Do Vale do Silício ao seu bolso: como as big techs estão redefinindo economia e investimentos

Empresas transformam atenção e dados em poder econômico, mudando a lógica por trás do consumo, do trabalho e dos investimentos

Por Eduardo Mira – Estadão – 26/09/2025 

Visitar o Google não me fez pensar em tecnologia. Me fez pensar em economia, pois, na prática, o que eles vendem não é apenas inovação, é a sua atenção.

  • Essa foi a sensação que tive esta semana ao caminhar pelos corredores do Google e do YouTube em Palo Alto, no coração do Vale do Silício. Não se tratava somente de prédios modernos ou funcionários circulando de bicicleta. Era como estar dentro de uma engrenagem invisível que movimenta negócios, investimentos e até o modo como usamos nosso tempo e dinheiro.

Percebi que o Google e outras gigantes da tecnologia deixaram de ser apenas “empresas de software”. Hoje, funcionam como uma nova infraestrutura global, tão essencial quanto foram, no passado, as ferrovias, o petróleo ou a energia elétrica. Estar ali me mostrou que o impacto delas já chegou ao nosso bolso, mesmo que muitas pessoas ainda não tenham consciência disso.

A economia da atenção

Imagine um recurso finito, disputado por empresas, marcas e governos no mundo todo. Esse recurso não é ouro, petróleo ou água. É o tempo que você passa olhando para uma tela.

Google e YouTube transformaram a atenção humana em um ativo econômico. Cada clique, cada vídeo assistido, cada pesquisa digitada gera dados que se convertem em bilhões de dólares em publicidade digital. Não por acaso, a Alphabet, holding que controla as duas plataformas, figura entre as empresas mais valiosas do mundo.

Esse modelo revolucionou a lógica dos negócios. Um pequeno empreendedor em uma cidade do interior do Brasil consegue anunciar seus produtos para um público altamente segmentado, competindo com multinacionais em termos de alcance.

O que antes era privilégio de grandes empresas hoje está na palma da mão de qualquer pessoa com um smartphone. O impacto disso vai muito além da publicidade. É a economia da atenção que possibilita esse salto.

Essa disputa por atenção não movimenta apenas o mercado publicitário. Ela molda hábitos, define tendências culturais e afeta até indicadores econômicos. Se antes a televisão era a grande vitrine, agora é o algoritmo que determina o que vemos, quando vemos e por quanto tempo permanecemos conectados.

Dados: o novo petróleo

Para você ter uma ideia, falando somente em termos de Brasil, de acordo com o relatório de impacto econômico do Google, em 2024 a empresa movimentou mais de R$ 215 bi em nossa economia através de ferramentas como Google Ad, AdSense Play, Google Cloud e YouTube. 

Ao caminhar pelos corredores do Google, ficou evidente que o verdadeiro motor da companhia não são os prédios modernos nem os cafés descolados: são os dados. Assim como o petróleo foi o combustível da Revolução Industrial, os dados são a matéria-prima da Revolução Digital

Eles não servem apenas para mostrar anúncios. Alimentam modelos de inteligência artificial, guiam decisões de crédito, aprimoram serviços financeiros e transformam a maneira como governos e empresas planejam suas estratégias. 

Um exemplo simples: seu histórico de buscas pode afetar a propaganda de um banco que aparece para você. Em escala global, esse mesmo tipo de informação é usado para modelar risco em carteiras de crédito, prever comportamento de consumidores e até antecipar tendências de mercado.

Ou seja, os dados não estão apenas moldando a internet, eles estão moldando a economia real.

Produtividade e o futuro do trabalho

Outro ponto que chama atenção é como as big techs reposicionaram o conceito de produtividade. Não se trata apenas de produzir mais em menos tempo, mas de repensar estruturas inteiras com base em automação, nuvem e inteligência artificial.

Empresas como Google usam IA para reduzir custos, melhorar processos e encontrar novas fontes de receita. Isso impacta diretamente na produtividade global. Mais eficiência significa margens maiores, novos modelos de negócio e, inevitavelmente, mudanças no mercado de trabalho.

Profissões tradicionais passam a ser revistas, outras desaparecem, novas funções surgem e a requalificação se torna indispensável. No fim, todos somos impactados,  seja como profissionais, seja como consumidores.

Esse movimento, que para muitos talvez pareça distante, alcança a todos, desde uma startup que corta gastos ao usar ferramentas de nuvem, até uma grande empresa que adota automação para competir globalmente.

Impacto direto no investidor comum

Agora, talvez você esteja pensando: “Tudo bem, mas o que isso tem a ver com meu bolso?”. A resposta: tudo! 

Mesmo quem nunca comprou uma ação da Alphabet (controladora do Google) ou investiu em ETFs internacionais que se expõem ao mercado internacional já está conectado a esse movimento. Cada vez que você assiste a um vídeo no YouTube ou faz uma pesquisa no Google, usa o Gemini para te auxiliar numa tarefa, está ajudando a valorizar essas empresas.

Para o investidor brasileiro, compreender essa engrenagem não significa apenas olhar para os balanços de big techs. Significa entender como elas afetam seus hábitos de consumo, suas oportunidades de carreira e até a estratégia de investimentos no mercado local.

Os fundamentos da empresa se confirmam

Essa minha imersão em Palo Alto apenas reforçou uma convicção que carrego como analista: o Google, mais do que uma empresa “descolada”, é uma força disruptiva e uma verdadeira vanguarda da tecnologia. Caminhar por seus corredores e entender a profundidade de seus projetos in loco, trouxe uma camada extra de certeza ao valuation que já havia feito

Alphabet é um ativo sob análise minha e do meu time de analistas dentro da Comunidade Mira, onde os membros recebem insights relevantes sobre as tendências do mercado. A visão de longo prazo que já vínhamos defendendo em nossos relatórios se solidifica ao testemunhar de perto as inovações em curso.

Pude ver, por exemplo, como o sistema de pagamentos da Google Wallet se expande e como as inovações no YouTube, já presentes nos mercados asiático e americano, como o YouTube Shopping, estão prontas para revolucionar o cenário brasileiro.

Essa série de implementações que a empresa vem realizando, não apenas corrobora minha visão de que a Alphabet é uma empresa robusta para o longo prazo, mas também sugere que seu potencial ainda está subestimado no mercado, apresentando uma oportunidade interessante para quem busca investir em companhias que estão redefinindo o futuro.

A crescente relevância de empresas digitais, por exemplo, tem impulsionado fundos de tecnologia, aumentado a demanda por profissionais qualificados em dados e inteligência artificial e, em última instância, redefinido setores inteiros da economia.

O futuro já chegou

Ao sair da sede do Google em Palo Alto, a sensação era de que não visitei uma empresa. Visitei um pedaço do futuro. Um modelo de futuro que já está embutido em cada busca feita no celular, em cada vídeo que assistimos e em cada decisão de consumo que tomamos.

