De estrada de dinossauros à origem do fogo, as descobertas mais sensacionais de 2025

  • De ranking da monogamia a desfiles planetários, a ciência de 2025 nos surpreendeu com descobertas na Terra e além
  • Nem todas as histórias, porém, trouxeram boas notícias

Maddie Molloy – Folha/BBC News Brasil – 29.dez.2025

De pegadas gigantescas de dinossauros preservadas em pedra a um desfile espetacular de planetas, a ciência em 2025 proporcionou momentos verdadeiramente deslumbrantes.

Revisitamos pontos de virada na história humana, desde as primeiras evidências de produção de fogo até novas perspectivas sobre como os humanos formam laços duradouros.

O mundo natural também continuou a nos surpreender. Chimpanzés selvagens foram filmados usando plantas como remédio, enquanto poeira lunar, descrita por cientistas como mais rara do que ouro, chegou ao Reino Unido para estudo.

Nem todas as histórias, porém, trouxeram boas notícias. Um iceberg gigante à deriva em direção a uma ilha remota ameaçou a vida selvagem, lembrando-nos de que a ciência é tão vital para detectar perigos quanto para fazer descobertas.

Pegadas jurássicas gigantescas foram descobertas

Uma pedreira em Oxfordshire, no sudeste da Inglaterra, revelou um dos maiores sítios de pegadas de dinossauros do mundo, com cerca de 200 pegadas enormes deixadas há 166 milhões de anos.

As pegadas capturam os movimentos de dois dinossauros muito diferentes: um saurópode de pescoço comprido, que se acredita ser um Cetiosaurus, e o carnívoro bípede Megalosaurus.

Algumas das trilhas se estendem por até 150 metros, e os pesquisadores acreditam que elas podem ir ainda mais longe, já que apenas parte da pedreira foi escavada.

Humanos dominaram o fogo há 400 mil anos

Em um sítio arqueológico na vila de Barnham, no condado de Suffolk, ao leste da Inglaterra, pesquisadores descobriram evidências notáveis —e as mais antigas conhecidas— de fogo feito pelo homem, datando de cerca de 400 mil anos atrás.

A descoberta antecipa a origem da produção de fogo em mais de 350 mil anos e marca um momento decisivo na evolução humana.

A capacidade de criar fogo transformou a vida cotidiana, proporcionando calor, permitindo o cozimento de alimentos e o desenvolvimento cerebral, libertando os primeiros humanos para pensar, planejar e inovar.

Leia a reportagem completa sobre a descoberta que mudou a história do fogo como a conhecemos.

Humanos se destacam na monogamia

Nós, humanos, podemos nos considerar únicos em termos românticos, mas pesquisas comparando o comportamento de formação de casais entre espécies sugerem o contrário.

Com cerca de 66% dos humanos formando laços monogâmicos, superamos chimpanzés e gorilas, mas ficamos atrás do rato-do-campo da Califórnia, o verdadeiro campeão peso-pesado do amor eterno.

O estudo mostra que, embora os humanos estejam longe de ser as criaturas mais monogâmicas, nossa tendência a formar casais para a vida toda ainda é notável em comparação com muitas outras espécies.

Veja aqui a posição dos humanos no ranking do amor monogâmico.

Sete planetas participaram de um raro desfile

Durante algumas noites de fevereiro, os observadores do céu foram presenteados com um raro espetáculo celestial: sete planetas apareceram no céu noturno simultaneamente.

Marte, Júpiter, Urano, Vênus, Netuno, Mercúrio e Saturno participaram do desfile planetário. Quatro eram visíveis a olho nu, enquanto Saturno estava baixo no horizonte e Urano e Netuno exigiram o uso de um telescópio.

Em fevereiro, sete planetas do Sistema Solar ficaram visíveis em um mesmo arco no céu noturno – Getty Images via BBC News Brasil

Os cientistas afirmam que uma aparição tão nítida e sincronizada não ocorrerá novamente até 2040.

Descubra aqui o que tornou o céu noturno de fevereiro tão especial.

Amostras de rochas lunares no Reino Unido

Pela primeira vez em quase 50 anos, amostras de rochas lunares chegaram ao Reino Unido, emprestadas da China.

Os minúsculos grãos de poeira lunar estão agora armazenados em uma instalação de alta segurança em Milton Keynes e estão sendo estudados pelo professor Mahesh Anand, único cientista do Reino Unido com acesso ao material até o momento.

Descritas como mais preciosas que ouro devido ao seu valor científico, as amostras podem oferecer novas perspectivas sobre como a Lua se formou e evoluiu.

Chimpanzés tem conhecimento surpreendente de remédios naturais

Em Uganda, chimpanzés selvagens foram filmados usando plantas para tratar feridas abertas e outros ferimentos.

Pesquisadores da Universidade de Oxford (Reino Unido), trabalhando em conjunto com uma equipe local, observaram os animais aplicando material vegetal em seus próprios ferimentos e, em alguns casos, nos de outros chimpanzés.

As descobertas, baseadas em décadas de observações, reforçam a crescente evidência de que nossos parentes mais próximos possuem um conhecimento surpreendente de remédios naturais.

Descubra aqui o que os chimpanzés ensinaram aos cientistas.

As descobertas científicas mais sensacionais de 2025 – 29/12/2025 – Ciência – Folha

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Como lidar com subordinados chatos, sem iniciativa ou simplesmente irritantes

Estratégias para reconhecer e lidar com quatro tipos comuns de funcionários difíceis

ART MARKMAN – Fast Company Brasil – 29-12-2025 

Existem vários tipos de pessoas irritantes. Já escrevi antes sobre como lidar com chefes e colegas difíceis. Mas o que fazer quando a fonte da irritação é alguém que responde diretamente a você?

Mais uma vez, tudo depende do que exatamente está causando o incômodo. Aqui estão quatro tipos de funcionários bastante comuns.

