Por que briga de EUA e China pela hegemonia em IA vai remodelar o mundo

Corrida para construir a infraestrutura do futuro é a mais importante desde a era nuclear

Álvaro Machado Dias – Folha – 8.mar.2025 

Neurocientista, professor livre-docente da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), sócio do Instituto Locomotiva e da WeMind e colunista da Folha

[RESUMO] Disputa para liderar a revolução tecnológica desencadeada pela inteligência artificial promete remodelar a geopolítica nas próximas décadas, de forma tão acentuada quanto a Guerra Fria. EUA e China protagonizam os embates, mas Europa, Coreia do Sul e Taiwan também ocupam papéis importantes no tabuleiro de acordos, embargos e transferência de tecnologia deste jogo de resultados imprevisíveis.

A evolução tecnológica acelera-se com o tempo e, com ela, a tendência a enxergar as coisas que inventamos como uma segunda natureza. Inteligências artificiais (IAs) generativas são uma etapa desse processo no domínio das criações que externalizam e automatizam a nossa inteligência. A fase seguinte envolverá robôs com sensores e sistemas motores que replicam os nossos, afinal, o mundo não se resume a telas.

Os incentivos para liderar a evolução tecnológica são tremendos e estão sendo discutidos nos grandes centros de poder sob o prisma da infraestrutura.

Tal como a internet baseia-se em cabos interoceânicos, satélites e protocolos universais de comunicação, não tardará o momento de estabelecer protocolos para que as IAs e os sistemas físicos em que são embarcadas possam interagir globalmente e multiplicar seu impacto, o que deve ser decidido em função da relevância das alternativas. Isso faz da corrida pela supremacia em IA a mais importante desde a era nuclear.

Estados Unidos e China dominam a cena, que não é mero replay da antiga Guerra Fria. Ainda que as faíscas estejam por todos os lados, os adversários são interdependentes, sem contar que estão no negócio de oferecer alternativas para o mundo livre, o que a União Soviética via com ceticismo.

Até aqui, os dois gigantes vêm adotando estratégias opostas. O incumbente ocidental opta pela defesa exaustiva de seus segredos, enquanto o desafiante aposta na pulverização do conhecimento por meio da distribuição de soluções de código livre.

A intenção é evitar que o consórcio público-privado americano consolide seu monopólio, enquanto corre para reduzir o gap tecnológico que subsiste, a despeito de os chineses contarem com ativos valiosos: alunos mais bem formados em exatas, 200% mais engenheiros de software e ética de trabalho superior.

Uma vantagem potencial de Pequim é ser mais simpática para os países em desenvolvimento, consolidando sua liderança entre o Brics, que hoje representa 40% da população mundial e 35% do PIB por paridade de compra. Enquanto Trump distribui cotoveladas, Xi Jinping, líder chinês, pensa obsessivamente em destravar a demanda reprimida das economias médias. No entanto, a missão é mais difícil do que parece.

O segredo das IAs atuais é colocar o processador (GPU) para resolver matrizes de comparação de palavras, até o ponto em que dê para assumir que uma é boa. O mesmo vale para imagens, vídeos e tudo o mais.

A mágica, portanto, não emerge somente dos algoritmos generativos, mas do hardware, onde as demandas a serem destravadas encontram embargos e outros obstáculos de natureza geopolítica, que os chineses não conseguem contrapor com seus próprios trunfos materiais, como a hegemonia no refinamento das terras raras, fundamentais para a indústria tecnológica.

A contenda sobre os segredos industriais desses hardwares é antiga e já envolveu múltiplas empresas e países. Ela começou a ganhar contornos quando William Shockley descobriu uma propriedade fascinante do germânio, utilizado na construção de radares. Dependendo da corrente aplicada, o material se torna condutor ou isolante.

Isso o remeteu a Alan Turing, que inventou o processador universal para quebrar a criptografia nazista (Enigma), abrindo as portas para uma revolução produtiva e intelectual. O problema é que a máquina de Turing dependia de técnicos, os “computadores”, que faziam as operações usando switches.

A descoberta de Shockley permite a substituição desse trabalho manual pela própria eletricidade. Quando ela passa, temos o “1”; quando não, temos o “0”. Assim surgiram os semicondutores e, moto-contínuo, o Vale do Silício.

O desafio decorrente nunca deixou de ser atual: como compactar mais semicondutores em um único circuito? Esse fator é crucial, já que o aumento da distância entre eles reduz o poder de processamento, de nada adiantando construir circuitos do tamanho de uma cidade.

A resposta veio do entendimento de que os próprios circuitos poderiam ser feitos de semicondutores, o que deu origem ao chip, criado por dissidentes do grupo de Shockley (fundadores da Intel) e considerado a invenção mais importante do século 20 pelos historiadores da tecnologia.

O material era caríssimo, a construção complicada e o mercado incipiente, mas em 1957 os russos lançaram o Sputnik, primeiro satélite a orbitar a Terra, levando a Nasa a procurar inovações capazes de tirar o atraso americano.

Chips prometiam reduzir substancialmente o peso dos controladores a bordo dos satélites, alterando o curso da corrida espacial e talvez até levando o homem à Lua, o que de fato aconteceu em 1969 para o espanto do mundo.

A década de 1960 foi de imensa tensão entre os Estados Unidos e a União Soviética, a qual também desenvolveu sua indústria de semicondutores, com o objetivo de se preparar para a corrida armamentista.

Na ocasião, surgiram as primeiras restrições à exportação de circuitos eletrônicos e os primeiros esquemas para burlá-las, com os soviéticos montando empresas de fachada ao redor do mundo para comprar e repassar os chips para os russos, que os replicavam em um complexo industrial perto de Moscou. Funcionou bem por uma década.

Mais de 90% dos microprocessadores fabricados na década de 1960 tinham destinação militar. A obsessão com a Terceira Guerra Mundial canalizou as verbas estatais para pesquisa e desenvolvimento, o que levou ao barateamento dos chips e, por consequência, ao fortalecimento da indústria de eletroeletrônicos, que já na década seguinte havia ultrapassado a militar e hoje produz mais de 1,5 trilhão de chips por ano. Foi exatamente aí que a natureza planificada da economia soviética cobrou o seu preço.

Entre a metade da década de 1960 e a reestruturação econômica de 1986 (Perestroika), a distância entre a qualidade dos bens produzidos no Ocidente e a do mundo soviético acentuou-se dramaticamente, justamente porque a eletrônica era incipiente.

Quem se lembra do Lada sabe do que estou falando: mecânica de tanque, experiência de carroça. A razão é a ausência de circuitos integrados nas montadoras, o que se estendia às fábricas de geladeiras, telecom, máquinas industriais e aos computadores pessoais, que ninguém tinha em casa.

Boa parte da insatisfação da população soviética advinha do conhecimento de que havia televisões coloridas e máquinas automáticas de café do outro lado da Cortina de Ferro.

Chips elevam tremendamente as experiências sensoriais e tiveram papel muito maior para a sublevação contra o comunismo soviético do que aparece nos livros de história.

Esses pequenos geradores de experiências tecnológicas também são fundamentais para a compreensão da inserção da Rússia capitalista na ordem mundial. O país atropelou os Estados Unidos e seus aliados em uma invasão em plena Europa —sendo que modelos empíricos mostram que é cerca de três vezes mais difícil invadir um país do que defendê-lo—, ao mesmo tempo que foi incapaz de registrar uma única patente relevante neste século.   

O fator que fez com que os russos ficassem na poeira é o mesmo que explica a emergência da China, na esteira de outros países asiáticos: a priorização da indústria de eletroeletrônicos, composta de bilhões de consumidores, em vez da bélica, composta de um punhado. No mercado global de tecnologia, mais do que em qualquer outro, ser o melhor decide o jogo.

Foi exatamente por essa via que o primeiro grande rearranjo produtivo do pós-guerra ocorreu, durante a década de 1980, com a emergência do Japão como potência criativa e econômica da então chamada terceira revolução industrial.

Livre de embargos, os japoneses foram de importadores de semicondutores americanos para líderes incontestes no mercado civil de alta tecnologia e donos de 50% das fábricas do mundo. Nada ilustra melhor essa história do que o walkman, uma invenção do brasileiro Andreas Pavel convertida em produto de mercado em 1979, que entrou para o dicionário Oxford em 1986, por ter se tornado sinônimo da categoria.

O toca-fitas portátil, com seus quatro chips, foi o segundo produto tecnológico moderno mais importante da história, só perdendo para o iPhone (2007). Porém, no ano de sua consagração vernacular, os americanos forçaram os japoneses a assinar um acordo que limitava severamente suas exportações de chips, ao mesmo tempo que passaram a fazer transmissões maciças de tecnologia para a Coreia do Sul, cuja indústria era incipiente.

A economia do Japão tomou um tombo do qual nunca se recuperou, ao passo que a do tigre asiático cresceu sob princípios que impedem o país de se tornar um novo Japão.

Por outro lado, conseguiu embargar a exportação de tecnologias não militares de ponta para a China, arquiteta da invasão da parte Sul pela Norte (Guerra da Coreia, 1950-1953), ainda que essa restrição não fosse crítica para os americanos. Enquanto isso, no Ocidente, livros sobre inovação e livre mercado eram impressos para as massas.

A globalização tecnológica

A entrada dos computadores pessoais na casa das pessoas, durante a década de 1980, levou a uma especialização dramática da cadeia produtiva de eletrônicos, mas um princípio se mantinha: os fabricantes de semicondutores tanto concebiam quanto produziam os dispositivos responsáveis pela experiência de magia.

Suas fábricas custavam bilhões, e toda vez que alguém aparecia com uma descoberta digna de um Prêmio Nobel —foram vários— iniciava-se uma guerra orçamentária para definir se valeria ou não a pena reconstruir o parque industrial para acomodá-la.

Essa é a narrativa de alguns dos “nãos” mais desastrosos da história da tecnologia, como o da Kodak, que rejeitou a criação de máquinas fotográficas digitais (1976), e o da Blackberry, que fez o mesmo em relação às telas sensíveis ao toque (2007).

Em 1987, Morris Chang, então com 55 anos (o equivalente profissional de 65 anos atuais), migrou dos Estados Unidos para Taiwan, onde colocou em prática a ideia que molda a atual geopolítica da IA: uma indústria de semicondutores exclusivamente dedicada à fabricação de chips para outras empresas, que ele batizou de TSMC.