Para quem investe, compreender o papel das big techs não é apenas acompanhar a cotação de suas ações. É entender como se move a engrenagem que redefine a economia global, afeta a produtividade, cria novos modelos de negócio e transforma a forma como usamos nossos recursos.

E talvez essa seja a grande lição: quando pensamos em finanças pessoais e investimentos, não estamos mais apenas diante de juros, inflação e câmbio. Estamos diante de uma nova infraestrutura invisível, construída em linhas de código, dados e algoritmos, que já dita o ritmo da economia mundial.

Do Vale do Silício ao seu bolso: como as big techs estão redefinindo economia e investimentos – Eduardo Mira – Estadão E-Investidor – As principais notícias do mercado financeiro

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: https://chat.whatsapp.com/GeLUPi5zQ2582nGKD6JFey para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Portal ES360, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV(em renegociação), sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA com agentes e engenharia de contexto veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

O que acontece quando humanos que constroem IAs são substituídos por IAs

As consequências econômicas, sociais e éticas podem ser assustadoras

ENRIQUE DANS – Fast Company Brasil – 01-10-2025 

Estamos vivendo uma transformação silenciosa no mundo do trabalho: a inteligência artificial já não está mais restrita a laboratórios de pesquisa ou a simples chatbots. Hoje, ela começa a corroer as bases do trabalho humano de formas menos visíveis, mas potencialmente muito mais profundas do que as manchetes sobre “assistentes de IA” ou “superinteligência” sugerem.

Há poucas semanas, o Google demitiu abruptamente 200 contratados de IA, muitos deles responsáveis por tarefas de anotação e avaliação. Oficialmente, a empresa classificou a medida como “redução de quadro”, mas os funcionários apontaram baixos salários e instabilidade.

O ponto crucial é que os cargos eliminados eram justamente aqueles que garantiam a supervisão humana sobre os sistemas de inteligência artificial: avaliadores, anotadores e revisores que compõem a estrutura invisível por trás de produtos considerados “inteligentes”.

Veja também

Ao mesmo tempo, Dario Amodei, CEO da Anthropic, alertou que a IA deve substituir muitos empregos de colarinho branco em apenas cinco anos. Não em décadas, nem em um futuro distante. Dentro do próximo ciclo de planejamento das empresas, áreas como direito, finanças, consultoria e até gestão podem estar radicalmente diferentes.

Por anos, o trabalho humano que impulsiona a IA ficou escondido: anotadores mal pagos em países em desenvolvimento, moderadores expostos a conteúdo traumatizante, contratados que limpam e estruturam dados discretamente para que modelos possam ser treinados.

A IA ESTÁ COMEÇANDO A CORROER AS BASES DO TRABALHO HUMANO DE FORMAS MENOS VISÍVEIS.

Esses trabalhos raramente eram reconhecidos, muito menos respeitados. Agora, estão sendo completamente extintos, à medida que as empresas migram de um sistema com foco no humano para um sistema com foco na automação.

Mas a questão vai além da perda de empregos. Trata-se do que se perde quando retiramos o julgamento humano da equação. Anotadores identificam ambiguidades, sinalizam riscos e aplicam raciocínio moral que os modelos não conseguem reproduzir. Avaliadores acrescentam nuances culturais e linguísticas.

Quando essas funções são automatizadas, os sistemas continuam funcionando – mas os pontos cegos aumentam, os erros se multiplicam e os vieses se reforçam. A eficiência cresce, mas a resiliência diminui.

O TEMPO ESTÁ ACABANDO

O alerta de Amodei expõe uma realidade maior: a IA está subindo na cadeia de valor. Já não se limita a tarefas de apoio, está avançando sobre análise, escrita, design e até tomadas de decisão.

Profissionais que se achavam protegidos da automação agora estão no alvo. Se os trabalhadores da linha de produção foram a primeira onda de substituição tecnológica no século 20, os de “colarinho branco” podem ser a segunda, no século 21.

As big techs costumam apresentar isso como uma oportunidade: libertação de tarefas repetitivas, criação de novos empregos, aumento de produtividade. Mas a história das revoluções tecnológicas anteriores é mais dura.

Sim, novas funções surgem, mas nem sempre para as mesmas pessoas, nos mesmos lugares ou pelos mesmos salários. E o peso dessa transição recai, em geral, sobre os trabalhadores, não sobre os acionistas.

EFICIÊNCIA NÃO É ÉTICA

Esse momento exige uma reflexão mais profunda: só porque a IA pode substituir uma função humana, significa que deve fazê-lo? Nem todo ganho em eficiência é um ganho ético. Cortar moderadores pode reduzir custos, mas a que preço para a segurança? Automatizar avaliações pode acelerar processos, mas com qual risco de erro?

Substituir profissionais de colarinho branco por algoritmos pode melhorar as margens de lucro, mas o impacto sobre a estabilidade social é evidente. Será que estamos repetindo a lógica da Meta, “mover-se rápido e quebrar coisas”, priorizando rentabilidade sem considerar as consequências?

PROFISSIONAIS QUE SE ACHAVAM PROTEGIDOS DA AUTOMAÇÃO AGORA ESTÃO NO ALVO.

É preciso cautela diante de um futuro em que a inteligência artificial não apenas media informações, mas também redefine os mercados de trabalho – e, de forma silenciosa, o próprio conceito de utilidade.

As empresas não podem simplesmente transferir essa responsabilidade para os formuladores de políticas públicas. Precisam reconhecer que a revolução invisível que conduzem tem impactos humanos profundos e que, mais cedo ou mais tarde, esses impactos afetarão a própria legitimidade delas.

TRABALHO INVISÍVEL É O QUE SERÁ SUBSTITUÍDO POR IA

A “mão invisível” da economia da IA hoje não é a do mercado de que falava o filósofo e economista Adam Smith. É o trabalho invisível que sustentou o aprendizado de máquina e as perdas invisíveis que surgem quando esse trabalho é descartado.

As demissões no Google e os alertas da Anthropic não são casos isolados. São sinais de uma transformação em curso que pode redefinir não apenas como trabalhamos, mas também quais trabalhos a sociedade continuará valorizando.

Se as empresas querem que a IA seja sustentável, precisam tratar o julgamento humano não como um apoio provisório a ser removido, mas como parte essencial de sistemas que interagem com o mundo real.

Caso contrário, corremos o risco de criar uma economia em que empregos são descartáveis, supervisão é opcional e o custo humano da eficiência só ficará visível quando já for tarde demais.


