazon, que propôs o conceito em 2013, e a Alphabet, com a Wing, que está testando o projeto na Austrália. Redes de supermercados como Walmart e empresas de logística como UPS também fazem experimentos.

Alguns investidores apontam que será um mercado bilionário, como na análise da Fortune Business Insights que indica que em 2028 será um mercado de mais de US$ 30 bilhões. Mas será mesmo que isso vai acontecer ou teremos uma reprise do modismo dos scooters ou patinetes, que começaram com grande estardalhaço e depois saíram de cena?

O entusiasmo vai na esteira da esperada facilidade de entrega, uma vez que a pandemia já acostumou a todos com entregas em domicílio. Mas, sou cético a essa ideia, aparentemente fantástica. Para mim, é uma ideia é impraticável.

O primeiro motivo é uma conta simples de aritmética. Vamos exemplificar com o mercado americano. Se pegarmos três das muitas empresas que testam drones, como Amazon Prime, FedEx e UPS, veremos que elas entregam 10 bilhões de pacotes por ano só nos Estados Unidos.

Se, hipoteticamente, apenas 10% deles fossem entregues por drones, haveria um bilhão de voos de drones por ano no espaço aéreo lotado acima das cidades da América. Isso porque a maioria desses drones é projetado para transportar cargas únicas, ponto a ponto. Seriam então 2,7 milhões de voos todos os dias.

Vamos baixar mais ainda o número de entregas. Imaginemos que apenas 1% dos pacotes seriam entregues por drones. Isso ainda significaria 270 mil voos por dia sobre cidades dos EUA, apenas por essas três empresas. Mesmo essa pequena porcentagem de todas as entregas representaria um aumento colossal no tráfego aéreo.

Antes da pandemia, havia menos de 6 mil voos de aviões de passageiros por dia nos Estados Unidos e 100 mil em todo o mundo. Em outras palavras, se apenas 1% dos pacotes entregues por apenas três empresas nos EUA chegassem por drones, haveria quase três vezes mais drones voando diariamente sobre as cidades americanas do que há aviões de passageiros voando em todo o mundo.

Esse 1% implicaria que os outros 99% continuariam sendo entregues como antes. Uma mudança tão pequena que, na prática, nada mudaria na logística, a não ser vermos drones sobrevoando nossas cabeças.

Lembre-se: não estamos falando de pequenos drones amadores, mas de aeronaves pilotadas remotamente ou autônomas, a maioria com cargas úteis de até 2,5 quilos, que constituem até 90% das entregas de e-commerce, segundo dados da Amazon Prime.

Uma VAN elétrica, com motorista ou autônoma, pode transportar dezenas de pacotes de porta em porta em uma única viagem pela cidade. Em comparação, a maioria dos drones movidos a bateria entregaria sua única carga útil em uma viagem antes de retornar à base e recarregar. O consumo de bateria seria grande e o drone precisaria ser recarregado diversas vezes para continuar operacional.

Para que um modelo de entrega de drone para última milha seja viável, seria necessário construir depósitos ou hubs contendo os produtos mais comuns encomendados pelos consumidores.

A entrega aérea autônoma também pode demandar a construção de uma nova infraestrutura de apoio como plataformas de pouso perto de casas e escritórios. A entrega direta na varanda ou no jardim, como vemos nos filmes, limitaria em muito as entregas.

Por outro lado, se o cliente tiver que sair de casa e se deslocar ao ponto de pouso, é menos funcional que esperar na sua porta o delivery tradicional pelo motoboy. Principalmente em dias de chuva.

Existe também o incômodo do barulho de milhares de drones com rotores expostos voando sobre as cabeças das pessoas, janelas e jardins, escolas, escritórios e ruas, de manhã à noite. Isso, com certeza vai provocar uma nova forma de poluição ambiental.

Temos o risco de acidentes, pois uma pane em um drone carregando uns 2 quilos caindo em cima de pessoas ou carros pode provocar danos muito sérios. Vandalismo é outra possibilidade. E tentar derrubar um drone pode ser um novo esporte.

As seguradoras provavelmente cobrarão um prêmio tão elevado que talvez não justifique o custo da entrega. Além disso, o drone pode se chocar com outros drones, pássaros, prédios e fios de eletricidade.

Temos poucos estudos sobre impactos dos drones nos diversos aspectos da vida urbana. Por exemplo, quase não temos estudos que analisem os efeitos ecológicos de drones voando sobre bairros, ou mesmo o efeito na vida animal, embora alguns vídeos já tenham mostrado que os animais não gostam dos drones zumbindo em volta deles.

Um relatório da Agência Europeia do Meio Ambiente sobre drones e sustentabilidade apontou uma crescente tensão entre drones e animais, especialmente pássaros. Os pássaros foram considerados mais sensíveis aos distúrbios relacionados à presença de drones.

Para serem úteis e viáveis economicamente, os drones precisarão voar com segurança em todos os climas, incluindo nevoeiro, vento e chuva. E existe a questão da regulação. Temos as primeiras regulações saindo do forno, mas que provavelmente serão modificadas à medida que o número de voos e acidentes aumentem.

Nem todos os drones serão autônomos. Muitos precisarão de monitoramento. Temos os custos desses controladores ou pilotos. Um piloto por drone para entregar um único pacote de baixo valor é inviável economicamente. Muito mais provável é um único piloto supervisionando uma frota de drones autônomos ou semiautônomos, trabalhando por longos turnos pelo menor salário aceitável.

Não parece com os entregadores de motos de hoje? Mas, para controlar diversos drones, será necessária uma certificação específica. Qual será o custo desta certificação? Quem estará autorizado a emitir e quem fiscalizará se o controlador está habilitado?

A ideia pode ser sensacional até que o primeiro drone cause um acidente fatal. Isso geraria tanto estardalhaço na mídia que mataria o mercado da noite para o dia. Da perspectiva de negócios, e sem falar na ética de se colocar em operação algo desse tipo, é um enorme risco.

