Leilões de rodovias: dez anos após a Lava Jato, ‘vácuo’ das construtoras ainda não foi preenchido

Após o escândalo de corrupção, editais foram migrando para uma lógica mais de atestação financeira do que de engenharia; além disso, a melhora no ambiente regulatório atraiu grupos que antes não exploravam o setor

Por Elisa Calmon (Broadcast) e Luiz Araújo (Broadcast) – Estadão – 10/10/2024 

Os leilões rodoviários realizados pelo governo entre 2007 e 2015 foram protagonizados pelas construtoras, que viviam seu melhor momento. No período, um único certame chegou a contar com 17 participantes, sendo a maioria do setor de construção. Diante de múltiplos desafios, com destaque para os impactos da operação Lava Jato, o interesse privado foi reduzido de forma abrupta. Uma década depois, embora exista expectativa de melhora na competitividade, a menor procura pode ter se tornado característica mais perene em razão de mudanças nos modelos contratuais e no amadurecimento do setor.

Enquanto os 16 leilões realizados entre 2007 e 2014 reuniram uma média de quase oito participantes, as 13 concorrências por outorgas rodoviárias entre 2015 e 2024 atraíram, na média, 2,5 ofertas. Essa média tem aumentado, com percepções de que há apetite crescente pelos ativos. O último leilão, realizado há duas semanas, foi o mais concorrido em seis anos, com quatro propostas.

A retomada gradual não tem sido protagonizada por construtoras. A tendência, vista nos últimos leilões e que tende a se consolidar, é de uma mudança de perfil dos operadores, principalmente com maior atuação de players do setor financeiro. O “vácuo” deixado por grandes nomes do setor de construção abriu espaço para gestoras, como a 4UM, que ganhou recentemente a concessão da BR-381 após uma disputa com o Opportunity.

Perda de protagonismo

As obras públicas brasileiras impulsionaram a demanda por empresas de construção, como no período da ditadura militar, por exemplo. Contudo, as companhias tinham a estratégia de diversificação dos negócios, com operações em setores variados, como alimentos, energia e indústria petroquímica. Com o “boom” das concessões nos anos 2000, elas viram espaço para explorar um novo ramo, atuando também como concessionárias.

Gestora 4UM ganhou recentemente a concessão da BR-381, em MG; número de concorrentes em leilões rodoviários caiu depois de 2015 Foto: Divulgação/ANTT

Na avaliação do advogado Luis Felipe Valerim, sócio do Valerim Advogados e Professor da FGV Direito SP, essa transição das grandes construtoras para os projetos de concessões se deu também por um “fator necessidade”, o que colabora para explicar a fuga nos anos seguintes. “Foi o que o poder público passou a ofertar. O dinheiro público disponível para contratar obras foi se tornando escasso”, explica.

Antes mesmo da derrocada relacionada aos escândalos de corrupção revelados pela Lava Jato, havia sinais de que as construtoras enfrentariam problemas para seguir gerindo os ativos. Enquanto num contrato de obra pública essas empresas recebiam o retorno financeiro integral após a conclusão dos trabalhos – em um, dois ou cinco anos -, nas concessões é necessária expertise para receber, em até 30 anos, a partir do pagamento de tarifas de pedágio.

“O negócio foi se mostrando inviável. Passada a etapa de maior investimento, as construtoras perdiam o interesse. Então elas estavam ali como principais players do negócio, mas não tinham interesse em manter a operação como concessionárias. As concessões começaram a ficar ruins”, afirma o advogado Fernando Marcondes, especialista em infraestrutura do MAMG. Esses primeiros sinais, relembra, foram dados a partir de pedidos de revisão de contratos e de saída das concessões.

Escândalos de corrupção

Deflagrada em março de 2014, a Operação Lava Jato tinha como foco propinas relacionadas à Petrobras, em um esquema que ficou conhecido como “Petrolão”. Ao longo de 80 fases da investigação, as maiores construtoras do País entraram na mira. Odebrecht, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão e Camargo Corrêa tiveram executivos indiciados e grandes multas a serem pagas, além do desgaste de imagem, o que diminuiu a capacidade de investimentos, inclusive em rodovias.

“Grandes grupos de infraestrutura nacionais competiam entre si. Eles conheciam o Brasil, entendiam nossos riscos e tinham porte financeiro para os projetos. Em um momento crítico, entre 2015 e 2016, as empresas quebraram e ainda não tínhamos atraído estrangeiros. Houve um gap e passamos um bom tempo sem licitantes”, observa Valerim.

A Odebrecht, agora Novonor, foi uma das construtoras a participar do “boom” de concessões na época das “vacas gordas”. Em 2013, arrematou a BR-163, uma das principais rodovias de transporte de soja em Mato Grosso. A operação foi devolvida para o poder público em 2022, com a venda pelo valor simbólico de R$ 1 para o governo estadual.

A Galvão Engenharia ganhou a disputa pela BR-153, entre Goiás e Tocantins. Quatro anos depois, em 2017, o governo federal declarou a caducidade do contrato após a companhia não conseguir executar os investimentos previstos. Em 2021, o trecho foi novamente leiloado e arrematado pela EcoRodovias e GLP.

A construtora Triunfo entrou em recuperação judicial em 2019, citando a Operação Lava Jato como um dos motivos. A Concebra, do grupo Triunfo, solicitou, no ano seguinte, a devolução da BR-060/153/262, que vai de Brasília (DF) até Betim (MG). A empresa atribuiu o pedido à frustração de um financiamento esperado e também da receita, que foi derrubada pela recessão de 2014 a 2016, “causada por diversos fatores políticos e econômicos”.

Mudanças nos processos

As mudanças nos processos de concessões, em aperfeiçoamentos já esperados entre os lotes, também influenciam o cenário atual. Especialmente após a Lava Jato, os editais foram migrando para uma lógica mais de atestação financeira do que de engenharia. Paralelo a isso, uma melhora no ambiente regulatório atraiu grupos que antes não exploravam o setor.

A advogada Ana Luísa Diniz Silva, especialista em infraestrutura do Rolim Goulart Cardoso, observa que, embora as construtoras não estejam figuradas como protagonistas, seguem participando dos certames. Ela cita a presença de construtoras em consórcios como os que disputaram, neste ano, o trecho da BR-040 entre Belo Horizonte e Juiz de Fora, em Minas Gerais.

