Inovação a reboque: como a Randoncorp é exemplo de corporate venture capital no Brasil

Do interior do Rio Grande do Sul, a Randoncorp celebra o melhor momento do corporate venture capital no Brasil como um dos grandes exemplos de como a indústria pode virar a chave do negócio com inovação

Daniel Randon, presidente da Randoncorp: “Precisamos manter nossa história, mas temos de nos conectar com o novo mundo” (Germano Lüders/Exame)

Daniel Giussani – Exame – 25 de abril de 2024 

Um detalhe passa quase despercebido no piso de um prédio de 1.000 metros quadrados no gigantesco parque industrial da Randoncorp, a maior fabricante de reboques da América Latina, em Caxias do Sul, cidade a 130 quilômetros de Porto Alegre. Bem na entrada do espaço, no chão, azulejos recebem, quase despretensiosamente, o desenho da primeira logomarca da Randon, lá dos meados dos anos 1960. Daquela época, naquele prédio, só restou o piso. Ele é, de certa forma, o encontro entre o passado e o futuro na indústria gaúcha que completa 75 anos em 2024.

Nos últimos anos, esse espaço, que já foi o escritório-sede da companhia, passou por uma reforma para ­receber a operação física da Conexo, o programa de inovação aberta da ­Randoncorp. Por ali, dezenas de startups se encontram num ambiente em que é possível trabalhar no modelo de coworking, assistir a palestras e fazer reuniões. Até o banheiro tem ares de inovação. Unissex, ele usa uma pequena porção de solução química biodegradável para higienizar o vaso sanitário, sem utilizar nem sequer uma gota de água da descarga.

A Conexo é o exemplo físico de uma transformação de mentalidade pela qual a Randoncorp passou nos últimos oito anos. Na dianteira dessa mudança está a inovação. Entre 2014 e 2016, abalada pela recessão econômica e por uma crise que atingiu em cheio o setor de caminhões após políticas fiscais que inflacionaram a demanda nos anos anteriores, a companhia viu sua receita cair quase pela metade.

Na época, o então vice-presidente de administração e finanças Daniel Randon — filho de Raul Randon, um dos fundadores da indústria — entendeu que era a hora de virar a chave.

“As crises ajudam as empresas a rever conceitos”, diz Daniel, hoje presidente da Randoncorp. “Passamos a entender mais nossas dificuldades, estudar sobre inovação e trazer startups para dentro de casa.” O movimento acabou posicionando a empresa como uma das primeiras a aderirem a programas de inovação corporativa, hoje prioridade número 1 na pauta de praticamente todas as indústrias do país.

Conexo, em Caxias do Sul: antigo escritório-sede da Randon hoje recebe o espaço de inovação da empresa (Conexo/Divulgação)

Qual é a situação dos CVCs no Brasil

A maior prova de que o assunto está em alta pode ser obtida pelos números de empresas brasileiras que criam seu corporate venture capital (CVC), um dos estágios mais avançados da inovação corporativa. Nunca essa modalidade de investimento, em que as grandes corporações fazem o aporte em startups que podem resolver gargalos do negócio, esteve tão em alta. De 2020 para cá, o número de companhias com esses programas mais do que dobrou, passando de 36 para 83, segundo levantamento da ABVCap, a associação brasileira de venture capital. O dinheiro movimentado também atingiu números recordes recentemente. Em 2022, foram cerca de 900 milhões de dólares. No ano passado, houve uma queda que estabilizou o aporte nos patamares anteriores à pandemia. Isso não significa, porém, um arrefecimento nos investimentos. “Em 2022, muitas companhias anunciaram seus programas de CVC, e o anúncio costuma vir acompanhado dos primeiros aportes”, diz Priscila Rodrigues, presidente da ABVCap.

“Acontece que, no capital privado, o processo de investimento é lento porque identifica-se uma oportunidade, estuda-se a startup e depois negocia-se, isso tudo demora. Não significa que o apetite diminuiu.” Fato é que 15% do dinheiro para startups veio diretamente de corporate venture capital no último ano. “Quando 15% do volume de aportes vem de programas de investimento de companhias, já podemos dizer que se trata de uma iniciativa extra para financiar o ecossistema de inovação”, diz Victor Harano, chefe de pesquisa da consultoria Distrito.

Na visão do especialista, os corporate venture capitals chegam a 2024 em sua fase crucial: a de separar o joio do trigo. “A linha que define se eles continuarão numa empresa ou não são os primeiros três anos”, diz. “Depois desse tempo, a grande parte é descontinuada ou muda de perfil. Estamos nessa fase no Brasil, a que separará o CVC que vai virar uma operação mais estruturada daquele que deve deixar de existir.” Esse movimento pode ser visto, atualmente, nos Estados Unidos, por exemplo. Professor de Stanford que estuda corporate venture capital, Ilya A. ­Strebulaev percebeu que 31% dos CVCs por lá foram dissolvidos entre 2020 e 2023. Por trás desse número, há também a falta de compreensão das lideranças dessas companhias sobre o que esperar de um programa de investimento em startups.

Novos produtos na Randon: pesquisa criou peças que substituem o aço por polímeros mais leves, que diminuem o peso total do caminhão e reduzem o consumo de combustível (Alex Battistel/Divulgação)

Com quatro anos de corporate venture capital na bagagem e outros quatro anteriores trabalhando com inovação, pode-se dizer que a Randon já passou por essa seleção natural — e sobreviveu. Criada no início de 2020, antes mesmo da pandemia, a Randon Ventures já investiu 25 milhões de reais em sete startups de áreas como logística, seguros e finanças. Na prática, a indústria apostou em empresas que poderiam, de alguma forma, dar algum retorno ou agregar algum serviço para a companhia. A TruckHelp, por exemplo, primeira investida da empresa, é um marketplace que conecta motoristas de caminhões com oficinas mecânicas e autopeças, uma das principais verticais da Randon. Já a ­Abbiamo, de Santa Catarina, recebeu 2,5 milhões de reais da Randon e é um dashboard que permite ao cliente final ver com mais facilidade em que fase da rota andam suas compras. A logística se conecta com o caminhão, que se conecta diretamente com a Randon.

O maior exemplo de interação entre startups e o gigante gaúcho, porém, está na Sirros IoT, uma empresa de Novo Hamburgo que digitaliza indústrias com inteligência artificial e internet das coisas. Ela foi contratada em 2018 pela Randon para instalar sensores e deixar algumas plantas fabris mais inteligentes. Era uma fornecedora como qualquer outra, a não ser pelo fato de ser uma startup. Até então, a companhia havia trabalhado com poucas dessas empresas de tecnologia, e todas no ambiente administrativo, como a Gupy, de recrutamento. Foi a primeira vez que uma startup interagiu diretamente com o core business da Randon: a produção fabril. “E foi muito difícil, porque, quando uma grande empresa vai contratar um fornecedor, para validar a compra o compliance quer muitas informações que startups não têm”, diz ­Daniel Ely, vice-presidente da Randoncorp responsável pelo braço de serviços financeiros e produtos digitais da companhia.

O caminho foi fazer uma mudança geral na cultura da Randon, que passou a ter um processo específico de contratação de startups. Mais: a indústria percebia ali que colocar empresas menores, tecnológicas e inovadoras para dentro de casa poderia ser um bom negócio. Aos poucos, a Sirros IoT deixou de ser apenas uma fornecedora. Começou a testar e a validar novos produtos e tecnologias nas fábricas da Randon, e a entender seu modelo de negócios, graças ao gigante de autopeças e reboques. “Foi por causa da Randoncorp que percebemos que nosso cliente era a grande empresa”, diz Diego Schlindwein, um dos fundadores da startup que fornece serviços atualmente para 30 companhias de larga escala. Não deu outra: em 2022, a Randon anunciou que estava virando sócia da startup junto com a maior fabricante de aço do mundo, a ArcelorMittal.

Ao acompanhar o desenvolvimento da Sirros, a Randon percebeu que sua força no ecossistema de inovação não estava apenas no dinheiro, mas também no conhecimento e na estrutura que poderia oferecer a essas empresas de tecnologia. Nessa toada, a empresa anunciou em março que passará a apoiar startups com aceleração e mentorias, além do investimento. Algo parecido ao que faz a Ambev. “Nós temos muitos ativos além de dinheiro para dar às startups. Sentar com o VP da Ambev por duas horas e tirar dúvidas tem muito valor”, disse Luciana Sater, head de investimentos da Ambev, num evento sobre CVC em 2023.