Creio que devemos deixar de lado o hype e considerar a realidade do conceito de entrega de drones para última milha. Essa realidade é ignorada nas palestras e pitches de startups de drones. Nem tudo que parece ser uma ideia fantástica e disruptiva resiste ao teste da realidade.

Lembram-se dos patinetes? Chegaram com estardalhaço. A onda começou nos EUA no início de 2017, chegou logo após à Europa e algum tempo depois desembarcou no Brasil. Da noite para o dia, milhares de patinetes elétricos apareceram pelas ruas.

Muita gente, empolgada com a novidade, aderiu por diversão ou como uma alternativa moderna de transporte. Coisa “de primeiro mundo”. Era o futuro. Mas logo apareceram os primeiros problemas. Os patinetes ficavam amontoados nas calçadas. Foram roubados e depredados.

O zigue-zague no meio ao trânsito provocou acidentes. Houve até gente morrendo. O poder público correu atrás para arrumar a bagunça, fez apreensões, apreensões, proibições e criou regras. Parecia que ia melhorar.

Mas, em questão de meses, a Lime e a Grow, as duas principais empresas que ofereciam esse tipo de serviço em cidades brasileiras, anunciaram que estavam indo embora do país ou reduzindo drasticamente suas operações. Assim como surgiram, os patinetes praticamente desapareceram na maioria das cidades. O que houve?

As principais razões para a crise foram a maior regulação, o aumento da concorrência, o custo da eletricidade, a diminuição das margens de lucro e necessidade constante de atualização dos patinetes e bicicletas.

Os patinetes usados eram modelos originalmente projetados para uso individual e que não foram pensados para resistir a dezenas ou mesmo centenas de viagens todos os dias. Por isso, eles precisavam ser consertados ou substituídos em questão de semanas.

Além, disso, não eram baratos para o usuário. Custavam R$ 3 para serem desbloqueados e, depois, mais R$ 0,50 por cada minuto de uso. Seu uso ficou restrito a apenas uma pequena parcela da população. Soma-se a isso os altos custos para manter os patinetes em circulação.

As empresas precisavam ter equipes para recarregar baterias e colocá-los de volta nas ruas. E também para coletá-los e redistribuí-los pela cidade e garantir que estejam disponíveis onde as pessoas mais precisam, o que é fundamental para aderirem ao serviço. Além disso, os impostos aplicados no Brasil sobre os patinetes, importados em sua grande maioria da China, chegam a duplicar seu custo.

Na prática, o modelo de patinetes e bicicletas espalhados pela cidade, apesar da febre dos últimos anos, ainda não se provou financeiramente viável. Vive do dinheiro dos aportes dos investidores. Esse desafio de ser um negócio viável não foi apenas no Brasil.

As startups de patinete no mundo inteiro sofreram com a realidade e tiveram que diminuir drasticamente suas operações. O lado operacional se provou um desafio para todas essas empresas. As regulações, sempre atrasadas, começaram a restringir suas operações. Todas elas ainda estão registrando prejuízo ao redor do mundo e perdendo milhões de dólares por ano. Agora, estão mais focadas em gerar lucratividade do que em crescimento e se mantendo apenas nas cidades mais rentáveis.

Portanto, uma ideia é excelente quando ainda é apenas uma ideia e temos somente protótipos e poucos casos de operação no mundo real. Com os drones para entregas urbanas é exatamente essa a situação. Várias startups fazendo experiências, otimismo desenfreado e aportes bilionários de investidores com alta expectativas na próxima disrupção.

Drones são uma tecnologia empolgante com inúmeras aplicações interessantes, úteis e economicamente viáveis, mas entregas urbanas para última milha não me parece ser uma delas. Pode ser por isso que a DHL e a Amazon estão desistindo do negócio. Podem ter percebido que a ideia é um tanto insana.

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Bill Gates: em três anos, todas as reuniões de negócios serão no metaverso

Cofundador da Microsoft diz que reuniões migrarão para ambiente virtual em 3D até 2024 e confirma lançamento da primeira versão do metaverso da empresa para 2022

Por Gabriel Rubinsteinn – Exame  11/12/2021 

O cofundador da Microsoft, Bill Gates, é mais um especialista em tecnologia que acredita que o futuro será construído no metaverso. Em artigo publicado no fim desta semana, o bilionário afirmou que, em menos de três anos, todas as reuniões de trabalho acontecerão neste tipo de ambiente digital.

“Nos próximos dois ou três anos, prevejo que a maioria das reuniões virtuais se moverá das imagens de câmeras 2D para o metaverso, um espaço 3D com avatares digitais. O Facebook e a Microsoft recentemente revelaram suas visões para isso, o que deu à maioria das pessoas a primeira visão de como será”, escreveu.

Para ele, a ideia é que as pessoas “usem seus avatares para se encontrar em um espaço virtual que replique a sensação de estar em uma sala real”, e reforçou que, para fazer isso, será preciso ter óculos de realidade virtual e luvas de captura de movimentos, para “capturar com precisão suas expressões, linguagem corporal e a qualidade de sua voz”.

Segundo Gates, a adoção de novas tecnologias necessárias para a melhor experiência no metaverso é o principal fator para que o modelo de realidade virtual demore alguns anos para se consolidar: “A maioria das pessoas ainda não possui essas ferramentas, o que retardará um pouco a adoção [do metaverso]. Uma das coisas que possibilitaram a rápida mudança para as videoconferências foi o fato de que muitas pessoas já tinham PCs ou telefones com câmeras”.

Bill Gates, cofundador da Microsoft

Bill Gates afirmou que reuniões de negócios deverão migrar para o metaverso em no máximo dois ou três anos (Chip Somodevilla/Getty Images)

Bill Gates também comentou que a Microsoft, atualmente a segunda maior empresa do mundo por valor de mercado, de US$ 2,57 trilhões, segundo dados do CompaniesMarketCap, planeja lançar uma versão provisória do seu metaverso já em 2022: “[Esta versão] usa sua webcam para animar um avatar usado em a configuração 2D atual”, explicou.