SOBRE O AUTOR

Enrique Dans leciona inovação na IE Business School desde 1990, hackeando a educação como consultor sênior de transformação digital na… saiba mais

O que acontece quando humanos que constroem IAs são substituídos por IAs | Fast Company Brasil

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: https://chat.whatsapp.com/GeLUPi5zQ2582nGKD6JFey para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Portal ES360, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV(em renegociação), sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA com agentes e engenharia de contexto veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

Brasil toma surra do Vietnã em tecnologia, educação e agro

  • Os 10% piores estudantes do Vietnã têm desempenho similar aos 10% melhores alunos brasileiros
  • Em 2024, o país exportou US$ 124 bilhões em produtos tecnológicos, enquanto no Brasil foram US$ 8 bi

Ronaldo Lemos – Folha – 28.set.2025  

Advogado, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro

Na corrida pelo desenvolvimento, o Brasil está tomando uma surra do Vietnã. O país asiático tem economia menor que a brasileira, por enquanto. Mas está acelerando enquanto estamos estacionados. O país está dando baile no Brasil em tecnologia, educação e até no agro.

No exame Pisa, que compara o aprendizado dos alunos em diferentes países, a situação é dramática. Os 10% piores estudantes do Vietnã têm desempenho similar aos 10% melhores alunos brasileiros, incluindo as escolas privadas. Mesmo alunos de famílias mais pobres no Vietnã têm desempenho muito acima da média nacional do Brasil.

No agro, o Vietnã cresceu usando conhecimento e estratégia. Está apostando em certificações para agregar mais valor aos seus produtos. No café, onde atua há bem menos tempo, tornou-se o segundo maior exportador, controlando 20% do mercado global (o Brasil tem 37%). Está também criando redes próprias de cafeterias, como a Trung Nguyên Legend, especializada em café vietnamita, com lojas na Califórnia, Texas, Oregon ou Xangai.

O país também dominou o mercado de castanha de caju, planta do nordeste brasileiro. Aliás, por curiosidade, a China acaba de se tornar o maior exportador global de Tambaqui, nosso peixe amazônico.

Mas é em tecnologia que o Vietnã está dando um baile. O país está construindo um caminho tecnológico próprio, sem copiar ninguém. Afinal, o país já teve conflitos armados com os Estados Unidos e com a China. Seu objetivo é evitar dependência de ambos.

Em 2024, o Vietnã exportou US$ 124 bilhões (R$ 662,6 bilhões) em produtos tecnológicos. O Brasil exportou US$ 8 bilhões (R$ 42,7 bilhões), a maior parte da Embraer. Tecnologia corresponde a 40% das exportações do Vietnã e menos de 3% no Brasil.

É a partir disso que o Vietnã está construindo uma infraestrutura tecnológica própria. O primeiro passo foi criar um modelo fundacional de inteligência artificial. Chamado VinaLLaMA, o modelo partiu de uma base de IA Open Source (LLaMA-2), mas foi retreinado com bilhões de tokens vietnamitas e ajustado ao contexto cultural e linguístico do país. Está hoje no estado da arte em comparação a outras IAs e serve de base aberta para aplicações nacionais.

Além disso, o país está investindo em datacenters e bases de dados locais, para dar conta da demanda do desenvolvimento da IA, com infraestrutura própria.

Vietnã vence Brasil em tecnologia, educação e agro – 28/09/2025 – Ronaldo Lemos – Folha

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: https://chat.whatsapp.com/GeLUPi5zQ2582nGKD6JFey para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Portal ES360, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV(em renegociação), sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA com agentes e engenharia de contexto veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

Edição genética se consolida como a próxima revolução do agronegócio

Com potencial para revolucionar o campo, técnica deve aumentar produtividade, reduzir custos e abrir espaço para um salto tecnológico na agricultura brasileira

Por Márcia De Chiara – Estadão – 24/09/2025 

Maior produtor mundial de soja, laranja e cana-de-açúcar, o Brasil se prepara para dar um novo salto na oferta de alimentos. Esse avanço não se dará pela derrubada de florestas ou pela transformação de pastagens em áreas plantadas, mas pelo aumento da produtividade das lavouras. O caminho está dentro da semente de cada cultivo, por meio da edição genética, considerada pelos pesquisadores como o principal vetor de inovação no campo.

No Brasil, algumas pesquisas já estão em fase avançada. A Embrapa testa em campo duas variedades de soja editada, uma tolerante à seca e outra com menor teor de lectina, enquanto o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) cultiva mudas de laranja menos suscetível ao greening (doença mais grave dos citros) em áreas regulamentadas pela CTNBio. Em outras frentes, ainda em estágio de pesquisa, a Embrapa Agroenergia desenvolve cana com maior teor de sacarose; a Embrapa Gado de Leite trabalha na introdução do gene de pelagem curta em bovinos para ampliar a tolerância térmica; e a Embrapa Pesca e Aquicultura estuda o tambaqui, para reduzir espinhas, e a tilápia, para aumentar a produção de carne.

A técnica de edição genética permite “cortar, desligar e inserir” genes para criar variedades mais resistentes ou com características valorizadas pelo mercado. “A edição genética é a nova fronteira da inovação em biotecnologia. É para onde o mundo está correndo”, afirma Alexandre Nepomuceno, chefe-geral da Embrapa Soja.

Transgênicos

Embora esteja sob o mesmo guarda-chuva da biotecnologia, a edição genética é diferente da técnica usada para se obter transgênicos. Na edição genética, manipula-se apenas o DNA da própria espécie, sem introduzir material externo. No caso da soja transgênica, foi inserido o DNA de uma bactéria para dar resistência ao herbicida.

Entre os métodos disponíveis, o mais avançado e revolucionário é o CRISPR (acrônimo do inglês: Clustered Regularly Interspaced Short Palindromic Repeats) /Cas9, desenvolvido pelas cientistas Emmanuelle Charpentier e Jennifer Doudna, laureadas com o Nobel de Química em 2020.

Nepomuceno compara a técnica a um “drone com GPS”: um RNA guia localiza a sequência de DNA que se deseja modificar e conduz a proteína Cas9, a “tesoura molecular”, até o ponto exato do corte. Após a incisão, duas situações são possíveis. Em uma delas, a célula repara o DNA de forma incorreta, desativando o gene. Na outra, é inserido um pequeno trecho de DNA da própria espécie no local da edição. Em ambos os casos, surge uma nova característica no organismo, o que amplia de forma significativa as possibilidades de aplicação da biotecnologia.

Precisão, rapidez e custo

O uso da técnica CRISPR/Cas9 tornou a edição genética mais acessível e eficiente. Enquanto o melhoramento clássico pode levar de 10 a 15 anos para desenvolver uma variedade, a edição genética reduz esse prazo para cerca de três anos. “O potencial da técnica da edição genética é absurdo”, diz Nepomuceno.