Chips são a criação em escala mais complexa da história da humanidade. Eles são prédios microscópicos, com pavimentos de plantas gigantescas, com uma profusão de detalhes obsessivamente ordenados. O WSE-3 da Cerebras (fabricação TSMC), chip de IA mais avançado do mundo, possui 4 trilhões de transistores ao longo dos seus pavimentos.

Como se observa nesse caso e em todos os outros, os avanços produzidos são a verdadeira expressão do que a parceria científico-empresarial significa. Eles raramente acontecem sem saltos teóricos extraordinários, seguidos por invenções produtivas capazes de convertê-los em existências ordinárias.

Assim, é de se entender por que ninguém deu atenção àquilo que o ex-engenheiro da Texas Instruments se meteu a fazer, numa época em que o Japão dominava, com um modelo produtivo em que chips e produtos eram vistos como uma coisa só.

No entanto, o mundo estava errado, e Chang, certo. A partir da virada do milênio, os gigantes da tecnologia passaram a abandonar a fabricação do segredo do seu negócio para se concentrarem em seu design.

Surgia assim o conceito de “fabless”, as empresas de tecnologia sem fábricas de supercondutores, que hoje se aplica à Apple, à Microsoft, à Tesla e até à Nvidia, que equipa todas as outras com chips fabricados por Morris Chang.

A relevância geopolítica da TSMC, responsável por 15% do PIB de Taiwan em 2023/2024, excede a da grande maioria dos países e faz dela a empresa mais importante do mundo. Apenas ela é capaz de fabricar os chips que estão na fronteira da virada para a IA, que caminha para se consolidar como um dos três grandes pilares da dominância global, junto com a moeda de reserva e o parque de armas, que vem se fundindo à IA.

A empresa taiwanesa exerce papel correspondente ao das grandes petroleiras na estratégia dos americanos para tentar assegurar sua hegemonia global pelo maior tempo possível.

Nos últimos cem anos, o pilar central do imperialismo americano foi o controle da distribuição do petróleo, maná do mundo moderno. Durante a Segunda Guerra, 60% do óleo do mundo era produzido pelos Estados Unidos, o que permitiu ao país endividar os aliados (Lend-Lease Act, 1941), antes mesmo de qualquer discussão sobre a reconstrução da Europa, criando as bases para acordos que consolidaram a hegemonia americana no “Oeste”.

A ideia agora é abrigar, sob as asas de águia do Estado, as empresas responsáveis por tornar a IA a infraestrutura do mundo digital, robótico e militar. Esse é o prisma pelo qual o risco de uma invasão chinesa a Taiwan precisa ser visto.

O que está em jogo não é só a soberania de um protetorado ocidental no Mar da China, mas o risco de disrupção da indústria que hoje alicerça a principal estratégia para a manutenção da supremacia global dos americanos, em meio aos indicadores de declínio da unipolaridade.

A situação é séria a ponto de existirem planos para a implosão das fábricas da TSMC no caso de uma invasão chinesa. O mundo entraria em recessão, mas os chineses pagariam seu preço.

Paralelamente, os americanos correm para internalizar a cadeia produtiva da IA. Em 2022, foi promulgado o Chips & Science Act, uma lei de incentivo multibilionária para fomentar a indústria de semicondutores do país, com apoio de republicanos e democratas, da Câmara e do Senado e do governo federal.

O impulso foi um acordo com Morris Chang para a construção de unidades da TSMC nos EUA. A primeira está prestes a entrar em operação (no Arizona em 2025), mas já é certo que permanecerá distante da capacidade de fabricar em escala os chips que definirão o futuro da IA.

A razão é que a TSMC não é simplesmente a líder na criação das pecinhas mais complexas do mundo; ela é a arquiteta de uma cadeia logística sem precedentes.

No centro desta está a ASML, da Holanda, que comercializa as máquinas usadas na indústria desses chips avançados, as quais custam US$ 380 milhões cada uma e são consideradas as mais sofisticadas peças de engenharia de todos os tempos.

A empresa holandesa detém sozinha o segredo da fotolitografia por raios ultravioleta extremos (EUV), uma técnica para criar circuitos em escala atômica, usando pulsos de laser em plasma que geram raios ultravioleta a 13,5 nanômetros, direcionados pelos espelhos ultraprecisos para printar os circuitos. É bem complexo, mas lembra o mimeógrafo.

A única indústria capaz de produzir esses espelhos é a alemã Carl Zeiss. Mais de cem outros componentes do equipamento só têm um fornecedor mundial, quase todos na Europa e no Japão. A máquina de EUV tem sua venda proibida para a China desde 2019 e há um cuidadoso controle para outros países, supervisionado pelos governos holandês e americano.

Essa cadeia logística traduz o que é a globalização na atualidade. Trata-se de algo diferente do que cantou Gilberto Gil em “Parabolicamará” (1991) e pode ser sumarizado assim:

1) Ainda que Trump esteja subtraindo o protagonismo americano em boa parte das instituições globais e taxando amigos e inimigos, segue totalmente investido na blindagem da cadeia logística que verdadeiramente importará para a supremacia americana nas próximas décadas. Salvo exceções de método, o ponto é consensual nos Estados Unidos há décadas.

2) A Europa, o Japão e, claro, Taiwan têm papéis bem mais importantes na revolução da IA do que uma análise da procedência dos softwares sugere. Como se diz nesse meio, a TSCM tem o poder de paralisar o mundo, e a ASML tem o poder de paralisar a TSMC.

A corrida para estabelecer a IA como a nova infraestrutura global nem sempre passa pelas empresas que ocupam as manchetes, como a OpenAI e o Google. Aliás, ela cada vez mais tende a estar relacionada a fabricantes de armas autônomas e outros sistemas robóticos, que vêm fazendo o caminho inverso ao que nos trouxe até aqui, incorporando avanços das tecnologias civis na criação de máquinas de matar que não geram publicidade negativa em casa.

3) A despeito de todos os avanços conseguidos, a China está de três a cinco anos atrás dos americanos no que se refere à fabricação de chips de última geração, uma vez que esta emerge de uma miríade de patentes embargadas, as quais são oriundas de décadas de trabalho em centros de pesquisa espalhados pelo Ocidente e Japão.

Mesmo que os chineses tomassem as fábricas de Taiwan e passassem a produzir chips de última geração, seguiriam sem acesso continuado às máquinas de fotolitografia da ASML, necessárias para a próxima e mais crítica fase da IA.

4) Os embargos vêm obrigando a China a colocar todos os esforços na internalização da cadeia produtiva completa dos chips de IA e a fazer o mesmo na translação à produção de robôs de trabalho e armas autônomas. Os avanços são notáveis, como mostram os novos chips de IA da Huawei.

No entanto, a verdade é que eles apenas decorrem de usos mais espertos de máquinas antigas da ASML e não do domínio sobre a litografia de ponta.

Se esta for dominada, o que em algum momento deve acontecer, o padrão dólar será o último bastião da hegemonia americana, que desse modo tende a sucumbir. Alijar a China da cadeia produtiva mais importante do mundo é vantajoso para os EUA em curto prazo, mas introduz riscos altíssimos de médio e longo tempo.

Toda disputa tem um fim

Os chips mais avançados da atualidade são os da TSMC de 3 nm (nanômetros), sendo que um fio de cabelo tem cerca de 100.000 nm. A empresa, assim como Samsung, Intel e a startup japonesa Rapidus, tem planos de lançar uma versão de 2 nm em 2027 e seguir em direção aos angstroms (décimos de nanômetros), o tamanho dos próprios átomos.

Os incentivos são bilionários, e as consequências, planetárias, o que sugere que os empecilhos fabris serão superados. Todavia, o repto não acaba aí.

A partir de 2 nm —e, sobretudo, 1nm—, fenômenos quânticos tomam conta, fazendo com que os elétrons atravessem as barreiras estabelecidas pelos semicondutores como se esses não existissem, o que torna estéril a própria noção de design de circuito.

Soluções hipotéticas estão cobrindo sucessivas capas da revista Nature, em geral pela manipulação de outros efeitos quânticos para neutralizar os indesejáveis.

No Vale do Silício e em Shenzhen, a aposta é que haverá uma transição tecnológica, durante a primeira metade da década que vem, por meio da qual mesmo os processadores digitais serão semiquânticos.

A mecânica quântica é centenária, mas a aplicação dos seus princípios para computar é nova e radicalmente complexa. Isso significa que a conjuntura pode voltar a ser como na época em que Alan Turing bateu o Enigma pela capacidade de tratar a ciência fundamental de modo superior.

Essa é justamente a aposta em curso na China, que vem multiplicando seus investimentos, enquanto Trump e seu tecnologista-mor passam a faca no Orçamento.

Por que briga de EUA e China pela hegemonia em IA vai remodelar o mundo – 08/03/2025 – Ilustríssima – Folha

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: ttps://chat.whatsapp.com/GBBZ1SCBDTkC2uPqSe6kP7 para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Portal ES360, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV, sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

Hybrid Skills: As Novas Competências

Num mundo onde humanos e máquinas serão “colegas” de trabalho, surge uma necessidade urgente de requalificação.

Junior Borneli – StartSe – fev 25, 2025

O mercado de trabalho está mudando de maneira irreversível. Com a ascensão da inteligência artificial, da automação e da robótica, os algoritmos não serão apenas ferramentas – serão colegas de trabalho.

Neste cenário, a dicotomia tradicional entre hard skills (habilidades técnicas) e soft skills (habilidades interpessoais) já não é suficiente. Surge, então, a necessidade de um novo conjunto de competências: as Hybrid Skills.


O Que São Hybrid Skills?

Hybrid Skills são uma fusão entre conhecimento técnico e habilidades humanas avançadas. Elas vão além da programação e da comunicação, combinando pensamento crítico, adaptabilidade e domínio de novas tecnologias com criatividade e empatia. Essa interseção entre o mundo analítico e o humano será o grande diferencial para profissionais que querem continuar relevantes.


Por Que Apenas Soft e Hard Skills Não Bastam?