Apesar de não ser mais o líder da Microsoft, Bill Gates ainda permanece muito próximo da companhia, da qual detém cerca de 1,3% das ações – equivalentes, atualmente, a aproximadamente US$ 33,4 bilhões. Recentemente, a própria empresa já havia divulgado os planos de desenvolvimento de um metaverso próprio, focado em um ambiente corporativo.

Além disso, a gigante de tecnologia também tem demonstrado interesse pelo mercado de NFTs, que é parte importante dos metaversos em blockchain, já que é essa tecnologia que permite segurança, propriedade e autenticidade de ítens do universo digital. Nesta semana, a empresa liderou um investimento milionário em um estúdio que desenvolve NFTs para marcas e empresas.

https://exame.com/future-of-money/bill-gates-em-tres-anos-todas-as-reunioes-de-negocios-serao-no-metaverso/

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EUA querem construir estradas em que o piso carregue carros elétricos

Ideia é usar energia por indução para abastecer veículos em movimento; até 2030, americanos vão investir US$ 7,5 bilhões em pontos de carregamento 

Kerry Hannon, The New York Times/Estadão 11 de dezembro de 2021

WASHINGTON – Os Estados Unidos vão destinar US$ 7,5 bilhões para a construção de uma rede nacional de 500 mil estações de carregamento rápido para veículos elétricos até 2030. Atualmente, são 43 mil estações, de acordo com o Departamento de Energia dos EUA. Mas isso resolveria apenas parte do problema, porque o tempo de recarga ainda é longo. A mudança radical na próxima década poderá vir por meio de estradas que recarregam carros em movimento, usando energia por indução.

Em julho, o Departamento de Transportes do Estado de Indiana e a Universidade de Purdue anunciaram planos para desenvolver o primeiro trecho de rodovia de concreto com carregamento sem fio.

O projeto está sendo assumido por um centro de pesquisa de engenharia denominado Aspire, iniciais em inglês de Promoção da Sustentabilidade por meio de Infraestrutura Elétrica para a Eletrificação de Estradas.

Carro elétricoCarros eletrificados no Brasil; postos de recarga ainda são raros Foto: Nilton Fukuda/ Estadão – 21/9/2017

“Uma das principais barreiras para a eletrificação é a ansiedade da duração da bateria (causada pelo medo do usuário de ficar sem energia no meio do caminho). Essa tecnologia tem como objetivo resolver esse problema”, disse Nadia Gkritza, professora da Universidade Lyles de Engenharia Civil e diretora do campus Aspire da Universidade de Purdue. “A ideia é trazer a carga ao veículo em vez de fazer com que o veículo pare nas estações.”

Como funciona

O projeto usará tecnologia de concreto magnetizável, desenvolvida pela empresa alemã Magment. A tecnologia funciona adicionando-se pequenas partículas de ferrita reciclada (cerâmica feita a partir da mistura de óxido de ferro com elementos como níquel e zinco) a uma mistura de concreto que é energizada por meio de corrente elétrica. Isso cria um campo magnético que é transmitida ao veículo.

De acordo com Dionysios Aliprantis, professor da Escola Familiar Elmore de Engenharia Elétrica e de Computação em Purdue, a transmissão é feita por uma placa com cerca de 3,6 metros de comprimento por 1,2 m de largura instalada a alguns centímetros da superfície, com bobinas conectadas à rede elétrica.

A rede seria formada com a instalação de vários desses transmissores, de modo a permitir uma transferência contínua de energia. Já o receptor ficaria na parte inferior do automóvel.

Fase inicial

O projeto ainda está em fase inicial de testes. Primeiramente, é necessário saber se os dispositivos suportam a pressão exercida por caminhões, para ver se o pavimento irá durar.

Outro teste avaliará a capacidade do sistema de transferir altos níveis de energia sem fio. Embora a ideia seja semelhante a telefones celulares que se carregam sem fio, há uma diferença significativa, porque a distância entre a base e o receptor no veículo será de 25 a 40 centímetros.

Nos próximos dois anos, após a validação da tecnologia nos testes de laboratório, o Departamento de Transporte de Indiana construirá uma bancada de teste de 400 metros, onde engenheiros examinarão a capacidade da estrada eletrificada para fornecer alta potência a caminhões.

“Queremos ir devagar, fazer testes e pilotos”, disse Gkritza. “Nossa meta é dentro de quatro a cinco anos ter um teste mais longo em uma rodovia interestadual.”

As estimativas de custo para eletrificar estradas em ambas as direções variam de US$ 1,1 milhão a US $ 2,8 milhões por quilômetro.

Além dessa iniciativa, há experimentos similares também no estado do Michigan, caso de um projeto piloto que prevê um trecho indutivo de 1,6 km. A Universidade do Estado de Utah também desenvolve projeto semelhante.

Tecnologia vai exigir mudanças no veículo

“Eu adoraria ver isso funcionar, mas essa tecnologia está em estágio inicial e exige que os carros sejam reprojetados. Não é algo simples”, disse Chris Nelder, analista e consultor de energia no Instituto Rocky Mountain.

O grande desafio está do lado do veículo, concordou Mauricio Esguerra, presidente-executivo e cofundador da Magment. “A indústria automotiva está tão ocupada em fazer baterias que confrontá-los agora com essa carga indutiva é algo longínquo. O espírito deste projeto é se concentrar primeiro nos desafios técnicos e demonstrar que ele funciona.”

Professor e diretor de engenharia e políticas públicas do grupo de eletrificação de veículos na Universidade Carnegie Mellon, Jeremy J. Michalek sugere que a tecnologia pode ser mais útil para caminhões do que para carros de passeio, comumente utilizados em cidades. “Para caminhões que sempre percorrem longas distâncias, a recarga na estrada visa resolver um problema real.”

A equipe da Escola Familiar Elmore de Engenharia Elétrica e de Computação em Purdue está ciente dos desafios, mas otimista com a iniciativa. “Os obstáculos técnicos que precisamos superar não são intransponíveis”, disse o professor Dionysios Aliprantis.

No entanto, ele alerta que há barreiras regulatórias. “Em Indiana, se o indivíduo não for concessionário de serviços públicos, não poderá revender eletricidade.” 

