Essa obras ensinam a questionar melhor e tomar decisões mais conscientes
GABRIEL NASSIF – Fast Company Brasil – 09-09-2025
Dominar o pensamento crítico é uma habilidade cada vez mais valorizada nos estudos, no trabalho e na vida pessoal, porque amplia a criatividade, fortalece a tomada de decisões e ajuda a combater a desinformação. Essa habilidade significa analisar informações, questionar suposições e argumentar com lógica.
No mercado de trabalho essa competência é ainda mais importante. O pensamento crítico permite analisar cenários complexos, resolver problemas de forma lógica e tomar decisões mais fundamentadas.
Na era da sobrecarga de dados e informações, distinguir fontes confiáveis de manipulações intencionais também se torna crucial. Pensando nisso, alguns autores publicaram livros que podem auxiliar o desenvolvimento de uma mente mais atenta e alerta; confira os títulos:
10 livros para mudar o ponto de vista e turbinar o pensamento crítico
1. O livro ilustrado de maus argumentos
A obra de Ali Almossawi apresenta 19 falácias lógicas com ilustrações simples e explicativas. O objetivo do livro é fazer o leitor reconhecer erros de raciocínio no dia a dia e desenvolver clareza ao argumentar.
2. ¿Cómo pensar como Sherlock Holmes?
Inspirado no famoso detetive, o livro da escritora espanhola, Maria Konnikova, ensina hábitos mentais que fortalecem observação, lógica e foco. A obra mostra como evitar conclusões apressadas e adotar um raciocínio mais atento.
3. Os Seis Chapéus Do Pensamento
O autor, Edward de Bono, propõe um método que organiza o pensamento em seis perspectivas, representadas por chapéus coloridos. A técnica é útil em discussões em grupo e no planejamento individual.
4. Mindset de Explorador: por que Algumas Pessoas Veem as Coisas Claramente e Outras Não
A obra de Julia Galef defende a importância de enxergar a realidade como ela é, sem distorções. Em contraposição ao pensamento defensivo, a autora estimula abertura, curiosidade e disposição para rever ideias.
5. Rápido e devagar: Duas formas de pensar
O livro de Daniel Kahneman explora os dois modos de funcionamento da mente: o rápido e intuitivo e o lento e reflexivo. O objetivo da obra é compreender falhas de julgamento e melhorar a tomada de decisões.
6. Pense de novo: O poder de saber o que você não sabe
O autor Adam Grant incentiva a reavaliar crenças e a aceitar mudanças de opinião diante de novas evidências. A obra é um convite para praticar a humildade intelectual.
7. Factfulness: O hábito libertador de só ter opiniões baseadas em fatos —
Baseado em pesquisas e dados, o livro mostra como percepções negativas muitas vezes distorcem a visão do mundo. A obra da autora Hans Rosling ensina a interpretar informações de forma mais equilibrada e realista.
8. Calling Bullshit: The Art of Skepticism in a Data-Driven World
A obra colaborativa entre Carl Bergstrom e Jevin West oferece ferramentas para detectar manipulações e dados distorcidos, especialmente em um cenário dominado por estatísticas e informações enganosas.
9. Como mentir com estatística
Considerado um clássico no gênero, a obra revela truques usados para manipular números e induzir conclusões erradas. Nesse livro, o autor Darrell Huff ensina a interpretar estatísticas com mais senso crítico.
10. O mundo assombrado pelos demônios
Um dos principais defensores do ceticismo científico, Carl Sagan apresenta argumentos em defesa da ciência e da razão. O livro incentiva o questionamento constante e combate a crenças infundadas.
Essas dez obras oferecem caminhos práticos para exercitar a lógica, o ceticismo e a autocrítica, incentivando um pensamento mais livre e criativo.
Desenvolver o pensamento crítico fortalece decisões mais conscientes, além de melhorar a comunicação e ajudar a enfrentar a desinformação.
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Economistas dizem que automação mais barata pode explicar por que o país mantém a manufatura de baixo custo mesmo com o aumento dos salários
Por Ryan McMorrow, Haohsiang Ko e William Langley – Valor/Financial Times – 07/09/2025
Os fabricantes de robôs nacionais da China estão liderando uma onda de automação de baixo custo que está ajudando fábricas locais a produzirem mais bens a preços menores, permitindo ao país aumentar sua participação nas exportações globais, mesmo em produtos intensivos em mão de obra.
O plano “Made in China 2025” do presidente chinês, Xi Jinping, e outras iniciativas governamentais impulsionaram o desenvolvimento de fabricantes de robôs locais, além de injetar investimentos e crédito na indústria.
As fábricas chinesas estão instalando cerca de 280 mil robôs industriais por ano, metade do total global, elevando a proporção de robôs por trabalhador do país a um patamar acima do da Alemanha e próximo ao da líder Coreia do Sul, segundo a Federação Internacional de Robótica.
Dados do grupo de pesquisa chinês MIR Databank mostram que cerca da metade desses robôs são fabricados por empresas nacionais, como a Chengdu CRP Robot Technology, que conquistou clientes locais oferecendo preços mais baixos do que concorrentes globais.
“Nem todo mundo precisa de um Audi A8. Para muitos cenários, nossa funcionalidade e estabilidade são suficientes”, disse Li Liangjun, diretor da CRP. Seus robôs de soldagem são vendidos por cerca de 60% do preço dos concorrentes japoneses Yaskawa e Fanuc, além dos da ABB e Kuka.
Economistas acreditam que a automação agressiva pode ajudar a explicar por que a China contrariou o trajeto típico de desenvolvimento, que normalmente envolve a perda da manufatura de baixo custo à medida que os salários aumentam.
Dados comerciais compilados pelo Growth Lab da Universidade Harvard mostram que a China aumentou sua participação nas exportações globais em uma série de indústrias intensivas em trabalho entre 2019 e 2023.
A participação global da China na exportação de pequenos produtos manufaturados, como vassouras, esfregões e canetas, aumentou 9 pontos percentuais, atingindo 52,3% no período de quatro anos. As exportações de móveis ganharam cerca de 1,5 ponto percentual em participação de mercado, enquanto a fatia da China nas exportações globais de brinquedos subiu de 54,3% para 56,9%.
Esse fenômeno ocorre mesmo em um momento de aumento dos custos trabalhistas no país. O trabalhador médio de uma fábrica em Dongguan ganha cerca de US$ 729 por mês, enquanto um equivalente na Índia pode ganhar US$ 194, de acordo com estatísticas governamentais de ambos os países.
“É bastante impressionante”, disse Leah Fahy, economista da China na Capital Economics. “Historicamente, à medida que os países se desenvolvem, os custos trabalhistas aumentam e eles deixam de produzir esses bens.”
A tendência pode ser observada em uma fábrica em Sichuan, uma província do sudoeste, onde robôs de soldagem da Chengdu CRP estão unindo peças de aço para formar o chassi de um triciclo elétrico.
“Com cada robô, nossos custos com mão de obra caem pela metade e nossa eficiência aumenta”, disse Song Ling, vice-gerente da Shuangsheng New Energy Vehicle, a pequena empresa proprietária da fábrica. “Não há outra escolha senão automatizar.”
Nos últimos três anos, a Shuangsheng automatizou cerca de metade de sua linha de produção, optando por comprar dezenas de máquinas fabricadas localmente após testá-las contra modelos de grupos japoneses. A fábrica agora exporta volumes crescentes de triciclos e tuk-tuks de carga, vendidos a aproximadamente US$ 841, para o sudeste asiático, África e também para os EUA.
Li, da CRP, disse que fábricas locais estão comprando seus robôs chineses mais acessíveis para fabricar diversos produtos de baixo valor agregado, incluindo triciclos, móveis, equipamentos de ginástica e bicicletas.
“No passado, a China dependia de sua grande população de 1,3 bilhão de pessoas e da mão de obra barata para conquistar seu status como potência manufatureira”, acrescentou Li. “Agora, a China está mantendo sua vantagem trabalhista com trabalho robótico em vez de trabalho humano.”
Na Shuangsheng, dezenas de robôs CRP começaram a substituir soldadores que podiam exigir salários mensais de até US$ 2,1 mil. O governo espera que muitos trabalhadores operacionais possam se qualificar e migrar para uma crescente força de trabalho “colarinho roxo” de técnicos em robótica.
Mas o emprego geral em indústrias intensivas em trabalho está em declínio. De 2011 a 2023, o número de trabalhadores em grandes empresas de 12 setores intensivos em mão de obra caiu cerca de 26,5%, segundo dados do governo chinês.
