Tem que reinventar


por Evandro Milet

Nunca antes no mundo inteiro houve tão pouca pesquisa no Google por: carro, casamento, imóvel, roupa, festa e viagem. E, ao contrário, nunca houve tanta pesquisa no Google no mundo por: exercício, meditação, café, saúde pública, desemprego e insônia. Essa nota chamava a atenção na coluna de Ancelmo Gois, em O Globo.

Claro que muitas dessas coisas vão voltar quando as pessoas puderem novamente se encontrar. Mas aumenta a curiosidade sobre o que será o novo normal depois da pandemia, pelo menos enquanto não existir uma vacina. Todos de máscara, mantendo distância uns dos outros, desconfiados de botões de elevadores e maçanetas e com medo de aglomerações. E aí? Ninguém vai ao Maracanã, à missa, à casa noturna, à festa de casamento? Como gritar gol de máscara? Como receber a hóstia? Como cantar acompanhando a música? Quem irá à praia lotada de máscara? Quem vai comer um hambúrguer de máscara no fast-food? E a fila? Terá espaço no local para manter distância? Aliás, esse negócio de restaurante vai ser tenso. Alguém irá tranquilo a um self-service, com todo mundo respirando em cima da comida, mesmo com protocolos ainda mais rigorosos? Os restaurantes conseguirão separar as mesas para uma distância segura? Você vai pegar o cardápio despreocupado? Como os garçons vão servir a dois metros de distância? Sommeliers de máscara? Ar condicionado propaga o vírus? O fato é que todos os negócios terão que se inventar. Com todo mundo confinado, ou os que podiam, a saída inicial foi pelo delivery e ecommerce de uma maneira geral, para quem tinha produtos para entregar. Terão problema aqueles serviços onde o prestador fica muito perto: cabeleireiro, manicure, dentista, fisioterapeuta, tatuador e profissionais do entretenimento adulto(!). Outras atividades estão e ficarão complicadas. Artistas poderão gravar novelas e filmes? E espetáculos de teatro ou circo? De máscara? Não se sabe nem se terão plateia. É lamentável o que pode acontecer no mundo cultural e em muitos negócios.

Como a maior parte da transmissão é feita por assintomáticos, todos terão que ser testados permanentemente e nem se garante ainda que haja imunização para os que já ficaram doentes.

As escolas da China começaram a voltar, com todos os alunos de máscara. Como garantir a disciplina da máscara para crianças pequenas? Vamos eliminar os trabalhos em grupo, sempre recomendados nas boas práticas? As escolas e os professores estão aprendendo rapidamente a lidar com o ensino à distância e, provavelmente, vão ampliar a utilização dessa prática. Mas e os pequenininhos?

Esse novo normal vai ser difícil.

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Um comentário em “Tem que reinventar

  1. É o começar de uma nova era. Estamos vivendo a realidade de um roteiro de Hollywood. Mas não sabemos qual o script que será seguido e nem que final teremos. Na verdade, acho que estamos mais para uma série da Netflix, cheia de surpresas e a continuidade dela é imprevisível!

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