As redes também precisarão aumentar a capacidade para atender à demanda que será criada. /TRADUÇÃO DE ANNA MARIA DALLE LUCHE

https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,eua-querem-construir-estradas-em-que-o-piso-carregue-carros-eletricos,70003923140

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Estes 67 sites têm cursos online, gratuitos e com certificado

Está procurando uma forma de melhorar o seu currículo? Confira sites que oferecem cursos gratuitos e com certificado

Por Na Prática/Exame 07/12/2021 

A internet está cheia de cursos online e gratuitos, com certificado, disponíveis para pessoas de diferentes níveis de experiência. O problema, na maioria das vezes, é encontrar todos eles, saber quais são os confiáveis e descobrir exatamente o que queremos.

Pensando nisso, nós fizemos essa seleção, que é atualizada mensalmente, com as melhores opções de cursos para que você melhore o seu repertório e o seu currículo.

Ao todo, são 65 plataformas que têm formações online e gratuitas – para começar a qualquer momento!

#1 Fundação Estudar

A Fundação Estudar – da qual o portal Na Prática faz parte – disponibiliza online e gratuitamente cursos que ajudam no desenvolvimento profissional de pessoas em todas as fases da carreira. Dentre eles, está o curso Decisão de Carreira na Prática, que recentemente foi disponibilizado. Outro é o CC50, o curso de ciência da computação de Harvard, traduzido.

#2 EdX

A plataforma Edx disponibiliza cursos de diversas faculdades ao redor do mundo, dando oportunidade para estudantes conhecerem cursos de instituições do Japão, da África do Sul e de muitos outros países, do sofá de casa. 

Dentre os cursos ofertados está o de Gestão de Projetos Baseado em Resultados, uma iniciativa da Universidade de Witwatersrand, Joanesburgo.

Neste curso, você aprenderá a usar sistemas de monitoramento e avaliações para tomar decisões em seu gerenciamento de projetos. O mercado de trabalho valoriza profissionais que façam bons planejamentos e sabem usar seus recursos para gerar progresso dentro da empresa. Em apenas 8 módulos, o programa te ensina a identificar resultados e riscos, além de mostrar como desenvolver indicadores e metas para o seu projeto.

#3 Brasil Mais Digital

Brasil Mais Digital é um projeto da Softex que visa formar futuros profissionais de tecnologia com base nas principais demandas do mercado. Sua plataforma EAD oferece mais de 40 cursos gratuitos e online, todos com certificado, oferecidos por empresas do ramo, como Microsoft e TOTVS. Há formações sobre Inteligência Artificial, Programação, Ferramentas de Trabalho, Gestão Empresarial, entre outros temas do mundo da tecnologia.

#4 FGV

A Fundação Getúlio Vargas oferece 60 cursos online gratuitos com certificado, em áreas como Administração Pública, Economia, Finanças, Educação, Humanidades, Negócios, entre outras.

#5 Udacity

Outra plataforma que conta com cursos gratuitos na área de tecnologia e web é a Udacity. Para isso, ela conta com parcerias com importantes organizações, como Google e Facebook, por exemplo. Os aprendizados são oferecidos tanto em inglês quanto em português com certificação após a conclusão das aulas.

#6 Coursera

Coursera oferece conteúdo para formação em diversas áreas do campo de tecnologia em parceria com mais de 190 empresas e universidades, como Google, IBM, Stanford e UPenn.

#7 SENAI

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) tem 12 cursos online gratuitos com certificação. Os temas são: Consumo Consciente de Energia, Desenho Arquitetônico, Educação Ambiental, Empreendedorismo, Finanças Pessoais, Fundamentos de Logística, Logística de Programação, Propriedade Intelectual, Segurança do Trabalho, Metrologia, Noções Básicas de Mecânica Automotiva e Tecnologia da Informação e Comunicação.

#8 Omie.Academy

Para ajudar empreendedores a se prepararem para um mercado cada vez mais digital em meio aos esforços de isolamento, a Omie, plataforma de gestão para Pequenas e Médias Empresas, liberou o acesso a todo o conteúdo de educação empreendedora de sua plataforma educacional Omie.Academy, que conta com cursos de Programação Neurolinguística, Liderança e Gestão de Pessoas, Finanças Pessoais, Otimização de Redes Sociais e Business Process Outsourcing (BPO), entre outros (e oferece certificado).

#9 Rock University

A Rock University, da Rock Content, disponibiliza cursos gratuitos com certificado sobre marketing de conteúdo, produção de conteúdo para web, inbound marketing, outbound marketing e sobre a plataforma WordPress.

Cursos online

Cursos online (UnitoneVector/Getty Images)

#10 Instituto Federal de Rondônia

É possível encontrar cursos online com certificado grátis em programação no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia. São disponibilizadas formações como Introdução à programação em Linguagem Java, Programação de Games, UX Design e mesmo empreendedorismo. Para obter os certificados, é necessário cumprir a grade de cada curso, que contam com testes.

#11 Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) disponibiliza cinco cursos online gratuitos. Há possibilidade de pegar certificados ao completá-los em todos, mas em algumas das formações o documento custa cerca de 25 dólares. Os temas abertos atualmente são: economia digital, gestão de riscos em projetos, gestão de projetos de desenvolvimento, consultas públicas e impacto ambiental.

#12 iTEC

A Intelbras, indústria brasileira desenvolvedora de tecnologias, disponibiliza 157 cursos online gratuitos com através do seu Centro de Capacitação em Tecnologia — iTEC. Os treinamentos são totalmente gratuitos, possuem carga horária que variam de 15 minutos até 25 horas e os estudantes recebem certificados após a sua conclusão. No total, são 33 cursos focados em gestão de negócios, vendas, marketing e atendimento ao cliente e 124 cursos técnicos em nível inicial, intermediário e avançado nas áreas de segurança, redes, comunicação, controle de acesso, energia, prevenção a incêndio e iluminação.