No fim das contas, a estratégia de agregar novos serviços e start­ups no portfólio de produtos oferecidos pela Randon tem um objetivo claro: aumentar a receita. É um movimento que tem ganhado adesão nas indústrias brasileiras. A Ambev, por exemplo, tem um serviço de delivery para chamar de seu, o Zé Delivery. Já a Gerdau investe na Brasil ao Cubo, ­star­t­up catarinense que faz construção modular com blocos de concreto e aço pré-moldado. “São indústrias tradicionais que enxergam na tecnologia a possibilidade de mexer em seu modelo de negócios, na interação com clientes e nos processos produtivos”, diz Priscila Rodrigues, da ABVCap. No caso da Randoncorp, existe há décadas um braço de serviços financeiros, com consórcios e seguros. Eles ficam agora mais ricos com novos produtos a serem oferecidos para o cliente que vai lá comprar um reboque. Para ter uma ideia, até software a Randon vende hoje em dia. No final de 2022, a empresa comprou a DBServer, uma startup que desenvolve softwares para a indústria por 23 milhões de reais. Também é possível alugar veículos pesados com a Addiante, uma joint venture da autoindústria com a Gerdau.

Em 2023, esse braço de inovação e serviços financeiros faturou 704,6 milhões de reais, um crescimento de 57% em relação ao ano anterior. Se considerar também uma vertical de tecnologia avançada, na qual se concentra boa parte da pesquisa e do desenvolvimento de novos materiais, o faturamento já chega próximo aos 900 milhões de reais. Por ali, por exemplo, a Randon descobriu um jeito de produzir nanopartículas de nióbio em larga escala, além de cuidar do Centro Tecnológico Randon, uma área de 92 hectares em Farroupilha, também na Serra Gaúcha, que serve como uma grande pista de teste para montadoras e fornecedores homologarem desde automóveis de passeio e veículos agrícolas até caminhões e implementos.

Daniel Ely, VP da Randoncorp e COO da Rands, de serviços financeiros e digitais: incluir startups na Randon ajudou a aumentar a receita da indústria (Randoncorp/Divulgação)

Mesmo para uma empresa com um processo de inovação corporativa já bem estruturado, há desafios pela frente. No último ano, a receita geral da companhia ficou em 10,9 bilhões de reais, uma redução de 2,4% em relação a 2022. É a primeira queda desde 2016, puxada por uma produção menor de caminhões no país e pelos efeitos do cenário econômico na Argentina, um mercado importante para a empresa. Para 2024, a meta é faturar entre 11,5 bilhões e 12,5 bilhões de reais. Seria um aumento, mas caso ele não venha resta saber se poderá ter impacto no braço de inovação na companhia ou se, assim como na crise da década passada, mais fichas serão apostadas nele. No caso da Randon, há o benefício de que a aposta em inovação já é uma estratégia de longo prazo. “É preciso desmistificar a ideia de que, por ser uma indústria tradicional, ela não é inovadora”, diz Harano, da Distrito. “Para uma empresa como a Randon estar onde está há 75 anos, é porque ela é inovadora desde sempre.” A fala se conecta, de fato, com a história da Randon. Nos anos 1950, os irmãos Hercílio e Raul Ancelmo Randon cuidavam de uma mecânica quando perceberam que os caminhões que desciam a serra carregados de madeira perdiam o freio. Inspirados em modelos europeus, desenvolveram um novo freio de ar até então inédito no Brasil que ganhou escala e foi por anos um dos produtos mais vendidos da empresa. “Eles identificaram um problema e foram atrás da solução”, diz o CTIO da Randoncorp, César Augusto Ferreira. “Foram os startupeiros de sua época.” A depender do legado, então, a inovação está garantida na Randoncorp.


Da crise, novos ares

Presidente da Randoncorp, Daniel Randon foi o responsável por colocar mais inovação no dia a dia da empresa | Daniel Giussani

Qual foi o ponto de virada que fez vocês investirem em inovação?

Geralmente, essa virada acontece quando as empresas percebem que a água começa a subir. Em 2015, o mercado de caminhões e semirreboques foi muito difícil. As produções reduziram para praticamente um quarto em relação a 2011. Foi o momento de rever questões e acelerar projetos. Trouxemos startups para dentro de casa.

É preciso haver uma mudança na relação entre fornecedor e empresa quando o fornecedor é uma startup?

Sim. As grandes empresas têm compliance, governança. Quando contrata um fornecedor, ele precisa ser bem estruturado. Mas nem sempre é o caso de uma startup. Então, mudamos nossos processos para aceitar mais startups como fornecedoras. Também investimos em pesquisa avançada. No ano passado, fomos a quinta instituição com maior número de patentes no Brasil. Em relação às empresas privadas, só ficamos atrás da Stellantis.

Uma transformação focada em inovação precisa ter apoio de todos os elos da cadeia: fornecedores, clientes, empresas e até governo. Como a Randon se posiciona?

Queremos ajudar a olhar e a investir no futuro. Precisamos manter nossa história, nossas indústrias e empresas, mas elas precisam se conectar ao novo mundo para verem novos negócios e demandas. E os clientes estão muito ligados a questões ESG, essa demanda existe.

Quais são os desafios?

O setor público precisa aprender a incentivar a inovação, e não só criar burocracias. Precisa tributar, mas não pode tirar a competitividade dos empreendedores.

Para que tipo de startup a Randoncorp olha?

Hoje, temos sete startups investidas diretamente. Outras 25 investidas por meio de fundos. E são 80 startups como fornecedoras. Desde o backoffice até o desenvolvimento de tecnologia. Em tudo que estiver ligado ao transporte, ao cliente, à logística e ao lado financeiro estamos de olho.


Os diferentes tipos de CVCs

A Randon trabalha com um corporate venture capital tradicional, mas há novos modelos sendo testados por aí | Marcos Bonfim

Nova estrutura

O fundo de CVC e venture building da petroquímica Braskem tem um cheque de 150 milhões de dólares e foi construído como uma estrutura independente e time próprio. Criado em 2022, já aportou 7 milhões de dólares em sete startups em economia circular, energia renovável e novos materiais.

Dentro de casa

Para estar mais perto dos desafios do setor elétrico, o veículo da empresa de energia EDP fica dentro de casa. O CVC adota uma estratégia global e investiu mais de 340 milhões de reais desde que nasceu, há dez anos. Atualmente, reúne 39 startups ativas no portfólio, seis delas por aqui.

Fora de casa

Cresce no mercado o modelo em que fundos de venture capital fazem a gestão dos CVCs para grandes companhias. É o caso da  gestora Vox Capital, conhecida por investir em negócios de impacto. A gestora está no comando de estruturas do Einstein, da Copel e do Banco do Brasil.


A incubadora virou bairro

A inovação corporativa ganha novos ares ao querer transformar a cidade inteira num polo de tecnologia | Daniel Giussani, de Porto Alegre*

22@, em Barcelona: distrito inovador espanhol emprega 90.000 pessoas (22@/Divulgação)

Nem o sol escaldante numa sensação térmica de 41 ºC  impedia um empolgado Daniel Randon de ficar circulando entre os pavilhões do South Summit Brazil 2024, que aconteceu em março em Porto Alegre. O presidente da Randoncorp é um dos bons exemplos de uma nova geração de líderes que estão focados em olhar para fora de seu negócio e em fazer a inovação transbordar para as comunidades. Além de cuidar da empresa que carrega seu sobrenome, Daniel preside o Transforma RS, um hub de empresários, universidades e políticos gaúchos que trabalham para deixar o estado mais tecnológico e competitivo. “O que entendemos nesses últimos anos é que, para conseguirmos ser realmente inovadores, toda a cadeia precisa querer inovar”, afirma.

O primeiro passo para uma região se tornar um polo de inovação começa, mesmo, nas universidades, quando elas criam seus parques científicos e tecnológicos. Foi assim pelo mundo, como o parque de Stanford, criado em 1951, embrião do Vale do Silício. Foi assim também aqui no Brasil, com a criação do Porto Digital, no Recife, e de parques como o Tecnopuc, em Porto Alegre, em 2002.

Agora a moda é criar bairros inteiros ao redor de centros de tecnologia. Fora do Brasil, o exemplo mais vivo talvez esteja em Barcelona, na Espanha, país-sede do South Summit. Por lá, há um distrito de inovação com 200 hectares de antigo solo industrial, onde mais de 1.500 empresas vinculadas a audiovisual, tecnologia da informação, energia, desenho e pesquisa científica se encontraram. Para ter uma ideia da dimensão — e do sucesso — do espaço, são mais de 90.000 empregos diretos gerados na cidade só por ali.

No Rio Grande do Sul, a principal iniciativa para criar um bairro de inovação é liderada pelo Instituto Caldeira, criado com o suporte de empresários como José Galló, ex-Renner, e Marciano Testa, do Agi. Fisicamente, está num galpão de 22.000 metros quadrados na zona norte de Porto Alegre, também num antigo distrito industrial. Com escritórios compartilhados, salas de reuniões e auditório, o espaço recebe diariamente dezenas de empresas e startups que vão até ali trabalhar e discutir tecnologia.