1. O puxa-saco

É natural que pessoas ambiciosas queiram crescer profissionalmente. Fazer um bom trabalho é o principal, claro, mas um pouco de autopromoção também faz parte. Afinal, quando você lidera muita gente, é impossível acompanhar tudo o que cada pessoa faz. Então, faz sentido que seus subordinados informem você sobre o que realizaram.

O problema surge quando essa necessidade de manter você informado vira bajulação. Alguns exageram nos elogios, fazem comentários aduladores o tempo todo e tentam agradar de formas que não contribuem em nada para o trabalho nem para os objetivos da equipe. Isso pode acontecer tanto em conversas individuais quanto na frente dos outros.

Vale a pena conversar com essas pessoas sobre isso. Deixe claro que você entende a intenção, mas que prefere manter o foco no que realmente precisa ser feito. Ajude-as a perceber que esse comportamento tende a causar o efeito contrário ao que elas esperam. Quanto mais cedo isso fica claro, melhor para todos.

2. O que não toma iniciativa

As pessoas que mais se destacam no trabalho costumam ser aquelas que conseguem identificar o que precisa ser feito a seguir e se antecipam sem esperar ordens. Ainda assim, muitos se limitam a cumprir exatamente o que foi pedido – e param por aí. Isso acaba fazendo com que você seja obrigado a microgerenciar tudo.

Vale lembrar que muita gente que está entrando agora no mercado de trabalho cresceu em ambientes superestruturados. Escola, atividades extracurriculares, lazer, tudo era previamente organizado por alguém. Mesmo na faculdade, muitos alunos têm pouca autonomia. Para quem veio desse contexto, tomar iniciativa não é algo automático – é algo que precisa ser aprendido.

Quando a falta de iniciativa começar a incomodar, leve esse tema para as reuniões. Peça que seus subordinados pensem em uma ou duas tarefas que você não tenha delegado, mas que eles poderiam assumir. Converse sobre como identificar demandas que ainda não foram explicitadas. Lembre-se: você estará ajudando a criar um novo hábito – e isso leva tempo. Dá trabalho no começo, mas compensa no longo prazo.

Leia também: Este é motivo pelo qual você aprende mais em reuniões ruins

3. O que (sem querer) te tira do sério

Todo mundo tem manias e pequenas implicâncias – por mais tranquilo que pareça. Eu mesmo sou bastante flexível, mas há certas coisas que realmente me incomodam. Por exemplo, quando alguém usa “impactar” como verbo, isso me tira do sério.

Existem pessoas cujo jeito de falar ou agir parece feito sob medida para te irritar. Às vezes, basta estar perto delas para a raiva aparecer, antes mesmo de abrirem a boca para dizer qualquer coisa.

Quando uma pessoa do dia a dia desperta isso em você, muitas vezes não há muito o que fazer além de engolir em seco. Mas, quando se trata de um subordinado direto, é possível estabelecer limites. Sempre que começo a trabalhar com alguém novo ou monto uma equipe, costumo deixar claras algumas coisas a evitar. É impressionante como essa simples conversa torna a convivência muito mais fácil lá na frente.

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4. O passivo-agressivo

O tipo mais complicado de subordinado é aquele que evita conflito, mas ainda assim precisa mostrar que está insatisfeito. Essas pessoas não dizem abertamente que estão incomodadas, frustradas ou irritadas – mas demonstram isso de outras formas. É o famoso comportamento passivo-agressivo.

Hoje em dia, é comum encontrar pessoas com esse perfil nas equipes. Falta preparo para lidar com conflitos, e muitos preferem não falar nada quando algo incomoda. Mas com o tempo, esses sentimentos acabam escapando.

Assim como no caso de quem não toma iniciativa, é preciso ensinar essas pessoas a lidar com conflitos de forma mais direta – e criar um ambiente em que isso seja seguro. Quando notar um comportamento passivo-agressivo, você deve apontá-lo o quanto antes (sem expor ninguém em público, claro). Depois, conversar sobre a importância de falar abertamente sobre os problemas. Aprender a encarar conversas difíceis faz uma diferença enorme para o crescimento profissional.


SOBRE O AUTOR

Art Markman é PhD e professor de psicologia e marketing na Universidade do Texas e diretor-fundador do Programa nas Dimensões Humanas das Organizações.

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Desafios matemáticos para encerrar 2025

Marcelo Viana – Folha – 30.dez.2025

Diretor-geral do Instituto de Matemática Pura e Aplicada, ganhador do Prêmio Louis D., do Institut de France

O ano começou com excelentes augúrios matemáticos: afinal, 2025 é quadrado perfeito (2025=45²) e também é soma (2025=27²+36²) e produto (2025=9²x5²) de quadrados perfeitos. Ao final dele, nada melhor para relaxar, curtir e se preparar para as novidades de 2026 do que os nossos tradicionais desafios matemáticos de fim de ano! Lembre que a graça está em tentar resolver (não há gabarito!), se possível na companhia da família e dos amigos. Boa diversão!

1. No quintal há uma laranjeira e um limoeiro, e nos galhos das duas árvores estão várias crianças. As crianças na laranjeira dizem às demais: “se um de vocês vier para cá ficaremos em número igual”. Mas as do limoeiro respondem: “se um de vocês vier para cá seremos o dobro de vocês”. Quantas crianças estão nos galhos de cada árvore?

2. Um cubo de madeira com 4 cm de aresta é pintado de azul no exterior. Em seguida, ele é cortado em cubinhos iguais com 1 cm de aresta. Cada um deles pode ter três, duas, uma ou nenhuma face pintada de azul. Quantos cubinhos há de cada tipo?

3. Os aventureiros Alex, Beto, Cris e Dora precisam atravessar um rio num pequeno barco, que sustenta 100 kg no máximo. Alex pesa 90 kg, Beto 80 kg, Cris 60 kg, Dora 40kg, e os mantimentos 20 kg. Como podem fazer para cruzar o rio?