Jiang Xiangqian, vice-presidente da fabricante de robôs Topstar, afirmou que, no fim das contas, os robôs substituirão todos os trabalhadores de fábrica. “Não precisaremos de uma única pessoa em toda a cadeia”, disse ele.
No polo têxtil de Keqiao, no sul do país, Jay Ye, dono da Shaoxing Longkai Textile, comprou várias máquinas de impressão e bordado de grande porte para substituir trabalhadores e aumentar a produtividade.
Ye disse que as máquinas produzidas localmente ajudaram a dobrar a produção de sua fábrica, ao mesmo tempo em que aumentaram as margens de lucro. “Na Índia eles ainda estão bordando à mão”, disse Ye. “Nós estamos usando máquinas.”
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Funções que eram a porta de entrada para o setor agora são feitas por inteligência artificial. Programadores, engenheiros e cientistas de dados devem ser os mais atingidos
O rápido avanço da inteligência artificial (IA) generativa está redesenhando o mercado de trabalho em muitos setores, mas, pela primeira vez, essa revolução digital afeta os próprios profissionais de tecnologia. Ferramentas de IA capazes de escrever códigos, corrigir erros e sugerir melhorias já assumem tarefas que, nos últimos anos, foram a porta de entrada para os iniciantes na tecnologia da informação (TI). Para especialistas, trata-se de um paradoxo: o atual salto tecnológico coloca sob risco quem o provocou.
Programadores, engenheiros e cientistas de dados tendem a ser os primeiros substituídos por máquinas. Nos EUA e na Europa, big techs já cortam vagas para compensar os altos investimentos em IA. No Brasil, o cenário é outro: tecnologia ainda é o setor que mais abre oportunidades. A Brasscom, associação das empresas de TI no país, projeta a criação de 88 mil empregos formais até o fim deste ano. A demanda seguirá em alta.
Oito em cada dez empresas do setor pretendem contratar nos próximos dois anos, e quase metade vai focar em estagiários e iniciantes, segundo pesquisa da Brasscom com a Fundação Telefônica Vivo. Isso porque ainda há no Brasil um descasamento de 30% entre novas vagas e recém-formados na área. No entanto, habilidades decisivas há pouco tempo agora dão lugar à exigência de outras competências desses profissionais sob a influência da IA.
Não basta ter domínio das linguagens de programação, é preciso saber trabalhar com sistemas de IA. O programador clássico, que na última década escrevia seus códigos de forma “braçal”, agora dá lugar a quem sabe orquestrar algoritmos e consegue pensar além deles. O perfil demandado mudou. Criatividade, por exemplo, será mais importante nos próximos cinco anos que a simples análise de dados.
— Funções repetitivas como suporte técnico básico e analista de testes manuais de software já são impactadas pela IA e perderam relevância. Até porque essas novas tecnologias substituem o trabalho mais operacional dos desenvolvedores — afirma Elisa Jardim, gerente da consultoria de recrutamento Robert Half, citando habilidades em machine learning (aprendizado de máquina), cloud (computação em nuvem) e cibersegurança como mais procuradas pelas empresas. — Quem se atualiza e busca entender novas tecnologias tem boas chances de se recolocar. Mas não basta ser só um conhecedor de IA. Os profissionais precisam de pensamento crítico e conhecimento de diversas áreas. Entender aspectos sociais e éticos também é essencial.
‘Bengala’
Se a régua já subiu na hora de contratar profissionais de TI, a adaptação para os que estão em início de carreira tem sido um processo cheio de incertezas. A IA já é aliada indispensável para acelerar tarefas, mas saber equilibrar seu uso no dia a dia ainda é um desafio.
Formado em Física pela Unicamp em 2019, o cientista de dados Giulliano Pastor trabalhou nos últimos anos em duas instituições financeiras. Viu de perto a popularização de sistemas como ChatGPT e Cursor, trocando com colegas impressões sobre até que ponto cada um se apoiava neles. Com o tempo, ele se acostumou a delegar tarefas mais complexas à IA, o que lhe abria tempo para outras funções, como a de planejamento.
— Antes tínhamos que escrever linha por linha (do código). Agora não. Você diz para a IA: “Preciso que o código faça isso e aquilo”, e ela faz o bloco de código pra você. Isso é muito prático, então ficou fácil depender disso — conta.
Mas essa dependência cobrou dele um preço. Desligado há pouco mais de um mês, participou de um processo seletivo em que o uso de IA no teste era proibido. Travou em tarefas que considera simples.
— Foi um pouco chocante. Eu me deparei com questões que eram fáceis, mas, por eu depender da IA durante algum tempo para executar as tarefas, fiquei travado por ter que escrevê-las do zero. É como se eu precisasse daquela “bengala” — diz Pastor, que ouviu algo parecido de colegas. — Muitos se sentem com “síndrome do impostor” ao delegar tudo para a IA e não se sentem mais programadores.
Mercado de trabalho de tecnologia — Foto: Editoria de Arte
Agora, Pastor decidiu refazer o caminho. Voltou às videoaulas de Python para resgatar fundamentos e às competições de programação em sites para testar habilidades.
Giovanni Bassi, um programador com 30 anos de experiência, diz que a IA avançou a tal ponto que pode assumir algumas tarefas simples antes destinadas a profissionais juniores, trazendo o risco de corte de vagas na base. Mas, para ele, não deveria ser assim:
— Sem abertura para iniciantes, como teremos os profissionais seniores no futuro?
No Pitang Labs, laboratório de inovação tecnológica no Recife, o gerente de inovação Carlos Victor Gomes já não imagina sua equipe trabalhando sem IA. Com cerca de 400 colaboradores, a empresa está institucionalizando o uso de assistentes virtuais de código. E já colhe frutos: a produtividade cresceu 35%, e a geração de testes automatizados, 50%.
— Sinto que não tem mais volta. A IA acelera o trabalho e diminui a carga cognitiva. A gente está voando — ele diz.
Análise e ação
Segundo Gomes, a rotina do programador vem mudando. Antes, era necessário lembrar de todas as configurações para escrever um código numa espécie de bloco de notas. Depois, chegaram os IDEs (interfaces que passaram a completar funções e facilitar a navegação pelo código). Com a IA, os IDEs ganharam “esteroides”, ele define. Além de sugerir trechos, as ferramentas apontam erros, sugerem correções, indicam arquivos relevantes e até montam planos de ação.
Migrações complexas ficaram mais ágeis, a exemplo de um sistema de 20 anos feito em Delphi (ferramenta criada nos anos 1990 para desenvolvimento rápido de aplicações comerciais) que foi levado para a web em apenas seis meses. A IA também permite que provas de conceito sejam desenvolvidas em tempo recorde para clientes, diz Gomes:
— Sem apoio da IA, as pessoas vão ficar tão obsoletas que talvez programar sem ela não sirva mais. Ou só faça sentido em casos muito específicos ou extremamente complexos.
Ele conta que entrevistas de emprego no Pitang Labs já incluem perguntas sobre uso de IA. E acredita que algumas profissões cederão espaço no futuro para outras. A tendência, para Gomes, é saírem de cena postos de analistas de negócios e de requisitos. Ao mesmo tempo, engenheiros de prompt (que formulam os pedidos certos aos sistemas de IA) e de plataformas (que conectam fluxos e sistemas) devem ganhar destaque.
Universidades correm para contemplar novas exigências do mercado
Ainda é cedo para medir o impacto da IA no setor de tecnologia, mas a pressão também chega às universidades.
Para Jo Boaler, professora de Stanford (EUA) e idealizadora da abordagem “Mentalidades Matemáticas”, é preciso modernizar a disciplina e remover conteúdos sem utilidade. Ela diz que o ganho da IA seria devolver a professores e alunos tempo para fazer o que a máquina não faz: pensamento crítico, flexível e criativo.
— Alunos que aprendem a fazer perguntas críticas, a pensar com flexibilidade e a interpretar respostas da IA terão espaço no mercado — afirma.
No Porto Digital, no Recife, um dos principais polos de tecnologia do país, metade das 475 empresas lá instaladas usa IA no dia a dia, conta Pierre Lucena, presidente do hub. Para ele, o desafio não é saber se os profissionais vão adotar a IA, mas fazer a universidade acompanhar o ritmo de mudanças cada vez mais rápidas:
— As universidades estão estacionadas, e não só no Brasil.