“O afastamento das construtoras pode estar mais relacionado à entrada de novos players e ao aumento no número de projetos. Antes, concessões rodoviárias não eram tão frequentes, então as construtoras viam essas oportunidades como algo a não ser perdido. Com mais leilões, as oportunidades são mais distribuídas”, considera a especialista.

Para Luis Felipe Valerim, ainda que as mudanças no perfil dos concorrentes se consolide – com o protagonismo de gestoras de investimentos -, há uma sobrevida para as construtoras. “No fim do dia, uma construtora vai ser contratada para executar a obra. Não precisa ser ela a concessionária”, considera.

Leilões de rodovias: dez anos após a Lava Jato, ‘vácuo’ das construtoras ainda não foi preenchido – Estadão (estadao.com.br)

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Paradoxo da humanidade é ter que desacelerar, mas rápido, diz Yuval Noah Harari

Autor de ‘Sapiens’ e ‘Nexus’ discutiu a busca desenfreada por crescimento e engajamento na Feira de Frankfurt

Walter Porto – Folha – 17.out.2024 

Frankfurt (Alemanha)

O grande paradoxo do nosso tempo é que a humanidade precisa desacelerar —mas rápido. Foi essa a conclusão da palestra de Yuval Noah Harari na Feira de Frankfurt, destaque do maior evento do mercado literário, nesta quarta à noite.

O intelectual israelense, autor do fenômeno “Sapiens” e do novo “Nexus”, falava tanto da corrida desenfreada de um capitalismo que avassala o meio ambiente quanto da busca das empresas de tecnologia por mais e mais engajamento dos usuários.

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“Muitas dessas empresas dizem em privado que gostariam, sim, de ir mais devagar e reduzir o engajamento, mas isso quer dizer que seu competidor vai mais rápido. E elas se veem sempre como os bonzinhos contra os maus. Não confiam em outros humanos, mas confiam na inteligência artificial.”

Ele dividia o palco com o filósofo japonês Kohei Saito, que prega a desaceleração com base numa visão sistêmica do marxismo. Sua obra é publicada no Brasil pela Boitempo, que lança em novembro seu “O Capital no Antropoceno”, tornado best-seller no Japão.

Ainda que os dois intelectuais tenham visões contrastantes —Harari se alinha mais ao pensamento liberal—, ambos se unem no alerta contra uma era do crescimento incessante que não enxerga os recursos do planeta como exauríveis, aposta em algoritmos desumanos para aumentar a produtividade e é descrente em soluções políticas que aumentem o bem-estar de forma sustentável.

A conversa que se viu no palco de Frankfurt simbolizou um apelo em comum para que todo mundo diminua um pouco o ritmo —um pacto que, convenhamos, soa tristemente utópico no mundo de hoje.

“Um dia a internet vai ser inútil, de tanta informação errada despejada lá, e as pessoas poderão enfim descobrir que livros e jornais podem ser bem úteis”, disse Saito, arrancando risos e aplausos de uma plateia deveras inclinada à defesa da leitura offline.

É algo que se afina ao discurso que Harari vem defendendo mais recentemente, inclusive em entrevista à Folha, sobre a diferença entre informação, conhecimento e verdade.

“É inocente a visão de que inundar o mundo com informação é algo bom”, disse ele. “Porque esse ponto de vista assume que informação é o material cru da sabedoria. E não é verdade, muita informação é lixo. Ficção é barata de fazer e pode ser tão simples quanto você quiser, enquanto a verdade é complicada e cara de se obter.”

O autor de “Homo Deus” usou um exemplo quase universal. O retrato de Jesus Cristo, afirmou ele, é o mais disseminado da história e nenhuma de suas imagens é verdadeira, já que ele nunca foi retratado e a Bíblia não traz descrições sobre como ele era. Toda essa informação, apesar de não ser factual, “é útil, porque criou uma das redes mais poderosas da história, a religião cristã”.

“Informações como essas conectam, mas não necessariamente são verdadeiras. A verdade muitas vezes fica por trás do silêncio e da chatice. Quem não tem tempo para se entediar raramente descobre coisas novas.”

Agora, a ficção na qual mais pessoas acreditam não tem nada a ver com religião, segundo ele —é o dinheiro. “Os melhores contadores de histórias do mundo não são os vencedores do Nobel de Literatura, mas os do Nobel de Economia”, brincou.

Paradoxo da humanidade é desacelerar rápido, diz Harari – 17/10/2024 – Ilustrada – Folha (uol.com.br)

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Investimento em áreas verdes resfria Singapura, mais quente que São Paulo

Cidade-Estado asiática adota medidas para lidar com o calor constante acima dos 30ºC

Luciano Trindade – Folha – 12.out.2024 

Singapura

Em Marina Bay, os arranha-céus refletem a luz do sol sobre as águas da baía artificial, enquanto um parque se destaca com árvores altas e jardins exuberantes.

São paisagens que simbolizam a união entre arquitetura moderna e natureza em Singapura, onde a umidade acima de 80% e o calor são suavizados pelo investimento massivo em áreas verdes.

A cidade-Estado asiática de apenas 6 milhões de habitantes (cerca de metade da população da cidade de São Paulo) é uma ex-colônia britânica que se tornou independente da Malásia em 1965.

Atualmente um dos maiores centros financeiros do mundo, virou uma referência em sustentabilidade —por uma questão de sobrevivência. Localizado bem próximo à linha do Equador, Singapura é consistentemente mais quente, por exemplo que a capital paulista, com menos temperaturas variáveis durante o ano, tendo uma média anual de 28ºC. Em São Paulo, esse índice é de 20ºC.

Assim como as principais metrópoles do mundo, Singapura teve um rápido processo de urbanização e de crescimento de sua população, sobretudo nas últimas seis décadas —seus habitantes estão espalhados em uma ilha principal e 60 ilhas menores, que compõe um território de 719 km², o equivalente à metade de São Paulo. Também cometeu os mesmos erros que outras cidades globais, sobretudo em construções que limitam o fluxo de vento e retém bolsões de calor.