#13 GGTE – UNICAMP

O MOOC GGTE – UNICAMP é um portal de cursos online, livres e gratuitos produzidos pela comunidade acadêmica da Unicamp em parceria com o Grupo Gestor de Tecnologias Educacional da universidade. Há formações nas mais variadas áreas do saber, como por exemplo: Biologia Investigativa, Educação para as Africanidades: formação para a Cidadania, 7 Lições para a produção de textos, Desenvolvimento Web com AngularJS, entre outros.

#14 UNASUS

Iniciativa do Sistema Único de Saúde (SUS), a plataforma oferece formações gratuitas e online a estudantes e profissionais da área da saúde. Com foco no aprendizado prático, os cursos estão disponíveis em diferentes níveis, como de extensão, aperfeiçoamento, especialização, mestrado profissional, entre outros.

#15 MIT 

Uma das universidades mais famosas e concorridas do mundo, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) disponibiliza cursos gratuitos abertos para todos. Com aulas majoritariamente em inglês – embora seja possível encontrar em outros idiomas – as formações em arquitetura e artes, ciência e tecnologia, economia, história, entre outros.

#16 RD University

Uma iniciativa da empresa de tecnologia RD Station, a RD University está com oito cursos gratuitos atualmente: introdução ao inside sales, PEACE: metodologia para gestão de vendas de alta performance e produtividade, introdução ao customer success, introdução ao inbound marketing, RD Station Marketing – Basic, marketing inicial para agências e potencialize sua agência de sucesso. Todos oferecem certificado ao estudante.

#18 Harvard Online Courses

Para quem fala inglês, é possível fazer cursos online e gratuitos em uma das universidades mais famosas do mundo: Harvard. Há inúmeras opções, em áreas como Tecnologia, Literatura, Biológicas e Finanças. A duração dos cursos varia, podendo se estender por até 12 semanas, e todos oferecem certificados após a conclusão.

#19 Perestroika

A Perestroika oferece gratuitamente o curso online “Que Droga é Essa?”, que visa informar sobre o mundo das drogas, desmistificando com base na ciência (e sem apologia). A formação também fornece certificação.

#20 Kadenze

Kadenze reúne grandes universidades (como CalArts e Paris College of Arts) e empresas em cursos sobre as áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia, Arte, Design, Música e Matemática (do campo conhecido como STEAM). O cadastro gratuito dá acesso a diversos cursos, mas os certificados são limitados aos associados, que pagam mensalidade de 20 dólares.

#21 Digital Innovation One

Estudantes e interessados na área de desenvolvimento de softwares podem aprender gratuitamente sobre Javascript, PHP, Python e Angular. Com certificado de participação de curso, as formações são dividas nos níveis iniciante, intermediário e avançado, em aulas de duas a 12 horas de conteúdo.

#22 Stanford online

Outra universidade renomada que também disponibiliza formações gratuitas – porém, novamente, é necessário ter conhecimentos em inglês. Os cursos são divididos em cinco categorias de ensino: saúde e medicina, artes e humanidades, educação, engenharia e tecnologia.

#23 Fundação Bradesco

A Fundação Bradesco tem uma escola virtual com cursos gratuitos, com certificado, nas áreas de Administração, Contabilidade e Finanças, Desenvolvimento, Educação Básica e Pedagogia e Informática.

#24 Escola Virtual de Governo

A Escola Virtual de Governo tem cursos online e gratuitos com certificado em diversas temáticas ligadas ao setor público, como Gestão de Políticas Públicas, Governo Digital e Recursos da União.

#25 Centro Paula Souza

O Centro Paula Souza disponibiliza 11 cursos online e gratuitos com certificados focados em ferramentas de trabalho como Design Thinking, Gestão de Pessoas, Gestão de Tempo, Venda, Canvas, entre outros.

Outra universidade brasileira a dispor de uma plataforma online com cursos gratuitos é a Federal do Recôncavo Baiano (UFRB). Os cursos, em geral, são profissionalizantes, como, por exemplo, Execução de recursos extraorçamentários, Normas ABNT aplicadas a Trabalhos Acadêmicos, Leitura e produção de textos acadêmicos, entre outros. Há certificação aos alunos com aproveitamento de pelo menos 70%.

#27 ELEVE – Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados disponibiliza por meio da Eleve, ambiente de aprendizagem dos cursos à distância, cursos online com certificado grátis. As formações são divididos em três públicos: para servidores da Câmara, servidores público e para cidadãos.

#28 IFES-RS

Aberto tanto para estudantes quanto ao público geral, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul também conta com cursos online com certificação. Há dezenas de formações nas seguintes áreas: ambiente e saúde, ciências exatas e aplicadas, ciências humanas, educação, gestão e negócios, idiomas e línguas, literatura, informática, produção alimentícia e turismo e hospitalidade.

#29 SEBRAE

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) oferece cursos gratuitos com certificado em Empreendorismo, Cooperação, Finanças, Inovação, Leis, Mercado e Vendas, Organização, Pessoas e Planejamento.

#30 Senac EAD

Senac EAD liberou, de forma gratuita, diversos cursos. Segundo o Senac, os participantes dos cursos receberão certificados certificados com validade em todo território nacional. As formações são focas em Meio Ambiente e Saúde, Gestão e Negócios, Tecnologia da Informação e Comunicação, Turismo, Hospitalidade e Lazer.

#31 Kultivi

A Kultivi oferece cursos completamente gratuitos. Entre eles, preparatórios para concursos, focados nas provas ENEM e OAB, de idiomas, negócios e medicina. O aluno consegue um certificado gratuito quando completa a formação.

#32 Eskada UEMA

A Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), desenvolveu uma plataforma de cursos abertos e gratuitos. A Eskada conta com uma curadoria de conteúdo feita pela instituição de ensino. Centrados nas mais variadas áreas do conhecimento, os cursos disponibilizados são: Psicologia da Educação, Libras, Noções de Biossegurança no Trabalho relacionadas à COVID 19, Geografia Urbana, Neuropedagogia, entre outros.

#33 Intel

Destinado a quem se interessa pela tecnologia da informação e pelo universo corporativo, o portal da Intel conta com mais de 30 cursos online e gratuitos. Dentre as formações disponíveis, estão opções como armazenamento de dados em segurança, business intelligence, conectividade sem fio, entre outros.