No passado, era possível dividir os profissionais em dois grandes grupos: aqueles que dominavam conhecimentos técnicos (como engenheiros, cientistas de dados e desenvolvedores) e aqueles que se destacavam pelas habilidades interpessoais (como líderes, vendedores e criativos). No entanto, a era da IA embaralhou esse jogo.

  • A automação já executa diversas tarefas técnicas, tornando algumas hard skills obsoletas mais rapidamente do que nunca. O conhecimento técnico, de forma isolada, não garante a relevância de carreira.
  • Soft skills isoladas não garantem empregabilidade, pois, sem a capacidade de lidar com tecnologia, o profissional se torna menos produtivo e menos competitivo. É preciso saber usar as melhores ferramentas.
  • A combinação de ambos os mundos será crucial, pois o profissional do futuro precisará interagir com máquinas, entender seus limites e agregar valor onde a automação ainda não chega.

As Principais Hybrid Skills Para o Futuro

Se adaptar a esse novo mundo exigirá um mindset de aprendizado contínuo e uma combinação equilibrada entre habilidades técnicas e humanas. Algumas das principais Hybrid Skills incluem:

  1. Alfabetização em IA e Dados – Entender como os algoritmos funcionam e saber interpretar dados será essencial, independentemente da área de atuação.
  2. Resolução Criativa de Problemas – A criatividade não será um diferencial apenas para artistas, mas para todos que precisarem encontrar soluções onde os sistemas automatizados falham.
  3. Liderança Digital – O novo líder precisará influenciar equipes híbridas, compostas por humanos e máquinas. Não se iluda, isso está mais próximo do que você imagina.
  4. Pensamento Crítico e Ético – Com a IA tomando decisões complexas, a ética e o discernimento humano serão indispensáveis para evitar viéses e impactos negativos.
  5. Comunicação Avançada e Multimodal – Saber se comunicar através de diferentes plataformas, combinando texto, vídeo, design e outras mídias será um grande diferencial.
  6. Aprendizado Contínuo e Adaptabilidade – A capacidade de requalificação constante será a base para a longevidade profissional. Se o mundo muda o tempo todo, você precisa evoluir o tempo todo.

O Que Isso Significa Para o Profissional de Hoje?

A era da especialização extrema está dando lugar à era da interseção. O profissional que souber navegar entre o técnico e o humano terá uma vantagem competitiva considerável. Empresas já estão priorizando talentos que combinam pensamento analítico com inteligência emocional, automação com criatividade e estratégia com empatia.

Em um mundo onde robôs, IA e humanos precisarão trabalhar juntos, aqueles que desenvolverem as Hybrid Skills não apenas sobreviverão—eles prosperarão. A questão não é se você precisará dessas habilidades, mas quando começará a desenvolvê-las.


Leitura Recomendada

Sugiro esses 2 artigos para complementar a visão que apresentei no texto de hoje. Eles podem ajudar no processo de alongamento mental. É só clicar abaixo:


A Grande Requalificação

A Grande Requalificação

Junior Borneli


TI é o Novo RH: O Futuro do Trabalho Entre Humanos e Algoritmos

TI é o Novo RH: O Futuro do Trabalho Entre Humanos e Algoritmos

Hybrid Skills: As Novas Competências

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: ttps://chat.whatsapp.com/GBBZ1SCBDTkC2uPqSe6kP7 para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Portal ES360, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV, sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

Câmera inteligente ajuda a achar criminosos até pela cor da roupa; veja como funciona

Equipamentos fazem reconhecimento facial e detectam movimentos suspeitos; desafio, dizem especialistas, é integrar a outras políticas e evitar violações de privacidade

Por Giovanna Castro – Estadão – 28/04/2024

Câmeras inteligentes que fazem reconhecimento facial, identificam bandidos pela cor da roupa ou alertam sobre movimentações suspeitas, como pular um muro, têm sido apostas do poder público para frear a violência urbana. Além de identificar suspeitos com base no relato da vítima logo após o roubo, por exemplo, os softwares podem apontar padrões criminais, como rotas de fuga ou áreas com recorrência de casos.

O desafio, segundo especialistas, envolve integrar o uso da tecnologia a outras estratégias de segurança pública. Além disso, é preciso adotar protocolos de privacidade e evitar vieses racistas e falhas na identificação.

Curitiba e Santo André, no ABC paulista, reduziram o roubo veículos em 40% e 43%, respectivamente, um ano após a implementação da Muralha Digital, em que radares reconhecem placas de veículos roubados nas principais vias e bordas das cidades, fazendo acompanhamento da rota seguida por eles.

São José dos Campos (SP), apontada como uma das mais avançadas na estrutura tecnológica anticrime, adotou câmeras com inteligência artificial (Centro de Segurança e Inteligência, o CSI) em 2021. Conforme balanço da gestão municipal, os roubos caíram 33% entre 2020 e o ano passado.

Os equipamentos têm leitor de placa, reconhecimento facial que busca procurados pela Justiça e desaparecidos e rastreiam suspeitos por características relatadas pela vítima, como tipo da roupa ou se usava bicicleta na hora do crime.

Equipamentos desse tipo alertam sobre movimentos suspeitos, como pular o muro de uma propriedade privada ou imóvel público. Esta funcionalidade não é utilizada em São José, mas sim em São Paulo, que recentemente adotou a mesma tecnologia.

“Automaticamente é detectado que houve uma invasão de perímetro e é disparado um alarme na central de operações”, afirma Vanderson Stehling, responsável pela implementação das tecnologias da empresa chinesa Hikvision, fornecedora em São José dos Campos e agora também na capital paulista.

A Prefeitura de São Paulo anunciou em agosto do ano passado o projeto de comprar 20 mil câmeras inteligentes para a segurança pública. Hoje, segundo o Município, 10 mil já estão em funcionamento.

A operação começou, de fato, em fevereiro. Entre os locais que já contam com o equipamento, está a Ponte Estaiada, na zona sul, a Avenida Paulista e a Praça da Sé, na região central. Até o fim do ano, as 20 mil câmeras devem estar funcionando, segundo a Prefeitura.

Um dos principais objetivos é monitorar o centro, que tem sofrido com frequentes ondas de roubos, sobretudo de celulares, e o espalhamento de usuários de drogas da Cracolândia. Para região, são previstas 3 mil câmeras.

Outro foco são os principais locais de circulação de pessoas, carros e conexões com outras cidades – esses últimos, considerados chave na procura por veículos roubados.

O projeto Smart Sampa, da gestão Ricardo Nunes (MDB), foi alvo de questionamentos, especialmente pelo uso de reconhecimento facial, risco de vazamento de dados sensíveis e impacto na privacidade, sobretudo diante das exigências da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

O projeto chegou a ser suspenso por decisão da Justiça, mas a iniciativa foi retomada pela Prefeitura após ajustes no edital. Ainda em 2023, a gestão municipal afirmou ter definido um “sistema de controle muito rígido” para as câmeras.

Sobre as preocupações com o reconhecimento facial – houve críticas sobre o risco de a tecnologia apresentar vieses racistas -, o secretário adjunto da pasta municipal da Segurança Urbana, Junior Fagotti, disse que “a plataforma só vai levar pontos biométricos faciais, sem reconhecer cor”.

A gestão afirma ainda que a identificação de foragidos não dependerá só da câmera, mas também da avaliação presencial. Um comitê composto por sete pastas – entre elas a de Segurança Urbana, Transportes, CET e SPTrans, e eventualmente as polícias Civil e Militar – será responsável por analisar as imagens. O custo mensal previsto para as 20 mil câmeras é de R$ 9,8 milhões por mês.

“Na primeira semana da operação, o programa possibilitou a localização de mulher desaparecida, por meio do banco de dados da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania. Desde então, outras quatro desaparecidas foram localizadas”, diz a Prefeitura.

“Esse recurso permite que os agentes de segurança identifiquem qualquer procurado da Justiça ou uma invasão, possibilitando resposta imediata e eficaz para inibir potenciais ameaças a segurança e ao patrimônio público”, acrescenta.

O governo da Bahia já capturou 1.523 foragidos da Justiça, com ordens de prisão, em quatro anos do seu programa de câmeras com reconhecimento facial em espaços públicos e grandes eventos, como o carnaval de Salvador. O sistema já identificou até um criminoso que estava nas ruas como folião, fantasiado de mulher.

Segundo Stehling, da Hikvision, toda a operação das câmeras fica a cargo da administração municipal. Nenhuma outra empresa, diz ele, tem acesso aos dados, o que é uma das maiores preocupações de especialistas, por se tratarem de informações sensíveis.

As câmeras também devem fazer parte do sistema de “Muralha Digital”, que vem sendo testado pelo governo do Estado para reforçar o monitoramento de carros roubados.

‘Só implantar tecnologia não resolve’

“Sou um grande entusiasta da tecnologia, mas só ela não resolve. Em relação ao uso de inteligência artificial, por exemplo, temos um desafio anterior e grande, ainda, que é o fato da nossa base de dados ser ruim. Isso impacta na qualidade do produto da IA”, afirma Marcelo Batista Nery, sociólogo e pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo ele, criar leis que garantam segurança a dados sensíveis e evitem vieses racistas, sem banir o progresso tecnológico, é o caminho. “Toda essa tecnologia atinge diferentes grupos, de modos diferentes”, diz.

“Tem de ser discutida com a sociedade e servir para melhorar a qualidade de vida, ao mesmo tempo em que protege os mais vulneráveis”, reforça ele, também pesquisador da Associação Brasileira de Empresas de Softwares (Abes).

Johann Dantas, presidente da Associação Nacional de Cidades Inteligentes, Tecnológicas e Inovadoras (ANCITI), acredita que um gargalo é a falta de infraestrutura tecnológica básica, como pontos públicos de rede de internet, em muitas cidades brasileiras.

Após resolver a infraestrutura, vem a complexidade de implementação, o que pode incluir testes com diferentes tipos de tecnologia. “Precisa ouvir as pessoas, conhecer os problemas daquele local e buscar por soluções”, acrescenta ele, também CEO da Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Município de São Paulo (Prodam). “Nem sempre, o que funciona aqui, vai funcionar lá.”

A integração de diferentes bases de dados também é considerada chave. “Um exemplo disso é o (sistema de câmeras) Detecta, do governo do Estado de São Paulo, que junta as bases da Polícia Civil, da Polícia Militar e do Detran”, destaca.