Universidades parceiras do Porto Digital discutem formas de aprimorar a aprendizagem com auxílio da IA, conta Lucena. A expectativa é, a partir do ano que vem, ter ferramentas de IA em atividades práticas durante a residência no hub:
— A IA precisa fazer parte do dia a dia. Agora, mais que nunca, a educação vai ser fundamental. Se formava para processos repetitivos, agora precisa preparar para níveis de abstração muito mais complexos.
O Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) lançou, no ano passado, seu primeiro curso de graduação que coloca a matemática em sintonia com a transformação tecnológica. O bacharelado Matemática da Tecnologia e Inovação combina teoria, ciências da computação e de dados e física. Mas 20% da carga horária é ocupada por humanidades e línguas, num esforço para estimular criatividade e visão mais ampla desse novo mundo. Para Marcelo Viana, diretor-geral do Impa, a dimensão humana é indispensável à formação, já que decisões críticas sobre a vida das pessoas têm sido tomadas pelos algoritmos das plataformas:
— Quem terá mais chances de prosperar no mercado futuro é quem tiver múltiplos talentos e capacidade de ser criativo e se adaptar a um cenário em mutação acelerada.
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Equipamentos com aparência humana já estão prontos para operar no mundo real
Por Gerrit De Vynck e Lisa Bonos – Estadão/The Washington Post -06/09/2025
Em um condomínio de escritórios em frente a um depósito da Amazon, os robôs estão trabalhando.
Um trio de máquinas de quase dois metros de altura, com pernas semelhantes às de avestruzes e dois braços articulados, trabalha em turnos, saindo de uma plataforma de recarga para mover caixas entre duas esteiras transportadoras até a hora de recarregar novamente.
Robôs na fábrica da Tesla, em 2022 Foto: Tesla/Divulgação
Essa visão do futuro do trabalho é um ponto de testes no final de uma linha de montagem para a construção de robôs humanoides projetados para ocupar vagas em depósitos e fábricas de automóveis. Engenheiros humanos nas proximidades observam se há erros enquanto as máquinas são testadas.
A Agility Robotics, uma empresa de 10 anos criada a partir do laboratório de robótica da Oregon State University, afirma que sua fábrica foi projetada para fabricar 10 mil robôs por ano. Alguns dos robôs que ela construiu já estão trabalhando em armazéns de comércio eletrônico e fábricas de peças automotivas.
Os robôs humanoides são ícones antigos do futuro, ao lado das viagens espaciais e dos carros voadores. Alguns líderes tecnológicos e investidores acreditam que agora é hora de começar a transformar em realidade os robôs, que têm estrutura corporal básica próxima a de humanos.
Eles argumentam que robôs com pernas, braços e dedos podem tomar nossos lugares, transformando rapidamente a economia ao trabalhar em residências e outros espaços projetados em torno da forma humana.
“Se pudéssemos construir esses robôs incríveis, poderíamos implantá-los exatamente no mundo que construímos para nós mesmos”, disse Jensen Huang, CEO da empresa de chips de inteligência artificial (IA), Nvidia, e figura central no boom atual da IA, para uma arena lotada durante sua palestra na feira de tecnologia CES, em Las Vegas, em janeiro.
Huang estava acompanhado por 14 robôs humanoides de diferentes empresas. Ele comparou o potencial deles ao chatbot da OpenAI, que impulsionou a revolução da IA em curso após seu lançamento em novembro de 2022. “O momento ChatGPT para a robótica geral está chegando”, disse Huang.
Oficinas acadêmicas e corporativas vêm construindo robôs humanoides há décadas, mas eles têm sido, em grande parte, curiosidades, e não trabalhadores produtivos. Colocar máquinas sobre duas pernas, em vez de rodas ou uma base fixa, introduz uma série de problemas de engenharia e segurança, limitando o quanto elas podem levantar e aumentando o risco de cair sobre pessoas próximas.
Agora, os avanços na robótica que tornam os projetos humanoides mais capazes e acessíveis estão se combinando com o aumento dos investimentos em inteligência artificial para criar um novo impulso para tornar essas máquinas úteis.
Anos de progresso constante tornaram os robôs com pernas melhores em equilibrar-se e caminhar em terrenos difíceis. Baterias aprimoradas permitem que eles operem por mais tempo sem precisar de cabos de alimentação industriais. Os desenvolvedores de IA estão adaptando as inovações por trás de serviços como o ChatGPT para ajudar os humanoides a agir de forma mais independente.
“Você tem todas as inovações necessárias para resolver esse problema, que é construir robôs que interajam com o mundo real como os humanos”, disse Sankaet Pathak, fundador da Foundation, empresa com sede em São Francisco.
O progresso desencadeou uma onda de investimentos e transformou esses robôs em um símbolo da ideia de que a IA em breve reorganizará o mundo na escala prometida pelos líderes tecnológicos.
Elon Musk, cuja montadora de carros elétricos, Tesla, está construindo seu próprio equipamento chamado Optimus, disse que os robôs serão “o maior produto da história” e que “todos os humanos vão querer um e alguns vão querer dois”. Analistas do Morgan Stanley previram que os Estados Unidos terão 78 milhões de robôs humanoides trabalhando até 2050.
Os investidores colocaram mais de US$ 5 bilhões em startups de robótica humanoide desde o início de 2024, de acordo com a empresa de dados financeiros Pitchbook, e as maiores empresas de tecnologia também estão apostando nesse mercado.
A Amazon, que gastou bilhões transformando a logística do comércio eletrônico com robôs industriais convencionais, contribuiu com uma rodada de investimentos de US$ 150 milhões na Agility, em 2022 e testou os robôs da empresa em seus armazéns.
A Meta está trabalhando na integração de sua própria tecnologia de IA com robôs, e os pesquisadores do Google estão colaborando com a Apptronik, uma startup sediada em Austin.
“Estamos falando do maior mercado que qualquer um de nós verá. Para as grandes empresas de tecnologia, ficar de fora não é uma escolha”, disse o CEO da Apptronik, Jeff Cardenas, em uma entrevista.
Uma série de empresas de robôs humanoides surgiu na China, líder mundial em manufatura complexa, onde o governo está subsidiando o setor. Seis dos 14 robôs que dividiram o palco com Huang, da Nvidia, foram fabricados por empresas chinesas; cinco eram americanos. A chinesa Unitree vende um humanoide de 35 kg e 1,30 m de altura por US$ 16 mil.
Os modelos de linguagem de IA podem decompor uma instrução como “fazer uma omelete” em tarefas para um robô seguir. Mas ainda não está claro como dar às máquinas de forma confiável a inteligência física ou a intuição necessárias para coisas como pegar um ovo e quebrá-lo cuidadosamente em uma tigela sem uma programação específica.
Esses desafios podem ser ignorados pela forma como uma aparência humana torna os robôs mais divertidos.
Em uma recente noite de sexta-feira, jovens na casa dos 20 anos lotaram uma antiga doca de carga no porão de um espaço de coworking de IA na Market Street, em São Francisco, para assistir a um clube de luta de robôs.
Dois humanoides fabricados na China pela Unitree e pela Booster Robots enfrentaram-se usando luvas de boxe e capacetes acolchoados. Quando um robô derrubou o outro, a multidão de espectadores se pressionou contra a grade que cercava o ringue e gritou de alegria. Alguns jogaram notas falsas na arena.
A cena parecia tirada de um romance de ficção científica cyberpunk, mas também mostrava as limitações da tecnologia atual. Os lutadores usavam seu próprio software para se manterem em pé e equilibrados, mas seus chutes e socos eram direcionados por operadores humanos com controles remotos.
Primeiras contratações
Os executivos da Agility reconhecem os desafios de aperfeiçoar a forma humanoide, mas afirmam que seus robôs estão começando a se tornar capazes o suficiente para encontrar empregos em um setor importante dos Estados Unidos.
A revolução do comércio eletrônico gerou armazéns espalhados por todo o país, onde os produtos devem ser organizados e os pedidos dos clientes montados e enviados, mas alguns trabalhadores humanos afirmam que o trabalho repetitivo é mal remunerado e os deixa propensos a lesões.
A Agility aluga seus robôs para donos de armazéns que, segundo ela, têm enfrentado dificuldades para manter seus postos de trabalho ocupados por humanos, incluindo a empresa de logística GXO, que os utiliza em um armazém da Spanx Shapewear, em Flowery Branch, Geórgia, a nordeste de Atlanta. Os robôs pegam cestas de roupas de robôs com rodas e as levam até esteiras transportadoras que as levam para outras partes das instalações.