4. Os gödelianos, espécie dominante do planeta X314, adoram duelos de par-ou-ímpar! Será porque eles só têm dois dedos, um em cada mão? Não sabemos. Mas ultimamente eles vêm observando um fato incômodo: aparentemente, o jogo do par-ou-ímpar não é justo, quem aposta “par” tem mais chances de ganhar do que quem aposta “ímpar”! Será verdade mesmo? (Inspirado no livro “Histórias para Despertar Matemático(a)s Adormecido(a)s”, do meu colega Pedro Roitman, professor da UnB, que eu recomendo!)

5. O arquipélago das Numéricas está formado por cinco ilhas em linha reta, numeradas de 1 a 5. Pepe, o Pirata, escondeu um tesouro fabuloso numa delas. Desconfiado, toda noite ele muda a fortuna para uma das ilhas vizinhas (por exemplo: da ilha 4 para a 3 ou para a 5). O leitor é um astuto caçador de tesouros e sabe que a cada dia só dá tempo de velejar até uma ilha e voltar. Como vai organizar suas visitas às ilhas de modo a garantir que acabará encontrando o tesouro oculto?

6. A banda está formada por quatro músicos, lado a lado. Todos usam camisetas de cores diferentes, com desenhos de animais distintos, e tocam diferentes instrumentos. O músico amarelo tem o desenho da serpente e está à esquerda do azul e do verde. O tucano e a onça não tocam nem a cuíca nem a flauta. O violão e a flauta estão lado a lado, e a capivara e a onça também estão lado a lado. O vermelho e o verde estão nas pontas da fila, e a flauta e a capivara estão no meio. O verde toca pandeiro. Quais são as posições e características de todos os músicos?

7. Nossa querida leitora Maria naufragou numa ilha cercada por mar tempestuoso e tubarões famintos. Não tem como sair! A ilha está completamente coberta por uma densa floresta e, um dia, um relâmpago acende um incêndio na ponta oriental. Com o vento soprando de leste, logo o fogo vai varrer todo o terreno! Como Maria pode escapar de morrer?

Feliz Ano Novo para todos!

Desafios matemáticos para encerrar 2025 – 30/12/2025 – Marcelo Viana – Folha

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O mundo está girando e o Brasil precisa acompanhar

Ficar parado custa caro, mas é preciso previsibilidade fiscal para aproveitar essa rotação

Por Marcello Estevão – Valor – 18/12/2025 

À primeira vista, o cenário global parece calmo. O crescimento mundial deve ficar perto de 3,1% em 2026, praticamente igual ao dos últimos anos. Mas essa estabilidade engana. A economia internacional está se reorganizando por dentro – silenciosamente, mas de forma decisiva – e países como o Brasil podem ganhar ou perder espaço dependendo de como respondam a esse movimento.

O novo Capital Flows Report do IIF mostra que a estabilidade global não decorre de inércia, mas de um revezamento entre motores regionais. Os Estados Unidos desaceleram sem colapsar. Europa e Japão, antes fontes de fragilidade crônica, mostram recuperação moderada porém mais firme. A China vive uma perda estrutural de dinamismo, pressionada por excesso de capacidade, demografia e um ajuste imobiliário prolongado. Em compensação, Índia, Indonésia, Vietnã, Malásia e Filipinas ganham força, movidas por serviços digitais, investimentos industriais e realocação de cadeias produtivas. O mundo cresce porque suas peças internas se movem – e não porque seguem juntas no mesmo ritmo.

Os fluxos de capitais reforçam esse quadro. Em 2025, os emergentes receberam US$ 1,18 trilhão em investimentos não residentes. Mas boa parte desse número veio de fatores pontuais no Leste Europeu e na Ásia que perdem força em 2026. O ponto central é que a queda quase total dos fluxos para a China distorce o agregado global. Quando se exclui a China, os demais emergentes continuam recebendo capital em intensidade semelhante à dos anos pré-pandemia. Ou seja, o dinheiro não sumiu – ele mudou de direção.

E a nova direção favorece países com previsibilidade macroeconômica e capacidade de absorver investimento. O México se destaca pelo nearshoring. Chile e Peru sofrem mais com a desaceleração chinesa, mas mantêm fundamentos externos sólidos. A Colômbia enfrenta pressões fiscais, mas não perdeu totalmente a confiança dos mercados. A Argentina tenta reconstruir credibilidade após anos de instabilidade. A região como um todo é heterogênea, mas menos vulnerável que no passado, quando choques globais se traduziam automaticamente em crises sincronizadas.

Para o Brasil, esse mundo em transição abre oportunidades reais, mas também evidencia fragilidades conhecidas. O país preserva fundamentos externos robustos, com exportações diversificadas, reservas amplas e um sistema financeiro sofisticado. Mas essas fortalezas convivem com incerteza fiscal persistente que amplia o prêmio de risco. Revisões sucessivas de metas e a dificuldade de traçar um caminho convincente para estabilizar a dívida limitam a conversão de condições externas favoráveis em investimento interno. Em um ambiente em que o capital se tornou mais seletivo, previsibilidade fiscal virou ativo estratégico – e diferencial competitivo.

A transformação do papel da China ajuda a explicar por que isso importa tanto. O país ainda gera grandes superávits externos, mas não os recicla mais como reservas internacionais. Agora, empresas e famílias chinesas investem diretamente no exterior. Isso reduz uma das forças silenciosas que comprimiam juros de longo prazo e torna os fluxos mais sensíveis a retornos e confiança. Para o Brasil, isso significa que oportunidades existirão – mas serão capturadas apenas por economias que ofereçam clareza regulatória, estabilidade institucional e projetos de investimento bem estruturados. A competição por esses fluxos será cada vez mais intensa à medida que as restrições fiscais e energéticas se tornam determinantes para a decisão dos investidores.

Ao mesmo tempo, a Ásia amplia sua vantagem competitiva. O Vietnã captura partes cada vez maiores das cadeias industriais. A Índia avança com uma economia digital pulsante e crescente integração financeira. Coreia e Malásia se beneficiam do ciclo tecnológico e constroem capacidades em semicondutores e infraestrutura digital. Essa movimentação redefine o mapa global de produção e tecnologia – e também o de capitais.

