O Poder da narrativa na gestão


No final é tudo sobre contar histórias: aquelas que contamos para nós mesmos e aquelas que contamos para os outros

Por Sérgio Cavalcanti* Exame Publicado em: 29/12/2020

Gosto de trabalhar com jovens talentosos que valorizam experiência e cabelos brancos. Olhos e ouvidos atentos às histórias que tenho para contar tornam nossas conversas ricas e gratificantes. As perguntas me fazem aprender mais, rever conceitos, aprimorar modelos, criar um círculo virtuoso.

Esses jovens se surpreendem inicialmente quando sugiro que façam um curso de escrita criativa. Certamente esperavam a indicação de algum curso de planejamento estratégico, inovação, finanças corporativas, com o Damodaran ou outro expert do mundo corporativo. Os cursos ministrados pelos cardeais do conhecimento são importantes, aprender é sempre importante, mas minha sugestão é dirigida a uma habilidade subapreciada.

Saber contar histórias é uma habilidade fundamental para qualquer líder e deveria ser parte do currículo das escolas de negócio. Contar histórias é um ato comunitário, envolve compartilhamento de conhecimentos e valores. É um dos elementos mais unificadores da humanidade, central para a existência humana, ocorre em todas as culturas no mundo. Através de histórias, transmitimos conhecimentos, valores, propósito, inspiração, criamos novas perspectivas, abrimos mentes e corações. Histórias têm o poder de tornar coisas presentes, definir prioridades, dar vida a questões fundamentais, estabelecer pautas sociais.

Ao ouvir uma história, uma função no cérebro chamada “acoplamento neural” é ativada, o que permite ao ouvinte converter as ideias apresentadas em experiências próprias. Isto torna o conteúdo mais pessoal, mais fácil para o ouvinte se identificar, o que aumenta a influência delas.

Com o advento das redes sociais, o poder da narrativa ficou claro e inequívoco. A habilidade de contar histórias virou uma potente arma nas guerras culturais travadas diariamente no mundo virtual, com sério impacto sobre o que pensamos e como tomamos decisões. Não é diferente nas organizações.

Seres humanos são sedentos por sentido, tentam entender o ambiente que os rodeiam, buscam criar um nexo para uma jornada que sabem finita. Por isso histórias são fundamentais e saber contá-las é uma arte a ser desenvolvida.

Histórias bem contadas são poderosas, naturais, revigorantes, energizantes, persuasivas, holísticas, divertidas, comoventes, memoráveis e autênticas. Por meio delas, compartilhamos paixões, medos, tristezas, dificuldades, alegrias e encontramos um terreno comum para que possamos nos conectar e nos comunicar com outras pessoas. As narrativas nos ajudam a dar sentido às organizações e tornam os storytellers inesquecíveis.

Por isso, caro leitor, faça um curso de escrita criativa. Aprenda a contar histórias a colaboradores, gestores, investidores e todo tipo de stakeholder. Será divertido e trará um imenso retorno.

*CEO e fundador da Nationsoft e Mestre em Gestão pela Stanford University

https://exame.com/blog/sergio-cavalcanti/o-poder-da-narrativa/

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