O projeto está dando tão certo que o instituto anunciou, durante o South Summit, a ampliação do espaço num investimento de 120 milhões de reais, que deve criar na região um distrito de inovação. A ideia é construir também prédios residenciais por ali e, dessa maneira, atrair “startupeiros” para morar nos arredores do Caldeira.

Ao que tudo indica, não é só Porto Alegre que está de olho no sucesso de Barcelona ao criar bairros inovadores. No Rio de Janeiro, um projeto capitaneado pela prefeitura chamado Porto Maravalley inaugurou, em abril, um hub para startups numa área de 10.000 metros quadrados até então degradada. Em Curitiba, um programa da prefeitura de incentivo a espaços inovadores chamado Vale do Pinhão tem feito com que hubs de tecnologia e construtoras olhem para o Rebouças, primeiro bairro industrial da cidade. A última novidade foi anunciada em março: um projeto privado com quês do Instituto Caldeira para reunir grandes empresas e startups num prédio de 12 andares. Exemplos de como as cidades estão correndo para serem os novos hubs de inovação do país.

*O repórter viajou a convite do South Summit Brazil 2024

https://exame.com/revista-exame/inovacao-a-reboque/

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Neuralink: chip em porco, macaco jogando Atari e mais curiosidades sobre a empresa de Elon Musk

Primeiro animal a receber implante cerebral foi a porca Gertrude; 85% dos fios se soltaram de cérebro de primeiro humano a receber o implante

Por Clayton Freitas – Estadão – 27/05/2024 

A mais nova polêmica com o bilionário Elon Musk, dono da Tesla e do X, ex-Twitter, envolve a sua empresa de desenvolvimento de implantes cerebrais, a Neuralink. Isso porque o implante inserido no seu primeiro paciente humano, Nolan Arbaugh, teve problemas e 85% dos fios instalados se soltaram. Em uma postagem publicada no início de maio no blog da Neuralink, já havia sido informado que nas semanas seguintes à cirurgia, em janeiro deste ano, vários “fios se retraíram do cérebro, resultando em uma diminuição líquida dos eletrodos eficazes”, porém, o post não tinha mais detalhes. A informação de que foram 85% foi publicada pelo jornal The New York Times.

Segundo postagem do blog da Neuralink, para contornar o problema, foram feitas modificações no algoritmo de gravação para que o chip fosse mais sensível aos sinais mentais de Arbaugh, sendo capazes de traduzir esses sinais em movimentos do cursor que movimenta as interfaces tais como um jogo de computador. Apesar do revés, Musk manterá a pesquisa e já teve o aval do órgão federal norte-americano Food and Drug Administration (FDA) para fazer o implante em um segundo humano. Conheça abaixo algumas curiosidades sobre a Neuralink.

1 – Sigilo sobre a criação da empresa

A Neuralink Corp. foi registrada em julho de 2016 na Califórnia como uma empresa de “pesquisa médica”. Um mês depois, por meio de postagens de sua conta no então Twitter, hoje X, Musk brincou dizendo que ele mesmo estava desenvolvendo a tecnologia. A informação de que se tratava de implantes cerebrais só veio à tona após uma reportagem de março de 2017 no The Wall Streeet Journal. Quem confirmou a existência da empresa foi Max Hodak, que disse ao jornal ser integrante da equipe fundadora, sem dar muitos detalhes.

2 – Primeiro teste foi na porca Gertrude

O primeiro teste da nova tecnologia ocorreu em 2020 em animais. A escolha para o que foi chamado “prova de conceito” foi a porca Gertrude. O chip implantado no cérebro da porca era capaz de prever com precisão o seu posicionamento quando ela caminhava em uma esteira ou quando farejava em busca de comida.

3 – Macaco jogou Atari

Em um anúncio posterior, em abril de 2021, Musk revelou que um outro teste em animais havia sido feito, desta vez um implante de um neurotransmissor no cérebro de um macaco. O vídeo mostrava o símio jogando, apenas com a mente, o Pong, um jogo eletrônico de tênis de mesa lançado pela Atari em 1972. Os testes da Neuralink com animais foram alvo de críticas do comitê de responsabilidade médica dos EUA, que a acusava de maus-tratos contra os animais, o que Musk negou.

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4 – Musk quer associar humano à superinteligência artificial

Em um podcast chamado “Inteligência Artificial”, apresentado por Lex Fridman, Musk disse que a Neuralink havia sido projetada para “abordar o risco existencial associado a superinteligência digital”. Nas palavras dele, já que não seremos capazes de sermos mais inteligentes do que um supercomputador, e, portanto, não conseguir vencê-los, o jeito era se juntar a eles.

5 – Um chip chamado “telepatia”

O chip implantando no primeiro humano chama-se Telepathy, que significa telepatia em português. Entre outras coisas, a promessa é de que após ser implantado no cérebro, a pessoa possa controlar o telefone apenas pensando, segundo uma postagem no X no início deste ano. Entre outras coisas, o chip poderá acionar o Spotify e permitir que a pessoa ouça diretamente no seu cérebro a música, tornando obsoleto até os ouvidos. “Imagine se Stephen Hawking pudesse se comunicar mais rápido do que um digitador rápido ou um leiloeiro. Esse é o objetivo”, escreveu Musk à época.

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6 – Implante foi feito com “máquina de costura”

Para “costurar” o emaranhando de mais de mil fios finos (eletrodos) no cérebro e ligá-lo ao chip Telepathy, foi necessário criar um robô específico, semelhante a uma máquina de costura. Esse robô é capaz de costurar os eletrodos de forma profunda no cérebro das pessoas.

7 – Primeiro paciente era estudante e atleta

Arbaugh tem 30 anos e é natural de Yuma, no Estado americano do Arizona, segundo o portal AZ Central. Ele era estudante e atleta da Texas A&M University e trabalhava como monitor de um acampamento infantil quando sofreu um acidente que o deixou tetraplégico em julho de 2016, segundo uma postagem do Gofundme que buscava angariar recursos para comprar uma van para que a família dele pudesse transportá-lo em sua cadeira de rodas. Arbaugh já afirmou que não tinha “fortes conexões” com Musk, mas que “sentia que ele impulsionava o progresso”.

8 – Empresa busca novos candidatos

Segundo postagem do blog da Neuralink, neste primeiro momento os testes em humanos estão voltados para pessoas com tetraplegia. O site da empresa inclusive deixou um cadastro aberto para interessados em participar da pesquisa. “Se você tem capacidade limitada ou nenhuma capacidade de usar ambas as mãos devido a lesão na medula espinhal cervical ou esclerose lateral amiotrófica (ELA), você pode se qualificar para o estudo”, informa o site.

9 – Acionamento de braços robóticos

A Neuralink prevê que, no futuro, a funcionalidade do chip possa permitir o acionamento de braços robóticos, cadeiras de rodas e outras tecnologias que possam aumentar a independência de pessoas que vivem com tetraplegia.

https://www.estadao.com.br/link/neuralink-chip-elon-musk-nolan-arbaugh-implante-chip-curiosidades-nprei/

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The Economist: Brasil, Índia e México estão enfrentando as exportações da China

Para evitar um choque econômico, eles estão buscando uma estranha combinação de livre comércio e protecionismo

Por Estadão/The Economist – 25/05/2024 

Finalmente, parecia a hora da decolagem da manufatura. Com dificuldades para competir com o poderio industrial da China, outros mercados emergentes estavam prontos para se beneficiar: os custos de mão de obra de seus rivais aumentaram e as crescentes tensões entre a China e o Ocidente levaram as empresas a procurar novos locais para suas fábricas. No ano passado, o investimento estrangeiro direto na China caiu para o nível mais baixo em 30 anos.

Mas a China começou a reagir. Para reverter a desaceleração econômica e consolidar seu controle sobre as cadeias de suprimentos globais, seus líderes lançaram uma onda de investimentos em produtos de alta tecnologia, como baterias, veículos elétricos e outros dispositivos ecológicos.

A fraca demanda interna por produtos tradicionais, como carros, produtos químicos e aço, significa que eles estão inundando os mercados globais. O preço médio das exportações chinesas de manufaturados caiu quase 10% de 2022 a 2023, mas os volumes de exportação aumentaram para níveis quase recordes.

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Em uma recente visita a Pequim, Janet Yellen, secretária do Tesouro dos Estados Unidos, disse que o Ocidente não aceitaria uma enxurrada de produtos baratos. Algumas semanas depois, em 14 de maio, o governo Biden lançou uma série de tarifas que abrangia de tudo, desde células solares até seringas. Os veículos elétricos foram atingidos com uma taxa de 100%. Entretanto, a China tem outras opções para suas exportações, ou seja, mercados emergentes que valorizam relações amigáveis com ela.