Outro elemento crucial do relatório é o papel das condições financeiras globais. Apesar de juros ainda restritivos nas economias avançadas, a queda da volatilidade em 2024-25 facilitou emissões de dívida de países emergentes e reduziu a aversão ao risco. Vários países latino-americanos retornaram ao mercado internacional com relativa facilidade, inclusive aqueles em processos de reforma mais incipientes. Isso reforça a ideia de que credibilidade macroeconômica básica continua sendo o melhor amortecedor contra choques internacionais e a chave para captar o capital que hoje circula de maneira mais seletiva e estratégica.

A fronteira tecnológica é outro eixo determinante dessa rotação. O investimento americano em infraestrutura de IA – data centers, chips avançados e expansão de redes – está no início, mas já reorganiza cadeias produtivas. Apenas poucos emergentes têm energia confiável, mão de obra qualificada e regulação estável para atrair esse tipo de investimento. A América Latina, salvo exceções, ainda não se posicionou. O Brasil, no entanto, tem potencial: capital humano, base científica e escala de mercado. Falta alinhar política energética, digitalização e segurança jurídica para disputar essa nova etapa global antes que ela se consolide em outros centros.

Mesmo diante de tantas mudanças simultâneas, o sistema financeiro internacional tem mostrado resiliência. A incerteza fiscal nos EUA persiste. A crise imobiliária chinesa continua. Tensões no Oriente Médio encarecem transporte e seguros. Ainda assim, não houve fuga generalizada dos emergentes. Os ajustes ocorreram pelo câmbio, pelos spreads e pelo custo do hedge – não por interrupções bruscas de financiamento. Isso indica que a economia global hoje depende menos de um único motor e conta com mais pontos de apoio regionais, uma mudança profunda em relação ao padrão das décadas anteriores.

Para o Brasil, a lição é direta: o mundo está mudando de eixo. Capitais, tecnologia e cadeias produtivas estão se reorganizando. Aproveitar essa rotação não exige um cenário externo perfeito; exige previsibilidade fiscal, uma agenda clara de produtividade e um plano realista para inserir o país nas novas cadeias digitais e energéticas. Em um mundo que gira, ficar parado custa caro. Entrar no ritmo pode valer muito mais do que imaginamos – e o tempo para decidir como participar desse novo ciclo global está se encurtando.

Marcello Estevão, PhD no MIT, é diretor-gerente e economista-chefe do Institute of International Finance e professor da Universidade de Georgetown em Washington, DC. Foi Secretário para Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda

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Startups de IA captam US$ 150 bilhões em meio a temores de bolha

  • Rodadas de arrecadação criam ‘fortalezas contábeis’ que superaram o recorde de 2021
  • Investidores aconselham principais empresas a se prepararem para tempos mais difíceis

George Hammond – Folha/Financial Times – 29.dez.2025 

As startups mais faladas do Vale do Silício levantaram US$ 150 bilhões em financiamento neste ano, enquanto seus investidores as aconselham a construir “fortalezas contábeis” para se proteger caso o boom de investimentos em inteligência artificial colapse em 2026.

Dados da PitchBook mostram que as maiores empresas de capital fechado dos Estados Unidos captaram um volume recorde em 2025, superando com folga o pico anterior de US$ 92 bilhões registrado em 2021, à medida que investidores correram para apoiar os principais grupos de IA, como OpenAI e Anthropic.

Capitalistas de risco e especialistas do setor disseram que o dinheiro ajudará a blindar os fundadores contra uma retração nos investimentos, à medida que os mercados acionários começam a se preocupar com os gastos elevados em infraestrutura de IA —além de impulsionar o crescimento.

Os números de captação deste ano foram inflados por poucos negócios de tamanho sem precedentes. Entre eles estão a rodada de US$ 41 bilhões da OpenAI, liderada pelo SoftBank do Japão, a captação de US$ 13 bilhões da Anthropic em setembro e o investimento de mais de US$ 14 bilhões da Meta na startup de rotulagem de dados Scale AI.

Outras empresas de IA em rápido crescimento, incluindo o grupo de agentes de programação Anysphere, a empresa de busca Perplexity e a startup de pesquisa em IA Thinking Machines Lab, também recorreram várias vezes ao capital de risco ao longo do ano.

Vários investidores disseram ter aconselhado as startups a formar reservas enquanto o entusiasmo em torno do potencial da IA para transformar a economia permanecesse elevado.

“O maior risco [para fundadores de startups] é não levantar dinheiro suficiente, o ambiente de financiamento secar e o negócio ir a zero”, disse Ryan Biggs, co-chefe de investimentos em capital de risco da Franklin Templeton. “Ou você aceita um pouco de diluição e, se o negócio der certo, isso realmente não importa: você continuará extraordinariamente rico de qualquer forma.”

Em média, as startups levantam novas rodadas de financiamento a cada dois ou três anos, segundo a Carta, empresa de software que acompanha os mercados privados. Recentemente, porém, as startups de IA com melhor desempenho têm voltado aos investidores em questão de meses —mesmo com o financiamento secando para muitas empresas menores.

“Os investidores estão se concentrando nesses negócios de estágio mais avançado, onde há mais certeza sobre quem será o vencedor”, disse Biggs. “Há uma dúzia de empresas nas quais você quer estar. Fora isso, o cenário é desafiador.”

Outro fator por trás do boom de captações em 2025 é que os principais grupos de IA estão crescendo em um ritmo muito mais rápido do que startups de tecnologia do passado.

A avaliação da Anysphere, criadora da ferramenta de programação Cursor, saltou de US$ 2,6 bilhões no início do ano para US$ 27 bilhões em novembro. No mesmo período, sua receita recorrente anual —métrica favorecida por startups de rápido crescimento— aumentou cerca de 20 vezes, chegando a US$ 1 bilhão.

A Perplexity, mecanismo de busca com IA que busca desafiar o Google, levantou dinheiro quatro vezes no último ano, apesar de seus executivos afirmarem que não precisam de mais caixa.