O fato de ter aquecido o dobro da média global nos últimos 60 anos fez o governo destinar esforços e investimento para reviver espaços verdes e explorar novas possibilidades, como jardins verticais, visíveis em toda parte.

Especialistas apontam que plantar mais árvores e criar espaços verdes é a maneira mais eficaz de reduzir a temperatura de uma cidade. De acordo com Naomi Clara Hanakata, professora do Departamento de Arquitetura da Faculdade de Design e Engenharia da NUS (Universidade Nacional de Singapura), é nesse conceito que a nação asiática se concentra.

“O desenvolvimento urbano de Singapura exemplifica uma abordagem bastante progressiva em relação à sustentabilidade, equilibrando a vida urbana densa com a necessidade de espaços verdes”, diz ela à Folha. “Outras iniciativas, como telhados e paredes verdes também ajudam a combater o calor urbano, melhorar a qualidade do ar e gerenciar águas pluviais, contribuindo para a resiliência climática da cidade.”

A especialista destaca, ainda, que os projetos arquitetônicos mais recentes de Singapura já nasceram com um conceito voltado à sustentabilidade.

“O [parque] Gardens by the Bay, por exemplo, tem biodomos e jardins verticais, enfatizando o design ecológico e promovendo a biodiversidade. O Supertree Grove [as superárvores] não servem apenas como um marco visual, mas também funciona como um coletor de energia solar e um sistema de coleta de água da chuva”, explica a professora.

A coleta da água da chuva é uma medida necessária diante da escassez de recursos naturais no país. Singapura transformou grande parte de seu território em uma rede de reservatórios de água da chuva. Aproximadamente 90% da área urbana é coberta por canais que abastecem 17 reservatórios.

Além disso, também foi desenvolvido um avançado sistema de drenagem que ajuda a evitar enchentes.

Áreas verdes melhoram o clima de Singapura

Embora o Gardens by the Bay tenha sido planejado em 2005, quatro anos antes do lançamento do Plano de Sustentabilidade e Eficiência de Recursos, toda a execução do projeto se tornou uma referência no país.

Renovado em 2021 como parte do objetivo de zerar as emissões do país, o plano recomenda a integração de vegetação diretamente nos edifícios, como jardins em terraços e nas fechadas.

A ideia é que as folhagens criem uma espécie de persiana natural, sombreando a estrutura, além de isolar o concreto do calor, reduzindo a necessidade de ar condicionado, embora os aparelhos ainda estejam por toda parte.

A Marina Bay, por sua vez, foi projetada para reduzir o calor de várias construções de uma vez, por meio de uma corrente de água gelada que passa por canos isolados. Isso reduz tanto o consumo de energia como o calor despejado no ar.

Em Singapura, tem sido dada cada vez mais atenção à aplicação de sistemas baseados na natureza (SbN) para a mitigação da poluição ambiental. O principal mérito das SbN é que oferecem soluções sustentáveis e económicas para mitigar os impactos negativos de vários desafios ambientais emergentes

Rajasekhar Balasubramanian

professor do departamento de engenharia ambiental da NUS (Universidade Nacional de Singapura)

O país adota medidas para melhorar a qualidade do ar e reduzir a poluição. O professor Rajasekhar Balasubramanian, do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Faculdade de Design e Engenharia da NUS explica uma das estratégias para mitigar a poluição causada pelos carros.

“A vegetação à beira das estradas é apropriadamente projetada, instalada e utilizada em Singapura para mitigar a poluição do ar causada pelo tráfego local. As plantas podem absorver poluentes da atmosfera”, afirma. “Alternativamente, as barreiras de vegetação podem melhorar a dispersão do ar poluído, levando à diminuição das concentrações de poluentes atmosféricos.”

Ainda que seja uma referência global, os modelos sustentáveis adotados por Singapura, contudo, não são de fácil reprodução em outros locais. Entre outros fatores, o país tem tem um sistema político centralizado e é comandado desde a independência pelo mesmo partido, o Ação Popular, de centro-direita.

Denise Duarte, engenheira civil especialista em adaptação climática e professora da FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo) da USP (Universidade de São Paulo), explica que Singapura fez uma escolha ao tratar o clima como sua prioridade.

“O investimento em adaptação à mudança do clima deveria ser prioridade em qualquer lugar do mundo, inclusive São Paulo”, diz. “Mas é aquela velha questão, aqui se investe em obras de infraestrutura cinza, como viadutos, estradas, avenidas, enfim, coisas que geralmente dão voto. Por outro lado, costuma se dizer que o investimento em saneamento não dá voto porque não aparece”, afirma a engenheira.

Investimento em áreas verdes resfria Singapura – 12/10/2024 – Cotidiano – Folha (uol.com.br)

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Preconceito de idade é mau para os negócios, e os exemplos estão aí

Abandonar a ideia de que apenas os jovens podem ser inovadores abre caminho para novas e empolgantes oportunidades de negócios


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TIM MUELLER – Fast Company Brasil – 15-10-2024 

No início do filme “Skyfall“, James Bond encontra seu novo chefe na National Portrait Gallery, em Londres, para uma troca de engenhocas e gentilezas. A escolha do ator Ben Whishaw para interpretar o personagem Q foi uma mudança em relação às adaptações anteriores de Bond. Tanto o personagem quanto o ator eram muito mais jovens do que o protagonista dos romances de Ian Fleming.

Os roteiristas focaram na diferença de idade e criaram um momento brilhante na tela. Enquanto a dupla observa uma icônica pintura a óleo de J.M.W. Turner, Bond começa a questionar a competência de seu jovem superior. Q, imperturbável com a crítica, diz secamente: “idade não é garantia de eficiência.” Ao que Bond responde: “e juventude não é garantia de inovação.”

Organizações em busca de inovação e eficiência podem aprender muito com esse diálogo sarcástico. Isso levanta questões como: a idade importa? Ser jovem dá uma vantagem em inovação? Há uma correlação positiva entre longevidade da empresa e eficiência?

OS ESTEREÓTIPOS DE JUVENTUDE E INOVAÇÃO

Antes de podermos responder a essas perguntas, precisamos nos aprofundar na troca entre Bond e Q. As frases de efeito estão carregadas de uma bagagem cultural tão antiga quanto a própria humanidade, refletindo os clássicos estereótipos do homem mais velho e sábio ancião e do jovem empreendedor.

