As grandes empresas de tecnologia vão dominar tudo


por Evandro Milet

Em meio à maior crise econômica, as gigantes de tecnologia nos Estados Unidos, já conhecidas pela sigla FAMGA, Facebook, Amazon, Microsoft, Google e Apple, cada uma chegando ou ultrapassando o trilhão de dólares em valor de mercado, impressionam pela força e vitalidade. Enquanto empresas de outros setores pedem socorro aos governos e administram demissões em massa, a Amazon anunciou 175 000 contratações só em março e espera lucrar mais de 6,5 bilhões no primeiro semestre do ano. Facebook, Apple e Microsoft também apresentaram uma saúde financeira notável em plena pandemia. 

E o que fazem com todo o caixa gerado por lucros extraordinários? Investem para dominar grandes setores da economia. Saúde, educação, defesa, finanças e até atribuições de governo. Enquanto governos discutem até a possibilidade de dividir algumas dessas grandes, frente ao enorme poder que dispõem, à semelhança do que foi feito com o petróleo no início do século 20, elas ampliam seu escopo de atuação. Na educação à distância, Google e Microsoft disputam o mercado mundial, que promete uma expansão sem volta com a pandemia.

Na saúde, Apple e Google estão trabalhando no desenvolvimento de um sistema para o rastreamento de pacientes infectados. Cientes do receio de governos e cidadãos pela quebra da privacidade, eles que já sabem muito da nossa vida, já anunciaram que usarão Bluetooth em vez do GPS abrangente. A entrada do Google no mercado de saúde já conteceu com a parceria com um grande plano de saúde americano, para procurar padrões e tendências  dos pacientes, como forma também de ampliar ainda mais seu conhecimento sobre as pessoas. Para cercar por outro lado, comprou uma empresa pioneira na produção dos relógios inteligentes que medem a atividade física, batimentos cardíacos e a qualidade do sono, tipo de equipamento por onde já transita a Apple com seu Applewatch. Microsoft e Facebook também desenvolvem projetos de dados na área, com foco na pandemia, todos contando com as previsões óbvias de que toda a sociedade vai sair desse processo pedindo mais investimentos em saúde. 

Essa aplicação de mapear a atividade das pessoas já vinha desde a luta contra o terrorismo depois do 11/9 e cria um mercado imenso do que Shoshana Zuboff, da Harvard Business School, chama de “capitalismo da vigilância”.

Com ele, as empresas passam a conhecer profundamente as pessoas e conseguem até prever o que elas querem, oferecendo ao mercado informações de imenso valor.

Esse conhecimento foi utilizado até indevidamente em eleições nos Estados Unidos e em outros países, assim como no mercado em geral.

Agora essas Big Tech se movem para oferecer projetos que assumem quase a operação de serviços de governo em segurança com câmeras de reconhecimento facial, polícia, imigração, alfândega e presídios, que eventualmente outros já fazem de forma privada, porém sem a infraestrutura de inteligência que elas dispõem.

Cada uma das grandes começou em um mercado diferente, a Apple começou como um computador, Microsoft como sistema operacional, o Google como um motor de busca, Amazon como uma loja e Facebook como uma rede social.  Depois foram se espalhando por outros mercados, se cruzando cada vez mais e disputando o controle das nossas vidas e da economia. Não dá para imaginar ainda até onde irão.

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