NASA cria plataforma para controlar cada árvore do mundo


A CTrees usa inteligência artificial para rastrear árvores por todo o planeta, fornecendo uma importante ferramenta para a medição do carbono

Redação Fast Company – 20-09-2022 

Enquanto startups se esforçam para construir dispositivos que retirem CO2 do ar, as três trilhões de árvores do mundo já fazem a mesma coisa, em escala massiva. Uma nova plataforma monitora exatamente o quanto elas contribuem, contando a quantidade de carbono armazenada em cada árvore do planeta.

Uma nova entidade sem fins lucrativos, a CTrees (seu lema: “veja a floresta e as árvores”), usa inteligência artificial para analisar dados e imagens de satélite, junto com informações sobre o número de árvores.

Conforme elas crescem, ou quando desaparecem (cortadas ou queimadas, por exemplo) a CTrees vai usando novas imagens de satélite para manter atualizadas as estimativas da quantidade de carbono capturado.

O método, baseado em duas décadas de pesquisas científicas, “tem uma precisão que é quase padrão ouro” em termos de mensuração, garante Sassan Saatchi, cientista do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA e um dos líderes do projeto.

 Algumas startups, como a Pachama, localizada em San Francisco (Califórnia) também utilizam IA e sensoriamento remoto para rastrear alterações em florestas para projetos específicos de sequestro de carbono. Mas a CTress olha o panorama global.

Estima-se que, no ano passado, o conjunto de todas as árvores do planeta armazenou 400 bilhões de toneladas de carbono.

Ela também consegue identificar o que está acontecendo em regiões específicas. Dados em alta resolução captados por satélites comerciais tornam possível até focar em uma determinada árvore, individualmente.

Os dados serão cruciais para países que dependem de florestas para capturar a quantidade de carbono necessária de modo a conseguir cumprir com os compromissos firmados no Acordo de Paris.

Empresas e ONGs que vendem créditos de carbono para proteger e restaurar áreas de mata também precisam de uma ferramenta desse tipo para ajudar a convencer os compradores de que estão mensurando de forma legítima o valor de seu trabalho.

“Elas precisam ter dados confiáveis para monitorar a floresta e esses dados têm que ser muito precisos”, diz Saatchi.

Dados anuais serão liberados para consulta pública no website do projeto, incluindo números globais e por país. Clientes que queiram projetos específicos de medição pagarão uma taxa, cujo valor ainda não foi fixado.

A plataforma pode ser usada pelos mais variados motivos, do monitoramento de árvores em áreas urbanas à identificação de áreas desmatadas. Segundo Satchi, grupos que trabalhem com comunidades indígenas ou com pequenos agricultores em ações de reflorestamento ou de créditos de carbono também podem usar os dados.

“Ao mesmo tempo, vamos incluir os esforços de todos para ver exatamente como estamos nos saindo globalmente”, informa. Pesquisadores estimam que, no ano passado, o conjunto de todas as árvores do planeta armazenou 400 bilhões de toneladas de carbono.

Com base em reportagem de Adele Peters.


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