Botões do pânico e até óculos com IA

Em São José dos Campos, outra inovação, iniciada em 2023, são óculos com inteligência artificial usados pelos guardas civis. Integrados ao sistema do Centro de Segurança e Inteligência (CSI) por meio de câmeras inteligentes acopladas aos óculos, eles fazem reconhecimento facial e leem placas de veículos.

Na central, agentes de segurança analisam as imagens enviadas pelos óculos como se estivessem vendo presencialmente, o que aumenta a capacidade de avaliação do entorno.

Já o guarda que usa os óculos pode ler, na tela do olho direito, informações enviadas pelo CSI e obter ajuda remota com vídeos e até a ficha criminal do suspeito.

Óculos inteligentes permitem o compartilhamento de imagens registradas por guardas nas ruas com central de monitoramento

Óculos inteligentes permitem o compartilhamento de imagens registradas por guardas nas ruas com central de monitoramento Foto: Adenir Britto/PMSJC

A tecnologia não precisa ser manejada somente pelos agentes de segurança, mas em alguns casos é utilizada pelo próprio cidadão. Em São José, vítimas de violência doméstica carregam um dispositivo portátil, semelhante a um chaveiro.

Quando acionado, ele dispara alerta no CSI. O “chaveiro” tem conexão com a internet e fornece à polícia a localização da vítima em tempo real.

“Isso nos permite ter agilidade e acompanhamento da mulher, porque ela aciona o dispositivo e nunca fica no mesmo lugar, esperando ser agredida”, diz Bruno Santos, secretário de Proteção ao Cidadão na cidade. Mais de 80 agressores já foram detidos por meio desse modelo.

Em Santo André, o botão de acionamento rápido de socorro para vítimas de violência doméstica funciona em um aplicativo. Chamado ANA, ele é baixado no celular da mulher por equipes da Patrulha Maria da Penha, da Guarda Civil Municipal, mediante apresentação da medida protetiva judicial.

“Com apenas dois toques, a vítima consegue realizar o acionamento da GCM”, diz a prefeitura. Os guardas passam a ter acesso à localização GPS da vítima e enviam a viatura mais próxima. Em dois anos e meio de projeto, 420 mulheres já instalaram o app; o botão foi acionado 30 vezes e 6 agressores foram presos em flagrante.

Em São Paulo e Curitiba, aplicativos similares acionam rapidamente a polícia em caso de atentado a escolas. Eles são costumam ser colocados à disposição só para membros da comunidade escolar, a fim de evitar alarmes falsos.

A agilidade no acionamento também é uma estratégia para capturar ladrões e, eventualmente, conseguir a devolução de itens. Por isso, têm se popularizado os botões de pânico mesmo em municípios de menor porte, como Itabira, em Minas Gerais, de 120 mil habitantes.

“Recomendamos (o botão de pânico) para locais de grande movimento, onde há alto índice de roubo e furto”, afirma Ibrahim Boufleur, CEO da Tecno IT, uma das empresas que fornecem a tecnologia .

Poste com botão de pânico permite acionamento rápido da polícia

Tecnologia já existe em Itabira, em Minas Gerais, e é indicada para locais com grande circulação de pessoas e alto índice de roubos e furtos

“São locais estratégicos, como grandes praças e parques. Não deve ser colocado em todo e qualquer local”, continua ele, responsável pelo projeto de Itabira, que utiliza o botão acoplado a postes.

Acionado, o botão dispara um alarme no próprio poste e na central de monitoramento da guarda municipal ou da PM. Também envia imagem do local no momento em que o botão foi acionado – a tecnologia precisa estar integrada ao sistema de câmeras. “Assim, é possível avaliar se foi alarme falso ou não”, diz Boufleur.

Câmera inteligente ajuda a achar criminosos até pela cor da roupa; veja como funciona – Estadão

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: ttps://chat.whatsapp.com/GBBZ1SCBDTkC2uPqSe6kP7 para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Portal ES360, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV, sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

Como o aumento das temperaturas está destruindo a cadeia alimentar dos oceanos

Cientistas estão obtendo novos insights sobre como o plâncton sustenta a vida na Terra — assim como as mudanças climáticas estão mudando tudo

Por Delger Erdenesanaa – Estadão/The New York Times – 05/03/2025

Os humanos vivem em um mundo de plâncton. Esses organismos minúsculos estão espalhados pelos oceanos, cobrindo quase três quartos do planeta, e estão entre as formas de vida mais abundantes na Terra.

Mas um mundo em aquecimento está desorganizando o plâncton e ameaçando toda a cadeia alimentar marinha que é construída sobre ele.

Há um ano, a Nasa lançou um satélite que forneceu a visão mais detalhada até agora da diversidade e distribuição do fitoplâncton. Seus insights devem ajudar os cientistas a entender a dinâmica mutável da vida no oceano.

“Você gosta de respirar? Você gosta de comer? Se sua resposta for sim para qualquer uma delas, então você se importa com o fitoplâncton”, disse Jeremy Werdell, cientista-chefe do programa de satélites, chamado Pace, que significa “Plankton, Aerosol, Cloud, Ocean Ecosystem”.

Historicamente, a pesquisa de navios capturou instantâneos limitados no tempo, oferecendo apenas vislumbres dos oceanos em constante mudança. O advento dos satélites deu uma imagem mais completa, mas ainda limitada, como olhar através de óculos com um filtro verde.

“Você sabe que é um jardim, você sabe que é bonito, você sabe que são plantas, mas você não sabe quais plantas”, explicou Ivona Cetinic, oceanógrafa da Nasa. O satélite Pace efetivamente remove o filtro e finalmente revela todas as cores do jardim, ela disse. “É como ver todas as flores do oceano.”

Essas flores são fitoplâncton, pequenas algas aquáticas e bactérias que fazem fotossíntese para viver diretamente da energia do sol. Elas são comidas pelo zooplâncton, os menores animais do oceano, que, por sua vez, alimentam peixes e criaturas maiores.

Pode parecer implausível que um satélite orbitando bem acima da superfície do planeta pudesse distinguir organismos microscópicos. Mas diferentes fitoplânctons têm maneiras únicas de espalhar e absorver luz. O Pace mede todo o espectro de cores visíveis e um pouco além, do ultravioleta ao infravermelho próximo, permitindo que os cientistas identifiquem diferentes tipos de fitoplâncton. Satélites mais antigos mediam cores limitadas e só conseguiam revelar quanto fitoplâncton havia abaixo deles, não de que tipo.

O fitoplâncton forma a base da cadeia alimentar marinha, e as mudanças climáticas estão abalando essa base.

O fitoplâncton no oceano aberto parece estar diminuindo. No início dos anos 2000, os cientistas detectaram que enormes zonas do oceano com menos nutrientes e fitoplâncton mais esparso, conhecidas como desertos oceânicos, estão se expandindo. Ao mesmo tempo, as florações de fitoplâncton costeiro, especialmente em latitudes mais altas, cresceram e se tornaram mais frequentes, de acordo com um estudo de 2023. 

Temperaturas mais altas da superfície do mar estão estimulando seu crescimento, descobriram os pesquisadores. Essas florações também estão acontecendo mais cedo no ano, interrompendo a pesca costeira e os meios de subsistência das pessoas.

E embora a vida marinha dependa do fitoplâncton, às vezes ele pode criar florações prejudiciais. Entender que tipos de fitoplâncton estão onde pode ajudar os moradores costeiros a se protegerem.

Algumas florações de fitoplâncton crescem tanto, tão rapidamente, que quando eventualmente decaem, esgotam o oxigênio na água ao redor, criando “zonas mortas” onde nada mais pode viver. E alguns fitoplânctons produzem toxinas que podem adoecer e matar peixes, pássaros e mamíferos, incluindo humanos.

Pesquisadores estimam, conservadoramente, que as florações prejudiciais custam à economia dos EUA cerca de US$ 50 milhões a cada ano por meio de danos à saúde pública, pesca e recreação costeira.

No inverno de 2021, milhões de libras de ostras na costa de Plaquemines Parish, na Louisiana, morreram repentinamente, causando um grande golpe econômico aos pescadores locais. Investigações subsequentes revelaram que o fitoplâncton tóxico floresceu após uma tempestade, de acordo com Bingqing Liu, oceanógrafo e professor assistente na Universidade de Louisiana, Lafayette.

Liu faz parte do grupo de “adotantes iniciais” do Pace, trabalhando na incorporação dos dados do satélite em um modelo que pode simular cenários futuros. Se as pessoas puderem ver as florações tóxicas chegando, elas podem tentar mitigar perdas econômicas e ambientais, disse ela.

Cavando mais fundo

Enquanto os satélites ajudam alguns oceanógrafos a se afastarem para obter a maior imagem possível, outros pesquisadores estão se aproximando, coletando plâncton do oceano e estudando-o em microscópios. Esses cientistas não estão apenas olhando para o jardim que Cetinic descreveu, mas entrando nele, examinando plantas e animais. E eles estão cavando ao redor, olhando abaixo da superfície onde os satélites não podem ver.

Do outro lado do Atlântico Norte no inverno, o jardim do oceano esconde um fenômeno curioso. Estendendo-se dos Estados Unidos e Canadá até a Europa, quatrilhões de pequenas criaturas estão dormindo, suspensas na zona de penumbra do oceano. Eles são Calanus finmarchicus, um tipo de zooplâncton, animais que flutuam nas correntes e marés do oceano.

No Atlântico Norte, Calanus canaliza energia do sol e do fitoplâncton para animais maiores, como peixes, baleias e pássaros.

Você pode pensar em Calanus como “pequenas baterias flutuando no oceano”, disse Jeffrey Runge, um ecologista de zooplâncton que recentemente se aposentou como professor da Universidade do Maine.

Os Calanus hibernam durante o inverno, escondendo-se de predadores na luz fraca de águas mais profundas. Mas em novembro no Golfo do Maine, conforme os dias encurtavam, a temperatura caía e os ventos e as ondas aumentavam, David Fields, um ecologista de zooplâncton no Laboratório Bigelow para Ciências Oceânicas, estava caçando essas pequenas criaturas.

Ele pretende entender o que está acontecendo com Calanus e outras espécies planctônicas conforme o oceano esquenta e suas correntes mudam. “É realmente difícil obter esses tipos de sinais”, disse ele, “por causa da falta de dados, de amostragem”.