No entanto, Bond e Q invertem esses estereótipos. Ambos sugerem que nem os jovens nem os velhos podem reivindicar o monopólio sobre inovação ou eficiência.

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No nível organizacional, isso implica que uma instituição estabelecida e dona de um rico legado pode ser tão inovadora quanto uma startup disposta a causar disrupção. Da mesma forma, novos players podem ser tão eficientes – ou até mais – do que veteranos do setor.

Abandonar a ideia de que apenas os jovens podem ser inovadores abre caminho para novas e empolgantes oportunidades de negócios para aqueles que estão há muito tempo no mercado, aqueles que começaram recentemente a se destacar e todos os que estão entre esses dois extremos.

AS CONSEQUÊNCIAS NEGATIVAS DOS ESTEREÓTIPOS

Vamos examinar uma oportunidade com mais detalhe: o desenvolvimento de estratégia. É comum que organizações de todos os tipos e idades cometam um ou mais erros ao traçar suas estratégias.

O que acontece é que muitas confundem estratégia com planejamento. Complicam demais a escolha de ferramentas e cenários ou, pior ainda, desperdiçam dinheiro projetando suas próprias ferramentas.

Elas falham em envolver as pessoas certas com as habilidades certas, dedicam pouco tempo e esforço para examinar os erros e acertos passados e não prestam a devida atenção às necessidades dos consumidores. E, principalmente, adotam uma visão estreita do cenário competitivo e cooperativo.

Estereótipos relacionados à idade muitas vezes tornam difícil distinguir amigos de inimigos, às vezes com efeitos catastróficos. Pense no número de empresas que faliram ou perderam uma fatia substancial do mercado porque foram pegas de surpresa por concorrentes que não estavam no radar?

A falência da gigante de locação de vídeos Blockbuster, em 2010, é talvez o caso mais conhecido. O ponto decisivo veio quando a empresa falhou em capitalizar o surgimento do streaming digital, que estava ganhando força devido aos avanços tecnológicos e às mudanças nos hábitos dos consumidores.

NEM OS JOVENS NEM OS VELHOS PODEM REIVINDICAR O MONOPÓLIO SOBRE INOVAÇÃO OU EFICIÊNCIA.

Em 2000, a Blockbuster deixou passar a oportunidade de comprar uma startup de aluguel de DVDs da Califórnia chamada Netflix, por US$ 50 milhões. Anos depois, viu a Netflix transformar seu modelo de assinatura fixa em uma prática padrão da indústria e, em seguida, transformar seu modelo de negócios para streaming sob demanda.

Hoje, a Netflix é uma das maiores plataformas de streaming e produtora de conteúdo original do mundo, enquanto a Blockbuster é um poderoso lembrete de que longevidade não garante sucesso.

Preconceitos etários podem levar organizações à falta de ação, fazendo-as perder oportunidades de mercado e negligenciar potenciais ameaças da concorrência. Decisões gerenciais míopes e modelos de negócios muito estreitos também podem resultar em oportunidades perdidas para parcerias importantes.


SOBRE O AUTOR

Tim Mueller é fundador e diretor da consultoria de recursos humanos Chester & Fourth. 

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The Economist: A China está escrevendo as novas regras tecnológicas do mundo

País está definindo padrões para tudo, desde 6G até computação quântica

Por Estadão/The Economist – 12/10/2024

Um smartphone é um testemunho do poder da padronização. Composto por componentes de centenas de fornecedores, ele pode encontrar um sinal em praticamente qualquer lugar do mundo e se conectar a uma grande variedade de dispositivos auxiliares, tudo porque inúmeras empresas se submeteram a um conjunto comum de especificações técnicas.

O modo como essas regras são definidas é um mistério para a maioria das pessoas. Órgãos globais, como a Organização Internacional de Padronização (ISO) e a União Internacional de Telecomunicações (UIT), reúnem periodicamente empresas e especialistas em tecnologia para elaborar acordos.

Durante décadas, esse processo foi dominado pelos Estados Unidos, pela Alemanha e pelo Japão, cujas empresas se beneficiaram muito com o sistema. A IBM, uma empresa americana de computação que detém mais de 100 mil patentes, ganhou no ano passado um belo valor de US$ 366 milhões (R$ 2 bilhões) com o licenciamento de sua propriedade intelectual.

A Qualcomm, uma empresa americana de semicondutores cuja tecnologia é onipresente em dispositivos sem fio, obtém cerca de um quarto de seu lucro bruto com o licenciamento.

Há muito tempo os governos reconhecem o valor da definição de padrões. No passado, a Grã-Bretanha e a Alemanha brigavam pelas especificações dos telegramas. Hoje, a batalha pelos padrões é entre a China e o Ocidente. O que está em jogo é o futuro de tecnologias que vão desde a comunicação sem fio até a computação quântica e a inteligência artificial (IA).

Nos últimos anos, a China vem se tornando mais assertiva no processo de definição de padrões. No mês passado, a ITU aprovou três novos padrões técnicos que serão incorporados à tecnologia móvel de sexta geração (6G). As regras estão relacionadas à forma como as redes integram a IA e produzem experiências imersivas em áreas como a realidade virtual. Elas foram desenvolvidas pela Academia Chinesa de Ciências (CAS), que é controlada pelo governo central, e pela China Telecom, uma empresa estatal.

Apesar dos esforços do governo dos Estados Unidos para manter os equipamentos chineses fora das redes móveis no maior número possível de países, a tecnologia sem fio continuou a se tornar cada vez mais chinesa. Graças, em parte, à adoção de seus padrões no exterior, a Huawei, fabricante chinesa de equipamentos de telecomunicação, ganhou mais dinheiro desde 2021 licenciando sua tecnologia para empresas do que pagando a elas pela sua tecnologia.

O crescente papel da China na definição de padrões vai muito além das redes móveis. Empresas chinesas como a Xiaomi, fabricante de smartphones, e a BOE Technology, maior produtora de telas de LED do mundo, também parecem estar se beneficiando de royalties vinculados a padrões técnicos.