#34 AVAMEC

A plataforma do Mec (Ministério da Educação) disponibiliza cursos gratuitos com certificado em disciplinas que compõem o ensino brasileiro (em seus mais diversos níveis). Há cursos de aperfeiçoamento, capacitação, especialização, extensão e de formação continuada.

#35 Trevisan Online

A Trevisan Online tem cursos com certificado gratuitos em Compliance e Investigação de Fraudes, Finanças e Mercados de Capitais, Gestão Financeira, Compliance e Riscos, Contabilidade, Auditoria e Controladoria.

#36 Linkedin Learning

O Linkedin tem atualmente uma trilha de aprendizado gratuita com tema Trabalho Remoto: Colaboração, foco e produtividade. Quando faz todos os 10 cursos que compõe a rota de aprendizagem, o aluno recebe um certificado. Além disso, junto com a Microsoft, disponibiliza 9 trilhas (totalizando 96 cursos) focadas em mercado de trabalho – capacitação e recolocação.

#37 Sest Senat

O Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SEST SENAT) conta com cursos de aperfeiçoamento profissional online e gratuitos. As áreas de formação são relacionadas a transporte e logística, como Administração de Frota, Cidadania no Transporte de Passageiros, Administração de Garagens, entre outros.

#38 CIEE

O Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) disponibiliza cursos voltados para estudantes. A plataforma oferece quatro trilhas com objetivo de preparar os talentos para o mercado de trabalho: “Preparação para o Mundo do Trabalho”, “Lidando com a informática”, “Orientação e informação profissional” e “A comunicação e a matemática”.

#39 Aliança Empreendedora

IZettle, Aliança Empreendedora e TamoJunto lançaram gratuitamente o curso “Adaptando seu negócio à crise”, que, em 10 videoaulas, visa apresentar soluções em gestão financeira, acesso a crédito, venda online, além de dicas para inovar e criar oportunidades. A formação inclui certificado.

#40 PoCA

Iniciativa da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o site Portal de Cursos Abertos (PoCA) tem cursos online com certificado (e gratuitos) em áreas diversas, como Matemática, Gestão e Tecnologias na Educação.

#41 Microsoft Learn

A empresa tem uma plataforma de ensino, a Microsoft Learn, onde disponibiliza diversos cursos com certificado em Tecnologia. A maior parte das formações é em inglês, mas há algumas em português.

#42 Instituto TIM

Nem todo mundo sabe, mas a operadora de celular também oferece formações gratuitas. O Instituto Tim busca levar conhecimentos de ciência, tecnologia e inovação para jovens. Ao todo, os cursos estão divididos em oito categorias de conhecimento: desenvolvimento de software, desenvolvimento web, programação mobile, games, e-books, escrita, professores e empreendedorismo.

#43 Facebook for Business

A rede social disponibiliza cursos focados em marketing, principalmente voltados para negócios digitais aproveitarem melhor o uso de suas ferramentas. Há formações em temas como anúncios e experiência de compra.

#44 Estação Hack from Facebook

Uma iniciativa do Facebook com a Digital House, a Estação Hack disponibiliza gratuitamente cursos e conteúdos (palestras e workshops) para a área de programação e desenvolvimento. Os cursos, porém, não são sob demanda – ou seja, demandam inscrições e realização de aulas de acordo com um cronograma de aulas.

#45 Pocket Live ESPM

A ESPM oferece aulas ao vivo gratuitas com certificado – as Pocket Lives. As anteriores podem ser conferidas por gravações, mas só assistindo ao vivo o participante recebe certificado. São aulas de 2 horas, em temas ligados à vendas, branding e tecnologia.

#46 UAITEC

Desenvolvida pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, a Rede UAITEC visa à promoção da inclusão digital dos cidadãos. São mais de 60 cursos e as formações estão divididas em seis categorias: desenvolvimento de habilidades, formação profissional, novos negócios, tecnologia e comunicação, meio ambiente e saúde.

#47 Engeduca

Plataforma voltada para profissionais de Engenharia, a Engeduca oferece cursos gratuitos com certificado em temas de indústria, construção civil e inovação.

#48 Class Central

O site Class Central possui mais de 400 cursos gratuitos e com certificado de universidades da Ivy League, como Harvard e Yale, e em diversas temáticas.

#49 Prime Cursos

Prime Cursos é uma plataforma brasileira que abrange diversas áreas do conhecimento. Seus cursos online vão de gastronomia à programação, mas todos oferecem um certificado pago: impresso, custa R$ 54,90 + frete, e a versão digital, R$ 49,90.

#50 codecademy

Destinado a programadores e interessados no assunto, a codeacademy dispõe de cursos online para codificação em linguagens de programação, como jQuery, Javascript, Python, Ruby, PHP, JAVA, bem como linguagens de marcação, como CSS e HTML.

#51 LearnCafe

O site LearnCafe possui uma enorme quantidade de cursos gratuitos, focados em muitas categorias, assim como o Prime Cursos. Possui formações sobre moda, meio ambiente, administração e negócios e direito, por exemplo. A plataforma oferece certificado, que podem ser comprados pelo estudante ao final da formação.

#52 B3

A bolsa de valores do Brasil também disponibiliza cursos gratuitos. O objetivo, de acordo com a empresa, é promover o conhecimento financeiro a quem deseja entender mais o assunto. Dentre as formações disponibilizadas, estão: como funciona a Bolsa de Valores, produtos de renda fixa, iniciante no mercado de ações, como organizar suas finanças e muito mais.

#53 Senar EAD

O portal de Educação a Distância do SENAR visa contribuir com a formação e a profissionalização das pessoas do meio rural. Para isso, oferece diversos cursos de temática rural gratuitos e com certificado (para receber, o aluno precisa concluir todas as atividades obrigatórias e responder a pesquisa de satisfação). Há formações em assuntos como Bioma, Agricultura, Sustentabilidade e Produção Vegetal.

#54 Escola Virtual Portogente

A Portogente oferece diversos cursos gratuitos com certificado para quem se interessa por logística, comércio, saúde & segurança, turismo, transporte.

