📊 Mais de 40% dos formandos na China estão em cursos de STEM — Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática.


Anderson Correia – Linkedin – Julho 2025

Presidente do IPT | Professor Titular e ex-Reitor do ITA | Top 1 em Educação no Linkedin

Nos Estados Unidos, essa proporção gira em torno de 20%.

No Brasil, apenas 17%.

Esses dados ajudam a explicar por que algumas economias avançam mais rapidamente do que outras. O progresso tecnológico não nasce por decreto: é consequência direta de investimento em educação científica e formação de capital humano.

Em números absolutos, a diferença é ainda mais expressiva.

A China formou cerca de 3,57 milhões de profissionais em STEM no ano de 2020.

Os Estados Unidos, 820 mil.

O Brasil, 238 mil.

Ou seja: a China forma quase 4 vezes mais profissionais dessas áreas do que os EUA — e aproximadamente 15 vezes mais que o Brasil.

📌 E não é apenas sobre orçamento. É sobre prioridade.

Um exemplo claro é o Irã: mesmo sob sanções econômicas severas, o país forma 33% de seus graduados em STEM — quase o dobro da taxa brasileira.

Nos Estados Unidos, há ainda outro fator agravante: uma parte relevante dos formandos em STEM são estudantes internacionais. Com as restrições migratórias recentes, esse número tende a diminuir — o que pode comprometer a base de talentos técnicos do país.

🇧🇷 Já no Brasil, o desafio é duplo:

Primeiro, formar mais profissionais nessas áreas.

Depois, garantir que eles encontrem oportunidades reais de desenvolvimento e permaneçam no país.

Quem passou por um curso de engenharia ou áreas correlatas sabe: a evasão é alta. Muitos desistem no meio do caminho — em boa parte por conta de deficiências na educação básica, que dificultam o aprendizado em disciplinas mais exigentes. Mas também porque os alunos fogem de cursos que possuem pouca demanda de mercado.

📉 E como se já não bastassem os obstáculos internos, o cenário se agravou com o tarifaço anunciado pelos EUA, que impacta diretamente empresas brasileiras como Embraer, WEG, Braskem, Marcopolo, Suzano — justamente aquelas que mais contratam engenheiros e investem em inovação tecnológica.

Essas tarifas não prejudicam só a exportação. Elas afetam a inovação, a pesquisa aplicada e a formação técnica nacional.

Formar talentos é essencial. Mas proteger e valorizar esses talentos é uma escolha. Uma decisão estratégica.

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