A Hikvision, fabricante chinesa de tecnologia de vigilância apoiada pelo governo da China (e colocada na lista negra dos Estados Unidos), tem se envolvido cada vez mais na definição de padrões. A China tem até mesmo desempenhado um papel de liderança na formação dos primeiros padrões globais para a tecnologia quântica.

Ao contrário do Ocidente, que tende a recorrer a empresas privadas e associações do setor no processo de definição de padrões, a abordagem da China é liderada por seu governo. 

Em 2018, o governo estabeleceu um plano para que o país esteja na vanguarda dos padrões técnicos em áreas que vão de telecomunicações a drones e IA até 2035.

Os padrões chineses são desenvolvidos em institutos estabelecidos sob os ministérios do governo. Os esforços são coordenados pela Administração de Padrões da China (SAC), que organiza a maioria das interações do país com os órgãos de padrões globais.

Os funcionários de normas do Ocidente sentem inveja dessa atenção generosa. Ao visitar a China, fiquei surpreso ao descobrir que havia dezenas de milhares de pessoas concentradas no desenvolvimento de normas em todo o país e que os membros seniores da burocracia chinesa tinham um forte domínio de regras técnicas complicadas.

O governo chinês também fez um esforço conjunto para que seus funcionários fossem nomeados para órgãos de padrões internacionais. Eles ocuparam cargos de alto escalão em várias organizações importantes e integraram os comitês técnicos onde as decisões são tomadas. Muitas reuniões sobre padrões globais agora são realizadas na China.

O governo da China também procurou alterar a forma como os padrões são definidos. Ele tentou desviar a atenção das confabulações lideradas por empresas para a UIT, um órgão da ONU onde tem maior influência. Também organizou mais de 100 acordos bilaterais de padrões, principalmente com países do sul global. Durante uma conferência com líderes africanos no mês passado, ela acrescentou novos acordos com Benin e Níger.

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Padrões duplos

Esses acordos dão à China maior apoio para suas especificações técnicas preferidas em órgãos como a UIT, observa Alex He, do Centre for International Governance Innovation, um think-tank canadense. Mesmo que isso não aconteça, a China ainda poderá se beneficiar da adoção de seus padrões em países com os quais estabeleceu acordos bilaterais. As empresas ocidentais que se recusarem a adotar os padrões chineses poderão se ver impedidas de entrar nesses mercados.

Para o governo da China, o que está em jogo é mais do que os lucros das empresas. Os padrões podem codificar valores sociais profundamente em uma tecnologia. Muitos recursos da Internet projetada pelo Ocidente, por exemplo, tendem a promover a privacidade individual em detrimento do controle centralizado, o que irrita o governo autoritário da China.

Assim, nos últimos anos, a Huawei tem feito campanhas para reescrever os padrões que sustentam a Internet. Em 2019 e 2022, a Huawei propôs protocolos alternativos de Internet na ITU que teriam permitido um nível muito maior de controle governamental. Nenhuma delas foi bem-sucedida, mas receberam apoio de Estados-membros como Irã, Rússia e Arábia Saudita.

Em abril, o Conselho de Comércio e Tecnologia, um fórum de cooperação entre a América e a Europa sobre questões econômicas, divulgou uma declaração dizendo que as democracias devem permanecer na vanguarda das tecnologias emergentes, inclusive definindo os padrões que as sustentam.

A crescente influência da China no processo de definição de padrões globais não passou despercebida pelos formuladores de políticas nos Estados Unidos e na Europa. Assim como a China, eles estão começando a interferir mais no processo de definição de padrões, diz Tim Rühlig, do Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia, outro think-tank.

O Chips and Science Act dos Estados Unidos, sancionado em 2022, deu ao National Institute of Standards and Technology, um órgão governamental, a tarefa de desenvolver padrões para IA e segurança cibernética, e ampliou seu papel na coordenação do envolvimento dos Estados Unidos com órgãos de padrões internacionais.

Do outro lado do Atlântico, alguns formuladores de políticas querem que o Instituto Europeu de Normas de Telecomunicações (ETSI) desempenhe um papel mais importante no combate à crescente influência da China na UIT e em outros órgãos globais.

Nesse processo, o Ocidente vem abandonando seu compromisso com uma abordagem de baixo para cima e baseada no mercado para definir padrões técnicos. “Estamos sendo forçados a minar um sistema que tem sido muito eficaz e com o qual temos lucrado há muito tempo”, lamenta Rühlig. Em mais de um sentido, a China está fazendo com que o Ocidente siga suas regras.

The Economist: A China está escrevendo as novas regras tecnológicas do mundo – Estadão (estadao.com.br)

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China tem quase o dobro de projetos de energia solar e eólica em construção ante o resto do mundo

País está a caminho de alcançar 1,2 mil gigawatts (GW) de capacidade instalada de energia solar e eólica até o final de 2024, seis anos antes da meta do governo

Por Marcos Furtado – Estadão – 12/07/2024 

Um estudo da Global Energy Monitor (GEM), ONG que analisa a indústria de energia global, divulgado nesta quinta-feira, 11, apontou que o volume de projetos de energia eólica e energia solar em construção na China é quase o dobro que os do resto do mundo combinados. As informações são do The Guardian.

O jornal aponta que o país tem 180 gigawatts (GW) de energia solar em escala de serviço em construção e 159 GW de energia eólica. Os 339 GW em construção das duas fontes somadas estão bem à frente dos 40 GW em construção nos Estados Unidos, que aparecem em segundo lugar no ranking mundial do volume de projetos em construção. O Brasil aparece em terceiro, com 12,9 GW de energia solar e eólica em construção.

O volume total de energia solar na China pode ser ainda maior porque a análise foi feita apenas em fazendas solares com capacidade de 20 megawatts (MW) ou mais e os parques solares de pequena escala representam cerca de 40% da capacidade solar do país.

Os dados reforçam a liderança da China na produção global de energia renovável, diz o The Guardian, em meio à crescente preocupação norte-americana com a grande capacidade chinesa e o dumping, particularmente na indústria solar. O dumping consiste na exportação de produtos a preços abaixo do custo de produção no país de origem para eliminar a concorrência e conquistar uma fatia maior de mercado.

