Internet das coisas cresce a taxas anuais de 20% no país


Número de conexões de IoT no mercado mundial deverá saltar de 19,8 bilhões, projetado para 2025, para 40,6 bilhões em 2034

Por Maria Lúcia D’Urso — Para o Valor – 30/05/2025

Tópico importante dos projetos de transformação digital das corporações, a tecnologia de internet das coisas (IoT) avança no mundo. Graças a ela, é possível interconectar à internet dispositivos que vão de sensores a eletrodomésticos.

De acordo com dados da empresa de pesquisa inglesa Transforma Insight, o número de conexões de IoT no mercado mundial deverá saltar de 19,8 bilhões, projetado para 2025, para 40,6 bilhões em 2034. No primeiro lugar em uso dessa tecnologia está a China. A América Latina surge em quarto lugar, sendo o Brasil responsável por 40% dos investimentos pesados em conexões.

O setor de IoT no Brasil vem crescendo a taxas anuais de 20%, de acordo com estimativas do mercado. “O marco inicial para o aquecimento no Brasil foi o Plano Nacional de Internet das Coisas, de 2019. A partir dessa data surgiram muitas empresas especializadas em implementar aplicações em pacotes integrados de hardware, software e serviços de análise de dados”, afirma Rogério Moreira, diretor de tecnologia da Associação Brasileira de Internet das Coisas (Abinc).

A IoT emprega diversos tipos de redes para conectar dispositivos, cada uma com suas próprias características e aplicações. Entre as mais comuns, destacam-se a wi-fi, a celular (3G, 4G, 5G), a LoRaWAN e as redes via satélite. Cada uma dessas tecnologias possui diferentes alcance, velocidade, consumo de energia e custo. A LoRaWAN, por exemplo, caracteriza-se por ser sem fio, de longo alcance e baixo consumo de energia.

“As conexões de IoT via rede móvel, de celulares, preponderam no Brasil, pelas altas taxas de disponibilidade”, assinala Moreira, da Abinc. Segundo a consultoria Teleco, esse tipo de conexão registrou um crescimento de 22% em 2024 e deverá manter essa mesma porcentagem este ano.

Na lista dos setores que mais empregam IoT, cujas aplicações, por enquanto, são mais sustentadas por redes 4G, destacam-se as áreas de agronegócio, empresas de serviços públicos, indústria e transportes. Uma das aplicações no agronegócio é o monitoramento de culturas. Por meio de sensores espalhados pelo solo, é possível acompanhar, em tempo real, variáveis como temperatura, umidade, nível de nutrientes e até a saúde das plantas.

No rastro da IoT, a rede móvel 5G e tecnologias como a inteligência artificial (IA) vêm sendo impulsionadas. “Com IoT e IA juntas, é possível fazer com que um medidor de luz inteligente analise os padrões de comportamento do consumidor e, caso necessário, dispare alertas para a central de comando das empresas, apontando possíveis problemas de funcionamento do aparelho”, exemplifica Adriano Pereira, diretor de IoT, big data e inovação B2B da Vivo.

De olho nesse mercado, a TIM, que tem cobertura de 5G em 700 cidades brasileiras, segue investindo em IoT. Hoje a empresa oferece não somente conectividade como também pacotes de hardware, software e serviços para corporações dos mais variados setores. “Investimos, há cerca de sete anos, na montagem de uma rede narrowband IoT ou NB-IoT, que nos permite cobrir atualmente 5.167 cidades do país. Trata-se de um diferencial competitivo muito grande”, enfatiza Fabio Avellar, vice-presidente de receitas da TIM.

A operadora lançou, no ano passado, a plataforma TIM IoT Solutions. “Graças a essa solução, nos tornamos um grande provedor de transformação digital e gerador de eficiência para as empresas”, destaca Avellar. Essa plataforma cobre mais de 21 milhões de hectares com 4G do agronegócio. “Nossa frente de negócios já soma R$ 273 milhões em receita contratada nos últimos 12 meses.”

A Vivo recentemente anunciou uma parceria com a Dow Brasil para impulsionar a inovação e fortalecer a segurança no ambiente industrial. A operação da empresa contará com a Área Segura, solução baseada em dispositivos inteligentes e plataforma em nuvem. Foi desenvolvida para transformar a gestão da segurança do trabalho, prevenindo acidentes, otimizando custos operacionais e aumentando a produtividade na fábrica.

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