O diretor comercial da Agility, Daniel Diez, disse que instalações como essa representam um primeiro passo para os robôs humanoides em empregos remunerados. “Esse trabalho é remunerado, e estamos de olho em implantações em grande escala apenas fazendo isso, e é nisso que estamos focados”, disse ele.
A empresa alemã de peças automotivas, Schaeffler, usa robôs da Agility para carregar e descarregar equipamentos em uma fábrica em Cheraw, Carolina do Sul. As fábricas de peças automotivas se tornaram um campo de testes preferido para robôs humanoides, com a Boston Dynamics, empresa famosa por seus vídeos de robôs dando saltos mortais para trás, realizando testes com sua proprietária majoritária, a Hyundai. A Fundação afirmou que também trabalha com montadoras, mas se recusou a identificá-las.
Apesar desses projetos-piloto, alguns veteranos do setor afirmam que ainda não está claro se as máquinas bípedes podem funcionar de maneira confiável e segura no mundo real.
“A destreza desses robôs não é fantástica. Existem limitações de hardware e software. Definitivamente, há preocupações com a segurança”, disse Scott LaValley, fundador da Cartwheel Robotics, que trabalhou com robôs para a Boston Dynamics e para a Disney, incluindo um robô Baby Groot inspirado no personagem de “Star Wars”.
Os equipamentos industriais e os robôs geralmente têm um botão de parada de emergência, mas a maioria dos robôs humanoides precisa, assim como os seres humanos, gastar energia constantemente para se manter em equilíbrio sobre duas pernas. Se a energia for cortada, um robô bípede geralmente cai no chão, podendo causar danos a objetos ou pessoas próximas.
LaValley, cuja empresa está projetando um robô do tamanho de uma criança destinado a interagir socialmente com as pessoas, diz que os humanoides terão sucesso primeiro não como trabalhadores físicos — o caso de uso que mais empolga a indústria —, mas como companheiros.
Aaron Prather, diretor de programas de robótica e sistemas autônomos da ASTM International, uma organização que define padrões de segurança, disse que o fato de os robôs humanoides parecerem mais identificáveis pode agravar os riscos de uma implantação prematura.
“Quando vemos esses robôs, pensamos que eles são mais capazes, então baixamos a guarda, achando que eles são seguros, parecem conosco, vão agir como nós, e isso é uma faca de dois gumes”, disse ele. “Tenho muito medo de que alguém faça algo estúpido e alguém se machuque.”
Muitos especialistas argumentam que o projeto do corpo humanoide simplesmente não faz sentido em muitos locais de trabalho. O formato pode funcionar para certos usos, como cuidar de crianças ou idosos, para fornecer aos cuidadores artificiais uma forma familiar, disse Leo Ma, CEO da RoboForce.
O robô Titan, de sua empresa, tem dois braços e uma base com quatro rodas, proporcionando estabilidade e possibilitando levantar mais peso do que um robô bípede. Os designs humanoides fazem sentido “se for tão importante justificar a troca e o sacrifício de outras coisas”, disse Ma. “Fora isso, existe uma grande invenção chamada rodas.”
Ajuda doméstica
Em junho, na sede da startup 1X, em Palo Alto, Califórnia, um dos robôs humanoides da empresa regou as plantas do escritório.
Os robôs Neo são revestidos com um tecido cinza macio que lembra um macacão, e seus membros leves são projetados para reduzir os danos potenciais ao robô ou às pessoas ao seu redor em caso de queda.
A 1X está testando o Neo, batizado em homenagem ao personagem de Keanu Reeves em “Matrix”, em algumas casas, incluindo a do CEO Bernt Børnich. Ele prevê um futuro em que robôs humanoides prestam cuidados a idosos e fazem companhia a todos.
“Não acho que seja outra pessoa, nem um animal de estimação — é outra coisa”, disse Børnich. Ele fica constantemente surpreso com a rapidez com que os visitantes de sua casa no Vale do Silício se acostumam com o robô que circula pelo local, servindo bebidas e realizando tarefas domésticas.
Nos primeiros 30 minutos, as pessoas ficam um pouco cautelosas com o robô, achando-o “muito legal”, mas também “um pouco assustador”, disse Børnich. Meia hora depois, “estamos apenas sentados, tomando uma xícara de chá e conversando — e todos já se esqueceram do robô”, disse ele.
O problema é que o Neo depende da teleoperação por funcionários da 1X usando controladores manuais e óculos de realidade virtual para muitas tarefas complexas, embora possa operar de forma autônoma para outras. A Tesla pareceu usar uma abordagem semelhante quando seu robô Optimus serviu bebidas no Warner Bros. Studios em Burbank, Califórnia, no ano passado, quando a empresa revelou seu projeto de robotáxi. A empresa não respondeu a um pedido de comentário.
Børnich disse que coletar dados sobre como os humanos controlam o robô para realizar diferentes tarefas em casa ajudará sua empresa a desenvolver um software de IA que pode tornar o Neo verdadeiramente autônomo. Ele compara seus primeiros testadores com proprietários de veículos Tesla, cujos dados alimentam o desenvolvimento da direção automatizada da empresa.
Nem todos esses dados serão perfeitos, pois controlar um robô humanoide é complexo. Neo derramou muito líquido no chão enquanto regava as plantas. Neo pode realizar algumas tarefas simples de forma autônoma, como abrir a porta para receber um convidado, disse 1X — mas, por enquanto, operações mais complexas, como abrir a geladeira para pegar uma bebida e entregá-la a uma pessoa, exigem algum controle humano.
“É muito fácil olhar para um robô e personificá-lo para que ele tenha as mesmas capacidades que uma pessoa”, disse Matt Wicks, vice-presidente e gerente geral de automação robótica da Zebra Technologies, que fabrica robôs móveis com rodas usados em instalações de armazenamento. “Mas a verdade é que ainda não chegamos lá.”
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Operações começam a crescer longe das capitais amazônicas e ganham força no interior ao concorrer com atividades que desmatam
Por Sérgio Adeodato — Valor – 05/09/2025
A Amazônia assiste a um crescente movimento de novos biohubs, parques tecnológicos, incubadoras de startups e bioindústrias comunitárias que impulsionam a bioeconomia longe das capitais. No cenário já sob impactos das mudanças climáticas, a interiorização dos ambientes de inovação faz surgir uma geração de talentos mais próximos da floresta, no desafio de remodelar o padrão de desenvolvimento. A expansão do chamado “ecossistema” de bionegócios, marcada pelo descolamento dos grandes centros da região, é refletida nas demandas – cada vez mais numerosas – mapeadas pelos principais programas de mentorias, apoio técnico e acesso a capital que visam levar boas ideias ao mercado.
“Isso resulta de uma linhagem de empreendedores mais capilarizada, que também inclui uma forte presença de mulheres na liderança – e essa diversidade de perfis e culturas é crucial, pois amplia perspectivas e proporciona soluções mais adaptáveis às complexas realidades locais”, aponta Janice Maciel, coordenadora executiva da plataforma Jornada Amazônia, da Fundação Certi. Em três anos, a iniciativa capacitou 3 mil talentos, com criação de 140 novos negócios na bioeconomia amazônica.
Em 2024, a demanda do interior da Amazônia na plataforma aumentou 30%, originada em 113 municípios. Na modalidade de programa que fornece capacitação, suporte e recursos financeiros não reembolsáveis, quase metaade (46%) da procura veio de fora das capitais, em 2025. Em três anos, mais de mil demandas no Jornada Amazônia chegaram do interior, com curva ascendente na corrida por inclusão socioeconômica sem depender de atividades que desmatam.
“O desafio reside em assegurar apoio contínuo e de longo prazo, e recursos adequados para que esses talentos superem as diversas fases de maturidade de seus negócios, garantindo o impacto positivo”, ressalva Maciel.
Excluídas as capitais, Santarém (PA) lidera o ranking dos municípios amazônicos que demandam apoio a startups – todos com índices sociais e de vulnerabilidade climática abaixo da média nacional. Lá foram mapeadas 137 iniciativas em busca de aprimorar inovações, como a startup Ekilibre, que nasceu em Alter do Chão, a 36 km da sede do município, e hoje prospera no mundo dos cosméticos orgânicos e veganos – como o protetor solar com princípios ativos da Amazônia. “Empreendedores da região não precisam buscar uma causa; já fazemos parte dela”, ressalta Bruno Canavarro, CEO da empresa, na expectativa de aumentar em 40% o faturamento com a construção de uma segunda fábrica.