Leia também

A entrada dos transgênicos, em 1996, foi marcada por legislação considerada burocrática, que elevou os investimentos acima de US$ 100 milhões por produto. Com a edição genética, o cenário muda: por não incluir material de outra espécie, a maioria dos países – entre eles Brasil, Estados Unidos, Canadá e Argentina – não classifica os organismos resultantes como transgênicos. Isso simplifica a regulação e corta custos em até 70%, acelerando a chegada de novas variedades ao mercado.

Esse contexto abre espaço para a participação de instituições públicas, universidades e startups, que antes não tinham condições de competir em biotecnologia. Para o agrônomo Marcos Antônio Machado, ex-pesquisador do IAC, a técnica tem alcance ampliado. “A edição genética é uma técnica democrática. O grande desafio é saber qual gene editar, qual é o alvo.”

Nepomuceno ressalta o impacto da legislação mais assertiva. “A grande potência dessa tecnologia é uma legislação que garante biossegurança e não cria tantas barreiras, como no caso dos transgênicos, com o qual só as grandes companhias conseguem colocar produtos no mercado.”

Com regras claras e investimento em pesquisa, o Brasil abre caminhos para transformar a edição genética em um novo motor de produtividade e reforçar a sua liderança no agronegócio.

Edição genética se consolida como a próxima revolução do agronegócio – Estadão

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: https://chat.whatsapp.com/GeLUPi5zQ2582nGKD6JFey para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Portal ES360, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV(em renegociação), sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA com agentes e engenharia de contexto veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

Big techs: como as 7 magníficas fizeram dos EUA berço da revolução digital

História de Carol Raciunas – CNN Brasil – 23/09/2025

Big techs: como as 7 magníficas fizeram dos EUA berço da revolução digital

No período pós-guerra, a supremacia dos Estados Unidos se baseou especialmente no desenvolvimento industrial. Quando o setor se consolidou, a economia do país começou a migrar para serviços e tecnologia — até a criação das chamadas “sete magníficas”.

O termo foi criado em 2023 pelo analista Michael Hartnett, do Bank of America, para evidenciar o peso no S&P 500 e a influência como termômetro do mercado financeiro global das sete maiores big techs norte-americanas, formadas por Google, Amazon, Apple, Meta, Microsoft, Nvidia e Tesla.

Mas como foi possível que as sete magníficas, em tão pouco tempo, superassem em valor de mercado e o PIB (Produto Interno Bruto) de muitos países?

O gerente de vendas da divisão Enterprise da Nvidia no Brasil, Marcel Saraiva, explica à CNN que, historicamente, algumas regiões dos EUA unem fatores favoráveis ao desenvolvimento dessas empresas.

“Existe o fator técnico, porque forma muita gente boa do mundo inteiro, e o fator do capital, porque tem uma grande quantidade de investidores e venture capital que tem essa cultura de empreender e inovar. E isso começou já no final dos anos 1960.”

Investimento em educação

Toda tecnologia e revolução digital as quais o mundo está imerso tem uma raíz conhecida: a educação. Para inovar, é preciso ser a vanguarda do conhecimento. Neste ponto, os Estados Unidos dominam.

“Uma vez que nos Estados Unidos as pessoas têm carreiras em ciências e engenharias muito maiores que no Brasil, a gente tem menos talentos que vão querer empreender em empresas de tecnologia”, explica Lucas Abreu, fundador do podcast de empreendedorismo Sunday Drops e investidor de venture capital.

Abreu argumentou que o diferencial entre os dois países reflete um “terreno menos fértil” de oportunidades no Brasil.

José Ronaldo de Castro Souza Júnior, economista-chefe da Leme Consultores, também aponta que uma mão de obra qualificada e o desenvolvimento de tecnologias disruptivas nas universidades norte-americanas são indispensáveis.

Apesar do conhecimento ser essencial, ele não é suficiente para sustentar exclusivamente um crescimento extraordinário de empresas de tecnologia.

Para inovar, os especialistas explicam que é preciso arriscar tempo, oportunidades e dinheiro.

A força do venture capital

O capital é um dos pilares fundamentais para o surgimento das big techs, destacam os especialistas ouvidos pela CNN. Com um mercado desenvolvido, juros menores e apetite por risco, os investidores ficam mais interessados em se aventurar para tentar ganhar mais.

E é pelo venture capital (capital de risco, em português) que são unidas ideias inovadoras e o dinheiro do mercado financeiro.

O objetivo é atrair investidores dispostos a comprar uma ideia que pode ou não dar certo. É correr um alto risco de perda, mas também a chance de um lucro milionário ou até mesmo bilionário.

Essa estratégia não é tão recente: desde 1946 os Estados Unidos vêm constituindo uma forte cultura de venture capital.

Diego Bonaldo, professor da FIA Business School, destaca que este tipo de investimento entre os norte-americanos ainda está muito à frente daqueles que avançaram na União Europeia.

“A Europa vem avançando no mercado de venture capital, mas está muito distante dos Estados Unidos numa perspectiva de montante”, argumenta.

A grande questão que fica é: por que toda essa evolução só acontece nos Estados Unidos?

A União Europeia se destaca como um dos blocos com grande potencial, mas o resultado não reflete isso. Especialistas ouvidos pela CNN destacam, porém, que a UE tem ficado para trás em diversos sentidos.

O investimento em pesquisa e desenvolvimento do bloco europeu, tanto público quanto privado, é menor que nos EUA.

Além disso, os especialistas apontam que os ambientes acadêmico e corporativo norte-americanos valorizam fortemente a competição e o empreendedorismo, o que não acontece necessariamente do outro lado do Atlântico.

Para Thiago Viana, diretor de inovação do iFood, a Europa foi para um caminho com uma regulação muito dura e forte.

“Essa conduta faz sentido no final do dia, no que diz respeito à segurança do usuário, mas limita o quanto as pessoas conseguem consumir de tecnologia quando olham para esses dados.”

China e o triunfo da inteligência artificial

Fora Estados Unidos e Europa, há outro nome nessa lista: a China. O país tem mostrado uma grande capacidade de inovação, com investimentos eficientes em avanços tecnológicos.

Os celulares chineses estão ganhando cada vez mais o mundo, com marcas como a Xiaomi; enquanto a Tesla foi destronada da liderança de carros elétricos pelas fabricantes da segunda maior economia do mundo.

Em 2024, a gigante chinesa de veículos elétricos BYD registrou receitas de 777 bilhões de yuans (US$ 107 bilhões), ultrapassando a marca de Elon Musk em vendas anuais.

Isso sem contar o avanço da inteligência artificial chinesa. A startup chinesa DeepSeek têm se destacado ao redor do mundo com processadores únicos e aumentando a concorrência com rivais norte-americanas como a OpenAI.