Pressões de custo levaram a captações mais frequentes, especialmente entre empresas que desenvolvem modelos de IA de “fronteira”, que exigem enormes quantidades de poder computacional e chips caros.

As receitas da OpenAI em 2025 giram em torno de US$ 13 bilhões, segundo pessoas próximas à empresa, mas o grupo perde bilhões de dólares por ano à medida que investe no desenvolvimento de seus modelos, produtos e infraestrutura.

Rodadas de financiamento de alto perfil também são oportunidades para as startups se promoverem junto a potenciais clientes e funcionários em um mercado extremamente competitivo por engenheiros de IA.

A enxurrada de negócios fez com que muitas firmas de capital de risco consumissem caixa mais rapidamente do que o previsto. Algumas das maiores já iniciaram o processo de captação de novos fundos. Entre elas estão Thrive Capital, Andreessen Horowitz e Tiger Global, segundo registros públicos e pessoas familiarizadas com o assunto.

Grupos como Lightspeed Venture Partners e Dragoneer levantaram novos fundos de vários bilhões de dólares em dezembro, sinalizando que as startups mais disputadas ainda conseguirão acessar mais capital de risco em 2026.

Investidores também disseram que os fundadores das maiores startups estão reforçando seus balanços para aproveitar oportunidades de aquisição, especialmente se o sentimento dos investidores mudar no próximo ano e concorrentes menores tiverem dificuldade para captar recursos.

“Apertem os cintos”, disse Jeremy Kranz, fundador da firma de capital de risco Sentinel Global e ex-chefe de investimentos em tecnologia do fundo soberano de Cingapura GIC.

“Vai ser como uma aquisição por semana no momento em que houver um susto nos mercados públicos. Esses caras vão pegar sua capitalização de mercado de US$ 500 bilhões como empresa de capital fechado e sair comprando tudo.”

Startups de IA captam US$ 150 bilhões em 2025 – 29/12/2025 – Economia – Folha

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Alimentando o monstro que me destruirá

Surpreso, acabo de saber que a Wikipédia me aposentou como biógrafo

Mas o que seria dela sem a miríade de informações que chupa alegremente dos biógrafos e historiadores?

Ruy Castro – Folha – 27.dez.2025 

Artigo recente num site a respeito da produção de biografias afirma que, em vista da tecnologia, os biógrafos terão de procurar novas maneiras de trabalhar se quiserem continuar a ter leitores. De repente, vejo-me citado: “Até há pouco, quem quisesse saber sobre a vida da Carmen Miranda teria de ler o livro do Ruy Castro [“Carmen, Uma Biografia”]. Hoje temos a Wikipédia“. Epa! Sem saber, eu fora aposentado pela Wikipédia! Que chato! E logo agora que ainda me via com anos de trabalho pela frente! Conformado, calcei as pantufas, sentei-me na cadeira de balanço, estendi uma manta sobre as pernas e fui à dita Wikipédia para aprender sobre Carmen Miranda.

O verbete de Carmen na Wikipédia tem nada menos que 34 telas. Fui brindado com duas generosas menções ao meu livro, o que achei justo —ou ele teria de se referir a mim em pelo menos metade das linhas. Dele constam informações que levantei sobre Carmen até então nunca publicadas —sua infância na Lapa, seus namorados, as pessoas que a ajudaram a deslanchar como cantora e detalhes íntimos sobre suas dependências químicas.

Ainda me lembro de como foi difícil chegar a elas nos cinco anos de trabalho que o livro me tomou, envolvendo mais de 250 informantes e colaboradores. Hoje este livro não poderia ser feito, porque 100% das pessoas que conviveram com Carmen e com quem falei entre 2000 e 2005 já morreram. E não me consta que a tão reputada Wikipédia tenha a capacidade de ressuscitar fontes.

Aliás, pergunto-me como seria a Wikipédia sem a miríade de informações a custo levantadas pelos biógrafos e historiadores, os quais, tendo suas obras publicadas, veem essas informações tornadas públicas e, daí, aptas a serem alegremente chupadas por ela e servidas ao público à revelia deles.

“Carmen, Uma Biografia” não é o meu único livro a abastecer verbetes da Wikipédia —Wikipédia esta que não me serviu de muita coisa quando eu os estava escrevendo. No fundo, é como se eu estivesse alimentando o monstro que me destruirá.

Alimentando o monstro que me destruirá – 27/12/2025 – Ruy Castro – Folha

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Metade dos textos publicados na web já é feita por IA. Será o fim dos escritores humanos?

A inteligência artificial parece ser mais útil quando o texto é simples e segue uma fórmula

FRANCESCO AGNELLINI – Fast Company Brasil – 27-12-2025 

Com o avanço da inteligência artificial generativa, ficou cada vez mais difícil saber se um texto foi escrito por um humano ou por uma máquina. E, de acordo com um estudo divulgado pela empresa de marketing digital Graphite, mais da metade dos artigos publicados na internet hoje já é produzida por IA.

Se é mais provável encontrar textos gerados por modelos de inteligência artificial do que por pessoas, seria só uma questão de tempo até que a escrita humana se torne obsoleta? Ou estaríamos apenas diante de um avanço tecnológico ao qual acabaremos nos adaptando?

Pensar sobre essas questões me fez lembrar de “Apocalípticos e Integrados”, de Umberto Eco, uma coletânea de ensaios escritos no início dos anos 1960.

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Neles, Eco descreve duas posturas diante das mídias de massa. De um lado, os “apocalípticos”, que temem a decadência cultural e o colapso moral. Do outro, os “integrados”, que celebram novas tecnologias como um avanço democrático para a cultura. Na época, Eco falava sobre rádio e TV. 

Mas hoje, podemos ver esses mesmos comportamentos em relação à IA. Eco argumentava que nenhum desses extremos ajuda a avançar o debate. Não faz sentido encarar uma nova mídia como uma ameaça total ou solução milagrosa. Em vez disso, sugeria observar como as pessoas e comunidades realmente utilizam essas ferramentas, quais riscos e oportunidades surgem e como essas tecnologias moldam – e às vezes reforçam – as estruturas de poder.

