Home office: cidades pequenas tentam atrair profissionais, e até pagam para isso


Itália, Estados Unidos e Espanha criaram programas nessa linha

Por Da Redação Valor 04/06/2022

O home office, intensificado com a pandemia e agora adotado por diversos profissionais e empresas, está permitindo que as pessoas saiam dos grandes centros e escolham viver em cidades menores, normalmente mais próximas à natureza. Alguns países estão, inclusive, incentivando essa mudança, com recompensas financeiras para quem decidir se mudar. Portugal, Irlanda e Austrália são três deles. Mas há outros.

No sul da Itália, o município de Santo Stefano di Sessanio, uma vila medieval com apenas 115 moradores, lançou um programa, no fim de 2020, que incluía subsídios de até 8.000 euros por ano, durante três anos, para quem fosse morar lá. A oferta incluía uma casa por um “aluguel simbólico” e um subsídio não reembolsável de até 20.000 euros para uma startup que se instalasse na região.

A iniciativa teve como objetivo combater o “despovoamento e a desertificação” das áreas rurais, disse a municipalidade. Dos 115 moradores de Santo Stefano di Sessanio, 41 tinham mais de 65 anos em 2020 e apenas 13 tinham menos de 20 anos.

Os Estados Unidos também têm incentivos para quem quer ir para o interior – ao menos o estado de Vermont. O governo local oferece até US$ 75 mil para gastos com a mudança para trabalhadores que atuam em home office e que decidirem viver no estado, conhecido por sua paisagem natural composta principalmente por florestas.

Na Espanha foi criada, inclusive, uma “rede nacional de cidades pequenas acolhedoras”. O objetivo é atrair as pessoas que podem trabalhar remotamente para essas localidades – há mais de 40 “pueblos” participantes. Nesse caso não há incentivo financeiro para viver nesses locais, mas os estrangeiros têm a facilidade de contar com um visto de doze meses para nômades e uma plataforma que facilita a conexão com hospedagem e serviços locais.

Como ser um nômade digital e trabalhar de qualquer lugar

Algumas pesquisas mostram que há interessados nesse novo tipo de vida: morar em cidades menores e seguir trabalhando para empresas com sede em grandes centros, via home office.

Um estudo do Gallup feito nos Estados Unidos na pandemia descobriu que metade dos americanos prefeririam morar em uma cidade pequena ou área rural. Já uma pesquisa recente da Microsoft, feita este ano com 31 mil pessoas em 31 países, incluindo o Brasil, apontou que 52% dos trabalhadores da geração Z – nascidos entre 1990 e 2010 – dizem considerar mudar-se para um novo local já que podem trabalhar remotamente, contra 38% da média geral dos participantes.

https://valor.globo.com/carreira/noticia/2022/06/04/home-office-cidades-pequenas-tentam-atrair-profissionais-e-ate-pagam-para-isso.ghtml

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