Em dois anos, Inova Amazônia impulsionou mais de mil startups
A nova unidade será instalada em Manaus, com investimento de indústrias da Zona Franca – exemplo no qual o sucesso no interior leva ao movimento no sentido inverso, para atingir voos mais altos nas capitais.Em nota, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) afirma que tem apostado em soluções baseadas em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) para superar dificuldades históricas relacionadas à Amazônia, sobretudo quanto à insuficiência de infraestrutura logística e produtiva que muitas vezes impede agregar valor de forma substancial aos bioativos da região. A estratégia compõe o Plano de Integração Regional e Interiorização do Desenvolvimento, com resultados na desconcentração dos investimentos para outros municípios. Os recursos de PD&I obrigatórios pela Lei de Informática atingiram R$ 1,5 bilhão em 2024 e, hoje, 73 dos 169 institutos tecnológicos credenciados pela Suframa estão fora da capital, com o desafio de olhar também para a bioeconomia.
“É preciso aproximação com atores locais para soluções focadas nas dores reais do campo”, aponta Carlos Koury, diretor de inovação em bioeconomia do Idesam. Em Lábrea (AM), município sob pressão do desmatamento, a ONG capacitou uma cooperativa local de indígenas e ribeirinhos, a Aspacs, para processar resíduos da castanha-do-brasil fornecidos à produção de bioplástico em Manaus. Em conexão com demandas do interior, a capital amazonense acolhe novos hubs e parques tecnológicos, a exemplo do Bioamazônia Tech Park, prevendo estruturas de beneficiamento de insumos da floresta compartilhadas por startups.
“A Amazônia descobriu na inovação transformada em negócios um novo caminho para o desenvolvimento econômico e social, mas é necessário ir além do fornecimento de insumos básicos”, afirma Thiago Gatto, analista de mercados do Sebrae, que na iniciativa Inova Amazônia impulsionou mais de mil startups de bioeconomia, em dois anos. Cerca de 2 mil se inscreveram no programa, com participação crescente das localizadas no interior.
“Há uma demanda reprimida a ser atendida, em cenário de oportunidades e maior motivação para empreender”, analisa Gatto. Um dos fatores está em mudanças na academia, que “deixa de olhar apenas a geração de papers científicos e passa a desenvolver produtos inovadores para transferir ao mercado”. Em Belterra (PA), às margens do Tapajós, a recente criação do Oka Hub pelo Sebrae é termômetro dessa efervescência, com dez empreendedores incubados para acelerar negócios, em especial novos fármacos e alimentos, a partir de insumos amazônicos.
Já em Macapá (AP), as atenções se voltam ao projeto do Foz do Rio Amazonas Tech Park, o primeiro parque tecnológico do Estado, que nasce da revitalização do antigo Hotel Macapá – prédio histórico desativado por mais de dez anos que agora se transforma em polo de ciência e empreendedorismo. Localizado na orla da capital, o empreendimento mobiliza aportes de R$ 27 milhões, desviando os holofotes do eixo Belém-Manaus. Do total, R$ 8,2 milhões foram captados junto à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), destinados à infraestrutura e serviços do parque, a ser ocupado por dezenas de startups, empresas e instituições tecnológicas.
Da biotecnologia aos sistemas alimentares, economia digital e turismo ecológico, os setores prioritários se alinham às vocações do Estado, com alta cobertura de florestas nativas bem conservadas. Na visão de Edivan Andrade, secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação do Amapá, a iniciativa “será um instrumento consistente de suporte ao setor produtivo para promover o desenvolvimento regional com base na inovação”.
“O convívio com a escassez, devido ao isolamento geográfico, favorece maior resiliência na hora de fazer negócio”, enfatiza Frank Portela, CEO da AmazonCure, startup que recebeu investimento de R$ 3 milhões para se instalar no novo parque, com meta de triplicar a atual receita após o início da produção de fitoterápicos de ponta – um deles à base de jambu, voltado à saúde sexual.
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A próxima fronteira da conectividade encontra-se dentro de cada um de nós
Por Guy Perelmuter – Estadão – 04/09/2025
Já falamos aqui da Internetdas Coisas (ou IoT, do inglês Internet of Things): qualquer equipamento (ou componente de equipamento) passou a ser considerado como um elemento com potencial para ser adicionado à Internet. Desde aparelhos de uso doméstico e pessoal (carros, motos, geladeiras, câmeras, máquinas de lavar, ar condicionados, luminárias, cafeteiras) até máquinas pesadas (motores de aviões, locomotivas, sondas de perfuração) passando por dispositivos integrados a seres vivos (pessoas, animais selvagens, gado, plantações e florestas). De acordo com a empresa de pesquisa de mercado alemã IoT Analytics, em 2023 mais de 16,5 bilhões de dispositivos estavam conectados à Internet — e a expectativa é que esse número chegue próximo aos 30 bilhões em 2030.
Uma evolução do conceito de IoT é a IoB — Internet of the Body (literalmente, a Internet do Corpo). Como o próprio nome diz, trata-se da conexão do corpo humano à rede através de dispositivos usados para coletar e transmitir informações. Esses dispositivos podem ser externos (ou de primeira geração, como smartwatches ou fitness trackers), internos (ou de segunda geração, como implantes de cóclea ou marca-passos, que discutimos na última coluna), ou incorporados à nossa biologia (de terceira geração, como as interfaces cérebro-computador).
O uso destes dispositivos geralmente está associado a aplicações ligadas à saúde: monitoramento de sinais vitais (como frequência cardíaca e respiratória, pressão sanguínea, temperatura do corpo, quantidade de glicose no sangue), desfibriladores que atuam assim que alguma anomalia no ritmo cardíaco seja detectada, pílulas inteligentes que possuem sensores para coletar informações a respeito do interior do corpo humano (em particular, do aparelho digestivo) ou ainda sobre a aderência de um determinado medicamento aos órgãos e tecidos.
Mas a IoB possui outras possibilidades que começam a ser exploradas por várias áreas de negócios. Por exemplo, em 2015 e 2017, as empresas Epicenter (na Suécia) e Three Square Market (nos Estados Unidos) respectivamente implantaram em alguns de seus funcionários microchips RFID (radio frequency identification, ou identificação por radiofrequência). Esses dispositivos — do tamanho de um grão de arroz — incluem uma antena para receber e transmitir dados, e quando implantados (entre o dedo polegar e o indicador) permitiram a realização de funções como destrancar portas, fazer o login em computadores ou realizar compras — simplesmente com um movimento da mão.
Para atletas de alto desempenho, sensores integrados aos uniformes podem monitorar o nível exato de desgaste, enquanto para policiais, bombeiros ou soldados, biossensores podem realizar o monitoramento de informações como stress e nível de hidratação. Já empresas responsáveis pela segurança de instalações de acesso restrito podem utilizar uma senha associada ao perfil dos batimentos cardíacos das pessoas autorizadas, uma vez que o eletrocardiograma de cada um de nós é tão único como nossas impressões digitais.
A adoção de novas tecnologias cria riscos, problemas e desafios inéditos — e a IoB não é exceção: conforme dispositivos conectados ao nosso corpo coletam, processam e transmitem dados em tempo real, questões como proteção de dados, interoperabilidade entre sistemas, protocolos para o caso de falhas e padrões de cibersegurança tornam-se particularmente críticas para a difusão segura deste novo aspecto de nosso mundo hiper-conectado. Este será o tema da nossa próxima coluna — até lá.
Opinião por Guy Perelmuter
Fundador da Grids Capital e autor do livro “Futuro Presente – O mundo movido à tecnologia”, vencedor do Prêmio Jabuti 2020 na categoria Ciências. É engenheiro de computação e mestre em inteligência artificial
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Para enfrentar este cenário, companhias investem em programas de desenvolvimento, ações de diversidade e parcerias com instituições de ensino
Por Jacilio Saraiva — Valor – 28/08/2025
O setor de energia é um dos que mais enfrenta dificuldades para encontrar profissionais qualificados – 85% das empresas da área, no Brasil, relatam esse problema, um índice maior do que o da indústria de tecnologia da informação (84%), conhecida pela alta demanda de mão de obra. Os dados são de uma pesquisa realizada pela consultoria global de soluções em recursos humanos ManpowerGroup com 1.050 empregadores de oito segmentos.
De acordo com seis grandes empresas ouvidas pelo Valor, a falta de currículos é combatida com programas de desenvolvimento de carreira, ações de diversidade e cursos de qualificação realizados em parceria com instituições de ensino. “Uma das maiores preocupações das companhias é a rápida evolução tecnológica no segmento e a necessidade de atualizar as habilidades dos times”, diz Wilma Dal Col, diretora de RH do ManpowerGroup.