“O QUE ACONTECERÁ COM O TRABALHO CRIATIVO – TANTO COMO PROFISSÃO QUANTO COMO FONTE DE SIGNIFICADO?”

É claro que os temores que a IA desperta entre os defensores da democracia não são os mesmos que afligem escritores e artistas. Para esses profissionais, a questão central é a autoria: como competir com sistemas treinados com base em milhões de textos e capazes de escrever em altíssima velocidade? E, caso isso se torne a norma, o que acontecerá com o trabalho criativo – tanto como profissão quanto como fonte de significado?

Antes de tudo, é importante esclarecer o que o estudo da Graphite chama de “conteúdo online”. Eles analisaram mais de 65 mil artigos aleatórios com pelo menos 100 palavras – um universo que inclui desde pesquisas científicas até textos promocionais sobre suplementos “milagrosos”.

Um olhar mais atento revela que a maior parte do conteúdo gerado está em textos voltados ao grande público: notícias, tutoriais, posts de lifestyle, resenhas e explicações sobre produtos.

Do ponto de vista econômico, esse tipo de conteúdo existe para informar ou persuadir, não para ser original ou criativo. Em outras palavras, a IA parece ser mais útil quando o texto é de baixo risco e segue uma fórmula – como uma carta de apresentação ou um texto de divulgação.

E é justamente desse tipo de demanda que vive toda uma indústria de escritores freelance – inclusive muitos tradutores – que produzem posts para blogs, textos instrutivos, materiais para SEO e conteúdos para redes sociais. A chegada dos grandes modelos de linguagem já eliminou boa parte desses trabalhos.

A IA PARECE SER MAIS ÚTIL QUANDO O TEXTO SEGUE UMA FÓRMULA – COMO UMA CARTA DE APRESENTAÇÃO OU UM TEXTO DE DIVULGAÇÃO.

VOZES HUMANAS IMPORTAM AINDA MAIS

Mas o que acontece quando as pessoas passam a depender da inteligência artificial para escrever? Pesquisas mostram que a IA pode até ajudar a superar o bloqueio criativo, mas, ao mesmo tempo, tende a reduzir a diversidade de pensamentos.

Isso aparece no estilo de escrita: os sistemas acabam empurrando os usuários para formas parecidas de escrever, apagando nuances que normalmente tornam a voz de cada pessoa única.

A IA está mesmo nos deixando mais burros? Depende de como ela é usada

Pesquisadores também observam uma tendência a padrões de escrita ocidentais – especialmente do inglês – entre pessoas de outras culturas, o que levanta preocupações sobre um novo tipo de colonialismo alimentado pela IA.

SE CONSIDERARMOS QUE A IA DEVE CONTINUAR EVOLUINDO, É PROVÁVEL QUE TEXTOS HUMANOS REFLEXIVOS E ORIGINAIS SE TORNEM MAIS VALORIZADOS

Nesse cenário, textos que expressam personalidade, intenção e originalidade tendem a ganhar ainda mais valor no ecossistema de mídia – e podem desempenhar um papel fundamental no treinamento das próximas gerações de modelos de linguagem.

Se deixarmos de lado os cenários mais catastróficos e considerarmos que a IA deve continuar evoluindo – talvez em ritmo menor do que o dos últimos anos –, é bem provável que textos humanos reflexivos e originais se tornem ainda mais valorizados.

Em outras palavras: o trabalho de escritores, jornalistas e pensadores não vai perder relevância só porque boa parte do conteúdo online já não é mais escrita por humanos.

Este artigo foi republicado do “The Conversation” sob licença Creative Commons. Leia o artigo original.


SOBRE O AUTOR

Francesco Agnellini é professor de estudos digitais e de dados na Universidade de Binghamton, Universidade Estadual de Nova York.

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Eu vi o futuro do trabalho com IA, com ganhos de produtividade de até 72X

Por Felipe Matos – Estadão – 26/12/2025

Entreguei recentemente um dos projetos mais transformadores da minha carreira – e, curiosamente, ele começou de forma bastante convencional: um pedido do Sebrae, em parceria com a consultoria ABGI, para produzir um relatório sobre políticas públicas de ecossistemas de inovação ao redor do mundo. O escopo parecia típico de consultoria: mapear falhas de mercado, analisar experiências internacionais, propor recomendações estruturadas para o Brasil. Só que, no meio do caminho, algo mudou de escala – e de natureza – a ponto de transformar o que seria um simples relatório em uma plataforma tecnológica interativa viva e, junto com ela, a minha própria visão sobre o futuro do trabalho intelectual.

Em vez de me apoiar apenas em pesquisa manual – ou mesmo auxiliada por assistentes, como o ChatGPT -, decidi experimentar algo que vinha testando em projetos menores: orquestrar agentes autônomos de inteligência artificial para fazer, em paralelo, aquilo que nenhum consultor conseguiria fazer sozinho em tempo hábil. Um único agente automatizado rodou algumas horas e voltou com uma base de 16,4 mil buscas em dez idiomas, algo humanamente inalcançável nesse prazo. A partir daí, eu sabia que a única forma de trabalhar com um volume tão grande de resultados, era usando ainda mais IA. 

Então criei uma espécie de “equipe invisível”: um agente traduzia, outro classificava, outro sintetizava, outro cruzava dados, todos operando em ciclos de calibração em que eu deixava de ser executor e passava a ser uma espécie de maestro do sistema.

O resultado dessa orquestração não coube em um PDF de 200 páginas. Em vez de um documento estático, nasceu a Lupa IA, uma plataforma web interativa onde qualquer pessoa pode explorar políticas públicas em diferentes países, filtrar por temas, visualizar relações semânticas em grafos e até conversar, em linguagem natural, com uma agente treinada sobre a própria base de dados. O que antes se encerraria em um relatório que envelhece no dia seguinte à entrega virou um produto vivo, atualizável, que continua gerando valor muito depois do fim formal do projeto.

