O boom da IA tem uma vencedora inesperada: uma empresa de 175 anos de utensílio de cozinha; entenda


Dona de marcas icônicas como a Pyrex, a Corning reinventou-se mais uma vez, desta vez como fornecedora essencial para os maiores data centers do mundo

Por Sharon Goldman – Estadão/Fortune – 28/01/2026

IA com visão de mundo e IA cientista: o que esperar da inteligência artificial em 2026

Talvez você conheça a Corning por suas marcas icônicas de cozinha, como Pyrex e CorningWare. Talvez se lembre de que Thomas Edison confiou na empresa para desenvolver o vidro para a lâmpada, ou que, em 1970, a Corning inventou a primeira fibra de vidro útil para a comunicação de longa distância, enquanto, em 2007, Steve Jobs recorreu à Corning, com sede em Corning, Nova York, nos Estados Unidos, para criar o vidro resistente a estilhaços que agora envolve todos os iPhones.

Você provavelmente não pensa nela como uma empresa de inteligência artificial, mas um novo acordo com a Meta mostra como o boom da IA está remodelando radicalmente o cenário industrial dos Estados Unidos. A Corning, com 175 anos de existência, reinventou-se mais uma vez — desta vez como fornecedora essencial para os maiores data centers de IA do mundo.

A Meta anunciou nesta semana que se comprometeu a pagar à Corning até US$ 6 bilhões até 2030 por cabos de fibra óptica para conectar sua frota em expansão de data centers de IA.

Em uma entrevista à CNBC, o CEO da Corning, Wendell Weeks, revelou que a empresa está expandindo uma fábrica na Carolina do Norte para acomodar a crescente demanda da Meta e de outras empresas, incluindo Nvidia, OpenAI, Google, Amazon e Microsoft. Quando o projeto estiver concluído — com financiamento da Meta — a Corning diz que será a maior fábrica de cabos de fibra óptica do mundo. A notícia fez com que as ações da Corning subissem 16%.

Em vez de enviar informações como sinais elétricos por meio de fios de cobre, a fibra usa fios de vidro ultrapuro — cada um mais fino que um fio de cabelo humano — para transportar dados como pulsos de luz. Nos data centers de IA, o cabo de fibra óptica conecta dezenas de milhares de GPUs, permitindo que elas funcionem como um único cluster de supercomputador.

Shay Boloor, estrategista-chefe de mercado da Futurum Equities, disse à Fortune que o acordo com a Meta é “grande” para a Corning, provavelmente dobrando sua receita anual, de menos de meio bilhão para quase um bilhão por ano, quando a fábrica estiver totalmente em funcionamento.

É provável que o negócio também não seja o último para a Corning, já que os hiperescaladores (data centers de grande escala) procuram garantir o fornecimento. “Não me surpreenderia ver a Microsoft fazer um acordo semelhante com a Corning, porque muitos desses investidores em data centers estão indo além da construção da fábrica e realmente temem que a escassez apareça quando chegarem ao próximo estágio”, disse Boloor.

Como a Fortune relatou no ano passado, a situação nem sempre foi tranquila para a Corning. Na década de 1990, Weeks foi um dos vice-presidentes da Corning escolhido para dirigir um novo negócio de fibra óptica para alimentar a crescente internet — uma inovação que levou a avaliação da Corning a quase US$ 100 bilhões no auge da bolha da internet em 2000.

Essa bolha estourou no ano seguinte, fazendo com que o preço das ações da empresa despencasse de cerca de US$ 100 para US$ 1. Mas, mesmo quando a Corning perdeu 99% de seu valor e teve que demitir metade de seus funcionários, Weeks continuou a desenvolver a tecnologia de fibra da empresa, que continua a dar frutos durante o boom do data center de IA. Nos últimos seis meses, as ações da Corning subiram mais de 100%.

O acordo com a Meta chega em um momento em que a energia se tornou o maior gargalo para os hiperescaladores, disse Boloor, pressionando as empresas a fazerem tudo o que puderem para contornar uma restrição que só está piorando. Os data centers de IA atuais incluem racks de GPUs que devem ser fisicamente conectados no que ele chama de “velocidades insanas”.

“A eletricidade não se move pelo ar e os dados não se teletransportam entre os racks — a energia flui pelo cobre e os dados fluem pela fibra”, explicou ele. À medida que a inferência de IA — a saída diária de modelos — aumenta, a “quantidade de fibra por data center vai explodir”.

O boom da IA tem uma vencedora inesperada: uma empresa de 175 anos de utensílio de cozinha; entenda – Estadão

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