Na Engie, com mais de três mil funcionários no Brasil, havia no fim de julho, 20 vagas abertas em estados como Pará e Rio de Janeiro – 10% para cargos de liderança. “Sentimos a pressão por profissionais qualificados, especialmente em áreas técnicas e operacionais”, diz Sophie Quarré de Verneuil, diretora de pessoas e cultura da Engie Brasil e vice-presidente de recursos humanos para a América Latina. “A escassez é mais evidente quando buscamos perfis com formação em eletrotécnica, manutenção e operação, além de engenheiros especializados em energia renovável.”
Verneuil afirma que 42% das posições abertas são concentradas no nicho da engenharia, com foco em projetos e automação; antes de operação, produção de ativos renováveis e infraestrutura (21%), e funções em campo, como manutenção e segurança (21%). Também há oportunidades nos departamentos de tecnologia (11%), finanças e suprimentos (5%).
Segundo a executiva, a estratégia para enfrentar a carência de pessoal combina ações de capacitação e diversidade. Em 2024, foram investidos mais de R$ 8 milhões em treinamentos, com mais de 73 mil horas de aprendizagem, um aumento de 15% em relação ao ano anterior.
Uma das maiores preocupações das companhias é a necessidade de atualizar as habilidades dos times”
— Wilma Dal Col
“Criamos um programa de trainee para mulheres, a fim de aumentar a presença feminina nas áreas técnicas”, acrescenta. Em 2023, todas as 13 engenheiras da primeira edição da iniciativa foram contratadas. No ano passado, foram abertas 24 vagas na América Latina, sendo 12 no Brasil – 21 profissionais passaram na seleção.
Na CPFL Energia, com 16,9 mil funcionários, o objetivo é mitigar desafios regionais de insuficiência de mão de obra, especialmente em locais com menor oferta de cursos técnicos. “Investimos na formação de novos talentos e na requalificação de colaboradores”, garante Renato Povia, diretor de recursos humanos do grupo CPFL.
A empresa mantém uma escola de excelência operacional que já capacitou mais de 18 mil pessoas. “Somente a formação gratuita de eletricistas atende cerca de 700 alunos ao ano, com uma taxa de 75% de aproveitamento nas empresas do grupo”, detalha. Em 2024, a unidade passou a treinar pessoal para atividades em subestações e na geração de energia eólica. Em João Câmara (RN), foi montado um curso de auxiliar técnico de manutenção exclusivo para comunidades indígenas. “Foram 19 formandos para atuar em parques eólicos”, diz Povia.
Durante o mês de julho, a companhia ofereceu, em média, 300 vagas em São Paulo, no Rio Grande do Sul e na região Nordeste. Do total, 5% são para cadeiras de gestão. No ano passado, 94% das vagas de liderança foram preenchidas por profissionais que já atuavam no grupo, segundo Povia. A Universidade CPFL, plataforma de educação corporativa da marca, somou 518,1 mil horas de capacitação em 2024, com 18,2 mil alunos. “O resultado reforça a eficácia dos investimentos no desenvolvimento de pessoas, com foco na formação de futuros líderes.”
Na avaliação de Débora Rangel Celeti, associate partner da Fesa Group, de soluções de recursos humanos, as empresas precisam se preocupar também com o “turnover” das equipes. Um estudo da Fesa realizado em abril com 17 companhias do setor elétrico brasileiro aponta que o índice de rotatividade dos funcionários subiu de 13,6%, em 2022, para 16,6%, em 2024.
“É essencial que as operações deixem de depender exclusivamente da atração de profissionais [no mercado] e passem a investir na formação dos próprios talentos”, recomenda. “Organizações que estruturam programas de desenvolvimento profissional apresentam, em média, até 30% menos de turnover.”
A ideia é seguida pela Auren Energia, segundo Rômulo Vieira, diretor executivo de pessoas, sustentabilidade, tecnologia e comunicação. “Temos uma parceria com o Insper, responsável pela criação de programas de extensão, como o ‘Futuro da energia’, oferecido gratuitamente para os gestores”, destaca. “Desde 2024, cerca de 60 executivos foram capacitados.”
Na Enel, uma das metas é reforçar as equipes de trabalho externo. “Até 2026, serão feitas cinco mil contratações de profissionais treinados pela empresa, em parceria com o Senai [Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial]”, revela Alain Rosolino, diretor de pessoas e organização da Enel Brasil. Este ano, até março, foram contratados 2,1 mil candidatos em São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará, estados em que o conglomerado atua com distribuição de energia.
No Grupo Equatorial, com 12 mil funcionários, há cerca de 200 vagas disponíveis, sendo menos de 1% para cadeiras de comando – algumas das oportunidades para áreas técnicas, como no caso dos engenheiros, estão abertas há mais de 100 dias, dado que ilustra a escassez de capital humano no setor.
O plano é contratar 1,4 mil profissionais até o final do ano, para operação, expansão das ligações elétricas e suporte.
“Priorizamos a formação de sucessores nas posições de liderança, a fim de garantir a perenidade da cultura corporativa”, explica a diretora de gente e gestão do Grupo Equatorial, Fernanda Sacchi. “Muitos dos nossos superintendentes, diretores e gerentes entraram na empresa como estagiários ou trainees.”
De acordo com a executiva do Grupo Equatorial, a taxa de retenção de talentos nos programas de trainees chega a 95%.
Para Fábio Folchetti, diretor de pessoas e organização da Neoenergia, presente em 18 estados e no Distrito Federal, ações de diversidade podem acelerar a agenda de desenvolvimento de carreiras nas empresas. Em 2024, o grupo lançou um programa que estimula a evolução profissional, exclusivo para pessoas negras. No ano passado, formou 18 funcionários, sendo que quatro já assumiram novos cargos. “A iniciativa foi ampliada este ano e conta com 60 participantes”, afirma.
Na avaliação de Ricardo Simabuku, conselheiro da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), associação criada em 1999 que reúne companhias do setor, os empregadores precisam reconhecer que a formação de talentos é tão importante quanto a operação técnica dos empreendimentos. “As empresas devem tratar a qualificação de pessoas como uma dimensão estratégica”, destaca.
Em 26 anos, a CCEE capacitou mais de 30 mil profissionais. Em junho, lançou a CCEE Academy, com mais de 50 cursos, incluindo programas de pós-graduação desenhados em parceria com instituições como Insper, Fundação Dom Cabral e a Universidade de São Paulo (USP). “O MBA em gestão de risco e comercialização de energia, feito com a USP, é inédito no setor e avança para a segunda turma”, comemora.
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Processo de registro ainda representa um desafio importante no país — Foto: CrofpLife/Divulgação
A vice-presidente da Mosaic, Jenny Wang, destacou o protagonismo do Brasil no uso de bioinsumos e defendeu avanços regulatórios para acompanhar a evolução tecnológica no setor em painel no Congresso da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) nesta terça-feira (2/9), em São Paulo.
Segundo dados apresentados por Wang, o uso de bioinsumos no Brasil cresceu 13% na safra 2024/25. A média de crescimento dos últimos três anos foi de 22%, índice quatro vezes superior à média global. Com esse desempenho, o Brasil se consolida como líder mundial na adoção de insumos biológicos e tecnologias correlatas, especialmente inoculantes, biofertilizantes e bioestimulantes.
Ela apontou que, em determinadas condições, até 70% do fertilizante aplicado pode não ser absorvido pelas plantas, o que reforça a importância das soluções biológicas para melhorar a eficiência de uso e promover a regeneração do solo.
Em relação ao papel da Mosaic, a executiva afirmou que a empresa começou a operar no Brasil com sua divisão de biociência em março de 2024 e já investiu cerca de R$ 4 milhões em parcerias com universidades. A expectativa é lançar novas tecnologias no próximo ano, abrangendo segmentos diversos.
Registro de produtos
Sobre o cenário regulatório, Wang enfatizou que o Brasil tem uma oportunidade e responsabilidade estratégica para facilitar o registro de produtos biológicos. Segundo ela, embora o país seja receptivo a essas tecnologias, o processo de registro ainda representa um desafio.
“Espero que o progresso do processo regulatório ocorra em ritmo mais acelerado, pois as tecnologias estão avançando muito rapidamente”, afirmou.
A executiva acrescentou que, para muitos agricultores, a eficácia das novas soluções só é comprovada após testes práticos em campo. Por isso, ela defende um ambiente regulatório que funcione como facilitador da inovação, permitindo que os produtores tenham acesso mais ágil às novas tecnologias.