Quando coloquei os números na mesa, percebi que não estava apenas “ganhando eficiência”, mas rompendo uma barreira: as 16.400 buscas e mais de 220 mil análises realizadas equivaleriam, no modelo tradicional, a algo como 12 anos de trabalho de um consultor dedicado, comprimidos em pouco mais de dois meses. Em vez de uma equipe de cinco a oito consultores, mais desenvolvedores, havia um único consultor humano coordenando uma constelação de agentes de IA, por uma fração do custo usual do mercado. Foi ali que caiu a ficha: com IA, pela primeira vez, consegui entregar melhor, mais rápido e mais barato, tudo ao mesmo tempo – algo que sempre me disseram ser impossível sem sacrificar pelo menos uma dessas variáveis.

Essa experiência me deixou com uma sensação ambígua: encantamento com o que se torna possível e certo incômodo com o abismo de competências que começa a se abrir não só nas atividades de consultoria, mas em todas as profissões baseadas em conhecimento. Trinta anos depois de aprender a programar em um monitor de fósforo verde, voltei a “programar sem programar”, usando linguagem natural para construir sistemas complexos. 

Percebi que o diferencial já não está em saber o que fazer, mas em saber como fazer e traduzir isso em arquiteturas híbridas entre humano e máquina. O futuro da consultoria – e, em grande medida, do trabalho qualificado – não será reservado a quem ignora a IA, mas a quem consegue transformá-la em extensão do próprio pensamento, multiplicando em 1, 20 vezes ou 70x o alcance do que antes cabia em um único cérebro e em uma única agenda.

Impactado por essa experiência, entendi que está se criando um abismo de conhecimento e habilidades entre os que sabem e os que não sabem operar dentro dessa nova dinâmica. 

Esse domínio será cada vez mais fundamental para qualquer negócio ou profissional que quer seguir competitivo. A IA não vão substituir os humanos, mas outros humanos com habilidades para amplificar seu trabalho com IA, vão. O que você faria se seu concorrente passasse a oferecer soluções 20 vezes melhores por um décimo do preço? É sobre isso. E, pensando nisso, eu decidi orientar o trabalho de educação da minha empresa, a 10K Digital, para educar pessoas e organizações sobre esse novo mundo e criar um hub de conhecimento sobre esta temática.

IA não é sobre o futuro. É sobre ser mais produtivo e competitivo agora, de preferência antes que os demais, para aproveitar o momento. Não falo de apenas saber usar ferramentas de IA, mas dominá-las de forma avançada. É a diferença entre saber fazer tabelas e operações simples no Excel e conseguir criar planilhas complexas, conectadas com bancos de dados vivos, com fórmulas complexas e macros avançadas. 

Assim como dominar o Excel na década de 1990 ou PowerPoint em 2000 era um diferencial, o conhecimento profundo de IA será a ferramenta mais importante desta década, com a diferença de que o tamanho dos benefícios e ganhos em produtividade é muito maior, assim como a velocidade dos desenvolvimentos na área.

Eu vi o futuro do trabalho com IA, com ganhos de produtividade de até 72X – Estadão

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A China está ultrapassando os EUA com IAs abertas?

Inteligências artificiais chinesas são mais baratas e mais rápidas

Ronaldo Lemos – Folha – 16.nov.2025 

Gafes revelam verdades. Veja esta. Uma startup de IA (Inteligência Artificial) do Vale do Silício, nos Estados Unidos, apresentou há poucos dias sua inteligência artificial capaz de programar.

Chamada Cursor, a empresa deixou o público impressionado com a competência e a velocidade do seu produto, muito superior à concorrência. No entanto, um detalhe chamou a atenção: a ferramenta ficava trocando as instruções em inglês por caracteres chineses enquanto realizava as tarefas.

Isso levantou a suspeita de que o produto foi construído em cima de uma IA chinesa de código aberto (a empresa não quis comentar). Se for verdade, a Cursor não está sozinha. O presidente do Airbnb revelou no mês passado que está usando uma IA do Alibaba, chamada Qwen, para o atendimento dos clientes. A razão alegada é que o Qwen seria “rápido e barato”.

Várias outras empresas americanas estão começando a usar IAs chinesas. A razão é significativa. Enquanto os EUA apostam em modelos de IA fechados, os chineses apostam em modelos abertos. Os primeiros têm se mostrado caros, pouco flexíveis e lentos.

Já os modelos chineses têm apresentado performance comparável aos modelos americanos. Mas são rápidos, baratos e “open source” (podem ser customizados, retreinados e operar a partir de servidores próprios).

Por exemplo, a empresa chinesa MiniMax alega que seu modelo M2 é comparável em competência ao modelo Claude Sonnet 4.5 da Anthropic. No entanto, o M2 custa 92% mais barato no uso que o modelo americano.

Essa inflexão já é visível nos rankings. Pegue o top dez das maiores empresas de IA em participação de mercado medida pela Openrouter. Quatro delas são chinesas: Deepseek, Qwen, Minimax e Z-AI. Em novembro de 2024 não havia nenhuma chinesa na lista.

Em outro ranking que mede somente os modelos de código aberto mais baixados, o Qwen está em terceiro lugar, logo abaixo da OpenAI e da Meta. No entanto, em termos de criação de modelos customizados a partir dele, o Qwen está na liderança, com mais de 170 mil novas IAs criadas com ele (dados da Hugging Face).

Tudo isso mostra um duelo entre filosofias distintas. As IAs americanas têm sido platônicas. Têm focado modelos de alta capacidade teórica, mas fechados, e deixando de lado preço e velocidade. As chinesas têm sido aristotélicas. Focadas em resolver problemas da realidade com modelos abertos, que podem ser retreinados e customizados, velozes e com preço menor.

Em outras palavras, as IAs americanas são modelos de grande “sabedoria”, mas ainda divorciadas da realidade prática. As chinesas pensam a sabedoria como algo instrumental, para resolver problemas que existem aqui e agora.