Como resultado, os formuladores de políticas dos mercados emergentes estão preocupados. “A maior ameaça do excesso de capacidade chinesa é para os países em desenvolvimento”, diz Jorge Guajardo, ex-embaixador do México na China. Em seu país, que se orgulha de seu setor automobilístico, a participação de mercado dos veículos fabricados na China cresceu de quase nada em 2016 para um quinto do segmento.

Mas as economias emergentes também estão criando restrições à importação de produtos chineses, ao mesmo tempo em que aceleram o impulso para o livre comércio em outros lugares. Seu sucesso depende da sustentabilidade da abordagem da China, bem como da destreza de sua própria abordagem.

Comece pelo lado do livre comércio. Os países com ambições de fabricação estão desesperados para ter acesso a grandes mercados, onde os próprios líderes estão interessados em reduzir a dependência da China. Em fevereiro, o Chile assinou um acordo comercial com a UE. O Mercosul, uma união alfandegária que inclui Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, assinou um acordo com Cingapura e está de olho em pactos com o Japão e a Coreia do Sul. Como não conseguiu concluir um acordo nos sete anos até 2021, a Índia já assinou quatro.

Essa tentativa dos mercados emergentes de reduzir as barreiras comerciais com o Ocidente está acontecendo ao mesmo tempo em que elas estão sendo levantadas outras contra a China. As autoridades veem isso como necessário para proteger os fabricantes nacionais até que a onda de subsídios da China diminua.

“No final dos anos 2000, as empresas mexicanas pediam proteção e o governo lhes dizia: ‘bem, vocês precisam aprender a competir’”, diz Guajardo. “Esse não é mais o caso.” O México aumentou as tarifas de 544 produtos em abril. Ele impôs uma taxa de 80% sobre determinadas importações de aço.

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No entanto, alguns produtos chineses são tão baratos que têm os preços mais baixos, mesmo com tarifas altíssimas. Além disso, alguns produtos escapam dos impostos porque são embalados em terceiros países. É por isso que as barreiras não tarifárias e as proibições de importação também estão se proliferando.

A Índia lançou investigações antidumping sobre diversos produtos, inclusive espelhos de vidro sem moldura e fixadores, o que, segundo ela, protegerá suas pequenas e médias empresas. O país também apresentou o maior número de casos antidumping entre todas as nações do mundo. A China está retaliando. Sumant Sinha, chefe da ReNew, uma empresa indiana de tecnologia verde, diz que a China está até mesmo bloqueando discretamente o acesso da Índia a equipamentos solares.

Infelizmente, para os mercados emergentes, a China está agora na fronteira tecnológica da manufatura, dando outro motivo para evitar antagonizar seus líderes. Em março, a Capsa, a maior produtora de aço do Chile, decidiu fechar suas usinas, culpando a concorrência das importações chinesas.

Em 24 de abril, o governo chileno impôs tarifas antidumping temporárias de 25% a 34%, o que levou a Cap a suspender sua decisão. Mas a Cap afirma que as tarifas precisariam permanecer em vigor por mais tempo para manter suas fábricas abertas, algo com o qual o governo reluta em se comprometer. Até mesmo na Índia, onde as relações com a China são frias, muitas autoridades reconhecem que o investimento chinês é crucial para a fabricação.

Uma alternativa melhor ao protecionismo puro e simples pode ser copiar a estratégia chinesa de persuadir as empresas a investir localmente. A Tailândia vem cortejando agressivamente as empresas chinesas de baterias por meio de um esquema de incentivos, e dois grandes fabricantes de células devem iniciar a produção este ano. A BYD, fabricante chinesa de veículos elétricos, está construindo fábricas no Brasil e na Hungria. O investimento estrangeiro direto na China pode ter despencado, mas o investimento chinês em outros países está em um recorde de oito anos.

Esse coquetel de estratégias pode funcionar? Um fator é quanto tempo durará o aumento das exportações da China. “Ele não pode ser sustentado”, avalia o chefe de um grande fabricante com fábricas na China e na Índia. Ele acrescenta que os custos de produção de suas fábricas indianas recentemente se tornaram competitivos em relação às chinesas, o que significa que uma mudança lenta na produção é inevitável.

Outros estão mais preocupados. “Não sei se a China pode fazer isso para sempre. Mas eles têm feito isso nos últimos 25 anos”, diz Maximo Vedoya, chefe da Ternium, a maior produtora de aço do México.

Mesmo que a China reoriente sua economia, os mercados emergentes seriam sábios em não depositar muita esperança no crescimento da manufatura. Os países ocidentais podem receber mais de suas exportações, mas somente até certo ponto. O Ocidente está em meio à própria onda de subsídios para reavivar a manufatura doméstica. E as tarifas americanas sobre os produtos chineses estão limitadas a apenas algumas categorias que representam US$ 18 bilhões (R$ 92 bilhões) em importações atuais; em outras áreas, a concorrência chinesa continuará robusta. A decolagem da manufatura pode ter de esperar um pouco mais.

https://www.estadao.com.br/economia/the-economist-brasil-india-e-mexico-estao-enfrentando-as-exportacoes-da-china/

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Esses indivíduos são conhecidos por chegarem aos 90 anos com habilidades de memória e cognição preservadas

Por Matthew Solan (Harvard Health Publishing) – Estadão – 21/05/2024 

Indivíduos conhecidos como “superidosos” demonstram que, para alguns, a idade realmente é apenas um número. “Superidosos são conhecidos por manter o ápice da proeza mental bem até os 90 anos e evitar doenças como o Alzheimer e outras demências”, diz Daniel Daneshvar, chefe da Divisão de Reabilitação de Lesões Cerebrais na Spaulding Rehabilitation Hospital, afiliada à Harvard. “Embora o pensamento geral seja de que a memória declina e as funções cerebrais diminuem conforme envelhecemos, estudos sobre superidosos sugerem que isso não é inevitável, e pode haver maneiras de manter níveis elevados de função cognitiva por muito mais tempo na vida”.

O envelhecimento do cérebro

O cérebro médio diminui em volume e peso cerca de 5% por década após os 40 anos, com um declínio mais acentuado após os 70 anos. A redução do cérebro afeta particularmente as regiões envolvidas com aprendizagem e memória, como o lobo frontal e o hipocampo. Um volume cerebral menor também está ligado a uma comunicação menos robusta entre regiões do cérebro, o que leva a uma velocidade de processamento mais lenta e pode prejudicar outras funções cognitivas.

“Essas mudanças cerebrais relacionadas à idade podem afetar o pensamento e dificultar a recordação de palavras e nomes, o foco em tarefas e o processamento de novas informações”, diz Daneshvar.

O cérebro dos superidosos, porém, encolhe em cerca de metade da taxa média, e suas habilidades de memória e cognição permanecem equiparadas às de um cérebro mais jovem. O que acontece dentro do cérebro dos superidosos que justifica isso? Investigadores de Harvard, em publicação na edição de novembro de 2021 do Cerebral Cortex, oferecem uma pista.

Eles recrutaram 40 adultos mais velhos que foram identificados como superidosos. Os superidosos fizeram um teste de memória enquanto seu cérebro era escaneado com imagens de ressonância magnética funcional (fMRI), que mostra a atividade de diferentes áreas cerebrais. Para comparação, os pesquisadores também realizaram o teste de memória e o escaneamento de fMRI em 41 jovens adultos (idade média de 25 anos). Os superidosos tiveram um desempenho semelhante ao dos mais jovens nos testes de memória. O fMRI também mostrou que a atividade no córtex visual dos superidosos, a área do cérebro que processa entradas visuais, era semelhante à dos cérebros mais jovens.

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O que tem de ‘super’ nos superidosos?

Estudos descobriram que a genética é o componente mais significativo no estado de envelhecimento do cérebro.

“A ciência identificou cerca de 100 genes comuns entre os superidosos, embora não esteja claro quais deles estão particularmente ligados a benefícios neurológicos”, conta Daneshvar. “Se você ganhar na loteria e nascer com esses genes, tem uma boa chance de se tornar um superidoso”.

Mas, e se sua raspadinha genética não for premiada? Ainda é possível ser um vencedor no superenvelhecimento?

“Superidosos também tendem a seguir um estilo de vida saudável, e muitos chegam aos 90 anos livres de problemas como doenças cardíacas, diabetes e pressão arterial alta”, afirma Daneshvar.

Veja um olhar sobre os hábitos diários saudáveis de muitos superidosos e como eles podem ajudar a proteger seu cérebro.