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A inteligência artificial vai transformar economias e setores inteiros, mas ela deixará de diferenciar empresas quando todos a dominarem. A diferenciação duradoura continuará tendo, como base, o elemento de sempre: a criatividade humana
David Wingate, Barclay L. Burns e Jay B. Barney – MIT Sloan Review – 31 de agosto de 2025
Não há dúvida de que a inteligência artificial transformará o cenário competitivo dos negócios. Ela vai simplificar processos, aumentar a produtividade do trabalhador, redefinir conjuntos de habilidades valorizadas e liberar o potencial dos dados.
Mas a IA também se tornará mais onipresente. Algoritmos e dados de treinamento estão virando commodities. A competição de hardware é acirrada, o talento é abundante e os modelos de código aberto atropelam as ofertas corporativas – e são confiáveis.
A IA se tornará cada vez mais barata de implantar, e a concorrência exigirá que as empresas a adotem. Embora seja impossível prever exatamente como ela vai transformar nossa economia, uma coisa é clara: todas as organizações vão querer isso, e não há nenhuma razão para que não consigam.
É tentador para uma empresa acreditar que, de alguma forma, ela se beneficiará da IA enquanto outras não. Mas a história ensina uma lição diferente: qualquer avanço tecnológico sério acaba se tornando igualmente acessível a todos. Computadores pessoais, internet, sequenciamento genético e semicondutores, por exemplo, não são mais vantagens competitivas para ninguém.
A IA é semelhante, e seu caminho rumo à onipresença deve nos levar a repensar nossas suposições sobre como ela mudará – ou não – a dinâmica competitiva. É fácil pintar um quadro de um futuro brilhante e orientado por IA, com riquezas incalculáveis prontas para serem aproveitadas. É igualmente fácil acreditar que as empresas que investem pesado nessa tecnologia ou que são as primeiras a acreditar nela colherão a maior parte dos lucros potenciais.
Tais narrativas obscurecem um ponto crítico. Sem dúvida há vantagens competitivas transitórias na adoção da IA, mas isso não muda os fundamentos do que gera uma vantagem competitiva sustentável.
Afinal, como algo pode ser vantajoso em relação à concorrência quando todo mundo tem acesso àquilo? Não dá.
O valor que a IA desbloqueia para uns será desbloqueado para todos. As vantagens que ela traz serão conferidas a todo mundo. Por definição, se todos tiverem acesso à mesma tecnologia – mesmo que seja nova e valiosa –, ela pode trazer mudanças para o mercado como um todo, mas não beneficiará ninguém de maneira exclusiva.
Longe de ser uma fonte de diferenciação, a inteligência artificial será uma fonte de homogeneização. Ela poderá desbloquear novas possibilidades criativas, ajudando a gerar novas ideias de produtos, por exemplo? Sim, e todos que a usam poderão impulsionar seus processos criativos da mesma forma.
A IA poderá desbloquear novos ganhos de produtividade, transformando o desenvolvimento de software tradicional? Sim, e todos que desenvolvem software terão acesso a esses mesmos ganhos.
A IA poderá desbloquear possibilidades analíticas, trazendo à tona novos padrões nos dados, por exemplo? Sim, e todos com dados semelhantes chegarão a conclusões semelhantes baseadas em IA.
Parte do valor da IA é que ela é digital. Portanto, é fundamentalmente copiável, escalável, replicável, previsível e uniforme.
O pensamento realista sobre essa homogeneização mostra onde uma empresa deve buscar vantagens estrategicamente. O efeito nivelador da IA ampliará a importância do que chamamos de heterogeneidade residual – a capacidade de uma empresa de ir além do que é acessível a todas as outras e criar algo único. Não basta apenas ter IA, é preciso ir além disso.
Portanto, a chave para desbloquear a vantagem sustentável é a mesma de sempre: as empresas devem cultivar a criatividade, a motivação e a paixão. Essa criatividade deve ser técnica, envolvendo pesquisa e desenvolvimento. Deve incluir novas maneiras de usar a IA.
Mas também conceber novas parcerias e encontrar maneiras de se conectar com os clientes. Esses são os mesmos pilares de inovação que sempre distinguiram as grandes empresas. A IA não muda nada disso.
A chave para a vantagem sustentável é a mesma de sempre: criatividade, motivação e paixão
Obstáculos à diferenciação competitiva
A IA pode estar no centro de um produto, de uma estratégia ou até mesmo de uma empresa. Mas ela não pode estar no centro de uma vantagem competitiva sustentável.
Testá-la em relação aos três aspectos definidores revela por quê:
Para ser sustentável, uma vantagem deve ser valiosa, exclusiva de uma organização e inimitável por outras empresas. Se uma tecnologia é valiosa, mas não única, então isso não é vantagem.
Da mesma forma, se uma tecnologia é exclusiva de uma empresa, mas não é valiosa, não se trata de uma vantagem.
Se uma tecnologia é valiosa e exclusiva de uma empresa, mas pode ser imitada por outras, ela não confere uma vantagem sustentável.
Não temos dúvidas de que a IA é valiosa. Mas ela falha nos outros dois testes: não é exclusiva de nenhuma empresa e não é inimitável.
Por que uma organização pode acreditar que os benefícios da IA de alguma forma se revelarão para ela, mas não para seus concorrentes? Alguns motivos incluem acesso a capital ou hardware, novos algoritmos, modelos avançados, talento superior em engenharia ou dados proprietários.
Dissecar cada uma dessas razões revela que nenhuma se sustenta no longo prazo. É verdade que as empresas com acesso a mais capital e às maiores bases de unidades de processamento gráfico (GPU, na sigla em inglês) estão treinando os maiores e mais capazes modelos de IA.
Mas as leis de dimensionamento garantem retornos decrescentes e, portanto, modelos de linguagem cada vez maiores serão necessários. Novos modelos, como GPT-4 e Gemini, são apenas um pouco melhores do que seus antecessores, mas exigiram investimentos maciços em data centers e equipes de engenharia.
Poucos setores progridem de maneira tão confiável quanto o de semicondutores. É apenas questão de tempo até que o hardware necessário para treinar até mesmo modelos de última geração se torne mais acessível.
Mas também não está claro se precisamos esperar: modelos menores, mais baratos e que podem ser treinados com relativa facilidade estão cada vez melhores. Os modelos de hoje, com apenas 7 bilhões de parâmetros, funcionam tão bem quanto os de ontem com 70 bilhões de parâmetros.
Outros fatores estão mostrando convergência e comoditização semelhantes. É o caso dos modelos matemáticos e dos algoritmos de treinamento no centro da IA. A comunidade de pesquisa dessa tecnologia tem um forte histórico de compartilhamento de inovações e publicação de resultados, arquiteturas e estruturas de software importantes. Essa cultura de abertura, combinada com um forte interesse acadêmico na IA, garante que todos os interessados tenham acesso rapidamente às novidades.
O mercado de trabalho também está extraordinariamente fluido. Entre os programas de ciência da computação, há mais doutores em IA surgindo do que em qualquer outra especialização. A ciência da computação e a IA também são únicas entre as disciplinas em termos do grande volume de materiais online disponíveis gratuitamente. Não haverá escassez nem de talentos de ponta nem de iniciantes.
Talvez a arma mais forte que protege a vantagem da IA de uma empresa sejam os dados proprietários, mas, mesmo aqui, pressões exclusivas estão demolindo sua condição de inimitáveis. Os mesmos conjuntos de dados (abertos ou licenciados) servem de base para se treinar quase todos os modelos. Os dados sintéticos estão em ascensão e, embora ainda não sejam um verdadeiro substituto para os dados reais, já estão melhorando os modelos e reduzindo seus custos.
Todos concordam que os modelos de IA são estatisticamente ineficientes e exigem mais dados do que deveriam. A comunidade de pesquisa está trabalhando para corrigir isso, sugerindo que apenas ter big data não será proteção suficiente por muito tempo.
Os modelos de IA também estão se tornando generalistas e mesmo assim podem ser adaptados para tarefas proprietárias. A interseção dessas tendências sugere que apenas uma pequena quantidade de dados proprietários será necessária para adaptar os modelos para executar novas funções.
A redução dos custos de implementação da IA, combinada com uma convergência geral dos recursos de tecnologia, é um sinal claro. As empresas precisam procurar vantagens sustentáveis em outro lugar.