Tudo lembra a frase que Gurdjieff disse ainda nos anos 1920 e pode ser chave para pensar a inteligência artificial: “Se a sabedoria se distancia demais da existência, ela se torna nociva. Em vez de servir à vida e ajudar as pessoas em seus desafios, começa a complicar a vida humana, trazendo novas dificuldades, problemas e calamidades que não havia antes. Civilizações inteiras pereceram porque a sabedoria divorciou-se da existência, ou a existência se divorciou da sabedoria”. Escutemos G.

READER

Já era – Um mundo sem robôs

Já é – Inteligências artificiais fingindo ser humanas

Já vem –Humanos fingindo ser bots (como no movimento 我在人间当bot – “Sou um bot entre os humanos”, na China)

IA: China está ultrapassando os EUA com IAs abertas? – 16/11/2025 – Ronaldo Lemos – Folha

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Vídeos de IA com imagens de celebridades e anônimos mortos provocam protestos de famílias e entidades

Aplicativos de vídeos hiper-realistas como o Sora, da OpenAI, inundaram as redes recentemente e levaram a reações como Zelda Williams, filha do ator Robin Williams, que pediu que parassem de lhe enviar conteúdos com a imagem do pai

Por AFP – 24/12/2025 

Em uma realidade paralela, a rainha Elizabeth II elogia bolinhos de queijo em um supermercado, um Saddam Hussein armado até os dentes entra se exibindo em um ringue de luta livre e o Papa João Paulo II tenta andar de skate.

Vídeos hiper-realistas de celebridades falecidas, criados com aplicativos de inteligência artificial (IA) fáceis de usar, como o Sora, da OpenAI, inundam as redes sociais e suscitam um debate sobre o controle de imagem de pessoas comuns e personalidades já falecidas.

O aplicativo da OpenAI, lançado em setembro e considerado por muitos uma máquina de deepfakes (ou seja, conteúdos hiper-realistas falsos gerados por IA), produziu um fluxo de vídeos de personalidades históricas, incluindo Winston Churchill, além de celebridades como Michael Jackson e Elvis Presley.

Em um clipe no TikTok, a rainha Elizabeth II, usando coroa e colar de pérolas, chega de scooter em um combate de luta livre, passa pela corda e pula sobre um lutador. Em outro clipe no Facebook, a rainha elogia bolinhos de queijo no corredor de um supermercado. E também aparece jogando futebol em outro.

Pode ser engraçado, mas nem todos os vídeos gerados pelo modelo Sora 2, da OpenAI, provocaram risos.

Em outubro, a gigante da IA impediu os usuários de seu aplicativo Sora de criarem vídeos usando a imagem de Martin Luther King Jr. após queixas de seus herdeiros. Alguns usuários fizeram vídeos nos quais este ícone da luta pelos direitos civis rugia como um macaco durante seu famoso discurso “I have a dream” (“Eu tenho um sonho”), e fazia comentários grosseiros, ofensivos ou racistas.

— Estamos entrando no “vale da estranheza” — explicou Constance de Saint Laurent, professora da Universidade de Maynooth, na Irlanda, em alusão à teoria segundo a qual um objeto que alcança certo grau de semelhança antropomórfica ou de hiper-realismo provoca uma sensação de angústia e mal-estar.

— Se, de repente, você começar a receber vídeos de um ente querido falecido, seria traumático — disse ela. — Estes vídeos têm consequências reais.

Nas últimas semanas, os filhos do ator Robin Williams e do ativista Malcolm X condenaram o uso do Sora para criar vídeos de seus pais falecidos.

Zelda Williams, filha de Robin Williams, pediu recentemente no Instagram que parassem de lhe enviar clipes do pai gerados por IA. “É enlouquecedor”, afirmou ela.

Um porta-voz da OpenAI reconheceu que, embora “em nome da liberdade de expressão exista um forte interesse na representação de figuras históricas”, as personalidades públicas e suas famílias deveriam ter controle final sobre sua imagem. Para as personalidades falecidas recentemente, representantes autorizados agora podem solicitar que sua imagem não seja usada no Sora, acrescentou.

— Apesar de a OpenAI afirmar sua vontade de permitir às pessoas controlar sua imagem, publicaram uma ferramenta que claramente faz o contrário — afirmou Hany Farid, cofundador da empresa americana de cibersegurança GetReal Security e professor da Universidade da Califórnia em Berkeley. — Embora, em grande medida, tenham posto fim à criação de vídeos de Martin Luther King Jr., não impedem que os usuários se apropriem da identidade de muitas outras celebridades.

Falta de restrição

O problema é que o uso da imagem de determinadas personagens públicas não está restrito a um único sistema de inteligência artificial.

— Para além de a OpenAI implementar certas proteções para essa figura política, haverá outro modelo de IA que não o fará, e portanto este problema só vai piorar — advertiu Farid.

Isto ficou evidente após o assassinato este mês do diretor de cinema americano Rob Reiner, morto com a mulher, Michelle Singer, por um filho do casal, Nick. Os checadores da AFP descobriram clipes com sua imagem gerados por IA divulgados on-line.

À medida que proliferam as ferramentas avançadas de IA, a vulnerabilidade não se limita mais às figuras públicas: pessoas falecidas não famosas também podem ter seus nomes, sua imagem e suas palavras distorcidos com objetivos de manipulação.

Pesquisadores advertem que a propagação descontrolada de conteúdo sintético — chamado “AI slop” (“lixo de IA”, em tradução livre) — poderia, em última instância, afugentar os usuários das redes sociais.

— O problema da desinformação em geral não é tanto que as pessoas acreditem nela. Muita gente não acredita — disse Saint Laurent. — O problema é que veem informação real e não confiam que seja verdade. E ferramentas como o Sora vão amplificar massivamente este fenômeno.

Vídeos de IA com imagens de celebridades e anônimos mortos provocam protestos de famílias e entidades

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