Funcionário do mês: mais robôs operam na China do que em todos os outros países juntos, aponta relatório


Fábricas chinesas instalaram quase 300 mil novos robôs no último ano, superando Estados Unidos, Japão e Europa somados

Por O Globo/The New York Times – 27/09/2025 

A China está fabricando e instalando robôs de fábrica em um ritmo muito maior do que qualquer outro país, com os Estados Unidos ocupando um distante terceiro lugar, fortalecendo ainda mais seu papel dominante na manufatura mundial.

Mais de dois milhões de robôs operavam em fábricas chinesas no ano passado, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (25) pela Federação Internacional de Robótica, organização sem fins lucrativos que representa fabricantes de robôs industriais. As fábricas chinesas instalaram quase 300 mil novos robôs, mais do que o resto do mundo somado; nos Estados Unidos, o número foi de 34 mil.

Robôs e produtividade em alta

Apesar de utilizar mais robôs, as fábricas chinesas também melhoraram sua produção. O governo vem utilizando capital público e diretrizes políticas para estimular empresas a se tornarem líderes em robótica e outras tecnologias avançadas, como semicondutores e inteligência artificial.

No cenário global, robôs e IA desempenham papel cada vez mais proeminente e disruptivo na indústria. Eles variam de máquinas que soldam peças de automóveis a garras que movimentam caixas em linhas de produção. À medida que a tecnologia aumenta a eficiência, algumas fábricas operam com menos trabalhadores e alteram funções de outros funcionários.

Na última década, a China iniciou uma campanha ampla para ampliar o uso de robôs, produzir equipamentos de ponta e integrar a indústria com avanços em inteligência artificial. Empresas chinesas se beneficiaram de um impulso nacional que acompanha o crescimento dos setores de veículos elétricos e inteligência artificial, afirmou Lian Jye Su, analista-chefe da Omdia, empresa de pesquisa em tecnologia.

“Isso não é coincidência”, disse Su. “Foram necessários anos de investimento por parte das empresas chinesas.”

O esforço de Pequim para automatizar fábricas tem sido central para consolidar sua posição como potência manufatureira. Desde 2017, as instalações superam 150 mil robôs por ano. Ao mesmo tempo, a produção industrial disparou: no início deste ano, as fábricas chinesas produziam quase um terço de todos os produtos manufaturados no mundo, mais do que Estados Unidos, Alemanha, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido juntos.

Gráfico das intalações — Foto: Federação Internacional de RobóticaGráfico das instalações — Foto: Federação Internacional de Robótica

Estratégia governamental e expansão nacional

No ano passado, as instalações de robôs caíram nos quatro países que mais utilizam robôs industriais: Japão, Estados Unidos, Coreia do Sul e Alemanha. O Japão, por exemplo, instalou 44 mil unidades.

Desde 2015, a China tornou prioridade máxima tornar-se competitiva globalmente em robótica, parte da campanha Made in China 2025, voltada a reduzir importações de produtos manufaturados avançados. As indústrias tiveram acesso a empréstimos de bancos estatais a juros baixos, apoio na aquisição de concorrentes estrangeiros, injeções diretas de recursos governamentais e outros incentivos. Em 2021, o governo lançou uma estratégia detalhada para expandir o uso de robôs.

“Você pode ver como essa estratégia funcionou; sem um plano, um país está sempre em desvantagem”, disse Susanne Bieller, secretária-geral da Federação Internacional de Robótica.

No ano passado, a participação chinesa na fabricação mundial de robôs chegou a um terço da oferta global, ante um quarto em 2023. O Japão, líder anterior, caiu para 29% do mercado global, contra 38% no ano anterior.

Até então, a China instalava mais robôs importados do que nacionais. Mas no último ano, quase três quintos das máquinas instaladas também foram fabricadas localmente. No total, o país tem cinco vezes mais robôs em operação do que os Estados Unidos.

Embora os dados da federação não incluam robôs humanoides, ainda em grande parte experimentais, o apoio governamental gerou um boom de startups e empresas que produzem componentes especializados, como articulações motorizadas. A Unitree Robotics, sediada em Hangzhou, anunciou que pretende abrir capital até o fim do ano. Seus robôs humanoides mais básicos custam cerca de US$ 6 mil na China, uma fração do valor cobrado por empresas americanas, como a Boston Dynamics.

Ainda assim, as companhias chinesas enfrentam dificuldades na produção de componentes-chave, como sensores e semicondutores, apontou Su. “Um robô humanoide de ponta seria quase totalmente fabricado fora da China, com talvez um ou dois componentes chineses, mas o sistema seria muito internacional.”

Por outro lado, a China mantém múltiplas vantagens na robótica industrial. O país conta com eletricistas e programadores especializados capazes de instalar robôs, embora enfrente escassez de profissionais qualificados, com salários que podem chegar a US$ 60 mil anuais. Além disso, a indústria de IA do país é fortemente direcionada à análise e melhoria do desempenho das máquinas de fábrica

“Empresas chinesas usam a IA para monitorar e avaliar quais máquinas estão com desempenho ótimo e quais estão abaixo do esperado”, disse Cameron Johnson, consultor de cadeia de suprimentos em Xangai. “Fora da China, a IA ainda não é vista dessa forma na manufatura.”

Funcionário do mês: mais robôs operam na China do que em todos os outros países juntos, aponta relatório

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