O The Guardian destaca que a China experimentou um salto em energias renováveis nos últimos anos, incentivado por um forte apoio governamental. O presidente da China, Xi Jinping, enfatizou a necessidade de “novas forças produtivas de qualidade”, um slogan que significa o desejo de redirecionar a economia chinesa para tecnologia e inovação. O líder também afirmou que “novas forças produtivas de qualidade” incluem o fortalecimento da manufatura verde.

Entre março de 2023 e março de 2024, a China instalou mais energia solar do que o total dos três anos anteriores. As instalações dessa época também superaram as do resto do mundo combinadas para 2023, de acordo com analistas da GEM. O país está a caminho de alcançar 1,2 mil gigawatts (GW) de capacidade instalada de energia solar e eólica até o final de 2024, seis anos antes da meta do governo.

“A onda inabalável de construção garante que a China continuará liderando na instalação de energia eólica e solar no futuro próximo, muito à frente do resto do mundo”, afirma o relatório do estudo da GEM.

Desafios das energias renováveis na China

Analistas alertam, no entanto, que será necessária ainda mais capacidade renovável se a China quiser cumprir o seu objetivo de reduzir a intensidade de carbono da economia em 18%, o que é um fator importante na redução das emissões. A intensidade de carbono refere-se a quantos gramas de CO2 são liberados para produzir um quilowatt-hora de eletricidade.

Análises anteriores sugerem que o país precisará instalar entre 1.600 GW e 1.800 GW de energia eólica e solar até 2030 para alcançar sua meta de produzir 25% de toda a energia a partir de fontes não fósseis. Entre 2020 e 2023, apenas 30% do crescimento no consumo de energia foi alcançado por fontes renováveis, em comparação com a meta de 50%.

Há ainda a dependência da rede elétrica da China do carvão, visto como necessário para reduzir a intermitência da energia renovável. O GEM e o Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo descobriram em pesquisas anteriores que as aprovações de novas usinas de carvão aumentaram quatro vezes entre 2022 e 2023 na comparação com o período anterior de cinco anos, de 2016 a 2020.

As tensões geopolíticas, como a guerra na Ucrânia, que chamou a atenção de muitos países para o fornecimento de energia, e grande

s cortes de energia em partes da China nos últimos anos aumentaram as preocupações da segurança energética do país. Os analistas dizem que um armazenamento melhor e uma maior flexibilidade da rede são necessários para usar eficientemente o volume crescente de energia limpa sendo gerada nas fazendas eólicas e solares da China.

China tem quase o dobro de projetos de energias renováveis em construção do que o resto do mundo – Estadão (estadao.com.br)

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Você é etarista? Provavelmente sim, mesmo que ainda não saiba

Como todo mundo está envelhecendo, a maioria das pessoas estará sujeita ao preconceito de idade em algum momento da vidas


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ABBY MILLER LEVY – Fast Company Brasil – 12-10-2024

Você é preconceituoso com relação à idade das pessoas? Provavelmente, sim – talvez até sem perceber.

O preconceito de idade, conhecido como “etarismo” é um dos “ismos” menos reconhecidos, mas mais difundidos. Ele ocorre quando se faz suposições sobre uma pessoa ou grupo de pessoas com base na idade que você acha que elas têm.

O etarismo se refere aos preconceitos e às distorções que as pessoas nutrem contra indivíduos mais jovens ou mais velhos. Como todos estão envelhecendo, a maioria estará sujeita ao preconceito de idade em algum momento da vida.  

Talvez você não ache que é preconceituoso por não conhecer as três formas mais comuns de preconceito de idade: institucional, interpessoal e autodirecionado. 

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– Etarismo institucional: incorporado em leis, políticas e práticas, especialmente por parte dos empregadores, o preconceito etário institucional é amplamente percebido, mas tratado de forma inadequada. Em uma pesquisa nos EUA, quase 80% dos entrevistados com 60 anos ou mais relataram ter sido discriminados por causa da idade. Uma pesquisa europeia constatou que o preconceito de idade foi o  tipo de discriminação sofrido com mais frequência, superando os de gênero, etnia, deficiência, religião ou orientação sexual.

– Etarismo interpessoal: de tão arraigado no dia a dia, muitas vezes passa despercebido. Mas o fato é que o preconceito interpessoal contra a idade é generalizado. Dois em cada três adultos mais velhos (65%) relataram exposição diária a mensagens discriminatórias em relação à idade. Isso inclui ouvir, ver e/ ou ler frequentemente ou ocasionalmente piadas sobre velhice, envelhecimento ou pessoas idosas (61%). 

– Etarismo autodirecionado: é o nosso próprio medo de envelhecer, reforçado por normas sociais e mensagens da mídia, que cria em nós atitudes preconceituosas. Se você já disse “estou velho demais para isso” ou riu de um lapso de memória dizendo “estou ficando esclerosado”, então você é culpado por nutrir preconceitos contra si mesmo. 

POR QUE ESSE ASSUNTO IMPORTA

Aqui estão quatro incentivos pessoais para que você deixe de lado seu preconceito interno com relação à idade. 

1. Você poderia viver mais e com mais saúde: sua mentalidade pode estar tirando anos de sua vida.  Pesquisas mostram que as pessoas com visões positivas sobre o envelhecimento vivem 7,5 anos a mais do que aquelas com visões negativas.  

2. Você corre o risco de afetar sua segurança financeira: o Fórum Econômico Mundial publicou um  relatório sobre etarismo em 2020, resumindo: “a comunidade global tem o papel e a responsabilidade de combater o preconceito de idade, que é a barreira mais impenetrável para a busca de um envelhecimento saudável.” O relatório demonstra como o etarismo afeta negativamente nossas carteiras em termos de perda de produtividade e custos desenfreados com saúde.  

Robert de Niro e Anne Hathaway em cena do filme “Um Senhor Estagiário” (Crédito: Warner Bros.)

3. Você poderia aproveitar mais as fases da sua vida: se você pudesse viver até os 120 anos, isso mudaria sua carreira? Um estudo recente da  AARP registrou que 24% das pessoas com mais de 50 anos dizem que não pretendem se aposentar – nunca. Com mais pessoas trabalhando por mais tempo, o conceito de aposentadoria está desaparecendo, sendo substituído por uma visão mais fluida das fases da vida. 