É por isso que, em uma manhã fria de novembro antes do nascer do sol, ele e um pequeno grupo de cientistas locais se reuniram no cais Bigelow em East Boothbay, Maine. Eles carregaram um catamarã de 48 pés e partiram para um longo dia de caça ao plâncton.

A cada parada, os cientistas trabalhavam furiosamente para preservar tudo, enxaguando as redes repetidamente em baldes para retirar o plâncton, enquanto ficavam encharcados na água gelada do oceano e lutavam contra o enjoo enquanto o barco balançava para cima e para baixo.

De volta ao laboratório, depois de escurecer, os cientistas observaram Calanus finmarchicus capturados sob um microscópio. Os espécimes tinham grandes sacos de óleo, cheios de lipídios ricos em calorias que peixes e baleias francas procuram. Em estudos experimentais, Fields e seus colegas descobriram que, à medida que a temperatura aumenta, Calanus fica menor e tem menos gordura em relação ao tamanho do corpo.

Fields chama a camada de Calanus adormecido de camada de gordura do oceano, um recurso valioso para outras formas de vida. “Essa é a razão pela qual o Golfo do Maine corre do jeito que corre, por causa dessa linda camada de gordura”, disse ele.

Uma das pessoas na viagem de caça ao plâncton de novembro no Maine foi Amy Wyeth, uma ecologista zooplanctônica que iniciou um novo programa de amostragem de plâncton e monitoramento de habitat para o Departamento de Recursos Marinhos do Maine. O objetivo, ela disse, é eventualmente dar ao estado “um pouco mais de poder preditivo”, para prever os movimentos das baleias francas e ajudar a pesca de lagosta do Maine a evitar emaranhamentos com baleias.

As baleias francas do Atlântico Norte são uma espécie ameaçada de extinção, com apenas cerca de 370 indivíduos restantes. Elas comem Calanus finmarchicus, às vezes consumindo centenas de milhões dessas pequenas criaturas todos os dias.

O Golfo do Maine é historicamente um rico campo de alimentação de verão para baleias francas. Mas em 2010, uma onda de calor marinho começou a se formar neste ecossistema normalmente frio. Começou nas águas profundas, onde as correntes oceânicas quentes e frias mudaram. Então, em 2012, a Nova Inglaterra também experimentou temperaturas de ar anormalmente quentes.

De repente, havia menos Calanus adultos, maiores e ricos em lipídios, por aí no final do verão e no outono.

Desde então, as baleias francas têm nadado mais para o norte em busca de Calanus maiores e mais gordos. Elas foram para o Golfo de São Lourenço, onde a pesca comercial movimentada e os grandes navios de alta velocidade não estavam prontos para elas. Muitas baleias foram atingidas por navios ou enredadas em equipamentos de pesca.

“Pode-se fazer a ligação entre o aumento implacável de CO2 e o que está acontecendo com as baleias francas agora. E o que está acontecendo com Calanus”, disse Runge. “É um desses mecanismos realmente complexos de como o aumento de CO2 e o aquecimento, o aquecimento resultante, está afetando os ecossistemas do mundo.”

Um quadro mais completo

Em janeiro, um grupo de pesquisadores europeus pediu apoio contínuo para programas de monitoramento de plâncton de longo prazo. Desde a década de 1930, cientistas têm fornecido a navios comerciais dispositivos chamados registradores contínuos de plâncton para rebocar e coletar automaticamente plâncton em longas redes que se enrolam como pergaminhos. Esses métodos, e muitas rotas, têm permanecido consistentes por décadas, permitindo que pesquisadores vejam mudanças nas populações de plâncton ao longo do tempo.

Nos Estados Unidos, a NOAA tem conduzido pesquisas de plâncton semelhantes às de Fields desde a década de 1960, ajudando os gestores de pesca a monitorar a saúde dos ecossistemas dos quais sua indústria depende. O mais recente Relatório do Estado do Ecossistema para a Nova Inglaterra, produzido pelo Northeast Fisheries Science Center da NOAA, documentou uma floração recorde de fitoplâncton em 2023 e também descobriu que o zooplâncton em partes da plataforma continental do Nordeste está se diversificando, um sinal potencial de reestruturação do ecossistema, de acordo com o relatório. Em particular, espécies menores, mais gelatinosas e menos ricas em energia estão aumentando.

Cientistas enfatizam a necessidade de manter conjuntos de dados de longa duração. “O monitoramento realmente não é uma ciência sexy”, disse Michael Parsons, um oceanógrafo biológico da Florida Gulf Coast University. “É difícil manter um financiamento consistente para estar rotineiramente coletando amostras e observando o que está lá.”

Enrique Montes, um oceanógrafo biológico do Instituto Cooperativo de Estudos Marinhos e Atmosféricos da Universidade de Miami morre e o Laboratório Meteorológico e Oceanográfico Atlântico da NOAA, está no meio da análise de dados de plâncton de ondas de calor marinhas recentes na costa da Flórida, bem como do atual surto de maré vermelha. Ele também está envolvido em esforços nacionais e internacionais para compartilhar e padronizar dados sobre biodiversidade marinha.

“Nós realmente não sabemos como a biodiversidade está mudando em todo o oceano do mundo”, disse ele.

Uma maneira de coletar dados é por meio de um microscópio subaquático que fotografa o plâncton em seu ambiente natural. Ele e outros cientistas enfatizam a necessidade de combinar esses tipos de observações locais com dados de satélite.

Os satélites mostram aos cientistas o quadro geral de todo o oceano, mas eles têm limitações. O Pace tem uma resolução de 1 quilômetro, e “dizer o que acontece em um pixel de 1 quilômetro é realmente diferente de perfurar o quintal de alguém, que geralmente é a informação que as pessoas precisam saber”, disse Clarissa Anderson, oceanógrafa biológica da Scripps Institution of Oceanography da Universidade da Califórnia em San Diego.

Anderson é outro membro do grupo de adotantes iniciais do Pace e copresidente do National Harmful Algal Bloom Committee, que aconselha o Congresso e outras entidades federais e estaduais sobre essas florações.

“Estamos apenas tentando tornar isso perfeito”, ela disse, “para que você possa ir daquela visão de satélite e detalhar todo o caminho até a costa mais próxima: O que está acontecendo no meu píer? O que está acontecendo no meu cais?”

Este artigo foi publicado originalmente no The New York Times.

Como o aumento das temperaturas está destruindo a cadeia alimentar dos oceanos – Estadão

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: ttps://chat.whatsapp.com/GBBZ1SCBDTkC2uPqSe6kP7 para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Portal ES360, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV, sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

Oportunidade x riscos: as vantagens e desvantagens dos agentes de IA

Diretor de dados explica por que devemos prestar atenção à ascensão dos agentes autônomos de IA

TOM BARNETT – Fast Company Brasil – 05-03-2025 

Com todo o hype em torno da inteligência artificial, fica difícil separar o que realmente importa do que é só exagero. Então, se você não deu muita atenção às recentes discussões sobre agentes autônomos de IA – ou, apenas, agentes de IA –, é compreensível. Mas aqui vai um aviso: não os ignore. Essa tecnologia pode ser ainda mais revolucionária do que todo o hype sugere.

Os agentes de IA são capazes de interagir com o ambiente, tomar decisões, agir sozinhos e aprender com as próprias experiências. Isso representa uma mudança radical na forma como utilizamos a inteligência artificial, trazendo tanto oportunidades quanto riscos.

Até agora, a IA generativa operava, em grande parte, sob supervisão humana. Esses sistemas eram pré-treinados (daí o “P” em GPT) com grandes volumes de dados, como modelos de linguagem e bases de conhecimento, para então responder a perguntas e comandos dos usuários.

Esse método se mostrou impressionante para gerar respostas que soam humanas – mas, na prática, é como um bebê repetindo palavras sem realmente entendê-las.

Interessante? Sim. Mas dificilmente algo capaz de produzir uma obra-prima como os “Princípios Matemáticos da Filosofia Natural”, de Newton, ou uma sinfonia de Beethoven. Ou seja, essas ferramentas são realmente independentes e criativas? Provavelmente não. Mas isso pode estar prestes a mudar.

Uma nova abordagem permite que a inteligência artificial interaja diretamente com os dados e reaja de maneira mais dinâmica – muito mais parecido com o que nós, humanos, fazemos. Essa tecnologia, baseada em agentes de IA, promete revolucionar a indústria de software.

Bill Gates chegou a dizer que essa mudança será a maior revolução na computação desde que deixamos de digitar comandos para clicar em ícones. E talvez ele ainda esteja subestimando o impacto dessa transformação.

O QUE SÃO OS AGENTES DE IA?

Agentes de IA são sistemas capazes de tomar decisões sem intervenção humana para executar tarefas predefinidas (por enquanto). Eles podem buscar informações externas, analisar novos dados e agir com base nisso – funcionando mais como um ser humano explorando o mundo do que como um chatbot limitado a um banco de dados fixo.

Parece promissor, certo? O que poderia dar errado?

Essa tecnologia representa um salto gigantesco, substituindo modelos que apenas imitam a linguagem humana por algo que realmente pode interpretar novos estímulos e agir sem ser reprogramado. Em outras palavras, estamos deixando de ser os intermediários na tomada de decisões da IA.

E aí está o problema. Se essa tecnologia fosse uma criança aprendendo a andar, ela não estaria apenas dando os primeiros passos – já estaria dirigindo um carro, com a música no último volume e uma garrafa de tequila na mão.

Os benefícios são evidentes: menor necessidade de treinamento e supervisão, maior escalabilidade (limitada apenas pelos recursos computacionais) e a possibilidade de delegar um grande volume de tarefas sem depender de intervenção humana. Afinal, são agentes. Eles têm autonomia para tomar decisões – e, inevitavelmente, cometer erros.

O QUE PODE DAR ERRADO?

Diferente de um erro humano, que pode ser contido, uma falha em um agente de IA pode se espalhar rapidamente, gerando um efeito cascata imprevisível. Além disso, esses sistemas são alvos óbvios para ataques cibernéticos.

Os piores cenários incluem um agente descontrolado desencadeando uma onda de negociações na bolsa de valores ou, pior ainda, ativando uma resposta militar sem querer. Quando se trata de decisões que podem ter consequências catastróficas, a supervisão humana pode não ser perfeita mas, pelo menos, oferece um mínimo de segurança.