“A questão de inovações disruptivas têm se concentrado em determinados países como a China, que tem disputado muito mais com os Estados Unidos do que com a própria Europa”, aponta José Ronaldo, da Leme Consultores.

Impasse da regulamentação

Enquanto o avanço da inteligência artificial segue impressionando o consumidor, em paralelo se desenvolve o debate sobre a regulamentação das big techs e a gratuidade dos serviços digitais oferecidos por essas empresas.

“Quando os produtos são de graça, o produto sou eu, porque hoje em dia cada minuto do nosso dia está sendo vendido no mercado”, provoca Lucas Abreu, do Sunday Drops.

Essa lógica comercial e de monetização traz resultados impressionantes. Nos últimos 10 anos, o índice industrial dos EUA Dow Jones subiu 178%, ganho percentual próximo do Ibovespa, mas consideravelmente menor que o de Alphabet, Meta e Apple, que cresceram entre 600% e 800% no período.

A Amazon se destaca ainda mais à frente, com salto de 835% na década. Ainda assim, nada chega perto do desempenho da Nvidia, que disparou 30.730%.

O que surpreende também é como o valor dessas empresas bate – por muito – a economia de países como um todo. Um levantamento da Elos Ayta mostra que o valor de mercado atual das Sete Magníficas — US$ 18,25 trilhões em 10 de julho de 2025 — equivale a mais de oito vezes o PIB (Produto Interno Bruto) nominal do Brasil, estimado em cerca de US$ 2,2 trilhões em 2025.

“Isso evidencia a magnitude financeira dessas gigantes de tecnologia, que, juntas, valem múltiplos de uma das maiores economias emergentes do mundo. Em outras palavras, o mercado atribui a esse seleto grupo um valor que ultrapassa, com ampla margem, a produção de bens e serviços de todo o território brasileiro em um ano”, comenta Einar Rivero, CEO da consultoria reponsável pelo levantamento.

A Elos Ayta ainda destaca que, de 31 de dezembro de 2024 até 10 de julho de 2025, o valor de mercado agregado dessas sete gigantes saltou de US$ 16,19 trilhões para US$ 18,25 trilhões, um crescimento de US$ 2,06 trilhões.

Para efeito de comparação, o aumento de valor das big techs é mais que o dobro do valor total de todas as empresas listadas na B3, que no mesmo período foi de US$ 623 bilhões para US$ 779 bilhões — uma alta de US$ 156 bilhões.

Desse modo, as big techs se consolidam cada vez mais ao redor do mundo, apoiadas no ambiente norte-americano.

“Essas empresas hoje são mais importantes do que outros países. As pessoas de lá têm maior poder de influência do que presidentes de diversos países”, completou Lucas Abreu.

Colaboração de Fernando Nakagawa, Gustavo Zanfer, João Nakamura, Matheus Oliveira e Rodrigo Monteiro, da CNN

Big techs: como as 7 magníficas fizeram dos EUA berço da revolução digital

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: https://chat.whatsapp.com/GeLUPi5zQ2582nGKD6JFey para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Portal ES360, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV(em renegociação), sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA com agentes e engenharia de contexto veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

Troca de favores no ambiente profissional constrói laços que não têm preço

Algoritmos ampliam o alcance e otimizam processos, mas só favores genuínos criam as conexões humanas de que realmente precisamos

RIMJHIM DEY – Fast Company Brasil – 19-09-2025 

Anos atrás, pouco depois de abrir minha própria agência de relações públicas, fui a uma festa e conheci uma jornalista de um grande veículo. Conversamos, trocamos contato e seguimos a vida.

Não nos falamos por anos, até que um dia ela me procurou. Uma fonte de uma reportagem sensível precisava de orientação para lidar com a pressão da imprensa. Não houve contrato, pagamento ou pedido formal – foi apenas alguém precisando de ajuda. Ofereci meus conselhos sem cobrar nada.

Com o tempo, essa jornalista começou a me indicar clientes e me apresentar a colegas que poderiam ser valiosos para o meu trabalho. Mais do que novos negócios, o que se construiu ali foi algo muito mais importante: confiança.

Existe uma “moeda invisível” que gera retornos maiores que qualquer contrato assinado: o poder dos favores – feitos de forma autêntica e recebidos com gratidão.

Veja também

Em um mundo no qual a IA escreve e-mails, sugere contatos e agiliza negociações, gestos que não podem ser automatizados se tornam ainda mais preciosos. Um “banco de favores” bem cultivado abre portas para relações duradouras, oportunidades e boa vontade que nenhum dinheiro é capaz de comprar.

Em 2015, pesquisadores do Instituto do Cérebro e Criatividade, da Universidade do Sul da Califórnia, mostraram que até pequenos gestos de gentileza – como segurar a porta com um sorriso – podem despertar uma gratidão genuína e até uma oferta de ajuda em troca.

Esse é o princípio do banco de favores: pequenas atitudes atenciosas influenciam a forma como os outros reagem e, com o tempo, geram retornos muito maiores – pessoais e profissionais. Em uma era na qual a IA cuida da eficiência do dia a dia, é isso que garante que nossas relações não se reduzam a meras transações de negócios.

COMO CONSTRUIR UM BANCO DE FAVORES

Seja autêntico

Todo fim de ano, enviamos presentes personalizados aos clientes. Para uma cliente que não parava de falar sobre os produtos de lã que comprou na Escócia, enviei uma manta artesanal com um bilhete explicando o motivo da escolha. A IA pode até lembrar datas e preferências, mas só você pode transformar essa informação em um gesto verdadeiro.

Compartilhe seu conhecimento

Uma das formas mais eficazes de construir um banco de favores é oferecer sua experiência sem enxergar cada interação como uma oportunidade de negócio. Recentemente, um jovem pesquisador nos ajudou em um projeto complexo de tecnologia de defesa, sem cobrar nada.

Ao entregar um trabalho de qualidade, ele sabia que estava cultivando um círculo de confiança que traria benefícios no futuro. O mesmo vale para empreendedores que usam IA: é possível escalar o que se compartilha publicamente, mas a generosidade individual continua insubstituível.

Quando (e como) pedir um favor

A questão não é tanto quando pedir um favor, mas como. O segredo está na clareza, na confiança e no respeito pela relação construída. Evite rodeios. Não esconda o pedido em longas explicações. Vá direto ao ponto: “você pode me apresentar a X?” ou “você teria 15 minutos para conversar sobre Y?”.

Isso facilita o “sim” e reforça o valor da relação. Você não está pedindo do nada – está acionando um crédito que já conquistou.

Em um mundo cada vez mais movido por algoritmos, IA e interações impessoais, o elemento humano nunca foi tão essencial. Como disse um cliente filósofo: “na era da IA, sigo apostando nos humanos”.

