CEO da companhia mais valiosa do mundo não vê salto repentino nas demissões causadas por IA, mas defende que tecnologia transformará o mercado de trabalho de forma radical
Por Marco Quiroz-Gutierrez – Estadão/Fortune – 06/12/2025
O CEO da Nvidia, Jensen Huang, não prevê um salto repentino nas demissões causadas por IA. Mas isso não significa que a tecnologia não vá transformar radicalmente o mercado de trabalho — ou até criar funções completamente novas, como alfaiates de robôs.
Segundo Huang, os empregos mais resistentes ao avanço da inteligência artificial serão aqueles que envolvem mais do que tarefas repetitivas. “Se o seu trabalho é só picar legumes, a Cuisinart vai te substituir”, afirmou.
Por outro lado, algumas profissões, como a de radiologista, podem estar relativamente seguras, porque não se resumem a tirar ou analisar imagens, mas sim interpretar esses exames para diagnosticar doenças.
“Estudar a imagem é apenas uma etapa dentro do trabalho de diagnóstico”, explicou.
Huang reconheceu que alguns empregos de fato vão desaparecer, embora evite o tom mais alarmista de figuras como Geoffrey Hinton, o “padrinho da IA”, e Dario Amodei, CEO da Anthropic — ambos já previram desemprego em massa com o avanço das ferramentas de IA.
Ainda assim, o mercado dominado por IA que Huang imagina também pode criar novos cargos. Entre eles, ele citou a possível demanda por técnicos responsáveis por construir e manter futuros assistentes robóticos — e até indústrias completamente novas.
“Você vai ter roupas para robôs, uma indústria inteira disso — não é? Porque eu quero que o meu robô seja diferente do seu”, disse Huang. “Então vai existir toda uma indústria de vestuário para robôs.”
A ideia de robôs inteligentes ocupando postos de trabalho antes exercidos por humanos pode parecer ficção científica, mas algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo já tentam torná-la realidade.
O CEO da Tesla, Elon Musk, fez do robô Optimus um pilar central da estratégia futura da companhia. No mês passado, Musk previu que o dinheiro deixará de existir e o trabalho será opcional dentro de 10 a 20 anos graças a uma força de trabalho totalmente robótica.
A IA também avança tão rapidamente que já tem potencial para substituir milhões de empregos. Segundo um relatório do MIT publicado no mês passado, a tecnologia consegue realizar tarefas equivalentes a cerca de 12% dos empregos nos Estados Unidos. Isso representa aproximadamente 151 milhões de trabalhadores, que ganham coletivamente mais de US$ 1 trilhão — tudo potencialmente impactado pela automação.
Mesmo o possível novo emprego de “estilista de roupas para robôs”, imaginado por Huang, pode não durar muito. Ao ser questionado por Rogan se os próprios robôs poderiam produzir roupas para outros robôs, Huang respondeu: “Eventualmente. E aí vai surgir outra coisa.”
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