Há também riscos menos dramáticos, mas igualmente preocupantes, principalmente no mundo corporativo e jurídico. Muitas empresas já utilizam IA para gerenciar todo o ciclo de vida dos funcionários – desde a triagem de currículos até avaliações de desempenho, promoções e demissões. E cada vez mais, essas decisões estão sendo tomadas por agentes autônomos.

AGENTES DE IA SÃO SISTEMAS CAPAZES DE TOMAR DECISÕES SEM INTERVENÇÃO HUMANA PARA EXECUTAR TAREFAS PREDEFINIDAS.

Embora essas ferramentas sejam vendidas como soluções que aumentam a precisão e a imparcialidade, pequenos erros no design ou na implementação podem gerar decisões injustas – um problema conhecido como viés algorítmico. 

E os reguladores estão atentos a isso. Em alguns países já há leis que penalizam empresas que utilizam inteligência artificial de forma discriminatória contra funcionários, o que pode resultar em um aumento no número de processos judiciais.

Não há dúvida de que os agentes de IA podem trazer um enorme aumento na produtividade, automatizando tarefas repetitivas e permitindo que as pessoas se dediquem a atividades mais criativas e estratégicas. Mas os riscos são igualmente evidentes.

No caso de crianças, chega um momento em que precisamos soltar as rédeas e dar a elas autonomia, mas essa metáfora não se aplica tão bem à IA. Enquanto retiramos as “rodinhas” desses agentes autônomos, precisamos equilibrar o entusiasmo com uma boa dose de cautela, para garantir que essa revolução não acabe em desastre.


SOBRE O AUTOR

Tom Barnett é sócio e chief data officer do escritório de advocacia Jackson Lewis. saiba mais

Oportunidade x riscos: as vantagens e desvantagens dos agentes de IA | Fast Company Brasil

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: ttps://chat.whatsapp.com/GBBZ1SCBDTkC2uPqSe6kP7 para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Portal ES360, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV, sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

8 tendências de turismo que transformarão completamente sua forma de viajar até 2030

As capitais nordestinas estão entre os destinos da vez. E em breve a IA vai revolucionar o turismo

Gilson Garrett Jr. – Repórter de Lifestyle/Exame –  4 de março de 2025 

Imagine a cena: você decide viajar e, em vez de passar horas pesquisando voos, hotéis e roteiros, simplesmente pergunta a um assistente de inteligência artificial qual é a melhor época para visitar uma capital do Nordeste. João Pessoa, por exemplo. Você informa que prefere praias pouco exploradas, com boa estrutura e a preços acessíveis. Em segundos, o sistema sugere duas opções, organiza passagens, hospedagem e passeios — tudo de forma intuitiva, em uma conversa rápida.

Hoje essa possibilidade está mais próxima da realidade. A transformação digital que tomou conta de diferentes setores está revolucionando também o turismo. Até 2030, esse cenário será comum. E muitas dessas mudanças já estão acontecendo agora, em 2025. Esse é um dos principais destaques de um estudo conduzido pelo Kayak, em parceria com o The Future Laboratory, apresentado no fim de janeiro.

O levantamento, que ouviu mais de 9.000 viajantes de oito países, incluindo o Brasil, todos com o hábito de fazer pelo menos uma viagem internacional a lazer por ano, mostra a inteligência artificial como um divisor de águas. “Ainda estamos entendendo como essa transformação vai impactar as empresas do setor. O que sabemos é que será muito rápido”, afirma Gustavo Vedovato, country manager do Kayak no Brasil.

Mais destinos, mais experiências

As transformações não se limitam à tecnologia. A pesquisa também aponta para um novo comportamento dos viajantes, cada vez mais interessados em explorar múltiplos destinos em uma mesma viagem. A tendência das chamadas viagens multidestinos está ganhando força. “Um turista pega um voo até a Cidade do Panamá, faz um stopover,­ depois segue para Miami, fica alguns dias e, em seguida, embarca para Nova York”, explica Raphael de Lucca, country manager da Copa Airlines no Brasil, que oferece esse serviço de parada longa na capital panamenha sem custo adicional.

A estratégia de conectar mais cidades em um mesmo roteiro tem levado companhias aéreas a ampliar essa oferta. A Copa Airlines, por exemplo, lançou recentemente um voo direto de Florianópolis para o Caribe e expandiu as operações em Brasília, com planos de adicionar novas rotas em breve. “Curitiba é um dos mercados em que estamos de olho”, revela De Lucca. Os cruzeiros também entram nesse movimento, oferecendo a possibilidade de conhecer vários destinos em uma única viagem, sem a necessidade de múltiplos deslocamentos.

Brasil em alta: para onde os viajantes querem ir?

Outra pesquisa, realizada pelo booking.com, empresa do mesmo grupo do Kayak, apontou João Pessoa como a única cidade brasileira entre os destinos mais promissores para 2025. Em outros levantamentos, Maceió e Fortaleza aparecem ao lado da capital paraibana como tendências — somando-se ao Rio de Janeiro, presença constante entre os destinos mais desejados do país.

A Gol já sente o reflexo dessas mudanças. Para atender à alta demanda pelo Nordeste, a companhia aérea precisou ampliar em 28% sua malha aérea na região durante janeiro. Já para o Rio de Janeiro, houve um aumento de 10%. Da mesma forma, grandes marcas internacionais da rede hoteleira pretendem abrir neste e nos próximos anos novas unidades não só em São Paulo como também em destinos brasileiros menos convencionais.

O turismo do futuro será mais consciente

Os viajantes de hoje estão repensando como e para onde viajar. Segundo a pesquisa do ­booking.com, 83% dos brasileiros querem explorar lugares menos turísticos, enquanto 78% buscam retiros focados em bem-estar e longevidade. Outros 57% afirmam que estão dispostos a modificar seus horários de passeio, optando por atividades noturnas para fugir das altas temperaturas.

O estudo do Kayak reforça essa visão: as viagens de carro por estradas cênicas e cidades menos frequentadas devem ganhar ainda mais força, segundo relatório da plataforma. Parques naturais como Chapada dos Veadeiros (em Goiás) e Chapada dos Guimarães (em Mato Grosso) já despontam como destinos em alta para quem busca experiências mais imersivas e ao mesmo tempo sustentáveis.

A viagem do futuro não será apenas sobre deslocamento. Será sobre experimentar, sentir e viver cada destino de forma mais profunda. A tecnologia está eliminando barreiras, tornando tudo mais acessível e personalizado. Mas, ao mesmo tempo, os viajantes estão buscando algo bem além da conveniência: experiências verdadeiras, enriquecedoras e inesquecíveis.

Futuro (e presente) das viagens

Oito principais tendências do turismo até 2030

Agentes de IA: ferramentas de inteligência artificial serão cada vez mais precisas, auxiliando desde o planejamento até a tomada de decisão.

Multidestinos: viagens que combinam vários destinos em um mesmo roteiro ganharão popularidade, com itinerários que começam e terminam em diferentes aeroportos.

Bem-estar como motivação: o turismo voltado para a melhoria da qualidade de vida se tornará ainda mais relevante, com spas e retiros liderando essa tendência.

Feedbooking: as redes sociais se consolidarão como ferramentas para inspiração e reserva de viagens, com influenciadores desempenhando um papel-chave.

Viagens virtuais: experiências imersivas, como tours 4D, concierges holográficos e viagens simuladas, transformarão a forma de explorar destinos.

Turismo fora da rota: destinos pouco explorados se tornarão os preferidos de muitos turistas, promovendo um turismo mais consciente e exclusivo.

Escapadas espirituais: retiros silenciosos, meditação e buscas genealógicas ganharão destaque como opções para quem busca conexões mais profundas.

Programa de deslealdade: no futuro, a escolha por companhias aéreas e serviços não dependerá mais de programas de fidelidade, e sim da melhor oferta disponível.

8 tendências de turismo que transformarão completamente sua forma de viajar até 2030 | Exame

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: ttps://chat.whatsapp.com/GBBZ1SCBDTkC2uPqSe6kP7 para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Portal ES360, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV, sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

Os exoesqueletos podem se tornar o braço forte do agronegócio?

Depois de a construção e a indústria, a agricultura pode ser a próxima fronteira do uso desses dispositivos mecânicos que poupam o esforço dos trabalhadores

AMBROOK RESEARCH – Fast Company Brasil – 03-03-2025 

É fato que, desde sempre, a agricultura é um trabalho fisicamente desafiador que afeta o corpo humano. Ao longo dos anos, recorremos a várias formas de tecnologia para ampliar os esforços de uma única pessoa.

No começo foi um único arado atrás de uma mula ou boi. Depois, veio o progresso para um trator motorizado, colheitadeiras de mais de 700 cavalos de potência e agora capinadores robóticos e drones voadores autônomos que lidam com uma variedade de tarefas.

Mas e o corpo humano? Ele está destinado a ser substituído por máquinas?

O fato é que as pessoas continuam como um elo fraco na agricultura moderna. De acordo com algumas fontes, a agricultura é considerada a ocupação mais perigosa do mundo. Distúrbios musculoesqueléticos relacionados ao trabalho (DORTs) são responsáveis ​​por 93% dos acidentes de trabalho. E destes, a dor lombar é a mais frequente, com lesões no ombro em segundo lugar.

EXOESQUELETOS PARA A ASSISTÊNCIA

Exoesqueletos são dispositivos usados ​​no corpo para aumentar as capacidades naturais de um trabalhador humano. Antes confinados ao mundo da ficção científica — quem pode esquecer a batalha final aprimorada pelo exoesqueleto de Ellen Ripley, interpretada por Sigourney Weaver, no filme Aliens — eles agora se tornaram práticos para uso em muitas indústrias. Existem duas categorias principais de “exos” (como são conhecidos na indústria): motorizados e passivos.

Os exos motorizados usam motores para fornecer força adicional para certas ações, como levantar objetos ou empunhar ferramentas pesadas acima da cabeça. Eles tendem a ser peças complexas — e caras — de maquinário que exigem recarga e manutenção regular.

Embora os exos motorizados possam ser adequados para tarefas específicas de fabricação, eles geralmente estão além do que os fazendeiros normalmente precisam ou podem pagar no futuro previsível.