Para ser sustentável, uma vantagem (ainda) deve ser valiosa, única e inimitável
O valor da heterogeneidade residual
Onde uma empresa deve buscar vantagem competitiva? A chave é lembrar a natureza fundamental da inovação, que permanece a mesma, independentemente de como qualquer tecnologia remodela a sociedade: a criatividade no limite do que é possível.
À medida que a IA homogeneíza produtos e serviços, o maior valor estará na heterogeneidade residual. Vejamos um exemplo: atualmente, várias startups estão correndo para usar IA generativa para criar terapeutas digitais de saúde mental de baixo custo.
Essas empresas serão inovadoras disruptivas clássicas, dominando facilmente a parte inferior do mercado, preenchendo a demanda não atendida por terapia. A natureza dos modelos de linguagem garante que esses produtos sejam baratos e escaláveis e competirão bem com terapeutas humanos em ambientes de baixo risco.
Mas todas essas empresas se basearão em plataformas de IA fornecidas por gigantes da tecnologia (ou modelos de código aberto mais baratos). Essas plataformas são mais semelhantes do que diferentes e, como resultado, todos esses terapeutas de silício terão o mesmo desempenho.
Qual provedor vai se destacar no mercado? Inicialmente, pode ser a empresa que desenvolve o melhor prompt, testa mais minuciosamente seu sistema para erradicar comportamentos prejudiciais ou ajusta as melhores transcrições de terapia do mundo real.
Mas, em última análise, a vantagem sustentável irá para as empresas que investirem em fatores além da tecnologia de IA. Pode ser aquela que cultiva novos relacionamentos comerciais que forneçam acesso a pacientes-alvo. Ou a que constrói uma rede de clientes por meio de referências baseadas em relacionamentos. Pode até ser aquela que fornece serviços mais acessíveis por meio das redes sociais.
Seja o que for, seu diferencial não será um avanço na própria IA. Essa vantagem vai evaporar rapidamente.
Análises semelhantes se aplicam a empresas que usam IA para gerar automaticamente materiais de marketing, impulsionar a descoberta de medicamentos ou revolucionar a criação de conteúdo artístico. O valor a longo prazo sempre estará naqueles que estão se diferenciando no limite do possível.
Isso ocorre porque, embora a IA seja excelente na interpolação, ela ainda fica atrás dos humanos na extrapolação. Os algoritmos de IA são hábeis em encontrar padrões em seus dados de treinamento e em combinar e recombinar esses padrões de maneiras novas e interessantes.
Por exemplo, as ferramentas de arte de IA generativa se destacam em copiar o estilo de artistas reais, podendo até misturar vários estilos existentes. Mas elas sofrem para definir estilos novos e originais. Da mesma forma, os modelos de linguagem podem produzir fatos aritméticos, mas não podem resolver problemas arbitrários, porque não constroem um modelo de mundo capaz de extrapolação.
Em contraste, as características fundamentais da inteligência humana – a capacidade de ver novas possibilidades, forjar conexões inesperadas e dar saltos de lógica – ainda são incomparáveis. A criatividade será a maior fonte de vantagem sustentável com a qual as empresas podem contar em um mundo incerto, e as empresas não devem perder de vista as pessoas e os relacionamentos que movem essa criatividade.
INVESTIR NO POTENCIAL INDIVIDUAL INEXPLORADO, PROMOVER TREINAMENTO e qualificação e recompensar a inovação resultará em capital humano que pode sustentar as empresas. Isso independe de como será o cenário tecnológico. As grandes empresas que foram construídas antes da era da IA precisam se lembrar do que – e de quem – as levou até lá. Motivação, paixão e engenhosidade ainda são exclusivamente humanas, e desenvolver e concentrar essa energia onde ela mais importa deve ser um elemento-chave de qualquer estratégia de negócios de longo prazo.
David Wingate, Barclay L. Burns e Jay B. Barney
David Wingate é professor de machine learning e IA na Brigham Young University (Estados Unidos). Barclay L. Burns é subdiretor de IA aplicada na Smith School of Engineering and Technology da Utah Valley University (EUA) e membro da University of Cambridge Judge Business School (Reino Unido). Jay B. Barney é professor de gestão estratégica e empreendedorismo na Eccles School of Business da University of Utah (EUA).
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O Globo – Milhões de pessoas viajam pelo mundo todos os dias, locomovendo-se para o trabalho, para casa ou por lazer. O transporte público é o principal aliado para quem busca chegar a pontos de interesse com baixo custo e eficiência. A revista Condé Nast Traveller classificou os locais do mundo com o melhor modal e as principais medidas que cada um implementou para tornar essa opção uma solução real para os problemas de mobilidade de cada região.
Além disso, essa alternativa ao transporte privado também impacta a dinâmica social e de desenvolvimento das cidades ao redor do globo. As metrópoles costumam oferecer mais alternativas para que a população encontre maneiras eficientes de se deslocar.
Veja lista abaixo
1. Hong Kong
No topo da lista está Hong Kong, uma região administrativa especial no sul da China que, segundo a Condé Nast Traveller, possui um sistema de veículos públicos que oferece bons serviços aos cidadãos que precisam de opções alternativas de transporte.
Os dados coletados pela revista falam de 98 estações, 97 das quais estão no nível da rua. Além disso, cada estação oferece Wi-Fi gratuito e comodidades como estações de recarga e banheiros públicos. Eles ainda destacam o fato de que algumas delas possuem salas de amamentação para quem precisar.
Além das vistas deslumbrantes da cidade dos ônibus, custa pouco mais de R$ 3,20 para fazer parte desta alternativa de transporte.
2. Déli
Déli, na Índia, fica em segundo lugar, com um sistema de metrô que a publicação descreve como “eficiente, seguro e limpo” e uma referência na redução de emissões de carbono. A cidade indiana introduziu vagões exclusivos para mulheres desde 2010, e todas as estações e trens têm ar-condicionado. As tarifas são calculadas com base na distância e começam em R$ 0,65.
3. Tóquio
A metrópole japonesa Tóquio ocupa o terceiro lugar em facilidade de compreensão, mesmo para turistas, de estações, rotas e outros recursos de acessibilidade, graças ao seu sistema de cores, nomes e números.
Além disso, chega às principais áreas de interesse da cidade e “é rigorosamente mantida e limpa”. As tarifas para adultos começam em aproximadamente R$ 6,50 e aumentam de acordo com a distância pretendida.
4. Singapura
Singapura é a quarta maior cidade do mundo, com um sistema de seis linhas com 140 estações que atendem aos milhões de habitantes do território. Todos os dias, três milhões de pessoas viajam em trens de transporte público, complementados por 40 estações de VLT. O artigo não especifica as tarifas para esse transporte.
5. Londres
Londres, na Inglaterra, ocupa o quinto lugar por seu icônico sistema de transporte público, que não só faz parte da cultura popular, mas também é complementado por um sistema de metrô com 11 linhas e 272 estações. Esse sistema também se conecta a uma linha de trem de superfície que transporta milhões de pessoas por toda a cidade com eficiência.
6. Seul
Seul, na Coreia do Sul, é a sexta cidade com o melhor transporte público, graças à sua acessibilidade para moradores e estrangeiros, além das opções de cadeiras de rodas disponíveis para passageiros com mobilidade reduzida, idosos e até mesmo pessoas com problemas de saúde. As estações de metrô têm ar-condicionado, banheiros públicos e salas de amamentação.
7. Medellín
Medellín, capital de Antioquia, e seu metrô, o único da Colômbia, foram reconhecidos em sétimo lugar. O sistema de transporte público é descrito como uma alternativa “divertida e funcional” que contribuiu para o desenvolvimento de toda a cidade.
Além disso, a integração com sistemas como o Metrocable (sistema de teleférico), bondes e transporte público torna as viagens na “cidade da eterna primavera” tão eficientes quanto seus habitantes.
As tarifas do metrô de Medellín são diferenciadas para idosos, estudantes, pessoas com deficiência e outros, e começam em R$ 1,90.
8. Washington, D.C.
Abaixo de Medellín, a única cidade latino-americana no top 10, está Washington, D.C., a capital dos Estados Unidos. Graças à acessibilidade ao metrô, às suas recentes reformas e à sua integração com o sistema cicloviário, a cidade é conhecida pela facilidade de locomoção. As passagens começam em R$ 10,75.
9. Estocolmo
Por último na lista está Estocolmo, capital da Suíça, que conecta 14 ilhas com transporte público. Suas estações de metrô abrigam a maior galeria de arte do mundo, constantemente em exposição em 94 das 100 estações da cidade. Os preços começam em pouco mais de R$ 22.
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