1- Coma mais “superalimentos”

Muitos superidosos seguem dietas ricas em alimentos com alto teor de antioxidantes, polifenóis e ácidos graxos ômega-3. Esses nutrientes têm sido associados ao combate de inflamação e à proteção do corpo contra danos celulares causadores de doenças. Exemplos incluem frutas vermelhas, grãos integrais (aveia, quinua), peixes gordurosos (salmão, truta), oleaginosas (nozes, amêndoas), azeite de oliva, vegetais crucíferos (brócolis, couve-flor), abacate e chá verde.

Não surpreendentemente, esses alimentos são básicos em muitas dietas à base de plantas ligadas à saúde do cérebro e do coração, como as dietas MIND, DASH e Mediterrânea. Não se sabe ao certo quais dos alimentos ou quantidades são ideais, então foque em refeições que contenham uma variedade deles.

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2- Seja mais ativo

Superidosos tendem a se engajar em mais atividades físicas. Exercícios regulares parecem ajudar a manter o volume cerebral e a função cognitiva, mesmo que você comece mais tarde na vida.

O exercício provoca mudanças fisiológicas no corpo, como a produção de fatores de crescimento — substâncias que aprimoram a função e sobrevivência das células cerebrais e podem realmente estimular a formação de novas células cerebrais. Muitos estudos sugeriram que as partes do cérebro que controlam o pensamento e a memória são maiores em volume em pessoas que se exercitam do que em pessoas que não se exercitam.

Não importa o tipo de exercício que você faz. Pesquisas descobriram que caminhar, nadar, outras atividades aeróbicas (especialmente treinamento intervalado de alta intensidade, ou HIIT), treino com pesos, tai chi e ioga estão todos associados à melhora da memória. Mas a consistência é a chave. “Ser ativo regularmente leva a maiores benefícios cerebrais”, informa Daneshvar.

3- Seja mais sociável

Superidosos tendem a ter mais interações sociais. Estudos mostraram que o engajamento social regular está associado a cérebros mais saudáveis. O oposto também é verdadeiro: o isolamento social está ligado a um volume menor de matéria cinzenta em regiões do cérebro relacionadas à cognição.

4- Desafie-se

Superidosos desafiam o cérebro, e estudos mostraram que aprender coisas novas à medida que você envelhece ajuda na memória. Por exemplo: estude uma segunda língua, aprenda um instrumento musical ou adote um novo hobby.

5- Tenha um bom sono

Superidosos também priorizam o sono – as diretrizes sugerem de sete a nove horas por noite. “Durante o sono, o cérebro elimina resíduos metabólicos que se acumulam no início do desenvolvimento da doença de Alzheimer”, diz Daneshvar.

Um estudo na edição de novembro de 2022 da revista Sleep descobriu que ter dificuldade para adormecer ou permanecer dormindo três ou mais noites por semana durante três meses aumentou o risco de piora da memória em adultos mais velhos.

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https://www.estadao.com.br/saude/como-se-tornar-um-superidoso-conheca-5-habitos-desse-grupo-e-blinde-seu-cerebro/

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Google diz que vai melhorar respostas geradas por IA após erros na busca

Recurso AI Overviews, lançado nesta semana, repercutiu nas redes sociais após gerar resultados errados

Folha/AFP – 24.mai.2024 

O Google anunciou nesta sexta-feira (24) que está tomando “medidas rápidas” para melhorar seus novos resultados de busca elaborados com inteligência artificial (IA) generativa, após usuários zombarem de erros como o de que Barack Obama foi o primeiro presidente muçulmano dos Estados Unidos

Os usuários do Google recorreram às redes sociais para criticar as respostas errôneas geradas pelos AI Overviews (resumos de IA) a perguntas como se as pessoas deveriam comer pedras, olhar para o sol ou quantos presidentes muçulmanos os Estados Unidos já tiveram. “Muitos dos exemplos que vimos eram consultas pouco comuns, e também vimos exemplos manipulados ou que não conseguimos reproduzir”, afirmou um porta-voz do Google em resposta a uma pergunta da AFP. 

“Estamos tomando medidas rápidas quando apropriado em virtude de nossas políticas de conteúdo e usando esses exemplos para desenvolver melhorias mais amplas em nossos sistemas, algumas das quais já começaram a ser implementadas”, completou. O exemplo de Obama apontado ao Google violava suas políticas e foi retirado, segundo o porta-voz. Uma das respostas dos Overviews, na qual se afirmava que adicionar cola não tóxica ao molho da pizza era uma forma de evitar que o queijo escorregasse, foi rastreada até a publicação de uma criança no Reddit, o que levou alguns usuários de redes sociais a se perguntarem se a IA era tão ingênua a ponto de acreditar em tudo que lê na internet

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Segundo a gigante do Vale do Silício, a imensa maioria das respostas elaboradas por sua IA fornece informações confiáveis e as barreiras de segurança integradas na tecnologia estão projetadas para evitar que apareçam conteúdos nocivos. 

A recente introdução desses resumos do Google em seu motor de busca nos Estados Unidos foi uma das maiores mudanças desde sua criação. Em breve, será expandida para outros países. A partir de seu lançamento, os tradicionais resultados de busca do Google começaram a mostrar um resumo elaborado pela IA na parte superior da página antes da exibição mais típica de links. 

https://www1.folha.uol.com.br/tec/2024/05/google-diz-que-vai-melhorar-respostas-geradas-por-ia-apos-erros-na-busca.shtml

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Mineração verde precisa de engenheiros, designers de algoritmo e especialistas em carbono e clima

Empresas do setor apostam na tecnologia para se adaptar às novas demandas e cuidados trazidos pela economia verde

Por João Scheller – Estadão – 25/04/2024 

Com novos critérios regulatórios e um investimento pesado em novas tecnologias, o mercado de mineração tem apostado na inovação para aumentar a produtividade, causando o menor impacto possível no meio ambiente e contribuindo para a criação de produtos essenciais para uma nova economia verde. O setor vê um crescimento muito forte na demanda por minerais como lítio, alumínio e cobre, para produção de baterias e painéis solares, por exemplo.

Se antes o setor era dominado por engenheiros e técnicos das mais diversas áreas, hoje há espaço também para profissionais como analistas de mudanças climáticas ou especialistas de mercado de carbono.

“Esse mix de conhecimentos é o que se incentiva dentro da companhia”, afirma Rodrigo Lauria, diretor de mudanças climáticas da Vale. Segundo ele, além de a economia verde abrir novas posições para profissionais especializados, há uma demanda do mercado por profissionais multidisciplinares.

A ideia é que essas pessoas adaptem seus conhecimentos especializados a esta nova lógica de mercado, entendendo, por exemplo, de aspectos regulatórios do setor, enquanto também são capazes de lidar bem com tecnologia, cada vez mais presente no dia a dia da mineração.

“Atualmente, o setor está passando por uma transição de tecnologia forte”, diz Julio Nery, diretor de sustentabilidade do Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração), que representa empresas do setor. “Procura-se por um profissional que seja mais adaptado a esse perfil tecnológico”, afirma, ao citar a relevância cada vez maior de ferramentas digitais no dia a dia do setor.

Nery pontua que o gerenciamento de rejeitos da mineração é quase todo controlado de forma remota, por exemplo, e habilidades para lidar com esses sistemas é essencial para quem deseja trabalhar na área. A demanda, segundo ele, se aplica tanto ao engenheiro e analista, quanto ao próprio operário. “O motorista de caminhão, que antes estava atrás do volante, hoje está guiando com um joystick”, afirma.

Segundo eles, parte desse avanço tecnológico se deu na esteira de novas regulações que foram definidas após os recentes desastres envolvendo empresas do setor, como as tragédias em Mariana e Brumadinho, ambas em Minas Gerais.

“O avanço tecnológico vem para garantir que a extração dos minérios ocorra de forma mais limpa. Não se trata de não explorar, mas sim de como explorar. Temos que ser mais inteligentes com nossos recursos naturais”

Onara Lima

especialista em sustentabilidade e gestão ambiental

A própria reputação da mineração é uma preocupação de agentes da área, que buscam mostrar ao público o avanço das técnicas usadas no setor. “Quando você tem desastres como esses que aconteceram, a gente vê uma retração do interesse do jovem para trabalhar na mineração”, afirma Nery. “Temos que mostrar que acidentes acontecem, mas trabalhar para que eles não aconteçam. Para que esse potencial de risco não se realize”, complementa.

Essa desconfiança do público com o papel das empresas pode ser vista em números. Segundo pesquisa financiada pela 3M sobre as percepções do público brasileiro sobre “empregos verdes”, apesar de 88% dos entrevistados afirmarem que esperam que essas posições cresçam nos próximos cinco anos, 57% dizem que as empresas não estão equipadas para fazer escolhas que promovam a sustentabilidade.