#55 Alison

Plataforma Alison é um empreendimento social, que oferece cursos gratuitos em diversas categorias, como: TI, saúde, ciência, idioma, marketing, matemática e negócios. Tem até uma formação temática sobre a emergência do coronavírus. Muitos dos cursos oferecem certificado, mas outros não – vale ficar de olho quando se inscrever.

#56 Insper

Em parceria com o Coursera, o Insper oferece cursos gratuitos nas áreas de Marketing analítico; Gestão de operações; Capitalismo consciente e Administração financeira. Todos oferecem opção de certificado de conclusão.

#57 ENAP

ENAP, ou Escola Nacional de Administração Pública, disponibiliza cursos gratuitos com certificado. Há programas para diversos níveis de carreiras em assuntos ligados à administração de empresas e do setor público, como Gestão Estratégica, Transformação Digital, Gestão de Pessoas, Gestão Pública, Logística e Compras e Políticas Públicas, entre outros.

#58 Miríada X

O site oferece cursos das mais diversas universidades e instituições de ensino de fora do Brasil. Como alguns já citados anteriormente, é uma plataforma de cursos online gratuitos que permite que estudantes do mundo todo tenham acesso a conteúdos das mais diversas áreas.

#59 OpenupEd

OpenupEd é um site internacional que oferece formações em inglês e espanhol. Todas suas formações são online e gratuitas e, embora fornecidas por diversas instituições, passam pelo filtro de qualidade da plataforma. A maior parte deles oferece certificados do tipo informal ou outros reconhecimentos. Os certificados formais podem custar, dependendo do curso.

#60 Hospital Albert Einstein

Profissionais da área da saúde também podem contar com cursos gratuitos com certificação no Hospital Albert Einstein. Entre as modalidades existentes online, o hospital disponibiliza cursos nas áreas de: Cardiologia, Neurologia, Enfermagem, Medicina Física e Reabilitação e Nutrologia.

#61 Shaw Academy

A Shaw Academy oferece quatro semanas gratuitas para experimentar seus cursos online – que têm um viés prático e são focados em diversas áreas do conhecimento, como Fotografia, Negócios, Marketing, Música, Beleza, Finanças e Tecnologia. Também oferece certificados.

#62 Aprendeaí

Com frequência, a plataforma que oferece cursos online nas áreas de soft skills, inovação e negócios, disponibiliza algumas de suas formações gratuitamente. Atualmente, oferece sem custo os cursos Inteligência Relacional: o Super Poder Ágil e Decole Sua Carreira. A inscrição em ambos inclui certificado, material de apoio, acesso vitalício e convites para lives com professores.

#63 IFSP

O IFSP – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – oferece diversas modalidades de formação à distância: cursos técnicos, superiores e de extensão. Os cursos a distância possuem aulas esporádicas e provas nos polos presenciais.

#64 Instituto Legislativo Brasileiro 

O Senado Federal também conta com uma plataforma com cursos online. Dentre as formações oferecidas, há cursos de Direito Constitucional, Política Contemporânea, Relações Internacionais, entre outros.

#65 Veduca

A plataforma Veduca possui 15 cursos 100% gratuitos com certificado: Desenvolvimento de Produtos e Serviços, Ecoinovação, Ecologia Industrial, Eletromagnetismo, Engenharia Econômica, Física Básica, Gestão Ambiental, Gestão da Inovação, Gestão de Projetos, Medicina do Sono, Metodologia Científica, Probabilidade e Estatística, Coronavírus, Fundamentos de Administração e Marketing Digital.

#66 Pensar Cursos

Plataforma com cursos profissionalizantes introdutórios gratuitos, passando por Administração, Informática e Língua Portuguesa, mas abarcando também áreas específicas como gastronomia, maquiagem e estatística. Vale para quem quer aprender o básico de uma série de habilidades exigidas pelo mercado de trabalho.

#67 Iped – Instituto Politécnico de Ensino à Distância

Mais de 1200 cursos online disponíveis na plataforma em pelo menos 55 áreas como administração, ambiental, animação e design, biomedicina, educação, contabilidade e outros. Nem todos os cursos são gratuitos mas vale dar uma conferida nas possibilidades.

67 sites que oferecem cursos online e gratuitos com certificado” foi originalmente publicado pelo portal Na Prática da Fundação Estudar.

https://exame.com/carreira/sites-cursos-online-gratuitos/

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The Economist: Investimentos em startups têm crescimento inédito e se espalham pelo mundo

Há 50 anos, capital de risco financia ideias que transformam a economia global 

The Economist/Estadão 01 de dezembro de 2021 

Vladimir Lenin acreditava que uma minúscula vanguarda poderia, por meio da força de vontade, aproveitar as forças históricas para transformar o funcionamento do capitalismo global. Ele estava certo. No entanto, os revolucionários não foram os barbudos bolcheviques, mas alguns milhares de investidores, a maioria sediada no Vale do Silício, administrando menos de 2% dos ativos institucionais do mundo.

Nas últimas cinco décadas, a indústria de venture capital (ou capital de risco) financiou ideias empreendedoras que transformaram os negócios globais e a economia mundial. Sete das dez maiores empresas do mundo foram apoiadas por fundos de venture capital. Esse dinheiro financiou empresas por trás de mecanismos de pesquisa, iPhones, carros elétricos e vacinas de RNAm. 

Agora, a máquina dos sonhos do capitalismo está sendo ampliada e transformada, como um inédito fluxo de US$ 450 bilhões em dinheiro novo para o setor de capital de risco. Este turbocompressor do mundo dos empreendimentos traz riscos significativos – desde os egomaníacos fundadores que torram dinheiro até fundos de pensão sendo desperdiçados em startups supervalorizadas. Mas, no longo prazo, essa máquina também promete tornar a indústria mais global, afunilando o capital de risco em uma ampla gama de negócios e tornando-o mais acessível a investidores comuns. Um maior pool de capital correndo atrás de um universo maior de ideias aumentará a competição e, provavelmente, impulsionará a inovação, levando a uma forma de capitalismo mais dinâmica.

