Educação para o presente e futuro: STEM e STEAM


por Evandro Milet

STEM é o acrônimo em inglês para as disciplinas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática. O termo foi criado nos Estados Unidos nas discussões de política educacional e de currículos escolares para melhorar a competitividade no desenvolvimento tecnológico. Tem repercussões também nas políticas de segurança nacional e de imigração e foi pauta de discursos e forte desenvolvimento na época do Presidente Barack Obama.

A grande motivação é a previsão de que no século 21, 60% dos novos empregos exigirão o perfil que apenas 20% da atual força de trabalho possuem. Prevê-se que os postos de trabalho STEM crescerão em muito maior número do que os empregos fora desse critério, pagarão melhores salários e serão muito menos vulneráveis à demissões.

Até 2030, haverá 50 milhões de vagas abertas em todo o mundo para cargos que exigem habilidades em STEM. E o ceticismo sobre ciência, pesquisa e argumentos baseados em fatos no discurso público está em crescimento.

A lista de disciplinas nesse critério STEM inclui, entre outras: física, química, biologia, estatística, ciência da computação, psicologia, bioquímica, robótica, as engenharias elétrica, eletrônica, de computação, mecânica, civil, aeroespacial, química, acústica e de software. Inclui também astrofísica, astronomia, ótica, nanotecnologia, física nuclear, pesquisa operacional, neurobiologia, biomecânica, bioinformática, ciências atmosféricas, sistemas de informação geográfica e tecnologia educacional.

Há um entendimento que a educação científica não pode mais ser vista apenas como treinamento de elite para futuros cientistas e engenheiros, mas será necessária para todos participarem da vida moderna. Um pesquisador europeu chegou a afirmar que ser competente nas áreas STEM no ensino médio hoje é equivalente a saber ler, escrever e contar no século 19.

No Brasil esse assunto ainda é incipiente mas precisamos urgentemente dele, principalmente para o crescimento da nossa indústria. Para desenvolver esse perfil é necessário incentivar o interesse dos estudantes por essas áreas e formar professores em quantidade e qualidade. 

No último exame do Pisa, realizado em 2018, nossos alunos ficaram abaixo da média da OCDE nas três disciplinas. Ficamos na 57ª posição em leitura, 70ª em matemática e na 66ª em ciências entre os 80 países avaliados. Em 2018, a pontuação média em leitura do exame foi de 487 pontos. Em matemática e ciências foi de 489 pontos. O Brasil ficou com 413 pontos em leitura, 384 em matemática e 404 em ciências. 

Não é de admirar o negacionismo que prolifera nas redes sociais em relação às vacinas, as agressões à lógica, o terraplanismo e as confusões com gráficos e projeções.

Mais recentemente houve a iniciativa de acrescentar um “A” no acrônimo e transformá-lo em STEAM para incluir artes, onde as palavras de Steve Jobs explicam bem, quando ele citava Leonardo da Vinci: “A simplicidade é a máxima sofisticação”. E completava: “Tecnologia sozinha não é suficiente – é a tecnologia, casada com artes e humanidades, que criam o resultado que nos encantam.”

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