4. Você poderia impulsionar sua carreira: adote a diversidade de idade para impulsionar o desempenho. Pesquisas mostram que equipes com diversidade de idade criam um trabalho melhor, promovem a mentoria bidirecional e aumentam a satisfação no trabalho.

Em 2020, fundei a  Primetime Partners, um fundo de risco que apoia empreendedores que criam soluções para o tempo de saúde, tempo de riqueza e tempo de trabalho, na esperança de melhorar a experiência do envelhecimento.

PRECISAMOS PERDER O HÁBITO DE FAZER COMENTÁRIOS DEPRECIATIVOS COM BASE NA IDADE.

Por meio de nosso trabalho, constatei como as três formas de preconceito de idade impedem a inovação e a mudança. A maioria dos preconceitos é inconsciente e não podemos combatê-los se não estivermos cientes disso.

Veja a seguir três atitudes que podemos tomar para nos tornar mais conscientes de nossos comportamentos preconceituosos.

Mudar crenças para ser mais receptivo à idade

Dê uma olhada na biblioteca de imagens do  Age Without Limits  ou na conta do Instagram de David Stewart, @weareageist. Você terá a experiência de ver as diferentes idades e fases da vida através de lentes positivas e provavelmente vai se identificar com essas imagens.

Investir em amizades com pessoas de diferentes gerações

Meu parceiro de negócios, o venerável Alan Patricof, completará 90 anos em mais alguns dias e trabalha em tempo integral. Ele é um dos vários exemplos de uma vida bem vivida em todas as fases. Da mesma forma, meus colegas que dirigem empresas de risco na casa dos 20 anos são influências importantes. O melhor antídoto para o preconceito de idade são os relacionamentos entre gerações. 

Mude o modo de pensar sobre sua própria idade e sobre a dos outros

Quantas vezes eu já disse: “ele está ótimo, para a idade que tem”? Por outro lado, quantas vezes suspirei de frustração e disse: “ah, isso é coisa de millennials”? Precisamos perder o hábito de fazer comentários depreciativos com base na idade.

Pode começar hoje mesmo. Afinal, ninguém aqui está ficando mais jovem.


SOBRE A AUTORA

Abby Miller Levy é sócia e fundadora da consultoria e fundo de investimento Primetime Partners.

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Relatório estima que mercado de produtos e serviços de IA pode faturar US$ 990 bilhões até 2027

ecommercebrasil.com.br – 11/10/2024

O mercado global de hardware e software voltado à Inteligência Artificial (IA) deverá crescer de 40% a 55% ao ano, alcançando entre US$ 780 bilhões e US$ 990 bilhões até 2027, segundo o quinto Relatório Global de Tecnologia da Bain & Company. O estudo explora como os avanços rápidos na IA estão moldando o setor, destacando oportunidades em Small Language Models (SLM), data centers maiores, IA corporativa e eficiência de software, que juntas impulsionarão o mercado para perto de um trilhão de dólares em faturamento nos próximos três anos.

Expansão de data centers e escassez de chips

A Bain estima que as cargas de trabalho de IA cresçam de 25% a 35% ao ano até 2027, gerando uma demanda exponencial por processamento. Isso poderá fazer com que os data centers, hoje com consumo entre 50 e 200 megawatts, alcancem mais de 1 gigawatt em uso energético até 2033. O aumento de demanda por Unidades de Processamento Gráfico (GPUs) pode pressionar a cadeia de suprimentos, elevando a procura por componentes em até 30% até 2026. Com essa pressão, a escassez de semicondutores pode se intensificar.

IA soberana: desafios e oportunidades

Diversos países, como Canadá, França e Índia, estão investindo em IA soberana, utilizando dados locais para criar infraestrutura doméstica de IA. Segundo a Bain, o desenvolvimento de ecossistemas de IA soberana será custoso e desafiador, exigindo mais que subsídios governamentais. Empresas de tecnologia terão que enfrentar questões de proteção de dados e gestão de fornecedores, ao mesmo tempo em que utilizam novos modelos de IA, como o Retrieval-Augmented Generation (RAG), para otimizar tarefas de computação perto de onde os dados estão armazenados.

Desenvolvimento de softwares mais eficientes

Com a chegada da IA generativa, há uma pressão crescente sobre as empresas de software para melhorar a eficiência. A pesquisa da Bain aponta que a IA generativa pode economizar de 10% a 15% do tempo de desenvolvimento. No entanto, muitas empresas ainda não aproveitam plenamente esse potencial. Quando aplicada corretamente, a tecnologia poderia aumentar a eficiência em até 30%, mas isso requer a adoção de uma abordagem de ponta a ponta em todo o ciclo de desenvolvimento.

Fusões e aquisições (M&A) no setor de tecnologia

A Bain também destaca que as transações de M&A no setor de tecnologia mudaram o foco de aumentar escala para adquirir novas capacidades e mercados, com 80% das transações nos últimos seis anos sendo de “escopo”. Esse padrão deve continuar, especialmente diante dos obstáculos regulatórios que dificultam os negócios de aumento de escala.

Relatório estima que mercado de produtos e serviços de IA pode faturar US$ 990 bilhões até 2027 – E-Commerce Brasil (ecommercebrasil.com.br)

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Dobradinha da inteligência artificial no Nobel de Física e de Química é sinal de uma nova era

Os prêmios para Hinton e de Hassabis marcam o início do protagonismo da IA nas descobertas científicas

Por Alexandre Chiavegatto Filho – Estadão – 09/10/2024 

O reconhecimento de Geoffrey Hinton e Demis Hassabis, dois dos maiores visionários da inteligência artificial (IA), pelos comitês do Nobel de Física e de Química de 2024 aponta para mais do que um reconhecimento pessoal: é o sinal de que o impacto da IA ultrapassou o campo da estatística e programação, e já está transformando as ciências naturais.

Este momento marca uma virada no modo como entendemos o papel da inteligência artificial na ciência. Até recentemente, esses algoritmos eram vistos como uma ferramenta auxiliar, algo que poderia acelerar cálculos ou processar grandes volumes de dados. Agora, a IA é uma protagonista criativa, capaz de encontrar soluções que os humanos levariam anos ou até décadas para descobrir.