O venture capital tem suas raízes na década de 1960 e tem sido visto como um elemento desajustado dentro do mundo financeiro. Em contraste com os investidores de Wall Street, em seus impecáveis ternos, sofisticação e mansões nos Hamptons, o venture capital prefere roupas confortáveis, “nerdismo” e vilas na Califórnia. Essa particularidade também é uma questão de ênfase intelectual. À medida que as finanças convencionais se tornaram maiores, mais quantitativas e mais preocupadas em fatiar e cortar os fluxos de caixa de empresas e ativos maduros, o venture capital permanece como uma indústria caseira, nadando contra a corrente, buscando encontrar e financiar empreendedores que ou são muito inexperientes ou muito estranhos para participar de uma reunião com sisudos banqueiros e cujas ideias ainda são muito novas para serem traduzidas em modelos financeiros.

Os resultados têm sido surpreendentes. Apesar de investir quantias relativamente modestas ao longo das décadas, os fundos de venture capital dos Estados Unidos têm empresas que valem hoje, no total, pelo menos US$ 18 trilhões. Este número reflete a vertiginosa ascensão das grandes plataformas de tecnologia, como o Google. Mais recentemente, os unicórnios (startups que valem mais de US$ 1 bilhão) apoiados por investidores de risco amadureceram em uma abundância de aberturas de capital. 

Na última década de ouro, um índice de fundos americanos de capital de risco obteve retornos anuais conjuntos de 17%. Alguns se saíram muito melhor que isso.

Esse sucesso agora está se espalhando para o setor financeiro em geral. Os lucros das empresas financiadas por fundos de venture capital estão sendo redistribuídos em novos fundos. Enquanto isso, com as taxas de juros ainda baixas, os fundos de pensão e outras empresas com dinheiro em caixa têm demonstrado uma boa dose de inveja e lutam para alocar mais dinheiro em fundos dedicados ou para criar suas próprias filiais de venture capital. Até o momento, neste ano, quase US$ 600 bilhões foram aplicados em negócios – dez vezes o nível de uma década atrás. 

À medida que o dinheiro entra, o capital de risco está permeando a economia de forma mais profunda e ampla. O que antes era um assunto americano hoje é global, com 51% dos negócios (por valor) em 2021 ocorrendo fora dos EUA.

O cenário do capital de risco da China diminuiu recentemente por causa de uma repressão ao setor de tecnologia pelo presidente do país, Xi Jinping. No entanto, a indústria está crescendo no restante da Ásia e, após décadas de inatividade, a inovação está despertando na Europa, com 65 cidades recebendo unicórnios.

O boom do capital de risco tem se concentrado em um pequeno grupo de empresas de tecnologia, tais como Airbnb e Deliveroo. Agora, mais dinheiro pode financiar áreas onde a disrupção está menos avançada. Neste ano, os investimentos em energia limpa, espaço e biotecnologia foram o dobro de 2019. E o setor está se tornando mais aberto. Enquanto antes uma confortável elite de fundos detinha um raro poder, agora as principais empresas financeiras estão envolvidas e há meios que permitem aos investidores comuns obterem exposição a baixo custo. 

Riscos

 Obviamente, há perigos. Uma é que o dinheiro corrompe. Avaliações elevadas e capital abundante podem tornar empresas e seus patrocinadores autoindulgentes. Das 100 maiores empresas listadas em 2021, 54 estão no vermelho, com US$ 71 bilhões de perdas acumuladas. A governança consegue ser péssima. O Vision Fund de US$ 100 bilhões do SoftBank, que foi pioneiro na emissão de grandes cheques para startups, incitando-as a crescer mais rápido, está mergulhado em conflitos de interesse. Os fundadores saem dos trilhos. Adam Neumann, da WeWork, construiu um culto à personalidade movido a cerveja.

BolsasOperador na Bolsa de NY; fundos de venture capital dos EUA têm empresas que valem US$ 18 trilhões Foto: Spencer Platt/ AFP

Retornos

Outro perigo é que, como em qualquer classe de ativos, os retornos são diluídos à medida que o dinheiro entra. Os fundos convencionais podem descobrir que, além de ter de lidar com os famosos booms e quedas do capital de risco, os retornos de longo prazo são menores do que esperavam.

O que é monótono para os investidores ainda pode ser bom para a economia. É melhor que um dólar marginal vá para empresas iniciantes do que para um inchado mercado imobiliário ou um inundado mercado de títulos. Um crash de capital de risco desencadeado pelo aumento das taxas de juros não desestabilizaria o sistema financeiro. 

Mesmo que as empresas apoiadas pelo capital de risco queimem dinheiro de forma imprudente, grande parte dele irá para os consumidores: por exemplo, em todas aquelas viagens de carro subsidiadas e refeições entregues em casa. No mínimo, o boom aumentará a competição. O investimento de capital de risco este ano excederá o gasto total de capital e os gastos com pesquisa e desenvolvimento das cinco maiores empresas de tecnologia, que também estão sendo desencorajadas a comprar concorrentes em potencial pela ameaça de regras antitruste mais rígidas.

Recompensa

A maior recompensa seria mais inovação. É verdade que nenhuma quantia em dinheiro pode criar brilho puro. E os governos costumam financiar descobertas científicas básicas. No entanto, a oferta global de empreendedores dificilmente é fixada e muitas ideias permanecem subexploradas. O boom anterior de capital de risco mostrou investidores ampliando o horizonte de tomada de risco para áreas mais difíceis e aventureiras. À medida que o investimento de risco se espalha pelo mundo, os empreendedores fora dos EUA terão uma chance melhor de se juntar a eles. E as barreiras para a criação de novos negócios estão caindo, graças à barata computação em nuvem e ao trabalho remoto. O capital de risco visa pegar boas ideias e torná-las maiores e melhores: é justo aplicar essa lógica ao próprio setor. / TRADUÇÃO DE ANNA MARIA DALLE LUCHE

https://economia.estadao.com.br/noticias/negocios,the-economist-venture-capital-capital-risco-investimentos-startups,70003913366?utm_source=estadao:app

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