De drones a carro autônomo: as inovações na logística


Saiba por que o mercado de logística se tornou um diferencial competitivo para as empresas e qual é o papel das logtechs — startups que atuam no setor — neste cenário

Por Sabrina Bezerra – Startse – 20/07/2021

Logística se tornou um dos setores que mais se destaca na nova economia. O motivo é claro: o consumidor passou a comprar (cada vez mais) online e a preferência é por empresas que entregam melhor e mais rápido. Demorou? Perdeu a venda. De olho nisso, as companhias dos mais diversos segmentos estão investindo em tecnologias para melhorar o sistema logístico. E as inovações são as mais diversas: automação de sistemas, carros autônomos, drones, frota própria de avião, robôs e tantas outras (veja detalhes abaixo).

Neste cenário, além do consumidor, claro, quem também sai ganhando são as logtechs — startups que atuam no setor de logística. Atualmente, elas ocupam o 16º entre os 45 segmentos de startups mapeados pela Abstartups (Associação Brasileira de Startups) e grandes companhias estão desembolsando milhões para comprá-las ou fazer parceria. “E deve continuar neste ritmo. As empresas perceberam que fazer negócio com as startups se tornou uma necessidade. Isso porque, elas têm capacidade de criar soluções inovadoras e de forma rápida para a marca”, diz em entrevista à StartSe José Muritiba, diretor executivo na Abstartups.

Drone de entrega do iFood (Foto: divulgação iFood)

O QUE É LOGÍSTICA?

A logística atua em muitos nichos. É responsável por armazenar os produtos, controlar estoque e o transporte, entregar as mercadorias e planejar a execução. “O mercado de logística se responsabiliza por produtos e serviços de ponta a ponta e dos mais diversos segmentos”, afirma Muritiba. 

COMO AS LOGTECHS PODEM BENEFICIAR O MERCADO?

Com soluções capazes de otimizar todo o processo da logística. Seja com o uso de inteligência artificial para melhorar os processos logísticos, diferentes modais de entrega, tecnologia de armazenagem nos centros de distribuição, marketplace de fretes, entre outros. E qual a diferença entre uma empresa tradicional de logística e uma logtech? “Todo o processo de tecnologia usado na sua oferta de produto e serviço”, diz Muritiba. “As logtechs têm o propósito de fazer algo melhor, mais rápido (por ser otimizado) e mais barato. Basicamente, o empreendedor entende a dor [não curada por grandes marcas] e cria uma solução que faça sentido e seja comercialmente viável”, completa o especialista.

COMO A PANDEMIA IMPACTOU O MERCADO DE LOGÍSTICA

A chegada da pandemia de coronavírus acelerou a digitalização das empresas. Na contramão de muitos setores, por exemplo, o e-commerce brasileiro cresceu em 2020 73,88% em comparação com 2019, segundo o índice MCC-ENET, realizado pelo Comitê de Métricas da Câmara Brasileira da Economia Digital (camara-e.net) em parceria com o Neotrust Movimento Compre & Confie. O que afetou diretamente o setor de logística — que teve de se adaptar com mais entregas e prazos desafiadores. Além disso, segundo a pesquisa Global Consumer Insights, realizada pela consultoria americana PwC, 40% dos consumidores estão dispostos a pagar um pouco mais para receber suas encomendas o mais rápido possível. Diante deste cenário, empresas passaram a investir pesado em tecnologia e em soluções capazes de entregar mais rápido (veja no próximo tópico).

Robô de entrega da Domino’s feito pela Nuro (foto: Divulgação/Domino’s)

COMO AS EMPRESAS ESTÃO INOVANDO NO SETOR 

Se antes bastava ser um superapp para ser competitivo, hoje sai na frente as marcas que entregam mais rápido, melhor e que façam a diferença ao meio ambiente — a medida que cresce a importância da agenda ESG. De olho nisso, a Americanas vai compor a frota de entrega com mais de 500 veículos elétricos, 150 tuc-tucs e 170 bicicletas comuns e elétricas. O Magazine Luiza anunciou que as entregas feitas online serão feitas em até uma hora. Para isso, lojas foram transformadas em mini centros logísticos e também desembolsou dinheiro de seu caixa para comprar as startups de logística GFL e SincLog. O Mercado Livre tem a sua própria frota de aviões cargueiros. A MadeiraMadeira fez a aquisição da iTrack Brasil, startup de softwares para logística. 

A DHL, empresa de logística, deve fechar uma parceria com a desenvolvedora búlgara de aeronaves Dronamics para lançar um drone capaz de levar encomendas entre cidades. O iFood tem feito teste piloto com entregas por bicicletas, drones, motos elétricas e robôs autônomos. A Domino’s já está fazendo entrega de pizzas com robôs. 

Quanto o assunto é logtech brasileira, a Loggi, startup de entregas, se destaca por fazer parte do seleto grupo de unicórnios (empresas avaliadas em US$ 1 bilhão). A companhia atua em diversas frentes da logística: conecta usuários com entregadores por meio de uma plataforma, cria centros de distribuição estratégicos pelo país e otimiza rotas de tráfego a partir deles. A rede tem mais de 40 mil entregadores autônomos que fazem a entrega em diferentes tipos de veículos. Vale ficar de olho: outro potencial unicórnio, segundo Muritiba é a CargoX, startup focada em marketplace de fretes. 

Saiba mais: 5 grandes apostas para unicórnios brasileiros em 2021

Outra logtech é o Melhor Envio, plataforma de cotação e geração de fretes que oferece condições mais competitivas para quem vende pela internet. A empresa foi fundada em 2015 pelo empreendedor Éder Medeiros. Hoje, trabalha com as principais transportadoras do país, como Azul Cargo Express, Buslog, Correios, Jadlog e Latam Cargo. Atualmente tem cerca de 300 mil clientes e possui mais de 40 integrações com plataformas do ecossistema do e-commerce, entre elas Amazon, Loja Integrada, Wix, entre outras.

A TrazFavela Delivery atua em regiões periféricas de grandes cidades e atuando em regiões que, muitas vezes, não são atendidas pelos principais serviços de delivery. A plataforma oferece benefícios para comerciantes, entregadores e consumidores das periferias. 

A Carbono Zero Courier é uma empresa que oferece logística urbana de forma sustentável na Grande São Paulo e na Baixada Santista. “Substituímos veículos poluentes por bicicletas e veículos elétricos”, diz em entrevista à StartSe Leonardo Lorentz, sócio e gestor da Carbono Zero. A startup tem quatro tipos de modais: bicicleta tradicional e elétrica, motos elétricas, tuc-tuc e furgões elétricos. A cada serviço, o sistema calcula e exibe a emissão evitada de CO2. 

Veículos de entrega da Carbono Zero (Divulgação site Carbono Zero)

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