Um banco de favores não se constrói do dia para a noite, mas seus retornos são inestimáveis. Seja ajudando um amigo com seu bebê recém-nascido ou conectando um cliente a alguém estratégico, são esses gestos atenciosos que realmente fazem a diferença – nos negócios e na vida.


SOBRE A AUTORA

Rimjhim Dey é CEO da agência de relações públicas DEY Ideas & Influence.

Troca de favores no ambiente profissional constrói laços que não têm preço | Fast Company Brasil

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: https://chat.whatsapp.com/GeLUPi5zQ2582nGKD6JFey para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Portal ES360, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV(em renegociação), sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA com agentes e engenharia de contexto veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

OpenAI, Oracle e SoftBank anunciam cinco ‘data centers’ no projeto Stargate

O objetivo do projeto Stargate, apoiado pelo governo Trump, é investir US$ 500 bilhões nos próximos quatro anos para construir 10 gigawatts de capacidade para operações de IA nos EUA

Por Valor/Dow Jones – 23/09/2025

A controladora do ChatGPT, OpenAI, a gigante de nuvem Oracle e a firma de investimentos SoftBank estão abrindo cinco novos “data centers” nos Estados Unidos, expandindo a presença da iniciativa de inteligência artificial (IA) apoiada pelo governo Trump chamada Stargate.

A OpenAI e a Oracle construirão três, que estarão localizados no condado de Shackelford, Texas; no condado de Doña Ana, Novo México; e em algum lugar ainda não anunciado no Meio-Oeste. Outros dois locais, construídos pela OpenAI e pela SoftBank, serão abertos em Lordstown, Ohio; e no condado de Milam, Texas.

“[Estamos] realmente focados em permitir que a IA tenha toda a capacidade computacional de que precisa”, disse o novo copresidente da Oracle, Clay Magouyrk, em uma entrevista coletiva em Abilene, o primeiro local do Stargate, nesta terça-feira (23).

As ações da Oracle subiam 1,22% nas negociações pós-mercado, em Nova York, para US$ 317, após o anúncio. Os papéis caíram 4,36% no pregão regular.

As empresas revelaram a parceria com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em janeiro. O objetivo do Stargate é investir US$ 500 bilhões nos próximos quatro anos para construir 10 gigawatts de capacidade para operações de IA nos EUA.

Os cinco novos locais elevam o projeto Stargate para quase 7 gigawatts de capacidade e mais de US$ 400 bilhões em investimentos nos próximos três anos.

“A IA é diferente da internet de várias maneiras, mas uma delas é o quanto de infraestrutura ela exige”, disse o diretor-presidente da OpenAI, Sam Altman, na coletiva. “Vamos avançar na infraestrutura o máximo possível, porque isso é o que vai impulsionar nossa capacidade de entregar tecnologia incrível, produtos incríveis e serviços.”

Os “data centers” de IA hospedam a infraestrutura necessária para executar cargas de trabalho poderosas de inteligência artificial por meio de redes, servidores e outros equipamentos de hardware. Como essas cargas de trabalho de IA exigem muita energia, os “data centers” são construídos não apenas para transmitir energia ao hardware, mas também par

O local de Abilene deve ser concluído em 2026. Parte desse centro de dados já está em funcionamento na Oracle Cloud Infrastructure. A Oracle e a OpenAI disseram que também estão analisando uma possível expansão do local de Abilene para produzir mais 600 megawatts.

25 mil empregos

Os três locais que estão sendo construídos pela OpenAI e Oracle, juntamente com o centro já existente em Abilene e o local potencial de expansão, poderão entregar mais de 5,5 gigawatts de capacidade, disseram as empresas, e devem criar mais de 25 mil empregos.

A construção do local no condado de Shackelford, que está sendo feita em parceria com a OpenAI e a Oracle, já começou, com o primeiro prédio programado para ser entregue no segundo semestre de 2026.

Ainda não há um cronograma específico para a construção dos centros do Novo México ou do Meio-Oeste, que também estão sendo construídos pela OpenAI e Oracle.

Os outros dois locais que estão sendo construídos com a SoftBank devem começar a escalar no próximo ano.

OpenAI, Oracle e SoftBank anunciam cinco ‘data centers’ no projeto Stargate | Empresas | Valor Econômico

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: https://chat.whatsapp.com/GeLUPi5zQ2582nGKD6JFey para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Portal ES360, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV(em renegociação), sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA com agentes e engenharia de contexto veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

A nova palavra da moda que está assustando a China

  • Autoridades do país dizem enfrentar ‘involução’, termo que se refere à competição doméstica imprudente
  • Combater o fenômeno por meio de pressão sobre empresas e redução de subsídios não vai funcionar

Bob Davis – Folha/The New York Times – 25.set.2025

Repórter de economia e autor de “Superpower Showdown: How the Battle Between Trump and Xi Threatens a New Cold War”

A competição na China é frequentemente muito mais implacável do que nos Estados Unidos. Os EUA têm um punhado de fabricantes de automóveis; a China tem mais de cem fabricantes de veículos elétricos lutando por participação no mercado. A China tem tantos fabricantes de painéis solares que produzem 50% mais do que a demanda global. Cerca de cem produtores chineses de baterias de lítio fabricam 25% mais baterias do que qualquer pessoa deseja comprar.

Isso força os fabricantes chineses a inovar, mas também leva a guerras de preços, prejuízos e dívidas ruins —e isso está se tornando um problema.

A China está caminhando para a deflação, a espiral descendente de preços, muitas vezes catastrófica, que afundou o Japão nos anos 1990. Seus líderes estão culpando um vilão que chamam de “involução” (“neijuan” em mandarim), um termo que passou a significar competição doméstica imprudente. Eles querem contê-la pressionando as empresas a manterem os preços estáveis e instruindo governos locais a reduzirem subsídios.

Não vai funcionar. Na melhor das hipóteses, essas são soluções temporárias para o problema mais fundamental da China. Sua economia depende tanto do investimento para crescer, em vez do consumo, que produz enormes excedentes que destroem os lucros internos e provocam guerras comerciais no exterior.

A fascinação da China pelo termo involução data dos anos 1960 e do trabalho de um antropólogo americano, Clifford Geertz, que argumentou que a Indonésia não conseguia se alimentar porque o crescimento populacional havia superado as melhorias na produtividade agrícola. Geertz usou involução —um termo antropológico para uma cultura que não consegue se adaptar e crescer— para descrever esse ciclo de condenação. Sua análise ressoou em uma China que, na época, lutava para alimentar seu próprio povo, a maior população do mundo.

PUBLICIDADE

O termo ganhou força na China durante a pandemia, quando os jovens usaram involução para descrever a pressão que sentiam para avançar em uma economia estagnada. Em 2020, um vídeo viralizou mostrando um estudante da Universidade Tsinghua pedalando sua bicicleta à noite enquanto trabalhava em um laptop apoiado no guidão. Publicações relacionadas à involução foram visualizadas mais de um bilhão de vezes até o ano seguinte.