Profissionais devem ir além da formação

Com a velocidade das mudanças tecnológicas, vem se tornando cada vez mais difícil para os profissionais buscarem somente uma formação que contemple todas as habilidades necessárias para se destacar no mercado de trabalho.

Para Lauria, é fundamental que os profissionais busquem ressignificar suas formações e não deixem de estudar. “Você não vai conseguir achar tudo numa formação tradicional, mas há uma série de formações extras”, afirma o diretor da Vale.

Para ele, além de buscar uma formação que contemple disciplinas de sustentabilidade e aspectos regulatórios, é fundamental continuar buscando conhecimento no decorrer da carreira e saber conectá-los com sua área de atuação.

“Como é que insiro a engenharia dentro do universo do carbono e como isso se conecta com meu custo reduzido no futuro? Que impactos posso ter com as regulações que estão sendo discutidas na Europa, por exemplo? Essa capacidade de adaptação e conexão é algo que ajuda a formar esse novo profissional”

Rodrigo Lauria,

diretor de mudanças climáticas da Vale

Nery destaca também a necessidade de expandir essas habilidades para profissionais de nível técnico. Ele diz que cerca de 90% das vagas no setor são para esses profissionais e que aspectos de automatização e gerenciamento de sistemas tecnológicos já fazem parte do dia a dia do trabalho nas minas. “A formação tem que ser muito mais avançada do que existia antes”, afirma.


Setor demanda engenheiros, analistas e profissionais ligados a tecnologia

Segundo especialistas, a demanda por engenheiros e profissionais técnicos deve continuar alta, tendo em vista o crescimento do setor. Isso abre oportunidade para profissionais com diferentes especializações como:

Engenheiros Eletricistas;

Engenheiros Mecânicos;

Engenheiros de Minas;

Engenheiros Ambientais;

Engenheiros de Produção;

Geólogos;

Geotécnicos.

Para Leandro Oliveira, coordenador de Desenho Organizacional e RH Analytics da mineradora Anglo American no Brasil, alguns cargos específicos do setor de tecnologia também começam a ser demandados pelo setor, dentre eles:

Operadores de Equipamentos Remotos,

Técnicos de Drones;

Mecânicos de Robótica;

Técnicos de IoT (internet das coisas);

Designer de Algoritmos.

Enquanto os mecânicos de robótica podem contribuir para os ajustes em equipamentos que fazem manutenção e inspeção nas minas, por exemplo, os técnicos de IoT certificam que todas essas ferramentas se comuniquem apropriadamente com a internet, recebendo dos servidores comandos enviados à distância e armazenando dados. Além disso, os designers de algoritmo ficam responsáveis pela programação e implementação de comandos que automatizam tarefas.

“Essas novas funções buscam incorporar os avanços tecnológicos dos últimos anos como já foi feito por outras indústrias, como óleo e gás e agropecuária”, afirma Oliveira. “Além disso, oferecem maior segurança ao reduzir a exposição das pessoas aos ambientes com potencial de risco da atividade mineradora”, complementa.

No que se refere a cargos mais analíticos, alguns profissionais também devem ser requisitados, como:

Analistas de Mudanças Climáticas;

Especialistas em Mercado de Carbono;

Economistas;

Administradores.

De acordo com Nery, a demanda por profissionais ligados a áreas ambientais e sociais também tem crescido consideravelmente, assim como os esforços das companhias para incluir esses profissionais dentro de seus processos.

Já os salários praticados no setor podem variar conforme a empresa contratante e o nível de senioridade e especialização de cada profissional. Segundo o guia salarial publicado anualmente pela consultoria Robert Half, um Engenheiro de Produção, por exemplo, pode ganhar de R$ 6,2 mil mensais, em uma vaga de nível júnior em uma empresa de pequeno e médio porte, a até R$ 13,3 mil mensais, em nível sênior em uma grande empresa.

Seguindo esta mesma lógica, o salário de um Engenheiro de ESG, por exemplo, pode variar de R$ 8,6 mil a R$ 19,3 mil. Os dados dizem respeito a empresas que trabalham no ramo de engenharia, sem estarem ligadas, necessariamente, à mineração.

Questionadas pela reportagem, nenhuma das companhias consultadas revelou os salários médios pagos a seus funcionários, alegando, em sua maioria, se tratarem de dados estratégicos para seus negócios.

Editores-Executivos: Leonardo Cruz e Ricardo Grinbaum; Editor de Economia: Alexandre Calais; Editora-assistente de Economia: Renée Pereira; Diretor de Estratégias Digitais: André Furlanetto; Project Manager: Edegard Utrera; Reportagem: João Scheller; Editor de Carreiras e PME: Armando Pereira; Editora de infografia: Regina Elisabeth Silva; Editores-assistentes de infografia: Adriano Araujo e William Mariotto; Designer multimídia: Lucas Almeida; Editor de fotografia: Clayton de Souza; Fotos: Daniel Teixeira e Felipe Rau; Editor do núcleo de vídeo: Gabriel Pinheiro; Edição de vídeo: Cláudio da Luz.

https://www.estadao.com.br/economia/sua-carreira/mineracao-verde-precisa-de-engenheiros-designers-de-algoritmo-e-especialistas-em-carbono-e-clima/

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Guerra nas estrelas? EUA ampliam investimentos para conter ameaças em órbita

“Se não tivermos o espaço, perdemos”, disse o chefe de operações espaciais da Força Espacial norte-americana em março

Agência o Globo – 18 de maio de 2024 

O Pentágono está intensificando suas capacidades para travar guerras no espaço, convencido de que os avanços recentes da China e da Rússia são uma crescente ameaça aos EUA em solo e aos satélites do país em órbita.

Os detalhes dos planos são sigilosos, mas integrantes do Departamento de Defesa têm reconhecido que eles refletem uma mudança crucial nas operações, com o espaço se tornando um campo de batalha.

Ao invés de se basear apenas em satélites militares, que por décadas deram aos americanos uma vantagem em conflitos, o Pentágono quer adquirir uma nova geração de equipamentos para defender suas redes e, caso necessário, atacar espaçonaves inimigas.

A estratégia se diferencia de programas espaciais militares anteriores, ao expandir as capacidades ofensivas — uma diferença considerável se comparada com as propostas apresentadas nos anos 1980, que tinham como ponto principal o uso de satélites para proteger os EUA de ataques de mísseis nucleares.

“Se não tivermos o espaço, perdemos”

“Precisamos proteger nossas capacidades espaciais, ao mesmo tempo em que precisamos impedir que o adversário use suas capacidades de maneira hostil”, disse em março o general Chance Saltzman, chefe de operações espaciais da Força Espacial, agência criada em 2019 como uma divisão da Força Aérea. “Se não tivermos o espaço, perdemos”.

Integrantes do Pentágono e uma análise recentemente liberada ao público do diretor da inteligência nacional disse que Rússia e China já testaram ou implementaram sistemas como lasers de alta energia em solo, mísseis antissatélites e espaçonaves manobráveis, que podem podem ser usadas contra equipamentos americanos.

A preocupação se intensificou com os relatos de que a Rússia pode estar desenvolvendo uma arma nuclear posicionada no espaço que pode eliminar uma série de satélites em órbita, sejam eles militares ou comerciais. O uso de armas de interferência eletrônica na Ucrânia, que afetaram sistemas de armas dos EUA, é citado pelo Pentágono como mais uma razão para intensificar as defesas do país no espaço.

“Não é mais teórico”, afirmou o general Stephen Whiting, responsável pelo Comando Espacial, em encontro com repórteres no mês passado. “É real e está lá posicionado no nosso ambiente”.

Mas a expansão da capacidade militar no espaço está ligada especialmente à China.

“A China implementou uma série de equipamentos para atacar nossas forças no espaço”, afirmou, em entrevista, o secretário da Força Aérea, Frank Kendall. “Não poderemos operar no Oeste do Pacífico se não pudermos derrotá-los”.

O general Whiting disse que a China triplicou sua rede de satélites de inteligência, vigilância e reconhecimento desde 2018, descrita por ele como uma “rede mortífera sobre o Oceano Pacífico para encontrar, rastrear e, sim, alvejar as capacidades dos EUA e aliados”.

“Os EUA têm repetidamente citado a China como uma ‘ameaça no espaço’ para criticar e atacar a China”, disse Pequim em uma declaração emitida no começo do ano, alegando que as alegações americanas eram “uma desculpa para a expansão de suas forças no espaço e manter a hegemonia militar”. Ao tentar rebater os argumentos americanos, China e Rússia tentaram, sem sucesso, pedir ao Conselho de Segurança que agisse para “prevenir, de uma vez por todas, o posicionamento de armas no espaço”.