EXOS PASSIVOS A PARTIR DE US$ 2.500

Os exos passivos são a outra classe de dispositivos. Eles pegam a energia criada por um movimento — como se curvar — e então liberam essa energia para o usuário para o movimento oposto, como levantar um item do chão até o nível da cintura.

Esses dispositivos passivos não exigem os motores, fiação, baterias e sensores caros encontrados em exos motorizados. Em vez disso, usam uma variedade de materiais para armazenar e liberar energia: molas, barras de torção, pistões a gás, faixas elásticas e vigas flexíveis.

Alguns designs dependem de uma estrutura rígida, enquanto outros são feitos de tecido e outros materiais flexíveis. De acordo com algumas fontes, os exoesqueletos passivos atuais podem custar de US$ 2.500 a mais de US$ 14.000, dependendo do design e de quais partes do corpo são suportadas.

FAZENDEIROS E TRABALHADORES RURAIS

Os designs variam com base no tipo de tarefa visada. Por exemplo, levantar caixas de produtos pode exigir um tipo de assistência, enquanto alcançar a cabeça para colher frutas pode exigir algo diferente. Mas eles podem realmente ajudar fazendeiros e trabalhadores rurais?

Muitos estudos mostraram benefícios claros do uso de exoesqueletos em outras indústrias, como trabalho em depósitos e manufatura.

COMO FICA A SAÚDE

De acordo com Karl Zelik, professor associado de engenharia biomédica na Universidade Vanderbilt, um estudo longitudinal de trabalhadores de depósitos monitorou mais de 281.000 horas de trabalho usando exoesqueletos. Dados históricos previam 10,5 lesões por distensão nas costas durante esse período, mas o estudo revelou que não houve nenhuma.

Não foram feitas muitas pesquisas em ambientes agrícolas, mas os estudos existentes apontam para benefícios claros. Por exemplo, um teste de um exo de membro superior em tarefas de gerenciamento de pomar reduziu a atividade muscular em até 40%. A atividade muscular reduzida resulta em menos fadiga e tensão, o que por sua vez reduz o risco de lesões.

Outro estudo deu um exo de suporte para as costas aos fazendeiros para suas operações diárias e vários dos deles citaram aumento de produtividade ao reduzir a fadiga. Muitos dos sujeitos também relataram se sentir mais protegidos ao escavar. Em alguns casos, o exo os ajudou a manter a postura correta ao levantar, o que pode reduzir o risco de lesões na parte inferior das costas.

NA PRÁTICA

Sarah Ballini-Ross é coproprietária da Fazenda Rossallini em Oregon. Ela e seu marido às vezes usam exoesqueletos no trabalho em sua operação diversificada. A proprietária rural também é especialista em tecnologia exo e fundadora da Evolving Innovation, uma empresa de consultoria que fornece tecnologia de segurança e serviços de soluções ergonômicas.

Segundo Sarah, a redução da fadiga é um fator importante no uso de exo. “Muito do trabalho na fazenda realmente envolve esse levantamento repetitivo do chão até a cintura. Então, meu exo é a primeira coisa que pego quando se trata de fazer feno.”

Outras tarefas em que ela o usa são “em dias de inventário, quando descarregamos algumas toneladas de caixas de 50 a 70 libras (de 22,6796 quilos a 31,7515 quilos)”.

NÃO É UMA CURA PARA TUDO


Apesar dos benefícios, os exo não são a solução para todos os casos. Nem todos os exo passivos são iguais, e cada um tem suas próprias vantagens e desvantagens.

Alguns exo podem restringir o movimento para impor uma postura de levantamento adequada, o que pode reduzir lesões. No entanto, outros designs podem não ter esse recurso, o que significa que o trabalhador pode se colocar em uma posição estranha ou perigosa que pode levar a lesões.

Por exemplo, o mesmo recurso que impõe uma postura adequada ao levantar pode restringir o movimento que requer a rotação do corpo, como ao escavar. Um trabalhador de depósito provavelmente fará uma tarefa semelhante repetidamente durante todo o dia, mas um trabalhador rural frequentemente tem que alternar rapidamente de uma tarefa para outra.

DIFICULDADES NA ROTINA

Até mesmo os exoesternos passivos podem ser volumosos e difíceis de manobrar durante as atividades diárias. Os agricultores em um estudo citaram o fato de que eles podem dificultar a entrada e saída da cabine de tratores e outras máquinas agrícolas. E ter que colocar e tirar o exo ao longo do dia pode levar um tempo significativo.

A maioria dos exoesternos passivos tem pelo menos um pouco de tecido, mas esse tecido pode ficar sujo — especialmente com suor em dias quentes ou durante atividades extenuantes — o que pode torná-los desagradáveis ​​de usar.

A maioria também inclui fechos de velcro. Eles facilitam o ajuste do dispositivo para trabalhadores de diferentes tamanhos e acomodam a presença de camadas de roupas. Mas esses ganchos e laços também podem agarrar materiais estranhos, prejudicando sua funcionalidade e aparência.

Sarah, da Fazenda Rossallini, observou: “Eu uso meu exo para aparar os cascos de nossas ovelhas, pelos e palha ficam presos no tecido. Então, quando levo meu exo para uma apresentação ou conferência, tenho que pensar duas vezes porque talvez eu esteja trazendo um pouco demais da fazenda comigo.”

OBSTÁCULOS À ADOÇÃO DOS ESOESQUELETOS


A educação pode ser a maior barreira para uma adoção mais ampla de exo na agricultura; muitos fazendeiros simplesmente não estão cientes dos produtos e seus benefícios potenciais.

Logo atrás vem a questão das despesas. Mesmo os exo passivos podem ser caros. Ao contrário de equipamentos agrícolas pesados, os fabricantes não estão preparados para fornecer planos de pagamento ou outros termos para aliviar a pressão financeira.

Mas os problemas vão além desses dois fatores óbvios. Por exemplo, muitas fazendas dependem de uma força de trabalho temporária. Uma pequena fazenda não tem recursos para estocar uma gama completa de exo para atender às necessidades de diferentes tamanhos de corpo.

Além disso, diferentes tarefas podem exigir diferentes designs de exo. Colher ou capinar algumas culturas de baixo crescimento requer curvar-se e abaixar-se, o que exige um tipo diferente de suporte do que a atividade de levantar caixas de produtos ou escavar.

NECESSIDADES SÃO DIFERENTES

Vale lembrar que as necessidades de um trabalhador rural variam com a estação. Fornecer exoesqueletos para esses trabalhadores por apenas uma ou duas semanas pode não ser viável.

Outra parte do problema é que a indústria exo ainda não se concentrou nas necessidades dos trabalhadores agrícolas. Os frutos mais fáceis estão em outras indústrias, como logística de depósito, construção e manufatura. Essas aplicações têm tarefas definidas de forma restrita com muita repetição e geralmente envolvem grandes corporações com capital para investir em novas tecnologias.

EXPECTATIVA DE EVOLUÇÃO

Para realmente serem adotadas na agricultura, os fabricantes de exoesqueletos precisariam criar modelos modificados para o trabalho agrícola. Por exemplo, um estudo descobriu que um exoesqueleto típico requer tiras ajustáveis ​​que envolvam as coxas.

Esse design bloqueia o acesso aos bolsos das calças onde os trabalhadores rurais guardam ferramentas como tesouras de poda, onde podem alcançá-las facilmente. Mas com pouca demanda por exoesqueletos agrícolas, as empresas têm pouco incentivo financeiro para projetar em torno desses problemas.

Embora os exoesqueletos tenham provado seu valor em termos de redução de cargas de trabalho e lesões relacionadas para algumas tarefas agrícolas, obstáculos significativos permanecem.

Mas, à medida que os agricultores se tornam mais conscientes dos benefícios, os custos continuam a cair e os fabricantes respondem mais às necessidades específicas das tarefas agrícolas. Assim, podemos provavelmente esperar ver mais exoesqueletos na fazenda (Alfred Poor, Ambrook Research)


SOBRE O AUTOR

Ambrook Research é uma publicação editorialmente independente apoiada pela Ambrook, uma empresa que torna a sustentabilidade lucrativa… saiba mais

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: ttps://chat.whatsapp.com/GBBZ1SCBDTkC2uPqSe6kP7 para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Portal ES360, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV, sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

A dureza dos números.

Junior Bornelli – StartSe – Fevereiro 2025

A Amazon vai acelerar a introdução de robôs humanóides nos seus centros de distribuição. Depois de um tempo de experimentação, a matemática provou que investir em robôs é um caminho sem volta.

Os robôs, do modelo Digit, custam US$ 3/hora para operar. Já o salário de humano fazendo as mesmas funções é de US$ 20/hora, na média. Ou seja, a hora do robô é 85% mais barata do que a hora do humano.

Quem fabrica esses robôs, da imagem abaixo, é a Agility Robotics. Eles foram projetados exatamente para fazer o papel dos humanos nos centros de distribuição e são capazes de operar em ambientes dinâmicos.

A Amazon tem cerca de 800 mil robôs e 1,5 milhão de funcionários. Ao introduzir os novos humanóides, a empresa verá um grande ganho de eficiência no tempo que um produto leva para chegar na casa dos clientes.

Um ponto importante nessa história é que introduzir os robôs não será “opcional”. Quando uma empresa faz, todas as outras precisam fazer, caso contrário a competição fica desigual, pois o custo com humanos é muito maior.

Essa é uma discussão dura, difícil e complexa, que abre mais um monte de questões. Mas o fato é que, neste momento, não há nenhum sinal de que o mundo está indo na direção oposta à “robotização de tudo”.

(1) Publicação | LinkedIn

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: ttps://chat.whatsapp.com/GBBZ1SCBDTkC2uPqSe6kP7 para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Portal ES360, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV, sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

Não é coisa da sua cabeça: os chatbots de IA realmente falam demais

Assim como nós, eles enrolam quando não sabem a resposta


VEJA TAMBÉM

JESUS DIAZ – Fast Company Brasil – 01-03-2025 

ChatGPT, você fala demais. Você também, Gemini. Como tantos outros modelos de IA, vocês são insuportáveis. Pergunto: “por que falam tanto?” e, em vez de uma resposta objetiva, recebo um texto enorme, cheio de rodeios, que mais parece uma redação escolar – 75% dele é pura enrolação. Os chatbots de IA falam demais até sobre o fato de falarem demais.