LEIA MAIS

Inicialmente, estudiosos chineses mais velhos descartaram essa noção de involução, chamando-a de sintoma do capitalismo ocidental. Então, em 2024, os fabricantes chineses derramaram tinta vermelha e exportaram mercadorias que não conseguiam vender internamente a preços tão baixos que EUA e Europa ergueram tarifas para barrá-los. O problema, argumentaram os funcionários chineses, não era o sistema econômico chinês. O problema era a competição doméstica ruinosa, ou involuída. Em julho de 2024, o Politburo, órgão de 24 membros do Comitê Central do Partido Comunista da China, identificou pela primeira vez o combate à involução como uma prioridade. Cinco meses depois, uma conferência econômica do Partido Comunista prometeu “abordar de forma abrangente a competição involuída”.

Essa formulação é importante para Pequim, que tem sido criticada pelos Estados Unidos e Europa por exportar seu excedente de manufatura a preços que levam concorrentes ocidentais à falência. Ao reembalar seus esforços como combate à involução em vez de excesso de capacidade, Pequim pode argumentar que não está cedendo à pressão ocidental, que um porta-voz da Embaixada Chinesa descreveu como “coerção econômica e intimidação descaradas”.

Nos Estados Unidos, os mercados resolvem qualquer excesso de oferta através de cortes na produção, retirada de crédito e falências. A China, por sua vez, depende do controle governamental e partidário. Recorrendo ao seu antigo manual, os reguladores convocaram fabricantes de automóveis, banqueiros, produtores de cimento e plataformas de comércio eletrônico, entre outros, para alertar contra cortes excessivos de preços.

Autoridades estão planejando criar um cartel de polissilício para tentar aliviar as guerras de preços de energia solar, e estão revisando a regulamentação de preços para proteger contra o que o Global Times, de propriedade estatal, chama de competição “estilo corrida de ratos”.

Pequim também está sinalizando aos funcionários do governo local que não devem oferecer tábuas de salvação para empresas locais deficitárias —uma grande mudança em uma política econômica de longa data sobre a qual muitas carreiras políticas foram construídas.

Esses tipos de intervenções são quase sempre de curta duração. Em julho, os gastos de investimento da China despencaram, o que a empresa de pesquisa de mercado Gavekal Dragonomics argumenta que pode ser resultado da campanha anti-involução. Se isso continuar indefinidamente, a economia entraria em colapso. O governo certamente recuaria antes disso.

Políticas de longa data que incentivam o excesso de oferta permanecem intocadas. Os funcionários locais ainda são avaliados por quão bem a economia cresce e quão pacífica sua população permanece. Isso, por sua vez, significa manter as empresas locais à tona para garantir a disponibilidade constante de empregos e receita fiscal.

Há cerca de uma década, Pequim abriu uma campanha semelhante para reduzir o vasto excesso de oferta de aço. As siderúrgicas fizeram um grande espetáculo ao tirar fornos de produção, às vezes explodindo-os para os noticiários de TV. As usinas escolhidas eram frequentemente obsoletas e os governos locais continuavam a subsidiar a construção de instalações mais modernas. A produção de aço aumentou, assim como as tarifas dos EUA para conter as importações de aço.

O que a China precisa, mais do que campanhas políticas, é de mais gastos domésticos, que por sua vez consumiriam mais do excesso de oferta. Funcionários ocidentais e alguns economistas chineses têm feito essa recomendação há anos, mas a China tem resistido.

O consumo privado representa cerca de 40% do PIB (Produto Interno Bruto) da China, em comparação com cerca de 69% nos Estados Unidos e 53% na Alemanha, forte em manufatura. Isso ocorre em parte porque as famílias chinesas economizam muito para compensar uma rede de segurança social escassa.

Não faltam sugestões sobre como estimular os gastos dos consumidores chineses, desde cortes no imposto de renda até o aumento de pensões e cobertura de saúde, até a venda de empresas de propriedade local e a distribuição de ações para cada pessoa na província.

Até agora, houve apenas adições modestas à rede de segurança, e Pequim está cautelosa em reduzir o controle do Estado sobre a economia e entregá-lo aos consumidores. Há pouca razão para pensar que isso mudará. É provável que a China tente superar sua campanha anti-involução esperando que os importadores, mesmo os Estados Unidos com suas altas tarifas, absorvam seus bens excedentes.

Isso pode não ser mais suficiente para impulsionar o crescimento. O risco é que a China siga o Japão em um período de estagnação do qual não há saída fácil.

A nova palavra da moda que está assustando a China – 25/09/2025 – Mercado – Folha

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: https://chat.whatsapp.com/GeLUPi5zQ2582nGKD6JFey para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Portal ES360, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV(em renegociação), sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA com agentes e engenharia de contexto veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

A China produziu tantos painéis solares que baixou os seus preços: agora quer fechar fábricas para salvar a sua indústria

História de Viny Mathias – msn – 21/09/2025

A história tem ares de paradoxo. Ao inundar o mundo com painéis solares a preços imbatíveis, a China contribuiu amplamente para a aceleração da transição energética global. Isso é uma boa notícia para o planeta, mas um verdadeiro pesadelo para a própria indústria. Por meio de subsídios e ambição excessiva, as fábricas chinesas produziram muito além da demanda, criando um excedente que literalmente pulverizou as margens dos fabricantes. A reação é violenta: empresas à beira da falência, prejuízos bilionários e um governo soando o alarme.

Para entender a situação, precisamos relembrar a estratégia agressiva da China para dominar o setor de tecnologia verde. Por meio de investimentos maciços, o país conseguiu controlar mais de 80% da cadeia global de produção de painéis solares. O resultado? Uma capacidade de produção que agora atinge quase o dobro da demanda global. Esse excesso de oferta levou logicamente a uma guerra de preços suicida.

A China produziu tantos painéis solares que baixou os seus preços: agora quer fechar fábricas para salvar a sua indústria

(Imagem: American Public Power Association/Unsplash)

De acordo com dados recentes, segundo o portal parceiro JeuxVideo, o preço do polissilício (também conhecido como silício cristalino), uma matéria-prima essencial, despencou. Com isso, algumas empresas chinesas estão vendendo o polissilício com prejuízo, cerca de US$ 5 (R$ 26 em conversão direta) por quilo, enquanto o preço de equilíbrio do mercado é estimado em mais de US$ 24 (R$ 127).

Essa situação colocou os líderes do setor de joelhos. Os números são alarmantes: só em 2024, estima-se que o setor tenha acumulado quase US$ 40 bilhões em prejuízos. No primeiro semestre de 2025, seis dos maiores fabricantes chineses viram seus prejuízos acumulados dobrarem para US$ 2,8 bilhões. A onda de falências está se acelerando, com mais de 50 empresas do setor já tendo fechado as portas em 2025. Um verdadeiro massacre que ameaça o ecossistema pacientemente construído pela China.

