Três eventos recentes podem mudar radicalmente o futuro da Petrobras


Em menos de uma semana, houve uma escalada na pressão mundial pelo fim do uso de combustíveis fósseis

Por Josette Goulart Veja 27 Maio 2021 

Em menos de uma semana, três acontecimentos internacionais mostraram uma escalada da pressão para o fim do uso de combustíveis fósseis e estão dando sinais de como o futuro da Petrobras pode mudar radicalmente. Na quarta-feira, 26, um investidor ativista que tem insignificantes 0,02% das ações da Exxon ganhou dois assentos no conselho da petroleira. Enquanto a Exxon defende expandir perfuração, o Engine n.1 defende que a empresa diversifique gradualmente seus investimentos para estar pronta para um mundo que precisará de menos combustíveis fósseis nas próximas décadas. 

Com esse discurso, o fundo ativista teve apoio de diversos outros acionistas incluindo a BlackRock, o maior gestor de fundos do mundo e que é também acionista relevante da Petrobras. A BlackRock tem 5% das ações preferenciais da estatal brasileira e sua decisão de apoiar os ativistas na Exxon mostra que a gestora está levando a sério o compromisso que assumiu de zerar emissão de carbono até 2050 e que isso não será feito apenas indo embora das empresas, mas interferindo nos seus processos decisórios. 

Exploração de petróleo com a vista da cidade do Rio de Janeiro. //Getty Images 

Outro evento da quarta-feira, que deveria acender os alertas da Petrobras, foi a decisão de um tribunal holandês que concluiu que a Shell é parcialmente responsável pela mudança climática no mundo e ordenou que a empresa reduza em 45% suas emissões de carbono até 2030. 

O terceiro evento foi o relatório divulgado pela Agência Internacional de Petróleo, na semana passada,  produzido a pedido do Reino Unido que vai sediar o próximo evento mundial do clima. Sem meias palavras, a agência diz que se os países estão mesmo comprometidos em zerar a emissão de carbono até 2050, o mundo tem que parar hoje de fazer novos investimentos em petróleo e gás. Parar mesmo. Zero de investimentos, diz o relatório da agência. 

https://veja.abril.com.br/blog/radar-economico/tres-eventos-recentes-podem-mudar-radicalmente-o-futuro-da-petrobras/

COP26: investimento em petróleo tem que parar já e carro a gasolina morrer

Agência Internacional de Energia divulgou relatório especial para embasar negociações na COP26 que acontecerá no Reino Unido, em novembro

Por Josette Goulart Veja 18 Maio 2021

Carbono zero passa pelo fim dos investimentos em petróleo Leonard Ortiz/MediaNews Group/Orange County Register/Getty Images 

A Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) está propondo que o mundo simplesmente pare, a partir de hoje, de fazer qualquer novo investimento em campos de petróleo e gás natural se os governos estiverem mesmo dispostos a zerar emissões líquidas de carbono até 2050. A agência divulgou um relatório especial nesta terça-feira, 18, que estabelece 400 marcos para orientar esta jornada global. “Isso inclui, a partir de hoje, nenhum investimento em novos projetos de fornecimento de combustível fóssil e nenhum investimento adicional para novas usinas de carvão”, diz o relatório. E segue: “em 2035, não haverá vendas de novos automóveis de passageiros com motor de combustão interna e, em 2040, o setor global de eletricidade já terá emissões líquidas zero”.

O relatório foi feito para dar suporte ao governo do Reino Unido nas negociações que ocorrerão na 26ª Conferência das Partes (COP26) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, em Glasgow, em novembro. A IEA prevê que haverá um investimento anual de 5 trilhões de dólares até 2030 em energias renováveis o que vai acrescentar 0,4 ponto percentual extras ao ano no crescimento do PIB global. O relatório pode ser lido na íntegra aqui neste link – https://www.iea.org/reports/net-zero-by-2050

Como nenhum novo campo de petróleo e gás natural é necessário no caminho do carbono zero, os suprimentos vão se tornar cada vez mais concentrados em um pequeno número de produtores de baixo custo e o estudo prevê que a participação da OPEP no suprimento global de petróleo vai cresce de cerca de 37% nos últimos anos para 52% em 2050, um nível mais alto do que em qualquer momento da história dos mercados de petróleo. 

Leia mais em: https://veja.abril.com.br/blog/radar-economico/cop26-investimento-em-petroleo-tem-que-parar-ja-e-carro-a-gasolina-morrer/

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