Programa do governo americano

Integrantes do governo americano adotaram uma iniciativa chamada por eles de “operação contraespacial responsável”, um termo intencionalmente ambíguo que evita confirmar que o país quer posicionar suas armas no espaço. Ao mesmo tempo, ele confirma que o governo tem interesse em ações que não criem campos de destroços resultantes de uma explosão ou míssil usado para explodir um satélite inimigo. Foi o que aconteceu em 2007, quando a China usou um míssil para eliminar um satélite em órbita.

Os EUA usam há muito tempo sistemas capazes de interferir em sinais de rádio, atrapalhando a comunicação com satélites, e tem agido para modernizar esses sistemas. Mas nesta nova abordagem, o Pentágono tem uma tarefa ainda mais ambiciosa: suprimir ameaças inimigas em órbita, da mesma forma como a Marinha o faz nos mares e a Força Aérea nos céus.

Uma das prioridades é evitar que as demais forças militares não sejam ameaçadas pelo uso de satélites por inimigos.

Um relatório do Pentágono, dos anos 1990, sugeriu a criação de um satélite “caçador”, que poderia enviar um raio de energia contra espaçonaves inimigas para queimar seus sistemas eletrônicos, estimando que poderia integrar as operações da Força Aérea em 2025. John Shaw, militar hoje na reserva que trabalhou no Comando Espacial, disse que esses dispositivos provavelmente serão empregados no futuro.

“Eles reduzem os destroços e trabalham na velocidade da luz”, afirmou. “Provavelmente serão as ferramentas preferenciais para atingirmos nossos objetivos”.

Os EUA jamais confirmaram ter armas no espaço. Mas o Pentágono já tem o modelo secreto X37B, uma espaçonave similar ao ônibus espacial que já realizou sete missões, e que levanta suspeitas de que poderia ser usado como uma plataforma de armas. Oficiais disseram que ele está sendo usado para experiências.

https://exame.com/mundo/guerra-nas-estrelas-eua-ampliam-investimentos-para-conter-ameacas-em-orbita/

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Por que este clássico brasileiro lidera as vendas na Amazon dos EUA?

O livro de Machado de Assis, já muito conhecido no Brasil, está ganhando ainda mais fãs pelo mundo após viralizar no TikTok

Letícia Furlan – Exame –  21 de maio de 2024 

Vez ou outra o Brasil viraliza nas redes sociais. Dessa vez, o responsável por isso foi ninguém mais ninguém menos que Machado de Assis. A escritora e podcaster americana Courtney Henning Novak foi ao TikTok indignada, querendo apenas uma resposta dos brasileiros.

“Preciso ter uma conversa com o pessoal do Brasil. Por que não me avisaram antes que este é o melhor livro já escrito? O que vou fazer do resto da minha vida depois que terminá-lo?”, questionou a americana por meio de um vídeo curto em seu perfil.

Ela falava de “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, obra publicada pelo autor brasileiro em 1881. Tudo começou porque Courtney se propôs a ler um livro de cada lugar do mundo, seguindo a ordem alfabética da lista de países. Já na segunda letra do alfabeto, a americana se deparou com o livro de Machado de Assis.

“Eu acho que é o melhor livro que eu já li. Acho que é meu novo livro preferido. A experiência de ler este livro é muito prazerosa”, disse ela no vídeo, que já ultrapassou 800 mil visualizações. Com tanto sucesso, a tradução para o inglês de ‘Memórias Póstumas de Brás Cubas’ é o livro mais vendido na Amazon na categoria ficção latino-americana e caribenha.

A tradução lida por Courtney foi a da americana Flora Thompson-DeVeax para o inglês, que ficou muito feliz com a repercussão de sua versão da obra. “Fiquei feliz demais de ver alguém tendo a mesma reação que eu quando eu li ‘Brás Cubas’ pela primeira vez com meu português precário: espanto e indignação de não ter convivido com o Machado desde sempre”, disse. 

Sobre o que é o livro “Memórias Póstumas de Brás Cubas”?

A maior sacada de “Memórias Póstumas” é que o narrador do livro está morto. O personagem principal, Brás Cubas, conta sua própria história direto de seu túmulo. “Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas”, diz na dedicatória da obra, misturando humor e horror.

Pertencente a uma família rica do século XIX, Cubas começa narrando sua morte e enterro, onde apareceram apenas onze amigos. Em seguida ele relata diversos momentos de sua vida, desde eventos da sua infância, adolescência e fase adulta.

“Memórias Póstumas de Brás Cubas” integra com frequência a lista de obras obrigatórias de vestibulares. O livro esteve na relação de livros da Fuvest, da Universidade de São Paulo (USP) de 2013 a 2019.

https://exame.com/pop/por-que-este-classico-brasileiro-lidera-as-vendas-na-amazon-dos-eua/

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A IA está quase humana

O que chama mais a atenção é o GPT 4o, capaz de conversar como se fosse gente

Pedro Doria – O Globo – 21/05/2024 

OpenAI e Google lançaram as novas versões de seus modelos de inteligência artificial (IA) na semana passada, e em ambos os casos representam um novo salto. O que chama mais a atenção é o GPT 4o, capaz de conversar como se fosse gente. Pois é: ficou difícil se comunicar com Alexa, Google Assistente e Siri. Ficaram primitivas demais num estalar de dedos. Mas, do ponto de vista técnico, o relevante é que os dois modelos agora são multimodais. Mais uma palavra importante para nosso vocabulário neste mergulho que a humanidade está dando, agora de mãos dadas com IAs.

Um modelo de IA é multimodal quando é capaz de lidar com texto, som e imagem simultaneamente. Os modelos anteriores operavam em paralelo. Um era de vídeo, outro só de texto, um terceiro convertia texto para fala. Ser multimodal é o que dá ao celular a capacidade de “enxergar” algo com a câmera e descrever o que vê com voz imediatamente — num tempo similar ao que tomaria a nós, humanos.

Aí está a principal diferença entre os dois modelos lançados na semana passada. O “o” minúsculo do GPT 4o, da OpenAI, é de onidirecional. Omni, em grego, é algo para todo lado. Ele é multimodal nas duas direções. Compreende toda informação que chega a ele, não importa se porque falamos, porque mostramos ou escrevemos. E também responde de forma multimodal. É capaz de construir informação em voz, em imagem ou texto. Não importa.

O Gemini 1.5, do Google, é multimodal apenas no sentido da informação que entra. Mas, ao dar suas respostas, ainda precisa recorrer a outros modelos de IA quando sai do texto. Tecnicamente, isso quer dizer apenas que o Google está meio passo atrás da OpenAI. Na maneira como lidamos com um e com o outro, a diferença é entre uma ferramenta útil e conversar com um ser humano.

Ser onimultimodal permite ao novo ChatGPT algumas coisas. Uma é nos ver pela câmera do celular. Com a compreensão que construiu do que é um ser humano, interpreta nossas emoções. Pode, portanto, nos ver, nos sentir e nos responder num tom de voz compatível. Sim, o novo ChatGPT dissimula emoções na maneira como fala. Ri, flerta ligeiro, se mostra aberta e interessada. No feminino. A voz e seu jeito, na apresentação, lembravam Samantha, a IA do filme “Ela”, interpretada na fala pela atriz Scarlett Johansson, dirigida por Spike Jonze. A inspiração de como apresentar foi nítida. E confessada. A ficção científica cria mundos possíveis, os engenheiros implementam o projeto. Parecia um futuro longínquo. Chegou.

Ou chegou — ou está chegando. Nem o poder pleno do GPT 4o nem o Gemini 1.5 estão à disposição do público ainda. As empresas prometem distribuir tudo em pacotes nas próximas semanas e meses. Nisso, o Google escolheu um caminho distinto da OpenAI. Em vez de lançar um pacote de software único, espalhou as possibilidades de seu modelo em muitas implementações diferentes.

Uma delas, apenas insinuada, vem na forma de óculos. Não um aparelho como o Apple Vision Pro, mas uma armação normal, similar ao Ray-Ban da Meta. Não dá para enxergar nada pelas lentes, mas há caixa de som e microfone discretos nas hastes e lentes na frente. É possível andar pelo mundo conversando com a assistente digital, pedindo informação, enquanto ela interage podendo ver o mesmo que nós. Ainda não tem data de lançamento.

Outra novidade virá mais rápido, é muito mais simples, incrivelmente útil — e pode quebrar meia internet. Quem fizer uma busca no Google passará a encontrar não apenas links para páginas relacionadas, mas também um texto com uma resposta detalhada. O número de cliques em links despencará no momento em que o Google responder o que buscamos. Prático, claro. Mas o Google responderá com informação que alguém pagou para produzir. Sites, muitos sites, sem visitas não terão como se sustentar. O risco, sério, é começar a esvaziar a internet de informação.