Governo apita o fim do recesso

Diante desse caos, o governo chinês decidiu mudar radicalmente de tom. A abordagem “laissez-faire” (deixar acontecer) saiu de campo e o controle autoritário entrou em cena. O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT) da China realizou uma série de reuniões de crise com líderes do setor. A mensagem é clara: essa “competição desordenada” precisa acabar e o excesso de capacidade de produção precisa ser reduzido. O objetivo é estabilizar os preços para garantir a sobrevivência do setor a longo prazo.

Várias medidas drásticas estão em pauta. A mais impressionante é a criação de um fundo de US$ 7 bilhões, apoiado pelos próprios produtores de polissilício, com o objetivo de comprar e fechar aproximadamente um terço da capacidade de produção do país. Ao mesmo tempo, Pequim pretende tornar os padrões mais rigorosos para forçar as fábricas menos eficientes e mais antigas a encerrarem suas operações.

Essa consolidação forçada pode ter efeitos rápidos. Alguns analistas já observam uma ligeira tendência de alta nos preços dos módulos de fábrica, um sinal de que o mercado está antecipando essa grande limpeza. Para o resto do mundo, essa decisão potencialmente marca o fim da era dos painéis solares a preços reduzidos, mas também pode permitir que outros players, especialmente na Europa e nos Estados Unidos, recuperem algum fôlego diante do rolo compressor chinês.

A China produziu tantos painéis solares que baixou os seus preços: agora quer fechar fábricas para salvar a sua indústria

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: https://chat.whatsapp.com/GeLUPi5zQ2582nGKD6JFey para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Portal ES360, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV(em renegociação), sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA com agentes e engenharia de contexto veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas

Brasil pode atrair US$ 90 bi em investimentos no setor de biocombustíveis marítimos, diz estudo

País pode suprir até 15% da demanda global de combustíveis do setor e cortar 170 milhões de toneladas de CO₂ equivalente por ano, conclui relatório

Por Aline Bronzati (Broadcast) – Estadão – 22/09/2025 

NOVA YORK – O Brasil reúne condições para se tornar pilar da descarbonização do transporte marítimo mundial: pode suprir até 15% da demanda global de combustíveis do setor, cortar 170 milhões de toneladas de CO₂ equivalente por ano e atrair investimentos próximos de US$ 90 bilhões, conclui relatório da consultoria Boston Consulting Group (BCG) apresentado no Brazil Climate Summit, em Nova York.

A pesquisa, intitulada “Seizing Brazil’s Potential for Low-Emission Marine Fuels”, parte da exigência regulatória da Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês), que passa a exigir a redução da intensidade de carbono dos navios a partir de 2028, sob multas de US$ 100 a US$ 380 por tonelada de CO₂ e não abatida. Conforme o BCG, como segundo maior produtor mundial de etanol e biodiesel, o Brasil dispõe de escala agrícola, capacidade industrial e até 25 milhões de hectares de terras degradadas aptas a integrar a cadeia de biocombustíveis sem competir com a produção de alimentos.

“Com as embarcações necessitando reduzir drasticamente a intensidade de suas emissões de gases de efeito estufa, haverá uma crescente demanda por combustíveis marítimos de baixa emissão”, afirma Arthur Ramos, diretor executivo e sócio do BCG. “Neste cenário, os biocombustíveis brasileiros, como o biodiesel e etanol, oferecem alternativas de rápida implementação, competitivas em custo e escaláveis, cujo aumento da oferta será apoiado na restauração de terras degradadas”, avalia.

Estudo reafirma potencial do Brasil de receber de US$ 2 trilhões a US$ 3 trilhões em investimentos a partir do compromisso de empresa em zerar emissões Foto: Porto de Santos/Divulgação

O estudo calcula que o biodiesel nacional (B100) entrega custo de abatimento de US$ 220-230/tCO2e nos portos brasileiros — bem abaixo das futuras penalidades — e de US$ 280-300/tCO2e em hubs como Roterdã e Cingapura. No caso do etanol, os valores ficam entre US$ 205-210/tCO2e no Brasil e US$ 265-275/tCO2e no exterior, reforçando a atratividade econômica do produto.

“Esta vantagem pode gerar uma redução de aproximadamente 170 Mt de CO₂ e por ano e atender a 15% da demanda de energia do transporte marítimo até 2050, com uma oportunidade de investimento estimada em cerca de US$ 90 bilhões especificamente para a cadeia de valor de biocombustíveis marítimos”, reforça Ramos.

Para que o potencial se confirme, o BCG aponta a necessidade de consolidar o arcabouço regulatório da IMO, criar mecanismos de incentivo claros até 2027 e avançar na adaptação de motores a metanol compatíveis com etanol. Mesmo assim, a consultoria sustenta que a combinação de vantagens naturais e agenda climática oferece ao País uma chance “única” de liderar a transição energética nos mares e, ao mesmo tempo, recuperar áreas degradadas, impulsionar a agricultura regenerativa e gerar novas receitas em divisas.

O estudo do BCG reafirma ainda o potencial do Brasil de receber uma injeção de US$ 2 trilhões a US$ 3 trilhões em investimentos a partir do compromisso de empresas brasileiras em zerar as emissões de gases do efeito estufa, principais causadoras das mudanças climáticas, até 2050. Nesta conta, estão iniciativas de descarbonização em quatro áreas principais: créditos de carbono, energia limpa, agricultura sustentável e uma revolução verde no setor industrial.

Brasil pode atrair US$ 90 bi em investimentos no setor de biocombustíveis marítimos, diz estudo – Estadão

Se você tiver interesse e ainda não estiver inscrito para receber diariamente as postagens de O Novo Normal, basta clicar no link: https://chat.whatsapp.com/GeLUPi5zQ2582nGKD6JFey para WhatsApp e https://t.me/joinchat/SS-ZohzFUUv10nopMVTs-w  para Telegram. Este é um grupo restrito para postagens diárias de Evandro Milet. Além dos artigos neste blog, outros artigos de Evandro Milet com outras temáticas, publicados nos fins de semana no Portal ES360, encontram-se em http://evandromilet.com.br/

Acesse o link abaixo para entrar no meu grupo do WhatsApp onde publico meus artigos semanais e entrevistas que faço no rádio e TV(em renegociação), sempre na temática inovação e negócios: https://chat.whatsapp.com/HqlJjC80rJ0Bu9lmsZgw5B

Sugestão: Se estiver procurando alguém para implementar uma solução de IA com agentes e engenharia de contexto veja a Aumo | Transformamos dados em soluções de IA avançadas