Geoffrey Hinton revolucionou a área de machine learning ao popularizar o backpropagation, uma técnica que permite às redes neurais ajustar seus parâmetros após a predição, facilitando o aprendizado profundo e possibilitando avanços importantes em reconhecimento de padrões e processamento de dados complexos.

Demis Hassabis, por sua vez, impulsionou a química com a criação do AlphaFold, um modelo de machine learning que resolveu o problema de predição do dobramento de proteínas com uma precisão sem precedentes, transformando o campo da biologia molecular e abrindo portas para a descoberta de novos medicamentos.

Ao longo de décadas, a IA foi frequentemente vista com desconfiança. Pesquisadores da área tiveram que ouvir incrédulos por muito tempo que a maior revolução tecnológica da história não passaria de um hype ou, na melhor das hipóteses, de uma bolha prestes a estourar. No entanto, conforme os algoritmos demonstraram seu poder transformador em áreas como saúde, biologia e ciências exatas, o ceticismo foi dando lugar ao reconhecimento.

O desenvolvimento de algoritmos que conseguem predizer, modelar e resolver problemas científicos complexos, coloca a IA como uma ferramenta imprescindível para as novas descobertas do futuro. Isso vai além de facilitar experimentos ou análises; a IA está moldando as perguntas que fazemos e os horizontes que conseguimos observar.

As contribuições de Hinton e Hassabis não apenas influenciaram o modo como abordamos a pesquisa científica, mas transformaram a forma como compreendemos os próprios fenômenos físicos e químicos.

Embora Hinton e Hassabis não sejam nem físicos nem químicos, eles conquistaram o prêmio mais prestigiado dessas áreas. É comum pesquisadores de IA afirmarem que os algoritmos não substituirão empregos humanos, mas que aqueles que usarem IA tomarão o lugar dos que não a adotarem. E agora também os prêmios.

Opinião por Alexandre Chiavegatto Filho

Professor Livre Docente de inteligência artificial na Faculdade de Saúde Pública da US

Dobradinha da inteligência artificial no Nobel de Física e de Química é sinal de uma nova era – Estadão (estadao.com.br)

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Open talent: 27% dos brasileiros querem ser “contratados como freelancer”

Modalidade deve alcançar US$ 1,1 bilhão no mundo. No Brasil, estima-se que 1,5 milhão de pessoas atuem no segmento


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REDAÇÃO FAST COMPANY BRASIL – 09-10-2024 | WORK LIFE

O open talent, modalidade de trabalho que permite flexibilidade dos profissionais e das empresas, ainda gera dúvidas no Brasil. Mas é um formato que cresce entre os colaboradores. Levantamento feito pela Ollo em parceria com a Orbit Data Science aponta que mais de 27% das pessoas no país estão prontas e “ávidas” para atuar na modalidade – e que 9% já estão começando.

De acordo com a pesquisa da Future Markets Insight, o mercado de open talent deve crescer 11,7% ao ano até 2032 no mundo, chegando a US$ 1,1 bilhão de recursos. No Brasil, estima-se que 1,5 milhão de pessoas atuem neste segmento, e a tendência é de alta.

“Em mercados emergentes, ainda estamos no início da curva, com taxas de crescimento expressivas, típicas de um segmento em expansão”, explica Karina Rehavia, CEO da Ollo.

O open talent é a relação entre empresas e profissionais na qual os colaboradores não têm exclusividade com seus contratantes e podem atuar em diferentes projetos ao mesmo tempo. 

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Para as empresas, significa ter acesso a profissionais altamente especializados.  A NASA atua com o modelo open talent desde 2011, o que permite trabalhar de maneira pontual com cientistas. Companhias menores podem, por exemplo, contratar partes de serviço de um grande executivo, num modelo flexível para ambos os lados.

Apesar de recente, o mercado de open talent é promissor. De acordo com pesquisa publicada pela Upwork, somente nos Estados Unidos, em 2023, havia mais de 30 milhões de profissionais atuando como freelancers, gerando mais de US$1,2 trilhão para a economia do país.

PONTOS POSITIVOS E NEGATIVOS

O sistema inclui não só os freelancers como também as plataformas que conectam serviços a pessoas, como a da Ollo. De acordo com Karina, o open talent é uma “abordagem mais ampla e flexível da contratação de talentos, na qual empresas buscam profissionais qualificados fora de suas estruturas tradicionais, utilizando plataformas digitais para encontrar e contratar freelancers, consultores e especialistas”.

No levantamento da Ollo, 26% dos entrevistados mostraram ter dúvidas sobre como funcionam sites de freelancers e 15% ainda não sabem qual plataforma escolher. A maioria dos freelancers gosta desse esquema de trabalho, mas se sente sobrecarregada e aponta como é cansativo esse formato. 

NOS ESTADOS UNIDOS, EM 2023, HAVIA MAIS DE 30 MILHÕES DE PROFISSIONAIS ATUANDO COMO FREELANCERS.

A pesquisa ainda mostra que há diferenças no universo freelancer entre o profissional autônomo por projeto e o prestador de serviços temporários. A primeira categoria tem mais estabilidade e melhores remunerações.

Feito a partir de uma análise de 11,4 mil comentários em redes sociais entre abril de 2023 e 2024, o levantamento da Ollo mostra os muitos aspectos do que significa participar do segmento open talent.

A busca e o preparo para jobs, por exemplo, apareceu em 29% dos comentários. Há viés positivo nos comentários sobre a vida de freelancer. Necessidade de renda extra, dificuldade em gerenciar o tempo e inseguranças com relação ao modelo flexível são os principais sentimentos negativos com relação ao open talent

Há uma profusão de avaliações sobre como o profissional livre no mercado enxerga o open talent. “Inclusive, apareceram novas nomenclaturas, como talent as a service ou freelancer, o que mostra que, de fato, além de novo, é algo transformador”, afirma Karina.


SOBRE O(A) AUTOR(A)

Conteúdo produzido pela Redação da Fast Company Brasil. 

Open talent: 27% dos brasileiros querem ser “contratados como freelancer” | Fast Company Brasil

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