Esse problema as IAs ainda não resolveram. Quem paga pela informação produzida por toda a humanidade que ela deglute para dissimular ser humana?

https://oglobo.globo.com/opiniao/pedro-doria/coluna/2024/05/a-ia-esta-quase-humana.ghtml

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Indústria projeta falta de 532 mil profissionais para atender à transição energética

Setor automotivo do Brasil precisa de profissionais que saibam lidar com carro elétrico e inteligência artificial

Eduardo Sodré – Folha – 12.mai.2024 

São Paulo Em 2025, o Brasil terá um déficit de 532 mil profissionais em diferentes áreas tecnológicas. Esse número é influenciado pela transição energética, que requer habilidades para lidar com a descarbonização da indústria e a mobilidade eletrificada, por exemplo. A projeção, que faz parte de uma pesquisa da Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais), tem sido usada pela Ford para explicar seus investimentos em formação de mão de obra local. 

A empresa norte-americana não está sozinha nesta empreitada. Montadoras, fornecedores e startups vêm desenvolvendo programas de treinamento para, além de capacitar jovens trabalhadores, atrair talentos. Funcionário trabalha no centro de realidade virtual do grupo Stellantis, em Betim (MG)

Funcionário trabalha no centro de realidade virtual do grupo Stellantis, em Betim (MG) – Divulgação 

A Gi Group Holding, multinacional com foco em estudos sobre mercado de trabalho, entrevistou 6.700 profissionais da indústria automotiva em 11 países. O objetivo era saber quais são as competências mais cobiçadas por suas empresas. No Brasil, 53% dos ouvidos afirmaram desejar mão de obra que saiba lidar com tecnologias de veículos elétricos. A média global ficou em 35,1%. 

Os conhecimentos para trabalhar com IA (inteligência artificial) e machine learning foram mencionados por 40% dos entrevistados no país –novamente acima da média (33,6%). “O déficit já era algo esperado, mas acabou sendo potencializado devido à modernização dos veículos, que receberam itens de segurança e sistemas autônomos”, diz Djansen Alexandre Dias, gerente da divisão de indústria na Gi Group Holding. 

“Esse movimento já vinha acontecendo há algum tempo, e calhou de, no mesmo momento, ter início a eletrificação dos veículos em meio à transição energética.” Para as empresas, o momento é de reconquista. “O setor automotivo vive esse desafio e compete com fintechs e startups”. Afirma Dias. “Além disso, a pandemia acelerou o processo de globalização da mão de obra especializada por meio do trabalho remoto. A consequência é que o Brasil não é o mais atrativo em termos de salário, então os profissionais moram aqui e trabalham para outros países.” 

Daí vem a importância de as fabricantes oferecerem programas de formação. Além de mostrarem que a demanda por mão de obra, mesmo no nível técnico, não se limita às linhas de produção tradicionais. “Existe essa concorrência com startups, e às vezes nem há como competir, temos a questão da moeda. Mas o que nós fazemos é demonstrar que não somos somente uma montadora de veículos, somos também uma desenvolvedora de veículos”, diz Márcio Tonani, vice-presidente sênior dos centros técnicos de engenharia do grupo Stellantis para a América do Sul. 

O executivo afirma que a formação de profissionais é uma característica das montadoras, e que a eletrificação, embora não seja exatamente uma novidade, traz outros pontos que exigem capacitação. “A Indústria evolui tecnologicamente com o carro elétrico, embora esse automóvel seja até mais velho que outros. Mas há outras etapas do desenvolvimento, que envolvem redução de peso, baterias, pneus e aerodinâmica.” 

A empresa tem parcerias com instituições de ensino superior e técnico em diferentes estados, como a UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), a Unicamp (Universidade de Campinas) e o CIT Senai (Centro de Inovação e Tecnologia, em Minas Gerais). 

“Promovemos seminários para despertar o interesse sobre o quanto a indústria automotiva é tecnológica. Ministramos cursos dentro das grandes faculdades de engenharia e parcerias vão sendo criadas, como as desenvolvidas com a Bosch e a ZF”, afirma Tonani, citando dois dos principais fornecedores de componentes eletrônicos do setor. Portanto, a mão de obra que começa a ser formada nas faculdades e nos cursos técnicos não é voltada exclusivamente para as montadoras. 

No caso da Ford, por exemplo, os jovens capacitados no programa Enter, lançado em 2023, são direcionados para o mercado de trabalho por meio da parceria com o Senai-SP. “É uma grande oportunidade para nós, temos pessoas que foram treinadas e hoje são nossas estagiárias. Ficamos de olho nos talentos, mas não é só para a Ford”, diz Rogelio Golfarb, vice-presidente da montadora na América do Sul. 

Em seu primeiro ano, o programa Ford Enter ofereceu 200 vagas na área de tecnologia da informação e teve mais de 9.000 inscritos. A montadora afirma que cerca de 50% dos egressos das duas primeiras turmas já foram inseridos no mercado de trabalho, e a maioria seguiu com os estudos, segundo a empresa. Embora não tenha mais fábricas de automóveis instaladas no Brasil, a montadora americana mantém centros de pesquisa e desenvolvimento globais em São Paulo e na Bahia, além de empregar cerca de 1.500 engenheiros no país. 

O público-alvo da Ford é formado por jovens de baixa renda que têm dificuldade em acessar os cursos de formação que envolvem as habilidades mais desejadas pela indústria atualmente. “As tendências de contratações indicam que, nos próximos cinco anos, haverá maior demanda no mercado automotivo brasileiro por especialistas em tecnologia da informação e engenheiros automotivos, ambos empatados com 47%, seguidos por designers automotivos (34%)”, diz o estudo divulgado pelo Gi Group Holding. 

Apesar de os dados da pesquisa mostrarem um cenário positivo quando analisados como oportunidades de emprego, as informações divulgadas pela Ford ao apresentar o programa Enter são preocupantes. Com base em uma pesquisa do ManpowerGroup, o material preparado pela empresa mostrou que o Brasil está entre os dez países com maior dificuldade em preencher vagas qualificadas, principalmente no segmento de tecnologia da informação. 

A Ford cita ainda um estudo da Amcham publicado em dezembro de 2023, que entrevistou 153 empresas. Dessas, 97% relataram dificuldades para contratar profissionais capacitados na área de tecnologia, sendo que 37% disseram ter muita dificuldade. Ainda segundo esse levantamento, 25% das companhias relataram que a falta de capacitação é a maior dificuldade para contratação de profissionais em áreas relacionadas a tecnologias. 

Com a transição energética em curso, jovens profissionais que possuam as habilidades demandadas tendem a ser aproveitados em vagas que, antes, estariam nas operações fabris. Mas para que isso ocorra, é necessário que a formação e o parque tecnológico da indústria nacional evoluam. “Vemos muitos estrangeiros nas grandes empresas do Brasil. Por quê? Por falta de formação”, diz Valter Pieracciani, sócio-fundador da empresa especializada em gestão que leva o seu sobrenome. 

“O programa Mover [Mobilidade Verde e Sustentabilidade] talvez promova a relocalização de linhas de produção e preserve empregos, mas não dá para ter essa relocalização com baixa produtividade. Em vez de sermos produtivos em enormes volumes, podemos ser competitivos em pequenos volumes e desenvolvendo tecnologias a etanol, por exemplo”, afirma o especialista. 

“O cenário de 2035 não é de eletrificação plena, e não seremos campeões de carros elétricos no mundo. Teremos uma combinação de várias soluções juntas, como o hidrogênio verde, o biodiesel e o carro híbrido flex. Eu apostaria no que fazemos bem, e se pelo menos algumas das novas tecnologias não forem brasileiras, não teremos empregos.” 

Para Francisco Tripodi, sócio-diretor da Pieracciani, há ações de capacitação elencadas no programa Mover, que estão ligadas, principalmente, ao setor de autopeças. “Estão terceirizando para as empresas beneficiárias do programa, mas acredito que seria mais estruturante que [os incentivos] fossem direcionados também para as instituições de ensino que promovem a formação [dos profissionais]”, afirma Tripodi. 

Segundo o Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), a capacitação de mão de obra –por meio de treinamentos, cursos profissionalizantes, graduação e pós-graduação– está incluída nas etapas de pesquisa e desenvolvimento elegíveis para a apuração de créditos financeiros. Na regulamentação do Mover, publicada no dia 26 de março, o ministério destaca programas de residência tecnológica e parcerias entre empresas e instituições de ensino de diferentes níveis (com inserção no mercado de trabalho por meio de estágio, por exemplo) como parte das atividades que podem ser consideradas para concessão de benefícios tributários. 

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