Estudos americanos indicam que o acesso às artes na escola tem impacto indireto no desempenho dos alunos. Embora não necessariamente melhore as notas em disciplinas básicas, como matemática e leitura, a exposição às artes parece beneficiar habilidades cognitivas, emocionais e sociais.
O foco em testes padronizados na avaliação da educação, como o Saeb e o Pisa, levou a uma redução de recursos destinados às artes nas escolas, especialmente nos EUA. Estudantes de grupos marginalizados, como dança e estudantes não brancos, foram os mais prejudicados.
Pesquisas apontam que a participação em atividades artísticas pode reduzir advertências, melhorar o desempenho em redação, aumentar a compaixão e o empenho escolar, mas não necessariamente o desempenho em testes padronizados.
Outros estudos exploram a integração das artes no ensino, com efeitos modestos na melhoria das notas em comparação com outras intervenções. O envolvimento em artes também parece beneficiar o desempenho acadêmico em matemática, leitura, motivação e empatia.
Embora os resultados variem, as artes desempenham um papel relevante no desenvolvimento das habilidades necessárias para a inovação, incluindo habilidades técnicas, de pensamento criativo e habilidades comportamentais e sociais. Portanto, a presença das artes nos currículos escolares é justificada, independentemente de transferências diretas de competências em outras disciplinas.
Leia a matéria completa de Vinicius Torres Freire na Folha de 07/09/2023 em:
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