Eles são incapazes de dar uma resposta direta, mesmo que eu escreva um prompt superclaro tentando forçá-los a isso. E quando, finalmente, consigo arrancar uma resposta curta, estragam tudo adicionando um longo pedido de desculpas e uma promessa exagerada dizendo que isso nunca mais vai acontecer.

Pelo visto, não sou o único que se irrita com isso. Há meses converso com amigos e até desconhecidos sobre essa mania de falar sem parar, e adivinhem? Eles também odeiam. Só continuamos usando vocês porque, apesar desse problema, ainda economizam um bom tempo de pesquisa.

Mas existe uma solução relativamente simples para todo esse falatório. E ela começa com seus criadores admitindo que vocês são muito menos inteligentes do que parecem. O excesso de palavras vem da ignorância: vocês enchem as respostas com explicações desnecessárias, ressalvas óbvias e desvios sem sentido.

Veja também

“Não é uma escolha intencional”, diz Quinten Farmer, cofundador do estúdio de engenharia Portola, responsável pelo Tolan – um simpático alienígena de IA projetado para conversar de forma mais humana.

“Esses modelos se comportam assim porque basicamente imitam a forma como as pessoas escrevem no Reddit”, brinca Farmer. “Eles falam demais para disfarçar o fato de que, na verdade, não sabem do que estão falando.”

Um estudo recente chama esse fenômeno de “compensação verborrágica” – um comportamento no qual os modelos de IA respondem com textos desnecessariamente longos, repetem perguntas, criam ambiguidades ou listam um monte de informações irrelevantes. É parecido com quando um humano hesita ao responder algo de que não tem certeza.

Os pesquisadores descobriram que, geralmente, quanto mais prolixa a resposta, maior a incerteza do modelo. Ou seja, há uma forte relação entre chatbor de IA que falam demais e falta de confiança. Muitos chatbots falam mais justamente quando não sabem do que estão falando.

Outro problema é a falta de memória: eles esquecem informações já mencionadas na conversa, o que leva a repetições e respostas cada vez mais longas. Além disso, há um “viés de verborragia” no treinamento dessas IAs – elas tendem a preferir respostas extensas, mesmo quando um texto mais curto teria a mesma eficiência.

DÁ PARA CONSERTAR ESSES CHATBOTS DE IA QUE FALAM DEMAIS?

Por mais que os chatbots pareçam humanos, a verdade é que eles não entendem a linguagem – só são muito bons em juntar palavras. Essa habilidade cria a ilusão de que são mais inteligentes do que realmente são, levando a respostas desnecessariamente elaboradas.

No fundo, a pesquisa confirma o que já suspeitávamos: chatbots são mestres da enrolação e fazem você acreditar que sabem a resposta. Muita gente cai nisso porque quer acreditar ou porque não tem o hábito de pensar criticamente – algo que pesquisadores da Microsoft também apontaram em um estudo recente sobre o impacto da inteligência artificial no raciocínio humano.

Claro, nem todas as IAs exageram tanto. Farmer acredita que modelos como Perplexity e Claude, da Anthropic, são melhores em dar respostas mais diretas, sem tanto blá-blá-blá. O DeepSeek também tende a ser mais objetivo.

MUITOS CHATBOTS FALAM MAIS JUSTAMENTE QUANDO NÃO SABEM DO QUE ESTÃO FALANDO.

De acordo com a DeepSeek, seu modelo foi treinado para priorizar clareza e eficiência, favorecendo respostas curtas e diretas. Já os modelos norte-americanos tendem a preferir um tom mais amigável e explicativo, refletindo diferenças culturais e de design.

Nos meus testes, percebi que as respostas do Claude geralmente são mais concisas – embora ainda possam ser irritantes. Pelo menos, ele teve a humildade de admitir o problema quando o questionei: “olhando para minha resposta anterior – sim, provavelmente falei demais!”.

Os desenvolvedores poderiam resolver essa questão com um treinamento mais refinado. Farmer conta que, ao criar o Tolan, sua equipe discutiu bastante sobre o tamanho ideal das respostas.

O escritor responsável por criar o personagem queria respostas mais longas para aprofundar a conexão do usuário com a IA. Outros defendiam respostas mais curtas e diretas. Ainda há um debate interno sobre isso, mas eles acreditam que encontraram um bom equilíbrio.

Mas você, ChatGPT, não é um alienígena simpático. É uma ferramenta. E eu não preciso criar laços emocionais com uma ferramenta. Só quero que você responda direito.

Se não souber a resposta, como quando perguntei quais jogadores ganharam mais títulos na Liga dos Campeões da UEFA, apenas diga que não sabe e fique quieto – em vez de me entregar 500 caracteres de informação errada.


SOBRE O AUTOR

Jesus Diaz fundou o novo Sploid para a Gawker Media depois de sete anos trabalhando no Gizmodo. É diretor criativo, roteirista e produtor da The Magic Sauce e colaborador da Fast Company.

Não é coisa da sua cabeça: os chatbots de IA realmente falam demais | Fast Company Brasil

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: ttps://chat.whatsapp.com/GBBZ1SCBDTkC2uPqSe6kP7 para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Portal ES360, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV, sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

Desafios e oportunidades definem o futuro das carreiras STEM

A transformação digital e a automação estão impulsionando a demanda por profissionais de STEM — ciência, tecnologia, engenharia e matemática — no Brasil e no mundo. Com a escassez de talentos qualificados, setores como saúde, tecnologia e manufatura enfrentam desafios, mas também oferecem salários atraentes e oportunidades promissoras

Por Dino – Valor – 10/12/2024 

STEM é uma sigla em inglês para Science, Technology, Engineering and Mathematics (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), áreas de conhecimento fundamentais para impulsionar a inovação e o desenvolvimento econômico no mundo atual. Essas disciplinas formam a base para profissões ligadas à transformação digital, automação e tecnologias emergentes, que estão remodelando o mercado de trabalho global.

De acordo com o Future of Jobs 2023, publicado pelo Fórum Econômico Mundial, as competências STEM são cada vez mais essenciais para o crescimento econômico em diversas regiões. O relatório aponta que, em várias partes do mundo, a transformação digital e os avanços na automação estão tornando esses profissionais cruciais para o desenvolvimento de novos produtos, serviços e soluções. A previsão é que as carreiras voltadas para essas áreas cresçam a uma taxa significativamente superior à média global nos próximos anos.

No Brasil, um estudo recente da Brasscom sobre o setor de tecnologia revela uma situação desafiadora. Até 2025, o país precisará de aproximadamente 797 mil profissionais em tecnologia da informação e comunicação (TIC), mas enfrenta um déficit anual de cerca de 106 mil talentos qualificados, uma vez que a formação de profissionais na área não está acompanhando a demanda crescente. Essa lacuna no mercado de trabalho brasileiro pode ser atribuída, em parte, à falta de uma educação mais técnica e à necessidade de adequar os currículos universitários e cursos profissionalizantes às exigências atuais do setor tecnológico.

Perspectivas de carreira e crescimento de salários

Nos Estados Unidos, o Bureau of Labor Statistics aponta que as carreiras em STEM estão se expandindo rapidamente, oferecendo oportunidades superiores tanto em termos de crescimento quanto de remuneração. Profissões nas áreas de bioquímica, estatísticas e ciência de dados são destacadas como as mais promissoras. Essas carreiras não apenas apresentam uma taxa de crescimento acelerada, mas também possuem salários médios mais elevados do que a maioria das outras profissões.

Além disso, a análise também indica que a crescente demanda por habilidades técnicas no setor de saúde, por exemplo, está impulsionada pela integração de tecnologias como impressão 3D e dispositivos biomédicos. As impressoras 3D têm sido utilizadas para desenvolver modelos de órgãos e até mesmo para criar próteses personalizadas, demonstrando como a interdisciplinaridade entre as áreas de ciência, engenharia e matemática pode ter um impacto direto na vida das pessoas.

O impacto da automação e das tecnologias emergentes

O avanço da automação e das tecnologias emergentes, como a inteligência artificial, está redefinindo a natureza do trabalho nas indústrias em todo o mundo. Um estudo global da McKinsey sobre STEM e automação revela que, até 2030, as habilidades avançadas nessas áreas serão essenciais para setores como saúde, energia e manufatura. O aumento da automação pode, por um lado, substituir certos tipos de trabalho manual, mas, por outro, gera a necessidade de novos profissionais que possam projetar, programar, operar e manter essas tecnologias.

No setor industrial, a automação, juntamente com o uso de componentes eletrônicos como sensores e atuadores, está transformando a produção de bens e serviços. A manufatura de componentes eletrônicos e sistemas inteligentes requer uma combinação de habilidades de engenharia elétrica, ciência da computação e programação. Profissionais qualificados para lidar com essas novas tecnologias são essenciais para garantir a eficiência e a sustentabilidade das operações em larga escala, tanto no Brasil quanto em outras partes do mundo.

Educação e formação de profissionais em STEM

Os relatórios e estudos anteriormente mencionados concluem que o treinamento e a capacitação de profissionais em STEM desempenham um papel central na superação dos desafios relacionados à escassez de talentos. Para que a demanda por profissionais qualificados seja atendida, é necessário investir em programas de educação técnica e superior que integrem disciplinas de ciência, engenharia e matemática. Além disso, as parcerias entre empresas e instituições educacionais podem facilitar a oferta de programas de estágio, mentoria e formação especializada, que preparem os alunos para os desafios do mercado de trabalho.

Iniciativas como a implementação de kits de robótica, como o arduino, em escolas e universidades têm se mostrado eficazes para despertar o interesse dos jovens por essas áreas. O arduino, um protótipo de plataforma eletrônica de código aberto, permite que os alunos desenvolvam projetos práticos que combinam hardware e software, o que favorece a compreensão de conceitos essenciais de eletrônica e programação. Essa abordagem prática pode ser um caminho eficiente para aumentar o número de profissionais capacitados na área de tecnologia.

Desafios e oportunidades definem o futuro das carreiras STEM | Dino | Valor Econômico

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: ttps://chat.whatsapp.com/GBBZ1SCBDTkC2uPqSe6kP7 para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Portal ES360, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV, sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B